Expressões do corpo

Disciplina: Educação Física
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Conhecimento do corpo
Tipo: Metodologias

O objetivo dessa atividade é fazer com que os alunos explorem ao máximo o seu potencial expressivo corporal. Para desenvolvê-la, é necessário um aparelho de som, uma sala de aula limpa, fitas ou CDs com músicas instrumentais (sem letra).

Prepare a sala de aula, afastando as carteiras e criando um ambiente acolhedor com uma música de fundo. Converse com os alunos sobre o objetivo da aula e peça-lhes que tirem os sapatos e andem pela sala.

Possibilidades de comandos: ao sinal de uma palma, os alunos devem movimentar-se; duas palmas, devem parar para ouvir a instrução do que fazer.

Instruções:

  • Andar pela sala livremente, sem deixar espaços vazios; nas pontas dos pés; apoiando-se ora na borda interna dos pés, ora na externa; apoiando-se nos calcanhares.
  • Andar normalmente.
  • Explorar as possibilidades de movimentação das articulações: punho, cotovelo, ombro, joelho, tornozelo, coxa, coluna.
  • Explorar as possibilidade de aproximação e distanciamento das articulações, por exemplo: cotovelo e tornozelo; membros.
  • Explorar a movimentação de cabeça, tronco, pernas e braços.
  • Tocar o próprio corpo: quais as partes que conseguimos tocar? Em que partes isso não é possível?
  • Locomover-se de um ponto a outro da sala, sem utilizar passos (saltitando, pulando, girando, fazendo cambalhota); movimentando-se da cintura para baixo (nível baixo); do ombro para baixo (nível médio); do ombro para cima (nível alto).

À medida que os alunos respondem aos estímulos, o professor propõe novos desafios corporais e introduz variáveis com atividades em grupo, por exemplo: criar uma seqüência de movimentos em que as mãos estejam em evidência e apresentá-la aos colegas.

Fontes adicionais de pesquisa:
LABAN, Rudolf. Dança Moderna Educativa. São Paulo: Icone, 1990.
MARQUES, ISABEL A. Ensino de Dança Hoje, Textos e Contextos. São Paulo: Cortez, 1999.

Texto original: Iza Anaclêto e Mônica Arruda Xavier
Edição: Educarede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Ciclos da natureza por música

Disciplina: Biologia
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Ecologia e ciclos biogeoquímicos
Tipo: Músicas

O estudo dos ciclos biogeoquímicos é importante para a formação escolar, pois permite ao aluno compreender as relações ecológicas que se estabelecem na natureza, a interdependência entre os seres vivos e o ambiente e os fenômenos pelos quais as condições climáticas do planeta se mantêm estáveis.

Algumas canções favorecem a aproximação com esse tema, como é o caso de três músicas selecionadas para a atividade: “Quando Eu Olho para o Mar”, de Alceu Valença, “Luz do Sol”, de Caetano Veloso e “Tempo Rei”, de Gilberto Gil.

Antes de apresentar as músicas aos alunos, é importante chamar a atenção deles para o fato de que esses artistas expressam de diferentes formas as suas percepções sobre o caráter cíclico de alguns fenômenos da natureza, como é o caso da água, das estações do ano e da migração dos pássaros e mamíferos.

Para iniciar a atividade, o professor ouve as músicas com os alunos e solicita a eles que registrem a sua compreensão da letra. Em seguida, divide-se a classe em pequenos grupos (trios ou quartetos) e cada um deles recebe uma das letras, para que discutam e interpretem a letra.

