Cordelando

Cordelando

Disciplina:

Língua Portuguesa/Literatura

Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Leitura e produção de textos
Tipo: Metodologias

Objetivos

Possibilitar que os amantes do gênero cordel possam trocar, declamar, comentar; ler e ouvir textos dos repentistas; produzir folhetos de cordel.

Execução

  • Exponha, num varal, vários folhetos de cordel, e convide os participantes para manusear o material. Se houver, na comunidade, algum repentista, convide-o para uma conversa com o grupo.
  • Peça aos participantes que escolham um folheto e promova a leitura coletiva do mesmo: alguém será o narrador e outros assumirão o lugar dos personagens.
  • Organize uma discussão sobre a história lida. Que valores são defendidos? O que é criticado? Por quê?
  • Proponha aos participantes que se dividam em grupos e criem uma história sobre um tema que esteja provocando debate no momento. Lembre as pessoas que, segundo a tradição, o assunto escolhido deve se encaixar numa das formas de cordel: Conselhos, Profecias, Gracejo, Acontecidos, Carestia, Exemplos, Fenômenos, Pelejas, Bravuras e Valentia, Safadeza, Política, Propaganda.
  • Depois, com a ajuda dos que têm mais facilidade para construir versos e rimas ao estilo de cordel, os grupos transformarão suas histórias em folhetos.
  • Se houver quem saiba fazer xilogravura, proponha que os folhetos sejam ilustrados utilizando essa técnica, como nos cordéis tradicionais.
  • Organize com o grupo uma festa para apresentação e leitura dos folhetos, com participação da comunidade.

Fonte:
A Arte é de Todos: Artes da Palavra, publicação elaborada pelo CENPEC.

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Como trabalhar com poesia

Como trabalhar com poesia

Disciplina:

Língua Portuguesa/Literatura

Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Poesia
Tipo: Materiais didáticos

A escola pode e deve ser um lugar em que a convivência com a poesia aconteça de fato, permitindo o contato com diferentes autores e estilos, e o exercício da capacidade de sentir e de conhecer o que é poético.

Certamente seus alunos já leram ou ouviram poemas. Canções, cantigas de roda, parlendas, trava-línguas fazem parte das brincadeiras das crianças, assim como as quadrinhas e o cordel que podem ser considerados poemas. O objetivo desse trabalho é ampliar esse repertório de modo que os alunos possam compreender e gostar cada vez mais de ler poesia. Desse modo, a idéia não é um estudo de poemas para classificação de épocas ou tipos, mas realmente propiciar uma aproximação com a linguagem poética.

O “Literatura em minha casa”, do Programa Nacional Biblioteca da Escola – PNBE,apresenta seis livros de poemas com autores representativos da melhor poesia brasileira: “Palavra de Poeta”, “Meus Primeiros Versos”, “A Arca de Noé”, “Cinco Estrelas”, “Palavras de Encantamento” e “A Bailarina e Outros Poemas”.

Neles, encontramos Mário Quintana, Pedro Bandeira, Elias José, Roseane Murray, Manoel de Barros, Carlos Drummond de Andrade, Olavo Bilac, Henriqueta Lisboa, Vinícius de Moraes, Manuel Bandeira, Cecília Meireles, entre outros. Muitos desses poemas são musicados.

Para começar, é importante pensar em um projeto com poesia a ser desenvolvido com a classe durante um determinado período como, por exemplo, um bimestre, retomado ao longo do ano. Em seguida, é importante ler os textos da coleção, as biografias, outras referências e poemas que possam interessar a seus alunos.

Leia tudo e faça um plano de ação com o objetivo claro de ler poesia com seus alunos. Alguns termos básicos devem ser esclarecidos e levados a conhecimento dos alunos: verso, estrofe, rima, acróstico, estilo, comparações. A produção escrita de poemas, a publicação em murais e livros, com “Dia de autógrafo” ou “Lançamento” podem ser trabalhos complementares.

