“On the Internet or In the Internet?” O Inglês faz milagres com as preposições

On the Internet or In the Internet?” O Inglês faz milagres com as preposições

Disciplina:

Língua Inglesa

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Gramática, preposição
Tipo: Texto

“Está provado que só é possível filosofar em alemão.” A frase de Caetano Veloso, extraída de sua canção “Língua”, interpretada por ele e Elza Soares, permite uma boa reflexão lingüística. As línguas, em suas estruturas morfológicas e sintáticas, refletem um modo peculiar de expressão e de pensamento.

A língua alemã, por exemplo, é uma espécie de metalíngua que expõe e reflete sua complexa formação. As palavras, em geral compostas por justaposição, são extensas e têm uma sonoridade assustadora – kugelschreiber é uma simples “caneta”. A ordem dos termos nas orações expõe uma lógica estrita e sem trégua ao falante, que deve estar sempre atento a sua hierarquia e flexão. Não é à toa que o alemão produziu uma importante geração de pensadores para a história da filosofia.

Segundo ainda Caetano, o compositor baiano, os poetas concretos no Brasil passaram a valorizar o Inglês por estar mais próximo do Chinês se comparado a outras línguas ocidentais. A posição da palavra na frase é mais importante que a flexão, que indica uma função sintática. “O inglês – com suas anteposições de nomes que se adjetivam e os milagres que faz com as preposições [grifo nosso]– estava próximo de ser, como o chinês, poesia o tempo todo.” (Caetano Veloso. Verdade Tropical: 438).

As preposições, em Inglês, são um capítulo longo e à parte. Dominá-las é fundamental para quem quer efetivamente aprender a língua anglo-saxã. Versáteis, sintéticas e precisas, elas indicam:

  • posições –> on the table; at the window; in the street;
  • tempo –> in January; on Monday; at 5 o’clock;
  • regem verbos –> belong to;
  • regem nomes –> attitude to.

Entram também em phrasal verbs, dando um sentido diverso aos verbos em suas formas simples (turn = virar; turn on = ligar e turn off = desligar), e em locuções (On TV, On the radio, On the telephone, On fire, On time, On holiday, In time, In my opinion, In love with etc.).

O livro English Grammar in Use, de Raymond Murphy (título de referência e prática gramatical para o estudo autodidata, voltado a alunos de nível intermediário), dedica 17 unidades (de um total de 136) ao estudo das preposições.

São unidades breves, objetivas, e as ilustrações e exemplos são muito esclarecedores. Os exercícios (com respostas) são essenciais à assimilação do assunto estudado.

Sugerimos ao professor trabalhar em sala de aula aquelas unidades que ensinam o emprego das preposições in/at/on (Unit 120-126), tão confundidas e, em geral, pouco acertadas pelos alunos.

Não basta saber que in (dentro) serve para indicar posições internas (ao contrário de out [fora]); on é usada para o contato com as superfícies (em cima/sobre); e at, para situar lugares em que não se pode estar nem dentro nem em cima (at the window).

Como explicar o emprego dessas mesmas preposições em “In the street”, “On Baker Street” e “At 7th and 5th Avenue” ?

Para usá-las com mais segurança, é importante expor os alunos ao maior número de casos possíveis para que eles possam perceber os usos comuns e os específicos. Só conseguimos flagrar os milagres que a língua inglesa faz com as preposições depois de longa e intensa convivência com ela.

Então, uma vez estabelecida essa convivência, verifique os conhecimentos assimilados pelos alunos e, se possível, extrapole as situações de uso das preposições. Um exemplo: Qual preposição eles usariam antes da grande rede mundial? Diriam On the Internet ou In the Internet? Se aprenderam que antes de “televisão, rádio e telefone” a gramática indica o uso de on (on television, on the radio, on the telephone), não lhes restará nenhuma dúvida! A reposta será on the internet.

Se você quiser avaliar outros exercícios de preposições em letras de músicas, visite este site. São testes de múltipla escolha em que o aluno deve optar pela preposição correta para a frase indicada.

Referência:
MURPHY, Raymond. English Grammar in Use (with answers). Second Edition. Great Britain: Cambridge University Press, 1994.

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

 

Quem canta, os males espanta

Quem canta, os males espanta

Disciplina:

Língua Inglesa

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Vocabulário, estruturas lingüísticas, cultura
Tipo: Músicas

Um dos modos mais prazerosos de aprender uma língua é ouvindo e cantando música. Lembremos que, quando bebês, parte do que aprendemos da língua materna contou com a colaboração das cantigas de ninar; quando crianças, das cantigas populares que entoávamos em roda.

Exercícios com música no ensino de língua estrangeira estimulam e aperfeiçoam a audição e a produção oral do aluno. Propõem a prática espontânea (cantar uma música) de algo que nos é estranho (língua estrangeira).

