Uma Visita à Cidade dos Direitos

Uma Visita à Cidade dos Direitos

Disciplina: Informática Educativa
Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto: Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), trabalho infantil, direitos da população infantil
Tipo: Sites

Onde encontrar: www.risolidaria.org.br e www.educarede.org.br

O objetivo da atividade é apresentar aos alunos artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) de uma maneira lúdica e, ao mesmo tempo, fazer com que eles reflitam sobre esses direitos a partir de suas próprias experiências.

O ponto de partida é a Cidade dos Direitos do Portal RISolidaria. Os alunos devem acessar o Portal Promenino.

Na página inicial, clicar em Embarcar. Após a recepção do prefeito da Cidade, serão propostos dois tipos de navegação: pela Excursão ou pelo Mapa. Vamos utilizar a segunda opção. Clique no Mapa para encontrar um resumo da Cidade como um guia de ruas pelo qual se dá a navegação.

Entre na rua da Cultura, na avenida das Políticas Sociais Básicas, e depois no Museu. Após a recepção da Belazarte, acesse a sala Portinari. Será aberta uma nova janela na qual será possível visualizar vários quadros do pintor Candido Portinari (1903-1962). Clicando nos quadros será aberta outra janela relacionando um artigo do ECA à obra. É aqui que começa nossa dica.

Caso não seja possível aos alunos acessarem a Cidade, o professor pode imprimir as figuras e os artigos relacionados.

Depois da visita dos alunos, escolha um quadro para ser trabalhado. Nossa sugestão é a obra “Trabalhadores do Algodão”. Em grupos de cinco, os alunos são convidados a observar a obra: quais os personagens? O que estão fazendo? Como são representados (cores, formas, organização da obra)? Há crianças na obra? O que estão fazendo? Você conhece crianças que trabalham?

Apresente, então, o artigo relacionado ao quadro e proponha ao grupo que opine sobre ele a partir das questões:

  • O que quer dizer o artigo?
  • Qual é a sua importância para a vida das crianças?
  • Se não existisse esse direito, como seria a vida das crianças?
  • Este direito é respeitado atualmente?

Depois da discussão, peça aos alunos que produzam um desenho ou um texto sobre a discussão realizada. O texto pode ser narrativo, poético, de opinião ou outro gênero que já esteja sendo trabalhado com a classe.

Para finalizar a atividade, os alunos expõem para o grupo seus desenhos e textos. A partir do material apresentado, o professor constrói com a classe a síntese das aprendizagens: o que aprendemos com a observação da obra e com a discussão sobre o artigo? Como podemos contribuir para que o ECA seja conhecido e respeitado?

Como material de apoio ao professor, sugerimos a leitura do conteúdo O Assunto é Cidadania, do EducaRede, que traz textos teóricos e propostas metodológicas sobre temas como a conquista dos direitos e a Cidadania no Brasil.

Texto Original: RISolidaria

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Traduzindo e trocando cartões

Traduzindo e trocando cartões

Disciplina:

Língua Inglesa

Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Cartões (cards)
Tipo: Informática

Entender uma mensagem com texto escrito em inglês é motivo de satisfação para os alunos.

Além disso, é importante constatar o auxílio que o dicionário pode oferecer para a tradução dessa mensagem, desenvolvendo o interesse em utilizá-lo cada vez mais.

Uma atividade que pode envolver os alunos em uma tradução alegre e divertida é a troca de cartões na sala de aula.

O professor inicia a atividade dividindo a classe em grupos de cinco ou seis alunos e distribui alguns cartões em inglês, que podem ser obtidos por meio da Internet pelos mecanismos de busca com as palavras-chaves cards ou free cards, aproveitando as diversas oportunidades oferecidas pelo calendário.

Exemplos de cartões: Valentine’s day, St. Patricks’s day, Spring and Easter’s day, Mother’s day, Father’s day, Halloween’s day, Thanksgiving’s day, Christma’s day.

Com o auxílio de dicionários, os alunos fazem as traduções dos cartões recebidos. Depois de concluídas, elas devem ser expostas ao lado dos cartões de forma que todos possam apreciá-las.

Atento ao calendário, o professor pode pedir aos alunos (caso tenham acesso à Internet) que, ainda em grupos, selecionem um cartão para enviar ou entregar (podem imprimir) a outro grupo.

Os grupos remetentes devem selecionar cartões que consigam traduzir, para que possam auxiliar os colegas dos grupos receptores, caso estes tenham alguma dificuldade.

No caso de os alunos não terem acesso à Internet, a seleção e a impressão dos cartões terão de ser feitas pelo professor. Para que os grupos possam participar da escolha, é interessante que recebam mais de um cartão.

Quanto mais cartões receberem, melhor. Isso porque, para escolher os que acham mais interessantes, engraçados ou apropriados, os alunos terão de traduzi-los primeiro, o que vem automaticamente reforçar o objetivo da atividade, que é fazer traduções com motivação e interesse.

