TV Web encerra temporada destacando as gerações interativas

TV Web Educar na Cultura Digital destaca as gerações interativas

Quinto e último programa deste ano traz os convidados Sidnei Oliveira e Ivelise Fortim para um bate-papo sobre os desafios de
educar crianças e jovens da era digital


Iniciada em setembro deste ano, a série de programas “Educar na Cultura Digital” na TV Web Moderna

 chega ao fim da temporada 2010 na próxima quarta-feira, 01 de dezembro, destacando o tema “Gerações Interativas: onde está o desafio ao educá-las?”.

O quinto programa mantém a linha dos quatro anteriores e aborda temas discutidos no Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital. A transmissão online ao vivo acontece a partir das 16h, e canais para interação (veja no box abaixo como interagir) estarão abertos para que os participantes do Grupo e os interessados pelo tema possam enviar comentários e perguntas. A mediadora pedagógica do Grupo de Estudos Mílada Gonçalves conduzirá o bate-papo com os convidados Ivelise Fortim e Sidnei Oliveira.

Psicóloga e mestre em Ciências Sociais pela PUC-SP, Ivelise pesquisa há mais de 10 anos a tecnologia nas relações humanas. Agora, para a tese de doutorado que pretende desenvolver, foca o tema “Uso Patológico da Internet”. Junto ao consultor Sidnei Oliveira, especialista em “Conflitos de Gerações” e “Geração Y”, discutirá alguns pontos-chave para a educação das gerações interativas, como “o que os jovens destas gerações, sempre conectados e acompanhados de seus apetrechos digitais, buscam aprender?” e “que contexto social produz essas gerações?”.

A mediadora Mílada Gonçalves destaca que, embora novos arranjos sociais tragam novas realidades e isso implique outro contexto de estrutura familiar, de consumo infantil e mesmo outro contexto tecnológico, “as crianças continuam sendo crianças”. Como conduzir a formação delas, portanto, continua a ser questão primordial.

A importância de refletir sobre a formação envolve também discussões sobre como potencializar as capacidades e competências que estão relacionadas de forma intrínseca aos hábitos – grande parte deles digitais – dos representantes das gerações interativas. E envolve ainda pensar sobre como administrar conflitos de características das denominadas gerações Y,  X,  Z, que já convivem em ambientes corporativos. Com este assunto, o convidado do programa Sidnei Oliveira está bastante familiarizado. Não raramente é chamado em empresas para indicar formas de se superar o “gap” entre as diferentes gerações. Sim, o que se percebe é que lidar com as gerações interativas não é desafio somente para educadores.

 

 


Vamos interagir?

Desde o seu lançamento, o programa TV Web Educar na Cultura Digital preza pela interação real com o público, o qual tem respondido com bastante participação aos canais abertos para conversa “direta” com os convidados durante a transmissão.

Nesta quarta-feira, mais uma vez teremos o chat, que pode ser acessado na mesma página do vídeo (que fica à direita e ao alto da caixa de vídeo), e a hashtag #ECDigital_TV, a qual deve ser utilizada no Twitter pelos que quiserem participar do programa. As perguntas podem também ser direcionadas para os perfis

@educultdigital e @educaredebrasil.

Todos os programas têm a gravação disponibilizada posteriormente, mas é imensa a troca de informação que ocorre nesses espaços virtuais enquanto o bate-papo entre a mediadora e os convidados acontece, como pôde ser visto nas edições anteriores da TV Web.

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Segundo programa da TV web foca a essência da cultura digital

Segundo programa da TV Web foca a essência da cultura digital

Após a estreia com ativa participação dos internautas que acompanhavam a transmissão streaming ao vivo, o programa Educar na Cultura Digital volta à TV Web na próxima quarta-feira, dia 06/10, às 16h. Desta vez, o tema a ser discutido é “Cultura Digital: O que é? Como surgiu?”

Nesta segunda edição do programa, uma realização do Grupo de Estudos Online Educar na Cultura Digital, a proposta é explorar os conceitos e a abrangência da cultura digital. Os convidados a falar sobre o assunto são o jornalista Rodrigo Savazoni, membro da coordenação-executiva do Fórum da Cultura Digital Brasileira, e a historiadora Camila Duprat, superintendente do Instituto Sergio Motta.

Ao longo de uma hora, Savazoni e Duprat conversarão com Priscila Gonsales, mediadora pedagógica do Grupo de Estudos Online, e responderão a perguntas enviadas durante o programa pelos internautas que estiverem no chat e no Twitter, acompanhando os perfis @educaredebrasil e @educultdigital.

