Resumo das mesas-redondas

Resumo das mesas-redondas

Terça (30/5)

Comunidades virtuais de aprendizagem representam uma revolução educacional

A mesa-redonda do Congresso contou com a participação do pedagogo Fernando Fonseca Júnior, da Fundação Vanzolini, a também pedagoga Lynn Alves, mestre e doutora em Educação e Comunicação pela Universidade Federal da Bahia, e a professora Vani Kenski, professora da Faculdade de Educação da USP e diretora do site Educacional.
Além deles foi ouvida também a coordenadora–executiva da Rede do Saber, Beatriz Scavazza, que relatou a experiência, iniciada em 2001, da Secretaria do Estado da Educação de São Paulo que, por meio de recursos como capacitação a distância de agentes educacionais, pretende democratizar o conhecimento nas 5,9 mil escolas de todo o Estado.

“Comunidades Virtuais de Aprendizagem” foi o tema proposto para a mesa. Fonseca Júnior começou por elucidar o conceito de rede usado para nomear o contato entre seres humanos no mundo virtual, podendo ser chamado também de grupo ou tribo virtual. Ao citar a frase do educador Paulo Freire “a educação começa sempre por um encontro”, demonstrou que a rede pode ser sim um espaço de aprendizagem. Uma rede nem sempre significa comunidade, que pressupõe obrigações, história e cotidianos comuns.

Para Vani, o uso da rede como comunidade de aprendizagem é um ideal que implica mudanças profundas na forma educacional atual e depende, principalmente, de vontade política. Nesse novo modelo, pode-se navegar em múltiplas direções que nos levam à aprendizagem, ao passo que a escola tradicional, representada por uma pirâmide, é um “espaço de exclusão por excelência”, como citou a professora. Ela acredita que a idéia de que “só se aprende vendo e ouvindo é medieval”, e que atualmente é mais importante estar presente em pensamento do que corporalmente, o que não significa indisciplina, ao contrário: aprendizagem virtual exige maior disciplina dos envolvidos.

Pesquisadora do uso de jogos no ambiente pedagógico, Lynn acredita que mesmo os jogos violentos podem ser usados como instrumento. Para isso, é preciso que a escola apreenda a nova linguagem que os nativos digitais – nascidos na década de 80 – trazem. Nesse contexto, ela citou os alunos das escolas públicas que, desde então, de uma forma mais ou menos intensa, estão incluídos em algum programa de informatização do ensino.

Para os participantes da mesa, as habilidades oriundas das experiências com o infomeio ainda não são aceitas no âmbito escolar, gerando conflitos na sala de aula.
(Cecília Bacha)

Discussões sobre a ética norteiam as regras de uso equilibrado da Internet

A mesa-redonda III, com o tema “Internet e interações: novos meios de participação social”, realizada no último dia do Congresso, teve a mediação de Eduardo Chaves, professor titular na Unicamp, com a participação de Maria Irma Marabotto, Roberto Lerner e Sofia Lerche Vieira.

Maria Irma é diretora acadêmica da Fundec (Fundación para el Desarrollo de los Estudios Cognitivos) de Buenos Aires, Argentina. Os principais temas abordados por ela foram os novos modos de relações pessoais e de pensar que a Internet proporciona aos usuários, como a “hiperinformação”, que pode causar a perda de sentido dos assuntos tratados, e a aprendizagem a partir da participação.

Segundo ela, os professores devem ajudar o aluno a determinar qual a diferença entre cada um dos três principais tipos de conteúdos disponíveis na Internet: o conhecimento obsoleto, que pode ser descartado pelo aluno, o fundamental e aquele que o aluno pode aproveitar de alguma outra forma no seu dia-a-dia, construindo novos conhecimentos.

O psicólogo Roberto Lerner, da PUC Peru, trouxe à mesa sua contribuição sobre relações interpessoais em espaço virtual. Disse que na Internet as pessoas perdem a vergonha, uma das emoções mais antigas da humanidade. Nela o ser humano se solta e está pronto a revelar sua verdadeira face, pois não tem o medo da crítica e facilmente encontrará outros que se identificarão com seus pensamentos. A rede é um companheiro em todas as horas, e cabe também à escola, como educadora da sociedade, estar pronta a discutir as questões dos limites éticos e morais que envolvem os acessos à Web. Ele não acredita que a rede possa substituir contatos pessoais, como se teme, ou que torne as pessoas egoístas ou individualistas, argumentando que estes são problemas bem antigos. Diante da tela, assim como em todos os lugares de convívio social, a pessoa pode manifestar o melhor ou o pior de si. A proibição de acessar alguns sites indesejáveis não afasta o problema, mas a observação dos educadores e a abertura para discussões acerca da real necessidade é o melhor caminho.

