Montagem de minhocário

Disciplina: Ciências
Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Seres vivos
Tipo: Metodologias

No estudo dos seres vivos, a observação do ambiente natural favorece o desenvolvimento das
habilidades de observar, levantar hipóteses, discutir e experimentar. Nesse sentido, a montagem de um minhocário ajuda na construção de projetos de investigação sobre a influência da minhoca na decomposição de detritos orgânicos e da luz no comportamento das minhocas.

Material e procedimentos para a construção do minhocário

  • encher um pote de vidro ou plástico incolor com camadas alternadas de terra, areia e pó de giz;
  • acrescentar água, vagarosamente, até umedecer todas as camadas;
  • colocar na superfície três ou quatro minhocas e uma folha de alface.Monte quatro minhocários, divida os alunos em grupos de trabalho e peça-lhes que observem:
  • o que os animais fazem assim que colocados no viveiro;
  • o que ocorre com dois viveiros descobertos sob a influência da luz;
  • o que ocorre com dois viveiros no escuro, cobertos com papel ou pano preto.

A cada semana programe momentos de observação e registro: a) data da observação; b) descrição do que foi observado; c) material utilizado; d) alterações.

Após quatro semanas, socialize o trabalho dos grupos e elabore, coletivamente, a conclusão: a minhoca atua na formação e manutenção da fertilidade do solo porque afofa a terra e seu tratamento digestivo aumenta o teor de nutrientes vegetais assimiláveis pelas plantas. O ambiente úmido, rico em matéria orgânica e escuro, é favorável à vida da minhoca.

Ao desativar o minhocário, coloque as minhocas em um jardim ou horta. É uma boa oportunidade para o exercício do respeito aos seres vivos.

Texto original: Vera Lúcia Moreira
Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Aprenda com a bolha de sabão

Disciplina: Ciências
Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto: Células, tensão superficial, decomposição da luz
Tipo: Texto

Um modo de enriquecer sua aula e garantir a aprendizagem de seus alunos é propiciar que eles brinquem e pensem sobre o que estão fazendo.

No artigo “A Ciência da Bolha de Sabão”, da revista Ciência Hoje das Crianças, você encontrará vários tipos de brincadeiras como forma de abordar conteúdos científicos, envolvendo conhecimentos sobre células biológicas, tensão superficial e decomposição da luz. Elas podem ser aproveitadas por você.

Após a leitura do artigo com a classe, divida os alunos em grupos e desenvolva a experiência da bolha de sabão, construindo o “aparelho” e preparando a água. Em seguida, releia o artigo e, junto com eles, organize as informações enfatizando os seguintes pontos:

  • semelhança da bolha de sabão com alguns aspectos da membrana biológica de células de plantas e animais – estrutura e permeabilidade;
  • tensão superficial e elasticidade;
  • decomposição da luz – o que acontece com a luz quando passa por um prisma.“Aparelho” para fazer bolhas

Modele um arame em forma de círculo, quadrado ou retângulo de tamanho que permita colocá-lo em um copo ou caneca. Enrole um fio de lã sobre o arame e amarre com o próprio fio de lã um palito de churrasco para segurar. Faça uma mistura de água e sabão com detergente neutro de boa qualidade. De preferência, deixe essa mistura repousar por 12 horas.

Referência:
“A Ciência da Bolha de Sabão”, in Ciência Hoje das Crianças, ano 12, nº 88, jan./fev., p. 8.

Texto original: Vera Lúcia Moreira
Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

A Luz e a Visão

Disciplina: Ciências
Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto: A necessidade da luz para a visão
Tipo: Metodologias

Para que os alunos entendam por que a luz é necessária para vermos o que nos cerca, o professor pode desenvolver um experimento que favoreça a ação concreta, a observação, a comparação e a conclusão por parte do aluno.

Essa experiência permitirá aos alunos perceberem porque, com pouca luz, as cores não podem ser diferenciadas pelo olho humano. No caso dessa atividade, veremos os pedaços de papel colados no fundo da caixa, mas não sua cor. Isso só será possível se a janela estiver aberta e houver um mínimo de luz. Não se esqueça de que é preciso vedar bem a tampa na caixa, com fita adesiva e papel, para não haver muita entrada de luz.

Material necessário:

  • Cinco caixas de sapatos com tampa ou similares.
  • 20 quadrados de papel colorido de 10 cm x 10 cm – 5 amarelos, 5 azuis, 5 vermelhos e 5 brancos.
  • Caderno dos alunos.

