Bacon, sausages, eggs, café com leite e pão com manteiga

 

Bacon, sausages, eggs, café com leite e pão com manteiga

Disciplina:

Língua Inglesa

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Expressões e vocabulário usados na culinária.
Tipo: Metodologias

Onde encontrar: Internet

A comida é a nossa primeira porta de entrada no mundo. Fonte de conhecimento e prazer. Canal de comunicação. Um dos elementos formadores da cultura de um povo. Com o tempo, ela vira uma espécie de arquivo vivo. A ingestão de determinado prato ou alimento pode desencadear uma série de lembranças e reminiscências de nossa história. Que não nos façam mentir as tão afamadas madeleines de “Em busca do tempo perdido”, romance escrito pelo autor francês Marcel Proust.

Marcel, narrador e personagem desse romance-rememoração de fins do século XIX até a Primeira Grande Guerra, ao comer o biscoito doce francês acompanhado de um gole de chá, aciona sua memória involuntária. O gosto do biscoito o faz recuperar um tempo esquecido: a sua infância.

O viajante, num processo similar ao do personagem francês, ao experimentar os ingredientes da culinária de um país estrangeiro, penetra na história desse povo e conhece sua cultura. Degusta e “sabe” (do verbo “saborear”) sua língua.

A partir dessa pequena reflexão, o professor sugere aos alunos o tema “culinária na Inglaterra e nos EUA”. Indaga-lhes sobre o que sabem do assunto.

O ideal é começar pelo vocabulário:

  • Fazê-los lembrar do termo refeição em inglês (meal) e das três refeições diárias (breakfast, lunch, dinner).
  • Verificar o que sabem sobre os hábitos alimentares dos ingleses e norte-americanos.
  • Desafiá-los a lembrar do termo inglês que designa o hábito, já tão disseminado no mundo pelos norte-americanos, de se comer rápido: fast food. Pedir exemplos em inglês de comida fast food (hamburger, sandwich, hotdog, soft drinks etc.) e sua opinião sobre esse tipo de alimento: se gostam ou não, se acham nutritivo etc.
  • Propor a leitura do texto Meals in Britain. É importante explorar bastante o vocabulário do texto com os alunos e comparar as três refeições inglesas com aquelas feitas no Brasil. Perguntar se os ingleses tomam café no café-da-manhã. Qual a bebida tradicional do país nessa refeição? O que a acompanha?

    Terminada a leitura do texto que explica o hábito alimentar dos ingleses, proponha uma atividade prática: aprender a receita de um Traditional English Breakfast. Nesta etapa, o professor deve trabalhar e esclarecer o vocabulário empregado nas receitas culinárias e sua estrutura: “ingredientes” (ingredients) e “modo de fazer” (method). Os alunos também podem contribuir com livros ou revistas de receitas em língua inglesa que, por ventura, tenham em suas casas. Servirá ainda de apoio ao professor uma lista de termos culinários.

    Compreendida a receita, o professor pode sugerir aos alunos que experimentem fazê-la em casa para que possam, na aula seguinte, comentar suas impressões.

    Para concluir, desafie-os a imaginar qual seria a impressão de um estrangeiro sobre o nosso café-da-manhã. Como lhe explicariam em inglês a nossa receita? Just coffee and milk with bread and butter? Explorar os nossos diversos ingredientes e hábitos regionais e registrá-los por escrito com a classe, a fim de criar um precioso Brazilian Breakfast Recipe Book.

    Texto original: Lilian Escorel
    Edição: Equipe EducaRede

    (CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Montagem de textos

Montagem de textos

Disciplina:

Língua Inglesa

Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Pesquisa na Internet
Tipo: Sites

Quando os alunos têm possibilidade de utilizar a
Internet, a realização de pesquisas em grupo, seguidas de sistematização das informações obtidas e posterior apresentação dos resultados em sala de aula, pode resultar em um excelente trabalho.

Antes de iniciar a pesquisa

A pesquisa tem de ser de interesse dos alunos e o professor deve favorecer a troca de informações entre eles a respeito do que já conhecem sobre o assunto e as questões que possuem. Para motivá-los, inicialmente o professor apresenta algumas figuras, para verificar os focos de interesse da classe. Em seguida, seleciona uma das figuras para introduzir o tema a ser estudado.

Depois da troca de informações, o professor “monta” na lousa, com os alunos, um pequeno texto em inglês, registrando essas primeiras informações.