Relato de experiência – A professora e pesquisadora do CNPq (Centro Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) Sofia Lerche Vieira apresentou o Projeto História do Ceará em Rede, cujo objetivo é o resgate da auto-estima dos cearenses por meio da inclusão digital. A pesquisadora enfatizou que, antes da inclusão digital, é necessário haver a inclusão social, possibilitando, assim, o desenvolvimento e crescimento do Estado do Ceará como um todo. Em 2005, foram realizadas diversas oficinas virtuais de texto no portal EducaRede, com foco em histórias reais e experiências do cotidiano dos alunos. Alunos e professores de 50 municípios produziram 75 livros virtuais que falam sobre o povo cearense, buscando resgatar a identidade local no processo de aprendizagem. Foram selecionados 15 desses livros para serem impressos e distribuídos nas escolas da rede pública em programas de alfabetização de adultos.

Opinião da platéia – “A cada situação aprendemos algo novo. Achei excelente a oportunidade de participar de um evento como esse. Aliás, o evento todo está muito bem organizado. Achei excelente a fala do professor Lerner, que fez um resgate histórico da tecnologia digital”, disse Zilá A. P. Moura e Silva, doutora em Didática pela Faculdade de Educação da USP.

Para Jorge Lopes Medrado, professor do Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos de Itaquera-SP, “o projeto desenvolvido no Ceará é semelhante ao que desenvolvi aqui em São Paulo – Itaquera, com as oficinas de criação. Uma grande preocupação dos professores é o acesso dos alunos a sites não autorizados. Somente com ética e cidadania nas escolas venceremos esse problema”.
(Pâmela, Marcela Elizabeth e Márcia Nascimento)


Segunda (29/5)

Representantes dos EducaRedes traçam panorama ibero-americano
da Internet na Educação

O diretor-presidente da Fundação Telefônica do Brasil, Sérgio E. Mindlin, iniciou a mesa-redonda I, com todos os EducaRedes, respondendo algumas questões dirigidas à Telefônica durante os eventos da manhã de segunda-feira. Depois de tiradas as dúvidas do público, o representante do EducaRede da Argentina, Jorge Leiva, apresentou os pilares que levam a tecnologia aos professores e estudantes por meio do portal do EducaRede e relatou um avanço de 400% na conexão da Internet em banda larga no país.

A representante do EducaRede na Argentina, Angeles Soletic, iniciou sua fala mostrando uma imagem do quadro de Jean Marc Cote, em que um professor girava uma manivela que introduzia, através de canos ligados à cabeça dos alunos, conhecimento. Segundo Angeles, o quadro de 1889 é um retrato de como a tecnologia representada pela Internet evoluiu ao longo dos anos. Daí a importância da inclusão digital.

“Temos um computador para cada chileno”, orgulha-se o representante do EducaRede no Chile,  Francisco Aylwin Oyarzún, que apresentou um panorama do acesso dos chilenos à Internet. Os representantes do EducaRede na Espanha e no Peru, Manoel Rodriguez e Hugo Diaz, também deram ênfase à situação atual da Internet em seus respectivos países.

A última a falar foi Priscila Gonsales, representante do EducaRede no Brasil, sobre o histórico e as ações do projeto brasileiro, apresentando alguns dados estatísticos sobre os avanços alcançados. O encerramento foi feito por Sérgio Mindlin que abriu espaço para perguntas dos professores presentes na platéia.
(Carla Menezes e Pâmela Roberta Issa Cheda)

Mesa-redonda II debate formação de docentes no mundo virtual

A mesa-redonda II, realizada no Parlatino (Plenário), teve como tema central a formação do professor num mundo ligado à era das novas tecnologias. Os convidados principais foram o professor Marco Silva, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e Marcelo Buzato, doutorando da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

De acordo com Marco Silva, a “mensagem” agora é um mundo aberto, em que é possível modificá-la. Hoje, o emissor pode possibilitar que o receptor também seja criador da mensagem. Há uma interatividade, ou seja, os dois trabalham em conjunto. Dessa forma, o professor não deve só transmitir a informação ao aluno, mas também interagir com ele.

Já a participação de Marcelo Buzato ficou centrada na questão dos letramentos digitais, que não estão ligados somente ao conhecimento técnico, mas à habilidade de compreender textos por meio dos dispositivos digitais. Segundo ele, alguns professores ainda não aderiram ao uso do computador por se sentirem analfabetos em novas tecnologias.

O evento ainda contou com a participação de Bernardete Gatti, da Fundação Carlos Chagas, e de Leila Lopes de Medeiros, da Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação (MEC).

Relato do MEC – Leila Lopes relatou a experiência do MEC na formação continuada de professores por meio da Internet. O objetivo do “Projeto Mídias na Educação” é ensinar professores a realizar na sala de aula um trabalho mais interessante e prazeroso para docentes e discentes, utilizando linguagens conhecidas pelas duas partes: a Web, o rádio, a televisão e o vídeo, como fontes de informação e pesquisa.

