Uso Responsável da Internet

Cartilha dá orientações sobre uso responsável da Internet

Lançada pela operadora de telecomunicações GVT, publicação apresenta dicas úteis para os pais acompanharem a navegação de crianças e jovens pela web

Dicas práticas para pais e filhos

Bate-papo: Evite surpresas desagradáveis

Nunca forneça informações pessoais

Evite publicar fotos e imagens com dados pessoais

Marque encontro em lugares públicos e seguros

Ir ao encontro acompanhado por um parente

Avise outras pessoas sobre o encontro

Cuidados em sites de relacionamento (Ex: orkut)

Evite participar de comunidades que:

Permitam a terceiros localizar seu endereço

Deixem claro o local onde você trabalha ou estuda

Informem lugares que você costuma freqüentar

Evidenciem sua situação financeira

Evite também:

Colocar fotos excessivamente sensuais

Colocar fotos em que apareça a entrada da sua casa

Colocar fotos de outras pessoas sem consentimento

Combinar passeios por mensagens

Em computadores públicos não use o recurso “lembrar minha senha”

Tratar de assuntos pessoais ou falar de terceiros

Fique atento aos sinais de “Bullying”

Seu filho demonstra falta de vontade de ir à escola

Sente-se mal perto da hora de sair de casa

Pede para trocar de escola

Pede sempre para ser levado à escola

Muda freqüentemente o trajeto entre a casa e a escola

Apresenta baixo rendimento escolar

Volta da escola, repetidamente, com roupas e materiais rasgados

Chega muitas vezes em casa com machucados sem explicação convincente

Parece angustiado, ansioso e deprimido

Tem pesadelos constantes com pedidos de “socorro” ou “me deixa”

“Perde”, repetidas vezes, seus pertences e dinheiro

Beatriz Rizek e José Alves

Uma das maiores, se não a maior preocupação dos pais em tempos mais do que modernos, é com a utilização da Internet. De fato, à primeira vista – ou à primeira navegada – tudo parece uma terra-de-ninguém: digita-se uma única palavra em buscadores automáticos e, em segundos, surge uma infinidade de endereços. Por onde começar? Quais deles são seguros? Como agir no caso de conteúdo impróprio ou ofensivo?

Com o objetivo de responder a estas e a outras perguntas que envolvem o uso da rede, criou-se a Cartilha para uso responsável da Internet, um manual básico de instruções sobre computadores, softwares, ferramentas de comunicação, recursos de compartilhamento de arquivos e muitas dicas a respeito de comportamento e relacionamento no ciberespaço.

Para início de conversa, recomenda-se que o computador fique instalado em local que permita a circulação de pessoas, seja em casa, seja na escola. Manter um computador no quarto do filho pode ser um convite ao acesso a sites e portais impróprios; portanto, que tal deixar o micro na sala, como se fosse um eletrodoméstico, uma agenda pronta para ser acessada por todos da casa?

A próxima dica é incentivar pais e filhos a navegarem juntos, para fazer uma  pesquisa, para se comunicar na web; não importa, o que deve ser evitado é o isolamento da criança e do jovem. Em outros tempos, os pais pediam para ver os cadernos dos filhos; hoje, eles – pais – têm inúmeras chances de serem parceiros de sua aprendizagem, desde que se organizem para isso.

Computador na sala, parceria estabelecida, vamos navegar com responsabilidade: há programas antivírus instalados? Os softwares operacionais (proprietários)  são originais e estão devidamente registrados para atualização e suporte online? O uso responsável também passa pelo consumo consciente do cidadão, que opta por softwares livres se não quiser pagar por eles, mas jamais utiliza programas pirateados, até porque podem causar danos à máquina.

Provavelmente, antes de iniciar o trabalho escolar ou a pesquisa doméstica, o primeiro programa que o jovem internauta abrirá será o de comunicação instantânea… muita calma nessa hora! Oriente-o para que esteja atento às informações pessoais que ele deseja que os outros vejam, preservando dados como nome completo, endereço, telefones e escola onde estuda, por exemplo. Outra dica fundamental é o bom e velho ditado “nunca fale com estranhos”, o que significa só autorizar, em sua lista de amigos virtuais, as pessoas conhecidas, evitando que hackers ou indivíduos mal-intencionados possam rastrear a máquina ou contaminá-la com vírus.

Para os sites de relacionamento valem os mesmos cuidados, porém, a atenção deve ser redobrada: antes de se inscrever em uma ou mais comunidades virtuais, converse com seu filho sobre o motivo de seu interesse em integrá-la(s). Esta é uma ótima oportunidade para você conhecer suas idéias e  ideais  e estar ao seu lado para esclarecer conceitos que eventualmente não estejam suficientemente claros para ele. Infelizmente, os sites de relacionamento acabam por reunir, em comunidades virtuais, pessoas que defendem o preconceito e a intolerância à diversidade humana, incitando terceiros a aderirem à(s) causa(s), por mais duvidosas que elas possam parecer. Esta forma de comunicação e organização é chamada de Bullying – expressão que significa toda e qualquer forma de agressão, afronta, desrespeito e ofensa a uma pessoa, a um grupo ou a uma instituição, tanto no mundo virtual como no real.

Contudo, a Cartilha também orienta quanto ao bom uso da Internet, fornecendo dicas sobre instituições públicas e privadas que apóiam causas sociais  visando à melhoria da qualidade de vida de todos os seres que habitam o planeta. Além disso, há indicações de sites para quem deseja realizar trabalho voluntário ou doações.