E por falar nisso, que tal ouvir e repetir a letra Save the Childrende Marvin Gaye? A música integra o disco What’s going on, gravado em 1971 e chama a atenção para o temeroso futuro das crianças num mundo em que a percepção do artista está “destinada a morrer”. O contexto é a guerra do Vietnam em 1969.

O trabalho com a música pode ser feito em três etapas.

  • Apresente uma breve biografia do músico Marvin Gaye, explore o contexto histórico do disco e da faixa selecionada e discuta com o grupo.
  • Sugira perguntas: Como entendem a visão do intérprete? Ela é otimista ou pessimista? Por quê? Acham que a situação relatada na música ainda tem eco atualmente? Concordam com o ponto de vista adotado? Como vêem o futuro das crianças hoje?
  • Feita esta contextualização, passe à audição propriamente dita, primeiramente para que os alunos apreciem a música sem o acompanhamento da letra.
    Em seguida, distribua a letra da música com lacunas para que os alunos tentem preenchê-las na segunda audição. A terceira escuta permitirá aos alunos conferir as lacunas preenchidas e completar aquelas que eles não conseguiram preencher. Apresente a resposta correta dos espaços em branco para que os alunos possam observar possíveis enganos. Por fim, convide a todos para cantar e se deleitar com a música aprendida.

Esta proposta é uma possibilidade de trabalho em sala de aula; portanto, o professor pode realçar outros aspectos da letra de Marvin Gaye (palavras, expressões etc.).

Neste caso, optamos por omitir as contrações (“wanna, won’t, can’t, who’s etc.) e as estruturas verbais contidas na música: imperativo (“Save the children”; “Let live everybody” etc.), futuro (“There’ll come a time”; “Flowers won’t grow” etc.), presente (“Who really cares?” etc.).

Na letra, o que vai sublinhado é o que deve aparecer em lacuna para os alunos.

Para que os alunos percebam a dinâmica da atividade e o objetivo pretendido, é importante, ao final das audições, dedicar um tempo para comentar a letra e os aspectos lingüísticos sublinhados (gramática, expressões, vocabulário).

Se o professor adotar o modelo proposto, vale comentar as diferenças entre os tempos verbais destacados e o uso das contrações, pertinente à linguagem oral e musical, embora inadequado ao registro escrito e formal. Neste caso, as contrações devem ser eliminadas (“want to” no lugar de “wanna”, “will not” no lugar de “won’t”, “can not” no lugar de “can’t”, “who is” no lugar de “who’s” etc.). Também é importante chamar a atenção para a construção “Who really cares?”,  porque o pronome interrogativo “who” é conjugado na terceira pessoa do singular e não pede auxiliar.

Com o percurso proposto, o professor perceberá que o trabalho com música em sala de aula educa o ouvido do aprendiz de línguas. Incentiva-o a transcrever as letras das músicas que escuta, a repeti-las e cantá-las. De uma audição passiva, o aluno passa a uma audição ativa, assimilando estruturas, aprendendo um pouco de história e cultura e tornando a vida mais leve, porque “quem canta, os males espanta”. Seja em que língua for.

Referência:
GAYE, Marvin. What’s going on. Tamla, 1971.

Texto Original: Lilian Escorel

Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

What kind of movies do you like?

 

What kind of movies do you like?

Disciplina:

Língua Inglesa

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Como desenvolver a conversação e a escuta em inglês com o uso de filmes em vídeo?
Tipo: Filme

Onde encontrar: Locadoras de vídeo, videotecas

Ir ao cinema pode ser um bom e divertido programa. E não é à toa que a invenção dos irmãos Lumière (final do século XIX) está, ainda hoje, mais viva do que nunca. Extrapola as salas de projeção e multiplica-se por meio do VHS (Video Home System) e do DVD (Digital Video Disc) nos lares e nas escolas.

Em sala de aula, o filme pode ser utilizado como um ótimo recurso de ensino. No caso da língua estrangeira, seu uso permite trabalhar estruturas narrativas e lingüísticas, aspectos de cultura e a prática de duas importantes habilidades: a escuta (listening) e a conversação (speaking).

O professor pode começar a aula com um exercício de aquecimento, baseado no minidiálogo abaixo:

A: Do you like movies?
B: Yes, I do. / No, I don’t. (do not)

A: What kind of movies do you like?
B: I like dramas.
xxxxxxxdocumentaries.
xxxxxxxcomedies.
xxxxxxxmusicals.
xxxxxxxscience fiction.
xxxxxxxwar movies.
xxxxxxxsuspenses.
xxxxxxxthrillers.
xxxxxxxhorrors.
xxxxxxxcartoons etc.

A: Who’s your favorite actor / actress / film director?
B: My favorite film director is Woody Allen.

