Medindo o Atletismo

Disciplina: Educação Física
Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Conhecimento corporal
Tipo: Metodologias

Na 5ª ou 6ª série, os professores de Matemática e Educação Física podem desenvolver um trabalho interdisciplinar, envolvendo os conteúdos específicos de sistemas de medida e Atletismo, aliando a teoria e a prática de forma bastante significativa para o aluno.

Nas aulas de Matemática, os alunos podem se apropriar do conceito de medição e conhecer os padrões e instrumentos de medidas. Pode-se, inclusive, fazer uso de um livro paradidático bem interessante sobre o assunto: “Medindo Comprimentos”, de Nilson Machado.

Em Educação Física, o objetivo dessa atividade é oferecer aos alunos oportunidades para ampliar seu conhecimento corporal, por meio de suas próprias medidas e das medidas de suas performances em algumas provas básicas do Atletismo: as corridas, os saltos e os arremessos. A idéia é brincar com as medidas que, apesar de precisas, refletem um resultado relativo a um determinado momento e a uma determinada condição física.

Essa proposta não tem a intenção de estabelecer uma competitividade entre os alunos, em torno das medidas pessoais, e sim permitir a cada um deles um conhecimento maior de suas próprias capacidades, limitações e evolução.

Os professores das duas disciplinas envolvidas devem agendar previamente um encontro para trocar idéias a respeito do trabalho. Em Matemática, os alunos exercitam seus conhecimentos sobre o sistema decimal; já em Educação Física, desenvolvem suas habilidades em saltos e arremessos.

A idéia é que, no início do curso de Atletismo, o professor de Educação Física explique aos alunos a proposta de desenvolver os conteúdos específicos da modalidade, porém com um objetivo mais amplo: não só promover o desenvolvimento das habilidades motoras, mas também propiciar um maior autoconhecimento em relação às capacidades e habilidades individuais.

Cada aluno recebe uma ficha para registrar suas marcas pessoais no decorrer do curso. Essa ficha é preenchida pelo próprio aluno durante a atividade e deve ser deixada com o professor ao fim de cada aula. Para essas marcações, é necessário que o professor reserve algumas canetas para emprestar aos alunos na ocasião.

Cada aula inicia-se com um exame biométrico, para que todos os alunos tenham as medidas atualizadas de seu peso e altura. Essas medidas devem ser anotadas nas fichas pessoais de cada um. Nas aulas de Atletismo, anota-se, no local apropriado da ficha, a melhor marca do dia.

Essa ficha pode servir, posteriormente, para outros objetivos. Ela pode, por exemplo, ser guardada pelo professor de um ano para o outro, permitindo ao aluno acompanhar o seu crescimento e a sua evolução nas provas de Atletismo ao longo de todo o Ensino Fundamental. Para isso, terá de exercitar cálculos matemáticos para estabelecer as diferenças entre as várias marcas.

Depois que os alunos vivenciarem suficientemente o salto em extensão e incorporarem em seu salto as informações técnicas recebidas, o professor trabalha com outra ficha a ser distribuída a todos os alunos.

A Ficha Modelo II é apenas um exemplo de aproximação entre a Educação Física e a Matemática. Mas há outras possibilidades envolvendo mais diretamente as distâncias, ou mesmo os tempos das provas de corridas, o que pode ser explorado em outra atividade.

Para incrementar os cálculos a serem efetuados, o professor pode trazer uma tabela com os recordes brasileiros e mundiais de salto em extensão, nas categorias masculina e feminina, cujas informações podem ser obtidas no site da Confederação Brasileira de Atletismo.

Referência:
MACHADO, Nilson J. Medindo Comprimentos. São Paulo: Scipione, 1997 (Coleção Vivendo a Matemática).

Texto original: Iza Anaclêto e Mônica Arruda Xavier
Edição: Educarede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Controle de freqüência cardíaca

Disciplina: Educação Física
Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Freqüência cardíaca
Tipo: Metodologias

Nas últimas séries do Ensino Fundamental, o trabalho com a freqüência cardíaca pode ser interdisciplinar, envolvendo, por exemplo, Ciências – aparelho circulatório e funcionamento do coração – e Matemática – estatística.

Para começar, organize com os alunos uma pesquisa de dados sobre a variação da freqüência cardíaca de repouso no decorrer da vida – na fase intra-uterina, no recém-nascido, nos primeiros anos de vida – e/ou no grupo familiar: freqüência cardíaca de repouso dos avós, dos pais, dos irmãos. Outro aspecto a ser pesquisado pode ser a freqüência cardíaca de certas espécies animais, comparadas a determinadas características, como tamanho.