Paralelamente, o documento alerta para a importância da denúncia, por parte do internauta, de sites com conteúdo criminoso, ofensivo e que violem os direitos humanos, como pedofilia e pornografia infantil online. Da mesma forma, fornece dicas sobre direitos autorais e condições de compartilhamento e reprodução de conteúdo multimídia (textos, sons e imagens).

Por fim, a Cartilha destaca a importância da elaboração de textos em sala de aula, por meio do incentivo à criação de blogs e páginas pessoais – desde que tomados os cuidados descritos. Para incentivar a produção textual disponibiliza glossário, endereços de sites, blogs, portais e softwares educacionais e ensina como realizar pesquisas em buscadores, utilizando três formatos: aberta, associada e avançada.

Você poderá ter acesso à  versão completa da Cartilha de uso responsável da Internet no endereço: http://www.gvt.com.br/midiaportal/pdf/educandogvt/cartilha.pdf

Crianças e jovens podem conhecê-la acessando a versão em HQ  ou assistindo ao vídeo.

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

Montagem de textos

Montagem de textos

Disciplina:

Língua Inglesa

Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Pesquisa na Internet
Tipo: Sites

Quando os alunos têm possibilidade de utilizar a
Internet, a realização de pesquisas em grupo, seguidas de sistematização das informações obtidas e posterior apresentação dos resultados em sala de aula, pode resultar em um excelente trabalho.

Antes de iniciar a pesquisa

A pesquisa tem de ser de interesse dos alunos e o professor deve favorecer a troca de informações entre eles a respeito do que já conhecem sobre o assunto e as questões que possuem. Para motivá-los, inicialmente o professor apresenta algumas figuras, para verificar os focos de interesse da classe. Em seguida, seleciona uma das figuras para introduzir o tema a ser estudado.

Depois da troca de informações, o professor “monta” na lousa, com os alunos, um pequeno texto em inglês, registrando essas primeiras informações.

Exemplo:

Pesquisa sobre: animals
Figura selecionada: giraffe
Texto inicial: Search about the Giraffe

Giraffe is from Africa.
It is a mammal.
It isn’t a domestic animal.
It is brown and cream.
The Giraffe is very tall and thin.

A pesquisa

Depois da leitura e compreensão do texto inicial, o professor apresenta algumas perguntas para aguçar a curiosidade dos alunos e propõe uma pesquisa para que eles busquem as respostas.

As perguntas devem ser formuladas em inglês (por escrito) e o professor auxilia os alunos na tradução das mesmas. Para facilitar a pesquisa, o professor pode sugerir alguns sites.

Exemplos de perguntas:

  • How does giraffe live?
  • What’s its scientific name?
  • What does it eat?
  • Does it live in groups or alone?
  • How is its body?
  • Is the giraffe a dangerous animal?
  • Is it in danger of extinction?
  • Do people hunt it? Why? (for its fur/its meat)Os alunos formam grupos e dividem as perguntas, quando forem muitas, ou combinam de trazer as respostas que conseguirem encontrar, além de outras informações adicionais que considerarem interessantes, inclusive a divulgação de outros sites.

    Quando todas as perguntas já estiverem respondidas, o professor utiliza as respostas e as informações selecionadas pelos alunos para complementar o texto inicial. O professor pode também contribuir acrescentando Fun Facts (curiosidades, fatos engraçados), por exemplo:

    Giraffes can go weeks without drinking water. A giraffe’s tong can be up to 21 inches (53 centimeters) long.”

    No fim, os alunos terão “construído” (em conjunto com o professor) um texto que pode ser utilizado como modelo para nova pesquisa. O número de perguntas formuladas anteriormente pode ser adaptado e ampliado para servir de guia na nova pesquisa.

    Um novo e maior desafio pode ser lançado para os grupos:

    Make a search about an animal of your preference and write a text about it. Use the questions to guide you on your search.”

    Esse trabalho não só auxilia o aluno na montagem de textos em inglês, como o prepara também para a obtenção de melhores resultados em pesquisas futuras, envolvendo outras áreas do conhecimento.

    Referência:
    http://www.bbc.co.uk/nature/wildfacts/ http://www.nationalgeographic.com/animals/

    Texto original: Zelinda Campos Cardoso
    Edição: Equipe EducaRede

    Os sites indicados neste texto foram visitados em 26/04/2002

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Uso ético e legal dentro e fora da sala de aula

O uso ético e legal da tecnologia dentro e fora da sala de aula

Cabe à escola orientar sobre os valores que devem reger o uso pelos alunos de internet, e-mail, blogs, comunidades, celulares e câmeras, sobre as leis vigentes e sua aplicação também na vida virtual

Por: Patrícia Peck e Cristina Sleiman

Que limites devem ser ensinados aos jovensda sociedade digital? Como educar para ouso ético e legal da tecnologia, dentro oufora da sala de aula? O desafio atual dosprofessores, dos pais e dos estabelecimen-tos de ensino é conseguir delimitar claramente quais são os valores que devem reger o uso pelos alunos de internet, e-mail, blogs, comunidades, celulares e câmeras. Isso envolve o uso da imagem de um colegaou professor no orkut, o plágio de trabalhos escolares, a infração de direitos autorais deterceiros e a pirataria, entre outros riscos aque crianças e adolescentes estão expostosao se relacionar com o mundo digital, seja durante um bate-papo em uma sala de chat, que pode levar a uma situação de assédio sexual, seja ao fazer o cadastro em um site usando dados falsos ou falsa identidade parase fazer passar por outra pessoa e obter algum tipo de vantagem ou conteúdo ilícito.