Veja como você pode encaminhar uma proposta:

  1. Divida a classe em grupos de quatro a cinco alunos. Cada grupo vai conversar sobre poemas que conhece e de que se lembra. O grupo escolhe um relator que sintetiza para a classe a conversa. Registre na lousa os poemas que os alunos se lembrarem. Combine com eles os próximos passos para a leitura de outros poemas.
  2. Leia e, se for possível, toque o disco/CD de alguns poemas como os do livro “A Arca de Noé”, de autoria de Vinícius de Moraes: A Casa, O Pato; ou do “Cinco Estrelas”: João e Maria, Passaredo de Chico Buarque. Cante com eles, acompanhando a letra ou recite-os em voz alta, com entonação. Dê outros exemplos. Aproveite para mostrar que nem toda letra de música é um poema, mas que nestes casos, são.
  3. Converse com a classe sobre alguns dos poemas e procure descobrir com os alunos o que o autor quis passar. Pergunte a eles o que acharam do poema, se gostaram, que sensação tiveram, se o poeta conseguiu transmitir uma imagem clara, o que mais lhes chamou atenção. Explore também outros poemas desses livros como A Arca de Noé, A Casa, Doze Anos.
  4. Discuta a questão da subjetividade na poesia, da linguagem e da forma dos poemas, envolvendo, assim, os alunos com a leitura de poesias.
  5. Peça-lhes que tragam os livros de poesia da coleção ou apresente um conjunto de poemas xerocados. Todos lêem silenciosamente alguns poemas e escolhem aquele que mais lhes agradou, para ler em voz alta para os colegas. Em seguida, converse com o grupo sobre: autores, diferentes temas escolhidos, os sentidos que perceberam e a linguagem utilizada pelos poetas.
  6. Proponha que eles leiam, em casa, o livro de poesia e escolham outros poemas de que mais gostaram. Em seguida, eles devem se preparar para declamá-los em classe. Para isso, podem envolver seus familiares lendo em voz alta para eles, pedindo-lhes que apontem o que mais agradou, e os porquês.
  7. Em classe, depois de alguns lerem em voz alta ou declamarem os poemas escolhidos, organize os alunos em grupo e proponha a discussão das seguintes questões:
    • Por que escolheram estes poemas?
    • Quem são os autores?
    • Como sabemos que estes textos são poesia?
    • Em que eles são diferentes de uma notícia de jornal, de uma receita, ou de um conto de fadas? Procure relacionar gêneros que eles já conhecem.
    • Como os poemas se organizam no papel?
    • São escritos na vertical ou na horizontal?
    • Que características têm em comum?
    • Sobre que assuntos discorrem?
    • O que o autor faz com as palavras?
    • Quais são as diferenças entre poema, poesia e poeta?
  8. Depois que os grupos discutirem, seu papel é coordenar a apresentação e o debate na classe. Quando necessário, dê informações e registre a síntese do debate, de modo que eles possam também ter registro do trabalho.
  9. Organize alguns saraus com os alunos que já gostam de poesia, nos quais eles se apresentam declamando poemas preferidos, acompanhados por um fundo musical preparado e/ou executado por colegas. De preferência, organize para a atividade a sala de um jeito gostoso, com almofadas ou, se houver condições, procure locais arejados, silenciosos e agradáveis na escola, embaixo de árvores ou no jardim.
  10. Proponha a representação de poemas que tenham sensibilizado os alunos, por meio de colagens, dramatizações, desenhos e outras formas de expressão.
  11. Veja que grupos gostariam de “musicar” um poema. Não necessariamente o poema precisa ser musicado, pode ser apenas declamado. Pergunte o que acham da proposta, e provavelmente surgirão mais idéias. Cada grupo deve preparar uma apresentação.
  12. Outra opção é organizar um jogral com os diversos grupos. O importante é a realização deste evento para as outras classes da escola e familiares dos alunos.

Todas essas atividades podem ser acompanhadas de um trabalho com a produção de poemas.

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

 

Como trabalhar com os clássicos da literatura universal

Como trabalhar com os clássicos da literatura universal

Disciplina:

Língua Portuguesa/Literatura

Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Clássicos universais
Tipo: Materiais didáticos

O objetivo do trabalho com os livros da coleção “Literatura em Minha Casa”, do Programa Nacional Biblioteca da Escola  – PNBE, distribuídos pelo Ministério da Educação aos alunos de 4ª e 5ª séries, é possibilitar que os alunos sejam realmente leitores desses e de outros textos. Para isso, é necessário que o professor seja ele próprio um leitor e faça da sala de aula um lugar de leituras, um espaço para se compartilhar estratégias e mecanismos utilizados, assim como os diferentes sentidos que possam ter os textos.