É interessante apontar a relação entre freqüência de repouso e atividade física regular, mostrando que a mesma é baixa em atletas, pois o sistema cardiovascular se torna mais eficiente com essa prática. Pode-se ilustrar isso com alguns dados de atletas em destaque, ou organizar uma pesquisa de campo dos alunos, com atletas de clubes de futebol do bairro ou cidade.

O passo seguinte é fazer um acompanhamento da própria freqüência cardíaca: basal, em repouso, logo após a atividade física, e de recuperação, depois que esses conceitos tenham sido explicados em aula e aplicados em situações de campo. Com ela, é possível aumentar a consciência sobre a importância da prática de atividade aeróbia e dos benefícios que ela pode trazer para seus praticantes. Para tanto, apresente a ficha de controle da freqüência cardíaca e estipule o tempo de corrida, segundo a capacidade aeróbia de seus alunos, mantendo-o durante todo trabalho.

Texto original: Iza Anaclêto e Mônica Arruda Xavier
Edição: Educarede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Tropa de Elite

Disciplina: Matemática, Língua Portuguesa/Literatura, Geografia, História, Ciências
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Corrupção, drogas, violência, juventude
Tipo: Filme

A proposta a seguir é um desafio. Não no sentido de competição, evidentemente, mas de incitamento e provocação. O objetivo é estimular o professor a exercitar uma prática, infelizmente, nada comum nas escolas: a pesquisa de opinião. É também uma provocação, na medida em que se tira das mãos do professor o controle sobre o processo e o resultado da pesquisa, que é repassado aos alunos e às alunas. Ou seja, embora sua presença seja absolutamente fundamental em cada um dos momentos da pesquisa, não é o professor, sozinho, quem deve decidir os rumos que ela vai tomar.

Clique aqui e saiba por que trabalhar o filme

O que se espera desse trabalho pedagógico é que você, professor, não seja um “transmissor de conteúdos”, mas sim um mediador das relações que se estabelecerão a partir da atividade a ser realizada. Por quê? Por uma razão muito simples: a dimensão do tema proposto. Embora as ciências biológicas e jurídicas, por exemplo, há muito tempo tenham se posicionado em relação ao uso das drogas e, portanto, tenham muito a dizer a esse respeito, os negócios com produtos ilícitos aumentaram de tal forma –  uma vez que muitos jovens entraram no jogo – que se esperam outras abordagens sobre o assunto.

Quer dizer: se tem oferta crescente é porque há procura crescente. Seja por mera curiosidade, seja por necessidade de se sentir respeitado pelos amigos, seja por dependência química de tais produtos, o fato é que o tema das drogas não pode ser ignorado. Ao contrário, precisa ser encarado pela escola como um todo e, particularmente, por você, que todos os dias tem, bem à sua frente, adolescentes e jovens atentos não somente em saber o que você pensa sobre as coisas em geral, mas, sobretudo, como se comporta perante aquelas que, como as drogas, atingem tantas pessoas.

Sendo assim, ao que parece, restam duas opções. Ou o professor se apresenta com um discurso elaborado à base do pode-não-pode, do certo ou errado, do deve ou não deve, e, decididamente, contribui para que a conversa se encerre aí, mantendo uma perspectiva puramente moralizante; ou é suficientemente corajoso para levar para a sala um tema que, por envolver a todos, se constitui num problema social. Neste caso, certamente, você estará colaborando para que os alunos possam manifestar o que sentem e pensam sobre o assunto e, com base nisso e no que você tem a dizer, decidam o que querem para si mesmos e para os outros.

Propomos, então, que você, convencido pelas razões que justificam a segunda opção, adote os seguintes procedimentos, que duram cerca de um mês ou oito horas-aula:

1. Assista ao filme junto com seus alunos.

2. Em sala de aula, peça que cada um dos grupos discuta um aspecto abordado pelo filme. Exemplos:

  • drama vivido pelo Capitão Nascimento: estressado pela guerra diária do BOPE e profundamente humano com a morte de um garoto do morro e com o nascimento do filho;
  • características pessoais de Neto e Matias, candidatos à substituição de Nascimento no comando da Tropa de Elite;
  • significado do lema da Tropa: “faca na caveira e nada na carteira”.

