O jogo dramático ou jogo teatral

Disciplina: Arte – Educação Artística
Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Jogos de imaginação
Tipo: Metodologias

Objetivo
Aprender a personificar brincando, criando e construindo personagens; trabalhar e aprimorar o fluxo de linguagem e das capacidades imaginativas; harmonizar e acelerar o trabalho expressivo, nos níveis intelectual, emocional e físico; adequar as intenções intelectuais ao gesto apresentado, que representa a materialidade da vontade; liberar a espontaneidade, desmistificando o “não ser capaz”, “não se sentir seguro para”.

Atividade
Quem sou? Onde estou? O que fazer?

Divida o grupo em pequenos grupos, para não se perderem os objetivos, o foco e a intenção.
Proponha que cada grupo monte cenas curtas, de no máximo 3 minutos, sem falar e sem utilizar quaisquer ruídos ou objetos reais – recorrendo apenas à mímica.
Eis algumas questões de temas para essas cenas. Eles focalizam as três dimensões de uma ação dramática: Quem (as personagens), O que (a ação propriamente dita), Onde (o local onde se passa a ação):

QUEM?
Por exemplo, pessoas estrangeiras pedindo informação a alguém; feridos chegando a um hospital; cozinheiros preparando um doce especial; pessoas se arrumando para um casamento, desfile, festa etc. Enfim, nessa proposta, o importante é deixar clara a personagem.

O QUÊ?
Por exemplo, um jogador, no centro da roda, começa a praticar uma ação qualquer. O primeiro que entender a ação deve entrar no centro da roda e relacionar-se com ele, praticando a mesma ação ou outra relacionada à primeira. Ou: alguém ajudando o outro que carrega um pacote pesado; alguém que começa a falar com outro ao telefone; alguém que vai pular corda com outro; alguém que dança junto etc.

ONDE?
Priorizando os espaços em que as ações devem acontecer. Por exemplo: num hospital, numa linha de produção de fábrica, num estúdio fotográfico, numa sala de aula tradicional, numa fila de banco etc. Desse modo, as ações decorrem do espaço determinado. O tempo de duração pode variar de acordo com a faixa etária com a qual se trabalhe e com o tempo de que se disponha.

Fonte:
A Arte é de Todos: Artes da Representação, publicação elaborada pelo CENPEC.

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

O hipnotizador dançarino

Disciplina: Arte – Educação Artística
Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Jogos de expressão
Tipo: Metodologias

O objetivo dessa atividade é aumentar, no aluno, a percepção e a consciência do corpo como instrumento de comunicação e expressão; buscar transmitir sentimentos por meio da dança espontânea, além de desenvolver a sensibilidade para perceber e interpretar sentimentos.

Durante os trabalhos, evite utilizar as danças marcadas por conjuntos da moda; os comportamentos “definidos” como típicos – do macho, da menininha, do idoso, da loura etc. –, e os gestos repetitivos e pouco criativos dos astros cômicos.

Procedimento

As pessoas devem formar trios. Com um gravador ou CD player, você vai garantir que músicas de ritmos diferentes estejam disponíveis.
Em cada trio haverá um participante que será o “hipnotizador”.
Ao ritmo da música, o “hipnotizador” de cada trio irá movimentar-se, “desprendendo” os braços do corpo para acompanhar a música.
Os dois outros membros do trio olham para uma das palmas da mão do “hipnotizador” e vão seguindo/acompanhando os seus movimentos, sem perderem o foco.
Embalado por trechos de músicas diferentes que você irá tocando, o “hipnotizador” conduz seus dois companheiros pelo espaço de trabalho, dançando e levando seus “hipnotizados” à dança.
Depois de um tempo, peça que o “hipnotizador” troque de lugar com um dos hipnotizados, até que todos tenham passado pelas duas experiências, de condutor e conduzido.
Para finalizar o jogo, e ao som de uma música mais agitada como, por exemplo, Brasileirinho, de Valdir Azevedo, peça a cada participante que pense em dois hipnotizados imaginários, levando-os a dançar.

Ao final da atividade, peça aos alunos que se sentem no chão formando uma roda e converse com eles sobre as duas experiências: de condutor e conduzido, por exemplo.

