Medindo o Atletismo

Disciplina: Educação Física
Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Conhecimento corporal
Tipo: Metodologias

Na 5ª ou 6ª série, os professores de Matemática e Educação Física podem desenvolver um trabalho interdisciplinar, envolvendo os conteúdos específicos de sistemas de medida e Atletismo, aliando a teoria e a prática de forma bastante significativa para o aluno.

Nas aulas de Matemática, os alunos podem se apropriar do conceito de medição e conhecer os padrões e instrumentos de medidas. Pode-se, inclusive, fazer uso de um livro paradidático bem interessante sobre o assunto: “Medindo Comprimentos”, de Nilson Machado.

Em Educação Física, o objetivo dessa atividade é oferecer aos alunos oportunidades para ampliar seu conhecimento corporal, por meio de suas próprias medidas e das medidas de suas performances em algumas provas básicas do Atletismo: as corridas, os saltos e os arremessos. A idéia é brincar com as medidas que, apesar de precisas, refletem um resultado relativo a um determinado momento e a uma determinada condição física.

Essa proposta não tem a intenção de estabelecer uma competitividade entre os alunos, em torno das medidas pessoais, e sim permitir a cada um deles um conhecimento maior de suas próprias capacidades, limitações e evolução.

Os professores das duas disciplinas envolvidas devem agendar previamente um encontro para trocar idéias a respeito do trabalho. Em Matemática, os alunos exercitam seus conhecimentos sobre o sistema decimal; já em Educação Física, desenvolvem suas habilidades em saltos e arremessos.

A idéia é que, no início do curso de Atletismo, o professor de Educação Física explique aos alunos a proposta de desenvolver os conteúdos específicos da modalidade, porém com um objetivo mais amplo: não só promover o desenvolvimento das habilidades motoras, mas também propiciar um maior autoconhecimento em relação às capacidades e habilidades individuais.

Cada aluno recebe uma ficha para registrar suas marcas pessoais no decorrer do curso. Essa ficha é preenchida pelo próprio aluno durante a atividade e deve ser deixada com o professor ao fim de cada aula. Para essas marcações, é necessário que o professor reserve algumas canetas para emprestar aos alunos na ocasião.

Cada aula inicia-se com um exame biométrico, para que todos os alunos tenham as medidas atualizadas de seu peso e altura. Essas medidas devem ser anotadas nas fichas pessoais de cada um. Nas aulas de Atletismo, anota-se, no local apropriado da ficha, a melhor marca do dia.

Essa ficha pode servir, posteriormente, para outros objetivos. Ela pode, por exemplo, ser guardada pelo professor de um ano para o outro, permitindo ao aluno acompanhar o seu crescimento e a sua evolução nas provas de Atletismo ao longo de todo o Ensino Fundamental. Para isso, terá de exercitar cálculos matemáticos para estabelecer as diferenças entre as várias marcas.

Depois que os alunos vivenciarem suficientemente o salto em extensão e incorporarem em seu salto as informações técnicas recebidas, o professor trabalha com outra ficha a ser distribuída a todos os alunos.

A Ficha Modelo II é apenas um exemplo de aproximação entre a Educação Física e a Matemática. Mas há outras possibilidades envolvendo mais diretamente as distâncias, ou mesmo os tempos das provas de corridas, o que pode ser explorado em outra atividade.

Para incrementar os cálculos a serem efetuados, o professor pode trazer uma tabela com os recordes brasileiros e mundiais de salto em extensão, nas categorias masculina e feminina, cujas informações podem ser obtidas no site da Confederação Brasileira de Atletismo.

Referência:
MACHADO, Nilson J. Medindo Comprimentos. São Paulo: Scipione, 1997 (Coleção Vivendo a Matemática).

Texto original: Iza Anaclêto e Mônica Arruda Xavier
Edição: Educarede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Controle de freqüência cardíaca

Disciplina: Educação Física
Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Freqüência cardíaca
Tipo: Metodologias

Nas últimas séries do Ensino Fundamental, o trabalho com a freqüência cardíaca pode ser interdisciplinar, envolvendo, por exemplo, Ciências – aparelho circulatório e funcionamento do coração – e Matemática – estatística.