Exemplo:

Pesquisa sobre: animals
Figura selecionada: giraffe
Texto inicial: Search about the Giraffe

Giraffe is from Africa.
It is a mammal.
It isn’t a domestic animal.
It is brown and cream.
The Giraffe is very tall and thin.

A pesquisa

Depois da leitura e compreensão do texto inicial, o professor apresenta algumas perguntas para aguçar a curiosidade dos alunos e propõe uma pesquisa para que eles busquem as respostas.

As perguntas devem ser formuladas em inglês (por escrito) e o professor auxilia os alunos na tradução das mesmas. Para facilitar a pesquisa, o professor pode sugerir alguns sites.

Exemplos de perguntas:

  • How does giraffe live?
  • What’s its scientific name?
  • What does it eat?
  • Does it live in groups or alone?
  • How is its body?
  • Is the giraffe a dangerous animal?
  • Is it in danger of extinction?
  • Do people hunt it? Why? (for its fur/its meat)Os alunos formam grupos e dividem as perguntas, quando forem muitas, ou combinam de trazer as respostas que conseguirem encontrar, além de outras informações adicionais que considerarem interessantes, inclusive a divulgação de outros sites.

    Quando todas as perguntas já estiverem respondidas, o professor utiliza as respostas e as informações selecionadas pelos alunos para complementar o texto inicial. O professor pode também contribuir acrescentando Fun Facts (curiosidades, fatos engraçados), por exemplo:

    Giraffes can go weeks without drinking water. A giraffe’s tong can be up to 21 inches (53 centimeters) long.”

    No fim, os alunos terão “construído” (em conjunto com o professor) um texto que pode ser utilizado como modelo para nova pesquisa. O número de perguntas formuladas anteriormente pode ser adaptado e ampliado para servir de guia na nova pesquisa.

    Um novo e maior desafio pode ser lançado para os grupos:

    Make a search about an animal of your preference and write a text about it. Use the questions to guide you on your search.”

    Esse trabalho não só auxilia o aluno na montagem de textos em inglês, como o prepara também para a obtenção de melhores resultados em pesquisas futuras, envolvendo outras áreas do conhecimento.

    Referência:
    http://www.bbc.co.uk/nature/wildfacts/ http://www.nationalgeographic.com/animals/

    Texto original: Zelinda Campos Cardoso
    Edição: Equipe EducaRede

    Os sites indicados neste texto foram visitados em 26/04/2002

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Leia na minha camisa “Baby, I love you”

Leia na minha camisa “Baby, I love you”

Disciplina:

Língua Inglesa

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Tradução, MPB, cultura brasileira e cultura anglo-americana
Tipo: Músicas

Onde encontrar: Lojas de disco, discotecas de centros culturais

Escutar e apreciar Música Popular Brasileira pode ser uma boa maneira de aprender e ensinar Inglês. O Tropicalismo, no fim dos anos 60, foi um movimento que voltou o olhar do brasileiro para as coisas da terra e flagrou ao mesmo tempo a imponente presença da cultura anglo-americana no seu dia-a-dia. Tropicália, título da música e do disco que inaugura o movimento, representa com perspicácia os contrastes que o país então exibia.

Descobria-se o Brasil profundo e um outro que dialogava com o mundo. Acolhiam-se a “Bossa e a palhoça”, “a Bahia e iá-iá”, “Iracema e Ipanema”, “a Banda e Carmen Miranda”, Roberto Carlos e João Gilberto, os Beatles, Rolling Stones, Dylan, The Doors, Dadá (tanto o movimento de vanguarda quanto a famosa companheira do cangaceiro Corisco)…

Nesse caldeirão de cultura em que o país se achava imerso, compôs-se a música “Baby”, que Maria Bethânia encomendara ao irmão Caetano Veloso. A intérprete brasileira queria que a canção fizesse referência a uma frase que corria impressa nas camisetas: “I love you”.

Segundo o compositor baiano, Bethânia “dizia mesmo que a canção tinha que terminar dizendo: ‘Leia na minha camisa, baby, I love you’. Era um modo de comentar, com amor e humor, a presença de expressões inglesas nas canções ouvidas – e nas roupas usadas – pelas pessoas comuns”. (Veloso, 1997: 273)

Tal como sugerido, o professor apresenta a história da canção que o país inteiro conheceu pela voz de Gal Costa. Em seguida, coloca a música para uma primeira escuta e apreensão do conteúdo da letra. E após discutir com o grupo o seu sentido, o professor pode propor a seguinte tarefa: verter a canção para o inglês.