Nota: Esse jogo foi criado pelo teórico e dramaturgo Augusto Boal.

Fonte:
A Arte é de Todos: Artes da Representação, publicação elaborada pelo CENPEC.

Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Montando um espetáculo de teatro na escola

Disciplina: Arte – Educação Artística
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Teatro
Tipo: Metodologias

Fazer teatro na escola, além de ser um aprendizado coletivo, representa uma aventura desafiante e fascinante. Afinal, praticar a Arte da Representação é exercitar-se também nas Artes da Luz, do Som e do Povo. Agregando professores, alunos, profissionais da Educação, comunidade e voluntários, a partir de um projeto amparado em uma necessidade comum, a aventura teatral deve ser desenvolvida em algumas etapas distintas ou processos de trabalho, que se articulam e se completam. Essas etapas, ainda que de maneira esquemática, podem ser assim resumidas:

Formação do grupo
Convide os interessados a participar, por meio de cartazes, anúncios nas salas de aula e em espaços comunitários. Quando as pessoas se apresentarem, integre os participantes e ofereça possibilidades para que desenvolvam sua capacidade de observação, por meio dos jogos dramáticos.

Escolha do texto
O texto a ser apresentado pode ser de algum escritor consagrado ou pode ser escrito pelo próprio grupo, a partir de improvisações. A escolha/criação do texto deve levar em conta o público a quem o espetáculo prioritariamente se destina e os valores estéticos, educacionais e sociais que o grupo quer debater.

Você pode ter acesso a muitos textos de teatro, por meio da revista Teatro da Juventude, editada e distribuída gratuitamente pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. Já foram publicados 34 números, contendo em cada um deles, normalmente, três obras de autores brasileiros, entre infantis, juvenis e adultas.

Endereço para solicitação da revista:
Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo Revista Teatro da Juventude Rua Mauá, 53 – 3o. andar 01028-900 São Paulo – SP

Ensaio
A formação ou preparação do grupo é a primeira parte do processo de ensaio. Por meio de atividades como as sugeridas no item Jogando e Aprendendo a Fazer Teatro, cada participante aprende a conhecer melhor a si mesmo e a seus companheiros, à medida que todos têm dificuldades e necessidades semelhantes.

A segunda etapa, de duração variada, acontece a partir da escolha de determinado texto, que se pretende apresentar ao público, e da personagem mais adequada a cada um. Agora o foco é apoiar cada participante para que ele consiga construir bem a personagem que lhe cabe na peça. Você deverá orientar o grupo nas seguintes atividades:

leitura e análise do texto, observando com cuidado os conflitos entre as personagens e suas características físicas e psicológicas;
memorização do texto, lembrando que é importante que o participante tenha consciência dos significados das falas e do texto como um todo;
ensaio de marcação, evidenciando como as personagens praticam ações no espaço de representação, relacionando-se umas com as outras e com os objetos de cena;
ensaios um a um – você observará um participante de cada vez, fazendo os comentários necessários para que o trabalho dele possa ser o melhor possível. Desse modo, se de determinada cena participarem, por exemplo, dez atores, você irá assistir à mesma cena dez vezes, priorizando, em cada uma delas, um dos participantes;
ensaio de afinação ou ensaio corrido – processo em que todos os acertos se fazem: interpretações, adereços de cena, inclusão de trilha musical, maquiagem, luz… Trata-se do processo final para que o espetáculo tenha ritmo.

Criação do figurino e dos cenários
Enquanto acontece a segunda etapa dos ensaios, é preciso ir criando os figurinos, ou seja, as roupas (que podem ser emprestadas, adaptadas ou confeccionadas) e adereços (chapéus, enfeites, objetos) que serão usados – e também o cenário.

O cenário e os adereços podem ser criados com a ajuda de pessoas que gostem de artes visuais ou de artesanato). O cenário deve ser seguro e nunca colocar em perigo o ator; ter funcionalidade e não atrapalhar a movimentação dos atores. Deve-se evitar ao máximo interromper o espetáculo para trocas de cenário.

Importante: a criação de cenário e adereços deve levar em conta as características do local onde o espetáculo será apresentado: o auditório ou teatro da escola, o pátio, a quadra de esportes, uma sala de aula, a fachada da escola, a rua em que fica o prédio escolar, uma praça vizinha à escola.