Para orientar a discussão nos grupos, o professor pode propor questões específicas para cada música, por exemplo:

  • Quando Eu Olho para o Mar
    > Qual o sentido da frase: “Quando eu olho para o mar, dentro do mar vejo um rio…”?
    > Que transformações físicas ocorrem com a água, ao longo do percurso estabelecido na letra dessa música?
    >A água presente nas lágrimas é a mesma presente nas nuvens e no mar?
  • Luz do Sol
    > Como vocês interpretam a frase: “Luz do Sol, que a planta traga e traduz em verde novo…”?
    > De que forma a interferência humana é retratada nessa letra?
    > Que relações o autor estabelece entre o continente, os rios e o mar?
  • Tempo Rei
    > Como vocês interpretam a frase: “Transformai as velhas formas de viver”?
    > De que forma o relevo pode ser transformado?
    > A que escala de tempo o autor está se referindo, quando trata das possíveis transformações da vida e de paisagens, como o Corcovado e o Pão de Açúcar (pontos turísticos da cidade do Rio de Janeiro)?A seguir, cada grupo elabora dois cartazes. O primeiro deve conter as principais idéias apresentadas na música analisada. O segundo precisa apresentar um esquema representando o ciclo ou os ciclos tratados na música. Essa representação deve ser feita na forma de esquema, com setas e desenhos.Os cartazes podem ser expostos e, a partir da exposição, cada aluno registra informações para escrever um pequeno texto que enfoque o papel do tempo, da água e das plantas nos ciclos da natureza retratados nas músicas.

Referências:
“Quando Eu Olho para o Mar” – CD Cinco Sentidos, de Alceu Valença. Ariola, 1981.
“Luz do Sol” – CD Caetano Veloso. Polygram, 1986.
“Tempo Rei” – CD Unplugged, de Gilberto Gil. Warner Music, 1994.

Texto original: Paulo Roberto da Cunha
Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Sonorização de filme

Disciplina: Arte – Educação Artística
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Sonorização de imagens
Tipo: Filme

Na escola, o ensino de música deve possibilitar ao aluno o desenvolvimento de sua expressividade pelo som. Essa proposta de atividade tem como objetivo associar sons a imagens.

Trabalhe em uma primeira aula com o levantamento de sons possíveis para a sonorização de um filme. Esses sons podem ser criados com a voz, o corpo, o uso de objetos cotidianos e com instrumentos musicais.

Na aula seguinte, assista a um trecho de 20 minutos do filme “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin, sem nenhum volume. Volte ao início da transmissão e peça que os alunos criem sons para cada momento do filme. É provável que ocorra uma grande poluição sonora no início do trabalho. Aproveite esse fato para conversar com o grupo sobre a importância e a necessidade de silêncio em alguns trechos.

Divida os alunos em grupos (de quatro ou cinco membros) e peça que cada um sonorize uma parte do filme, criando uma trilha sonora para todo o filme.

Essa atividade poderá necessitar de algumas aulas, mesmo que os grupos trabalhem concomitantemente. Quando todos terminarem, assistam ao filme sem nenhuma interrupção, com cada grupo sonorizando sua parte.

Finalize o trabalho comparando a versão criada pelos alunos com a versão do filme.

Texto original: Lelê Ancona
Edição: Equipe EducaRede

Os sites indicados neste texto foram visitados em 04/03/2002

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Paisagem sonora

Disciplina: Arte – Educação Artística
Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto: Música, paisagem sonora
Tipo: Músicas

O conceito de “Paisagem sonora” tornou-se conhecido para os educadores em música a partir do trabalho produzido pelo professor canadense Murray Schaffer. Em seus estudos, ele trabalha com a percepção de sons de diversos ambientes e utiliza estratégias para sensibilizar o ouvido de seus alunos, como fazer um passeio por um bosque de olhos vendados.

Povos e culturas diversos apresentam paisagens sonoras diferentes. A paisagem sonora na qual vivemos nos traz o sentimento de pertencimento, de fazer parte daquele ambiente. Alguns músicos da contemporaneidade inspiram-se nessas diferentes paisagens, criando em suas composições sons que não são produzidos por instrumentos musicais, como Hermeto Pascoal e John Cage, entre outros.

