Leitura de revistas e jornais eletrônicos

Leitura de revistas e jornais eletrônicos

Disciplina:

Língua Espanhola

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Leitura comparativa de textos
Tipo: Sites

O professor deve estar sempre atento aos temas da atualidade. O acesso a jornais e revistas de diversos países é importante, na medida em que proporciona o contato com diferentes abordagens sobre um mesmo tema.

No Brasil, o mercado ainda não favorece um acesso diversificado a textos em espanhol. Por isso, a Internet é um meio de comunicação que permite o acesso a materiais eletrônicos variados, podendo ser utilizada para o estudo de textos publicados nessa língua.

Para acessar jornais e revistas de todo o mundo, ordenados por país, continente, ordem alfabética ou por temas – como Arte e Humanidades, Esportes, Internet e Computação, Medicina e Saúde, Negócios e Economia, Viagens e Turismo –, o professor pode recorrer ao site “El Diariero.com – Portal de diarios y revistas” (www.eldiariero.com ).

Há muitas possibilidades de utilização desse site e uma delas é a atividade sugerida abaixo, que pode servir de base para o desenvolvimento de outras.

Preparação da atividade:

1. Discutir com os alunos sobre os temas atuais que gostariam de tratar em classe. Exemplos: o conflito no Oriente Médio entre israelenses e palestinos, as eleições na França, a copa do mundo, a crise econômica da Argentina, o confronto entre guerrilheiros e paramilitares na Colômbia, as eleições no Brasil tratadas sob a ótica estrangeira, a situação política da Venezuela etc.

2. Consultar o site e pesquisar o tema em jornais e/ou revistas. Escolher, no mínimo, dois textos de diferentes países sobre o mesmo assunto (Texto 1 e Texto 2), porém de veículos de comunicação iguais, isto é, jornal ou revista. É importante que a escolha recaia sobre textos que apresentem posições divergentes.

3. Elaborar um roteiro de leitura para cada texto, considerando os aspectos mais relevantes e polêmicos, que podem suscitar debate em classe. Não só o assunto deve ser objeto de problematização, mas também as diferentes abordagens.

Etapas em sala de aula:

1. Dividir os alunos em pequenos grupos e distribuir, alternadamente, os textos 1 e 2, o que significa que cada grupo lerá apenas um dos textos selecionados. Antes de receber os roteiros de leitura, os alunos discutem livremente sobre os textos. Depois, o professor distribui os roteiros para a discussão em grupo.

2. Os grupos que leram o Texto 1 e os que leram o Texto 2 devem reunir-se separadamente e elaborar um resumo do texto. Esse resumo deve considerar o modo como o assunto foi tratado, qual a posição adotada pelo autor, quais os argumentos que sustentam essa abordagem, além de outros aspectos que julgarem relevantes.

3. Em seguida, dois alunos de cada grupo, representando respectivamente os textos 1 e 2, resumem para toda a classe a discussão realizada, dando início a um debate que confronte a perspectiva adotada em cada texto. A discussão deve girar em torno dos textos lidos e não do que pensam os alunos sobre o tema, pois a atividade tem por objetivo o desenvolvimento e aprimoramento da habilidade de leitura.

4. Para finalizar, o professor pede uma redação, na qual o aluno exponha a discussão realizada e, aqui sim, coloque a sua opinião sobre o assunto tratado. É interessante estimular os alunos para que troquem os textos lidos e tenham acesso às duas leituras.

Para a escolha de textos sobre um mesmo tema, é importante que sejam divergentes em seus argumentos para que a atividade proporcione interação. Ao identificar a postura do autor reconstruindo a sua argumentação, o professor ajuda os alunos a desenvolverem estratégias de compreensão que articulem os vários níveis de conhecimento.

Deve-se, também, considerar que o estabelecimento de objetivos claros na atividade de leitura é fundamental para a compreensão e recriação do sentido do texto.

Para aprofundar:
CORACINI, Maria José (org.) O jogo discursivo na aula de leitura: língua materna e língua estrangeira. Campinas: Pontes, 1995.
KLEIMAN, Ângela. Texto e leitor. Aspectos cognitivos da leitura. Campinas: Pontes, 1999.

Texto original: Luiza Martins da Silva e Tatiana Francini Girão Barroso
Edição: Equipe EducaRede

Os sites indicados neste texto foram visitados em 23/05/2002

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Las Libertarias

Las Libertarias

Disciplina:

Língua Espanhola

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Guerra Civil Espanhola
Tipo: Filme

Onde encontrar: Videolocadora 2001

Associar o aprendizado de uma língua estrangeira ao conhecimento da cultura é extremamente enriquecedor, além de ser um estímulo para que os alunos reflitam sobre as diferenças culturais, procurando compreendê-las dentro de seu contexto e da história de cada povo ou nação.