Escreve-se o minidiálogo na lousa. O professor pratica-o oralmente com um aluno do grupo. Relembra o uso obrigatório do auxiliar (do/does) nas perguntas em inglês e nas respostas curtas (Sim/Não; Gosto/Não gosto) [short answers: Yes, I do/No, I don’t]. Chama a atenção para o auxiliar de tempo presente empregado no exercício.

No segundo trecho do diálogo, sugere-se preencher a lacuna dos tipos de filmes com a colaboração dos alunos. É interessante incentivá-los a fornecer o maior número possível de títulos. Em inglês, é claro! Se, contudo, só lhes vier a palavra em português, deve-se vertê-los para o inglês. Se em sua escola os alunos tiverem acesso à Internet, essa atividade pode ser bastante enriquecida.

Uma vez apresentado todo o minidiálogo, convide os alunos a praticarem o texto em duplas e a escolherem o tipo de filme de que mais gostam. Por fim, o professor deve verificar o resultado obtido pelos pares e observar o gênero mais indicado pela classe.

Uma vez escolhido o gênero, o professor apresenta aos alunos uma lista de 5 filmes e sugere que a classe escolha um para assistirem juntos. Aqui, é preciso que o professor já tenha selecionado previamente a lista dos 5 filmes de cada gênero.

O filme mais votado será indicado à sessão em aula. Mas como isso será feito?

Será uma sessão guiada. O professor deverá explorar a capacidade de escuta (listening) dos alunos. Para ampliar seu potencial de compreensão, recomenda-se:

  • Apresentar a sinopse do filme.
  • Colocar na lousa questões centrais que possam orientar o acompanhamento.
  • Apresentar os personagens.
  • Comentar os aspectos culturais (fatos lingüísticos, hábitos alimentares, festas celebradas etc.).
  • Sublinhar expressões e vocabulários utilizados no filme.Projetar o filme, se possível, sem interrupção (no máximo, uma pausa). Daí a importância de calcular o tempo dos filmes selecionados para a votação em classe. Dependendo do tempo, o professor poderá dividir a sessão em duas aulas.

    Vale lembrar que o filme deve ser em versão original (sem legendas). Só assim os alunos terão a oportunidade de cumprir o objetivo principal desta dica: a imersão no universo falado da língua inglesa. Mas não deixe de lado a diversão! Have a good time! Popcorn is welcome!

    Por fim, trabalhe detalhadamente alguns trechos do filme, peça aos alunos a resposta às perguntas apresentadas antes da sessão, repasse as expressões e vocabulários antecipados e desafie-os a indicar outros termos que tenham ouvido durante a prática de listening. Work hard!

    Texto original: Lilian Escorel
    Edição: Equipe EducaRede

    O site indicado neste texto foi visitado em 23/04/2003

    (CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

     

Prática das quatro habilidades (ler, escrever, ouvir e falar)

 

Prática das quatro habilidades (ler, escrever, ouvir e falar)

Disciplina:

Língua Inglesa

Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Reading, Writing, Listening and Speaking
Tipo: Jogos

Ao propor uma brincadeira de adivinhação em sala de aula o professor pode promover entre os alunos a prática das habilidades de ler, escrever, ouvir e falar em inglês num clima de descontração e interesse.

 

 

 

Preparando e explicando a brincadeira:

 

 

 

Todos os alunos recebem uma ficha  a ser preenchida e uma lista de sugestões de perguntas,  que poderão ser utilizadas durante a brincadeira. Contando apenas com o auxílio do professor, cada aluno deverá preenchê-la e entregá-la ao professor.

 

 

 

As perguntas e respostas devem ser faladas em inglês, e os dados da ficha devem estar todos preenchidos.

 

 

 

A brincadeira

 

 

 

Ao receber todas as fichas, o professor escolhe uma e inicia a brincadeira para exemplificar principalmente as respostas, que deverão ser curtas (short answers), sempre que possível, para facilitar aos alunos o entendimento imediato.

 

 

 

Como regra da brincadeira, não podem ser perguntados nem o nome nem o apelido do aluno, mas pode-se perguntar se ele tem um apelido. Todas as perguntas e respostas devem ser formuladas em voz alta.

 

 

 

Quando o tempo combinado terminar ou os alunos não tiverem mais perguntas a fazer, o professor deve introduzir a questão:

 

 

 

Who is the student?

 

 

 

Depois da resposta correta, um aluno (pode ser aquele que foi identificado ou um dos que o identificou) deverá escolher outra ficha e dar continuidade à brincadeira.

De forma divertida, a atividade oferece muitas oportunidades para a prática contextualizada de cada uma das quatro habilidades (Reading, Writing, Listening and Speaking), com participação coletiva e voluntária.

