Fundação Telefônica credencia REDECA no Portal do Software Público

Fundação Telefônica credencia REDECA no Portal do Software Público durante a Campus Party 2010

O REDECA – sistema de informação desenvolvido pela Fundação Telefônica para fortalecer o Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente – será credenciado no Portal do Software Público Brasileiro. A cerimônia que sela a parceria entre a Fundação e a Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, acontece no dia 26, terça-feira, às 16h, no estande da Telefônica na Campus Party 2010.

O REDECA – uma referência ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) – foi desenvolvido pela instituição, dentro de seu projeto de Redes de Atenção à Criança e ao Adolescente, em conjunto com oito municípios paulistas. A finalidade do software é integrar informações sobre cada criança atendida, num só registro, em que se podem observar dados sobre saúde, educação, assistência social e outros temas relativos a seu desenvolvimento. Com isto, é possível identificar a trajetória e as necessidades dos beneficiados individualmente e analisar as demandas coletivas para a definição de políticas de atendimento.

Segundo o diretor-presidente da Fundação Telefônica, Sérgio Mindlin, a inserção do REDECA no Portal do Software Público Brasileiro propiciará a milhares de municípios brasileiros conhecer a ferramenta e decidir sobre sua utilização. O programa, construído em plataforma de software livre, foi produzido de forma coletiva para contemplar os diversos formatos, necessidades e perfis das organizações governamentais e não-governamentais ligadas ao atendimento das crianças e adolescentes. “Nosso objetivo é facilitar o acesso das cidades a essa ferramenta e acreditamos que o Portal possa ser um grande mediador”, diz Mindlin.

O REDECA já está disponível, gratuitamente, para implantação em qualquer cidade brasileira, por meio do portal Pró-Menino, na seção Redes de Atenção a Crianças e Adolescentes. Nesse espaço, também estão disponíveis materiais de apoio para implantação e utilização do sistema: Manual Técnico de Instalação do Software, Manual do Usuário e Manual de Gestão da Rede.

A Fundação também vai mostrar como o REDECA funciona durante a Campus Party. A apresentação será na área dos Direitos Humanos, no dia 29, sexta-feira, às 14h, seguida de uma oficina técnica às 16h. A Campus Party acontece entre 25 e 31 de janeiro, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

Tudo o que você precisa saber sobre Twitter

O que é Twitter? Para que serve? Por que todo mundo só fala nele? Como fazer parte da tuitosfera? Essas dúvidas que muita gente tem, mas não sabia para quem perguntar, agora já podem ser respondidas. Elas estão no primeiro guia online sobre a ferramenta. “Tudo o que você precisa saber sobre Twitter (você já aprendeu em uma mesa de bar)” foi lançado pela Talk Interactive nesta segunda-feira (10/08) por meio do Twitter, é claro. O conteúdo ficará disponível na Internet sob licença Creative Commons, permitindo que qualquer pessoa leia, repasse e ajude a atualizar o livro colaborativamente.

Com 46 capítulos, o livro é dividido em três categorias: Tudo o que você precisa saber; Negócios, jornalismo e política; Uso avançado do Twitter. Trata-se de um manual prático com orientações sobre como encontrar pessoas, o que é seguir e ser seguido e como o serviço pode ser utilizado de forma simples e eficiente. “O Twitter está crescendo muito no Brasil. Cada vez mais, novos usuários entram nesta rede, aumentando sua relevância. Mas as dúvidas sobre o Twitter ainda são muitas. Por isso tivemos a idéia de produzir um manual prático. O material vai ajudar muita gente”, diz Luiz Alberto Ferla (@ferla), CEO (Chief Executive Officer) da Talk Interactive.

Segundo Ferla, o conteúdo tem ainda importantes dicas para quem deseja utilizar a ferramenta para fins corporativos e até para ações em campanhas políticas. “O livro vai do básico ao avançado, abrangendo todos os níveis de conhecimento a respeito da ferramenta”. A idéia do livro surgiu e foi desenvolvida dentro da Talk a partir das dúvidas que muitas pessoas têm em entender essa ferramenta e também sobre a dificuldade de muitos tuiteiros em definir o serviço.

“É difícil explicar o que é o Twitter para alguém com noções básicas de uso da Web. Você pode, por aproximação, dizer que é uma mistura de blog e MSN ou pode ser específico e falar que é uma ferramenta para micro-blogagem baseada em uma estrutura assimétrica de contatos, no compartilhamento de links e na possibilidade de busca em tempo real, mas dificilmente isso convencerá o seu interlocutor a usar o serviço”, diz Juliano Spyer (@jasper), redator da obra e integrante do time da Talk.

Prefácio colaborativo

Com mais de 200 mil seguidores no Twitter, ninguém melhor do que Marcelo Tas para prefaciar um livro sobre a ferramenta. Mas a condição para aceitar o convite foi a de que os internautas também participassem da discussão para melhor definir o que é o serviço. Dessa colaboração nasceram pérolas como:

• O Twitter é para o mundo o que a praça é para uma cidadezinha. @_Jeyson

• O Twitter é como pátio de hospício, cada um falando “sozinho”, eventualmente alguém responde. @saintbr

• Não consegui explicar até hoje para o meu chefe. @joycemescolotte

• O Twitter é uma maquininha de cutucar corações e mentes na velocidade da luz. Em 140 toques ou menos, a imaginação é o limite. @marcelotas

Baixe o livro “Tudo o que você precisa saber sobre Twitter (você já aprendeu em uma mesa de bar)”

Dados do livro

Título: Tudo o que você precisa saber sobre o Twitter (você já aprendeu em uma mesa de bar)
Criação: Talk Interactive
Páginas: 110
Licença: Creative Commons
Classificação: Twitter, redes sociais, Web, comunicação, tecnologia.