No âmbito lingüístico, por exemplo, é importante recordar que na Espanha existem quatro línguas oficiais – espanhol (ou castellano), gallego, vasco e catalán – e que três delas ficaram proibidas durante a ditadura franquista.

Considerando que a língua é um fator de unidade cultural, a proibição aos galegos, vascos e catalães de falar suas respectivas línguas fez com que a questão separatista se tornasse extrema nessas regiões, com fortes repercussões políticas e culturais. Essa explicação é importante para elucidar atitudes que para nós, estrangeiros, não fazem muito sentido; mas que são fundamentais para entender o contexto espanhol.

Para trabalhar as questões lingüísticas, históricas e culturais, o professor pode utilizar o filme “Las Libertarias”, de Vicente Aranda. O filme traz um fato histórico-cultural da Espanha – a Guerra Civil Espanhola (1936-1939) –, que culminou com a subida de Franco ao poder, mudando radicalmente a vida dos espanhóis. Por tratar-se de uma questão histórica, essa atividade pode ser conduzida juntamente com o professor de Historia.

Ao estudar a Guerra Civil Espanhola, não existe somente uma perspectiva a ser considerada: alguns estudiosos, por exemplo, privilegiam a questão republicana e a interferência internacional; outros a situam como o começo da Segunda Guerra Mundial.

O filme de Vicente Aranda aborda a Guerra Civil Espanhola a partir de uma perspectiva anarquista e feminina da história (não somente “feminista”, que é um movimento em ascensão na época). Além disso, mostra as divergências ideológicas dentro do próprio movimento de esquerda, entre comunistas e anarquistas.

Para discutir o filme, pode-se destacar os seguintes tópicos:

  • A partir das protagonistas do filme, como era a relação das mulheres com a História?
  • Quais as diferenças entre a perspectiva feminina e a feminista?
  • Qual era a posição da Igreja durante a Guerra Civil?
  • Por que o povo e os revolucionários se colocaram contra a Igreja?
  • Que divergências haviam dentro da própria Igreja?
  • Quais os anarquistas mencionados (por exemplo, Durruti e Bakunin) e a importância dos livros citados no filme?
  • Por que a Guerra Civil ficou conhecida como “Guerra Fratricida”?
  • Em que lugares se passa o filme e por quê?Estes são apenas alguns dos tópicos que podem ser abordados. O professor pode enriquecer o estudo trazendo artistas importantes, como Picasso e o quadro “Guernica”, que representa os horrores da Guerra e faz referência ao massacre ocorrido na cidade de mesmo nome, em 26 de abril de 1937.Do ponto de vista da aprendizagem da Língua Espanhola, ao ver o filme o aluno estará trabalhando principalmente a compreensão auditiva. Para trabalhar a oralidade, o professor pode propor um debate após o filme, seguindo os tópicos destacados acima ou outros que lhe parecerem relevantes.

    Em seguida, pede para os alunos estabelecerem alguns temas relacionados ao filme e ao debate, para fazer um texto argumentativo sobre eles.

    Desse modo, o professor trabalha um tema histórico-cultural importante, aliando-o ao desenvolvimento de habilidades lingüísticas: compreensão auditiva, expressão oral e escrita.

    Por último, se o professor conhecer algum texto sobre o assunto ou sobre os temas propostos pelos alunos, poderá trabalhá-lo também, o que permitirá exercitar ainda mais a leitura e a compreensão de textos.

    Para aprofundar:
    BOM MEIHY, José C. S. & BERTOLLI FILHO, Claudio. A guerra civil espanhola. São Paulo: Ática, 1996.
    BLINKHORN, Martin. A guerra civil espanhola. São Paulo: Ática, 1994.

    Referência:
    Las Libertarias, de Vicente Aranda. Espanha, 1996, 121 minutos.
    No dia 19 de abril de 1936, a revolução explode em uma cidade próxima a Barcelona. Fugindo do convento que está sendo saqueado pelos revolucionários, a jovem freira Maria procura abrigo em um prostíbulo. Um grupo de guerrilheiras também chega ao local para defender as prostitutas. María junta-se à líder Pilar e a Floren, em sua jornada ao campo de batalha.