 

 

 

Texto Original: Zelinda Campos Cardoso

Edição: Equipe EducaRede

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

English Grammar in Use

English Grammar in Use

Disciplina:

Língua Inglesa

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Gramática, verbos, present perfect
Tipo: Texto

Onde encontrar: Livrarias especializadas em línguas estrangeiras (Disal, Martins Fontes, Cultura e Fnac)

Conta-nos a Bíblia que no início dos tempos os homens só falavam uma língua. Mas sua desmedida ambição de construir uma torre para se aproximar de Deus os fez cair em desgraça: foram obrigados pela fúria divina a falar línguas diferentes.

O contato com uma língua estrangeira nos faz recuperar essa noção mítica de unidade e cisão lingüística original. Descobrimos o outro e os traços que distinguem sua língua da nossa. Aprendemos um pouco mais sobre nós mesmos e sobre nossa língua materna.

O aprendizado de inglês nos ensina que esse idioma é muito mais conciso do que o português. Os falantes de inglês dispõem de uma estrutura e composição muito simples, enquanto nós nos expressamos por meio de unidades lingüísticas bem mais matizadas. Basta compararmos alguns pontos das gramáticas de ambas as línguas. A inversão da posição dos adjetivos em inglês e sua não-flexão de gênero e número são um deles:

English grammar/English grammars x Gramática inglesa/Gramáticas inglesas.

Os tempos verbais e suas conjugações são outro exemplo. Ao contrário do complexo quadro de flexões nos diversos tempos e modos do português, os ingleses dispõem de menos tempos verbais e quase não variam em suas conjugações. No presente, acrescenta-se apenas um “s” à forma-base do verbo na terceira pessoa do singular. As demais pessoas não mudam. No passado, não apresenta nenhuma variação. O verbo conjugado é o mesmo em todas as pessoas:

I / You / He / She / It / We / You / They learned English last semester.”

Por isso, é possível aprender sem grande dificuldade os verbos em inglês. Mas nem sempre o assunto é um mar de rosas. Que o comprove o Present Perfect. Tempo espinhoso, sem equivalente direto em nossa língua.

I have learned English for some years” não equivale em português a “Tenho estudado inglês há alguns anos”, e sim a “Estudo inglês há alguns anos”. “I have been to England recently” não é o mesmo que “Tenho estado na Inglaterra recentemente”, mas sim “Estive na Inglaterra recentemente”.

Como então ensinar um tempo verbal cujo valor semântico oscila entre o presente, o passado e um passado que permanece no presente?

O livro “English Grammar in Use”, de Raymond Murphy, dá boas soluções para esse problema e também para muitos outros. Ágil e dinâmico, trata-se de um manual de referência e de exercícios de gramática capaz de tornar envolvente, e até divertida, a árdua disciplina. Ele é dividido em 136 unidades, que não precisam ser seguidas metodicamente, do início ao fim.

Podem ser apresentadas pelo professor ou mesmo consultadas pelo aluno conforme o interesse e a dúvida. Cada unidade compõe-se de duas páginas. Na página esquerda, há explicações sucintas e esclarecedoras; e na direita, há uma média de três a cinco breves exercícios. No fim do livro, encontram-se as respostas.

Que tal consultar as dicas de Murphy sobre o Present Perfect? Elas são bem elucidativas. Para os alunos, inicie o assunto com as seguintes perguntas:

Have you learned the Present Perfect yet?
When did you learn it?

O contraste entre Present Perfect e Simple Past é um bom modo de iniciar a discussão. Evidencie que no primeiro caso a ação acontece num passado impreciso, enquanto no segundo, a ação se dá num passado determinado:

I have learned the Present Perfect recently. X I learned the Present Perfect last year.

Observação:

Sobre verbos consulte também SCOTT, Samantha. A Arte de Conjugar (verbos ingleses). Trad. Monica Stahel. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

Referência:

MURPHY, Raymond. English Grammar in Use (with answers). Second Edition. Great Britain: Cambridge University Press, 1994.

Texto original: Lilian Escorel
Edição: Equipe EducaRede

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

Bacon, sausages, eggs, café com leite e pão com manteiga

 

Bacon, sausages, eggs, café com leite e pão com manteiga

Disciplina:

Língua Inglesa

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Expressões e vocabulário usados na culinária.
Tipo: Metodologias

Onde encontrar: Internet

A comida é a nossa primeira porta de entrada no mundo. Fonte de conhecimento e prazer. Canal de comunicação. Um dos elementos formadores da cultura de um povo. Com o tempo, ela vira uma espécie de arquivo vivo. A ingestão de determinado prato ou alimento pode desencadear uma série de lembranças e reminiscências de nossa história. Que não nos façam mentir as tão afamadas madeleines de “Em busca do tempo perdido”, romance escrito pelo autor francês Marcel Proust.