Assim como aprendemos quando éramos pequenos que não devíamos deixar a portade casa aberta, falar com estranhos, pegar carona com qualquer um, a educação atualpassa a retratar com novos exemplos essas mesmas questões, de modo atualizado e condizente com a realidade. Ou seja, é precisoensinar: “Meu filho, não deixe seu computa-dor aberto, não responda a e-mails de estra-nhos, não pegue carona na comunidade er-rada, pois ‘diga-me com quem navegas que eu te direi quem és’”.

Os incidentes que vêm ocorrendo nas escolas ou que envolvem os jovens e a internet demonstram que há um completo desconhecimento sobre as leis vigentes e sua aplicação também na vida virtual. Falta uma noção mais clara de conseqüência: uma vez que a internet funciona em tempo real e tem alcance global, algo que seria um simples comentário de brincadeira em um e-mail pode tornar-se um crime de difamação gravíssimo, com possibilidade de indenizaçãopor danos morais.

Cabe à nova escola orientar os educandos sobre essas situações, a postura que devem tomar, o que precisam evitar, o que é ético, o que é legal, e alertá-los de que tais situações podem ter repercussão até mesmo para os pais ou responsáveis legais. O objetivo desse procedimento é proporcionar situações que desenvolvam as competências e habilidades necessárias para esta nova era.

Não adianta colocar o computador na sala de aula e não ensinar a usá-lo de maneira segura, com certos limites à liberdade de expressão. Ao fornecer uma senha de login para um aluno acessar a rede de ensino, por exemplo, seja da escola, seja de outro lugar, é preciso orientar no sentido de que aquilo é uma “identidade digital”, que deve ser guardada com sigilo e não pode ser emprestada para outras pessoas. Se houver uso indevido dessa senha, o primeiro suspeito será o aluno, pois ela é uma evidência de autoria. Em relação aos pais, é um perigo dar um celular com câmera de presente para uma criança de dez anos e não ensiná-la que deve respeitar as demais pessoas e as leis, ou que não pode fotografar qualquer um e usar as imagens na internet como quiser. Ou, ainda, que a criança não deve se deixar fotografar por qualquer um ou em situações que possam ser vexatórias ou que a exponham.

O professor e a escola devem dar o exemplo, que começa com o uso adequado de ferramentas como blogs e de imagem dos alunos e com a proteção de direitos autorais de conteúdos escolares, para evitar que oincentivo ao uso da internet como fonte depesquisa torne-se um estímulo à cópia de trabalhos de terceiros como se fossem seus. O mesmo se aplica à pirataria de músicas, vídeos, softwares, games, o que é crime não apenas na legislação brasileira, mas tambémem diversos outros países. Deve-se ter um cuidado especial com o que se utiliza como material didático em sala de aula e também auxiliar no seu uso em tarefas de casa, trabalhos em grupo e outras atividades.

É preciso abordar esses novos conceitos, mostrar que existem benefícios e igualmente perigos na internet. Contudo, há formas de evitá-los e é preciso, antes de tudo, conhecê-los. Na era da informação, é justamente ela que está mal trabalhada no âmbito educacional para a prevenção de riscos eletrônicos, tanto para a escola quanto para os professores, os pais e os alunos.

Freqüentemente os professores também são vítimas da tecnologia. No orkut, existem comunidades que foram criadas por alunos apenas para fazer comentários muitas vezes – quando não na maioria das vezes – depreciativos sobre seus professores, incluindo montagem de fotos. Como trabalhar essa questão na sala de aula? E com os pais? A princípio, deve-se integrar a realidade desses alunos para que eles se tornem cidadãos virtuais “digitalmente corretos”. Além disso, é essencial atualizar o contrato de matrícula e ensino, incluindo essas novas questões, criar um código de conduta do alunoque também se refira a condutas eletrônicas, com previsão de suspensão mesmo quando a infração for virtual.

A aplicação das boas práticas do direito digital, que é o ramo do direito que cuida dessas questões, depende de se estruturar adequadamente a documentação, já prevendo, por exemplo, nos contratos de trabalhodos profissionais da instituição, cláusula desegurança da informação. Também devem ser criadas cartilhas para pais e alunos, orientando sobre o que é certo e errado no usodas ferramentas tecnológicas. Torna-se essencial preparar o terreno para evitar responsabilidade legal, seja ela civil, criminal ou administrativa.

É importante que o professor valorize a pesquisa de casos práticos a fim de possibilitar o conhecimento e o entendimento da nossa legislação. Ao trabalhar com uma notícia, como, por exemplo, a de que uma menina foi presa por criar uma comunidade virtual que fazia apologia a um fato criminoso, ou seja, instigava os participantes a praticar algum crime, o professor pode destacar qual foi a conduta praticada considerada ilícita – no caso, instigar um crime –, qual o artigo do Código Penal ou da legislação específica que determina que tal ato é crime e mostrar quais as conseqüências, como a punição prevista na lei. No Brasil, pouco se ensina sobre as leis; em geral, as pessoas somente aprendem sobre elas depois que já foram envolvidas emalguma situação, como vítimas ou acusados.

A formação do indivíduo deve visar à ampliação dos horizontes e ao estímulo à criatividade, mas tudo isso dentro de limites éticos e legais. Por esse motivo, ter noção das conseqüências dos atos é fundamental no processo educacional. Até porque, por mais analógico que seja o pai, se ofilho for menor de idade e cometer, por exemplo, um crime de racismo na internet, por e-mail, em um blog ou comunidade, os pais responderão por esse ato criminal e civilmente.

