Medindo o Atletismo

Disciplina: Educação Física
Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Conhecimento corporal
Tipo: Metodologias

Na 5ª ou 6ª série, os professores de Matemática e Educação Física podem desenvolver um trabalho interdisciplinar, envolvendo os conteúdos específicos de sistemas de medida e Atletismo, aliando a teoria e a prática de forma bastante significativa para o aluno.

Nas aulas de Matemática, os alunos podem se apropriar do conceito de medição e conhecer os padrões e instrumentos de medidas. Pode-se, inclusive, fazer uso de um livro paradidático bem interessante sobre o assunto: “Medindo Comprimentos”, de Nilson Machado.

Em Educação Física, o objetivo dessa atividade é oferecer aos alunos oportunidades para ampliar seu conhecimento corporal, por meio de suas próprias medidas e das medidas de suas performances em algumas provas básicas do Atletismo: as corridas, os saltos e os arremessos. A idéia é brincar com as medidas que, apesar de precisas, refletem um resultado relativo a um determinado momento e a uma determinada condição física.

Essa proposta não tem a intenção de estabelecer uma competitividade entre os alunos, em torno das medidas pessoais, e sim permitir a cada um deles um conhecimento maior de suas próprias capacidades, limitações e evolução.

Os professores das duas disciplinas envolvidas devem agendar previamente um encontro para trocar idéias a respeito do trabalho. Em Matemática, os alunos exercitam seus conhecimentos sobre o sistema decimal; já em Educação Física, desenvolvem suas habilidades em saltos e arremessos.

A idéia é que, no início do curso de Atletismo, o professor de Educação Física explique aos alunos a proposta de desenvolver os conteúdos específicos da modalidade, porém com um objetivo mais amplo: não só promover o desenvolvimento das habilidades motoras, mas também propiciar um maior autoconhecimento em relação às capacidades e habilidades individuais.

Cada aluno recebe uma ficha para registrar suas marcas pessoais no decorrer do curso. Essa ficha é preenchida pelo próprio aluno durante a atividade e deve ser deixada com o professor ao fim de cada aula. Para essas marcações, é necessário que o professor reserve algumas canetas para emprestar aos alunos na ocasião.

Cada aula inicia-se com um exame biométrico, para que todos os alunos tenham as medidas atualizadas de seu peso e altura. Essas medidas devem ser anotadas nas fichas pessoais de cada um. Nas aulas de Atletismo, anota-se, no local apropriado da ficha, a melhor marca do dia.

Essa ficha pode servir, posteriormente, para outros objetivos. Ela pode, por exemplo, ser guardada pelo professor de um ano para o outro, permitindo ao aluno acompanhar o seu crescimento e a sua evolução nas provas de Atletismo ao longo de todo o Ensino Fundamental. Para isso, terá de exercitar cálculos matemáticos para estabelecer as diferenças entre as várias marcas.

Depois que os alunos vivenciarem suficientemente o salto em extensão e incorporarem em seu salto as informações técnicas recebidas, o professor trabalha com outra ficha a ser distribuída a todos os alunos.

A Ficha Modelo II é apenas um exemplo de aproximação entre a Educação Física e a Matemática. Mas há outras possibilidades envolvendo mais diretamente as distâncias, ou mesmo os tempos das provas de corridas, o que pode ser explorado em outra atividade.

Para incrementar os cálculos a serem efetuados, o professor pode trazer uma tabela com os recordes brasileiros e mundiais de salto em extensão, nas categorias masculina e feminina, cujas informações podem ser obtidas no site da Confederação Brasileira de Atletismo.

Referência:
MACHADO, Nilson J. Medindo Comprimentos. São Paulo: Scipione, 1997 (Coleção Vivendo a Matemática).

Texto original: Iza Anaclêto e Mônica Arruda Xavier
Edição: Educarede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Controle de freqüência cardíaca

Disciplina: Educação Física
Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Freqüência cardíaca
Tipo: Metodologias

Nas últimas séries do Ensino Fundamental, o trabalho com a freqüência cardíaca pode ser interdisciplinar, envolvendo, por exemplo, Ciências – aparelho circulatório e funcionamento do coração – e Matemática – estatística.