Para que os alunos saibam ler o contexto em que os livros são produzidos e publicados; quem são os autores, editora, época de publicação, para quem foram escritos, se foram traduzidos, ilustrados e todo tipo de informação que os capacite a estabelecer relações, fazer inferências e formular hipóteses sobre o texto que lêem, peça-lhes que tragam os livros da coleção identificados como “Clássicos” no dia da semana destinado à leitura.

Organize a classe em pequenos grupos e proponha a seus alunos que eles descubram nos livros desse conjunto informações sobre a história sem ler o texto propriamente dito. A idéia é que eles, ao manusearem os livros, identifiquem informações sobre:

  • quem escreveu o texto;
  • quem editou;
  • se foi ilustrado e quem fez isso;
  • data da edição;
  • época em que foi escrito;
  • outras informações sobre capa, revisão, introdução, sumário.

O professor deve estar disponível para ajudar os grupos, discutindo com eles a diferença, por exemplo, de autor e tradutor, explicando o que são histórias de tradição oral.

Depois disso, o professor pode agrupar os alunos que tenham os mesmos livros e propor-lhes que folheiem o livro e conversem sobre as idéias que eles têm da história a partir das informações colhidas nos títulos, nas ilustrações e nos textos anexos (se houver) como “Notas explicativas”, “Sobre o autor”, entre outros.

O professor pode dar pistas que os ajudem a estabelecer relações e formular hipóteses plausíveis como, por exemplo, perguntando se o livro tem fadas, se há indícios de mistérios. Os alunos devem registrar as opiniões no caderno.

Depois de um tempo, os grupos devem compartilhar o resultado dessa discussão e trocar idéias sobre as hipóteses levantadas. A partir daí, o professor deve combinar a leitura do texto, que pode ser feita parte na escola, parte em casa, desde que prazos e horários estejam bem acertados.

Uma alternativa é começar no grupo pequeno com alguém lendo em voz alta e os demais acompanhando no livro. O próprio grupo pode combinar e marcar com o professor quanto vai ler em casa para que essa atividade tenha continuidade na aula seguinte.

O importante aqui é que a leitura seja acompanhada de troca de impressões sobre o texto a cada aula, buscando, com isso, também conferir os acertos e desvios das hipóteses estabelecidas antes da leitura.

Depois de lidos os livros, o professor pode estimular os alunos a trocarem os textos para leitura em casa, ou mesmo refazer o trabalho mudando aquilo que já passou para o domínio da turma.

Para finalizar, o professor pode propor aos alunos que:

  • leiam para alguém da família ou da comunidade: para pais, avós, irmãos, vizinhos, amigos, familiares;
  • conversem com eles sobre o texto;
  • escrevam o relato dessa atividade.

Na classe, no dia marcado para isso, a turma pode ler e comentar em grupo os relatos escritos, corrigi-los, reescrevê-los caso queira publicá-los.

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Como trabalhar com novelas (5a série)

Como trabalhar com novelas (5a série)

Disciplina:

Língua Portuguesa/Literatura

Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Novela
Tipo: Metodologias

Essa atividade está sendo proposta para os professores que desejam trabalhar com o gênero literário novela, especialmente com os livros da coleção “Literatura em Minha Casa”, do Programa Nacional Biblioteca da Escola – PNBE, distribuídos pelo Ministério da Educação.

Esse acervo, destinado a alunos de 4ª e 5ª séries do Ensino Fundamental de todo o Brasil, compõe-se de cinco conjuntos de livros (cada um em um gênero literário — novela, conto, poesia, teatro, clássico), sendo que cada conjunto reúne seis títulos.

Observação: veja na seção Biblioteca, as resenhas das novelas e as biografias dos autores.

Se perguntarmos aos alunos o que é uma novela, eles provavelmente vão se lembrar das novelas transmitidas pela televisão, pois entre o texto literário e o televisivo existem muitos aspectos em comum. Esse gênero surgiu na Idade Média como relato de aventuras de um herói, por exemplo as novelas de cavalarias.

Em uma novela, há uma história principal, na qual os protagonistas (personagens principais) vivem acontecimentos e enfrentam problemas até o desfecho no final. Essas peripécias, em geral, vão sendo construídas com tramas (histórias) paralelas de outros personagens e se entrelaçam em diversos tempos e espaços. A novela é maior que o conto e menor que o romance.

Esse gênero literário oferece uma ampla gama de possibilidades de trabalho, pois a diversidade de tramas centradas em uma temática com personagens bem definidos costuma ser atrativa para os leitores.