Para começar, organize com os alunos uma pesquisa de dados sobre a variação da freqüência cardíaca de repouso no decorrer da vida – na fase intra-uterina, no recém-nascido, nos primeiros anos de vida – e/ou no grupo familiar: freqüência cardíaca de repouso dos avós, dos pais, dos irmãos. Outro aspecto a ser pesquisado pode ser a freqüência cardíaca de certas espécies animais, comparadas a determinadas características, como tamanho.

É interessante apontar a relação entre freqüência de repouso e atividade física regular, mostrando que a mesma é baixa em atletas, pois o sistema cardiovascular se torna mais eficiente com essa prática. Pode-se ilustrar isso com alguns dados de atletas em destaque, ou organizar uma pesquisa de campo dos alunos, com atletas de clubes de futebol do bairro ou cidade.

O passo seguinte é fazer um acompanhamento da própria freqüência cardíaca: basal, em repouso, logo após a atividade física, e de recuperação, depois que esses conceitos tenham sido explicados em aula e aplicados em situações de campo. Com ela, é possível aumentar a consciência sobre a importância da prática de atividade aeróbia e dos benefícios que ela pode trazer para seus praticantes. Para tanto, apresente a ficha de controle da freqüência cardíaca e estipule o tempo de corrida, segundo a capacidade aeróbia de seus alunos, mantendo-o durante todo trabalho.

Texto original: Iza Anaclêto e Mônica Arruda Xavier
Edição: Educarede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Tropa de Elite

Disciplina: Matemática, Língua Portuguesa/Literatura, Geografia, História, Ciências
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Corrupção, drogas, violência, juventude
Tipo: Filme

A proposta a seguir é um desafio. Não no sentido de competição, evidentemente, mas de incitamento e provocação. O objetivo é estimular o professor a exercitar uma prática, infelizmente, nada comum nas escolas: a pesquisa de opinião. É também uma provocação, na medida em que se tira das mãos do professor o controle sobre o processo e o resultado da pesquisa, que é repassado aos alunos e às alunas. Ou seja, embora sua presença seja absolutamente fundamental em cada um dos momentos da pesquisa, não é o professor, sozinho, quem deve decidir os rumos que ela vai tomar.

Clique aqui e saiba por que trabalhar o filme

O que se espera desse trabalho pedagógico é que você, professor, não seja um “transmissor de conteúdos”, mas sim um mediador das relações que se estabelecerão a partir da atividade a ser realizada. Por quê? Por uma razão muito simples: a dimensão do tema proposto. Embora as ciências biológicas e jurídicas, por exemplo, há muito tempo tenham se posicionado em relação ao uso das drogas e, portanto, tenham muito a dizer a esse respeito, os negócios com produtos ilícitos aumentaram de tal forma –  uma vez que muitos jovens entraram no jogo – que se esperam outras abordagens sobre o assunto.

Quer dizer: se tem oferta crescente é porque há procura crescente. Seja por mera curiosidade, seja por necessidade de se sentir respeitado pelos amigos, seja por dependência química de tais produtos, o fato é que o tema das drogas não pode ser ignorado. Ao contrário, precisa ser encarado pela escola como um todo e, particularmente, por você, que todos os dias tem, bem à sua frente, adolescentes e jovens atentos não somente em saber o que você pensa sobre as coisas em geral, mas, sobretudo, como se comporta perante aquelas que, como as drogas, atingem tantas pessoas.

Sendo assim, ao que parece, restam duas opções. Ou o professor se apresenta com um discurso elaborado à base do pode-não-pode, do certo ou errado, do deve ou não deve, e, decididamente, contribui para que a conversa se encerre aí, mantendo uma perspectiva puramente moralizante; ou é suficientemente corajoso para levar para a sala um tema que, por envolver a todos, se constitui num problema social. Neste caso, certamente, você estará colaborando para que os alunos possam manifestar o que sentem e pensam sobre o assunto e, com base nisso e no que você tem a dizer, decidam o que querem para si mesmos e para os outros.

Propomos, então, que você, convencido pelas razões que justificam a segunda opção, adote os seguintes procedimentos, que duram cerca de um mês ou oito horas-aula:

1. Assista ao filme junto com seus alunos.

2. Em sala de aula, peça que cada um dos grupos discuta um aspecto abordado pelo filme. Exemplos:

  • drama vivido pelo Capitão Nascimento: estressado pela guerra diária do BOPE e profundamente humano com a morte de um garoto do morro e com o nascimento do filho;
  • características pessoais de Neto e Matias, candidatos à substituição de Nascimento no comando da Tropa de Elite;
  • significado do lema da Tropa: “faca na caveira e nada na carteira”.