    Texto original: Luiza Martins da Silva e Tatiana Francini Girão Barroso
    Edição: Equipe EducaRede

     

    (CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

     

Gracias a la Vida

Gracias a la Vida

Disciplina:

Língua Espanhola

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: O Pretérito Perfecto Compuesto e o Pretérito Indefinido
Tipo: Músicas

O contraste entre o uso dos pretéritos Indefinido e Perfecto Compuesto é uma das dificuldades que os alunos encontram ao estudarem a Língua Espanhola. Isto se deve principalmente ao fato de que, em português, não distinguimos entre um pretérito que se relaciona ao presente e outro pretérito que consideramos como completamente acabado.

Em espanhol existe essa diferenciação semântica. Nesse idioma, se usa o Pretérito Perfecto Compuesto para indicar um fato passado que se relaciona ao momento presente; esse pretérito vem acompanhado de expressões temporais que indicam essa proximidade, como hoy, esta tarde, esta mañana, últimamente, entre outros.

O Pretérito Indefinido expressa um passado realmente acabado, sem nenhuma relação com o momento presente, e vem acompanhado de expressões temporais como ayer, anoche, la semana pasada, el mes pasado, hace mucho tiempo etc.

Para complementar e aprofundar essa diferenciação, o professor pode propor aos alunos a análise do uso desses tempos verbais na canção “Gracias a la Vida”, de Violeta Parra.

O uso de música torna a aula mais diversificada e lúdica. A música é importante porque, ao cantarmos, nos força a juntar as palavras e a impor um ritmo. Desse modo, é possível trabalhar também a fonética da Língua Espanhola.

Para preparar o material a ser utilizado em sala de aula, o professor retira da letra original da música todos os verbos que estão no pretérito. No dia da atividade, entrega uma folha a cada aluno com os espaços em branco.

Para auxiliar o trabalho, o professor coloca na lousa todos os verbos que estão faltando. Em pares ou em grupos, os alunos debatem sobre as possíveis respostas e completam a canção utilizando os pretéritos Perfecto Compuesto e Indefinido, a partir do que já aprenderam.

Em seguida, cada par ou grupo lê as suas respostas e a classe decide se o texto tem ou não sentido e por quê. O mais importante, nesse momento, é que o texto final tenha sentido, mesmo que esteja diferente da canção original.

Depois, ouvindo a canção, os alunos completam novamente a letra. Se possível, o professor pode entregar-lhes outra folha para esse novo preenchimento. Quando terminarem, conferem-se as respostas procurando refletir sobre o uso desses pretéritos na canção.

Após a discussão, o professor pede aos alunos que escrevam duas estrofes para a música, seguindo o mesmo modelo, ou seja, procurando manter o número de sílabas tônicas (cinco) e de versos, como se essas estrofes fizessem parte da canção.

Para finalizar, os alunos escrevem uma pequena redação expressando a sua opinião sobre a canção.

Observação: a ordem das estrofes dessa música pode sofrer algumas alterações, conforme o intérprete. A versão apresentada aqui é cantada por Mercedes Sosa. Por isso, é bom que o professor verifique antes se há correspondência entre a letra que se encontra no link e a versão que irá trabalhar em aula.

Se considerar necessário, o professor pode propor aos alunos o seguinte questionário:

I. En la canción, ¿cuál es la diferencia entre el uso del Pretérito Perfecto Compuesto y del Indefinido?

II. ¿Vamos a analizar la construcción de la canción (estrofas, versos…)?

III. Ahora tu turno. Vas a reconstruir dos estrofas de la canción a partir de lo que te parece importante, así como lo ha hecho Violeta Parra. Deberás seguir el mismo modelo, o sea, deberás mantener el mismo número de versos en las dos estrofas y mantener, en cada verso, el número de sílabas tónicas para que las estrofas sigan con el mismo ritmo.

IV. Por último, escribe una pequeña redacción expresando tu opinión sobre la canción.

Referência:
CD 30 Años, de Mercedes Sosa. Polygram.

Texto original: Luiza Martins da Silva e Tatiana Francini Girão Barroso
Edição: Equipe EducaRede

Os sites indicados neste texto foram visitados em 31/10/2002

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

 

Expressões de comunicação: cumprimentos, despedidas…

Expressões de comunicação: cumprimentos, despedidas…

Disciplina:

Língua Espanhola

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Cumprimentos, despedidas, apresentações
Tipo: Jogos

 

Desde o início da aprendizagem de uma língua estrangeira é importante que os alunos se utilizem de expressões do dia-a-dia e entrem em contato com aquelas que facilitem a comunicação em sala de aula. Por isso, a atividade aqui apresentada proporciona o contato com recursos para cumprimentar, despedir-se, apresentar-se, agradecer, pedir permissão para entrar e fazer perguntas sobre a forma adequada de pronunciar ou de escrever as palavras.