Outra questão diz respeito à estrutura literária da novela, que os alunos precisam conhecer e se apropriar. Aprender a identificar personagens principais, suas características, os conflitos que vivem e os aspectos do desfecho de uma narrativa pode capacitá-los não só para outras leituras, mas também para a produção textual.

Dicas para trabalhar com as novelas:

Existem muitas possibilidades de trabalho com leitura em sala de aula. Entre elas, por exemplo, ler um mesmo gênero (no caso, a novela), escrito por diferentes autores. De qualquer modo, é importante desenvolver um trabalho que envolva todos os alunos, despertando o seu interesse e permitindo, além de um aprendizado significativo, momentos de prazer.

Esse trabalho necessita de várias aulas e, para isso, é importante que o professor organize um cronograma, faça antecipadamente as leituras e pesquise informações sobre as obras e autores.

Para trabalhar com o acervo PNBE/2001 (ao qual podem ser agregados outros títulos, retirados na biblioteca), o professor organiza a classe em grupos, atribui a cada grupo a leitura de um dos livros, sendo que todos os componentes deverão ler em casa a respectiva novela, e combina a data em que devem apresentar a tarefa concluída.

Se o grupo tem dificuldade com leitura, outra possibilidade é o professor programar seções de leitura em voz alta, feitas por ele mesmo e/ou por alunos que tenham maior domínio dessa habilidade. O importante é ler com entonação, procurando despertar o interesse e a curiosidade dos grupos.

Depois da leitura, o professor propõe uma roda de conversa sobre as impressões que os alunos tiveram dos livros. Nesse momento, é importante ajudá-los a expressar livremente o que sentiram, suas dúvidas, as relações que fizeram com a própria experiência de vida ou de suas famílias, sem se preocupar com a descrição do texto. Antes de iniciar essa conversa, é conveniente combinar algumas regras (poucas e simples) para que todos possam falar e ser ouvidos.

Em seguida, cada grupo prepara a exposição da história lida para a classe: temáticas, personagens, situações e desfechos. Para isso, podem utilizar, por exemplo, a capa e as ilustrações do próprio livro, cartazes, fazer pequenas dramatizações ou completar a narrativa com sonoplastia (feita pelos alunos do próprio grupo ou CD).

Em seguida, o professor organiza com os alunos o esquema das histórias, em cartazes ou na lousa.

Depois de comparar com os alunos os esquemas dos livros, o professor lança um desafio: a partir do esquema, cada grupo discute, cria e registra um final diferente do escrito pelo autor. O professor deve alertar para a necessária coerência do desfecho com o restante da narrativa. Ou seja, os personagens têm características próprias e existem situações que permanecem no texto; o final deve referir-se a esse contexto.

Por fim, é necessário combinar com a classe como será a finalização do trabalho. O professor corrige os textos e os alunos fazem a reescrita para publicar em um pequeno jornal ou no mural da escola. Os finais podem ser ilustrados, escritos em quadrinho ou em outro formato escolhido pelo grupo. O importante é que se faça esse registro e que ele seja lido por outros leitores.

Acervo: PNBE/2001

Os sites indicados neste texto foram visitados em 19/11/2002

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Como trabalhar com novelas (4a série)

Como trabalhar com novelas (4a série)

Disciplina:

Língua Portuguesa/Literatura

Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto: Novela
Tipo: Metodologias

Essa atividade está sendo proposta para os professores que desejam trabalhar com o gênero literário novela, especialmente com os livros da coleção “Literatura em Minha Casa”, do Programa Nacional Biblioteca da Escola – PNBE, distribuídos pelo Ministério da Educação.

Esse acervo, destinado a alunos de 4ª e 5ª séries do Ensino Fundamental de todo o Brasil, compõe-se de cinco conjuntos de livros (cada um em um gênero literário — novela, conto, poesia, teatro, clássico), sendo que cada conjunto reúne seis títulos.

Observação: veja na seção Biblioteca, as resenhas das novelas e as biografias dos autores.

Se perguntarmos aos alunos o que é uma novela, eles provavelmente vão se lembrar das novelas transmitidas pela televisão, pois entre o texto literário e o televisivo existem muitos aspectos em comum. Esse gênero surgiu na Idade Média como relato de aventuras de um herói, por exemplo as novelas de cavalarias.

Em uma novela, há uma história principal, na qual os protagonistas (personagens principais) vivem acontecimentos e enfrentam problemas até o desfecho no final. Essas peripécias, em geral, vão sendo construídas com tramas (histórias) paralelas de outros personagens e se entrelaçam em diversos tempos e espaços. A novela é maior que o conto e menor que o romance.