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(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

Novidades do Portal Global EducaRede

Novidades do Portal Global EducaRede

Mudanças no Portal Global EducaRede, lançado em 26 de novembro, no V Congresso Internacional EducaRede, em Madri, começam a ser implantadas de forma paulatina

 

O processo de migração já começou a ser percebido desde o lançamento, quando alguns conteúdos do portal local de cada país somente puderam ser encontrados no novo Portal Global. Este processo deve tomar alguns meses, mas a expectativa é que até o meio do ano que vem, tudo esteja concluído. Assim, o usuário terá acesso a uma infinidade de recursos: comunidades virtuais, blogs, wikis, fóruns, notícias e projetos dos oito países iberoamericanos onde o EducaRede atua (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México, Peru e Venezuela).
Sempre lembrando que, no caso do Brasil, a URL não muda: o acesso ao Portal Global EducaRede continuará sendo o mesmo: (www.educarede.org.br).

A criação e o desenvolvimento da nova plataforma foi um processo que tomou aproximadamente dois anos, envolvendo estudos, testes e debates entre todos os países envolvidos.
O Portal Global EducaRede tem por base as seguintes diretrizes:

• Ser um bem público, mantendo a gratuidade de todos os serviços oferecidos;
• Priorizar ações e projetos com foco na inovação educativa, ou seja, a desejável contribuição das TIC para o processo de ensino e de aprendizagem;
• Tornar-se rede das redes, divulgando e disseminando boas iniciativas de outras instituições na área de educação e TIC;
• Desenvolver ações e projetos de orientação à pratica pedagógica, de forma a oferecer orientações ao cotidiano de professores, alunos e pais.
Mande suas dúvidas, sugestões ou comentários para o Fale Com EducaRede.

 

Sobre o EducaRede

 

O EducaRede é o principal programa de responsabilidade social do Grupo Telefônica na área de educação, presente em oito países em que a Fundação Telefônica atua – Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México, Peru e Venezuela. À semelhança do Brasil, cada um dos países desenvolve uma série de ações e projetos que visam contribuir para a melhoria da qualidade da educação por meio do uso das Tecnologias de Informação e Comunicação.

Criar e oferecer um portal educativo totalmente gratuito é fundamental para o Programa EducaRede existir nos vários países. Isso porque cada país disponibiliza conteúdos e desenvolve propostas pedagógicas em seus respectivos portais.

Com a unificação dos portais, será possível compartilhar experiências de forma muito mais próxima com os usuários de todos os países e encontrar muito mais conteúdos, ferramentas e serviços, acessíveis ao internauta de forma personalizada, segundo o próprio interesse.

O Portal Global EducaRede é um projeto surgido do nosso mais firme compromisso com a inovação e que, graças a uma profunda renovação tecnológica, vai nos converter em um portal muito mais moderno, no qual será possível encontrar mais vantagens e serviçosMarian Juste, gerente do EducaRede Espanha (na foto acima, primeira da esq. para dir.).
Todos os países já realizam projetos diretamente com professores, alunos, pais e comunidade escolar. Alguns, como o Brasil, também acumulam até mesmo experiências de intercâmbio. Propiciar a integração de todas essas iniciativas é um grande avanço e quem ganha com isso são os próprios usuáriosSergio Mindlin, diretor presidente da Fundação Telefônica no Brasil.

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

Fundação Telefônica apresenta novidades na Campus Party 2010

Software de acessibilidade, tradutor automático de Twitter e desafio digital: novidades da Fundação Telefônica na Campus Party 2010

 

A Fundação Telefônica apresentará, durante a Campus Party 2010, novos aplicativos para uso pedagógico. Um dos destaques será um software que permite a leitura de sites adaptados para deficientes visuais. Esse dispositivo, desenvolvido em parceria com a área de Pesquisa & Desenvolvimento da Telefônica, poderá ser usado por escolas que queiram promover a inclusão digital desse público.

Outra novidade fica por conta do tradutor automático de línguas para o Twitter, que facilitará a comunicação de internautas dos mais diversos países. Ele poderá ser testado no estande da Telefônica durante o evento e depois estará disponível para download no Portal EducaRede.

Desafio digital

Durante a Campus Party 2010 será promovido um desafio digital, criado especialmente para o evento, com informações sobre os oito países onde o EducaRede está presente e sobre o programa em si. Por meio de uma tela touch-screen, o usuário terá a oportunidade de utilizar ferramentas da web 2.0, como Wikipedia e YouTube, para procurar as respostas às questões propostas. A ferramenta terá capacidade para edição e poderá ser utilizada nas salas de aula, por exemplo, para a criação de outros desafios com fins pedagógicos.

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

Tecnologia e educação

 

Tecnologia e educação
dominam debates


Dois eventos de grande porte nas últimas semanas reuniram educadores
em torno de reflexões e discussões sobre o tema

Dois grandes eventos nacionais abordando a inter-relação educação e tecnologia foram destaque nas últimas semanas. O primeiro, o E-Gov Fórum III, ocorreu de 27 a 30 de maio, em Brasília, e teve como objetivo discutir a universalização do acesso à informática e à Internet com a participação de representantes de órgãos governamentais, da sociedade civil e da iniciativa privada.

 

Nos dias 13 e 14 de junho, o Instituto Ayrton Senna e a Microsoft organizaram em São Paulo o Congresso de Educação e Tecnologia para o Desenvolvimento Humano, que reuniu especialistas internacionais, como Pierre Levy e Philippe Perrenoud.