Para começar, organize com os alunos uma pesquisa de dados sobre a variação da freqüência cardíaca de repouso no decorrer da vida – na fase intra-uterina, no recém-nascido, nos primeiros anos de vida – e/ou no grupo familiar: freqüência cardíaca de repouso dos avós, dos pais, dos irmãos. Outro aspecto a ser pesquisado pode ser a freqüência cardíaca de certas espécies animais, comparadas a determinadas características, como tamanho.

É interessante apontar a relação entre freqüência de repouso e atividade física regular, mostrando que a mesma é baixa em atletas, pois o sistema cardiovascular se torna mais eficiente com essa prática. Pode-se ilustrar isso com alguns dados de atletas em destaque, ou organizar uma pesquisa de campo dos alunos, com atletas de clubes de futebol do bairro ou cidade.

O passo seguinte é fazer um acompanhamento da própria freqüência cardíaca: basal, em repouso, logo após a atividade física, e de recuperação, depois que esses conceitos tenham sido explicados em aula e aplicados em situações de campo. Com ela, é possível aumentar a consciência sobre a importância da prática de atividade aeróbia e dos benefícios que ela pode trazer para seus praticantes. Para tanto, apresente a ficha de controle da freqüência cardíaca e estipule o tempo de corrida, segundo a capacidade aeróbia de seus alunos, mantendo-o durante todo trabalho.

Texto original: Iza Anaclêto e Mônica Arruda Xavier
Edição: Educarede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Tropa de Elite

Disciplina: Matemática, Língua Portuguesa/Literatura, Geografia, História, Ciências
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Corrupção, drogas, violência, juventude
Tipo: Filme

A proposta a seguir é um desafio. Não no sentido de competição, evidentemente, mas de incitamento e provocação. O objetivo é estimular o professor a exercitar uma prática, infelizmente, nada comum nas escolas: a pesquisa de opinião. É também uma provocação, na medida em que se tira das mãos do professor o controle sobre o processo e o resultado da pesquisa, que é repassado aos alunos e às alunas. Ou seja, embora sua presença seja absolutamente fundamental em cada um dos momentos da pesquisa, não é o professor, sozinho, quem deve decidir os rumos que ela vai tomar.

Clique aqui e saiba por que trabalhar o filme

O que se espera desse trabalho pedagógico é que você, professor, não seja um “transmissor de conteúdos”, mas sim um mediador das relações que se estabelecerão a partir da atividade a ser realizada. Por quê? Por uma razão muito simples: a dimensão do tema proposto. Embora as ciências biológicas e jurídicas, por exemplo, há muito tempo tenham se posicionado em relação ao uso das drogas e, portanto, tenham muito a dizer a esse respeito, os negócios com produtos ilícitos aumentaram de tal forma –  uma vez que muitos jovens entraram no jogo – que se esperam outras abordagens sobre o assunto.

Quer dizer: se tem oferta crescente é porque há procura crescente. Seja por mera curiosidade, seja por necessidade de se sentir respeitado pelos amigos, seja por dependência química de tais produtos, o fato é que o tema das drogas não pode ser ignorado. Ao contrário, precisa ser encarado pela escola como um todo e, particularmente, por você, que todos os dias tem, bem à sua frente, adolescentes e jovens atentos não somente em saber o que você pensa sobre as coisas em geral, mas, sobretudo, como se comporta perante aquelas que, como as drogas, atingem tantas pessoas.

Sendo assim, ao que parece, restam duas opções. Ou o professor se apresenta com um discurso elaborado à base do pode-não-pode, do certo ou errado, do deve ou não deve, e, decididamente, contribui para que a conversa se encerre aí, mantendo uma perspectiva puramente moralizante; ou é suficientemente corajoso para levar para a sala um tema que, por envolver a todos, se constitui num problema social. Neste caso, certamente, você estará colaborando para que os alunos possam manifestar o que sentem e pensam sobre o assunto e, com base nisso e no que você tem a dizer, decidam o que querem para si mesmos e para os outros.

