Pesquisa sobre práticas corporais

Disciplina: Educação Física
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Pesquisa sobre práticas corporais
Tipo: Metodologias

Um trabalho de pesquisa sobre práticas corporais pode ampliar o universo de atividades esportivas conhecidas pelos alunos, favorecendo a escolha de práticas mais atrativas a cada um deles, além de exercitar o planejamento e a realização de pesquisa.

Esse roteiro não tem a pretensão de esgotar as possibilidades de pesquisa de um grupo de alunos, nem atender a todas as questões a respeito da prática corporal a ser pesquisada. Mas, com certeza, é o interesse genuíno pelo assunto que vai guiar o trabalho dos alunos.

É importante que a pesquisa seja precedida por uma conversa com a classe a respeito do que os alunos sabem sobre as práticas corporais. O professor pode mapear hipóteses, dúvidas, curiosidades que eles tenham, para orientar a pesquisa e mobilizá-los para a procura das respostas.

É importante sugerir aos alunos uma bibliografia básica e uma lista de sites para consulta (veja algumas sugestões), além de fornecer indicações de profissionais ou estabelecimentos a serem contatados, considerando as possibilidades de seu bairro e/ou cidade.

A pesquisa compreende duas etapas:

1. Pesquisa bibliográfica

Fase para a busca de informações em livros, revistas e Internet. Ela deve abranger os seguintes dados sobre a prática corporal escolhida:

  • significado do nome
  • aspectos históricos
  • princípios gerais e conceitos básicos
  • finalidade
  • método ou forma de trabalho
  • público-alvo

Com relação à história, não se deve limitar apenas ao seu início no tempo e espaço, mas procurar contextualizar essa época e esse lugar em termos de cultura: como estava estruturada a sociedade na qual a prática foi criada? Qual a concepção de saúde e de estética corporal que se tinha na época? Esse pode ser um trabalho a ser desenvolvido em conjunto com o professor de História.

2. Trabalho de campo

O universo de fontes pesquisadas pode ser ampliado, realizando-se entrevistas com profissionais da área e com praticantes da modalidade; visitando-se instituições que trabalhem com as práticas escolhidas; ou até mesmo com uma vivência da modalidade, se possível.

Esse trabalho de campo, no entanto, deve ser posterior à pesquisa bibliográfica, para que os alunos elaborem as dúvidas teóricas antecipadamente e, assim, consigam obter informações enriquecedoras por meio desse estudo.

É importante que o professor faça propostas aos grupos e discuta com eles a melhor forma de socializar esse conhecimento com os colegas.

O roteiro de pesquisa deve acompanhar um cronograma de atividades. Nele, é preciso reservar algumas aulas para organizar o trabalho e um tempo para o atendimento dos alunos e esclarecimento de dúvidas.

Texto original: Iza Anaclêto e Mônica Arruda Xavier
Edição: Educarede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Um futuro para a internet

Em palestra na Universidade Federal de Pernambuco, o filósofo Pierre Lévy afirma que a mídia digital caminha para uma “esfera semântica” por volta de 2015

Por Adriana Vieira

Imagine uma internet em que todo o conhecimento esteja organizado por conceitos. Além dos endereços das páginas da Web, haja localizadores semânticos uniformes dos conteúdos, independentemente do idioma. Segundo Pierre Lévy, é para esse sentido que caminha o futuro da mídia digital: “A inteligência coletiva será mais poderosa do que é agora”, afirmou o filósofo, durante palestra que proferiu no 3º Seminário Hipertextos e Tecnologias na Educação no último dia 2, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Recife.

Com o tema “Do hipertexto opaco ao transparente”, Lévy iniciou sua apresentação de cerca de uma hora e meia, ao ar livre, na Concha Acústica da UFPE, abordando o seu conceito mais conhecido, o de “inteligência coletiva”. Para tanto, explicou detalhadamente o que chama de “ciclo de gerenciamento do conhecimento pessoal”, processo no qual as pessoas constroem seus conhecimentos a partir do enorme fluxo de informação. Entre as etapas desse ciclo estão: a definição de interesses e prioridades (“se não souber o que quer aprender, não vai a lugar nenhum”); a conexão com fontes valiosas; a categorização das informações; a síntese e compartilhamento/comunicação do conhecimento.

Segundo Lévy, a inteligência coletiva emerge da interação, mas também desse processo de aprendizagem individual; a base é pessoal. As pessoas estão trabalhando para uma memória comum, porém em diferentes linguagens, com metadados com distintas semânticas. “ É como se numa biblioteca nós tivéssemos 10 mil sistemas diferentes de catalogação e todos incompatíveis. Essa é a bagunça da internet. Essa é a situação da internet atualmente.”