O professor deve estar atento às expressões idiomáticas que costumam aparecer nesses textos e que muitas vezes dificultam o entendimento. Sempre que possível, precisa auxiliar os alunos e orientá-los a observar esses aspectos.

Depois da exposição, é interessante também que o professor reserve um tempo para cada aluno poder copiar, desenhar, colorir, socializar e até trocar seus cartões com os colegas. Eles podem ser guardados, multiplicados e remetidos para outros colegas em outras oportunidades.

Esse trabalho de tradução, em clima de cooperação e diversão, aproxima e envolve os alunos, além de deixar claro o valor e as vantagens dos trabalhos em grupo, realizados com participação e responsabilidade.

Texto original: Zelinda Campos Cardoso
Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Jogo da Maratona

Jogo da Maratona

Disciplina:

Matemática

Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Sistema de numeração decimal
Tipo: Informática

O principal objetivo do Jogo da Maratona é estimular os alunos a formularem hipóteses e discutirem seus possíveis resultados, fazendo com que distingam e utilizem o raciocínio dedutivo e indutivo, e interpretem e critiquem resultados em uma situação concreta.

Para esse jogo, são necessários dois ou mais jogadores e quatro dados. O objetivo proposto para os alunos é “percorrer” a distância da maratona olímpica – exatos 42.192 metros – o mais rápido possível.

Regras do jogo:

Na primeira jogada, o participante lança os dados e anota os quatro resultados obtidos, na ordem que julgar mais adequada, formando um único número de quatro dígitos. Por exemplo: tirando 1, 3, 4 e 6, o jogador poderia escrever 1.346, 3.416 ou qualquer outra combinação possível. Fica estabelecido que o número escolhido será a quantidade de metros percorridos naquela jogada.

Nas jogadas seguintes, o aluno forma novos números que vai acrescentando ao total. Quando faltar menos de 1.000 metros, joga-se com apenas três dados. Nos últimos 100 metros, joga-se com dois dados. Com menos de 10 metros, usa-se somente um dado. O vencedor será aquele que primeiro se aproximar dos 42.192 metros.

Seria interessante simular jogadas de dados com o computador e, com isso, desenvolver alguns conhecimentos específicos. Se você optar por esse uso, o aluno sorteará aleatoriamente um número inteiro dentro do intervalo [1,6]. Nesse caso, se usa uma função.

Procedimentos:

  • Abra a Planilha MSExcel.
  • Dê um duplo clique sobre a palavra Plan1.
  • Digite “Jogo”.
  • Clique o mouse sobre a célula:

    Em “A2”, digite “Dado 1”.
    Em “A3”, digite “Dado 2”.
    Em “A4”, digite “Dado 3”.
    Em “A5”, digite “Dado 4”.

    Em “B2”, digite “=INT(ALEATÓRIO()*(6-1+1)+1)”.
    Copie a fórmula de B2 até B5.
    Em “D2”, digite “Jogador 1”.
    Em “E2”, digite “Jogador 2”.
    Em “D15”, clique sobre  e selecione as células D3 até D14.
    Em “E15”, clique sobre  e selecione as células E3 até E14.
    Para iniciar o jogo selecione a célula “D3”, tecle “F9”.

    Boa sorte.

    Texto original: Mariza Mendes
    Edição: Equipe EducaRede

 (CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)
20/03/2003

Forma e conteúdo dos textos

Forma e conteúdo dos textos

Disciplina:

Língua Portuguesa/Literatura

Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto: Leitura e interpretação
Tipo: Informática

As atividades de leitura e interpretação de texto são fundamentais para a formação do aluno, mas precisam ser feitas de forma a que esse leitor realmente interaja com os sentidos do texto. Os recursos de formatação de fonte do processador de texto Word podem colaborar para o desenvolvimento de uma boa estratégia de leitura.

É aconselhável que o professor primeiramente discuta com a classe sobre como a forma e o conteúdo juntos podem aumentar as possibilidades de transmissão das mensagens. Logo em seguida, os alunos recebem um texto digitado do Word e, sentados ao computador, são apresentados a todas as fontes disponíveis no programa e à possibilidade de aumento do tamanho delas.

Cada dupla de alunos, diante da interpretação que fará, formatará palavras ou expressões com a fonte que ajudar a expressar melhor a idéia transmitida naquele ponto da narrativa.

No fim, é essencial que pelo menos algumas duplas justifiquem para a classe a escolha que fizeram. Dessa forma, estarão explicitando a interpretação que atribuíram ao texto, o que possibilitará ao professor confrontar as opiniões e estimular o debate.
Texto original: Mariza Mendes
Edição: Equipe EducaRede

 (CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)
17/05/2002

Bytes? Megabytes? Gigabytes?

Bytes? Megabytes? Gigabytes?