Esse gênero literário oferece uma ampla gama de possibilidades de trabalho, pois a diversidade de tramas centradas em uma temática com personagens bem definidos costuma ser atrativa para os leitores.

Outra questão diz respeito à estrutura literária da novela, que os alunos precisam conhecer e se apropriar. Aprender a identificar personagens principais, suas características, os conflitos que vivem e os aspectos do desfecho de uma narrativa pode capacitá-los não só para outras leituras, mas também para a produção textual.

Dicas para trabalhar com as novelas:

Existem muitas possibilidades de trabalho com leitura em sala de aula. Entre elas, por exemplo, ler um mesmo gênero (no caso, a novela), escrito por diferentes autores. De qualquer modo, é importante desenvolver um trabalho que envolva todos os alunos, despertando o seu interesse e permitindo, além de um aprendizado significativo, momentos de prazer.

Esse trabalho necessita de várias aulas e, para isso, é importante que o professor organize um cronograma, faça antecipadamente as leituras e pesquise informações sobre as obras e autores.

Para trabalhar com o acervo PNBE/2001 (ao qual podem ser agregados outros títulos, retirados na biblioteca), o professor organiza a classe em grupos, atribui a cada grupo a leitura de um dos livros, sendo que todos os componentes deverão ler em casa a respectiva novela, e combina a data em que devem apresentar a tarefa concluída.

Se o grupo tem dificuldade com leitura, outra possibilidade é o professor programar seções de leitura em voz alta, feitas por ele mesmo e/ou por alunos que tenham maior domínio dessa habilidade. O importante é ler com entonação, procurando despertar o interesse e a curiosidade dos grupos.

Depois da leitura, o professor propõe uma roda de conversa sobre as impressões que os alunos tiveram dos livros. Nesse momento, é importante ajudá-los a expressar livremente o que sentiram, suas dúvidas, as relações que fizeram com a própria experiência de vida ou de suas famílias, sem se preocupar com a descrição do texto. Antes de iniciar essa conversa, é conveniente combinar algumas regras (poucas e simples) para que todos possam falar e ser ouvidos.

Em seguida, cada grupo prepara a exposição da história lida para a classe: temáticas, personagens, situações e desfechos. Para isso, podem utilizar, por exemplo, a capa e as ilustrações do próprio livro, cartazes, fazer pequenas dramatizações ou completar a narrativa com sonoplastia (feita pelos alunos do próprio grupo ou CD).

Em seguida, o professor organiza com os alunos o esquema das histórias, em cartazes ou na lousa.

Depois de comparar com os alunos os esquemas dos livros, o professor lança um desafio: a partir do esquema, cada grupo discute, cria e registra um final diferente do escrito pelo autor. O professor deve alertar para a necessária coerência do desfecho com o restante da narrativa. Ou seja, os personagens têm características próprias e existem situações que permanecem no texto; o final deve referir-se a esse contexto.

Por fim, é necessário combinar com a classe como será a finalização do trabalho. O professor corrige os textos e os alunos fazem a reescrita para publicar em um pequeno jornal ou no mural da escola. Os finais podem ser ilustrados, escritos em quadrinho ou em outro formato escolhido pelo grupo. O importante é que se faça esse registro e que ele seja lido por outros leitores.

Acervo: PNBE/2001

Os sites indicados neste texto foram visitados em 19/11/2002

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Como trabalhar com contos

Como trabalhar com contos

Disciplina:

Língua Portuguesa/Literatura

Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Conto
Tipo: Materiais didáticos

Essa atividade está sendo proposta para os professores que desejam trabalhar com o gênero literário conto, especialmente com os livros da coleção “Literatura em Minha Casa”, do Programa Nacional Biblioteca da Escola – PNBE, distribuídos pelo Ministério da Educação.

O acervo, destinado a alunos de 4ª e 5ª séries do Ensino Fundamental de todo o Brasil, compõe-se de cinco conjuntos de livros (cada um em um gênero literário – novela, conto, poesia, teatro, clássico), sendo que cada conjunto reúne seis títulos.