Para que as crianças sejam estimuladas a perceber e identificar sons nos diversos ambientes em que vivem e de entender melhor o conceito de paisagem sonora, uma atividade que pode ser proposta é um passeio pela escola. Nesse passeio, as crianças registram em gravadores os sons do pátio, da diretoria, da rua, da sala de aula, da cantina, da aula de Educação Física, do recreio, da sala dos professores, da entrada, da saída, enfim, os sons que compõem a paisagem sonora da escola.

De volta à classe, todos ouvem as fitas, tentando descobrir a localização de cada som e suas principais características – se são altos ou baixos (volume), graves ou agudos, longos ou curtos (duração). Para ampliar o foco da discussão, pode-se conversar com os alunos e pedir-lhes que descubram outras paisagens sonoras diferentes da escola: a rua em diferentes horários, a casa, o shopping, um ginásio de esportes, a igreja etc.

Na aula seguinte, o professor propõe uma nova audição do material recolhido para reorganizá-lo, estimulando as crianças a perceberem pelos sons os locais de onde foram gravados. Depois, pode-se construir um roteiro como se fosse um percurso pela escola e produzir com o grupo uma nova gravação, seguindo o roteiro. Essa gravação deve corresponder a um passeio sonoro pela escola. Esse trabalho pode ser realizado em grupos, com cada um cuidando de uma parte do passeio.

Para finalizar a atividade, toda a classe ouve o “Passeio sonoro pela escola”, avalia os sons que descobriram nesse percurso e como esse trabalho interferiu na percepção de outros sons fora da escola.

Referência:

SCHAFER, Murray. O ouvido pensante. São Paulo: Unesp, 1991.

Texto original: Maria Terezinha Teles Guerra
Consultoria pedagógica: Anamélia Bueno Buoro
Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

O hipnotizador dançarino

Disciplina: Arte – Educação Artística
Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Jogos de expressão
Tipo: Metodologias

O objetivo dessa atividade é aumentar, no aluno, a percepção e a consciência do corpo como instrumento de comunicação e expressão; buscar transmitir sentimentos por meio da dança espontânea, além de desenvolver a sensibilidade para perceber e interpretar sentimentos.

Durante os trabalhos, evite utilizar as danças marcadas por conjuntos da moda; os comportamentos “definidos” como típicos – do macho, da menininha, do idoso, da loura etc. –, e os gestos repetitivos e pouco criativos dos astros cômicos.

Procedimento

As pessoas devem formar trios. Com um gravador ou CD player, você vai garantir que músicas de ritmos diferentes estejam disponíveis.
Em cada trio haverá um participante que será o “hipnotizador”.
Ao ritmo da música, o “hipnotizador” de cada trio irá movimentar-se, “desprendendo” os braços do corpo para acompanhar a música.
Os dois outros membros do trio olham para uma das palmas da mão do “hipnotizador” e vão seguindo/acompanhando os seus movimentos, sem perderem o foco.
Embalado por trechos de músicas diferentes que você irá tocando, o “hipnotizador” conduz seus dois companheiros pelo espaço de trabalho, dançando e levando seus “hipnotizados” à dança.
Depois de um tempo, peça que o “hipnotizador” troque de lugar com um dos hipnotizados, até que todos tenham passado pelas duas experiências, de condutor e conduzido.
Para finalizar o jogo, e ao som de uma música mais agitada como, por exemplo, Brasileirinho, de Valdir Azevedo, peça a cada participante que pense em dois hipnotizados imaginários, levando-os a dançar.

Ao final da atividade, peça aos alunos que se sentem no chão formando uma roda e converse com eles sobre as duas experiências: de condutor e conduzido, por exemplo.

Nota: Esse jogo foi criado pelo teórico e dramaturgo Augusto Boal.

Fonte:
A Arte é de Todos: Artes da Representação, publicação elaborada pelo CENPEC.

Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Diálogo entre sons e gestos

Disciplina: Arte – Educação Artística
Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: A gestualidade do corpo, o ritmo da música no espaço, a expressão plástica
Tipo: Metodologias

O ensino de Arte na escola abrange as linguagens visual, musical, corporal e cênica. Essa proposta de atividade, que procura desenvolver nos alunos a percepção do diálogo entre linguagens artísticas por meio de exercício prático, trabalha três dessas quatros linguagens, permitindo aos alunos estabelecerem relações entre as composições gráfica, sonora e corporal.

Primeira aula – As linguagens artísticas

Converse com os alunos sobre as diversas linguagens que eles conhecem: a da música, a visual, a da dança, a do teatro, a verbal. Todas elas, freqüentemente, estabelecem uma comunicação entre si, como o diálogo que a linguagem verbal cria com a linguagem musical quando os artistas compõem a letra e a música de uma canção, unindo música e letra na construção de um significado único.

Descubra com eles outras formas de diálogos entre linguagens. Reflita sobre as variadas maneiras de “tradução” que existem entre línguas e entre linguagens. É possível traduzir uma música para uma dança? E para uma pintura? Como? Será que fica parecido, dá para reconhecer ou se torna outra coisa? E o contrário, há possibilidade de se “escrever” uma dança? E desenhá-la?

Ao final dessa discussão, proponha aos alunos a audição de vários trechos musicais: música clássica, rock, forró, tradicionais, modernas, de várias regiões. Depois de ouvirem os trechos selecionados, peça para que descrevam verbalmente como perceberam as músicas e suas diferenças.

Agora, em uma nova audição, peça a eles que marquem com palmas os diferentes ritmos de cada música. A seguir, escolha com os alunos uma das músicas para ser trabalhada pela classe.

Procedimento

Divida a turma em grupos. Cada um deles escolhe um trecho da música para realizar um diálogo de linguagens e, com a música selecionada, eles criam com o corpo movimentos simultâneos, alternados, seqüenciais.

Proponha a criação de uma seqüência de gestos para o trecho da música de tal maneira que ambos possam ser percebidos como se tivessem sido feitos um para o outro. Sugira que eles explorem bastante os movimentos usando todo o espaço da sala no nível do chão e nos planos alto e médio. É importante orientar os alunos para que movimentem todo o corpo. Lembre-os de que cada parte do corpo poderá acompanhar os ritmos propostos em diferentes momentos da música: cabeça, braços, quadril, maxilar, olhos etc. Peça para o grupo registrar na memória a seqüência de movimentos de cada trecho da música porque elas serão retomadas na aula seguinte.

Segunda aula

Retome verbalmente os trabalhos da aula anterior e, em seguida, proponha aos grupos que se apresentem. Uma boa forma de fazer isso é pedir que os alunos fiquem sentados no chão em círculo, enquanto se levantam apenas aqueles que estão se apresentando.

Finalizada a apresentação, pergunte a eles como fariam para mostrar esses movimentos num desenho ou numa pintura. Proponha que desenhem e pintem em uma folha de papel e a partir da memória visual a própria seqüência de movimentos corporais criados. Esse registro deve reproduzir estes movimentos, buscando obter no desenho a mesma qualidade do gesto.

Terceira aula

Realizados todos os registros, o professor faz uma apresentação dos desenhos associados aos movimentos e sons. Pode-se fazer um painel contendo os registros visuais. Neste caso, escolha com os alunos o local em que será possível expô-lo.

Conclua o trabalho comentando as imagens desse painel e, com os alunos, resgate os trechos de música e gesto que correspondem aos desenhos realizados. Faça uma avaliação final a partir das seguintes perguntas:

Quais desenhos expressam melhor os gestos? Por quê?
Quais desenhos expressam melhor a música? Por quê?
É possível descobrir qual o trecho da música que inspirou os desenhos?
É possível descobrir quais gestos estão relacionados com os desenhos?
Se eu fizer os gestos sem ouvir a música, consigo saber como é essa música?
Se eu fizer os gestos, consigo descobrir com qual desenho ele se parece?