Há uma falsa sensação de segurança que nos torna mais ingênuos na internet. Não é porque o filho está no quarto, dentro de casa, usando o computador, que não está exposto a riscos. E quem deve ensinar isso? Uma boa parcela da responsabilidade cabe à escola e ao professor, até mesmo porque hoje é também no ambiente educacional que o aluno tem contato com o uso da tecnologia. Entre os principais assuntos que devem ser abordados em sala de aula, estão:

  • liberdade de expressão;
  • privacidade;
  • proteção do direito de imagem;
  • direito autoral;
  • identidade digital;
  • crimes eletrônicos;
  • assédio eletrônico;
  • responsabilidade na internet.

É preciso que a instituição crie regras, normas de conduta, com o uso de políticas online e termos de uso, entre outros recursos, em relação à utilização de ferramentascomo blogs, e-mails e espaço virtual de aprendizagem. A lei gera responsabilidade não apenas por ação, mas também por omissão e negligência, e é nesse ponto que se ressalta a atuação da escola e do professor.

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

I Think, Therefore IM “HOW 2 SPK TXT” / Text Message Abbreviations

I Think, Therefore IM
“HOW 2 SPK TXT” / Text Message Abbreviations

Disciplina:

Língua Inglesa

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Abreviações de mensagens-texto na Internet; desvio criativo e forma-padrão
Tipo: Jogos

Uma nova linguagem invade o mundo virtual e o real com suas mensagens-texto veiculadas por telefones móveis, correios eletrônicos e em salas de bate-papo. Seu uso se expandiu rapidamente pelo mundo e, por isso, alguns de seus termos foram incluídos em grandes dicionários.

“Nos dicionários Oxford temos monitorado com grande atenção o espantoso aumento das mensagens em texto. Sua influência agora é tão grande que sentimos que estava na hora de tratar o fenômeno como parte integral do inglês”, falou Judy Pearsall, gerente editorial para os Dicionários ingleses, inText Messages go Mainstream”.

De fato, o Oxford Dictionary foi o primeiro importante dicionário a incluir em suas páginas abreviações de mensagens-texto e emoticons, que são aqueles sinais de pontuação que expressam emoções, como a carinha feliz :-). Em sua forma concisa, Condensed Oxford English Dictionary (COD), estão decifradas algumas palavras e expressões usadas diariamente em mensagens em tempo real e nos celulares.

O professor deve destacar a atualidade do assunto e verificar de que modo os alunos estão familiarizados com ele. Sabemos que, no Brasil, há adolescentes que se comunicam por meio de programas de conversa em tempo real, como o ICQ (I seek you). Feita essa pequena introdução sobre o assunto, ainda merecedor de uma reflexão criteriosa em nosso país, o professor apresenta aos alunos a mensagem-texto e desafia-os a decifrá-la.

Concluída a leitura e decodificado o parágrafo (exercício que deverá ser feito em conjunto), o professor amplia o tema para o contexto brasileiro. Solicita aos alunos alguns exemplos semelhantes em português tais como “naum (não); KD (cadê); TCDF (tô chorando de felicidade); cuesse (com esse) etc.”

Em seguida, propõe um jogo. O ideal é que a classe seja dividida em equipes, que deverão ligar uma série de palavras abreviadas a sua forma por extenso.

Duas sugestões para a realização do jogo:

Primeira:
Apresente os grupos de palavras e abreviações

Segunda:
Crie cartões com os grupos de abreviações e palavras e distribua-os às respectivas equipes. Esta sugestão é mais trabalhosa, porém mais divertida porque simulará realmente as cartas de um jogo, e as equipes poderão jogar em suas carteiras sem que conheçam o grupo de abreviações das outras.

Os grupos terão cinco minutos para realizar a atividade. Aquele que acertar todas as correspondências, ou o maior número de ligações em relação aos concorrentes, será o vencedor.

Para concluir, o professor reúne todos os resultados e apresenta-os à classe para a validação coletiva. Em seguida, combina com a classe como será feita a socialização desse glossário de text message abbreviations [abreviações de mensagens-textos].

Para aprofundar
Leia o texto “Língua escrita e quase falada da Internet” e verifique a possibilidade de integrar seu trabalho com o do professor de Língua Portuguesa.

O artigo em inglês intitulado “I Think, Therefore IM [instant messaging]”, assinado por Jennifer 8. Lee, faz parte de um cuidadoso programa de aulas oferecidas em rede pelo jornal norte-americano New York Times. Encontra-se, mais especificamente, na unidade de planos de aula [lesson plans] de redação criativa [creative writing], no artigo “Generation TeXt”, de 19 de setembro de 2002. Para acessá-lo diretamente é só clicar aqui.

Texto Original: Lilian Escorel

Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Uma viagem virtual à Terra do Sol Nascente

Uma viagem virtual à Terra do Sol Nascente

Marcela Trentin Grande, 12 anos, aluna da EMEF General Othelo Franco, em São Paulo, e participante do projeto Nossa Escola tem História, relata a experiência que teve a partir da utilização do e-mail, atividade proposta por sua professora para o projeto

Por José Alves

Manhã de sexta-feira. A distância entre Brasil e Japão continua a mesma, cerca de 18.000 km, o oceano que separa países tão distantes ainda é o Pacífico. A primeira aula de Marcela Grande, no Brasil, era de informática. A professora Silvia Regina de Oliveira chega com um novo trabalho, diz que é para o projeto Nossa Escola tem História, do Portal EducaRede. “Eu tinha que descobrir pessoas que não moram em São Paulo ou que vieram de outra cidade para morar aqui em algum momento da vida”, conta Marcela. “Depois que essa pessoa fosse encontrada, minha missão era conseguir informações básicas sobre sua vida: para onde foi, como foi, como é o lugar onde mora, data de nascimento etc. Pensei em uma amiga da minha mãe que mora no Paraná, mas eu ainda não estava feliz. Foi quando eu lembrei de outra amiga dela que mora no Japão”.