Para começar, é importante pensarmos um pouco sobre o gênero conto. O que é o conto? Alguns dizem que é uma narrativa bem mais curta do que o romance. Outros preferem destacar o fato de que o conto se concentra geralmente em um episódio central, envolvendo poucos personagens. Uma espécie de retrato de um acontecimento marcante na vida de certas pessoas. Um fato às vezes comum ganha outro significado, graças à sensibilidade do escritor, para revelar detalhes do comportamento humano que, em geral, não se percebe.

Por suas características, os contos podem ser interessantes de serem lidos e trabalhados em classe. Isto porque, além da ação concentrada e de poucos personagens, em geral eles são pouco extensos, e os jovens encontram diferentes temas em uma pequena antologia. Desse modo, é possível começar um projeto de leitura com esse gênero, com o objetivo de capacitar os alunos na leitura de textos um pouco mais extensos e trabalhar com as estruturas da narrativa.

De qualquer modo, em todos os gêneros literários, a leitura feita pelo professor é importante para que os alunos aprendam sobre as estratégias de leitura nas atividades de leitura colaborativa. Essa leitura é fundamental quando se tem por finalidade ampliar a competência leitora dos alunos, visando à leitura de textos mais extensos.

É comum os alunos se sentirem intimidados com a extensão de um determinado romance de aventura, ou mesmo de um conto mais longo. Com essa dificuldade, eles acabam selecionando sempre, para leitura, os textos mais curtos. É preciso, então, ensinar-lhes procedimentos de leitura que possibilitem a construção de uma competência para a leitura independente de textos mais longos.

Uma vez distribuídos os livros a serem trabalhados, o professor deve selecionar alguns contos que serão lidos pela classe, em conjunto, em determinadas datas pré-combinadas.

A seleção deve contemplar as necessidades e possibilidades de leitura dos alunos, sem sobrepor dificuldades: se se pretende ampliar sua proficiência na leitura de textos mais extensos, então é preciso isolar esta dificuldade de outras possíveis, selecionando um gênero que seja conhecido pelos alunos, no caso o conto, e um tema de seu interesse que não seja tratado de maneira muito complexa pelo autor.

O professor precisa, então, organizar um cronograma de leitura com os alunos: determinar as datas em que a leitura será feita em classe e os contos que serão lidos. Os alunos devem ser orientados a ler antecipadamente os textos, se assim o desejarem, o que facilita a conversa coletiva na aula. É importante fazer um cronograma que esteja inserido na rotina da classe. Por exemplo, se às quartas e sextas-feiras a classe trabalha com leitura de livros, as datas do cronograma devem contemplar esses dias.

Na data combinada, os alunos se organizam em grupos para acompanhar a leitura, se o número de livros não for suficiente para contemplar a todos.

O professor lê para os alunos, que acompanham a leitura em seus livros. Durante a leitura e depois dela, comenta o texto e problematiza os aspectos que considerar relevantes para a compreensão do texto, solicitando sempre a efetiva participação dos alunos.

É fundamental que o professor apresente informações sobre o autor – quem é, quando viveu, que tipos de temas costuma abordar em suas obras, algumas características de sua escrita – e sobre a época em que o texto foi produzido, podendo, até mesmo, relacioná-lo com outras obras contemporâneas.

Depois da leitura de alguns textos, o professor propõe que os alunos escolham no livro que receberam um novo conto e o leiam em casa. No dia combinado, a classe se organiza em três ou quatro grupos e o professor propõe a brincadeira “Telefone sem Fio”. É importante determinar antes o tempo que será destinado para essa etapa e sortear um aluno em cada círculo.

O aluno sorteado conta ao ouvido do colega ao lado o resumo da história que leu; porém, não pode repetir detalhes da história que está relatando.

O colega que ouviu reconta a história para o próximo, respeitando as mesmas regras, e assim por diante. O último vai contar para a classe a versão da história que chegou até ele.

O professor verifica se conhecem o ditado popular – “Quem conta um conto, aumenta um ponto” – e pergunta se concordam com tal afirmação. Em seguida, o aluno que iniciou a brincadeira e detentor da versão original deve contá-la para a classe. Todos os grupos fazem o mesmo.

O professor faz com a classe a comparação entre as versões, verificando os desvios, acréscimos e omissões em relação à versão original. Com a ajuda dos alunos, pode-se anotar na lousa ou em um papel pardo essas informações. Nesse momento, o professor aproveita para explorar a diferença das narrativas orais e o papel documental da escrita e da imagem.