3. Na aula seguinte, prepare a turma para uma pesquisa de opinião. Esta é, seguramente, uma das formas mais interessantes dos nossos alunos produzirem conhecimentos. Com base no levantamento e na discussão dos aspectos do filme, proponha a escolha de um deles para ser o objeto da pesquisa. Após a definição do tema, é preciso seguir alguns passos:

  • cada aluno ou cada grupo de alunos deve elaborar 5 perguntas e 3 alternativas de respostas sobre o tema;
  • oriente-os para que as questões sejam extremamente objetivas, isto é, tanto perguntas quanto respostas não podem dar margens a interpretações diferentes do que o pesquisador quer saber. Em geral, eles participam ativamente desse momento, buscando as palavras mais adequadas que deverão constar do questionário; exemplo:

Você é a favor da descriminalização da droga?
a) Sim
b) Não
c) Não sei

  • promova um debate para que cada um ou cada grupo possa apresentar as questões elaboradas, justificando-as e submetendo-as à apreciação dos colegas; se for o caso, encaminhe um processo de votação para escolher as 5 questões mais bem formuladas para serem posteriormente aplicadas;
  • decida com a turma o universo da pesquisa, isto é, quantas pessoas serão convidadas a responder as perguntas elaboradas pelos alunos; convém lembrá-los que nem sempre a pessoa abordada está disposta, tem interesse ou aceita ser entrevistada – atitude que deve ser inteiramente respeitada pelo entrevistador;
  • prepare com eles o cabeçalho da folha de pesquisa; a ficha deve conter somente:

Título (Pesquisa sobre….)
Local e data de sua realização
Idade e sexo do entrevistado ou entrevistada
Nome do pesquisador
Cinco perguntas com as respectivas alternativas;

  • solicite que um deles digite a folha de pesquisa e combine com a turma a distribuição das cópias da ficha padrão para cada aluno;
  • oriente-os para que sejam respeitosos e corteses com os entrevistados.

4. Não é preciso mais do que uma semana para que os alunos dêem conta dessa tarefa que, acreditem, será muito prazerosa para eles e para você também.

Diga a eles que, após terem feito individualmente as pesquisas, devem também tabular os dados. Para tanto é necessário, primeiro, que anotem o número total de entrevistados. Depois, para cada uma das 5 perguntas

  • quantos responderam alternativa A
  • quantos responderam alternativa B
  • quantos responderam alternativa C

Com esses dados, e aplicando a regrinha de três, é possível transformar em gráfico os resultados da pesquisa.

Tanto a coleta quanto a tabulação dos dados são atividades que podem ser (aliás, convém que sejam) realizadas fora do horário das aulas. Para a tabulação dos dados e apresentação em gráfico da pesquisa, oriente-os para que, caso seja necessário, busquem apoio de outros professores, de familiares e de amigos.

5. No seu próximo encontro com a turma, sugira que formem grupos de 5 alunos e, a partir dos gráficos elaborados individualmente, seja feito um outro, agora do grupo, para ser apresentado a todos os colegas. Após as apresentações, é sua vez de, junto com eles, preparar o resultado final da pesquisa.

6. Serão necessários ainda, pelo menos, dois encontros para finalizar essa proposta de produção de conhecimentos. Primeiro, para discutir o processo da pesquisa, é muito importante que você dê espaço para que os alunos contem como tudo aconteceu, o que sentiram e pensaram ao prepararem e realizarem a pesquisa, as abordagens e reações dos entrevistados, as dificuldades encontradas, as situações engraçadas que vivenciaram etc.

Depois, com o resultado final da pesquisa devidamente tabulado, é hora de provocá-los para que, individualmente e em grupos, tentem interpretar as respostas. Peça a eles que produzam pequenos textos opinativos sobre o tema da pesquisa, comparando e citando os percentuais obtidos.

Depois dessa empreitada, que sem dúvida alguma será muito gratificante para você, é  importante que você se esforce em tornar públicos os resultados da pesquisa. Importantíssimo para os seus alunos, que terão o trabalho reconhecido e; claro, para você, que ousou coordenar uma atividade cujos resultados são socialmente tão significativos.