Propomos, então, que você, convencido pelas razões que justificam a segunda opção, adote os seguintes procedimentos, que duram cerca de um mês ou oito horas-aula:

1. Assista ao filme junto com seus alunos.

2. Em sala de aula, peça que cada um dos grupos discuta um aspecto abordado pelo filme. Exemplos:

  • drama vivido pelo Capitão Nascimento: estressado pela guerra diária do BOPE e profundamente humano com a morte de um garoto do morro e com o nascimento do filho;
  • características pessoais de Neto e Matias, candidatos à substituição de Nascimento no comando da Tropa de Elite;
  • significado do lema da Tropa: “faca na caveira e nada na carteira”.

3. Na aula seguinte, prepare a turma para uma pesquisa de opinião. Esta é, seguramente, uma das formas mais interessantes dos nossos alunos produzirem conhecimentos. Com base no levantamento e na discussão dos aspectos do filme, proponha a escolha de um deles para ser o objeto da pesquisa. Após a definição do tema, é preciso seguir alguns passos:

  • cada aluno ou cada grupo de alunos deve elaborar 5 perguntas e 3 alternativas de respostas sobre o tema;
  • oriente-os para que as questões sejam extremamente objetivas, isto é, tanto perguntas quanto respostas não podem dar margens a interpretações diferentes do que o pesquisador quer saber. Em geral, eles participam ativamente desse momento, buscando as palavras mais adequadas que deverão constar do questionário; exemplo:

Você é a favor da descriminalização da droga?
a) Sim
b) Não
c) Não sei

  • promova um debate para que cada um ou cada grupo possa apresentar as questões elaboradas, justificando-as e submetendo-as à apreciação dos colegas; se for o caso, encaminhe um processo de votação para escolher as 5 questões mais bem formuladas para serem posteriormente aplicadas;
  • decida com a turma o universo da pesquisa, isto é, quantas pessoas serão convidadas a responder as perguntas elaboradas pelos alunos; convém lembrá-los que nem sempre a pessoa abordada está disposta, tem interesse ou aceita ser entrevistada – atitude que deve ser inteiramente respeitada pelo entrevistador;
  • prepare com eles o cabeçalho da folha de pesquisa; a ficha deve conter somente:

Título (Pesquisa sobre….)
Local e data de sua realização
Idade e sexo do entrevistado ou entrevistada
Nome do pesquisador
Cinco perguntas com as respectivas alternativas;

  • solicite que um deles digite a folha de pesquisa e combine com a turma a distribuição das cópias da ficha padrão para cada aluno;
  • oriente-os para que sejam respeitosos e corteses com os entrevistados.

4. Não é preciso mais do que uma semana para que os alunos dêem conta dessa tarefa que, acreditem, será muito prazerosa para eles e para você também.

Diga a eles que, após terem feito individualmente as pesquisas, devem também tabular os dados. Para tanto é necessário, primeiro, que anotem o número total de entrevistados. Depois, para cada uma das 5 perguntas

  • quantos responderam alternativa A
  • quantos responderam alternativa B
  • quantos responderam alternativa C

Com esses dados, e aplicando a regrinha de três, é possível transformar em gráfico os resultados da pesquisa.

Tanto a coleta quanto a tabulação dos dados são atividades que podem ser (aliás, convém que sejam) realizadas fora do horário das aulas. Para a tabulação dos dados e apresentação em gráfico da pesquisa, oriente-os para que, caso seja necessário, busquem apoio de outros professores, de familiares e de amigos.

5. No seu próximo encontro com a turma, sugira que formem grupos de 5 alunos e, a partir dos gráficos elaborados individualmente, seja feito um outro, agora do grupo, para ser apresentado a todos os colegas. Após as apresentações, é sua vez de, junto com eles, preparar o resultado final da pesquisa.