3. Na aula seguinte, prepare a turma para uma pesquisa de opinião. Esta é, seguramente, uma das formas mais interessantes dos nossos alunos produzirem conhecimentos. Com base no levantamento e na discussão dos aspectos do filme, proponha a escolha de um deles para ser o objeto da pesquisa. Após a definição do tema, é preciso seguir alguns passos:

  • cada aluno ou cada grupo de alunos deve elaborar 5 perguntas e 3 alternativas de respostas sobre o tema;
  • oriente-os para que as questões sejam extremamente objetivas, isto é, tanto perguntas quanto respostas não podem dar margens a interpretações diferentes do que o pesquisador quer saber. Em geral, eles participam ativamente desse momento, buscando as palavras mais adequadas que deverão constar do questionário; exemplo:

Você é a favor da descriminalização da droga?
a) Sim
b) Não
c) Não sei

  • promova um debate para que cada um ou cada grupo possa apresentar as questões elaboradas, justificando-as e submetendo-as à apreciação dos colegas; se for o caso, encaminhe um processo de votação para escolher as 5 questões mais bem formuladas para serem posteriormente aplicadas;
  • decida com a turma o universo da pesquisa, isto é, quantas pessoas serão convidadas a responder as perguntas elaboradas pelos alunos; convém lembrá-los que nem sempre a pessoa abordada está disposta, tem interesse ou aceita ser entrevistada – atitude que deve ser inteiramente respeitada pelo entrevistador;
  • prepare com eles o cabeçalho da folha de pesquisa; a ficha deve conter somente:

Título (Pesquisa sobre….)
Local e data de sua realização
Idade e sexo do entrevistado ou entrevistada
Nome do pesquisador
Cinco perguntas com as respectivas alternativas;

  • solicite que um deles digite a folha de pesquisa e combine com a turma a distribuição das cópias da ficha padrão para cada aluno;
  • oriente-os para que sejam respeitosos e corteses com os entrevistados.

4. Não é preciso mais do que uma semana para que os alunos dêem conta dessa tarefa que, acreditem, será muito prazerosa para eles e para você também.

Diga a eles que, após terem feito individualmente as pesquisas, devem também tabular os dados. Para tanto é necessário, primeiro, que anotem o número total de entrevistados. Depois, para cada uma das 5 perguntas

  • quantos responderam alternativa A
  • quantos responderam alternativa B
  • quantos responderam alternativa C

Com esses dados, e aplicando a regrinha de três, é possível transformar em gráfico os resultados da pesquisa.

Tanto a coleta quanto a tabulação dos dados são atividades que podem ser (aliás, convém que sejam) realizadas fora do horário das aulas. Para a tabulação dos dados e apresentação em gráfico da pesquisa, oriente-os para que, caso seja necessário, busquem apoio de outros professores, de familiares e de amigos.

5. No seu próximo encontro com a turma, sugira que formem grupos de 5 alunos e, a partir dos gráficos elaborados individualmente, seja feito um outro, agora do grupo, para ser apresentado a todos os colegas. Após as apresentações, é sua vez de, junto com eles, preparar o resultado final da pesquisa.

6. Serão necessários ainda, pelo menos, dois encontros para finalizar essa proposta de produção de conhecimentos. Primeiro, para discutir o processo da pesquisa, é muito importante que você dê espaço para que os alunos contem como tudo aconteceu, o que sentiram e pensaram ao prepararem e realizarem a pesquisa, as abordagens e reações dos entrevistados, as dificuldades encontradas, as situações engraçadas que vivenciaram etc.

Depois, com o resultado final da pesquisa devidamente tabulado, é hora de provocá-los para que, individualmente e em grupos, tentem interpretar as respostas. Peça a eles que produzam pequenos textos opinativos sobre o tema da pesquisa, comparando e citando os percentuais obtidos.

Depois dessa empreitada, que sem dúvida alguma será muito gratificante para você, é  importante que você se esforce em tornar públicos os resultados da pesquisa. Importantíssimo para os seus alunos, que terão o trabalho reconhecido e; claro, para você, que ousou coordenar uma atividade cujos resultados são socialmente tão significativos.

Que o maior número de pessoas tenha acesso a essa verdadeira produção de conhecimentos não somente é desejável, mas fundamental para que a sociedade tenha uma oportunidade real de saber mais sobre si mesma. Veja algumas sugestões.