A luz, a maquiagem, a trilha sonora, as projeções de slides… não são essenciais, mas podem fazer parte do espetáculo.

Divulgação do espetáculo
O material de divulgação do espetáculo junto às pessoas da escola e da comunidade – convite, cartazes, programas – pode ser preparado por outros alunos e voluntários não participantes do espetáculo. Envolva nessa atividade as pessoas que gostam de expressar-se por escrito.

Apresentação do espetáculo
É o momento-festa em que o conjunto de criadores se confronta com o público: hora de celebração, de tensão, de ansiedade e de muito prazer.

Debate
O exercício democrático exigido por um trabalho teatral conseqüente, em suas diferentes etapas até o espetáculo, atinge sua natureza específica quando o público é chamado a participar, na condição de debatedor e companheiro do processo. Sendo sua função social, educativa e artística, o espetáculo enriquece todos os sujeitos do process

Fonte:
A Arte é de Todos: Artes da Representação, publicação elaborada pelo CENPEC.

Os sites indicados neste texto foram visitados em 12/02/2004

Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Imitando animais

Disciplina: Arte – Educação Artística
Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto: Teatro
Tipo: Metodologias

Quando se trabalha com jogos teatrais, o objetivo é ampliar a expressividade gestual dos alunos. É preciso ter em mente que todo trabalho de teatro deve começar com um aquecimento físico a fim de preparar o corpo para que se possa trabalhar sua expressividade.

Para isso, proponha um aquecimento físico com música. Inicialmente, os alunos, orientados pelo professor, deverão se locomover no espaço, explorando-o. A consigna consiste em acompanhar o ritmo da música movimentando o corpo na altura do chão, na altura de quem está andando e no mais alto nível que conseguirem.

Com o corpo aquecido, passa-se ao aquecimento do pensamento/imagem, que consiste em um levantamento do conhecimento prévio dos alunos sobre bichos que se locomovem na altura do chão, na altura do andar humano e em alturas maiores.

Proponha que eles ocupem um lugar no espaço da sala divididos em três grupos:

um canto para os animais que se locomovem e produzem movimentos na altura do chão;

outro espaço para aqueles que querem trabalhar a expressividade dos animais que se locomovem no nível médio;

outro espaço para os que querem trabalhar com alturas maiores.

Os grupos devem realizar ensaios representando o bicho anteriormente imaginado. Depois, os alunos sentam-se no chão de forma que ocupem todo o espaço da sala, e cada um apresenta seu animal e imita sua forma de ser, ressaltando:

posição do animal parado;
forma de locomoção;
voz (som que emite);
expressão física do animal.

Com a ajuda de todo o grupo, o professor pode propor também algumas situações nas quais os animais podem estar dormindo, comendo, passeando etc.

Novas situações de cenas podem ser criadas:

Uma conversa entre o animal que se locomove no alto e o rastejante.

Uma confusão criada pelos animais que se locomovem no nível médio.

Uma coisa engraçada que acontece nos três grupos de animais…

No decorrer da atividade, é interessante a troca de personagens para que os alunos possam vivenciar diversos animais e, conseqüentemente, diferentes maneiras de produzir gestos e sons.

No final da atividade, faça uma avaliação a partir das respostas dos alunos sobre o que foi mais difícil fazer, o que foi mais fácil e o que eles gostariam de ter feito e não aconteceu nessa aula, e aproveite esse material para preparar a próxima aula de teatro com o seu grupo.

Para aprofundar:

É interessante olhar livros e revistas com informações sobre animais, conversar sobre seus hábitos, programar visitas ao zoológico, resgatar conhecimentos prévios dos alunos sobre animais, assistir a filmes e vídeos com imagens de animais…

Texto original: Lelê Ancona
Consultoria pedagógica: Anamélia Bueno Buoro
Edição: Equipe EducaRede

Os sites indicados neste texto foram visitados em 06/05/2003

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Como trabalhar com teatro

Disciplina: Arte – Educação Artística, Língua Portuguesa/Literatura
Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto:
Tipo: Metodologias

Essa atividade está sendo proposta para os professores que desejam trabalhar com o gênero literário teatro, especialmente com os livros da coleção “Literatura em Minha Casa”, do Programa Nacional Biblioteca da Escola, distribuídos pelo Ministério da Educação.