Depois de ler todos os contos, o professor pode propor a produção de uma coletânea de contos reescritos a partir da visão de um dos personagens da narrativa. Por exemplo, recontar o conto “O Torcedor”, de Carlos Drummond de Andrade, do ponto de vista da moça ou de um outro torcedor que estava no ônibus, fazendo as mudanças necessárias na narrativa para integrar esse novo ponto de vista.

É preciso não esquecer que a produção desses textos deve ter um planejamento e uma revisão, com a reescrita de trechos ou correção, se necessárias. Outro aspecto importante é a organização da coletânea como um livro, incluindo ilustrações, capas, créditos dos autores. Caso o conjunto seja muito grande, é possível dividi-lo em dois livros ou fazer uma seleção entre os textos individuais da classe, estabelecendo-se critérios para seleção e um grupo de alunos para ajudar na escolha.

Para saber mais:
Pequeno glossário do conto
Pesquise na Biblioteca, as resenhas dos contos e as biografias dos autores.

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Matemática na Literatura

Matemática na Literatura

Disciplina:

Matemática

Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto: Contagem, escrita e ordenação de números, medida de comprimento
Tipo: Texto

A partir da leitura do livro “Sabe de Quem Era Aquele Rabinho?”, de Elza C. Sallut, é possível trabalhar com alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental algumas noções de Matemática, como contagem e escrita de números, ordenação e seqüência numérica e medida de comprimento. Envolvidas com a história, as crianças participam criativamente e usam a representação escrita e numérica.

O livro conta a história de um elefante que vai viajar e resolve dar uma festa de despedida para seus amigos. Nessa festa, é tirada uma foto de recordação, na qual aparece um rabinho estranho que ninguém sabe identificar de quem é e todos tentam descobrir esse personagem.

É interessante que o livro seja lido em sala de aula, possibilitando comentários e problematizações lançadas pelo professor. Sugestões:

Contagem, ordenação, seqüência e escrita numérica

  • Numerem as páginas do livro.
  • O que aparece na página 6? E na página 8?
  • Quantos animais foram à festa?
  • Quantos animais foram à festa, mas não aparecem na capa do livro?
  • Quais são esses animais?Medida de comprimento e massa
  • Qual o animal mais alto? E o mais baixo?
  • Qual o animal mais leve? E o mais pesado?Posteriormente, o professor solicita que as crianças, divididas em grupos, criem outro fim para a história e, em seguida, promove a votação do fim preferido. Ao terminar, o professor registra o número de alunos votantes, o fim da história sugerido pelos grupos e a quantidade de votos.

    Pode discutir, então, questões que envolvem contagem, ordenação e comparação de quantidades, usando as expressões “a mais” e “a menos”, que são importantes para a construção de conceitos matemáticos, como sistema de representação de quantidades, operações com números naturais e, principalmente, subtração. Sugestões:

  • Quantos alunos votaram?
  • Quantos alunos votaram em cada fim?
  • Qual foi o fim mais votado? E o menos votado?
  • Como ficariam ordenados os grupos a partir do mais votado?
  • Quantos votos o grupo que ficou em primeiro lugar teve a mais do que o segundo e o terceiro?
  • Quantos votos o grupo que ficou em terceiro lugar teve a menos que o segundo e o primeiro?O professor pode finalizar a atividade solicitando a representação da história em desenho, com o fim escolhido, e a escrita numérica das quantidades trabalhadas. Além disso, pode solicitar a escrita ou o desenho referentes às perguntas realizadas durante a leitura da história.

    Fonte:
    CÂNDIDO, Patrícia Terezinha et al. Era uma vez na Matemática: uma conexão com a literatura infantil. 3a ed. São Paulo: IME-USP, Centro de Aperfeiçoamento do Ensino da Matemática, 1996 (vol. 4).

    Referência:
    SALLUT, Elza C. Sabe de Quem Era Aquele Rabinho? São Paulo: Scipione, 1992.

    Texto original: Vera Lúcia Moreira
    Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Mar de histórias

Mar de histórias

Disciplina:

Língua Portuguesa/Literatura

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Leitura e produção de textos
Tipo: Metodologias


Objetivos

Incentivar o prazer de contar e ouvir histórias; utilizar a literatura para ver com outros olhos os problemas do cotidiano.

