Fundação Telefônica apresenta novidades na Campus Party 2010

Software de acessibilidade, tradutor automático de Twitter e desafio digital: novidades da Fundação Telefônica na Campus Party 2010

 

A Fundação Telefônica apresentará, durante a Campus Party 2010, novos aplicativos para uso pedagógico. Um dos destaques será um software que permite a leitura de sites adaptados para deficientes visuais. Esse dispositivo, desenvolvido em parceria com a área de Pesquisa & Desenvolvimento da Telefônica, poderá ser usado por escolas que queiram promover a inclusão digital desse público.

Outra novidade fica por conta do tradutor automático de línguas para o Twitter, que facilitará a comunicação de internautas dos mais diversos países. Ele poderá ser testado no estande da Telefônica durante o evento e depois estará disponível para download no Portal EducaRede.

Desafio digital

Durante a Campus Party 2010 será promovido um desafio digital, criado especialmente para o evento, com informações sobre os oito países onde o EducaRede está presente e sobre o programa em si. Por meio de uma tela touch-screen, o usuário terá a oportunidade de utilizar ferramentas da web 2.0, como Wikipedia e YouTube, para procurar as respostas às questões propostas. A ferramenta terá capacidade para edição e poderá ser utilizada nas salas de aula, por exemplo, para a criação de outros desafios com fins pedagógicos.

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

Tudo o que você precisa saber sobre Twitter

O que é Twitter? Para que serve? Por que todo mundo só fala nele? Como fazer parte da tuitosfera? Essas dúvidas que muita gente tem, mas não sabia para quem perguntar, agora já podem ser respondidas. Elas estão no primeiro guia online sobre a ferramenta. “Tudo o que você precisa saber sobre Twitter (você já aprendeu em uma mesa de bar)” foi lançado pela Talk Interactive nesta segunda-feira (10/08) por meio do Twitter, é claro. O conteúdo ficará disponível na Internet sob licença Creative Commons, permitindo que qualquer pessoa leia, repasse e ajude a atualizar o livro colaborativamente.

Com 46 capítulos, o livro é dividido em três categorias: Tudo o que você precisa saber; Negócios, jornalismo e política; Uso avançado do Twitter. Trata-se de um manual prático com orientações sobre como encontrar pessoas, o que é seguir e ser seguido e como o serviço pode ser utilizado de forma simples e eficiente. “O Twitter está crescendo muito no Brasil. Cada vez mais, novos usuários entram nesta rede, aumentando sua relevância. Mas as dúvidas sobre o Twitter ainda são muitas. Por isso tivemos a idéia de produzir um manual prático. O material vai ajudar muita gente”, diz Luiz Alberto Ferla (@ferla), CEO (Chief Executive Officer) da Talk Interactive.

Segundo Ferla, o conteúdo tem ainda importantes dicas para quem deseja utilizar a ferramenta para fins corporativos e até para ações em campanhas políticas. “O livro vai do básico ao avançado, abrangendo todos os níveis de conhecimento a respeito da ferramenta”. A idéia do livro surgiu e foi desenvolvida dentro da Talk a partir das dúvidas que muitas pessoas têm em entender essa ferramenta e também sobre a dificuldade de muitos tuiteiros em definir o serviço.

“É difícil explicar o que é o Twitter para alguém com noções básicas de uso da Web. Você pode, por aproximação, dizer que é uma mistura de blog e MSN ou pode ser específico e falar que é uma ferramenta para micro-blogagem baseada em uma estrutura assimétrica de contatos, no compartilhamento de links e na possibilidade de busca em tempo real, mas dificilmente isso convencerá o seu interlocutor a usar o serviço”, diz Juliano Spyer (@jasper), redator da obra e integrante do time da Talk.

Prefácio colaborativo

Com mais de 200 mil seguidores no Twitter, ninguém melhor do que Marcelo Tas para prefaciar um livro sobre a ferramenta. Mas a condição para aceitar o convite foi a de que os internautas também participassem da discussão para melhor definir o que é o serviço. Dessa colaboração nasceram pérolas como:

• O Twitter é para o mundo o que a praça é para uma cidadezinha. @_Jeyson

• O Twitter é como pátio de hospício, cada um falando “sozinho”, eventualmente alguém responde. @saintbr

• Não consegui explicar até hoje para o meu chefe. @joycemescolotte

• O Twitter é uma maquininha de cutucar corações e mentes na velocidade da luz. Em 140 toques ou menos, a imaginação é o limite. @marcelotas

Baixe o livro “Tudo o que você precisa saber sobre Twitter (você já aprendeu em uma mesa de bar)”

Dados do livro

Título: Tudo o que você precisa saber sobre o Twitter (você já aprendeu em uma mesa de bar)
Criação: Talk Interactive
Páginas: 110
Licença: Creative Commons
Classificação: Twitter, redes sociais, Web, comunicação, tecnologia.