Marcel, narrador e personagem desse romance-rememoração de fins do século XIX até a Primeira Grande Guerra, ao comer o biscoito doce francês acompanhado de um gole de chá, aciona sua memória involuntária. O gosto do biscoito o faz recuperar um tempo esquecido: a sua infância.

O viajante, num processo similar ao do personagem francês, ao experimentar os ingredientes da culinária de um país estrangeiro, penetra na história desse povo e conhece sua cultura. Degusta e “sabe” (do verbo “saborear”) sua língua.

A partir dessa pequena reflexão, o professor sugere aos alunos o tema “culinária na Inglaterra e nos EUA”. Indaga-lhes sobre o que sabem do assunto.

O ideal é começar pelo vocabulário:

  • Fazê-los lembrar do termo refeição em inglês (meal) e das três refeições diárias (breakfast, lunch, dinner).
  • Verificar o que sabem sobre os hábitos alimentares dos ingleses e norte-americanos.
  • Desafiá-los a lembrar do termo inglês que designa o hábito, já tão disseminado no mundo pelos norte-americanos, de se comer rápido: fast food. Pedir exemplos em inglês de comida fast food (hamburger, sandwich, hotdog, soft drinks etc.) e sua opinião sobre esse tipo de alimento: se gostam ou não, se acham nutritivo etc.
  • Propor a leitura do texto Meals in Britain. É importante explorar bastante o vocabulário do texto com os alunos e comparar as três refeições inglesas com aquelas feitas no Brasil. Perguntar se os ingleses tomam café no café-da-manhã. Qual a bebida tradicional do país nessa refeição? O que a acompanha?

    Terminada a leitura do texto que explica o hábito alimentar dos ingleses, proponha uma atividade prática: aprender a receita de um Traditional English Breakfast. Nesta etapa, o professor deve trabalhar e esclarecer o vocabulário empregado nas receitas culinárias e sua estrutura: “ingredientes” (ingredients) e “modo de fazer” (method). Os alunos também podem contribuir com livros ou revistas de receitas em língua inglesa que, por ventura, tenham em suas casas. Servirá ainda de apoio ao professor uma lista de termos culinários.

    Compreendida a receita, o professor pode sugerir aos alunos que experimentem fazê-la em casa para que possam, na aula seguinte, comentar suas impressões.

    Para concluir, desafie-os a imaginar qual seria a impressão de um estrangeiro sobre o nosso café-da-manhã. Como lhe explicariam em inglês a nossa receita? Just coffee and milk with bread and butter? Explorar os nossos diversos ingredientes e hábitos regionais e registrá-los por escrito com a classe, a fim de criar um precioso Brazilian Breakfast Recipe Book.

    Texto original: Lilian Escorel
    Edição: Equipe EducaRede

    (CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Montagem de textos

Montagem de textos

Disciplina:

Língua Inglesa

Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Pesquisa na Internet
Tipo: Sites

Quando os alunos têm possibilidade de utilizar a
Internet, a realização de pesquisas em grupo, seguidas de sistematização das informações obtidas e posterior apresentação dos resultados em sala de aula, pode resultar em um excelente trabalho.

Antes de iniciar a pesquisa

A pesquisa tem de ser de interesse dos alunos e o professor deve favorecer a troca de informações entre eles a respeito do que já conhecem sobre o assunto e as questões que possuem. Para motivá-los, inicialmente o professor apresenta algumas figuras, para verificar os focos de interesse da classe. Em seguida, seleciona uma das figuras para introduzir o tema a ser estudado.

Depois da troca de informações, o professor “monta” na lousa, com os alunos, um pequeno texto em inglês, registrando essas primeiras informações.

Exemplo:

Pesquisa sobre: animals
Figura selecionada: giraffe
Texto inicial: Search about the Giraffe

Giraffe is from Africa.
It is a mammal.
It isn’t a domestic animal.
It is brown and cream.
The Giraffe is very tall and thin.

A pesquisa

Depois da leitura e compreensão do texto inicial, o professor apresenta algumas perguntas para aguçar a curiosidade dos alunos e propõe uma pesquisa para que eles busquem as respostas.

As perguntas devem ser formuladas em inglês (por escrito) e o professor auxilia os alunos na tradução das mesmas. Para facilitar a pesquisa, o professor pode sugerir alguns sites.

Exemplos de perguntas:

  • How does giraffe live?
  • What’s its scientific name?
  • What does it eat?
  • Does it live in groups or alone?
  • How is its body?
  • Is the giraffe a dangerous animal?
  • Is it in danger of extinction?
  • Do people hunt it? Why? (for its fur/its meat)Os alunos formam grupos e dividem as perguntas, quando forem muitas, ou combinam de trazer as respostas que conseguirem encontrar, além de outras informações adicionais que considerarem interessantes, inclusive a divulgação de outros sites.