Que o maior número de pessoas tenha acesso a essa verdadeira produção de conhecimentos não somente é desejável, mas fundamental para que a sociedade tenha uma oportunidade real de saber mais sobre si mesma. Veja algumas sugestões.

Referência

Tropa de Elite, de José Padilha. Brasil, 2007, 118 minutos

Conta o dia-a-dia de policiais do BOPE – (Batalhão de Operações Policiais Especiais). Querendo deixar a corporação, o capitão do batalhão tenta encontrar um substituto para seu posto. Ao mesmo tempo, dois amigos de infância se tornam policiais e se destacam pelo modo honesto e honrado de realizar suas funções, não se conformando com a corrupção na qual estão envolvidos tanto os seus iguais quanto os seus superiores. A classificação do filme é 16 anos.

Assista a trechos do filme

Texto Original: Donizete Soares

Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Zero é dez

Zero é dez

Disciplina:

Matemática

Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Aritmética
Tipo: Metodologias

O objetivo dessa atividade é criar em sala de aula um ambiente propício para o entendimento do papel do zero ao longo da história da invenção dos números, por meio da leitura do texto “Zero é dez”, de Oscar Pilagallo, publicado no caderno Sinapse da Folha de S. Paulo, de 25/2/2002, e de pesquisa sobre sistemas de numeração antiga.

Para isso, converse com seus alunos e descubra o que eles sabem a respeito do sistema de numeração decimal. Provavelmente eles indicarão algumas características, tais como:

  • Os algarismos, símbolos utilizados para representar as quantidades, são: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9.
  • O princípio de agrupamento desse sistema é 10, daí o nome “decimal”. Cada 10 unidades de uma ordem forma uma unidade de ordem superior, que escrevemos à esquerda da primeira.
  • É posicional, isto é, o valor do algarismo em um número depende da posição ocupada por ele.

Com o objetivo de ampliar a discussão com os alunos sobre o papel do zero, proponha-lhes a seguinte questão: qual é o papel do zero nesse sistema?

Para trabalhar essa questão, organize os alunos em grupos e distribua o texto “Zero é dez” para que eles o leiam e nele recolham informações sobre o papel do zero na representação dos números. Solicite a cada grupo que sintetize essas informações em um cartaz a fim de subsidiar a discussão em sala de aula.

Algumas questões para serem discutidas e aprofundadas:

  • Segundo o texto, o zero surgiu a partir da necessidade dos sistemas de numeração em que se usou o princípio de posição. Partindo do nosso sistema de numeração decimal dê alguns exemplos.
  • De acordo com o texto, os sábios da Babilônia, chineses e maias tatearam um conceito de zero. Para que os alunos possam entender a aproximação do sistema de numeração desses povos com a idéia do zero, proponha-lhes uma pesquisa no livro “Os números na história da civilização”, de Luiz Márcio Imenes, com a intenção de fazê-los entender a aproximação do sistema de numeração desses povos com a idéia do zero.
  • Por que o sistema de numeração romano é citado no texto como imprestável em relação ao sistema hindu arábico?

Para concluir a atividade convide os alunos a elaborar um pequeno texto relacionando o título “Zero é dez” com o que aprenderam sobre o zero. Depois, combine com eles como farão a divulgação do texto produzido: enviarão por e-mail para amigos e familiares? Montarão um varal de textos na sala, nos corredores ou em outro local por eles definido? O importante é que o texto circule…

Referência
IMENES, Luiz Márcio. Os números na história da civilização. São Paulo: Scipione (Coleção Vivendo a Matemática)

O site indicado neste texto foi visitado em 25/03/2004

Edição: Equipe EducaRede

25/03/2004

Percepção espacial

Percepção espacial

Disciplina:

Matemática

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Geometria, Geometria espacial, Percepção
Tipo: Materiais didáticos

Objetivo:  Percepção de figuras em campos: Identificar uma figura específica (foco) num quadro (campo), desconsiderando todos os marcos estranhos que a rodeiam e não se distrair com os estímulos visuais irrelevantes; Constância de percepção ou constância de forma e tamanho: Habilidade de reconhecer que um objeto tem propriedades invariáveis, como tamanho e forma, apesar das várias impressões que pode causar conforme o ponto do qual é observado; Percepção de posição no espaço: Habilidade de determinar a relação de um objeto com outro e com o observador; Percepção de relações espaciais: Habilidade de enxergar dois ou mais objetos em relação a si mesmo ou em relação um ao outro. Discriminação visual: Habilidade de distingüir semelhanças e diferenças entre os objetos; Memória visual: Habilidade de se lembrar com precisão de um objeto que não está mais à vista e relacionar suas características com outros objetos.