Você poderá ampliar esse trabalho ao fazer uma leitura das obras A dança e A música, de Henri Matisse, e relacioná-las com as experiências que seus alunos tiveram ao transpor a música para o gesto e para o registro gráfico. Outro artista que poderá ser trabalhado em sala de aula é Kandinsky, que faz uma série de quadros inspirados em músicas.

Texto original: Lelê Ancona
Consultoria pedagógica: Anamélia Bueno Buoro
Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Curta-metragem “Adão ou Somos Todos Filhos da Terra”

Disciplina: Arte – Educação Artística
Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto:
Tipo: Materiais didáticos

Link para o curta: http://portacurtas.org.br/filme/?name=adao_ou_somos_todos_filhos_da_terra

Morador da favela de Cantagalo no Rio de janeiro, Adão Xalebaradã é compositor de mais de 500 músicas e nunca foi gravado no Brasil.

Conheça as sugestões de aplicabilidade pedagógica

Texto Original: Porta-Curtas

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Canções do Descobrimento

Canções do Descobrimento

Disciplina:

História

Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Conquistas portuguesas, colonização do Brasil
Tipo: Músicas

Começar projetos de trabalho ou novos assuntos com música é sempre um jeito interessante de envolver os alunos.

Para introduzir os estudos sobre as conquistas portuguesas, o CD “Madeira que cupim não rói” (“Na pancada do ganzá II”), de Antônio Nóbrega, traz três músicas bem adequadas, de autoria do próprio Antônio Nóbrega e de Wilson Freire:

  • Chegança – conta a chegada dos portugueses do ponto de vista de um índio, além de afirmar as identidades dos povos indígenas;
  • Quinto Império – fala dos desafios enfrentados pelos portugueses nas suas viagens pelo mar e de seus compromissos com a Fé e com el-Rei de Portugal;
  • Olodumare – um canto de dor e morte pelos africanos que vieram escravizados, mas aqui fizeram brotar na terra o seu cheiro, sua cor, seu tambor, sua vida.Depois de ouvirem, distribua cópias das letras para os alunos. Divida a classe em três grupos e proponha a cada um a discussão sobre uma das letras. Peça para repararem bem: quem é o narrador (aquele que “fala”); do que ele fala; de que tempos e lugares; se a fala expressa algum tipo de conflito e como é resolvido.

    Ajude os alunos também a analisarem a música propriamente dita: o ritmo, os instrumentos usados, os sons produzidos, entre outros.

    Terminando, proponha a cada grupo a apresentação do que foi discutido e a elaboração de uma síntese coletiva, com registro escrito.

    Referência:
    CD Madeira que cupim não rói (Na pancada do ganzá II), de Antônio Nóbrega, Estúdio Eldorado e Brincante Empreendimentos Artísticos, 1997.

    Texto original: Ronilde Rocha Machado
    Edição: Equipe EducaRede

 (CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)
04/03/2002

Canções do Brasil

Canções do Brasil

Disciplina:

História

Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto: Diversidade cultural
Tipo: Músicas

Onde encontrar: Lojas convencionais ou pelo e-mail atendimento@palavracantada.com.br

Um jeito interessante de estudar as diferentes origens da população brasileira ou mesmo as divisões regionais do Brasil é começar pela música, que expressa, de forma eloqüente, a diversidade cultural de nosso país.

O CD “Canções do Brasil – O Brasil Cantado por Suas Crianças”, produzido por Sandra Peres e Paulo Tatit, fornece um repertório interessante: são 27 canções cantadas por crianças de todos os Estados do Brasil, abarcando uma gama variada de ritmos, como o maracatu (PE), o samba (RJ), o bumba-meu-boi (MA), a congada (MG), o rap (SP), entre outros.

Nem todas as canções são consideradas folclóricas, mas se buscou uma identidade com as raízes culturais de cada lugar. Destaque para “Tso Ere Poma“, de Rondônia, e “Você Conhece o Vento?“, um rap de Nelson Triunfo, de São Paulo.