Preparação da atividade:

  • O professor deve escolher, previamente, pares de expressões que contemplem os seguintes tópicos: cumprimentos, despedidas, apresentações, agradecimentos, pedidos de permissão e frases de controle da comunicação.
  • Para a confecção do jogo, o professor pode recortar cartões (papel, cartolina ou qualquer outro material) e escrever em cada um deles uma frase. Clique aqui para ver algumas frases.

Atividade em sala de aula:

  • O professor distribui aleatoriamente um cartão a cada aluno.
  • Todos lêem a frase que lhes corresponde, pensando em qual será o seu par.
  • Cada aluno deve encontrar o respectivo cartão que forma par com o seu. Por exemplo: o aluno que recebeu o cartão “¿Dónde vives?” deve procurar o par “Vivo en …………..”.
  • Depois que todos encontraram seus pares, cada dupla deve ler para todo o grupo suas respectivas expressões.
  • O professor escreve na lousa todas as expressões e pede que cada dupla elabore um pequeno diálogo com algumas das frases aprendidas. Esse diálogo deverá ser apresentado a todo o grupo. As informações, tais como lugares, nomes, sobrenomes, nacionalidades etc. deverão ser modificadas.

Para concluir a atividade, é interessante que o professor sistematize na lousa a estrutura dos verbos “llamarse”, “dedicarse”, “estudiar”, “hacer”, “tener”, “ser” e “vivir” no presente do indicativo.

Texto original: Luiza Martins da Silva e Tatiana Francini Girão Barroso
Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

 

El ramo azul

El ramo azul

Disciplina:

Língua Espanhola

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Interpretação de texto, acentuação
Tipo: Texto

Em Língua Espanhola, geralmente os alunos apresentam certa dificuldade no estudo das regras de acentuação. O aprendizado dessas regras se torna mais fácil quando eles percebem que a ausência ou presença do acento serve somente para determinar a sílaba tônica da palavra, diferentemente do que ocorre com a Língua Portuguesa.

O contraste entre o uso do acento em espanhol e português pode ser um facilitador, porém o objetivo, nesse caso, é a acentuação na Língua Espanhola.

Pode-se comparar o uso do acento nos dois idiomas a partir de uma explicação rápida sobre as diferenças de utilização e de exemplos básicos: na Língua Portuguesa, além de marcar a sílaba tônica, o acento também serve para indicar se as vogais “e” ou “o” são abertas ou fechadas (avô, avó). Na Língua Espanhola, não existe “e” ou “o” abertos, não sendo necessário, portanto, o acento circunflexo.

Essa diferenciação serve para estimular uma reflexão sobre as regras de acentuação e para auxiliar os alunos em seu uso, permitindo a eles entender o porquê de sua existência, ao invés de somente memorizá-las.

Para revisar as regras de acentuação nas classes de nível intermediário, pode-se realizar uma atividade a partir do texto “El Ramo Azul“, de Octavio Paz.

Etapas:

1. A atividade inicia-se com um exercício de acentuação do texto. O professor entrega aos alunos a versão do conto sem nenhum acento e pede a eles que, em pares ou individualmente, o leiam e acentuem. Em seguida faz a correção da acentuação, aproveitando para revisar as regras.

2. Feita a correção, pede-se aos alunos que releiam o texto e expressem livremente suas impressões, opiniões e interpretação inicial. Em seguida, o professor aprofunda a discussão mediante um roteiro de leitura que contemple os aspectos lingüísticos e interpretativos do texto, que deve ser distribuído aos alunos após a discussão inicial.

Roteiro de leitura:

1. Aspectos lingüísticos

  • ¿Cómo se tratan los personajes del texto — de manera formal o informal? ¿Por qué?
  • ¿En qué tiempo verbal está narrado este cuento? Ejemplifique.
  • Ahora que usted ya ha identificado en que tiempo verbal está narrado el cuento, encuentre, en este mismo tiempo verbal, algún verbo que sea irregular (acuérdese que la irregularidad, si existe, ocurre en la raíz del verbo).2. Compreensão e interpretação do texto
  • ¿Qué tiene que ver el título con el cuento?
  • Lea con atención: “(…) Me sentía libre, seguro entre los labios que en este momento me pronunciaban con tanta felicidad. La noche era un jardín de ojos (…)”. ¿Qué te parece esto de ‘labios que lo pronuncian, sentirse seguro y libre…’? Relea también las líneas anteriores para que le ayude. ¿Qué significa “La noche era un jardín de ojos”? Además, qué significado tienen los ojos (que se relacionan con el acto de ‘mirar las cosas’) y cuál su importancia en el texto, según su interpretación? ¿Por qué el color azul?3. Em seguida, os alunos podem ler o poema “Hermandad“, do mesmo autor, e discutir as possíveis relações entre os dois textos.4. Em casa, os alunos devem fazer uma redação individual, na qual coloquem a sua interpretação do texto, enriquecida pela reflexão e pelo debate realizados em classe: Redacte sus impresiones del texto, cómo lo interpreta, si le gusta o no le gusta, que le parece… ¡pero escríbalo con ganas de escribirlo!Além dos aspectos trabalhados, o professor pode também aproveitar o conto “El ramo azul” para abordar outros três tópicos — a forma de tratamento utilizada no texto, o vocabulário utilizado por Octavio Paz e o pretérito indefinido.