Disciplina:

Matemática

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Medidas
Tipo: Metodologias

O uso de computadores muitas vezes envolve uma linguagem técnica e específica que, para a maioria das pessoas, pode parecer incompreensível. Assim, o objetivo dessa atividade é levar o aluno a compreender o significado das unidades de medida associadas ao computador, familiarizando-se com a linguagem da informática.

Para iniciar a atividade, o professor solicita previamente aos alunos que tragam de casa algumas propagandas de venda de computadores. Durante a aula, orienta-os a fazerem um círculo em torno das informações que se referem ao tamanho da memória e à velocidade do processador.

Pode ser que eles tenham uma certa dificuldade para identificar essas informações, pois esses anúncios costumam utilizar uma linguagem hermética, com muitos termos técnicos, sem a preocupação de esclarecer o consumidor.

Podemos afirmar que dois computadores se diferenciam basicamente pelo tamanho da memória e pela velocidade com que processa as informações. O tamanho da memória é medido pela unidade chamada byte e a velocidade do processador é sempre colocada em hertz. Por exemplo, em um anúncio de propaganda de venda de computadores, podemos encontrar:

Computador A:

64 Mb (Megabyte) de memória RAM (parte da memória de um computador em que são armazenados temporariamente os dados e programas) e HD (componente usado para armazenar dados e programas) de 20 Gb (Gigabyte), com 500 MHz (Megahertz) de velocidade do processador.
Preço anunciado: R$ 1.120,00.

 

Sabe-se que um bit é a menor unidade de informação digital e sua codificação utiliza os algarismos 0 ou 1. Veja a seguir a padronização de medidas:

Memória:1 byte = 8 bit
1 Kb (Kilobyte) = 1024 byte
1 Mb (Megabyte) = 1024 Kb
1 Gb (Gigabyte) = 1024 Mb
Velocidade:

1 kHz (Kilohertz) = 1000 Hz
1 MHz (Megahertz) = 1000 kHz
1 GHz (Gigahertz) = 1000 MHz

 

Para compreender melhor as informações que aparecem em uma propaganda, pode-se problematizar:

  • O que torna um computador mais caro do que outro?
  • O que é preferível: um computador com mais memória ou mais velocidade?
  • Sabendo-se que uma música em MP3 (formato que permite armazenar arquivos de som com boa qualidade e usando pouca memória) ocupa, em média, 4096 Kb e um CD comporta 650 Mb, quantas músicas podem ser gravadas em um CD?Para responder a estas questões, os alunos organizam-se em grupos e realizam entrevistas com usuários, vendedores e pessoas que trabalham na área de informática. Após a socialização dos resultados da pesquisa, o professor propõe a elaboração de um texto coletivo a partir das questões acima e sua divulgação na escola, para orientar as pessoas na compra de seu computador.Para aprofundar:

    Para obter mais informações sobre computadores e Internet, consulte no EducaRede a seção Be-a-bá da Internet, ou o glossário de termos de informática do portal Terra.

    Mais informações sobre MP3 podem ser encontradas no CanalKids ou no site Busca MP3.

    Os sites indicados neste texto foram visitados em 06/02/2003

    Texto original: Edna Aoki
    Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

De olho nos preços altos

De olho nos preços altos

Disciplina:

Matemática

Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Médias e porcentagem
Tipo: Informática

Se pudermos oferecer aos alunos oportunidades para que apliquem em situações reais os conhecimentos com os quais estão trabalhando, eles podem compreender como a Matemática faz parte da vida de todos.

É o caso da planilha eletrônica, utilizada como ferramenta para calcular médias e porcentagens, possibilitando assim fazer uma melhor escolha de preço. A atividade é a seguinte:

1. Divida os alunos em grupos e selecione com eles cinco ou seis produtos que costumam comprar em supermercado, vendas e feiras. Cada grupo vai pesquisar num estabelecimento diferente o preço desses produtos.

2. Socialize os dados trazidos pelos alunos para que montem uma tabela, usando a planilha eletrônica. Por meio das funções da planilha, eles calculam, por produto: a) o maior preço (função máxima); b) o menor preço (função mínima); c) a média (função média); e d) a variação de preços.

3. Construa com eles o gráfico de barras empilhadas, por linha, e compare os dados identificando o local que oferece menor preço total na compra dos produtos relacionados (clique aqui para ver um modelo).

4. Para concluir, promova um debate sobre os motivos das variações tão grandes de preços e de que forma podem economizar comprando em um único supermercado.

Texto original: Mariza Mendes
Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Salvador enfrenta os computadores

Todo dia é dia de aprender


Em Salvador, formação continuada de professores garante sucesso no uso
pedagógico da sala de informática

Por Paloma Váron

Em meio à conhecida polêmica de que não adianta ter computador na escola e não saber usar, a cidade de Salvador tem se destacado na preparação de educadores para a boa utilização da informática na educação. Desde 1996, o Núcleo de Educação e Tecnologia (NET) da Coordenadoria de Ensino e Apoio Pedagógico da Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Salvador, promove a formação continuada de professores para a utilização das novas tecnologias em sala de aula. O resultado do trabalho poderá ser visto na Mostra de Tecnologia e Educação, que ocorre em Salvador no dia 3 de dezembro, com a participação do NET, de organizações não-governamentais e de outras instituições que trabalham com o tema.