 

Confira:

:: Momento é de desafios ,da enviada especial, Mílada Tonarelli.

:: Balanço do E-Gov Forum III, do Portal Setor 3, parceiro do EducaRede

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Novas formas de pensar o currículo escolar

Novas formas de pensar o currículo escolar

II Seminário Web Currículo, em São Paulo, discutiu as possibilidades que as tecnologias digitais oferecem para inovar os modos de ensinar e aprender. O EducaRede participou do evento, com ações presenciais e on line

Por Adriana Vieira e José Alves

 

Redes sociais, mobilidade e Web 2.0 na educação foram alguns dos temas de destaque do II Seminário Web Currículo. O evento reuniu, nos dias 7 e 8 de junho, na PUC de São Paulo, especialistas brasileiros e estrangeiros para refletir sobre a integração das tecnologias digitais ao currículo escolar.

“As redes sociais subvertem as escolas”, afirmou Simão Pedro Marinho, professor da PUC de Minas Gerais, que participou da mesa-redonda “Redes Sociais e Educação”. Segundo Marinho, a escola – mesmo a tradicional – sempre foi um lugar de rede social, porém uma rede centralizada, na qual um único nó (o professor) irradia informação para os demais (os alunos). “Não tem sentido incorporar as redes virtuais na escola para reproduzir as mesmas práticas. Só faz sentido se a rede não tiver um centro, na qual todos sejam iguais. A escola fará a rede descentralizada? Está pronta para subversão?”, provocou o professor da PUC-MG.

“Mobilidade e Educação” foi tema de duas mesas-redondas e de relatos de práticas no seminário. A professora de Comunicação e Semiótica da PUC-SP Lúcia Santaella utilizou o termo “aprendizagem ubíqua” para designar os modos de aprender por meio dos dispositivos móveis. Ou seja, a informação e as possibilidades de aprendizagem estão por toda parte. “Inaugurou-se uma modalidade de aprendizagem que prescinde a fórmula ensino e aprendizagem. Um novo modelo de aprendizagem sem ensino”. Porém, ela concluiu que essa nova modalidade de aprendizagem não significa a substituição da educação formal. “A educação formal nunca foi tão necessária, mas de uma forma diferente”, disse.

A professora da Faculdade de Educação da PUC-SP Maria Elizabeth de Almeida, uma das organizadoras do seminário, enfatizou a importância de integrar as velhas e as novas tecnologias ao currículo escolar. “Não é excluir as tecnologias convencionais, até mesmo o laboratório de informática,  mas ressignificá-las. Temos como exemplo as revistas impressas que continuam a existir, mas utilizam elementos da Internet”, explicou a professora na mesa-redonda de abertura do evento. Ela também ressaltou que as políticas de formação de professores têm que emergir de um diagnóstico – das questões dos professores e da escola – para então surgirem o conteúdo, as metodologias e as tecnologias.

As possibilidades oferecidas pela Web 2.0, como a colaboração e o papel da criação e autoria, também foram discutidas no evento. Para a professora da PUC-SP Maria da Graça Moreira da Silva, a escola deve explorar o meio digital “não só como espaço de navegação pelo conteúdo já posto, mas a idéia da Web 2.0, o papel da autoria, da nossa presença virtual”.

O seminário foi finalizado com a palestra “O papel das mídias na inovação em educação”, com o jornalista Paulo Markum, que criticou os projetos de um computador por aluno na escola, pois, segundo ele, “só interessa a governos para fazer média com empresas de computadores” (do Twitter @educaredebrasil). O jornalista ainda apontou o grande desafio que as novas tecnologias colocam à escola: “levar o professor a abrir mão do poder” (do Twitter @Elizampieri).

Rede Social Minha Terra, do Programa EducaRede, no Web Currículo

 

O Programa EducaRede compartilhou a experiência pedagógica vivenciada na Rede Social Minha Terra com os participantes do II Seminário Web Currículo em duas apresentações distintas. Priscila Gonsales, coordenadora executiva do Programa EducaRede no Brasil, esteve à frente do painel “Minha Terra: web 2.0 + sustentabilidade”, com relatos das práticas educacionais presentes na rede social que já envolve cerca de 9.000 estudantes e professores de diferentes localidades brasileiras e sulamericanas. Gonsales demonstrou para um público formado por especialistas em educação e tecnologia, além de estudantes universitários, como o Minha Terra pode promover a educação para o desenvolvimento sustentável do planeta.

Já Claudemir Viana, gestor do Minha Terra, realizou a oficina presencial “Publicação na web 2.0”. O especialista apresentou para os inscritos na capacitação, educadores e representantes de diretorias de ensino, as bases conceituais da comunidade virtual de aprendizagem, como o estímulo à prática da cidadania, autonomia e construção colaborativa de conhecimento entre educadores e alunos. Na oficina, houve também a demonstração das ferramentas tecnológicas presentes no ambiente virtual.

Web Currículo no Portal EducaRede

O Web Currículo contou com o Programa EducaRede como um dos seus parceiros. Por esse motivo, como parte das ações on line que antecederam o evento, o Portal ofereceu suas salas de bate-papo, desde abril, para representantes do seminário conversarem com internautas sobre os mais variados temas relacionados à educação e tecnologia. Entre eles, o projeto Um Computador Por Aluno (UCA), o uso das tecnologias para o ensino de línguas estrangeiras e Games na educação.