    Se quiser complementar a atividade, o professor pede aos alunos que leiam o trecho inicial de “Los Sueños”, de Sigmund Freud, também completando a acentuação (clique para obter “Los Sueños” acentuado ou “Los Sueños” sem acento ). Feita a correção, pode-se propor ainda uma discussão sobre sonhos, crença, descrença, superstições etc.

    Referências:
    FREUD, Sigmund. Los Sueños. Madrid: Alianza Cien, 1995.
    GONZÁLEZ HERMOSO, A. et alli. Gramática de español lengua extranjera. Madrid: Edelsa, 1997.
    MATTE BON, Francisco. Gramática comunicativa del español: de la lengua a la idea. Madrid: Edelsa, 1999. Tomo I.
    PAZ, Octavio. “El ramo azul”. In: Arenas movedizas: la hija de Rappaccini. Madrid: Alianza Cien, 1994.

    Octavio Paz (1914-1998)
    Escritor mexicano, é um dos grandes poetas de língua espanhola. Além de poemas, escreveu ensaios e realizou traduções. Foi professor, conferencista, diplomata e jornalista. Promoveu a cultura do México por meio de intensa atividade: fundou revistas e grupos artísticos. Recebeu vários prêmios literários, entre os quais destaca-se o Prêmio Nobel de Literatura (1990).

    Texto original: Luiza Martins da Silva e Tatiana Francini Girão Barroso
    Edição: Equipe EducaRede

    Os sites indicados neste texto foram visitados em 23/05/2002

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Direitos Humanos: reflexão e debate

Direitos Humanos: reflexão e debate

Disciplina:

Língua Espanhola

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Reflexão e debate sobre os direitos humanos
Tipo: Texto

Se entendemos que a formação do aluno não se restringe ao aprendizado de alguns conteúdos específicos, mas supõe principalmente sua formação como um indivíduo capaz de refletir sobre a sociedade e o mundo, com condições de compreender e respeitar as diferenças e os direitos de todo ser humano (direito à dignidade, liberdade de pensamento, de crença etc.), é importante considerar que este seria um tema interessante para um debate em sala de aula.

Para isso, é necessário que o professor tenha em mãos a Declaração dos Direitos Humanos elaboradas em 1948.

Etapas de trabalho:

  • Entregue aos alunos uma cópia da Declaração, explique qual é o objetivo a ser atingido – a reflexão sobre estes direitos – e peça a eles para fazerem uma leitura inicial em casa.
  • Na sala de aula, reúna os alunos em grupos para que eles discutam sobre esses direitos e registrem as opiniões mais significativas.
  • Outra possibilidade é abrir o debate com toda a classe e discutir todos os direitos, um a um. Nesse caso, o mais interessante é escolher uma pessoa para desempenhar a função de relator da discussão.

O professor tem total liberdade para encaminhar a discussão, isto porque o objetivo é debater e refletir sobre a importância desta Declaração. Se for possível, estimule os alunos a procurarem em jornais, na Internet ou em outros meios de comunicação casos de direitos humanos que foram desrespeitados.

Pode-se discutir a guerra e os direitos humanos, a discriminação e os direitos humanos, a pobreza do Brasil e continentes como a África, por exemplo, e os direitos humanos. Enfim, há muitos temas que podem ser associados a esses direitos. Escolha o mais instigante para os seus alunos e bom trabalho.

Para aprofundar:

VALENCIA VILLA, Hernando. Los Derechos Humanos. Madrid: Acento Editorial, 1999.

Texto original: Luiza Martins da Silva e Tatiana Francini Girão Barroso
Edição: Equipe EducaRede 

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

 

Contando histórias

Contando histórias

Disciplina:

Língua Espanhola

Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Uso do Pretérito Imperfecto e do Pretérito Indefinido
Tipo: Jogos

O estudo verbal, bem como o estudo de determinado vocabulário, fica às vezes reduzido a alguns exercícios repetitivos em aula ou à pura memorização. Por isso, a proposta de atividades diferenciadas, com a participação dos alunos, faz com que eles usem a imaginação e construam significados além da repetição de algumas fórmulas dadas.