O contato a que Marcela se refere é Andréa Suzuki, 36 anos. Brasileira, casou-se e foi para o Japão para juntar dinheiro. Agora, divorciada, pretende voltar com os filhos ao seu país no final do ano. Essas e muitas outras informações foram passadas durante a troca de e-mails entre Andréa e Marcela. As fotografias que Andréa enviou para Marcela conhecer o Japão mostraram à estudante um país que une tradição e modernidade. Construções arrojadas misturam-se à outras com arquitetura milenar, além de ruas muito arborizadas. A população? Todos com rostos muito parecidos, olhinhos fechados e tons de pele similares. A diferença está na produção individual de cada um dos “parecidos”; muitas cores fortes nas roupas e nos cortes de cabelo pra lá de modernos. Os japoneses mais jovens gostam de acessórios. Muitos brincos, piercings, bolsas, óculos e tudo mais que possa enfeitar os habitantes da “Terra do Sol Nascente”. Segundo Marcela, “foi muito bom para ela, e principalmente para a sua mãe, rever a amiga distante por fotografia, além dos filhos crescidos”. A estudante da 6º série também descobriu o olhar que a “amiga virtual” tem do país em que vive: “Andréa considera o Japão um país muito organizado, com uma boa educação para as crianças e possibilidade constante de emprego, além da facilidade em conseguir comprar produtos que não conseguia no Brasil”. Veja o trabalho escolar da estudante a partir da seleção de algumas fotografias.

Uma troca de e-mails parece algo muito corriqueiro nos dias de hoje, levando em consideração o crescente aumento de computadores nas escolas e residências brasileiras. Parece, mas não é. Nas estatísticas, Marcela Grande faz parte das famílias que possuem computador em casa, mas segundo ela relata, “antes eu só passava e-mail para o meu pai. Eu não tenho impressora em casa e mandava meus trabalhos para ele imprimir. A partir do projeto eu percebi uma nova possibilidade de uso do e-mail. Hoje eu entro em contato com as pessoas, não importa se longe ou perto de mim”. Perguntada se agora o processo de comunicação em ambiente virtual é irreversível, Marcela responde: “a gente sempre quer mais, quer bola pra frente. Eu quero falar com outras pessoas também, usar o e-mail como forma de me comunicar com as pessoas, não somente para enviar ou receber arquivos. Agora, sempre que quer entrar em contato com sua amiga, minha mãe pede que eu envie um e-mail para o Japão”.

 

Memórias e afetividade

E como um projeto com o tema memórias, escopo do Nossa Escola tem História, impacta a estudante? Segundo a própria aluna, “é ótimo porque eu já lembrava da amiga de minha mãe desde quando ela ainda morava no Brasil. O trabalho me aproximou bastante dela, já que eu não me comunicava com ninguém que morasse fora do país. O contato com minhas primas e familiares por e-mail também aumentou”.

Para Silvia Regina de Oliveira, POIE – professor orientador de informática educativa – há 2 anos, “o projeto tem um grande valor porque trouxe a possibilidade de conhecermos as diferentes realidades dos alunos. Para a turma da Marcela, de 6º série, eu procurei encaixar o Nossa Escola tem História com o tema do projeto interdisciplinar da escola, sobre a cidade de São Paulo. Eu uni memórias com São Paulo. Eles tinham que procurar alguém que morou ou que veio morar aqui”. A partir disso, muitas descobertas. A professora Silvia lembra de outros trabalhos que mostravam para ela detalhes sobre a vida de alguns estudantes. “Alguns não têm pai, por exemplo, e os alunos guardam um objeto que traz a lembrança do pai à tona. O projeto trouxe para mim a percepção da afetividade que existe nas pessoas, afetividade essa ligada à memória das situações vividas na história de cada indivíduo”.

 

Valor na formação escolar

Marcela Grande acredita que a Internet tem um grande valor na sua formação escolar, principalmente no que se refere à pesquisa de temas propostos em sala de aula, ” o professor chega na escola e pede para a turma pesquisar um tema. Eu uso os buscadores – Google, Cadê – e monto o trabalho com as informações que encontrei, em seguida passo para o word e mando o arquivo por e-mail para o meu pai imprimir”.

Além da pesquisa escolar, a estudante usa a Internet para jogar e pesquisar paisagens para colocar como papel de parede em seu computador. A professora Silvia, orgulhosa de sua aluna, diz: “a Marcela me surpreendeu porque foi além do que eu pedi, caminhou para adiante. Quando eu pensei na proposta, imaginava que só aparecessem pessoas que vieram da Europa e que morassem aqui, já que somos um país que recebeu muitos imigrantes. Ela, por conta própria, foi atrás de alguém que está muito distante. A Internet possibilita às pessoas caminharem para longe”. É verdade, professora, a Marcela, como exemplo, atravessou o planeta em um clique no mouse.

 

Projeto Nossa Escola tem História

Realizado pela Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, em parceria com o Museu da Pessoa e o EducaRede, o projeto atende a 168 escolas no município e foca no desenvolvimento e realização do tema memória, envolvendo a pesquisa, comunicação e publicação na Internet. As publicações são feitas na comunidade virtual que o projeto tem dentro do Portal EducaRede.