    Quando todas as perguntas já estiverem respondidas, o professor utiliza as respostas e as informações selecionadas pelos alunos para complementar o texto inicial. O professor pode também contribuir acrescentando Fun Facts (curiosidades, fatos engraçados), por exemplo:

    Giraffes can go weeks without drinking water. A giraffe’s tong can be up to 21 inches (53 centimeters) long.”

    No fim, os alunos terão “construído” (em conjunto com o professor) um texto que pode ser utilizado como modelo para nova pesquisa. O número de perguntas formuladas anteriormente pode ser adaptado e ampliado para servir de guia na nova pesquisa.

    Um novo e maior desafio pode ser lançado para os grupos:

    Make a search about an animal of your preference and write a text about it. Use the questions to guide you on your search.”

    Esse trabalho não só auxilia o aluno na montagem de textos em inglês, como o prepara também para a obtenção de melhores resultados em pesquisas futuras, envolvendo outras áreas do conhecimento.

    Referência:
    http://www.bbc.co.uk/nature/wildfacts/ http://www.nationalgeographic.com/animals/

    Texto original: Zelinda Campos Cardoso
    Edição: Equipe EducaRede

    Os sites indicados neste texto foram visitados em 26/04/2002

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Leia na minha camisa “Baby, I love you”

Leia na minha camisa “Baby, I love you”

Disciplina:

Língua Inglesa

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Tradução, MPB, cultura brasileira e cultura anglo-americana
Tipo: Músicas

Onde encontrar: Lojas de disco, discotecas de centros culturais

Escutar e apreciar Música Popular Brasileira pode ser uma boa maneira de aprender e ensinar Inglês. O Tropicalismo, no fim dos anos 60, foi um movimento que voltou o olhar do brasileiro para as coisas da terra e flagrou ao mesmo tempo a imponente presença da cultura anglo-americana no seu dia-a-dia. Tropicália, título da música e do disco que inaugura o movimento, representa com perspicácia os contrastes que o país então exibia.

Descobria-se o Brasil profundo e um outro que dialogava com o mundo. Acolhiam-se a “Bossa e a palhoça”, “a Bahia e iá-iá”, “Iracema e Ipanema”, “a Banda e Carmen Miranda”, Roberto Carlos e João Gilberto, os Beatles, Rolling Stones, Dylan, The Doors, Dadá (tanto o movimento de vanguarda quanto a famosa companheira do cangaceiro Corisco)…

Nesse caldeirão de cultura em que o país se achava imerso, compôs-se a música “Baby”, que Maria Bethânia encomendara ao irmão Caetano Veloso. A intérprete brasileira queria que a canção fizesse referência a uma frase que corria impressa nas camisetas: “I love you”.

Segundo o compositor baiano, Bethânia “dizia mesmo que a canção tinha que terminar dizendo: ‘Leia na minha camisa, baby, I love you’. Era um modo de comentar, com amor e humor, a presença de expressões inglesas nas canções ouvidas – e nas roupas usadas – pelas pessoas comuns”. (Veloso, 1997: 273)

Tal como sugerido, o professor apresenta a história da canção que o país inteiro conheceu pela voz de Gal Costa. Em seguida, coloca a música para uma primeira escuta e apreensão do conteúdo da letra. E após discutir com o grupo o seu sentido, o professor pode propor a seguinte tarefa: verter a canção para o inglês.

O professor deve antecipar aos alunos que depois da árdua atividade, eles poderão contrastar seus resultados com a versão inglesa gravada em 1970 pela banda, também tropicalista, Os Mutantes.

Procedimento:

Divide-se a classe em cinco grupos para que cada um deles traduza uma das cinco estrofes da canção. Para isso são necessários dicionários bilíngües (português-inglês e inglês-português) e monolíngües (inglês-inglês e português-português).
O professor deverá orientar os alunos quanto ao uso adequado dos dicionários. Espera-se que os tradutores-aprendizes não se limitem às acepções neles contidas. Não devem desprezar os próprios conhecimentos lingüísticos e culturais.

Ao concluírem suas respectivas versões, o professor deverá tocar a versão inglesa gravada pela banda paulista Os Mutantes.