O professor deve antecipar aos alunos que depois da árdua atividade, eles poderão contrastar seus resultados com a versão inglesa gravada em 1970 pela banda, também tropicalista, Os Mutantes.

Procedimento:

Divide-se a classe em cinco grupos para que cada um deles traduza uma das cinco estrofes da canção. Para isso são necessários dicionários bilíngües (português-inglês e inglês-português) e monolíngües (inglês-inglês e português-português).
O professor deverá orientar os alunos quanto ao uso adequado dos dicionários. Espera-se que os tradutores-aprendizes não se limitem às acepções neles contidas. Não devem desprezar os próprios conhecimentos lingüísticos e culturais.

Ao concluírem suas respectivas versões, o professor deverá tocar a versão inglesa gravada pela banda paulista Os Mutantes.

Ao comparar as soluções apresentadas pelos alunos com aquelas elaboradas pelo grupo tropicalista, o professor poderá discutir os problemas de tradução que a canção apresentou em trechos complicados de rimas, referências culturais e expressões idiomáticas. Para isso, sugerimos algumas questões:

  • Por que a banda traduziu alguns trechos da canção livremente? Seria possível proceder da mesma forma com um documento ou texto técnico?
  • A versão das rimas “piscina / margarina / carolina / gasolina” por “new land / swimming pool and /your friend / my hand” é, na verdade, uma transcriação (termo cunhado pelos poetas e tradutores Augusto e Haroldo de Campos, que significa tradução + criação). Se a tradução fosse feita ao pé da letra (swimming pool / margerine / caroline / gasoline), quebraria a rima e o jogo nonsense que o compositor criou entre as quatro palavras. Utilize outros exemplos de transcriação na música dos Mutantes.
  • Na versão de “Ouvir aquela canção do Roberto” por “And hear the new sound of my Bossa Nova”, Os Mutantes fazem uma adaptação que se dirige a um público estrangeiro. De fato, a banda, numa turnê em Paris, foi convidada por uma produtora inglesa a gravar um álbum de músicas brasileiras em inglês, que seria lançado na Inglaterra e na França. Presume-se, com isso, que um ouvinte inglês ou francês teria mais chances de conhecer a Bossa Nova do que o cantor brasileiro Roberto [Carlos].Encontre outra situação na canção em que a banda procede do mesmo modo, isto é, fazendo adaptações ao público a que se dirige. Clique aqui para ver a resposta .

    Observação: O professor deve chamar a atenção dos alunos para possíveis equívocos que possam surgir desta atividade, isto porque eles podem presumir que Roberto Carlos tenha feito parte da Bossa Nossa, o que não é verdade.

  • Poderíamos verter “Não sei, comigo vai tudo azul” por “I know, with me everything is blue”, em vez de “with me everything is fine”, tal como fizeram Os Mutantes? Justifique sua resposta. Clique aqui para ver a resposta. Referência:
    Versão original da canção em Tropicália ou Panis et circencis. Philips (1968)
    Versão inglesa em Mutantes Tecniclor. Universal (1999)
    Para a versão brasileira também sugerimos a gravação de Gal Costa acústico. MTV/BMG (1997)

    Para aprofundar:
    VELOSO, Caetano. Verdade Tropical. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
    CALADO, Carlos. “Uma Raridade dos Mutantes” e “Making of – Tecnicolor” neste site (textos 1 e 2 respectivamente)

    Texto original: Lilian Escorel
    Edição: Equipe EducaRede

    Os sites indicados neste texto foram visitados em 23/04/2003

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

I Think, Therefore IM “HOW 2 SPK TXT” / Text Message Abbreviations

I Think, Therefore IM
“HOW 2 SPK TXT” / Text Message Abbreviations

Disciplina:

Língua Inglesa

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Abreviações de mensagens-texto na Internet; desvio criativo e forma-padrão
Tipo: Jogos

Uma nova linguagem invade o mundo virtual e o real com suas mensagens-texto veiculadas por telefones móveis, correios eletrônicos e em salas de bate-papo. Seu uso se expandiu rapidamente pelo mundo e, por isso, alguns de seus termos foram incluídos em grandes dicionários.

“Nos dicionários Oxford temos monitorado com grande atenção o espantoso aumento das mensagens em texto. Sua influência agora é tão grande que sentimos que estava na hora de tratar o fenômeno como parte integral do inglês”, falou Judy Pearsall, gerente editorial para os Dicionários ingleses, inText Messages go Mainstream”.