Como então alcançar um gerenciamento do conhecimento social efetivo? O filósofo explicou as fases do desenvolvimento do mundo digital, iniciado com a invenção do computador nos anos 50, passando pela popularização da internet na década de 80 e pela criação da Web nos anos 90. Essa evolução, segundo ele, caminha para o que chama de “esfera semântica”, por volta de 2015.

Nessa “esfera semântica”, o hipertexto opaco da Web – opaco porque o endereçador dos conteúdos hoje é a URL (Uniform Resource Locator) e não explicita o significado dos dados – daria lugar a um novo código, desta vez transparente, um sistema simbólico totalmente computacional, mais poderoso até do que uma linguagem natural.

Parece impossível? Lévy vai mais longe: “vamos criar uma mente global. O cérebro global já existe. Isto é uma coisa material. O que não temos é um sistema de símbolos unificados. Vai ser muito mais poderoso do que a linguagem natural. Como uma matemática que descreva operações semânticas, operações da mente. O objetivo é aumentar essa inteligência coletiva humana pelo uso da mídia digital. Pelo uso cuidadoso e bem pensado da mídia digital” (citação extraída do blog do Professor Eli Lopes).

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Para saber mais:

IEML (Information Economy Meta Lenguage) – Projeto desenvolvido por Pierre Lévy na Universidade de Ottawa, no Canadá

Entrevista com Pierre Lévy, 01/09/2009, no G1 – o filósofo fala sobre o seu projeto IEML

Pierre Lévy (Wikpedia) – lista das obras em português e francês

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Montagem de textos

Montagem de textos

Disciplina:

Língua Inglesa

Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Pesquisa na Internet
Tipo: Sites

Quando os alunos têm possibilidade de utilizar a
Internet, a realização de pesquisas em grupo, seguidas de sistematização das informações obtidas e posterior apresentação dos resultados em sala de aula, pode resultar em um excelente trabalho.

Antes de iniciar a pesquisa

A pesquisa tem de ser de interesse dos alunos e o professor deve favorecer a troca de informações entre eles a respeito do que já conhecem sobre o assunto e as questões que possuem. Para motivá-los, inicialmente o professor apresenta algumas figuras, para verificar os focos de interesse da classe. Em seguida, seleciona uma das figuras para introduzir o tema a ser estudado.

Depois da troca de informações, o professor “monta” na lousa, com os alunos, um pequeno texto em inglês, registrando essas primeiras informações.

Exemplo:

Pesquisa sobre: animals
Figura selecionada: giraffe
Texto inicial: Search about the Giraffe

Giraffe is from Africa.
It is a mammal.
It isn’t a domestic animal.
It is brown and cream.
The Giraffe is very tall and thin.

A pesquisa

Depois da leitura e compreensão do texto inicial, o professor apresenta algumas perguntas para aguçar a curiosidade dos alunos e propõe uma pesquisa para que eles busquem as respostas.

As perguntas devem ser formuladas em inglês (por escrito) e o professor auxilia os alunos na tradução das mesmas. Para facilitar a pesquisa, o professor pode sugerir alguns sites.

Exemplos de perguntas:

  • How does giraffe live?
  • What’s its scientific name?
  • What does it eat?
  • Does it live in groups or alone?
  • How is its body?
  • Is the giraffe a dangerous animal?
  • Is it in danger of extinction?
  • Do people hunt it? Why? (for its fur/its meat)Os alunos formam grupos e dividem as perguntas, quando forem muitas, ou combinam de trazer as respostas que conseguirem encontrar, além de outras informações adicionais que considerarem interessantes, inclusive a divulgação de outros sites.

    Quando todas as perguntas já estiverem respondidas, o professor utiliza as respostas e as informações selecionadas pelos alunos para complementar o texto inicial. O professor pode também contribuir acrescentando Fun Facts (curiosidades, fatos engraçados), por exemplo:

    Giraffes can go weeks without drinking water. A giraffe’s tong can be up to 21 inches (53 centimeters) long.”

    No fim, os alunos terão “construído” (em conjunto com o professor) um texto que pode ser utilizado como modelo para nova pesquisa. O número de perguntas formuladas anteriormente pode ser adaptado e ampliado para servir de guia na nova pesquisa.

    Um novo e maior desafio pode ser lançado para os grupos:

    Make a search about an animal of your preference and write a text about it. Use the questions to guide you on your search.”

    Esse trabalho não só auxilia o aluno na montagem de textos em inglês, como o prepara também para a obtenção de melhores resultados em pesquisas futuras, envolvendo outras áreas do conhecimento.

    Referência:
    http://www.bbc.co.uk/nature/wildfacts/ http://www.nationalgeographic.com/animals/

    Texto original: Zelinda Campos Cardoso
    Edição: Equipe EducaRede

    Os sites indicados neste texto foram visitados em 26/04/2002

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)