Ao comparar as soluções apresentadas pelos alunos com aquelas elaboradas pelo grupo tropicalista, o professor poderá discutir os problemas de tradução que a canção apresentou em trechos complicados de rimas, referências culturais e expressões idiomáticas. Para isso, sugerimos algumas questões:

  • Por que a banda traduziu alguns trechos da canção livremente? Seria possível proceder da mesma forma com um documento ou texto técnico?
  • A versão das rimas “piscina / margarina / carolina / gasolina” por “new land / swimming pool and /your friend / my hand” é, na verdade, uma transcriação (termo cunhado pelos poetas e tradutores Augusto e Haroldo de Campos, que significa tradução + criação). Se a tradução fosse feita ao pé da letra (swimming pool / margerine / caroline / gasoline), quebraria a rima e o jogo nonsense que o compositor criou entre as quatro palavras. Utilize outros exemplos de transcriação na música dos Mutantes.
  • Na versão de “Ouvir aquela canção do Roberto” por “And hear the new sound of my Bossa Nova”, Os Mutantes fazem uma adaptação que se dirige a um público estrangeiro. De fato, a banda, numa turnê em Paris, foi convidada por uma produtora inglesa a gravar um álbum de músicas brasileiras em inglês, que seria lançado na Inglaterra e na França. Presume-se, com isso, que um ouvinte inglês ou francês teria mais chances de conhecer a Bossa Nova do que o cantor brasileiro Roberto [Carlos].Encontre outra situação na canção em que a banda procede do mesmo modo, isto é, fazendo adaptações ao público a que se dirige. Clique aqui para ver a resposta .

    Observação: O professor deve chamar a atenção dos alunos para possíveis equívocos que possam surgir desta atividade, isto porque eles podem presumir que Roberto Carlos tenha feito parte da Bossa Nossa, o que não é verdade.

  • Poderíamos verter “Não sei, comigo vai tudo azul” por “I know, with me everything is blue”, em vez de “with me everything is fine”, tal como fizeram Os Mutantes? Justifique sua resposta. Clique aqui para ver a resposta. Referência:
    Versão original da canção em Tropicália ou Panis et circencis. Philips (1968)
    Versão inglesa em Mutantes Tecniclor. Universal (1999)
    Para a versão brasileira também sugerimos a gravação de Gal Costa acústico. MTV/BMG (1997)

    Para aprofundar:
    VELOSO, Caetano. Verdade Tropical. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
    CALADO, Carlos. “Uma Raridade dos Mutantes” e “Making of – Tecnicolor” neste site (textos 1 e 2 respectivamente)

    Texto original: Lilian Escorel
    Edição: Equipe EducaRede

    Os sites indicados neste texto foram visitados em 23/04/2003

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

I Think, Therefore IM “HOW 2 SPK TXT” / Text Message Abbreviations

I Think, Therefore IM
“HOW 2 SPK TXT” / Text Message Abbreviations

Disciplina:

Língua Inglesa

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Abreviações de mensagens-texto na Internet; desvio criativo e forma-padrão
Tipo: Jogos

Uma nova linguagem invade o mundo virtual e o real com suas mensagens-texto veiculadas por telefones móveis, correios eletrônicos e em salas de bate-papo. Seu uso se expandiu rapidamente pelo mundo e, por isso, alguns de seus termos foram incluídos em grandes dicionários.

“Nos dicionários Oxford temos monitorado com grande atenção o espantoso aumento das mensagens em texto. Sua influência agora é tão grande que sentimos que estava na hora de tratar o fenômeno como parte integral do inglês”, falou Judy Pearsall, gerente editorial para os Dicionários ingleses, inText Messages go Mainstream”.

De fato, o Oxford Dictionary foi o primeiro importante dicionário a incluir em suas páginas abreviações de mensagens-texto e emoticons, que são aqueles sinais de pontuação que expressam emoções, como a carinha feliz :-). Em sua forma concisa, Condensed Oxford English Dictionary (COD), estão decifradas algumas palavras e expressões usadas diariamente em mensagens em tempo real e nos celulares.

O professor deve destacar a atualidade do assunto e verificar de que modo os alunos estão familiarizados com ele. Sabemos que, no Brasil, há adolescentes que se comunicam por meio de programas de conversa em tempo real, como o ICQ (I seek you). Feita essa pequena introdução sobre o assunto, ainda merecedor de uma reflexão criteriosa em nosso país, o professor apresenta aos alunos a mensagem-texto e desafia-os a decifrá-la.

Concluída a leitura e decodificado o parágrafo (exercício que deverá ser feito em conjunto), o professor amplia o tema para o contexto brasileiro. Solicita aos alunos alguns exemplos semelhantes em português tais como “naum (não); KD (cadê); TCDF (tô chorando de felicidade); cuesse (com esse) etc.”

Em seguida, propõe um jogo. O ideal é que a classe seja dividida em equipes, que deverão ligar uma série de palavras abreviadas a sua forma por extenso.

Duas sugestões para a realização do jogo:

Primeira:
Apresente os grupos de palavras e abreviações

Segunda:
Crie cartões com os grupos de abreviações e palavras e distribua-os às respectivas equipes. Esta sugestão é mais trabalhosa, porém mais divertida porque simulará realmente as cartas de um jogo, e as equipes poderão jogar em suas carteiras sem que conheçam o grupo de abreviações das outras.

Os grupos terão cinco minutos para realizar a atividade. Aquele que acertar todas as correspondências, ou o maior número de ligações em relação aos concorrentes, será o vencedor.