De fato, o Oxford Dictionary foi o primeiro importante dicionário a incluir em suas páginas abreviações de mensagens-texto e emoticons, que são aqueles sinais de pontuação que expressam emoções, como a carinha feliz :-). Em sua forma concisa, Condensed Oxford English Dictionary (COD), estão decifradas algumas palavras e expressões usadas diariamente em mensagens em tempo real e nos celulares.

O professor deve destacar a atualidade do assunto e verificar de que modo os alunos estão familiarizados com ele. Sabemos que, no Brasil, há adolescentes que se comunicam por meio de programas de conversa em tempo real, como o ICQ (I seek you). Feita essa pequena introdução sobre o assunto, ainda merecedor de uma reflexão criteriosa em nosso país, o professor apresenta aos alunos a mensagem-texto e desafia-os a decifrá-la.

Concluída a leitura e decodificado o parágrafo (exercício que deverá ser feito em conjunto), o professor amplia o tema para o contexto brasileiro. Solicita aos alunos alguns exemplos semelhantes em português tais como “naum (não); KD (cadê); TCDF (tô chorando de felicidade); cuesse (com esse) etc.”

Em seguida, propõe um jogo. O ideal é que a classe seja dividida em equipes, que deverão ligar uma série de palavras abreviadas a sua forma por extenso.

Duas sugestões para a realização do jogo:

Primeira:
Apresente os grupos de palavras e abreviações

Segunda:
Crie cartões com os grupos de abreviações e palavras e distribua-os às respectivas equipes. Esta sugestão é mais trabalhosa, porém mais divertida porque simulará realmente as cartas de um jogo, e as equipes poderão jogar em suas carteiras sem que conheçam o grupo de abreviações das outras.

Os grupos terão cinco minutos para realizar a atividade. Aquele que acertar todas as correspondências, ou o maior número de ligações em relação aos concorrentes, será o vencedor.

Para concluir, o professor reúne todos os resultados e apresenta-os à classe para a validação coletiva. Em seguida, combina com a classe como será feita a socialização desse glossário de text message abbreviations [abreviações de mensagens-textos].

Para aprofundar
Leia o texto “Língua escrita e quase falada da Internet” e verifique a possibilidade de integrar seu trabalho com o do professor de Língua Portuguesa.

O artigo em inglês intitulado “I Think, Therefore IM [instant messaging]”, assinado por Jennifer 8. Lee, faz parte de um cuidadoso programa de aulas oferecidas em rede pelo jornal norte-americano New York Times. Encontra-se, mais especificamente, na unidade de planos de aula [lesson plans] de redação criativa [creative writing], no artigo “Generation TeXt”, de 19 de setembro de 2002. Para acessá-lo diretamente é só clicar aqui.

Texto Original: Lilian Escorel

Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

História dos Empréstimos no Léxico do Futebol

História dos Empréstimos no Léxico do Futebol

Disciplina:

Língua Inglesa

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Língua, história, anglicismos, vocabulário
Tipo: Sites

Onde encontrar: Site

Estudar uma língua é aproximar-se da história e da cultura de seus falantes. É entender, por exemplo, como os usuários dessa língua se comunicam com outros povos, que tipo de relações estabelecem, seu raio de influência ou de submissão, onde vivem no espaço geográfico dos continentes.

O inglês está tão assimilado na cultura brasileira que não notamos a origem de certas palavras. Nem mesmo nos surpreendemos com sua forte presença em diversas áreas da Língua Portuguesa do Brasil. O que dizer, então, de suas marcas no futebol, esporte hoje tão expressivamente brasileiro?

A leitura do texto “História dos Empréstimos no Léxico do Futebol” pode acordar o aluno para esse importante fato lingüístico. Disponível no site Com Ciência, o artigo recupera a história do futebol no Brasil para explicar o emprego de uma série de termos estrangeiros nesse esporte. São, na maioria, vocábulos ingleses tomados das regras e definições de um esporte originalmente bretão, que aqui chegou na bagagem de marinheiros ingleses e jovens brasileiros endinheirados que voltavam de seus estudos no exterior.

O autor, por exemplo, nos faz lembrar que palavras como “gol, time, chute, beque, pênalti”, tão incorporadas na narração do locutor de futebol, no texto do jornalista e na fala de todo brasileiro, nada mais são do que adaptações fonéticas do inglês “goal, team, football, shoot, back e penalty”.