Referência

Tropa de Elite, de José Padilha. Brasil, 2007, 118 minutos

Conta o dia-a-dia de policiais do BOPE – (Batalhão de Operações Policiais Especiais). Querendo deixar a corporação, o capitão do batalhão tenta encontrar um substituto para seu posto. Ao mesmo tempo, dois amigos de infância se tornam policiais e se destacam pelo modo honesto e honrado de realizar suas funções, não se conformando com a corrupção na qual estão envolvidos tanto os seus iguais quanto os seus superiores. A classificação do filme é 16 anos.

Assista a trechos do filme

Texto Original: Donizete Soares

Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Um dia de trabalho na fazenda

Um dia de trabalho na fazenda

Disciplina:

Matemática

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Ordens de grandeza
Tipo: Materiais didáticos

Objetivo:  Compreensão de Número.

Pré-Requisito: Não há nenhum pré-requisito para que o aluno desenvolva esta atividade.

Tipo de Atividade: Resolução de problemas, prática, exploração, observação, análise.(motivação, observação, reconhecimento, análise, experimentação, resolução de problemas, previsão, prática, exploração, discussão etc).

Avaliação da Atividade: Como avaliação, o professor poderá ficar atento ao desenvolvimento dos seus alunos quanto ao trabalho em grupo. (descrever estratégias de avaliação).

Contexto da Atividade: Os alunos devem ser distribuídos em grupos, pode-se utilizar jogos concretos para complementar a realização da atividade pedagógica. As atividades buscam trazer situações contextualizadas no trabalho do campo onde faz-se uso da noção numérica, ansiando assim uma compreensão mais eficaz do conceito de número.

Tempo Previsto para Atividade: 2 horas/aula.

Autoria: Helton Augusto de Carvalho e Renan Ricardo Tateoka – UNESP/SP

Texto Original: RIVED

 (CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)
30/08/2007

Jogo das Bandeirinhas

Jogo das Bandeirinhas

Disciplina:

Matemática

Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto: Adição – representação gráfica e frase matemática
Tipo: Jogos

Construir e representar graficamente a frase matemática da adição exige que o professor favoreça o desenvolvimento das habilidades de observação, comparação, classificação e relações lógicas.

Para que isso ocorra, nada melhor do que o jogo. Isso porque, ao jogar, a criança se sente estimulada a pensar, comparar e estabelecer relações, optando por alternativas, arriscando jogadas para encontrar possíveis soluções ou respostas. Ao levantar hipóteses, a criança chega à percepção da melhor escolha a ser feita e pode compreender o porquê de sua escolha.

O Jogo das Bandeirinhas é um caminho possível para compreender a representação matemática e as relações lógicas que envolvem a ação de juntar (adição).

Materiais necessários para a atividade:

  • 15 bandeirinhas vermelhas e 15 bandeirinhas azuis, de cartolina (5 cm x 10 cm), confeccionadas pelos alunos e professor.
  • Um dado de cartolina etiquetado de 1 a 3 com bolinhas vermelhas, e um outro, de 1 a 3, com bolinhas azuis. Como o dado tem seis lados, repetem-se os números de 1 a 3 nos lados opostos. Elaborar três “kits” desse material.
  • Fita adesiva.Procedimentos:
  • O professor organiza os “kits” em sua mesa e divide a classe em três grupos, propondo a cada um deles a escolha de um nome que o identifique.
  • O professor divide a lousa em três partes, colocando em cada uma delas o nome de um grupo. Exemplo:

     

  • O professor dá início ao jogo. Um aluno do grupo 1 joga os dois dados, verifica as quantidades sorteadas, pega o número correspondente de bandeirinhas vermelhas e azuis. Com a fita adesiva, vai até a lousa e cola as bandeirinhas no espaço reservado ao seu grupo, formando fileiras por cor. Os demais grupos fazem o mesmo, até terminar as bandeirinhas.Durante o jogo, o professor questiona a classe sobre que grupo tem mais bandeirinhas, se está sendo respeitada a formação das fileiras pela cor, ou ainda, outras questões que favoreçam a comparação de quantidades e a classificação pelo critério de cor.

    Na última rodada, caso o número sorteado seja maior do que as bandeirinhas restantes, o professor pode decidir com o grupo o procedimento a ser adotado nesse caso: jogar de novo, passar a vez ou usar as bandeirinhas que sobraram. Ganha o grupo que sortear maior número de bandeirinhas.

    Para conferir o resultado, o professor pede aos alunos que contem as bandeirinhas de cada fileira e registrem o número. A partir desse momento, introduz a frase matemática, comparando a leitura das quantidades e sua representação. Por exemplo, cinco mais quatro é igual a nove:

    5 + 4 = 9

    Cada aluno registra o relatório de seu grupo (veja sugestão de relatório).