Nesse sentido, para trabalhar os valores do Pretérito Indefinido (ação concluída no passado) e do Imperfecto (valor descritivo, valor de uma ação que se repete no passado, valor de uma ação em um tempo passado indeterminado, inacabado), ou para finalizar o contraste entre esses tempos em sala de aula, foi pensada esta atividade cujo objetivo é estimular os alunos a redigirem um conto de fadas (em pares ou em grupos) privilegiando estes pretéritos, o vocabulário e as construções necessárias para construí-lo. Esse conto deverá ser escrito a partir do material fornecido pelo professor, conforme a proposta que se segue.

O professor deverá colocar em envelopes diferentes verbos no infinitivo, personagens dos contos de fadas, acessórios, lugares, atores coadjuvantes, fórmulas para começar e terminar um conto de fadas, enfim, tudo o que considerar interessante para sua construção. Em relação ao conteúdo deste envelope:

  • O professor pode colocar o mesmo conteúdo em todos eles e verificar, por fim, se as histórias são as mesmas, ou não; o mais provável é que não sejam iguais, apesar de o conteúdo ser o mesmo.
  • O professor pode colocar conteúdos diversos; desse modo, teremos histórias totalmente diferentes, com personagens distintos.

É interessante que não haja correspondência entre os personagens dos contos de fadas e suas ações, acessórios, atores coadjuvantes. Ao se trabalhar com a história da Cinderela (La Cenicienta), por exemplo, pode-se colocar no(s) envelope(s):

La Cenicienta.
Una discoteca.
Primas de la Cenicienta.
Bota de cuero.
Un conocido en la discoteca.
Primos del conocido.
Mucho ruido.
Coche negro.
Rock.
Cantar, bailar, gritar, vomitar
Érase una vez
Y colorín colorado, este cuento se ha acabado.
Vivir juntos.
Etc.

Ou seja, o aluno terá como referência a história da Cinderela, mas precisará usar a imaginação e reconstruir algo totalmente diferente a partir da fábula conhecida. A Cinderela construída aqui seria uma Cinderela dos tempos modernos. O mesmo pode ser feito com outros contos de fadas e seus personagens.

É importante ainda não reduzir a história aos elementos fornecidos pelo professor. O aluno deverá utilizar esses elementos e outros para que a história seja construída e tenha sentido.

Para concluir a atividade, os alunos poderão ler suas histórias para os demais colegas de classe.

Uma dica dentro da dica: se o professor tiver acesso a estes contos de fadas em espanhol, poderá ler com os alunos o original (no caso de trabalhar com o mesmo material para todos) para depois trabalhar a atividade proposta de reconstrução do conto.

Bibliografia de apoio:

MATTE BON, Francisco. Gramática comunicativa del español. Madrid: Edelsa, 1999. V. II (Coleção Anaya de contos de fadas).

Texto original: Luiza Martins da Silva e Tatiana Francini Girão Barroso
Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

“Clandestino”, de Manu Chao

“Clandestino”, de Manu Chao

Disciplina:

Língua Espanhola

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Imigração ilegal, discriminação do Terceiro Mundo
Tipo: Músicas

Problemas de ordem política e econômica, como as guerras e o desemprego, geram em muitas regiões uma saída maciça de pessoas que vêem como alternativa e única esperança a imigração, ainda que de modo ilegal. Espanha, França, Itália, Alemanha e Reino Unido são exemplos de países que “recebem” milhares de “clandestinos” todos os anos. Na América, os casos mais típicos são os imigrantes cubanos e mexicanos que tentam morar nos Estados Unidos. Nos últimos tempos, as políticas de controle das fronteiras têm se tornado mais rígidas.

Para discutir essas questões, propomos a canção “Clandestino”, de Manu Chao, que trata justamente do problema da clandestinidade à qual essas pessoas estão submetidas em virtude das restrições impostas. A atividade alia o desenvolvimento da habilidade de compreensão auditiva à de expressão oral.

Preparação da atividade

  1. O professor deve escrever cada verso da canção em um cartão (papel, cartolina ou outro material). Como a primeira parte da atividade será realizada em pelo menos dois grupos, são necessários dois jogos completos da canção.
  2. O professor prepara uma folha com a canção completa.