6. Serão necessários ainda, pelo menos, dois encontros para finalizar essa proposta de produção de conhecimentos. Primeiro, para discutir o processo da pesquisa, é muito importante que você dê espaço para que os alunos contem como tudo aconteceu, o que sentiram e pensaram ao prepararem e realizarem a pesquisa, as abordagens e reações dos entrevistados, as dificuldades encontradas, as situações engraçadas que vivenciaram etc.

Depois, com o resultado final da pesquisa devidamente tabulado, é hora de provocá-los para que, individualmente e em grupos, tentem interpretar as respostas. Peça a eles que produzam pequenos textos opinativos sobre o tema da pesquisa, comparando e citando os percentuais obtidos.

Depois dessa empreitada, que sem dúvida alguma será muito gratificante para você, é  importante que você se esforce em tornar públicos os resultados da pesquisa. Importantíssimo para os seus alunos, que terão o trabalho reconhecido e; claro, para você, que ousou coordenar uma atividade cujos resultados são socialmente tão significativos.

Que o maior número de pessoas tenha acesso a essa verdadeira produção de conhecimentos não somente é desejável, mas fundamental para que a sociedade tenha uma oportunidade real de saber mais sobre si mesma. Veja algumas sugestões.

Referência

Tropa de Elite, de José Padilha. Brasil, 2007, 118 minutos

Conta o dia-a-dia de policiais do BOPE – (Batalhão de Operações Policiais Especiais). Querendo deixar a corporação, o capitão do batalhão tenta encontrar um substituto para seu posto. Ao mesmo tempo, dois amigos de infância se tornam policiais e se destacam pelo modo honesto e honrado de realizar suas funções, não se conformando com a corrupção na qual estão envolvidos tanto os seus iguais quanto os seus superiores. A classificação do filme é 16 anos.

Assista a trechos do filme

Texto Original: Donizete Soares

Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Relações Trigonométricas no Triângulo Retângulo

Relações Trigonométricas no Triângulo Retângulo

Disciplina:

Matemática

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Geometria, Medidas, Trigonometria
Tipo: Materiais didáticos

Objetivo:  Reconhecer as relações trigonométricas de seno, cosseno e tangente no triângulo retângulo, Saber estabelecer relações entre seno, cosseno e tangente de ângulos notáveis.
Pré-Requisito: conceito matemático de razão,conceito de ângulo agudo, teorema de Pitágoras.

Observações: Atividades elaboradas através de animações, levam os alunos a terem interesse e motivação para a aprendizagem, uma vez que, conteúdos explorados dentro de uma metodologia instrucional e mecanicista na qual o professor fala e o aluno escuta tem levado os alunos ao desinteresse. Num mundo globalizado, onde os jovens estão conectados em jogos no computador, bate-papo, MSN, etc,… quando colocados à frente de um computador em atividades com animação, dentro de uma metodologia colaborativa de aprendizagem, esta ocorre de forma positiva e desperta no aluno o interesse para o conhecimento.

Autoria: Thiago Aguiar Rodrigues – CEFET Campos – RJ

Tipo de Atividade: observação ,interação, resolução de problemas

Avaliação da Atividade: A avaliação ocorre durante toda a atividade. Seja observando a exploração dos alunos e seus comentários, seja na resolução dos questionamentos propostos.No final da atividade é solicitado que façam atividades extra-classe referente ao conteúdo proposto. Algumas atividades foram elaboradas de forma contextualizada buscando levar o aluno a interpretação do problema proposto, visto terem enorme dificuldade de interpretação de textos.

Contexto da Atividade: A atividade deve acontecer no laboratório de informática, com duplas de alunos em cada computador e o professor conduzindo a atividade através de um data-show, estando professor e alunos interagindo juntos a cada tela que for sendo apresentada na atividade.

Tempo Previsto para Atividade: 3 horas/aula de 50 minutos cada uma.

Clique aqui e conheça o conteúdo

Texto Original: RIVED

 (CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)
30/08/2007

Média? Mediana? Moda?

Média? Mediana? Moda?