Esse acervo, destinado a alunos de 4a e 5a séries do Ensino Fundamental de todo o Brasil, compõe-se de cinco conjuntos de livros (cada um em um gênero literário — novela, conto, poesia, teatro, clássico), sendo que cada um deles reúne seis títulos.

A oportunidade de trabalhar com peças teatrais, além de aguçar a criatividade, o interesse e o espírito crítico dos alunos, pode trazer bons resultados com relação à leitura, à expressão oral, à integração da classe e apreensão dos conteúdos veiculados nos textos.

As peças que compõem a coleção já foram encenadas muitas vezes, mas temos certeza que sua leitura e posterior montagem na escola, pelos alunos, mostrarão facetas ainda despercebidas desses textos.

Para um bom trabalho, é necessário introduzir as noções do que é teatro, como se monta uma peça, o papel do diretor, dos atores, do cenário, do figurino, da sonoplastia.

Para facilitar o entendimento sobre teatro, consulte e apresente, quando necessário, o Pequeno Glossário do Teatro.

Ator/atriz: aquele(a) que representa uma personagem.
Cenário: conjunto de materiais e efeitos de luz, som, formas, que servem para criar um ambiente propício para a peça teatral.
Cenógrafo(a): aquele(a) que cria o cenário.
Coreógrafo(a): aquele(a) que cria a seqüência de movimentos, passos e gestos das personagens.
Diretor(a): responsável artístico pela peça teatral, é aquele(a) que integra e orienta os diversos profissionais. (…)
Dramaturgo: escritor que compõe peças teatrais. Figurinista: responsável pelas roupas e acessórios utilizados na peça teatral.
Iluminador(a): aquele(a) que concebe e planeja a colocação das luzes em uma peça teatral.
Maquiador(a): responsável pela pintura do rosto ou do corpo dos atores e atrizes.
Mímica ou pantomima: peça em que o(a) ator(atriz) se manifesta por gestos, expressões corporais ou do rosto, sem utilizar a palavra.
Peça: texto e/ou representação teatral.
Personagem: o papel representado pelo ator ou pela atriz.
Platéia: espaço destinado aos espectadores.
Rotunda: pano de fundo, de flanela, feltro etc.
Saltimbanco: artista popular que se exibe em circos, feiras, ruas, percorrendo diversas cidades.
Sonoplasta: aquele(a) que compõe e faz funcionar os ruídos e sons de um espetáculo teatral.
Teatro: palco onde se representam peças; coleção das obras dramáticas de um(a) autor(a), de uma época ou de um país.
Teatro de bonecos: aquele em que se fazem representar marionetes ou fantoches.
Titeriteiro: aquele que movimenta o fantoche ou a marionete.
Trupe: grupo de artistas.”

O autor da peça nos indica o roteiro. Esse roteiro proporcionará uma base a ser interpretada, bem como os personagens que são apresentados.

Ao estudar a peça e preparar sua apresentação, cada um dos envolvidos vai realizando sua recriação. Por exemplo, como será determinada fala: alegre, triste, melancólica, serena, raivosa; e o cenário será figurativo?

É necessário que o texto teatral seja lido dramatizado. Esclareça o que isto significa e faça um exercício com a classe toda, com a leitura dramatizada de um trecho de um dos livros escolhido aleatoriamente.

Diga a seus alunos que leiam em casa a peça que eles receberam com a coleção do PNBE ou outro texto teatral que você selecionou, e marque um dia para realizar a atividade.

Reúna os alunos em pequenos grupos e proponha que pesquisem e discutam o texto: quem é o autor, em que época foi escrito, quando foi editado e por quem, quem são os personagens principais, que problemas enfrentam, como se desenvolve o enredo, que temas abordam, entre outras questões.

Combine com os grupos leitura em voz alta com bastante entonação de alguns trechos dos textos escolhidos. Outra possibilidade é organizar com os alunos um festival de teatro na escola. Durante uma semana, ou quinze dias, dependendo de combinar com professores de outras áreas esse trabalho conjunto, da disponibilidade de tempo e local, todos encenarão a peça para os seus familiares, amigos e colegas de outras classes.