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 


Um mundo a explorar

Um mundo a explorar

 

Second Life e WEB 2.0 na Educação – O potencial revolucionário das novas tecnologias dá uma ampla visão dos novos caminhas da EaD, das ferramentas disponíveis aos professores na web 2.0 e das possibilidades dentro do ambiente 3D do Second Life

Rafael Argemon

 

O mundo está em constante evolução e uma das ferramentas que mais afetou nosso planeta nos últimos anos foi a Internet, que caminha a passos largos em direção ao papel de grande influenciadora de diversos aspectos de nossa sociedade, causando mudanças drásticas em uma quantidade cada vez maior de relações, funções, conhecimento, entre outros fatores de nossas vidas.

Mas nesse ambiente virtual que afeta a nós e ao mundo em que vivemos com mudanças definitivas em sistemas de serviços, relações pessoais, economia e tantas outras coisas, como fica a educação? O professor de hoje é um dinossauro em vias de extinção?

EaD
EaD clássica EaD online
• Correio tradicional e-learning
• Rádio Online learning
• Televisão Virtual learning
• Satélite Network learning
• CD e DVD Web-based learning
Site útil: Secretaria de Educação à Distância
Ferramenta: Blackboard
Cursos de EaD: SENAC-SP, PUC-SP, FGV-SP

O assunto web e educação é o grande mote do livro Second Life e WEB 2.0 na Educação – O potencial revolucionário das novas tecnologias, da editora Novatec, escrito pelos professores Carlos Valente e João Mattar, que têm ampla experiência nesse campo ainda tão aberto a “explorações”.

Com a utilização de várias ilustrações, uma bibliografia selecionada e comentada, além, claro, de muitos links, o livro traça um panorama geral da Educação a Distância (EaD) e revela o potencial pedagógico das ferramentas disponíveis na Web 2.0 e particularmente do Second Life, um tipo de “jogo” em que as pessoas entram em um ambiente virtual 3D e “vivenciam” diversos tipos de experiências, entre elas as pedagógicas.

Tudo começa com uma explicação extensa sobre o que é, como se desenvolveu e quais os caminhos que a EaD está seguindo, com experiências realizadas no Brasil e no exterior. Dado o panorama, os autores passam a apontar as mudanças sofridas pela Internet – a grande base para ferramentas em EaD, educação semipresencial e até presencial.

Web 2.0
Artigos sobre Web 2.0
O que é Web 2.0: padrões de design e modelos de negócios para a nova geração de software de Tim O’Reilly
Redes: uma estrutura alternativa de organização de Francisco Whitaker
Efeito Katilce: como o Youtube, o Second Life e outros recursos da Web 2.0 vão mudar o setor da educação de Maurício Garcia
Ferramentas úteis: Caderno Virtual, Wikipedia, WetPaint, Youtube, Flash Meeting, Mapas Mentais, Google Apps for Education

É nessa segunda parte que Valente e Mattar passam a mostrar e a sugerir vários tipos de ferramentas livres para uso na Internet e que podem ser utilizadas com muito sucesso no campo da educação, mas que ainda são pouco exploradas no País. Aliás, dito isso, o Second Life se mostra ainda menos explorado por educadores brasileiros. Tanto que os próprios autores mostram exemplos de universidades estrangeiras – e algumas brasileiras – que ainda têm muito a evoluir.

O ambiente virtual 3D mais popular do momento é apresentado em detalhes, com o mapeamento de muitas dessas experiências educacionais realizadas no Second Life, local em que a criatividade e a interatividade caminham a pleno vapor em busca do que pode vir a ser a educação do futuro, mas que ninguém, nem mesmo os autores, ainda sabem no que vai dar, mas que certamente passa por mudanças drásticas a que o educador de hoje deve estar bem atento.

Second Life
Vídeos sobre o potencial pedagógico do Second Life
Education in Second Life: explore the possibilities
Educational uses of Second Life
Experiências brasileiras no Second Life
Ilha Vestibular Brasil

No blog do professor João Mattar (De Mattar) há mais informações sobre o livro e sobre o assunto.

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

Um futuro para a internet

Em palestra na Universidade Federal de Pernambuco, o filósofo Pierre Lévy afirma que a mídia digital caminha para uma “esfera semântica” por volta de 2015

Por Adriana Vieira

Imagine uma internet em que todo o conhecimento esteja organizado por conceitos. Além dos endereços das páginas da Web, haja localizadores semânticos uniformes dos conteúdos, independentemente do idioma. Segundo Pierre Lévy, é para esse sentido que caminha o futuro da mídia digital: “A inteligência coletiva será mais poderosa do que é agora”, afirmou o filósofo, durante palestra que proferiu no 3º Seminário Hipertextos e Tecnologias na Educação no último dia 2, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Recife.

Com o tema “Do hipertexto opaco ao transparente”, Lévy iniciou sua apresentação de cerca de uma hora e meia, ao ar livre, na Concha Acústica da UFPE, abordando o seu conceito mais conhecido, o de “inteligência coletiva”. Para tanto, explicou detalhadamente o que chama de “ciclo de gerenciamento do conhecimento pessoal”, processo no qual as pessoas constroem seus conhecimentos a partir do enorme fluxo de informação. Entre as etapas desse ciclo estão: a definição de interesses e prioridades (“se não souber o que quer aprender, não vai a lugar nenhum”); a conexão com fontes valiosas; a categorização das informações; a síntese e compartilhamento/comunicação do conhecimento.

Segundo Lévy, a inteligência coletiva emerge da interação, mas também desse processo de aprendizagem individual; a base é pessoal. As pessoas estão trabalhando para uma memória comum, porém em diferentes linguagens, com metadados com distintas semânticas. “ É como se numa biblioteca nós tivéssemos 10 mil sistemas diferentes de catalogação e todos incompatíveis. Essa é a bagunça da internet. Essa é a situação da internet atualmente.”