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(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

Redes sociais geram discussões e descobertas diárias

No Grupo de Estudos, redes sociais geram discussões e descobertas diárias

Por Giulliana Bianconi

Em um mês e meio de Grupo de Estudos Online, o assunto “redes sociais” já veio à tona em diferentes tópicos dos fóruns de discussão. São professores e educadores em geral abordando o que consideram prós e contras da inserção desses ambientes em sala de aula, mas, principalmente, buscando novas metodologias para fazer uso das redes.

Muitos dos participantes do Grupo de Estudos ainda não tinham os seus perfis em Orkut, Facebook, Twitter etc. Outros, como o André Dutra, de São Paulo, já se faziam presentes, mas, ao participar das discussões do Grupo, passaram a refletir um pouco mais sobre a utilização das mesmas para troca de conhecimento com os colegas e para atividades com os seus alunos. Participante ativo do Grupo, André publicou em seu perfil no Twitter “Entrando no Orkut para estudar. É isso mesmo! Não é piada! No Orkut, também, estudamos”. O professor referia-se a um novo tópico criado na Comunidade Educar na Cultura Digital.

Apesar de a presença nas redes ser crescente entre os professores do Grupo de Estudos, as reflexões que fazem no ambiente virtual do grupo mostram que a maior parte deles não sabe bem por onde começar quando a proposta é realizar atividades visando ensino/aprendizagem no Orkut e nas redes em geral. Embora reconheçam a necessidade de se apropriarem desse uso para buscar práticas que se insiram na cultura digital, a questão sempre remonta às metodologias: como fazer algo realmente interessante e inovador nas redes?

Nos fóruns do tema “Inovação Pedagógica”, no Grupo de Estudos, ideias sobre como utilizar o Orkut já estão surgindo a partir das discussões. A professora Sandra Nogueira, de São Paulo, compartilhou a proposta que desenvolverá com seus alunos de 9 e 10 anos. Um dos pontos que chama a atenção é sua preocupação em abrir espaço para a linguagem utilizada na internet.

“As mensagens trocadas entre os alunos ora serão escritas na linguagem própria da internet (com abreviações, por exemplo), ora serão organizadas com base na norma padrão da Língua Portuguesa”, disse Sandra. É um exemplo de “concessão” que, no ambiente das redes, não significa impedimento para que o aprendizado se concretize.

Youtube

Neste mesmo tema, de “Inovação Pedagógica”, a Regina Saponara criou o tópico “Youtube: Vilão ou aliado no processo de aprendizagem?” e argumentou que, para ela, o Youtube ter alcançado tamanha popularidade está associado ao fato de permitir que os usuários se apropriem da condição de protagonistas. Regina sugeriu que os participantes discutissem possibilidades de fazer com que os alunos fossem produtores de conteúdo de qualidade no Youtube e não apenas consumissem qualquer conteúdo lá publicado. Mas, antes mesmo das ideias, já vieram as dúvidas: como produzir para o Youtube? como baixar vídeos do YouTube?

O Grupo de Estudos tem uma peculiaridade: os participantes discutem e propõem ideias, mas ao compartilhar dúvidas e não apenas conhecimentos, eles aprendem com seus questionamentos e angústias. Dois comentários abaixo e lá estava a participante Soraia Ribeiro, professora de São Paulo, dando dicas sobre programas como Atube Catcher, que baixam vídeos do Youtube. Regina Saponara, na sequência, expôs: “Não é maravilhoso aprender em rede? Fui definitivamente ‘fisgada’ por esta web! Quanta coisa já aprendi participando neste grupo!!!”

Sobre o YouTube ser vilão ou mocinho, as reflexões dos integrantes do Grupo de Estudos apontam sempre para um consenso: todas as redes da web podem ser bem aproveitadas pedagogicamente, desde que se saiba caminhos para isso e se tenha alguns cuidados, como bem destacou a Vera Lucia Valerio, POIE -Professor Orientador de Informática Educativa de uma escola municipal de São Paulo. Vera, que criou um blog e um canal do YouTube para trabalhar com os alunos, falou sobre a preocupação com a exposição excessiva dos mesmos e a preocupação de solicitar autorização de imagem aos responsáveis pelos alunos quando forem fazer vídeos publicados nas redes.

A observação pertinente abriu espaço para outras na mesma linha. E logo se falou também na importância de se trabalhar a “netiqueta” com os estudantes ao pensar em atividades em redes sociais. O termo, que pode soar estranho para alguns, está lá na Wikipédia e é usado para denominar conjunto de práticas e comportamentos que são bem ou mal avaliados nas redes.

Essa troca de informações, conceitos e práticas sobre redes sociais ocorre diariamente no Grupo de Estudos Educar na Cultura. Para contribuir e aprender um pouco mais, participe dos fóruns!

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)