Toda quarta-feira a cena se repete: professores da rede municipal se reúnem por turno (matutino, vespertino e noturno) em uma sala equipada com computadores, impressoras, scanner, TV, vídeo e antena parabólica para discutir as possibilidades de uso da informática na escola durante o curso de formação. São cerca de quatro horas de trabalho contínuo com os professores, sendo meia hora de navegação livre na Internet e as demais direcionadas para atividades práticas (com programas como Front Page e Power Point, por exemplo) e teóricas, como leitura e discussão de textos relacionados ao uso das novas tecnologias na educação. A formação ocorre nos horários destinados a atividades complementares, o que significa que os professores estão sendo remunerados para participar da atividade. “Lá, eles socializam a experiência adquirida, discutem os erros e acertos”, explica Ana Cintra, coordenadora do NET.

Um dos pontos fortes do NET está no fato de ter sido gerado num grupo de estudos que se organizava na Universidade Federal da Bahia, composto por educadores e pesquisadores. O Núcleo tem como objetivo construir projetos pedagógicos que articulem a educação à comunicação e estimulem o processo ensino e aprendizagem em ambientes interativos, contribuindo para a produção e socialização de conhecimento e cultura. Atualmente, congrega 21 escolas, mas já há mais duas inscritas para 2003. Criado em meados de 1996, quando cada escola da rede havia recebido apenas um computador, o NET implantou o Programa Internet nas Escolas, um projeto-piloto, que visava estimular o uso pedagógico da máquina pelas escolas. Isso porque geralmente, quando chega apenas um computador numa escola, imediatamente desloca-se o equipamento para a área administrativa. “Fizemos uma reunião com os professores e decidimos como as máquinas seriam utilizadas. Assim venceu o uso pedagógico”, conta Ana Cintra. A partir dessa reunião com os professores, surgiu o grupo de estudos, que daria origem ao Espaço de Formação Permanente do Professor.

A experiência de Salvador mostra que é possível começar um projeto pedagógico com apenas uma máquina. Para facilitar o acesso por todos, as escolas dividiam os alunos em grupos de dez para que cada equipe tivesse um contato semanal. “Pretendíamos, pelo menos, disseminar a cultura tecnológica na escola”, conta Ana Cintra, que teve de ignorar protestos de alguns professores que diziam: “Mas nós não temos nem cadeiras e vamos ter computador?” Apesar do estranhamento inicial, aquele primeiro contato com a informática serviu para que alunos e professores pudessem aprender a pesquisar na Internet e incrementar as aulas. O NET colocou um professor-orientador em cada escola, nos três turnos. Hoje, as escolas integrantes da NET já dispõem de laboratório de informática, recebido pelo Proinfo – Programa Nacional de Informática na Educação, do governo federal.

Para a professora Léia Casais, da Escola Municipal Novo Marotinho, situada no Novo Marotinho, um dos bairros mais pobres de Salvador, a formação permanente é muito importante para manter a qualidade do programa. Ela e os outros professores que participam da formação continuada dividem o tempo para que fiquem 20 horas semanais em sala de aula e 20 horas semanais no laboratório de informática, atuando como professores de Novas Tecnologias que auxiliam os professores das demais disciplinas e os alunos a utilizarem as ferramentas da informática.

:: Sala de informática aberta à comunidade

Na escola Novo Marotinho existe o projeto Conectando a Mulher Mãe ao Mundo, que abre o laboratório de informática da escola para as mulheres do bairro. A escola promove o encontro com as mulheres do bairro do Novo Marotinho duas vezes por semana, às quartas e aos sábados, o que garante que o laboratório de informática tenha um aproveitamento de 100%.

O projeto ensina informática para as mulheres a partir do trabalho com temas como identidade, auto-estima, família e outros, com o auxílio de programas como o Word, no qual redigem textos, e o Paint Brush, em que elas se desenham nas telas dos computadores. Tem também como mérito fazer com que as mães participem mais da vida escolar dos filhos, entrando em contato com o que eles estão aprendendo. “É muito importante saber se conectar, para instruir os filhos em casa”, diz Sandra de Souza, mãe de uma aluna da 2ª série. Ela conta que, na primeira vez em que foi ao laboratório, ficou muito ansiosa. “Quando fui para casa, já estava sorridente, parecia que eu era outra pessoa, não dá para descrever”, conta, revelando sua satisfação em participar.

Para Vera Lopes, mãe de uma aluna da 4ª série, as aulas são bastante proveitosas e, ao mesmo tempo, representam duas horas de lazer para as mães. “O projeto está nos proporcionando a entrada no mundo tecnológico”, diz. Silvia Sacramento, mãe de um aluno da Novo Marotinho, acha que todas as mães de alunos deveriam ter essa oportunidade.