Essa montagem tem de ser “profissional”, com direção, atores, cenário, sonoplastia, figurino, entradas, confirmação de presença etc. Afinal, os alunos vão virar “artistas” no festival. Uma possibilidade de encaminhar esse trabalho pode ser:

Cada grupo, sob sua supervisão, fará a leitura dramática de um texto. No caso do conjunto Literatura em minha casa – “O fantástico mistério de Feiurinha”, “Eu chovo, tu choves, ele chove…”, “Hoje tem espetáculo: No país dos prequetés”, “O macaco malandro”, “Pluft, o fantasminha” e “Bazar do Folclore” (escolher um conto popular desse livro e os alunos transformam-no em peça).

Em seguida, deverão decidir quem fará o quê na peça. Ressalte que não só os atores são importantes, pois a montagem é um processo coletivo e o sucesso depende da equipe.

Dê início aos ensaios. Fique atento para que essa atividade seja realmente levada a sério. Marque a data das apresentações.

Cada grupo deverá fazer os convites para a peça, ilustrando-os com motivos ligados ao tema da encenação. Para tal, oriente-os sobre as informações que deverão constar no convite. Também deverão confeccionar cartazes para serem espalhados na escola, criando um clima de pré-estréia, envolvendo todo mundo.

Marque um último ensaio para cada grupo. Este ensaio deve ser feito com a presença de público (outra classe, por exemplo), que poderá opinar sobre aspectos que podem ser melhorados. Finalmente, é importante fazer um ensaio geral, o último antes da estréia. Depois das apresentações, como conclusão e parte da avaliação, pode-se propor que cada aluno faça uma crítica da peça, dizendo o que achou, se gostou, quais os pontos fortes e fracos.

Se você julgar necessário, apresente um esquema com os itens que eles devem tratar e leia com eles alguns recortes de jornal ou revistas com críticas que possam ser utilizadas como referência. Bom trabalho.

Sugestão de leitura:
VASCONCELOS, Luiz Paulo. Dicionário de Teatro.

Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Comercial

Disciplina: Arte – Educação Artística
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Teatro, propaganda
Tipo: Metodologias

No Ensino Médio, quando os alunos começam a voltar suas atenções às opções profissionais que existem no mercado, é importante que eles percebam as linguagens artísticas como matéria-prima de muitas profissões da atualidade, por exemplo, Publicidade e Propaganda.

A atividade aqui proposta tem por objetivo desenvolver uma postura crítica sobre o que se vê em termos de propaganda, além de propiciar a criação de uma propaganda utilizando a linguagem cênica.

Uma discussão sobre os comerciais veiculados na televisão pode servir de “aquecimento” para a criação de uma propaganda. A atividade deve ser iniciada com os alunos citando propagandas e comerciais veiculados na TV, discutindo, entre outras questões:

que comerciais convencem mais;
quais as propagandas de que não gostam e por quê;
se percebem ou não a influência dos comerciais nas compras de produtos;
a existência da “propaganda enganosa”;
como as propagandas podem “vender” idéias e pessoas;
até que ponto uma população pode ser massa de manobra da propaganda.

O professor pede aos alunos para tentarem lembrar de propagandas antigas, das quais nunca mais se esqueceram. Depois pode explicar ao grupo que um comercial de TV é como se fosse um pequeno teatro e que o desafio proposto para a classe será a criação de um deles.

Em seguida, fazer com o grupo uma série de exercícios de aquecimento e jogos de improvisação teatral. Não se deve forçar aqueles que não quiserem participar e é importante oferecer-lhes outras possibilidades de ocupação, como cuidar do cenário, do figurino, ou da direção.

A classe deve ser dividida em grupos de quatro a seis alunos e cada grupo escolhe um dos produtos criados em outra atividade ou já existentes para, a partir daí, construírem seu anúncio. É importante lembrá-los de que devem convencer os “telespectadores” e que um comercial é curto, pois o preço de inserções comerciais na TV é alto.

O professor deve observar o desempenho dos alunos, a criação da propaganda, a construção dos personagens, a montagem da cena, a ocupação do espaço cênico, a utilização do tempo, a estruturação dos diálogos, a interação com a platéia.