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Veja também:

Apresentações dos palestrantes e convidados no blog do Web Currículo

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

Exposição “Tão longe, tão perto” – As Telecomunicações e a Sociedade

Passado e futuro dialogam em exposição promovida pela Fundação Telefônica


Mostra interativa relembra a história das telecomunicações e vislumbra uma sociedade amplamente conectada. EducaRede está presente com apresentação de vídeos com ações que o Programa protagonizou 

Refletir sobre o passado e apontar as possibilidades do futuro das telecomunicações é a proposta de “Tão longe, tão perto” – As Telecomunicações e a Sociedade, exposição organizada pela Fundação Telefônica, com curadoria do físico e professor da Universidade Estadual de Campinas – Unicamp Peter Schulz.

A mostra, que acontece entre 21 de março e 23 de maio no Museu de Arte Brasileira da FAAP, em São Paulo, disponibiliza para o público paulista, pela primeira vez, o acervo do Núcleo Memória Telefônica e, ao mesmo tempo, estimula o visitante a expressar suas expectativas em relação às melhorias que as telecomunicações podem trazer para a vida das pessoas no futuro.
A exposição parte da primordial voz humana e avança até as principais inovações tecnológicas que promoveram o encurtamento das distâncias geográficas e redefinem relacionamentos sociais e estruturas urbanas. O visitante tem a oportunidade de interagir com experimentos científicos, equipamentos, aparelhos e um fórum central que prevê manifestações quanto ao futuro das tecnologias. O EducaRede está presente no núcleo Comunicação e Educação, com apresentação de vídeos com ações que o Programa já realizou ao longo dos anos.
Entre aparelhos, centrais telefônicas, as primeiras listas, fotos de época e documentos históricos, serão exibidas cerca de 100 peças, que ajudam a compor o painel da evolução da telefonia e das diferentes formas de comunicação das sociedades. “É uma grande oportunidade para o público conhecer um pouco mais da história das telecomunicações no país e refletir sobre como a evolução tecnológica nesta área poderá influenciar a vida no futuro”, afirma Antonio Carlos Valente, presidente do Grupo Telefônica no Brasil.

Sérgio Mindlin, diretor-presidente da Fundação Telefônica, enfatiza: “Nosso objetivo é que a exposição promova um debate com a sociedade sobre o impacto das telecomunicações no seu dia-a-dia”. A exposição já passou pelo Museu da República, em Brasília, de agosto a outubro de 2009.

Uma viagem pelo universo das comunicações: os núcleos temáticos da mostra

Linha do Tempo

A exposição começa pela Linha do Tempo, que perpassa toda a mostra. Ela resgata a época em que a fala era um dos poucos instrumentos do homem para estabelecer vínculos sociais, e passa pelos primeiros códigos sonoros e visuais, como o uso de tambores e sinais de fumaça.

A invenção do telégrafo e a expansão das redes de telefonia, o surgimento do rádio, microondas, satélites, fibra ótica, celular, internet, e tantas outras inovações que possibilitaram as conexões humanas também estão presentes nesse passeio pela história das comunicações.

Núcleo Arte e Cultura Popular

O visitante poderá constatar por meio de vídeos, áudios e documentos, entre outros meios de comunicação, como as culturas são influenciadas pelas inovações tecnológicas, gerando diferentes manifestações estéticas na música, na poesia, na literatura, nas artes visuais.

O núcleo terá um projeto de net-arte, especialmente criado para a mostra, pelos artistas Giselle Beiguelman e Rafael Marchetti. Denominado Tele_bits 2.0, trata-se de um ensaio visual dinâmico e online sobre a relação das telecomunicações com o cotidiano, mediado pela ação do público.

Núcleo Ciência e Tecnologia

Ressalta que todos os inventos tecnológicos são de autoria coletiva. Nesse núcleo, o público conhecerá experimentos simples, que podem ser facilmente reproduzidos e que demonstram princípios básicos da comunicação, como funcionam um microfone e um autofalante, por exemplo. A ideia é mostrar ao visitante de que forma dados e voz atravessam grandes distâncias.

Núcleo Comunicação e Educação

Nesse espaço, serão lembradas as profissões que surgiram com as novas tecnologias e as que virão por aí, além da retomada da importância da educação à distância e suas possibilidades. O EducaRede se faz representado nesse núcleo com apresentação de vídeos que mostram as ações pedagógicas do Programa com professores e alunos ao longo dos anos.

Fórum Futuros Possíveis.com

O centro da exposição é um Fórum no qual o visitante pode expressar suas considerações sobre o futuro das telecomunicações e seu impacto na sociedade, escrevendo sobre uma mesa touchscreen, de próprio punho, uma mensagem que será projetada ao lado de frases de grandes pensadores.

Espaço Brincar

Lúdico e educativo, o local foi especialmente concebido para aproximar o público infanto-juvenil da temática. Educadores coordenarão brincadeiras e oficinas que destacam princípios da comunicação. O projeto educativo, que oferecerá visitas orientadas e temáticas sob agendamento, distribuirá materiais para alunos e professores e estará preparado para o atendimento a públicos especiais.

Destaques do Acervo
A Fundação Telefônica é responsável pela manutenção e divulgação de um grande acervo histórico da telefonia no Brasil. Em “Tão longe, tão perto”, cria a oportunidade de apresentar parte desse conjunto ao público.

Entre os aparelhos telefônicos, destaque para o “Ericsson de parede”, de 1884, um dos primeiros modelos a chegar ao Brasil em escala comercial; ou o “Pé de Ferro”, de 1892, pioneiro por permitir que se falasse e ouvisse numa mesma peça. Há ainda um fax utilizado em 1950, um videofone da década de 70 e um dos primeiros modelos de celular, fabricado nos anos 90.