Conheça os trabalhos que vêm sendo desenvolvidos pelas escolas de Salvador no site www.smec.salvador.ba.gov.br.

A participação da comunidade no laboratório da escola, porém, não se resume apenas às mulheres. Quem quiser utilizar os computadores é bem-vindo no projeto Escola Viva na Comunidade, que recebeu o Prêmio Rômulo Galvão pela iniciativa e por contribuir na disseminação da cultura da não-violência. Dessa forma, professores, alunos e comunidade utilizam a informática como forma de reconhecimento, de busca de identidade. “A nossa proposta de inclusão é geral, envolve até a inclusão étnica. Trabalhamos o diferente, que não é sinônimo de desigual, e a auto-estima, não apenas dos nossos alunos, mas também das pessoas da comunidade. Temos uma parceria com o movimento negro, como o Ilê Aiyê”, explica a professora.

Nilcélia Santana, 19, é ex-aluna do colégio e atua como monitora do laboratório de informática há dois meses. Ela trabalha tanto com os professores, auxiliando-os a usar programas, como com a comunidade. “Eu fiz o curso de informática aqui mesmo na escola, e estar aqui é uma ótima oportunidade para mim e também para o pessoal do bairro”, diz.

Como tudo começou

Em 1995, a professora Lynn Alves, doutoranda em Educação e Comunicação pela Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), era supervisora da Escola Municipal Dr. Alexandre Leal Costa quando participou de uma reunião na Secretaria Municipal de Educação para discutir como seria utilizado o único computador disponível na escola. A partir daí, formou, com outros professores, o grupo de estudos para discutir a interação entre comunicação e educação. Leia a entrevista abaixo:
Qual foi a participação da Universidade Federal da Bahia na formação do Núcleo de Educação e Tecnologia de Salvador?
Basicamente no suporte teórico-metodológico. Em 1996, fiz uma disciplina com o professor Nelson Pretto (atual diretor da Faculdade de Educação) com o objetivo de entender a articulação educação/tecnologia. Lá, conheci Arnaud Júnior que estava fazendo mestrado na área e iniciou comigo o Grupo de Estudos Permanentes (GEP) que, desde de maio de 1996, se reúne uma vez por semana para discutir educação e tecnologia. A UFBA esteve sempre presente nessa caminhada, mas Nelson Pretto teve um papel importante para o grupo crescer e amadurecer. Fizemos juntos muitos seminários e, no início, quando não tínhamos um laboratório, usamos os da UFBA.
Na sua visão de pesquisadora, o que o projeto do NET Salvador tem de diferente e inovador?
A concepção. Na verdade, o que se faz é pensar a formação do professor como algo contínuo, que precisa ser constantemente alimentado, por isso criamos um grupo de estudos (GEP). O projeto do NET inova por sair do discurso e tentar articular a prática pedagógica com a mediação dos suportes tecnológicos e, em especial, a Internet que na verdade é o grande carro-chefe do projeto. Diariamente, os professores são orientados para pensar a sua prática com essa mediação. A inovação se constitui em um fato aparentemente óbvio, mas que ainda engatinha na rede pública: abrir o laboratório para alunos e professores e acompanhar essa imersão.
Há algum estudo produzido sobre essa experiência?
Deste projeto nasceram quatro dissertações, inclusive a minha e a publicação de um livro: “Educação e Cibercultura” com artigos produzidos pelos professores, fruto do GEP, publicado pela Editora da UFBA.
Como pessoas de outras escolas e até de outros Estados podem ter acesso a produções do GEP?
Estamos abertos para socializar a nossa experiência. Temos o site: http://www.smec.salvador.ba.gov.br/. e já estivemos presentes em alguns encontros com o objetivo de divulgar o nosso trabalho.



Os sites indicados neste texto foram visitados em 29/11/2002

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Sala de informática boa é sala de informática aberta

Sala de informática boa é sala
de informática aberta

Secretária de Estado da Educação de São Paulo admite que as salas não funcionam e anuncia medidas

José Alves

A grande maioria dos cinco milhões de alunos da rede estadual de São Paulo não tem acesso aos computadores da escola. O motivo: falta de manutenção. A informação é da própria secretária de Estado, Maria Helena Guimarães de Castro, para quem o principal desafio hoje, neste assunto, é garantir o funcionamento dos equipamentos que já existem, uma vez que 80% das escolas de São Paulo possuem sala de informática com computadores conectados à Internet em banda larga.

Segundo Maria Helena, a Associação de Pais e Mestres (APM) de cada escola recebe uma verba para diversos gastos, entre eles, a manutenção dos computadores e da rede elétrica. O valor vai passar de R$ 5,40 por aluno para R$ 9,60, pagos em três parcelas ao ano. Mas as escolas não conseguem estabelecer contratos de manutenção principalmente as que estão na periferia, diz a secretária.