Pré-Requisito
: Conceitos básicos de geometria.

Autoria: RIVED/SEED/MEC

Clique aqui e conheça o conteúdo

Texto Original: RIVED

 (CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)
30/08/2007

Inscrevendo polígonos regulares em uma circunferência

Inscrevendo polígonos regulares em uma circunferência

Disciplina:

Matemática

Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Geometria
Tipo: Metodologias

As figuras que freqüentemente aparecem em vitrais de igrejas ilustram uma possível aplicação da inscrição de polígonos em circunferências. Trata-se de uma maneira de produzir figuras simétricas, segundo um critério de beleza.

Por outro lado, existe uma propriedade da Geometria Plana que afirma que todo polígono regular (polígono convexo, com todos os lados e ângulos de mesma medida) pode ser inscrito em uma circunferência. Esta atividade pretende explorar este aspecto.

Inscrever polígonos em circunferências é muito fácil – basta escolher tantos pontos na circunferência quanto for o número de vértices do polígono e ligar pontos consecutivos por segmentos de retas.

 

Se determinadas condições são exigidas dos polígonos a serem inscritos (por exemplo, lados ou diagonais congruentes), então teremos um problema a resolver.

Para trabalhar esse problema, o professor propõe aos alunos que inscrevam um quadrado, um triângulo eqüilátero, um pentágono e um hexágono em uma circunferência.

Primeiramente, é preciso que eles tentem de forma exploratória. É provável que consigam desenhar o quadrado. Nesse momento, o professor chama a atenção dos alunos para a medida do ângulo central (90 graus), como sendo ¼ de 360 graus, o que resulta na divisão da circunferência em quatro partes iguais.

 

Com essa intervenção, espera-se que os alunos retomem a atividade para inscrever os outros polígonos com auxílio do transferidor. O professor pode, também, incentivá-los a usar o compasso para obter um octógono regular a partir do quadrado ou um decágono a partir do pentágono.

Para finalizar a atividade, o professor desafia os alunos a descreverem os polígonos que podem ser inscritos na circunferência, levando-se em conta seu ângulo de volta inteira (360 graus). Para isso, basta descobrir os divisores de 360 maiores que 2.

Texto original: Edna Aoki
Edição: Equipe EducaRede

 (CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)
10/02/2003

Arquitetura das Escadas

Arquitetura das Escadas

Disciplina:

Matemática

Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª

Assunto: Escalas, geometria, geometria espacial, medidas, trigonometria

Tipo: Materiais didáticos

Objetivo:

  • Estimular a percepção dos alunos com relação aos conceitos matemáticos envolvidos em situação cotidiana e levá-los a elaborar construções matemáticas abstratas para solucionar problemas relativos a situações específicas, e em seguida mostrar a fundamentação formal matemática que deve ser empregada;
  • Relacionar os conceitos estudados (Semelhança de triângulo, Proporcionalidade, Teorema de Tales) com aplicações na vida cotidiana;
  • Medir e calcular as dimensões de uma escada real;
  • Construir, em um ambiente computacional, escadas, relacionando as suas dimensões totais com a construção de seus degraus, verificando quais conceitos foram envolvidos;
  • Calcular as dimensões dos degraus da escada, usando os conceitos de proporcionalidade e semelhança de triângulos;
  • Comparar as opiniões dos seus colegas com as suas, a fim de resolver e solucionar problemas, visando à criação de uma escada segura e confortável para utilização cotidiana em determinado contexto.

Pré-Requisito: O aluno deverá ter noções de como operar com frações; ter conhecimento sobre como se constrói uma escada, seguindo os padrões estabelecidos na construção civil; além de ter noções de informática, para poder construir sua escada no ambiente computacional.

Observações: Uma atividade complementar e/ou um outro método de avaliação para essa atividade é solicitar aos alunos a criação de uma escada em maquete, utilizando os conhecimentos que eles adquiriram anteriormente nas outras sub-atividades. Os materiais que os alunos deverão utilizar para construir as maquetes deverão ficar a critérios deles. Cada maquete poderá ser feita por no máximo 4 (quatro) alunos. Finalizadas as maquetes, as mesmas deverão ser expostas na feira de ciências da escola.