Também estarão no museu uma mesa operadora com mais de 100 anos, a Central Automática Passo a Passo Strowger, conhecida como “Velha Senhora”, de 1928, que ainda funciona. Entre os documentos históricos, uma seleção de revistas Sino Azul, uma pioneira publicação institucional da extinta Companhia Telefônica Brasileira (CTB), precursora da Telesp, que circulou de 1928 a 1989 , uma lista telefônica de 1911 de São Paulo, além de fotos históricas que registraram a rotina de trabalho de funcionários da CTB.

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Serviço

Exposição “Tão Longe, Tão Perto”
Local: Museu de Arte Brasileira FAAP
Endereço: Rua Alagoas, 903 – Higienópolis – São Paulo
Fone: (11) 3662-7000
Período: 21 de março até 23 de maio de 2010
Horários: terça a sexta-feira, das 10h às 20h ; sábados, domingos e feriados, das 13h às 17h.
Informações: www.taolongetaoperto.org.br
Visitas orientadas: (11) 3662-7200
Entrada franca: Acesso e atendimento a portadores de necessidades especiais

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Sonho Digital


Sonho digital

Entre aplausos e críticas, o governo testa em escolas brasileiras
um laptop de baixo custo que pode substituir o livro didático e
ampliar a inclusão digital

Fernanda Bagatini
Paulo de Camargo

Revista Pátio

 

Em uma sala de aula da 4ª série da Escola Estadual de Ensino Fundamental Luciana de Abreu, em Porto Alegre (RS), Jéssica da Silva Bortoluzzi, de 10 anos, manuseia seu laptop XO. No início, Jéssica teve dificuldades, mas agora já o faz com naturalidade. “Eu gosto de trabalhar com o computador, porque ficou mais interessante a forma de aprender”, explica. Poderia ser uma simples aula com uso da informática, contudo é bem mais do que isso. Jéssica está entre os protagonistas de uma das mais ousadas experiências de inclusão digital no Brasil recente. Sua escola foi uma das escolhidas para testar laptops de baixo custo, que podem ser encampados pelo governo brasileiro e distribuído para milhares de escolas.

Sim, milhares. É justamente para escalas amazônicas como essa que o equipamento foi desenvolvido pela organização não-governamental OLPC (sigla, em inglês, de Um Laptop por Criança), fundada por Nicholas Negroponte, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Sob aplausos de entusiastas, que vêem a inclusão digital massiva como uma condição para a inserção social das camadas menos favorecidas da população, e o olhar cético de especialistas que criticam iniciativas do gênero, o processo caminha rápido.

Assim como a Escola Luciana de Abreu, que já recebeu 274 laptops, há pelo menos outras 10 escolas em diferentes regiões brasileiras que testam os XO e equipamentos similares, como o Classmate, da Intel, e o Mobilis, da Encore. As experiências do projeto-piloto Um Computador por Aluno (UCA) serão avaliadas por grupos de pesquisadores de universidades públicas conceituadas. No Sul, o trabalho ficou sob a coordenação da pesquisadora Léa Fagundes, do Laboratório de Estudos Cognitivos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (LEC/UFRGS).

Léa Fagundes é quase uma militante da difusão da informática. Foi pioneira no uso da Internet em sala de aula na década de 1980, utilizando ondas de rádio. Para ela, a tecnologia digital revoluciona práticas, ajuda o homem a multiplicar rapidamente o conhecimento, expande o poder de pensar, favorece a intercomunicação e a interoperabilidade, embora também ajude a destruir. “Assim como os governos, a sociedade necessita continuamente derrubar muros e ampliar conexões, já que precisa mudar as noções de espaço e tempo”, analisa.

A experiência do XO insere-se em um momento no qual estudiosos como Leo Burd, que acaba de concluir seu doutorado sobre o tema no MIT, considera um marco na história da tecnologia. “A informática sempre ficou restrita às camadas mais favorecidas, e agora nos damos conta de que precisamos repensar a tecnologia para a realidade que temos hoje, de uma sociedade cada vez mais desigual”, afirma Burd.


Diferenças profundas

É um mundo de contradições. O Brasil aparece como campeão mundial de acessos a sites como o Orkut e o MSN, mas vive uma situação de exclusão digital, apontada em diversos estudos. No Mapa das Desigualdades Digitais no Brasil, Julio Jacobo Waiselfisz, do Instituto Sangari, mostra que o país ocupa a 76ª posição entre os 193 países do mundo pesquisados no que tange à porcentagem da população com acesso à Internet. Porém, segundo ele, as diferenças internas são ainda maiores. Corroboram esses argumentos os dados divulgados em setembro pelo IBGE. Embora haja forte crescimento do uso do computador (um crescimento de 2,5% entre 2004 e 2005), as lacunas impressionam. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, 29,2% dos domicílios têm computador e 23,1%, acesso à Internet. Na região Norte e Nordeste, esse percentual fica em torno de 6%. Ao mesmo tempo, apenas 21% dos brasileiros com mais de 10 anos acessaram a internet em 2005. A maioria dos internautas concentra-se na região Sudeste (26,3%). No Norte e Nordeste, apenas 12% acessaram a web

No mesmo sentido, a Fundação Getúlio Vargas publicou, em 2003, um amplo estudo, denominado Mapa da Exclusão Digital, reunindo dados de várias fontes. De acordo com o estudo, nesse ano encontravam-se em situação de exclusão 149,8 milhões de brasileiros. Diagnósticos como esse vem motivando o investimento em novos programas de informatização pedagógica. Há pouco tempo, o Ministério da Educação adquiriu computadores e está instalando 17 mil laboratórios de informática educativa. Crescem também os pontos de inclusão digital, como os telecentros. Segundo uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), o número de telecentros passou de 12 mil em 2005 para 16,7 mil em 2006, graças a 108 iniciativas de prefeituras, secretarias de Estado e ONGs.