No vídeo acima, a secretária explica que a pasta abriu licitação para firmar um contrato terceirizado dos serviços de manutenção das máquinas, conectividade e disponibilização de uma pessoa que permaneça na sala de informática em tempo integral. A terceirização deve atingir 500 escolas de Ensino Médio na cidade de São Paulo e Grande São Paulo em caráter experimental – a rede pública tem mais de 6 mil escolas.

“Ao mesmo tempo, nós estamos testando este modelo com um outro em que nós transferimos um recurso específico para a escola fazer um contrato de manutenção. Mas as escolas estão tendo dificuldade. Muitas já tem contratos feitos por elas mesmas e que não tem funcionado. Estamos buscando alternativas: demos mais autonomia para a escola, com mais recursos para terem um contrato direto da APM com uma empresa e estamos em processo de licitação para a secretaria contratar uma empresa especializada para cuidar de 500 escolas simultaneamente.”

Um estudo de parceria com a Secretaria de Gestão para a implementação nas escolas da infra-estrutura e manutenção realizada nos Telecentros também deve ser feito, além de possíveis alianças com o poder público municipal das cidades do interior paulista.

As informações foram fornecidas pela secretária no evento de lançamento do Instituto para o Desenvolvimento e a Inovação Educativa – Idie, em 5 de março. O instituto é fruto de um convênio entre a Fundação Telefônica e a Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) e pretende atuar na assessoria, apoio técnico, capacitação e outras intervenções e projetos voltados à temática de novas tecnologias na Educação.

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Resumo das mesas-redondas

Resumo das mesas-redondas

Terça (30/5)

Comunidades virtuais de aprendizagem representam uma revolução educacional

A mesa-redonda do Congresso contou com a participação do pedagogo Fernando Fonseca Júnior, da Fundação Vanzolini, a também pedagoga Lynn Alves, mestre e doutora em Educação e Comunicação pela Universidade Federal da Bahia, e a professora Vani Kenski, professora da Faculdade de Educação da USP e diretora do site Educacional.
Além deles foi ouvida também a coordenadora–executiva da Rede do Saber, Beatriz Scavazza, que relatou a experiência, iniciada em 2001, da Secretaria do Estado da Educação de São Paulo que, por meio de recursos como capacitação a distância de agentes educacionais, pretende democratizar o conhecimento nas 5,9 mil escolas de todo o Estado.

“Comunidades Virtuais de Aprendizagem” foi o tema proposto para a mesa. Fonseca Júnior começou por elucidar o conceito de rede usado para nomear o contato entre seres humanos no mundo virtual, podendo ser chamado também de grupo ou tribo virtual. Ao citar a frase do educador Paulo Freire “a educação começa sempre por um encontro”, demonstrou que a rede pode ser sim um espaço de aprendizagem. Uma rede nem sempre significa comunidade, que pressupõe obrigações, história e cotidianos comuns.

Para Vani, o uso da rede como comunidade de aprendizagem é um ideal que implica mudanças profundas na forma educacional atual e depende, principalmente, de vontade política. Nesse novo modelo, pode-se navegar em múltiplas direções que nos levam à aprendizagem, ao passo que a escola tradicional, representada por uma pirâmide, é um “espaço de exclusão por excelência”, como citou a professora. Ela acredita que a idéia de que “só se aprende vendo e ouvindo é medieval”, e que atualmente é mais importante estar presente em pensamento do que corporalmente, o que não significa indisciplina, ao contrário: aprendizagem virtual exige maior disciplina dos envolvidos.

Pesquisadora do uso de jogos no ambiente pedagógico, Lynn acredita que mesmo os jogos violentos podem ser usados como instrumento. Para isso, é preciso que a escola apreenda a nova linguagem que os nativos digitais – nascidos na década de 80 – trazem. Nesse contexto, ela citou os alunos das escolas públicas que, desde então, de uma forma mais ou menos intensa, estão incluídos em algum programa de informatização do ensino.

Para os participantes da mesa, as habilidades oriundas das experiências com o infomeio ainda não são aceitas no âmbito escolar, gerando conflitos na sala de aula.
(Cecília Bacha)

Discussões sobre a ética norteiam as regras de uso equilibrado da Internet

A mesa-redonda III, com o tema “Internet e interações: novos meios de participação social”, realizada no último dia do Congresso, teve a mediação de Eduardo Chaves, professor titular na Unicamp, com a participação de Maria Irma Marabotto, Roberto Lerner e Sofia Lerche Vieira.

Maria Irma é diretora acadêmica da Fundec (Fundación para el Desarrollo de los Estudios Cognitivos) de Buenos Aires, Argentina. Os principais temas abordados por ela foram os novos modos de relações pessoais e de pensar que a Internet proporciona aos usuários, como a “hiperinformação”, que pode causar a perda de sentido dos assuntos tratados, e a aprendizagem a partir da participação.