Para concluir, o professor reúne todos os resultados e apresenta-os à classe para a validação coletiva. Em seguida, combina com a classe como será feita a socialização desse glossário de text message abbreviations [abreviações de mensagens-textos].

Para aprofundar
Leia o texto “Língua escrita e quase falada da Internet” e verifique a possibilidade de integrar seu trabalho com o do professor de Língua Portuguesa.

O artigo em inglês intitulado “I Think, Therefore IM [instant messaging]”, assinado por Jennifer 8. Lee, faz parte de um cuidadoso programa de aulas oferecidas em rede pelo jornal norte-americano New York Times. Encontra-se, mais especificamente, na unidade de planos de aula [lesson plans] de redação criativa [creative writing], no artigo “Generation TeXt”, de 19 de setembro de 2002. Para acessá-lo diretamente é só clicar aqui.

Texto Original: Lilian Escorel

Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

História dos Empréstimos no Léxico do Futebol

História dos Empréstimos no Léxico do Futebol

Disciplina:

Língua Inglesa

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Língua, história, anglicismos, vocabulário
Tipo: Sites

Onde encontrar: Site

Estudar uma língua é aproximar-se da história e da cultura de seus falantes. É entender, por exemplo, como os usuários dessa língua se comunicam com outros povos, que tipo de relações estabelecem, seu raio de influência ou de submissão, onde vivem no espaço geográfico dos continentes.

O inglês está tão assimilado na cultura brasileira que não notamos a origem de certas palavras. Nem mesmo nos surpreendemos com sua forte presença em diversas áreas da Língua Portuguesa do Brasil. O que dizer, então, de suas marcas no futebol, esporte hoje tão expressivamente brasileiro?

A leitura do texto “História dos Empréstimos no Léxico do Futebol” pode acordar o aluno para esse importante fato lingüístico. Disponível no site Com Ciência, o artigo recupera a história do futebol no Brasil para explicar o emprego de uma série de termos estrangeiros nesse esporte. São, na maioria, vocábulos ingleses tomados das regras e definições de um esporte originalmente bretão, que aqui chegou na bagagem de marinheiros ingleses e jovens brasileiros endinheirados que voltavam de seus estudos no exterior.

O autor, por exemplo, nos faz lembrar que palavras como “gol, time, chute, beque, pênalti”, tão incorporadas na narração do locutor de futebol, no texto do jornalista e na fala de todo brasileiro, nada mais são do que adaptações fonéticas do inglês “goal, team, football, shoot, back e penalty”.

O trabalho em sala de aula pode explorar ao máximo o vocabulário do texto. O professor introduz o conceito de empréstimo lingüístico e, em seguida, busca exemplos extraídos do texto, como os mencionados acima. Depois, incentiva os alunos a pensarem em mais alguns, tirados de seu próprio repertório lingüístico. Não é necessário restringir-se ao léxico do futebol. O objetivo dessa etapa é tornar o tema familiar para o aluno, que deve fazer uma primeira leitura do artigo.

Após essa primeira leitura do texto, realiza-se uma segunda mais dirigida. O professor propõe algumas perguntas de compreensão e interpretação do texto e outras mais voltadas ao estudo do vocabulário, por exemplo:

1) Que termos ingleses, ao contrário de “gol, time, chute” etc., não permaneceram em nossa língua?
2) “Quíper” e “golquíper” são aportuguesamentos de que palavras em inglês? Qual o seu equivalente em português?
3) “Equipe” e “zaga” também derivam do inglês? Se não, explique por quê.
4) Por que Luciano do Vale é considerado um usuário conservador do léxico futebolístico? Que palavra ele usa no lugar de “pênalti” e quando emprega derby?
5) O que significa derby? Há uma tradução desse termo no português?

Para concluir, é possível fazer um trabalho interdisciplinar com o professor de História e pesquisar outros períodos e áreas em que os ingleses ou norte-americanos nos emprestaram o seu léxico.

Os alunos podem, por exemplo, verificar que palavras e expressões as companhias inglesas nos transferiram, quando aqui vieram na segunda metade do século XIX investir em ferrovias e energia elétrica. Company e Light são duas que certamente entraram em nosso repertório lingüístico. “Forró” é outra cuja origem alguns atribuem aos ingleses que, quando vieram construir ferrovias no Nordeste, ali promoviam festas “For all”: festas populares para todos!

Referência:
História dos Empréstimos no Léxico do Futebol, texto disponível no site “Com Ciência”, divisão de reportagens, número “Linguagem: Cultura e Transformação”, publicado em agosto de 2001. (Clique aqui para acessar a página na Internet)

Texto original: Lilian Escorel
Edição: Equipe EducaRede

Os sites indicados neste texto foram visitados em 11/09/2002

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)