São Paulo é o Estado com maior oferta, com 2.500 pontos. A capital tem hoje 170 telecentros instalados pela prefeitura, cada um com 20 computadores e um total de 1,2 milhão de usuários cadastrados. “Até meados de 2008 chegaremos a 300 telecentros”, anuncia Ricardo Montoro, secretário municipal de parcerias. Para ele, a iniciativa justifica-se pelo aspecto da cidadania: “Não temos lan-houses”.

Foi no telecentro da região da Água Funda que Adriana Alves de Oliveira, de 24 anos, aprendeu a usar o computador em um dos cursos oferecidos. “Isso faz total diferença na hora de conseguir emprego”, diz ela, enquanto acessa notícias e lê seus e-mails. No computador à sua frente, a sobrinha Gabriela Alves Cordeiro, de 7 anos, joga e faz desenhos com a naturalidade de quem manuseia um lápis.

Contudo, o grande interesse espontâneo dos jovens que procuram o telecentro é a comunicação, via Orkut, e-mails e outros recursos do gênero. É isso o que faz muitos educadores e pesquisadores duvidarem de experiências de informatização em larga escala.


Inclusão e democratização


Leo Burd tem uma visão clara sobre o tema, a qual vem construindo desde que coordenou um dos projetos pioneiros e mais bem conceituados de inclusão digital no Brasil, o Comitê para Democratização da Informática (CDI), que levava salas de informática a favelas e outras regiões carentes na década de 1990. “Inclusão é muito mais do que oferecer computador. Há uma grande diferença entre democratização da informática e de informática para a democratização”, afirma Burd, que apresentou em sua tese experiências realizadas em diversos países, sempre com o objetivo de levar os jovens a se apropriar das ferramentas para transformar o espaço onde vivem.

Também defende que é necessário adaptar a tecnologia para os usuários de diferentes faixas sociais. Em um de seus projetos-piloto, por exemplo, procurou um software que permitisse mapear o bairro carente onde os jovens do projeto estavam, porém não encontrou nada do gênero. Para ele, o laptop de baixo custo é um avanço, mas apenas se houver um suporte eficiente ao professor. “Se for para bater papo via Internet, não tem muito sentido; se for para agregar valor, transformar, aí sim”, alerta.

Afira Vianna Ripper, doutora em Psicologia Educacional e coordenadora do Laboratório de Educação e Informática Aplicada (LEIA) da Universidade de Campinas (Unicamp), questiona até mesmo o uso de computadores como ferramenta didática em larga escala. “Algumas experiências pontuais em que se consegue envolvimento de professores parecem ter bons resultados, mas desconheço a existência de estudos com metodologia científica que demonstrem isso”, pondera.

A coordenadora entende que não existe uma solução mágica para resolver o problema da Educação no Brasil ou em qualquer outro lugar. Para ela, o investimento em computadores não é acompanhado de investimentos semelhantes em formação de professores, salários, infraestrutura de escolas etc. “Computadores, em algumas circunstâncias, podem ajudar, mas não considero o laptop uma boa solução. Cabe notar que as experiências feitas até agora com os pequenos laptops, tanto no Brasil quanto em outros países, são muito preliminares, com grande envolvimento de pesquisadores universitários, que não podem ser facilmente massificadas”, ressalta.

Segundo Léa Fagundes, o projeto testado pelo governo não se limita à distribuição das máquinas para alunos e professores. Desde janeiro, estão ocorrendo ações de formação com os docentes da escola e de acompanhamento dos impactos que os laptops têm causado. Ela explica que a proposta tem ainda como objetivo mudar o projeto político-pedagógico da escola, porque os professores replanejam o espaço e o tempo. Além disso, “os alunos podem levar o laptop para casa e carregá-lo para onde desejarem, o que acaba despertando ainda mais a curiosidade e o interesse, enquanto o livro didático é estático e restrito. Dessa forma, os estudantes tornam-se agentes criativos, trocando experiências e informações entre eles e entre as crianças de suas comunidades”, salienta.

As transformações ocorridas em sala de aula também estão sendo percebidas pelos educadores. A professora Tânia Oliveira, da 4ª série da Escola Luciana de Abreu, garante que os alunos tornaram-se mais autônomos, críticos e desinibidos, porque o projeto favoreceu a comunicação e a oralidade. “Os equipamentos auxiliam na realização de pesquisas, pois os alunos passam a buscar informações e respostas para seus questionamentos”, explica. Tânia afirma que os conteúdos desenvolvidos em aula partem de cada criança, que ajuda os colegas a orientar os assuntos a serem pesquisados.


Números astronômicos


A partir da avaliação das experiências, o governo poderá tomar a decisão de investir em larga escala nos laptops de baixo custo ou buscar outras alternativas. Uma das propostas em análise é a compra de 1 milhão de laptops de baixo custo, que ainda assim deixaria descoberta a maior parte do sistema. “Se o governo comprasse 1 milhão de laptops a cada ano, levaria 50 anos para entregá-los aos 50 milhões de alunos do sistema de ensino público”, destaca Léa Fagundes.

Esse é apenas um dos gargalos a serem enfrentados. Existem outros, como ressalta Carlos Seabra, diretor do Instituto de Projetos e Pesquisas Sociais e Tecnológicas (IPSO) e pesquisador da Escola do Futuro da USP. Segundo Seabra, citando dados do Ministério da Ciência e Tecnologia, apenas 2% dos conteúdos da Internet são em língua portuguesa. Para ele, trata-se, portanto, de ir além de surfar na rede: “Temos de provocar a onda”. Isso envolve, a seu ver, a criação de novos conteúdos, a adaptação dos já existentes, em uma tarefa hercúlea, que deve envolver empresas, entidades sociais, ONGs, políticos, enfim, os mais diversos atores sociais.