O trabalho em sala de aula pode explorar ao máximo o vocabulário do texto. O professor introduz o conceito de empréstimo lingüístico e, em seguida, busca exemplos extraídos do texto, como os mencionados acima. Depois, incentiva os alunos a pensarem em mais alguns, tirados de seu próprio repertório lingüístico. Não é necessário restringir-se ao léxico do futebol. O objetivo dessa etapa é tornar o tema familiar para o aluno, que deve fazer uma primeira leitura do artigo.

Após essa primeira leitura do texto, realiza-se uma segunda mais dirigida. O professor propõe algumas perguntas de compreensão e interpretação do texto e outras mais voltadas ao estudo do vocabulário, por exemplo:

1) Que termos ingleses, ao contrário de “gol, time, chute” etc., não permaneceram em nossa língua?
2) “Quíper” e “golquíper” são aportuguesamentos de que palavras em inglês? Qual o seu equivalente em português?
3) “Equipe” e “zaga” também derivam do inglês? Se não, explique por quê.
4) Por que Luciano do Vale é considerado um usuário conservador do léxico futebolístico? Que palavra ele usa no lugar de “pênalti” e quando emprega derby?
5) O que significa derby? Há uma tradução desse termo no português?

Para concluir, é possível fazer um trabalho interdisciplinar com o professor de História e pesquisar outros períodos e áreas em que os ingleses ou norte-americanos nos emprestaram o seu léxico.

Os alunos podem, por exemplo, verificar que palavras e expressões as companhias inglesas nos transferiram, quando aqui vieram na segunda metade do século XIX investir em ferrovias e energia elétrica. Company e Light são duas que certamente entraram em nosso repertório lingüístico. “Forró” é outra cuja origem alguns atribuem aos ingleses que, quando vieram construir ferrovias no Nordeste, ali promoviam festas “For all”: festas populares para todos!

Referência:
História dos Empréstimos no Léxico do Futebol, texto disponível no site “Com Ciência”, divisão de reportagens, número “Linguagem: Cultura e Transformação”, publicado em agosto de 2001. (Clique aqui para acessar a página na Internet)

Texto original: Lilian Escorel
Edição: Equipe EducaRede

Os sites indicados neste texto foram visitados em 11/09/2002

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Emprego de preposições

Emprego de preposições

Disciplina:

Língua Inglesa

Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Preposição
Tipo: Metodologias

Os jogos em sala de aula, pela sua natureza lúdica, sempre despertam o interesse dos alunos, e é nesse clima de participação que o professor deve desenvolver suas atividades. Neste caso específico, o emprego de preposições.

Após os devidos comentários sobre as preposições (in, inside, on, under, over, out of, outside, behind, in fron of, next to, on the left, on the right, above, below) acompanhadas de exemplos escritos e treinos orais (de preferência utilizando os objetos da classe), o professor pede aos alunos que copiem as preposições e façam alguns exercícios escritos, empregando-as.

As observações devem ser feitas oralmente e por escrito objetivando  preparar os alunos para o jogo e fixar o aprendizado.

O jogo

O professor pode utilizar uma gaiola e um pássaro de brinquedo (ou uma caixa transparente com outro objeto). Ele organiza a classe formando grupos de quatro alunos e apresenta as regras do jogo.

Regras

Os grupos podem consultar o caderno para responder às perguntas. Por quatro vezes, o professor ou um aluno muda o pássaro de lugar na gaiola (dentro, sobre, sob, do lado de fora, atrás, na frente etc.). A cada mudança faz a pergunta:  Where is the bird?

Cada grupo deverá escrever sua resposta em inglês, utilizando uma preposição que indique a localização do pássaro em relação à gaiola, e entregá-la ao professor.

O professor colocará a(s) resposta(s) correta(s) na lousa depois de cada pergunta e deverá registrar os acertos dos grupos. Em alguns casos há mais de uma resposta certa; por isso o professor deve aproveitar essas situações para mostrar as  possibilidades aos alunos.

Exemplo de respostas para a perguntaWhere is the bird?”, numa situação em que o pássaro seja colocado do lado de fora da gaiola próximo a ela:

  • It is outside the cage.
  • It is next to the cage.
  • It is next to the cage on the right / left.

O grupo que conseguir o maior número de acertos poderá conduzir a rodada seguinte, formulando a pergunta e mudando o pássaro de lugar por mais quatro vezes. Em caso de empate, um sorteio pode definir qual será o primeiro grupo a conduzir o jogo. Também é tarefa do grupo (contando com o auxílio do professor) fazer observações às respostas, ler e colocar as respostas certas na lousa e indicar o novo grupo que o substituirá.