Disciplina:

Matemática

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Estatística: medidas de tendência central
Tipo: Metodologias

O objetivo dessa atividade é explorar o significado das medidas de posição ou de tendência central no estudo da Estatística: média aritmética, mediana e moda. Essas medidas facilitam a leitura e a interpretação de tabelas e gráficos, pois representam um resumo do conjunto de dados a eles associados.

O professor propõe aos alunos que, organizados em pequenos grupos, analisem a tabela abaixo, que representa o quadro de funcionários de uma empresa, com seus respectivos salários.

Salário
350 reais
600 reais
850 reais
2.500 reais
10.000 reais
N. de funcio- nários
10
3
1
2
2
Função
Operário
Escriturário
Secretária
Gerente
Diretor

(Clique aqui para obter cópia da tabela)

A partir do cálculo das medidas de tendência central desses dados, os alunos devem comentar a seguinte afirmação dos diretores da empresa considerada: “A média salarial da nossa empresa é de aproximadamente 1.700 reais”.

É esperado que os alunos percebam que a afirmação dos diretores é correta do ponto de vista matemático. No entanto, ela não é um indicador representativo da distribuição salarial da empresa. Nesse caso, a moda e a mediana, que correspondem ao salário de 350 reais, representam melhor a tendência da distribuição salarial da empresa.

Essa atividade pode ser um ponto de partida para uma pesquisa sobre a distribuição salarial no nosso país, em comparação com países considerados do Primeiro Mundo.

Para aprofundar:
BUSSAB, Wilton O. & MORETTIN, Pedro A. Estatística Básica. São Paulo: Atual, 1987.

Texto original: Edna Aoki
Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

A revolta dos números

A revolta dos números

Disciplina:

Matemática

Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto: Valor Posicional, convenção numérica, situação-problema (adição e subtração)
Tipo: Texto

O livro “A Revolta dos Números”, de Odete Barros Mott, conta a história de Júlia, uma garota que, ao tentar resolver um problema de Matemática, enfrenta dificuldades porque os números de seu caderno resolveram se revoltar, formando a maior confusão.

Após a leitura do livro em sala de aula, o professor pode discutir a história com a classe e pedir aos alunos que apontem todas as noções matemáticas que puderam perceber enquanto liam. Iniciar esse levantamento com questões do tipo:

  • Quais foram os números que organizaram a revolta?
  • Por que os números se revoltaram?
  • Qual o problema que Júlia precisava resolver?
  • Se você estivesse na revolta, que número gostaria de ser?
  • Qual outra forma você proporia para os números se organizarem?Terminando os comentários, o professor pode extrair da história conteúdos matemáticos e explorá-los por meio de problematizações:1. Valor Posicional (*)
  • Quanto vale o número 4 em 24? E em 42?
  • Com os algarismos 1, 2, 3, e 4, quantos números diferentes de dois algarismos podemos formar?2. Convenção Matemática
  • Como seria a nossa vida se cada um escrevesse os números de um jeito diferente? O que iria acontecer?
  • Montar, junto com os alunos, uma lista de situações e lugares do dia-a-dia em que os números são usados: hora, número da classe, andares de um prédio, número das casas, números de telefone etc.3. Situações-Problema (adição e subtração)Partindo do problema apresentado no livro, criar variações como:
  • Alterar a pergunta inicial;
  • Solicitar que os alunos formulem outras perguntas, considerando a situação apresentada;
  • Alterar dados do problema;
  • Modificar a estrutura do problema.Essas variações proporcionam o exercício do raciocínio da criança e evitam que conceitos matemáticos sejam trabalhados de forma isolada e sem significado.(*) Valor Posicional corresponde ao valor que o algarismo adquire em função da sua posição no número. Por exemplo: em 24, o algarismo 4 equivale à unidade, portanto a 4; em 42, o 4 corresponde à dezena, portanto a 40.

    Fonte:
    CÂNDIDO, Patrícia Terezinha et al. Era uma vez na Matemática: uma conexão com a literatura infantil. 3a ed. São Paulo: IME-USP, Centro de Aperfeiçoamento do Ensino da Matemática, 1996 (vol. 4).