Atividade em sala de aula:

Parte I

  • O professor divide a classe em dois grupos e distribui os cartões.
  • Cada integrante lê o verso que recebeu.
  • Antes da audição da canção, o professor explica aos alunos que cada um deverá identificar o verso recebido ao ouvi-lo. Para tanto, deverá colocar em cima da mesa ou no chão o respectivo cartão com o verso de acordo com a ordem de escuta.
  • O professor coloca a canção pela primeira vez para que todos a escutem. Cada grupo deverá ordenar os versos de acordo com o que ouviram. Se necessário, uma segunda audição poderá ser realizada.
  • Depois da audição, cada grupo deverá ler a canção segundo a ordem em que a escutou. Ao final, se houver necessidade, podem ser feitos comentários sobre as diferenças entre os grupos.
  • Para comprovar a ordem correta, os alunos escutam a música uma segunda (ou terceira) vez e fazem as correções necessárias.

Parte II

  • O professor distribui uma folha com a canção completa.
  • Os alunos lêem em voz alta o texto completo.
  • O professor, a partir de algumas perguntas iniciais, propõe uma discussão sobre o tema geral da canção, especificamente o problema da imigração e da discriminação do Terceiro Mundo. Aqui, algumas sugestões de perguntas para esse trabalho inicial que poderá ser complementado pelo próprio professor.

Para finalizar, o professor poderá distribuir um fragmento de um texto do escritor espanhol Max Aub, que trata de forma irônica o modo de organização dos homens dentro de um campo de concentração no sul da França, trazendo à tona questões como fronteiras, liberdade, vistos, passaportes, carteiras de identidade, certidões de nascimento, enfim, a burocracia da identificação.

O professor deve esclarecer que se trata de um corvo-narrador, daí a referência explícita a “huevos” e a incompreensão em relação à organização humana. Os alunos deverão lê-lo e tentar estabelecer relações com a canção e a discussão realizada anteriormente.

Texto original: Luiza Martins da Silva e Tatiana Francini Girão Barroso
Edição: Equipe EducaRede

Os sites indicados neste texto foram visitados em 24/10/2003

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Uso de los pronombres de complemento directo e indirecto

Uso de los pronombres de complemento directo e indirecto

Disciplina:

Língua Espanhola

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Pronomes de complemento direto e indireto
Tipo: Texto

Os professores em geral têm ciência da dificuldade dos alunos em relação ao uso dos pronomes átonos (de complemento direto e indireto) em espanhol. Essa dificuldade está ligada ao fato de não usarmos esses pronomes em Português. É comum, na oralidade da Língua Portuguesa, o uso dos pronomes pessoais (eu, ele, nós etc.) em lugar dos pronomes complemento, embora o uso destes pronomes (o, a, lhe, nos etc.), do ponto de vista gramatical, seja o mais correto.

É importante ter claro que estamos pensando na oralidade da língua portuguesa. Há uma distinção, neste sentido, entre o que diz a gramática normativa e o uso que se faz da língua. Nós, aqui, estamos nos atendo ao uso, pois é este uso que irá influenciar a aprendizagem do aluno de espanhol.

Citemos alguns exemplos:

Português:
a) Eu vi ela (uso do pronome pessoal ela como objeto direto);
b) Ele comprou um presente para ela (uso do pronome pessoal ela como complemento);
c) Eu pedi para você fazer o café (uso de você).

Espanhol:
a) Yo la vi (uso do pronome átono de complemento direto la);
b) Él le compró un regalo (uso do pronome átono de complemento indireto le);
c) Yo te pedí que hicieras el café (uso do pronome átono de complemento indireto te)

Há, ainda, outro problema em relação ao Espanhol quanto ao uso destes pronomes: é comum, em Português, não explicitarmos sobre quem ou sobre o que se fala, ou seja, não se usam os pronomes átonos de complemento direto e indireto para substituir a pessoa ou a “coisa” sobre as quais estamos falando.

a) Você encontrou a Maria?
Eu encontrei.

Na resposta não se faz nenhuma referência direta à Maria. Sabemos que “encontrei” significa “encontrei Maria” porque a oralidade da Língua Portuguesa permite esta omissão sem que isto comprometa a compreensão. Já em Espanhol, devemos referir-nos à Maria de modo direto, seja repetindo seu nome (Sí/No encontré a María), seja colocando um pronome que substitua “Maria”, o que é mais comum, já que após a pergunta já se sabe que falamos de Maria. Assim, diante da pergunta:

¿Te has encontrado con María?

a resposta deve ser:

Sí, la he encontrado.

O que normalmente ocorre quando um aluno brasileiro responde a uma pergunta em Espanhol é a omissão total do objeto (Maria), como em Português: Sí, he encontrado (ausência do pronome la), em vez de La he encontrado.