Na cultura digital, o cidadão é, ao mesmo tempo, produtor e receptor de conteúdos, o que altera a concepção de comunicação unilateral. Além disso, o compartilhamento é considerado ponto-chave para a ampliação do conhecimento e da democratização cultural. Porém, esse compartilhamento esbarra ainda em questões de direitos autorais e levanta amplas discussões.

No território da arte digital, pelo qual Camila Duprat caminha há alguns anos – após exercer os cargos de diretora do Museu de Arte Moderna SP (90/92) e diretora da Divisão de Artes Plásticas do Centro Cultural São Paulo (1993/2000), foi coordenadora de produção do Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia (2001/2004) – os debates também são muitos. O Instituto Sérgio Motta, por exemplo, é um centro de pesquisas e debates que busca efetivar ações que unem tecnologias de telecomunicação aos setores cultural e social de forma inovadora.

Todos esses assuntos, de extrema relevância para a educação inserida na cultura digital, estarão em debate neste programa, o segundo de uma série que segue até dezembro. O primeiro programa Educar na Cultura Digital está disponível na web e pode ser acessado gratuitamente na home do hotsite do Grupo de Estudos. No vídeo, as mediadoras do Grupo de Estudos Online – Priscila Gonsales, Mílada Gonçalves e Sônia Bertocchi – explicam a metodologia, os espaços temáticos e os espaços de interação, as atividades e demais recursos do ambiente.

O Grupo de Estudos

Atualmente o Grupo já conta com mais de 1500 participantes de todas as regiões do Brasil. Em um ambiente subdividido em cinco temas (O Mundo Digital, Geração Interativa, Aprendizagem na Cultura Digital, Inovação Pedagógica e Avaliação em TIC), os participantes podem colaborar em discussões nos fóruns e criar seus próprios tópicos.

Não é exigido dos participantes nenhuma experiência pedagógica prévia em ambientes virtuais. A ideia é que profissionais em diversos níveis de apropriação da cultura digital interajam, troquem informações, experiências e consigam levar à prática do dia a dia o que aprendem no Grupo. As inscrições são gratuitas.

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

Professor


Dicas para educar com a televisão

 É competência das escolas?


Como no caso dos videogames, é necessário ter em conta que pais e docentes são os agentes educadores mais próximos das crianças e adolescentes, e é preciso assumir essa responsabilidade.


Conhecer a televisão

Assistir televisão não implica sempre fazê-lo diante do aparelho de TV. Hoje, é cada vez mais simples assistir a séries, programas ou filmes na Internet. Em um futuro não muito distante, vamos fazê-lo pelo celular, e já é possível baixar programas para vê-los nos consoles portáteis tipo PSP. O importante não é tanto a mídia, mas sim o conteúdo. Uma das vantagens dessas novas formas de assistir televisão (ou algumas coisas antigas, como o aluguel de vídeos) é que elas permitem fazer uma seleção do que veremos. Se as escolas dispõem de serviços de Internet, é importante educar sobre esses tipos de conteúdo.

 Pode ser aproveitado como material educativo?

 

Intercâmbio de experiência

Compartilhe suas experiências educativas relacionadas às novas tecnologias e conheça as iniciativas de outras escolas na página do Gerações Interativas.

Dica: a página está em espanhol, mas os internautas brasileiros podem escrever em português.

As projeções de vídeo em salas de aula são uma constante, tanto como complemento para a explicação de alguns temas quanto para o estímulo ao debate a partir de filmes exibidos para o grupo. É importante saber que existem programas de TV à la carte, onde é possível encontrar vídeos úteis para qualquer tipo de matéria. Além do mais, existem projetos que ajudam as crianças a criar sua própria televisão na Internet: no site

www.teleclip.tv, elas podem gerar conteúdo para explicar ao grupo sua visão para todo tipo de questões, como meio ambiente, ciência etc.

 Os meios audiovisuais como recurso para aprender a utilizar os meios audiovisuais

Existe uma variedade de vídeos explicativos e educativos para aprender a usar a televisão e outros tantos para educar sobre as novas tecnologias. No canal YouTube podemos encontrar vários exemplos. A partir daqui, convidamos todos ao Canal YouTube de Gerações Interativas.

 

Fazer televisão também é aprender

É cada vez mais simples fazer vídeos caseiros, já que com uma webcam ou um celular, por exemplo, podem ser realizadas pequenas gravações. Uma boa atividade é utilizar esses recursos para desenvolver o uso crítico da televisão e selecionar os conteúdos. Ou seja, por que veríamos conteúdos que nós mesmos não gravaríamos?

Fonte: Gerações Interativas
Tradução: Carla Jimenez

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)