    Referência bibliográfica:
    MOTT, Odete Barros. A Revolta dos Números. São Paulo: Edições Paulinas, 1995.

    Texto original: Vera Lúcia Moreira
    Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Explorações Matemáticas

Explorações Matemáticas

Disciplina:

Matemática

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Geometria, Geometria Plana
Tipo: Materiais didáticos

Objetivo:  Reconhecer, segundo sua realidade, os elementos geométricos, as formas e suas relações; Construir os conceitos geométricos e ser capaz de fazer conexões entre eles e as demais áreas do conhecimento.

Pré-Requisito: Sistema métrico decimal; Noções de geometria plana.

Observações: Observe as sugestões de atividades no Guia do Professor.

Autoria: Carmem Paggy, Celso de Oliveira Faria, Anna Christina de Azevedo Nascimento, César Nunes – RIVED/SEED/MEC

Clique aqui e conheça o conteúdo

Texto Original: RIVED

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Padrões matemáticos e os fenômenos naturais

Padrões matemáticos e os fenômenos naturais

Disciplina:

Matemática

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: O número PI e a busca de regularidades
Tipo: Filme

Quem assistiu ao filme “Uma Mente Brilhante”, sobre a história do matemático John Nash, pôde conhecer uma história que mostra como os seres humanos, há muito tempo, buscam encontrar modelos matemáticos para representar fenômenos existentes na natureza.

Ora, nossos alunos sempre nos questionam sobre a importância da Matemática enquanto interação com o mundo fora da escola. Trazer para a sala de aula uma reflexão mais profunda sobre a relação da Matemática com a natureza é uma maneira de ampliar a visão do aluno sobre a própria Matemática, mostrando que esta ciência tem uma importância muito maior do que somente os conteúdos contidos nos livros didáticos.

Esta atividade tem início com a exibição do filme “PI”, de Darren Aronofsky. Antes de seu início, o professor deve conversar com os alunos a respeito do título, recordando as principais idéias sobre o número que representa a razão entre o comprimento da circunferência (C) e seu diâmetro (D), ou seja, PI = C/D. Esse número é considerado “irracional”, pois sua representação decimal resulta em um número com infinitos algarismos e nenhuma periodicidade, isto é, nunca apresenta uma repetição de seqüência de algarismos, como nas dízimas, por exemplo.

O protagonista do filme é um pesquisador matemático que usa um computador para calcular o número pi com a maior quantidade de casas decimais possíveis e ver se encontra alguma regularidade nessa seqüência.

É interessante ressaltar para os alunos que, durante o filme, o protagonista faz quatro importantes afirmações:

  1. Matemática é a língua da natureza.
  2. Tudo ao nosso redor pode ser representado e entendido por meio dos números.
  3. Se você criar gráficos dos números de qualquer sistema, surgirão padrões.
  4. Existem padrões em todos os lugares da natureza.

Após a exibição, em uma outra aula, as cenas que contêm as afirmações acima podem ser reexibidas para que os alunos façam anotações referentes a elas. Em seguida, o professor abre o debate e convida os alunos a falarem sobre suas anotações e o que lhes chamou mais atenção nas cenas destacadas, ou em outras que eles consideraram interessantes, sob o ponto de vista das idéias matemáticas presentes no filme.

Essa atividade pode ser finalizada com um registro coletivo das principais idéias discutidas, bem como desencadear um trabalho mais profundo de pesquisa sobre modelagem matemática, um assunto bastante difundido entre os matemáticos da atualidade. O registro coletivo pode ser transformado em um mural com o título “O filme PI e a construção das idéias matemáticas”, por exemplo. Nele, os alunos colocam pequenos textos com suas observações, ilustrações relativas às idéias matemáticas presentes no filme, críticas encontradas em jornais ou revistas. Esse mural pode, então, ser exposto para outros alunos do mesmo ciclo, com o convite para assistir ao filme.