O jogo propicia um auxílio mútuo entre os componentes de cada grupo, num clima de bastante entusiasmo. Oferece, também, oportunidades de visualização e manuseio, recursos que mantêm o interesse dos alunos, facilitando e reforçando o aprendizado.

Observação

As preposições citadas no texto objetivaram exemplificar a atividade.  A quantidade de preposições e a seleção daquelas que poderão fazer parte do jogo devem ser definidas pelo professor, sempre considerando as especificidades de seus alunos.

Texto Original: Zelinda Campos Cardoso

Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Disney’s Magic English

Disney’s Magic English

Disciplina:

Língua Inglesa

Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Vocabulário, estruturas gramaticais
Tipo: Filme

Onde encontrar: Barsa Planeta Internacional – Tel. 0800-131122

Uma boa tática para desinibir os alunos e levá-los a exercitar com mais naturalidade a pronúncia em sala de aula é o uso de fitas de vídeo da coleção “Disney’s Magic English”. Cada vídeo tem cerca de 26 minutos de duração e se constitui dos seguintes itens:

  • Exposição da linguagem por meio de uma narração com os personagens Disney.
  • Ampliação do vocabulário, envolvendo a compreensão e a memorização de palavras e conceitos, a partir da repetição em diferentes contextos.
  • Recreio (play time): momentos em que os alunos são convidados a repetir, responder/adivinhar ou cantar.O vídeo é totalmente em inglês, com exceção das partes em que se convida o aluno para o play time. Todas as palavras aparecem escritas na tela e são ouvidas em áudio.O professor pode escolher o vídeo pelo tema (são cerca de 30) e usá-lo como introdução ao conteúdo que vai trabalhar ou, depois, como reforço do mesmo. O vocabulário selecionado em cada vídeo é aquele que faz referência ao universo mais próximo da criança, oferecendo acesso à própria essência da língua por meio do aprendizado das estruturas que possibilitam a comunicação.

    As regras gramaticais não são explicadas de forma direta, mas podem ser deduzidas naturalmente em vários contextos. Cada fita de vídeo vem acompanhada de um fascículo com instruções em português e tradução das atividades, o qual complementa o vídeo e apresenta um teste que permite aos alunos a verificação de seus progressos.

    O fascículo, ilustrado com os personagens da Disney, oferece ao professor a possibilidade de selecionar as atividades que julgar mais adequadas a sua turma e explorá-las em sala de aula, após a exibição do vídeo, para reforçar o que foi aprendido.

    Entre as várias atividades propostas, que envolvem brincadeiras, jogos, histórias em quadrinhos (HQ), dicas e esclarecimentos, o fascículo expõe de forma simples algumas questões gramaticais da língua inglesa.

    Combinando educação com diversão, é possível observar, logo na primeira experiência, o interesse dos alunos em aprender, ao mesmo tempo que se divertem, e sua desinibição no exercício de pronúncia.

    Um exemplo de fita que pode ser utilizada é “Greetings“. Ao assisti-la, os alunos têm oportunidade de conhecer e observar o emprego de algumas palavras “novas”. Aprendem a usar os cumprimentos do cotidiano — Hello!, Hi!, How are you?, Good morning! — e a responder, afirmar ou negar, utilizando o verbo to be.

    Referência:
    Disney’s Magic English, Disney Enterprise, Inc., 1999.
    Tradução: Nair de Almeida Salles
    Impressão: Gráfica Círculo
    Editora: Planeta

    Texto original: Zelinda Campos Cardoso
    Edição: Equipe EducaRede

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Construção de sentenças afirmativas e negativas

Construção de sentenças afirmativas e negativas

Disciplina:

Língua Inglesa

Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Formas afirmativas e negativas
Tipo: Jogos

As atividades que envolvem jogos, além de despertarem o interesse dos alunos, garantem uma participação mais efetiva, alegre e animada. Essa atividade propõe um jogo que permite trabalhar de maneira lúdica e prazerosa a construção e a fixação das estruturas de orações afirmativas e negativas.

A partir de um modelo e de um vocabulário predefinido, os alunos, divididos em grupos de três ou quatro participantes, tentam criar o maior número possível de orações dentro de um prazo estabelecido, utilizando todos os pronomes pessoais.

As sentenças a serem elaboradas pelos alunos têm de ser afirmativas e negativas. Para facilitar, pode-se excluir a forma interrogativa nas primeiras rodadas. Posteriormente, o professor pode propor a elaboração de orações interrogativas, com o mesmo objetivo de fixar as estruturas.