A ordem de apresentação dos grupos é definida por sorteio e, se possível, é importante filmar as cenas, para que os alunos possam se ver atuando.

Após as apresentações, comentar juntos os resultados, verificando se os comerciais, de fato, convenceriam alguém da necessidade de comprar os produtos anunciados e por quê. Verificar, também, se a história e os personagens convencem cenicamente.

Texto original: Maria Terezinha Teles Guerra
Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Cenas curtas

Disciplina: Arte – Educação Artística
Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Diversidade na fala
Tipo: Texto

A atividade teatral tem como objetivo desenvolver a expressão corporal e verbal, pois o corpo e a voz são os “instrumentos” do teatro. O exercício proposto a seguir é voltado especialmente à fala e à compreensão de textos e visa a possibilitar aos alunos a percepção de que a forma de falar altera o significado do que está sendo dito.

Primeiramente, é preciso escolher um pequeno trecho de uma peça de teatro, um diálogo que tenha, no máximo, três personagens com três falas cada um. O professor pode pesquisar ou propor que os alunos pesquisem esse texto, por exemplo, na Internet, escolhendo apenas um para o trabalho. Há várias páginas que disponibilizam peças teatrais para fazer download gratuito, como o Portal Oficina de Teatro ou as bibliotecas virtuais.

Os alunos, divididos em grupos de acordo com o número de personagens (dois ou três), lêem o diálogo que já receberam. Durante um tempo (cerca de 10 minutos), cada grupo define quais os personagens que cada integrante fará e, sem ensaio prévio, apresenta as cenas.

A improvisação vai gerar nos grupos diferentes soluções para as mesmas falas. É importante que os grupos estabeleçam os personagens antes do início da improvisação, pois assim não ficam presos às soluções encontradas pelos grupos que apresentarem primeiro.

No fim da atividade, os alunos comentam cada improvisação, observando as características propostas pelos grupos, relacionadas à fala e à compreensão do diálogo, tanto da perspectiva de quem atuou como de quem assistiu. Nas diferentes soluções podem aparecer emoções variadas para uma mesma frase, como raiva, desprezo, carinho etc., e essas variações podem ser observadas na entonação, nas pausas e na altura da voz.

É importante ter o cuidado para que esse comentário apresente uma observação, e não um julgamento das cenas realizadas, tanto por parte dos alunos como do professor.

Texto original: Lelê Ancona
Edição: Equipe EducaRede

Os sites indicados neste texto foram visitados em 27/03/2002

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Cenas congeladas

Disciplina: Arte – Educação Artística
Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Jogo de imaginação
Tipo: Metodologias

Esta atividade é recomendada e largamente utilizada em teatro, pois amplia a capacidade de percepção e utilização do espaço cênico. É também um ótimo recurso para discutir certos temas, como diferentes formas de preconceito e autoritarismo, contradições entre a teoria e a prática.

Toda vez que atores montam uma cena “congelada”, ou seja, em que eles não se movem, mas representam uma ação como se estivessem em uma fotografia, usa-se a expressão montar um tablô (tableau é uma palavra francesa que significa quadro).

Divida a turma em grupos com um determinado tempo para combinar a montagem dos tablôs a serem apresentados. Algumas sugestões:

Criar cenas a partir de reproduções de obras de artistas plásticos, fotografias de família, recortes de revista.
Criar cenas do cotidiano, desde as mais simples até aquelas mais “complexas”, como aniversários, casamentos, discussões entre pais e filhos, velar um morto.
Outros temas: academia de ginástica, salão de beleza, laboratório, hospital, hospício, show de música, loja de brinquedos, quadra de esportes etc. Aqui, um subgrupo monta e a turma tenta descobrir o tema dado.
Criar cenas com versos de músicas, por exemplo, “caminhando contra o vento, sem lenço sem documento”, “para sempre é sempre por um triz”, “reparando bem, todo mundo tem pereba”, “Sou o boneco de mestre Vitalino”, “Os devotos do Divino vão abrir sua morada, pra bandeira do Divino ser bem-vinda, ser lembrada”.
Depois de a cena estar congelada, dê um tempo para que os participantes e observadores discutam as idéias e sentimentos que expressam ou captaram.

Fonte:
A Arte é de Todos: Artes da Representação, publicação elaborada pelo CENPEC.

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)