O site indicado neste texto foi visitado em 28/10/2004

Texto Original: Sergio Friedman

Edição: Equipe EducaRede

 (CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)
28/10/2004

Matemática na Literatura

Matemática na Literatura

Disciplina:

Matemática

Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto: Contagem, escrita e ordenação de números, medida de comprimento
Tipo: Texto

A partir da leitura do livro “Sabe de Quem Era Aquele Rabinho?”, de Elza C. Sallut, é possível trabalhar com alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental algumas noções de Matemática, como contagem e escrita de números, ordenação e seqüência numérica e medida de comprimento. Envolvidas com a história, as crianças participam criativamente e usam a representação escrita e numérica.

O livro conta a história de um elefante que vai viajar e resolve dar uma festa de despedida para seus amigos. Nessa festa, é tirada uma foto de recordação, na qual aparece um rabinho estranho que ninguém sabe identificar de quem é e todos tentam descobrir esse personagem.

É interessante que o livro seja lido em sala de aula, possibilitando comentários e problematizações lançadas pelo professor. Sugestões:

Contagem, ordenação, seqüência e escrita numérica

  • Numerem as páginas do livro.
  • O que aparece na página 6? E na página 8?
  • Quantos animais foram à festa?
  • Quantos animais foram à festa, mas não aparecem na capa do livro?
  • Quais são esses animais?Medida de comprimento e massa
  • Qual o animal mais alto? E o mais baixo?
  • Qual o animal mais leve? E o mais pesado?Posteriormente, o professor solicita que as crianças, divididas em grupos, criem outro fim para a história e, em seguida, promove a votação do fim preferido. Ao terminar, o professor registra o número de alunos votantes, o fim da história sugerido pelos grupos e a quantidade de votos.

    Pode discutir, então, questões que envolvem contagem, ordenação e comparação de quantidades, usando as expressões “a mais” e “a menos”, que são importantes para a construção de conceitos matemáticos, como sistema de representação de quantidades, operações com números naturais e, principalmente, subtração. Sugestões:

  • Quantos alunos votaram?
  • Quantos alunos votaram em cada fim?
  • Qual foi o fim mais votado? E o menos votado?
  • Como ficariam ordenados os grupos a partir do mais votado?
  • Quantos votos o grupo que ficou em primeiro lugar teve a mais do que o segundo e o terceiro?
  • Quantos votos o grupo que ficou em terceiro lugar teve a menos que o segundo e o primeiro?O professor pode finalizar a atividade solicitando a representação da história em desenho, com o fim escolhido, e a escrita numérica das quantidades trabalhadas. Além disso, pode solicitar a escrita ou o desenho referentes às perguntas realizadas durante a leitura da história.

    Fonte:
    CÂNDIDO, Patrícia Terezinha et al. Era uma vez na Matemática: uma conexão com a literatura infantil. 3a ed. São Paulo: IME-USP, Centro de Aperfeiçoamento do Ensino da Matemática, 1996 (vol. 4).

    Referência:
    SALLUT, Elza C. Sabe de Quem Era Aquele Rabinho? São Paulo: Scipione, 1992.

    Texto original: Vera Lúcia Moreira
    Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

A Matemática e as Artes Visuais

A Matemática e as Artes Visuais

Disciplina:

Matemática

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Artes, Geometria, Geometria Plana, História da matemática, Medidas
Tipo: Materiais didáticos

Objetivo
Apreender a linguagem matemática por meio da leitura e interpretação da realidade, sendo capaz de exprimi-la com clareza oral, textual e gráfica; Apropriar-se dos processos de construção matemática das artes visuais, sendo capaz de reconhecê-la por meio de sua leitura e interpretação, bem como reconhecê-la nos fenômenos naturais, físicos e sociais; Desenvolver a capacidade de formular hipóteses, conjecturar, analisar, experimentar processos físicos, naturais, sociais, culturais e econômicos, a fim de construir argumentações; Compreender o valor da matemática nas construções sociais e culturais humanas, bem como entender seu processo de desenvolvimento.

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Texto Original: RIVED

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)