O professor deve sempre indicar os verbos a serem utilizados, para que os grupos experimentem as possibilidades de alteração que oferecem, mas eventualmente pode aceitar outros verbos sugeridos pelos alunos, para ampliação do vocabulário. O tempo verbal tem de ser definido também, conforme o que se está trabalhando com os alunos.

Para iniciar a atividade, o professor apresenta uma oração modelo de modo a facilitar a construção das orações pelos alunos.

Exemplo:

Vocabulário definido: animals
Oração modelo: I like dog but I don’t like cat.

Ganha o jogo o grupo que conseguir formar o maior número de orações corretas. Os vencedores escolhem o tipo de vocabulário para a próxima rodada – frutas, profissões, cores, objetos etc. – e o professor define o verbo e o tempo verbal da oração modelo.

É interessante que o professor, a cada rodada, faça a adequação do verbo ao vocabulário escolhido e varie o uso dos pronomes na oração modelo. Para melhor fixação da estrutura da frase, o tempo verbal deve ser mantido em alguns jogos e modificado somente quando esse for o objetivo do professor.

Exemplo:

Vocabulário definido: fruits
Oração modelo: She eats apple but she doesn’t eat pear.

Observações:

1. No caso de o professor não poder contar com o uso de dicionários no dia da atividade (no mínimo um para cada grupo), uma lista com o vocabulário definido – animals – deve ser montada com a colaboração espontânea dos alunos e divulgada para a classe com antecedência. Quanto maior for a lista, mais interessante será o jogo. É importante ficar decidido o que pode ser abrangido na categoria animals (animais selvagens, domésticos, répteis, aves, peçonhentos etc.).

2. Se o professor puder contar com o uso de dicionários na sala de aula, não há necessidade de apresentar a lista de vocabulário com antecedência. É até mais interessante que os alunos consultem os dicionários no momento do jogo, para que possam exercitar esse tipo de pesquisa e ter contato com outras palavras, enriquecendo ainda mais o seu vocabulário.

No fim de cada jogo, o professor chama a atenção para as orações dos diferentes grupos, destacando, por exemplo, os que escolheram o vocabulário menos utilizado ou mais diversificado, o emprego dos pronomes, e assim por diante.

Outra forma de fazer com que os alunos sintam que nesse jogo todos participam, colaboram e saem ganhando, é propor-lhes que escolham e anotem a oração de que mais gostaram de cada grupo, seja pelo vocabulário ou pela identificação com a mensagem, para reforçar a fixação por meio de transcrição.

Texto original: Zelinda Campos Cardoso
Edição: Equipe EducaRede

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Canções e tempos verbais

Canções e tempos verbais

Disciplina:

Língua Inglesa

Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Verbos
Tipo: Músicas

Fazer uso dos tempos verbais não é fácil e requer a aplicação de várias atividades para que os alunos consigam aprender as estruturas das diferentes formas de oração.

O emprego dos verbos no passado irregular, por exemplo, exige dos alunos um trabalho adicional de memorização que pode ficar desanimador se for feito apenas por meio de exaustivos exercícios.

Assim, após a aplicação de alguns exercícios, é importante intercalar com uma atividade com música, que pode despertar um maior interesse em aprender os verbos e seus diferentes tempos verbais.

Depois de conhecer as músicas preferidas dos alunos, o professor seleciona uma canção que contenha em sua letra verbos que contemplem o seu objetivo de trabalhar determinado tempo verbal. Letras de músicas com tradução geralmente podem ser obtidas sem grandes dificuldades pela Internet, por meio dos mecanismos de busca (Alta Vista, por exemplo).

Um exemplo é a música “Love by Grace”, de Laura Fabian, que permite trabalhar o passado regular e irregular retirando-se as formas verbais wanted, came, stole, sent, said, brought, laid, was e forgot.

O professor retira os verbos da letra da música escolhida (todos ou alguns, dependendo da quantidade), deixando as lacunas, e a entrega aos alunos para que eles, ouvindo a música repetidas vezes, tentem preenchê-la. Essa atividade pode ser trabalhada individualmente, em duplas ou em grupos, ficando a critério do professor definir a forma ideal para seus alunos.

Se os alunos demonstrarem dificuldade, o professor pode dar dicas para facilitar a atividade, por exemplo:

  • Inclusão da tradução da letra (sem omissão dos verbos).
  • Lista dos verbos retirados, dispostos em uma ordem diferente daquela apresentada na música.
  • Lista com uma quantidade maior de verbos, além dos que foram retirados.
  • Lista com os verbos retirados, conjugados no presente (ou no infinitivo), para que os alunos façam a mudança para o tempo verbal utilizado na música.Depois de preenchidas e conferidas as lacunas, os alunos podem cantar a música, exercitando a pronúncia.Observação: Um trabalho semelhante pode ser feito com os alunos das séries iniciais, omitindo-se outras palavras das letras das músicas (substantivos ou adjetivos), de acordo com o que o professor pretende trabalhar.