Demanda para isso existe — e boa parte dela está fora da escola. Uma pesquisa feita pela Escola do Futuro, em São Paulo, mostrou que 79% dos entrevistados das classes C, D e E nunca usaram um computador, mas 93% declararam desejar aprender a fazê-lo pelos mais diversos motivos, que incluem obter informações, marcar consultas, procurar emprego e reclamar dos serviços públicos.

São números que demonstram que a tecnologia trouxe consigo não apenas promessas, mas desafios ainda maiores para um país que já vive às voltas com profundas contradições internas. No século XXI, não há como discutir acesso à cidadania sem também passar pelos caminhos das conexões digitais — e nenhum problema se resolverá com o clique no mouse do computador.

Juliano Bittencourt, coordenador técnico do projeto-piloto na Escola Estadual de Ensino Fundamental Luciana de Abreu, em Porto Alegre (RS), esclarece que o laptop é fruto de um grande esforço de pesquisa e desenvolvimento. “Ele foi desenvolvido especialmente para a Educação de crianças e, portanto, possui características que não podem ser encontradas em outros computadores comercializados”, destaca.

Para Léa Fagundes, coordenadora do programa, tais características favorecem o uso freqüente. O computador passa a ser um instrumento para que a criança pense e interaja, porque faz com que o aluno entre em atividade mental o tempo todo. “A partir do equipamento, o estudante decide o que quer pesquisar e experimentar por meio da Internet”, afirma.

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Minha Terra 2010: muitas novidades à vista

Reportagens e protagonismo juvenil voltam com força total no Minha Terra 2010  

 

Em 2009, a Comunidade Virtual Minha Terra reuniu 8.538 participantes entre alunos e professores de 1.039 escolas espalhadas por 22 Estados brasileiros. Todos com objetivo de produzirem e compartilharem conhecimento sobre a localidade que habitam por meio de reportagens que as equipes elaboraram e publicaram no ambiente virtual. O exercício do protagonismo na comunidade por meio da busca de soluções para a melhoria de situações apontadas nos trabalhos foi uma das marcas do projeto.

A apropriação de ferramentas da web 2.0, outra característica do Minha Terra, permitiu o fortalecimento do espírito cidadão nos jovens estudantes brasileiros. O Minha Terra sugeriu jogos interativos que trouxeram à tona a temática meio ambiente, além de desafios com o celular (produção de vídeos) e o Twitter, microblog que coloca internautas em contato por meio de mensagens com até 140 caracteres.

Um exemplo marcante de exercício de cidadania foi a conversa direta via microblog de jovens estudantes paulistanos com o secretário de Educação do município de São Paulo, Alexandre Schneider. Eles cobravam ações do poder público em relação aos problemas apontados nas reportagens que produziram ou parabenizavam Schneider por melhorias efetuadas na educação. O secretário conversou intensamente com os alunos durante o projeto.

Para o Minha Terra 2010, muitas novidades estão previstas! A comunidade volta com força total em abril e Claudemir Viana, gestor do projeto, avisa que novas pautas e desafios estarão disponíveis. Neste ano, além de novos participantes, foram elaboradas atividades para permitir a continuidade dos trabalhos daqueles que já faziam parte do Minha Terra em 2009. Confira a entrevista completa com Viana:

EducaRede – Quais as principais novidades do Minha Terra 2010?

Claudemir Viana – São principalmente as novas pautas, os novos desafios e as novas participações. No caso das pautas, todas que foram apresentadas em 2009 serão mantidas porque agradaram muito aos participantes, e as equipes que desenvolveram uma determinada pauta agora podem escolher outra que já estava disponível no Minha Terra 2009. Mas também teremos novas pautas especialmente preparadas para 2010.

É o caso da “Copa do Mundo: esporte e cultura”, no tema Cidade e Cultura, em razão do evento esportivo que ocorrerá na África do Sul. Outro exemplo está no tema Cidade e Participação Social, denominada “Eleições e cid@d@ni@”, devido ser este um ano eleitoral. Trazemos uma abordagem sociológica, sem ser partidária ou ideológica, destacando as práticas cidadãs pela Internet. No mesmo tema, trazemos a pauta “Internet livre e segura, como?”, uma forma de educação para o uso seguro e responsável da rede.

No tema Cidade e Qualidade de Vida, a nova pauta é sobre “Valores Humanos”, tais como respeito, solidariedade, ética, honestidade, e outros tão importantes para a sociedade e que merecem ser trabalhados na escola e fora dela, a fim de se construir uma melhor qualidade de vida.

E no tema Cidade e Trabalho trazemos a pauta “Ser empreendedor”, não tanto para tratar de grandes empresários e grandes invenções, mas sim para percebermos o quanto empreendedores são muitos homens e mulheres, e mesmo jovens, que se tornam pequenos empresários autônomos e inovam no mercado de trabalho ao abrirem seu negócio, como vendedores, artesãos, prestadores de serviços, inventores, dentre outros, dinamizando a economia local, além de garantir sua sobrevivência, é claro.

EducaRede – E os desafios e as novas participações?

Claudemir Viana – Teremos os desafios já apresentados em 2009, mas trazendo novos conteúdos, como no caso de novos jogos interativos cuja temática tem relação com as pautas sugeridas. Outro exemplo é o uso do twitter e do celular que já acontecerá desde a primeira fase, e não só a partir do meio do ano como fizemos em 2009. Além disso, incluiremos novos aplicativos e novas ferramentas da web 2.0 com o decorrer das atividades.