    É interessante que o professor proponha esse jogo sempre que considerá-lo fundamental ao conteúdo desenvolvido com a classe, podendo substituir as bandeirinhas por bonecos, frutas, formas geométricas, animais.

    O jogo pode ser realizado em grupos de quatro ou cinco alunos, favorecendo uma participação mais efetiva de todos. Cada grupo necessita de um “kit” e uma planilha com o nome dos jogadores, espaço para o desenho das bandeirinhas e registro dos números.

    A avaliação de caráter formativo deve ser feita por meio da observação quanto à participação do aluno no jogo e na elaboração do relatório.

    Texto original: Vera Lúcia Moreira
    Edição: Equipe EducaRede

    (CC BY-NCAcervo Educarede Brasil)

 

Geometria da Cidade

Geometria da Cidade

Disciplina:

Matemática

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Geometria, Geometria espacial, Geometria Plana
Tipo: Materiais didáticos

Objetivo:  Perceber as formas geométricas planas e espaciais nas construções; adquirir uma compreensão do mundo no qual as formas geométricas são parte integrante.

Pré-Requisito: Reconhecer e classificar as figuras planas.

Autoria: Carmem Paggy, Celso de Oliveira Faria, Anna Christina de Azevedo Nascimento, César Nunes, Diogo Pontual, Juliana Rangel, Silvana Nietske, Kleber Sales – RIVED/SEED/MEC

Clique aqui e conheça o conteúdo

Texto Original: RIVED

 (CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)
29/08/2007

Analisando uma planta arquitetônica

Analisando uma planta arquitetônica

Disciplina:

Matemática

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Geometria espacial, percepção
Tipo: Materiais didáticos

Objetivo:  Desenvolver a constância de percepção por meio de: 1)Conhecimento do que seja corte; 2)Análise de cortes em uma planta baixa. 3)Desenvolver a discrimição visual por meio da análise de cortes.
Pré-Requisito: Noções básicas sobre percepção espacial

Observações: O professor poderá convidar um mestre de obra, engenheiro ou arquiteto para ajudar os alunos na interpretação das plantas baixas. Sugerimos inclusive que possam ser convidados esses três profissionais (juntos ou separadamente) a fim de que os alunos possam entender melhor as diferentes maneiras de interpretação e de raciocínio que acompanham uma atividade dessa natureza, inclusive tirar conclusões mais abrangentes sobre o que é certo ou o que é errado quando tratamos de questões de aprendizado.

Autoria: Carmem Paggy, Celso de Oliveira Faria, Anna Christina de Azevedo Nascimento, Diogo Pontual, Juliana Rangel, Daniela Maestro, César de Souza Aguiar, Rafael Taro Osako, Silvana Nietske, Renato dos Santos Inamine, Kleber Sales – RIVED/SEED/MEC

Clique aqui e conheça a atividade proposta

Texto Original: RIVED

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Trabalhando com porcentagens

Trabalhando com porcentagens

Disciplina:

Matemática

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Porcentagem, leitura de gráfico
Tipo: Texto

Essa atividade tem por objetivo estimular os alunos a exercitarem seus conhecimentos de porcentagem, aplicando-os em situações cotidianas, por exemplo, a violência juvenil.

O trabalho pode ser realizado com uma reportagem de jornal, permitindo o desenvolvimento da habilidade de leitura, por meio da identificação de informações no texto, além de exercitar a validação ou negação de hipóteses sobre o assunto tratado.

A atividade inicia-se com uma conversa sobre o que os alunos sabem a respeito da violência juvenil. O professor levanta as hipóteses que a classe tem sobre as causas desse fenômeno, pedindo que as justifiquem. É importante que a discussão seja registrada no quadro.

Em pequenos grupos, os alunos fazem a leitura da reportagem Baixa escolaridade aumenta violência juvenil, de Luciana Garbin. O professor os orienta a assinalarem o que não entenderem, consultando o dicionário (disponível na classe) ou procurando-o para os devidos esclarecimentos.