    Texto original: Zelinda Campos Cardoso
    Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Bancos trocam inglês pelo português em seus produtos

Bancos trocam inglês pelo português em seus produtos

Disciplina:

Língua Inglesa

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Estrangeirismos, tradução, política lingüística
Tipo: Texto

Onde encontrar: Site “Ciberdúvidas da Língua Portuguesa”

Esta dica de aula visa a considerar o emprego de palavras, frases ou construções estrangeiras (as inglesas, em particular) no português e a falta de uma política lingüística no Brasil que invista em suas traduções e na valorização da língua.

O professor desafia os alunos a refletirem sobre o assunto com a leitura da reportagem “BB e Caixa trocam inglês pelo português em seus produtos”, disponível no site Ciberdúvidas da Língua Portuguesa.

A matéria relata uma situação exemplar de uso acomodado de termos estrangeiros no Brasil por duas importantes instituições financeiras nacionais e a necessidade de um aportuguesamento exigido por seus clientes. Muitos dos produtos e serviços do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal são vendidos em expressões inglesas, como Personal Banking, Federal Card, Gov Banking Caixa, Private, Plus, Master e Premium.

A decisão dos dois bancos vai ao encontro do projeto de lei do deputado Aldo Rebelo (PC do B – SP), que proíbe o uso por instituições públicas de palavras estrangeiras que já tenham sido traduzidas para o português (ver indicação abaixo). Qual a opinião dos alunos sobre essa lei? O que sabem a respeito dela?

Segundo o gerente do Banco do Brasil, “o uso de termos estrangeiros pelo BB, uma instituição pública, foi considerado uma gafe pelos nossos clientes”.

Os alunos concordam com essa consideração? Ao manter os termos em inglês, o governo não estaria desvalorizando a língua nacional? Em que situações o uso do inglês ou de outro termo estrangeiro não significaria uma desvalorização da nossa língua, mas, sim, um intercâmbio cultural? O que é política lingüística? Todo país tem uma? O que nos informa a matéria sobre a situação na França?

Com essas perguntas, o professor explora a leitura da reportagem e promove um debate em sala de aula. Partindo do recorte proposto pela matéria, os alunos podem observar o quanto o inglês também está presente em nosso dia-a-dia: na indústria cultural (filmes, vídeos, videogames, CD-Roms, DVDs, jornais e revistas), no comércio, nos serviços e na tecnologia (informática e Internet).

Caso se queira dar continuidade ao trabalho, pode-se propor uma atividade interdisciplinar com o professor de Língua Portuguesa. O professor de inglês divide a classe em grupos e pede a eles que elaborem uma lista de expressões inglesas que usamos correntemente no português. Os alunos devem registrar aleatoriamente qualquer palavra ou expressão que lhes vier à cabeça.

Depois, o professor incentiva-os a fazer uma pesquisa mais dirigida: anotar palavras e expressões que observarem nas ruas, nos painéis eletrônicos, nas fachadas de lojas, em manuais, comerciais impressos, anúncios de rádio e televisão, na Internet, em programas de computador etc.

Uma vez completa a lista, os grupos sugerem uma tradução ou um aportuguesamento (adaptação fonética) para cada um dos termos (por exemplo, “xampu” no lugar de “shampoo”). Aqui, é importante contar com a participação do professor de português.

Indicamos uma lista com termos que podem ser utilizados para a atividade. Porém, não existe um levantamento único a perseguir. A graça do exercício está justamente em incluir o maior número possível de palavras e contar com a colaboração de todos para se obter uma amostra representativa e dinâmica do fato lingüístico.

Referência:
BB e Caixa trocam inglês pelo português em seus produtos. Agência Estado, 9 de novembro de 2000.

Para aprofundar:

Lei proíbe uso de estrangeirismos”. In: Site Com Ciência – Linguagem: Cultura e Transformação, agosto de 2001.

REBELO, Aldo. “A globalização da língua”. In: Site Com Ciência – Linguagem: Cultura e Transformação, agosto de 2001.

Texto original: Lilian Escorel
Edição: Equipe EducaRede

Os sites indicados neste texto foram visitados em 11/09/2002

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)