Autoria: Daisyane Carneiro Barreto, Lorena Silva Camelo, Lucas Lopes do Amaral, Maria de Fátima Costa de Souza, Monalisa de Abreu Leite, Natasha Carneiro Barreto, Rafael Siqueira Teles e Thiago de Albuquerque Gomes – Universidade Federal do Ceará

Tipo de Atividade: motivação, experimentação, resolução de problemas, prática e discussão

Avaliação da Atividade: A avaliação será feita de acordo com a participação e envolvimento dos grupos nas atividades, mas também através de um relatório em que os alunos irão escrever o que puderam observar na construção de uma escada, assim como também o que eles obtiveram de informações com as entrevistas durante a aula de campo.

Contexto da Atividade: Sala de aula com cadeiras disposta em forma de ” U” para a discussão da atividade. A sala precisa ter impressora e computadores em perfeito funcionamento e com acesso à internet. Apresentação de alguns “endereços” de páginas Web com o conteúdo a ser trabalhado. A atividade deverá ser realizada em dupla.

Tempo Previsto para Atividade: Essa atividade é composta por 4 sub-atividades. Cada sub-atividade deverá ter a duração de 50 minutos. Tempo este considerado de uma aula. Para realizar a atividade completa, será necessário um total de 4 (quatro) aulas ou 200 minutos.
Guia do Professor: 1. O professor orienta os alunos durante as pesquisas sobre o conteúdo 2. O professor conduz os alunos a um ambiente real de construção de escadas 3. O professor motiva os alunos com uma entrevista com um arquiteto e/ou mestre de obras 4. O professor instiga os alunos com questionamentos, comentários e observações sobre o assunto abordado 5. O professor solicitará aos seus alunos a apresentação dos resultados coletados até o momento para a turma 6. O professor irá auxiliar os alunos na organização da apresentação do material coletado pelos eles até o momento 7. O professor explica para os alunos como se procede a atividade no computador 8. O professor observa os alunos explorarem a atividade, intervindo sempre que forem apresentadas dificuldades pelos alunos 9. O professor deverá fazer com que seus alunos reflitam sobre os “erros” e acertos que eles tiveram durante a utilização do objeto 10. O professor faz perguntas e observações a cerca da atividade como um todo 11. O professor solicita que os alunos apresentem os resultados encontrados durante a exploração do objeto e façam uma avaliação do seu desempenho na atividade.

Guia do Aluno: 1. O aluno pesquisa na Internet, livros e revistas sobre o assunto 2. O aluno faz anotações a cerca do material coletado 3. O aluno irá discutir sobre os dados encontrados em grupo 4. O aluno fará um relatório sobre o material coletado em grupo 5. O aluno observa e analisa a construção de uma escada em ambiente real 6. O aluno entrevistará um arquiteto e/ou mestre de obras 7. O aluno anotará as informações relevantes 8. O aluno fará uma apresentação para a turma sobre as informações coletadas até o momento 9. Os alunos irão trabalhar em duplas na atividade envolvendo o computador 10. Os alunos acessam a atividade na Internet 11. Os alunos exploram o conteúdo “sobre matemática” 12. Os alunos exploram o conteúdo “sobre escadas” 13. Os alunos exploram a atividade “arquitetura das escadas” 14. Os alunos farão anotações a cerca dos erros e acertos encontrados durante a exploração 15. Os alunos explicarão seus resultados para os demais colegas da sala de aula 16. Os alunos farão uma avaliação do conteúdo explorado e da atividade

Clique aqui e conheça o conteúdo produzido

Texto Original: RIVED

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Viajando com a matemática

Viajando com a matemática

Disciplina:

Matemática

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Números inteiros
Tipo: Materiais didáticos

Objetivo:  O módulo tem como objetivo trabalhar com o conteúdo que envolve números inteiros de forma a proporcionar situações que levem o aluno a observar, interpretar, calcular com precisão, contextualizar o conhecimento, relacionar, sempre de forma prazerosa e significativa.
Pré-Requisito: Conhecimento do conjunto dos números inteiros e suas aplicações. Adição e Subtração de números inteiros.

Tipo de Atividade: Motivação, resolução de problemas, prática, discussão

Contexto da Atividade: O professor deverá explicar o conjunto dos números inteiros bem a sua contextualização antes de levar os alunos a trabalhar com este módulo.