Como então alcançar um gerenciamento do conhecimento social efetivo? O filósofo explicou as fases do desenvolvimento do mundo digital, iniciado com a invenção do computador nos anos 50, passando pela popularização da internet na década de 80 e pela criação da Web nos anos 90. Essa evolução, segundo ele, caminha para o que chama de “esfera semântica”, por volta de 2015.

Nessa “esfera semântica”, o hipertexto opaco da Web – opaco porque o endereçador dos conteúdos hoje é a URL (Uniform Resource Locator) e não explicita o significado dos dados – daria lugar a um novo código, desta vez transparente, um sistema simbólico totalmente computacional, mais poderoso até do que uma linguagem natural.

Parece impossível? Lévy vai mais longe: “vamos criar uma mente global. O cérebro global já existe. Isto é uma coisa material. O que não temos é um sistema de símbolos unificados. Vai ser muito mais poderoso do que a linguagem natural. Como uma matemática que descreva operações semânticas, operações da mente. O objetivo é aumentar essa inteligência coletiva humana pelo uso da mídia digital. Pelo uso cuidadoso e bem pensado da mídia digital” (citação extraída do blog do Professor Eli Lopes).

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Para saber mais:

IEML (Information Economy Meta Lenguage) – Projeto desenvolvido por Pierre Lévy na Universidade de Ottawa, no Canadá

Entrevista com Pierre Lévy, 01/09/2009, no G1 – o filósofo fala sobre o seu projeto IEML

Pierre Lévy (Wikpedia) – lista das obras em português e francês

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Tudo o que você precisa saber sobre Twitter

O que é Twitter? Para que serve? Por que todo mundo só fala nele? Como fazer parte da tuitosfera? Essas dúvidas que muita gente tem, mas não sabia para quem perguntar, agora já podem ser respondidas. Elas estão no primeiro guia online sobre a ferramenta. “Tudo o que você precisa saber sobre Twitter (você já aprendeu em uma mesa de bar)” foi lançado pela Talk Interactive nesta segunda-feira (10/08) por meio do Twitter, é claro. O conteúdo ficará disponível na Internet sob licença Creative Commons, permitindo que qualquer pessoa leia, repasse e ajude a atualizar o livro colaborativamente.

Com 46 capítulos, o livro é dividido em três categorias: Tudo o que você precisa saber; Negócios, jornalismo e política; Uso avançado do Twitter. Trata-se de um manual prático com orientações sobre como encontrar pessoas, o que é seguir e ser seguido e como o serviço pode ser utilizado de forma simples e eficiente. “O Twitter está crescendo muito no Brasil. Cada vez mais, novos usuários entram nesta rede, aumentando sua relevância. Mas as dúvidas sobre o Twitter ainda são muitas. Por isso tivemos a idéia de produzir um manual prático. O material vai ajudar muita gente”, diz Luiz Alberto Ferla (@ferla), CEO (Chief Executive Officer) da Talk Interactive.

Segundo Ferla, o conteúdo tem ainda importantes dicas para quem deseja utilizar a ferramenta para fins corporativos e até para ações em campanhas políticas. “O livro vai do básico ao avançado, abrangendo todos os níveis de conhecimento a respeito da ferramenta”. A idéia do livro surgiu e foi desenvolvida dentro da Talk a partir das dúvidas que muitas pessoas têm em entender essa ferramenta e também sobre a dificuldade de muitos tuiteiros em definir o serviço.

“É difícil explicar o que é o Twitter para alguém com noções básicas de uso da Web. Você pode, por aproximação, dizer que é uma mistura de blog e MSN ou pode ser específico e falar que é uma ferramenta para micro-blogagem baseada em uma estrutura assimétrica de contatos, no compartilhamento de links e na possibilidade de busca em tempo real, mas dificilmente isso convencerá o seu interlocutor a usar o serviço”, diz Juliano Spyer (@jasper), redator da obra e integrante do time da Talk.

Prefácio colaborativo

Com mais de 200 mil seguidores no Twitter, ninguém melhor do que Marcelo Tas para prefaciar um livro sobre a ferramenta. Mas a condição para aceitar o convite foi a de que os internautas também participassem da discussão para melhor definir o que é o serviço. Dessa colaboração nasceram pérolas como:

• O Twitter é para o mundo o que a praça é para uma cidadezinha. @_Jeyson

• O Twitter é como pátio de hospício, cada um falando “sozinho”, eventualmente alguém responde. @saintbr

• Não consegui explicar até hoje para o meu chefe. @joycemescolotte

• O Twitter é uma maquininha de cutucar corações e mentes na velocidade da luz. Em 140 toques ou menos, a imaginação é o limite. @marcelotas

Baixe o livro “Tudo o que você precisa saber sobre Twitter (você já aprendeu em uma mesa de bar)”

Dados do livro

Título: Tudo o que você precisa saber sobre o Twitter (você já aprendeu em uma mesa de bar)
Criação: Talk Interactive
Páginas: 110
Licença: Creative Commons
Classificação: Twitter, redes sociais, Web, comunicação, tecnologia.

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(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

Reforma Ortográfica ganha game gratuito na Internet

Reforma Ortográfica ganha game gratuito na Internet

Apresentar as novas regras da escrita de uma maneira lúdica. Esse foi o ponto de partida para a produção de um game interativo e gratuito sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, com abrangência em oito países lusófonos e vigente no Brasil desde o dia 1º de janeiro de 2009, e que busca a unificação da quinta língua mais falada no planeta.