Segundo ela, os professores devem ajudar o aluno a determinar qual a diferença entre cada um dos três principais tipos de conteúdos disponíveis na Internet: o conhecimento obsoleto, que pode ser descartado pelo aluno, o fundamental e aquele que o aluno pode aproveitar de alguma outra forma no seu dia-a-dia, construindo novos conhecimentos.

O psicólogo Roberto Lerner, da PUC Peru, trouxe à mesa sua contribuição sobre relações interpessoais em espaço virtual. Disse que na Internet as pessoas perdem a vergonha, uma das emoções mais antigas da humanidade. Nela o ser humano se solta e está pronto a revelar sua verdadeira face, pois não tem o medo da crítica e facilmente encontrará outros que se identificarão com seus pensamentos. A rede é um companheiro em todas as horas, e cabe também à escola, como educadora da sociedade, estar pronta a discutir as questões dos limites éticos e morais que envolvem os acessos à Web. Ele não acredita que a rede possa substituir contatos pessoais, como se teme, ou que torne as pessoas egoístas ou individualistas, argumentando que estes são problemas bem antigos. Diante da tela, assim como em todos os lugares de convívio social, a pessoa pode manifestar o melhor ou o pior de si. A proibição de acessar alguns sites indesejáveis não afasta o problema, mas a observação dos educadores e a abertura para discussões acerca da real necessidade é o melhor caminho.

Relato de experiência – A professora e pesquisadora do CNPq (Centro Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) Sofia Lerche Vieira apresentou o Projeto História do Ceará em Rede, cujo objetivo é o resgate da auto-estima dos cearenses por meio da inclusão digital. A pesquisadora enfatizou que, antes da inclusão digital, é necessário haver a inclusão social, possibilitando, assim, o desenvolvimento e crescimento do Estado do Ceará como um todo. Em 2005, foram realizadas diversas oficinas virtuais de texto no portal EducaRede, com foco em histórias reais e experiências do cotidiano dos alunos. Alunos e professores de 50 municípios produziram 75 livros virtuais que falam sobre o povo cearense, buscando resgatar a identidade local no processo de aprendizagem. Foram selecionados 15 desses livros para serem impressos e distribuídos nas escolas da rede pública em programas de alfabetização de adultos.

Opinião da platéia – “A cada situação aprendemos algo novo. Achei excelente a oportunidade de participar de um evento como esse. Aliás, o evento todo está muito bem organizado. Achei excelente a fala do professor Lerner, que fez um resgate histórico da tecnologia digital”, disse Zilá A. P. Moura e Silva, doutora em Didática pela Faculdade de Educação da USP.

Para Jorge Lopes Medrado, professor do Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos de Itaquera-SP, “o projeto desenvolvido no Ceará é semelhante ao que desenvolvi aqui em São Paulo – Itaquera, com as oficinas de criação. Uma grande preocupação dos professores é o acesso dos alunos a sites não autorizados. Somente com ética e cidadania nas escolas venceremos esse problema”.
(Pâmela, Marcela Elizabeth e Márcia Nascimento)


Segunda (29/5)

Representantes dos EducaRedes traçam panorama ibero-americano
da Internet na Educação

O diretor-presidente da Fundação Telefônica do Brasil, Sérgio E. Mindlin, iniciou a mesa-redonda I, com todos os EducaRedes, respondendo algumas questões dirigidas à Telefônica durante os eventos da manhã de segunda-feira. Depois de tiradas as dúvidas do público, o representante do EducaRede da Argentina, Jorge Leiva, apresentou os pilares que levam a tecnologia aos professores e estudantes por meio do portal do EducaRede e relatou um avanço de 400% na conexão da Internet em banda larga no país.

A representante do EducaRede na Argentina, Angeles Soletic, iniciou sua fala mostrando uma imagem do quadro de Jean Marc Cote, em que um professor girava uma manivela que introduzia, através de canos ligados à cabeça dos alunos, conhecimento. Segundo Angeles, o quadro de 1889 é um retrato de como a tecnologia representada pela Internet evoluiu ao longo dos anos. Daí a importância da inclusão digital.

“Temos um computador para cada chileno”, orgulha-se o representante do EducaRede no Chile,  Francisco Aylwin Oyarzún, que apresentou um panorama do acesso dos chilenos à Internet. Os representantes do EducaRede na Espanha e no Peru, Manoel Rodriguez e Hugo Diaz, também deram ênfase à situação atual da Internet em seus respectivos países.

A última a falar foi Priscila Gonsales, representante do EducaRede no Brasil, sobre o histórico e as ações do projeto brasileiro, apresentando alguns dados estatísticos sobre os avanços alcançados. O encerramento foi feito por Sérgio Mindlin que abriu espaço para perguntas dos professores presentes na platéia.
(Carla Menezes e Pâmela Roberta Issa Cheda)

Mesa-redonda II debate formação de docentes no mundo virtual

A mesa-redonda II, realizada no Parlatino (Plenário), teve como tema central a formação do professor num mundo ligado à era das novas tecnologias. Os convidados principais foram o professor Marco Silva, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e Marcelo Buzato, doutorando da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

De acordo com Marco Silva, a “mensagem” agora é um mundo aberto, em que é possível modificá-la. Hoje, o emissor pode possibilitar que o receptor também seja criador da mensagem. Há uma interatividade, ou seja, os dois trabalham em conjunto. Dessa forma, o professor não deve só transmitir a informação ao aluno, mas também interagir com ele.