Execução

Lembre-se de que não são apenas as crianças que gostam de ouvir histórias. Os jovens e adultos também adoram. Por isso, se você se propuser a contar/recontar histórias e a organizar sessões de leitura coletiva de contos ou narrativas mais longas, com certeza será muito bem recebido(a). Para incrementar, você pode:

  • recontar romance, novela ou conto com suas palavras, de forma a provocar a emoção dos ouvintes. Pedir que, a cada semana, alguém prepare uma história ou causo para apresentar;
  • organizar eventos como: Hoje à noite (ou à tarde…) é dia de terror (ou de humor, ou de romance…), para abrir espaço para leitura de narrativas de diversos gêneros;
  • estimular a organização de grupos para a leitura de romances em capítulos, tal como se fazia antigamente.

E atenção!
Converse com o grupo e ligue suas antenas para captar os temas ou problemas que estão mobilizando as pessoas no momento. Recomende, para serem contados ou lidos em grupo, livros que tratam desses temas “quentes”. Algumas sugestões:

Meio ambiente

Discriminação/Intolerância

Gravidez na adolescência

Fonte
:
A Arte é de Todos: Artes da Palavra, publicação elaborada pelo CENPEC.

Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Educarede)

Orientação para leitura de textos I (Ensino Médio)

Orientação para leitura de textos I (Ensino Médio)

Disciplina:

Língua Portuguesa/Literatura

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Leitura de textos
Tipo: Metodologias

Nas atividades de leitura e compreensão de textos, é preciso estar atento para dois tipos fundamentais de atividades: as que têm como foco o processo de leitura e as que buscam o produto do processo de leitura e compreensão do texto.

No primeiro caso, é necessário que aconteça a ativação de conhecimentos prévios. Nos dois casos, é preciso que estratégias de leitura – como a realização de antecipações e inferências e a verificação das mesmas – sejam estimuladas pela formulação de questões e não apenas por solicitações relativas à localização de informações.

Dessa forma, antes de propor a leitura de um texto, é preciso ter uma conversa com os alunos para fazer um levantamento dos conhecimentos que eles já têm sobre o tema. Esse levantamento possibilita uma leitura mais fácil e aprofundada do texto.

Outro procedimento importante, a partir da leitura do título do texto e da articulação dessa informação com outras, como autoria, fonte e características do gênero, é solicitar aos alunos que realizem antecipações do que irão encontrar no texto.

Por exemplo, considerando que o título do texto seja “0 nível de desemprego no país tende a se recuperar no segundo semestre?”, pergunta-se:

  • Que tipo de assunto você acha que o texto aborda?
  • Você acha que é uma história, uma notícia ou um poema?
  • O texto contém alguma opinião? Sobre que assunto?
  • Sabendo que foi publicado na seção “Tendências e Debates”, da Folha de São Paulo, sua hipótese se modifica em alguma coisa?
  • Sabendo que quem o escreveu foi Fernando Bezerra, empresário e senador pelo PMDB, que posição você acha que é defendida no texto?Durante a leitura, é preciso que sejam explicitados os procedimentos e as pistas utilizados pelos diferentes leitores (os alunos), os quais levaram a determinadas compreensões. Para tanto, é importante formular questões ao longo da leitura que possibilitem a realização de inferências e antecipações, assim como a verificação das mesmas a partir de pistas lingüísticas.

    Por exemplo, na leitura do conto “João e Maria”, é possível perguntar:

  • Com esse título, que tipo de texto você acha que é: uma notícia, um conto, um editorial ou um artigo de opinião?
  • Quem são João e Maria?
  • Sabendo que o texto foi publicado no livro “Os Amantes Iluminados”, a sua opinião se modifica em algum aspecto? Por quê?
  • E sabendo que a data da publicação foi 1988, alguma hipótese sua pode ser descartada ou modificada?
  • Por que você acha que esse título foi escolhido?No que se refere ao produto do processo de leitura, as questões devem estimular os alunos a realizar não apenas a localização de informações (por exemplo: “Como se chamam os personagens principais do conto?”), mas também inferências (por exemplo: “A que bruxa se refere o conto, logo no início? O que Maria esperava há muito tempo?”) e reconstrução de informações de partes do texto (por exemplo: “Esse texto lembra a você algum outro? Qual? Por que motivo? Que pistas lingüísticas possibilitaram perceber isso?”).

    São esses tipos de questões e estratégias de leitura que têm como objetivo a compreensão efetiva do texto.

    Referência:
    RAMOS, Ricardo. Os Amantes Iluminados. Rio de Janeiro: Rocco, 1988.

    Texto original: Kátia Lomba Bräkling
    Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Educarede)