Tempo Previsto para Atividade: 2 horas

Autoria: Zeni Marilise Schmidtt Portella, Sidonia Regina Dal Molin de Moraes, Fernando Eickhoff – Universidade Regional do Noroeste do Rio Grande do Sul – UNIJUI/RS

Clique aqui e conheça o conteúdo

Texto Original: RIVED

 (CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)
30/08/2007

Para entender a conta de água

Para entender a conta de água

Disciplina:

Matemática

Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Porcentagem, quatro operações
Tipo: Metodologias

Analisar uma conta de água é um modo simples e interessante de discutir noções de Matemática, como medida de capacidade, porcentagem e rever quatro operações.

Peça para os alunos trazerem de casa uma conta de água e explore os dados que aparecem nela:

  • mês de referência e vencimento;
  • leitura – quantidade em m3 apontada no hidrômetro (mês anterior e atual);
  • consumo em m3 – a diferença entre a leitura atual do hidrômetro e a anterior;
  • média diária – o quanto foi gasto de água durante o mês de referência;
  • esgoto – o custo do esgoto é o mesmo pago pelo consumo de água;
  • total a pagar – a soma do valor da água e do esgoto.Durante essa análise, pode-se aproveitar para discutir o conceito de metro cúbico, o cálculo da média diária de água consumida e o que é hidrômetro. É possível também propor problemas:
  • Quanto está sendo cobrado por m3 de água gasta?
  • Na classe, qual a diferença entre o valor da conta mais alta e da mais baixa?
  • Representar a mesma diferença em porcentagem.
  • Qual a capacidade em litros e m3 da caixa d’água da casa ou prédio dos alunos?Para concluir, desafie a turma a calcular o consumo de água em atividades rotineiras. Proponha como medida o copo tipo americano (um litro corresponde a quatro copos) e o registro dos diferentes usos, por exemplo: pegue uma bacia, coloque-a dentro da pia e lave as mãos. Meça contando quantos copos ficaram na bacia. Faça o mesmo para escovar os dentes, lavar um prato e assim por diante.

    Texto original: Vera Lúcia Moreira
    Edição: Equipe EducaRede

 (CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)
04/03/2002

Identificando e comparando grandezas

Identificando e comparando grandezas

Disciplina:

Matemática

Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Medida
Tipo: Texto

A medição está associada a inúmeras situações do cotidiano. Comprimento, superfície, capacidade, massa, tempo e dinheiro são os exemplos mais comuns de grandezas que são medidas. Por isso, é importante desenvolver a habilidade de leitura e escrita dos alunos no contexto matemático de grandezas e suas medidas.

O professor inicia a aula conversando com seus alunos e pedindo para darem exemplos de situações de medida, como tamanho das pessoas, da sala de aula etc. Registra os exemplos no quadro e problematiza, pedindo que levantem características dessas situações: o que se mede, afinal das contas?

Para trabalhar essas idéias, os alunos devem ler em duplas o texto Identificação e Comparação de Grandezas, adaptado do livro “Aprendendo Matemática”, de César Coll e Ana Teberosky.

Após a leitura do texto, cada dupla explicita as grandezas associadas aos exemplos anotados no quadro, registrando no caderno. Depois, o professor socializa esses registros, esclarecendo as possíveis dúvidas e pedindo aos alunos que façam uma lista de outras grandezas que estudaram no Ensino Fundamental. É possível que sejam listados: comprimento, valor dos objetos, tempo, massa, capacidade, superfície, volume.

Dando continuidade a essa atividade, pode-se retomar o significado das unidades padrões de medidas dessas grandezas, como o metro e o metro quadrado (superfície do quadrado cujo lado mede 1 metro).

Finalmente, o professor pode explorar situações em que o aluno precise identificar a grandeza a ser medida antes de proceder à medição e explicitar o resultado a ser obtido. Por exemplo, tamanho da sala de aula – grandeza a ser medida: superfície, cuja medida é uma área em metros quadrados (por exemplo, 6m2).

Referência:
COLL, César & TEBEROSKY, Ana. Aprendendo Matemática. São Paulo: Ática, 2000.

Para aprofundar:
MACHADO, Nilson José. Medindo Comprimentos. São Paulo: Scipione, 1997.

Texto original: Edna Aoki
Edição: Equipe EducaRede

 (CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)
05/02/2003