Já a participação de Marcelo Buzato ficou centrada na questão dos letramentos digitais, que não estão ligados somente ao conhecimento técnico, mas à habilidade de compreender textos por meio dos dispositivos digitais. Segundo ele, alguns professores ainda não aderiram ao uso do computador por se sentirem analfabetos em novas tecnologias.

O evento ainda contou com a participação de Bernardete Gatti, da Fundação Carlos Chagas, e de Leila Lopes de Medeiros, da Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação (MEC).

Relato do MEC – Leila Lopes relatou a experiência do MEC na formação continuada de professores por meio da Internet. O objetivo do “Projeto Mídias na Educação” é ensinar professores a realizar na sala de aula um trabalho mais interessante e prazeroso para docentes e discentes, utilizando linguagens conhecidas pelas duas partes: a Web, o rádio, a televisão e o vídeo, como fontes de informação e pesquisa.

Outras propostas do Programa são o conhecimento compartilhado, a inclusão no processo digital e a troca de papéis entre professor e aluno. Para Leila Lopes, a tecnologia existente, por mais avançada que seja, não tem a menor possibilidade de substituir a figura do professor.
(Cynthia Pontes e Marcela Elizabeth Santos)

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Física em Ação

Física em Ação

Disciplina:

Física

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Mecânica
Tipo: Informática

Um recurso que pode ser utilizado como material de apoio para estudos e pesquisas relacionados à Mecânica é o CD-Rom “Física em Ação: Mecânica”, de César Rogério de Oliveira, publicado pela Editora da UFSCar. Trata-se de um livro em CD-Rom, que aborda os seguintes tópicos da Mecânica:

  • Leis de Newton
  • Movimento Retilíneo
  • Movimento Balístico
  • Movimento Circular
  • Movimento Harmônico
  • Gravitação
  • Energia e Trabalho
  • Momento LinearAlém de um texto sobre Mecânica, o CD-Rom contém animações, exercícios com respostas, questões avançadas, rotinas numéricas e exercícios resolvidos.

    O software possui uma linguagem objetiva, discute os principais tópicos da matéria e propõe um aprofundamento do conteúdo de forma gradual, com questões desafiadoras.

    Como exemplo, esse recurso pode ser utilizado para a realização de uma pesquisa sobre o tema Gravitação. O professor propõe aos alunos que façam uma pesquisa para levantar argumentos a favor e contra as idéias defendidas no modelo geocêntrico de Ptolomeu e heliocêntrico de Copérnico, destacando a importância e o triunfo da Teoria da Gravitação Universal de Newton para a Astronomia.

    Como estratégia de motivação para esse estudo, o CD-Rom sugere algumas questões que podem ser discutidas pelos alunos:

  • Se a Terra não é o centro do Universo, por que os objetos caem sobre ela?
  • Por que existem as diferentes estações do ano?
  • Por que enquanto é verão no Hemisfério Sul é inverno no Hemisfério Norte?
  • É possível colocar um satélite artificial em órbita em torno da Terra, de forma que sua órbita acompanhe o Círculo Polar Ártico?Essa atividade propicia a utilização do CD-Rom como fonte adicional de informações sobre o tema. Pode ajudar no aprimoramento de conceitos que não foram suficientemente explorados em sala de aula ou que necessitam de complementação por parte dos alunos, como suporte para seus estudos.

    O professor conclui a atividade propondo um debate em classe, dividindo os alunos em dois grupos: o primeiro apresenta argumentos que defendam a teoria geocêntrica e outro, a heliocêntrica.

    Os alunos podem utilizar as informações obtidas no CD-Rom para a elaboração de cartazes que facilitem o debate. Desse modo, o professor desenvolverá com seus alunos, além do conteúdo específico, habilidades de comunicação e argumentação, imprescindíveis para auxiliá-los no processo de tomada de decisão que envolve aspectos sociocientíficos.

    Referência:

    CD-Rom Física em Ação: Mecânica, de César Rogério de Oliveira, publicado pela Editora da Universidade Federal de São Carlos – UFSCar.
    End.: Via Washington Luís, Km 235, Caixa Postal 676, 13565-905, São Carlos SP

    Requisitos mínimos para instalação: 6 MB RAM, 10 MB disco rígido, Windows 95/NT, 486/50 MHz ou Macintosh 68030 System 7.1

    Texto original: Marcelo Barros
    Edição: Equipe EducaRede

 (CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)
27/11/2002