Quanto às participações, receberemos alunos e educadores de redes de ensino que não participaram em 2009, graças às parcerias que estamos construindo. E também teremos novas categorias de participação, pois muitas equipes de reportagem que não conseguiram concluir seus trabalhos em 2009 e que continuam no Minha Terra 2010 poderão dar continuidade aos trabalhos a partir de onde pararam.

EducaRede – Explique melhor quais são as categorias de participação.

Claudemir Viana – Temos três categorias: “Sou iniciante”, para quem começa agora a explorar o Minha Terra ; “Por novos caminhos”, para quem já andou pelo Minha Terra em outros anos, mas agora quer participar com novo projeto e “Seguindo em frente”, para quem quer dar continuidade ao projeto desenvolvido em 2009. Lembrando que as equipes de reportagem podem iniciar a participação a qualquer momento do ano, já que cada etapa pode ser realizada de acordo com o interesse e as condições de participação das equipes.

EducaRede – Qual o impacto que o Portal Global do Educarede terá no Minha Terra 2010?

Claudemir Viana – Estamos com muitas expectativas quanto aos impactos positivos no Minha Terra com o processo de globalização do Portal Educarede, que ocorrerá durante todo o ano. É que o Minha Terra será o projeto do Brasil a ser incorporado pelos demais países que fazem parte do Portal Global (Espanha, Argentina, Chile, Peru, Colômbia, Venezuela, México). Isto significa que o Minha Terra receberá, já neste ano, alunos e escolas daqueles países, tornando, assim, muito mais rica a interação entre os participantes, e mais ampla a repercussão das produções publicadas pelas equipes de reportagem. E isto, com certeza, viabilizará um Minha Terra internacional em 2011.

Como participar

Professores e alunos de todo o país, do Ensino Fundamental e Médio, podem participar do Minha Terra 2010. Para tanto, basta acessar a comunidade virtual (www.educarede.org.br/minhaterra), efetuar o cadastro no portal e a inscrição no projeto. Não há prazo final para a inscrição, porém sugerimos que os interessados comecem as atividades o quanto antes. Com isso, haverá mais tempo para a elaboração e execução dos projetos.

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(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

Denise Está Chamando

Denise Está Chamando

Disciplina:

Geografia

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Tecnologia e organização do espaço
Tipo: Filme

Onde encontrar: Locadoras de vídeo de todo o país

O filme “Denise Está Chamando”, dirigido por Hal Salwen, é uma excelente alternativa para desenvolver atividades que reflitam sobre objetivos e usos do desenvolvimento tecnológico e seus impactos na transformação da vida e da organização do espaço geográfico.

Gravado na segunda metade dos anos 90, em Nova York, o filme propicia reflexões sobre as várias transformações que o desenvolvimento tecnológico vem ocasionando: novas formas de organização espacial, relações de trabalho, administração do tempo, estilo de vida, valores, relacionamento humano.

Quanto mais desenvolvimento tecnológico existe em um território, mais as pessoas se distanciam da vida em grupo. A possibilidade de trabalhar em casa, garantida pela ligação em rede dos telefones residenciais e dos computadores, trazem inicialmente a imagem de conforto e liberdade.

Porém, o filme questiona tais “avanços”, pois quanto mais autônomos os personagens ficam em relação às suas vidas profissionais, mais se tornam solitários. Os relacionamentos vão se tornando virtuais. Até a gravidez de uma personagem ocorre sem o contato humano direto: ela engravida por meio de inseminação artificial.

Como sugestão de trabalho, o professor pode apresentar o filme em duas sessões (divididas em duas aulas) ou fora do horário regular. Em uma aula que preceda a exibição do filme, é importante dar uma aula expositiva demonstrando a concentração das densidades demográficas e técnicas no Brasil.

Para isso, pode-se trabalhar com alguns mapas que espacializam o desenvolvimento tecnológico no território brasileiro. Uma sugestão é utilizar e inter-relacionar os dados contidos nos mapas de densidade demográfica, urbanização, transportes, concentração de agências bancárias e comunicações, presentes em diversos atlas ou mesmo no livro “Brasil: Território e Sociedade no Início do Século XXI”, de Maria Laura Silveira e Milton Santos.

Em outra aula, após uma discussão geral com a classe sobre o filme, o professor pede que os alunos façam uma dissertação, relacionando os dados sobre a concentração espacial brasileira vistos na primeira aula com os padrões de relacionamento vistos no filme. Um pergunta pode nortear essa reflexão: como o desenvolvimento tecnológico está alterando os padrões de relacionamento e a organização do espaço geográfico no Brasil?

Referências:
SILVEIRA, Maria Laura & SANTOS, Milton. Brasil: Território e Sociedade no Início do Século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2000.

Denise Está Chamando, de Hal Salwen.
EUA, 1995, 80 minutos.
O filme traz uma sátira social sobre a vida nos grandes centros urbanos e gira em torno de um grupo de pessoas que sempre conversam por telefone, mas nunca se encontram. Cercados de fax, telefones e computadores, eles se relacionam unicamente por meio desses aparatos eletrônicos e a desculpa para não se encontrarem é sempre a mesma: excesso de trabalho. Seria esse o verdadeiro motivo ou eles simplesmente temem um encontro cara-a-cara? As inovações tecnológicas teriam mudado a maneira do homem se comunicar?

Texto original: Laércio Furquim Jr.
Edição: Equipe EducaRede

 (CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)
14/08/2002