Professores e alunos da rede pública de ensino, assim como todos os internautas podem acessar o game, produzido por meio de uma parceria entre o Canal do Livro e a FMU – SP (Faculdades Metropolitanas Unidas), baseado na publicação Guia da Reforma Ortográfica, idealizada pela FMU e pelo Museu da Língua Portuguesa. Todo o conteúdo teve a chancela do professor Ataliba T. de Castilho, especialista em Língua Portuguesa.


As regras

O desafio do jogo é levar o peão até o final do tabuleiro. Para cada casa que se avança, surge uma nova pergunta sobre as mudanças ortográficas. Ao todo, são 50 questões e 25 casas a serem percorridas. Se o jogador errar a pergunta, tem a chance de respondê-la novamente. Experimente:

Clique aqui para fazer download do jogo.

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Redes sociais geram discussões e descobertas diárias

No Grupo de Estudos, redes sociais geram discussões e descobertas diárias

Por Giulliana Bianconi

Em um mês e meio de Grupo de Estudos Online, o assunto “redes sociais” já veio à tona em diferentes tópicos dos fóruns de discussão. São professores e educadores em geral abordando o que consideram prós e contras da inserção desses ambientes em sala de aula, mas, principalmente, buscando novas metodologias para fazer uso das redes.

Muitos dos participantes do Grupo de Estudos ainda não tinham os seus perfis em Orkut, Facebook, Twitter etc. Outros, como o André Dutra, de São Paulo, já se faziam presentes, mas, ao participar das discussões do Grupo, passaram a refletir um pouco mais sobre a utilização das mesmas para troca de conhecimento com os colegas e para atividades com os seus alunos. Participante ativo do Grupo, André publicou em seu perfil no Twitter “Entrando no Orkut para estudar. É isso mesmo! Não é piada! No Orkut, também, estudamos”. O professor referia-se a um novo tópico criado na Comunidade Educar na Cultura Digital.

Apesar de a presença nas redes ser crescente entre os professores do Grupo de Estudos, as reflexões que fazem no ambiente virtual do grupo mostram que a maior parte deles não sabe bem por onde começar quando a proposta é realizar atividades visando ensino/aprendizagem no Orkut e nas redes em geral. Embora reconheçam a necessidade de se apropriarem desse uso para buscar práticas que se insiram na cultura digital, a questão sempre remonta às metodologias: como fazer algo realmente interessante e inovador nas redes?

Nos fóruns do tema “Inovação Pedagógica”, no Grupo de Estudos, ideias sobre como utilizar o Orkut já estão surgindo a partir das discussões. A professora Sandra Nogueira, de São Paulo, compartilhou a proposta que desenvolverá com seus alunos de 9 e 10 anos. Um dos pontos que chama a atenção é sua preocupação em abrir espaço para a linguagem utilizada na internet.

“As mensagens trocadas entre os alunos ora serão escritas na linguagem própria da internet (com abreviações, por exemplo), ora serão organizadas com base na norma padrão da Língua Portuguesa”, disse Sandra. É um exemplo de “concessão” que, no ambiente das redes, não significa impedimento para que o aprendizado se concretize.

Youtube

Neste mesmo tema, de “Inovação Pedagógica”, a Regina Saponara criou o tópico “Youtube: Vilão ou aliado no processo de aprendizagem?” e argumentou que, para ela, o Youtube ter alcançado tamanha popularidade está associado ao fato de permitir que os usuários se apropriem da condição de protagonistas. Regina sugeriu que os participantes discutissem possibilidades de fazer com que os alunos fossem produtores de conteúdo de qualidade no Youtube e não apenas consumissem qualquer conteúdo lá publicado. Mas, antes mesmo das ideias, já vieram as dúvidas: como produzir para o Youtube? como baixar vídeos do YouTube?

O Grupo de Estudos tem uma peculiaridade: os participantes discutem e propõem ideias, mas ao compartilhar dúvidas e não apenas conhecimentos, eles aprendem com seus questionamentos e angústias. Dois comentários abaixo e lá estava a participante Soraia Ribeiro, professora de São Paulo, dando dicas sobre programas como Atube Catcher, que baixam vídeos do Youtube. Regina Saponara, na sequência, expôs: “Não é maravilhoso aprender em rede? Fui definitivamente ‘fisgada’ por esta web! Quanta coisa já aprendi participando neste grupo!!!”

Sobre o YouTube ser vilão ou mocinho, as reflexões dos integrantes do Grupo de Estudos apontam sempre para um consenso: todas as redes da web podem ser bem aproveitadas pedagogicamente, desde que se saiba caminhos para isso e se tenha alguns cuidados, como bem destacou a Vera Lucia Valerio, POIE -Professor Orientador de Informática Educativa de uma escola municipal de São Paulo. Vera, que criou um blog e um canal do YouTube para trabalhar com os alunos, falou sobre a preocupação com a exposição excessiva dos mesmos e a preocupação de solicitar autorização de imagem aos responsáveis pelos alunos quando forem fazer vídeos publicados nas redes.

A observação pertinente abriu espaço para outras na mesma linha. E logo se falou também na importância de se trabalhar a “netiqueta” com os estudantes ao pensar em atividades em redes sociais. O termo, que pode soar estranho para alguns, está lá na Wikipédia e é usado para denominar conjunto de práticas e comportamentos que são bem ou mal avaliados nas redes.

Essa troca de informações, conceitos e práticas sobre redes sociais ocorre diariamente no Grupo de Estudos Educar na Cultura. Para contribuir e aprender um pouco mais, participe dos fóruns!

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)