Procedimentos:
O professor deve organizar a classe em cinco grupos e solicitar que cada um deles, com o seu material, prepare suas caixas da seguinte forma:

  • Faça um orifício redondo com mais ou menos 2 cm de diâmetro na tampa ou na parte superior da caixa.
  • Em um dos lados da caixa, recorte uma janelinha retangular (2 cm x 5 cm), sem destacá-la, de modo que se possa abri-la e fechá-la como uma janela.
  • No fundo da caixa, por dentro, cole 4 quadrados de papel colorido, um de cada cor (ver figura).

Com esse material pronto, o professor inicia os trabalhos. Cada aluno do grupo, com a janelinha da caixa fechada, coloca o olho no orifício redondo anteriormente feito e olha atentamente para dentro da caixa. Os alunos anotam no caderno o resultado da observação.

A seguir, o professor solicita aos alunos que abram a janelinha e olhem novamente pelo orifício. Os alunos deverão registrar as seguintes observações a partir das questões apresentadas pelo professor:

  • O que observaram com a janelinha fechada?
  • E com ela aberta?
  • É possível ver o que há dentro da caixa com a janelinha fechada ou aberta? Por quê?

Os alunos relatam suas observações e comparações, debatem, trocam idéias. O professor, para concluir, discorre sobre a importância da luz para a visão, sem desconsiderar que possivelmente os alunos já saibam que “sem luz não dá para ver”.

Esse trabalho é um bom começo para o professor iniciar um estudo ou pesquisa sobre o órgão da visão, trabalhar com cores ou explorar características e componentes da luz.

É bom salientar que, em uma Mostra Cultural ou Feira de Ciências, esse é um experimento interessante para ser apresentado a todos porque favorece a participação dos visitantes.

Texto Original: Vera Lúcia Moreira

Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

A cor da luz e a cor dos objetos

Disciplina: Física, Arte – Educação Artística
Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: relação entre cor de objeto e cor de luz; mistura de luzes e tintas coloridas; cor de objetos opacos
Tipo: Metodologias

Para desenvolver esta atividade será necessário um ambiente que possa ficar bem escuro e que tenha uma parede branca, ou uma tela branca, caso as paredes sejam de outra cor. Se não houver uma sala de aula assim, a atividade pode ser realizada em um espaço menor, que tenha poucas janelas para “tampar”, e assim o trabalho pode ser desenvolvido com a turma dividida em dois ou três grupos.

Material necessário
– Duas lanternas de boa qualidade ou dois projetores de slides;
– papel celofane dourado e azul escuro;
– papel cartão ou cartolina (é melhor utilizar cartões com superfície fosca, ou seja, que não tenham brilho) nas cores vermelha e azul.

Com antecedência, o professor deve colocar cada papel celofane cobrindo a lente da fonte de luz que irá utilizar (projetor ou lanterna). Dessa forma, ele terá uma fonte de luz amarela e uma azul. No caso do celofane amarelo, geralmente é melhor utilizar a folha dobrada para que a luz atravesse duas camadas de celofane; no caso do azul, uma camada basta. Mas é bom o professor testar antes a melhor combinação para obter os resultados esperados (veja a descrição da atividade a seguir).

Em geral, a cor projetada pela fonte coberta com o celofane dourado é um alaranjado, mais do que amarelo propriamente. Porém, para efeito de simplificação, no texto diremos sempre luz amarela.

Atenção: é importante que os alunos não vejam os cartões ou cartolinas antes da atividade, pois eles não devem saber as cores com antecedência.

Material opcional
– Tinta guache nas cores amarelo e azul. Esse material deve ser utilizado caso o professor constate, antes da atividade, que os alunos ainda não conhecem o resultado da mistura de guache amarelo com azul, que é a cor verde.

– Um prisma de vidro, ou acrílico transparente, para mostrar a decomposição da luz branca nas cores do arco-íris: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta. Caso o professor não tenha esse recurso, pode utilizar fotos de arco-íris conseguidas em livros didáticos, enciclopédias ou mesmo na Internet.

Parte I
Ainda na sala iluminada, a atividade tem início com o professor perguntando aos alunos se eles sabem qual é o resultado da mistura de azul com amarelo. Em geral, as crianças da 5ª série sabem que a mistura de tinta amarela com azul resulta uma verde. Caso contrário, providencie guache azul e amarela para que elas possam fazer a mistura e ver o resultado.