Acompanha o CD um livro com as letras das músicas e um texto comentando cada ritmo e sua história. Esse material pode ser reproduzido para leitura e comentários com os alunos.

O mais empolgante, contudo, é ouvir e cantar as músicas e depois conversar sobre elas: os ritmos, os instrumentos usados, o sentido das letras, o jeito de cantar das crianças. O professor pode, também, ajudar os alunos a identificarem a tradição cultural que as músicas expressam: africana, indígena, européia.

Depois de ouvir as músicas selecionadas, os alunos podem se organizar em grupos e escolher uma delas para descobrir o sentido da letra. Inicia-se com uma leitura silenciosa, seguida de leitura oral, procurando acompanhar o ritmo da canção. Após a leitura, o grupo discute sobre o assunto tratado nos versos e como ele é abordado:

  • Do que fala essa canção?
  • Quem fala?
  • Como fala?
  • Que pontos de vista ela expressa?O importante é verificar se há associações possíveis ao contexto cultural (urbano ou rural) de onde saiu a música. Por exemplo, na canção “Tso Ere Poma”, o assunto é a busca de animais de estimação para brincar. A referência cultural é a caça, atividade de sobrevivência ainda utilizada por grupos indígenas da Amazônia.

    Por fim, em uma roda, realiza-se a troca de impressões e sentidos atribuídos aos textos das músicas pelos diversos grupos. Nesse momento, pode-se propor uma comparação entre as diversas músicas, retomando sons, ritmos, sentidos, instrumentos, verificando semelhanças e diferenças e concretizando a questão da diversidade cultural.

    Pode-se também propor uma pesquisa sobre os diferentes ritmos selecionados, com a colaboração dos professores de Artes, Música, Língua Portuguesa e Geografia.

    Referência:
    CD Canções do Brasil – O Brasil Cantado por Suas Crianças, produzido por Sandra Peres e Paulo Tatit, Editora Palavra Cantada.

    Texto original: Ronilde Rocha Machado
    Edição: Equipe EducaRede

 (CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)
13/04/2002

Canção de Todas as Crianças

Canção de Todas as Crianças

Disciplina:

História

Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto: Direitos da criança e do adolescente
Tipo: Músicas

Onde encontrar: Lojas convencionais

Ter todas as crianças vivendo com dignidade e com seus direitos garantidos é uma das grandes utopias de muitos brasileiros nesse início de milênio. Para chegar lá, é preciso um duro trabalho de conscientização desses direitos, sintetizados na “Declaração Universal dos Direitos da Criança”, da ONU (Organização das Nações Unidas). O texto completo da Declaração está disponível no site da Unicef.

Um modo bem interessante de trabalhar com os princípios dessa declaração é por meio do CD “Canção de Todas as Crianças”, com músicas de Toquinho e Elifas Andreato, cantadas por conhecidos intérpretes da nossa música popular, como Chico Buarque, MPB-4, Quarteto em Cy, Leandro e Leonardo e Maurício Mattar.

São doze canções que tentam traduzir para o universo infantil alguns dos princípios da Declaração. Destaque para as canções “Gente Tem Sobrenome“, interpretada por Chico Buarque, e a delicada “ Natureza Distraída“, cantada por Toquinho, que comenta o princípio V da Declaração — A criança deficiente tem direito a educação e a cuidados especiais.

Todas as letras (algumas são bem interessantes) abrem espaço para conversas sobre a situação da infância no mundo e no Brasil, sobre a importância de se respeitar e garantir direitos básicos às crianças: à vida, à saúde, à educação, entre outros. Além disso, as músicas proporcionam momentos de pura emoção com as melodias e arranjos de Toquinho.

Observação:
Para obter mais informações sobre Direitos, veja o tema Cidadania em O Assunto é.

Os sites indicados neste texto foram visitados em 30/05/2002


Texto original: Ronilde Rocha Machado
Edição: Equipe EducaRede

 (CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)
30/05/2002