Este é somente um exemplo. Essa ausência de colocação dos pronomes átonos (de complemento direto e indireto) por brasileiros que estão aprendendo Espanhol ocorre com freqüência devido à interferência da Língua Portuguesa.

Para dinamizar um pouco as aulas em que se trabalham estes pronomes, pensamos em um jogo de perguntas e respostas. Os pronomes deverão aparecer, justamente, nas respostas, o que exige um conhecimento prévio do aluno em relação ao uso dos pronomes.

Etapas de trabalho:

  1. Recorte tiras de cartolina ou papel cartão. Você vai precisar dessas tiras para as perguntas.
  2. Elabore perguntas cujas respostas exijam o uso de pronomes. Clique aqui para ver alguns exemplos.

Diversifique as perguntas. Inicialmente, formule aquelas que peçam o uso somente dos pronomes de complemento direto – lo, la, los, las -, para que depois apareçam as perguntas que pedem o uso de complemento direto e indireto – me, te, le (se), nos, os, les (se). Por exemplo:

a.) ¿Juan le ha regalado a Norma una camisa blanca?
Resposta: Sí/No se la ha regalado.

3. Cole cada pergunta em uma tira de papel cartão (ou cartolina).

4. Em aula, com os alunos em círculo, distribua as perguntas entre eles. Cada um interroga o colega do lado, que deverá responder substituindo o objeto direto ou indireto pelos pronomes adequados. Os alunos trocam as perguntas e fazem o mesmo com a nova questão. Faça isso até que se esgotem todas as perguntas.

5. Você pode também deixar algumas tiras sem perguntas. O aluno que receber estas tiras deverá formular a pergunta para um colega.

Por último, é importante ressaltar que aqui não foram expostos todos os problemas que existem quando pensamos na aquisição e aprendizagem dos pronomes átonos por brasileiros. Apenas foram expostos os problemas que parecem ser os mais evidentes em sala de aula a partir de nossa experiência.

Referência:
GONZÁLEZ HERMOSO, A . et alli. Gramática de español lengua extranjera. Madrid: Edelsa,1997.

MATTE BON, Francisco. Gramática comunicativa del español. Tomo I. Madrid: Edelsa, 1999.

Texto original: Luiza Martins da Silva e Tatiana Francini Girão Barroso
Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Antes del fin, de Ernesto Sábato

Antes del fin, de Ernesto Sábato

Disciplina:

Língua Espanhola

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Interpretação de texto, uso de tempos verbais (passado, presente e futuro), autobiografia.
Tipo: Texto

Antes del fin é, assumidamente, uma obra de despedida do escritor argentino Ernesto Sábato. Nela, o autor reflete sobre sua vida, suas crenças e decepções em relação às transformações ocorridas no século XX.

Ernesto Sábato nasceu em Rojas, uma província de Buenos Aires, em 1911. Fez doutorado em Física e cursos de filosofia na Universidad de la Plata. Trabalhou no Laboratório Curie, na França, e abandonou definitivamente a Ciência em 1945 para dedicar-se, principalmente, à literatura.

Em relação a esta proposta de trabalho, primeiramente convide os alunos a conhecerem o autor e o livro a partir de um trecho inicial – o poema que abre o primeiro capítulo e uma pequena introdução, posterior ao poema – para, com isso, instigá-los à leitura e ao conhecimento. Em seguida, já que podemos considerar o livro como uma autobiografia do autor, motive os alunos a escreverem sua própria biografia tomando como exemplo esse trecho inicial, utilizando os tempos do passado, do presente e do futuro, refletindo sobre suas angústias, idéias, desejos e sobre as possibilidades de realização.

Etapas de trabalho:

  1. Entregue uma cópia do texto aos alunos para que eles façam uma leitura silenciosa. A seguir, faça uma leitura em voz alta com a participação de todos os alunos.
  2. Após a leitura, proponha um debate sobre os aspectos importantes do texto. Clique aqui para ver algumas sugestões.
  3. Solicite aos alunos que elaborem, em casa, uma autobiografia tendo por base o texto lido, tratando dos mesmos temas – ou outros – e pedindo-lhes que reflitam sobre sua própria história e existência (passado, presente e especulações sobre seu futuro).

Biblografia:
SÁBATO, Ernesto. Antes del fin. Barcelona: Seix Barral, 1999.

Texto original: Luiza Martins da Silva e Tatiana Francini Girão Barroso
Edição: Equipe EducaRede

Os sites indicados neste texto foram visitados em 24/10/2003

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)