Em seguida, o professor escurece a sala e projeta na parede dois focos de luz separados: um amarelo e outro azul. Nesse momento ele recoloca a questão: o que acontecerá se eu sobrepuser o foco de luz azul com o de luz amarela? Geralmente a resposta é: “a luz ficará verde”.

Então o professor desloca um dos focos de luz de forma que ele vá se sobrepondo ao outro aos poucos. O ideal é parar a sobreposição antes que os dois focos fiquem completamente um sobre o outro, de modo a mostrar um pedaço azul de um lado, um pedaço amarelo do outro e, no meio, a sobreposição dos dois.

É comum a expressão de surpresa quando os alunos percebem que a cor da luz resultante da sobreposição dos dois focos é o branco!

A questão que o professor pode colocar a seguir é: como explicar esse fato?

Antes que os alunos comecem a tentar construir essa explicação, incentive a exploração da projeção que se encontra na parede. Peça a um aluno que coloque a mão no trajeto da luz amarela enquanto todos observam o que ocorre com a cor da sombra da mão na parede (ela ficará azul). Em seguida, apresente a questão: e se colocarmos a mão na trajetória da luz azul, qual será a cor da sombra formada? (Amarela).

Confirme com eles que a experiência demostra que a sobreposição de uma luz amarela com uma luz azul está resultando na cor branca, diferentemente do que ocorre com a mistura de tintas.

Com a sala clara novamente, deixe que os alunos tentem construir explicações para o que estão observando. Se você dividiu a classe em grupos, pode pedir ao grupo que já viu essa projeção para pensar na explicação, enquanto você apresenta o problema aos outros alunos.

Peça aos alunos que comentem suas explicações sobre o surgimento da cor branca quando as cores azul e amarela foram misturadas na projeção.

Em seguida, se o professor tiver um prisma para decompor a luz branca e mostrar suas cores formadoras, pode utilizá-la neste momento. Talvez alguns alunos já tenham feito uso dessa idéia para explicar a mistura de cores. De qualquer forma, a partir da decomposição da luz branca, o professor pode explicar que o que está ocorrendo na parede é o inverso do que ocorre no prisma: as cores separadas de cada projetor estão sendo adicionadas novamente e formando o branco.

Parte II
O professor pode agora apresentar um novo problema, desta vez trabalhando com a cor de objetos e não com a cor da luz.

Escureça a sala e pegue o cartão vermelho e o azul, ilumine os dois com a luz azul. O cartão azul permanecerá com sua cor e o vermelho ficará preto (teste essa experiência antes de realizá-la; caso seja necessário, aumente as camadas de celofane azul de modo a evitar que alguma luz branca ilumine o cartão vermelho e permita que se possa ter uma idéia de sua cor).

Deixe que os alunos constatem a cor de cada objeto iluminado com a cor azul. Em seguida, mude a luz para amarela. Neste caso, os cartões devem ficar pretos (faça testes e ajustes no celofane amarelo, caso seja necessário).

Feitas essas observações, acenda as luzes da sala e mostre as cores dos cartões. Em seguida, peça aos alunos que novamente apresentem suas explicações para o que estão observando.

Muitas formas de prosseguir
Esta atividade pode ser finalizada da forma como está proposta. Mas pode ser também o início de um trabalho sobre luz, espectro luminoso (arco-íris), espectro eletromagnético, relação entre freqüência (ou comprimento de onda) da luz e sua cor etc.

Disco de Newton é outro tema que pode ser trabalhado logo após a atividade.

Veja, a seguir, sugestões de fontes na Internet para essas atividades:

http://geocities.yahoo.com.br/saladefisica/index.html
Este site, bem como algumas de suas seções, é uma boa fonte de explicações e demonstrações utilizando quadros animados (java applets).

http://geocities.yahoo.com.br/saladefisica3/
laboratorio/arcoiris/arcoiris.htm
Neste site, é possível ver como se formam as cores do arco-íris em uma gota de água.
http://geocities.yahoo.com.br/saladefisica3/
laboratorio/espectro/espectro.htm
Para ver o espectro eletromagnético e obter comprimentos de onda e freqüências relacionadas às diversas faixas do espectro, consulte este link.

Os sites indicados neste texto foram visitados em 13/04/2005

Texto Original: Vinicius Ítalo Signorelli

Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)