Depois, podem responder às seguintes questões:

  • Qual é o assunto da reportagem?
  • No estudo do pediatra José Ricardo de Mello Brandão, como se distribuem os adolescentes infratores no que se refere à escolaridade? Como se chegou a essa distribuição?
  • Segundo o estudo, 14% desses jovens já concluíram o Ensino Fundamental. Quantos são esses jovens?
  • Supondo que cerca de 8.000 desses jovens apresentem defasagem de idade por série, que porcentagem eles representam?
  • Quais foram as conclusões do estudo feito pelo pediatra José Ricardo de Mello Brandão? Baseadas em que argumentos?
  • O grupo concorda com essa conclusão? Por quê?Para finalizar, o professor socializa a discussão dos grupos e as compara com as hipóteses iniciais da classe, sistematizando as conclusões do grupo e apontando questões que podem se tornar objeto de pesquisa da classe.

    Referência:
    GARBIN, Luciana. “Baixa escolaridade aumenta violência juvenil”. In: O Estado de São Paulo, 10/03/2001.

    Texto original: Edna Aoki
    Edição: Equipe EducaRede

 (CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)
07/02/2003

O RPG e os poliedros de Platão

O RPG e os poliedros de Platão

Disciplina:

Matemática

Ciclo: Ensino Médio

Assunto: Probabilidade

Tipo: Jogos

O jogo chamado RPG (*) – “Role Playing Games” ou “Jogo de Interpretação de Papéis” – utiliza em algumas situações os poliedros regulares de Platão (por exemplo, o dado cúbico de seis faces), devido à propriedade que possuem de que cada face tem a mesma chance de ser sorteada.

Em um momento do jogo, os participantes têm de escolher uma determinada alternativa entre seis possíveis, utilizando para isso o dado cúbico (hexaedro) para sortear uma delas. Esse dado é usado em qualquer situação análoga que envolva seis alternativas de escolha, porque garante igual chance para cada uma das seis faces.

Para outras situações do jogo, em que as possibilidades de escolha são quatro, oito, doze ou vinte, utilizam-se os demais poliedros regulares de Platão: tetraedro, octaedro, dodecaedro e icosaedro. Provavelmente a situação é similar à do dado cúbico, pois todos esses poliedros possuem como característica o fato de que cada face tem a mesma chance de ser sorteada.

O professor lança, então, um desafio aos alunos – “Por que isso ocorre?”. Pede para que eles, em grupos, montem os poliedros conforme as planificações anexas (veja planificação de cada poliedro: tetraedro, hexaedro, octaedro, dodecaedro e icosaedro) e escrevam suas hipóteses a respeito das chances iguais de suas faces serem sorteadas.

Depois, retoma com eles os elementos de um poliedro — vértice, face e aresta — e pede para que preencham a planilha anexa.

Pode-se pedir para que eles identifiquem uma relação quantitativa entre o número de vértices, faces e arestas, por meio da relação de Euler:
V + F = A – 2.

Manipulando os poliedros, o professor incentiva-os a descobrirem outras regularidades que possuem e que justifique a igual chance de sorteio para cada face, não esquecendo de registrar cada observação.

É importante lembrar que os poliedros de Platão são polígonos regulares, nos quais cada vértice possui o mesmo número de arestas, resultando em uma simetria que garante a distribuição equilibrada, ou seja, a mesma probabilidade de sorteio para cada face.

Para finalizar, o professor pede para que os alunos leiam suas hipóteses, problematizando-as, procurando relacioná-las às características explicitadas no parágrafo acima por meio de um texto coletivo.

(*) Veja mais informações sobre RPG na Revista EducaRede (RPG na Educação) ou em Turbine sua aula (RPG para estudar História).

Texto original: Edna Aoki
Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Geometria Analítica

Geometria Analítica

Disciplina:

Matemática

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Álgebra, Álgebra linear, Geometria analítica, Medidas
Tipo: Materiais didáticos

Objetivo:  Estudo de conceitos relacionados à Geometria Analítica no plano, enfatizando seus aspectos geométricos e suas traduções em coordenadas cartesianas; Reconhecer alguns lugares geométricos; Interpretar e fazer uso de modelos para a resolução de problemas geométricos; Associar situações e problemas geométricos a suas correspondentes formas algébricas e representações gráficas e vice-versa; Desenvolver a capacidade de resolver problemas por meio da apropriação da linguagem simbólica e descrição de modelos.

Pré-Requisito: Teorema de Pitágoras

Autoria: Carmem Paggy, Celso de Oliveira Faria, Anna Christina de Azevedo Nascimento, Diogo Pontual, Juliana Rangel, Daniela Maestro, César de Souza Aguiar, Rafael Taro Osako, Silvana Nietske, Renato dos Santos Inamine, Kleber Sales – RIVED/SEED/MEC

Clique aqui e conheça o conteúdo

Texto Original: RIVED

 (CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)
29/08/2007