Outras propostas do Programa são o conhecimento compartilhado, a inclusão no processo digital e a troca de papéis entre professor e aluno. Para Leila Lopes, a tecnologia existente, por mais avançada que seja, não tem a menor possibilidade de substituir a figura do professor.
(Cynthia Pontes e Marcela Elizabeth Santos)

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Repercussão entre os participantes

Participantes parabenizam o Congresso
O III Congresso Ibero-Americano termina deixando nos participantes a sensação de “quero mais”. Foram conferências, relatos de experiências, mesas-redondas, painéis e oficinas pelas quais passaram mais de 1,5 mil educadores. Higino Vieira foi um deles: ?Participar desse Congresso serve para nosso aprimoramento e nos ajuda a desenvolver um telecentro?.

Para o professor da rede pública e representante da Ong “Centro Espírita O Consolador”, em Maceió, participar do III Congresso teve um gostinho especial. Em 2005, a Ong que ele representa foi contemplada com o Prêmio Itaú Unicef, categoria regional, pelo desenvolvimento do Projeto Criança Integrada. O Prêmio é coordenado pelo Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária), que também coordena o EducaRede no Brasil. Higino faz um balanço do Congresso: ?De tudo que ouvi nesses dois dias, o que chamou muito a minha atenção foi ouvir falar da valorização da cultura, das oportunidades de se comunicar no mundo virtual e, o mais importante, sobre a inclusão digital, tão prometida nesse país?.
(Júnior Alves)

Leia os comentários dos professores da rede pública do Estado de São Paulo que participam do projeto Coisas Boas Para Minha Terra e estiveram no III Congresso Ibero-Americano EducaRede:
“Fiquei perplexa pela imensidão do III Congresso com relação à organização, qualidade das exposições, pelos palestrantes tão eficientes, comprometidos com a Educação, dispostos a nos dar suporte e pelo tratamento dedicado aos professores, pois em poucas ocasiões nos dão tratamento tão especial que valorizam o nosso trabalho e propiciam que nossa auto-estima seja resgatada de forma satisfatória, afinal somos pessoas que também precisam de reconhecimento. Obrigada a todos os envolvidos por colaborarem para a realização desse maravilhoso e inesquecível evento.”
Aparecida de Almeida Silva ? E.E. Profª Maria Elena Colonia (Mauá)

“Foi ótimo! Recebemos uma quantidade enorme de informações, mas valeu a pena. Se eu conseguir aplicar 10% de tudo o que eu ouvi por lá, me sentirei realizada, porque sei que vou deixar multiplicadores para que nossas aulas, no futuro, sejam bem mais dinâmicas. Até eu entrar no projeto Coisas Boas da Minha Terra eu tinha o maior medo de ligar um computador, não navegava pela rede, o que muitas vezes me deixava mal, por me achar desatualizada. Mas o EducaRede apareceu do nada e me fez perder o medo e também correr atrás daquilo que eu queria aprender. Hoje posso lhes garantir que sou a maior entusiasta do uso da Internet em minha escola. Parabéns ao pessoal do EducaRede, mais uma vez valeu. Obrigada pelo trabalho de vocês.”
Regina Braga ? E.E. Canuto do Val (São Paulo)

“Foi uma experiência de um valor inestimável, que com certeza vai contribuir muito para melhorar minhas práticas pedagógicas em sala de aula. Os avanços das novas tecnologias e o perfil dos alunos nesta fase contemporânea têm despertado minha atenção. É por isso que estou buscando novos caminhos e experiências que possam me ajudar a contribuir com uma Educação de qualidade.”
Orminda Noronha Brito ? E.E. Ver. Valter da Silva Costa (Itaquaquecetuba)

“Parabéns a toda equipe que participou direta e indiretamente da organização do Congresso. O tema foi muito bem abordado, a tarefa de lançar propostas em ações que são capazes de provocar reflexões sobre a prática do uso de redes de comunicação e da multimídia só nos faz refletir que precisamos nos ‘plugar’ e não nos ‘deletar’.”
Maria de L. de M. Pezzuol ? E.E.Ver. Narciso Yague Guimarães (Mogi das Cruzes)

Oficina conquista educadores

Oficina conquista educadores no primeiro dia de Congresso

A professora Zilda Kessel ministrou uma oficina, na tarde desta segunda, para cerca de 20 educadores de diversas partes do país, na qual apresentou os portais EducaRede  e RiSolidária, mostrando os links, ferramentas e estratégias para contribuir com a inclusão digital nas escolas. Os participantes se mostraram bastante entusiasmados com a oficina.

Estudante do último ano de Matemática, Eliandro Pereira Gomes viajou da cidade de Santa Clara do Oeste, no Mato Grosso do Sul, até São Paulo para acompanhar o Congresso e gostou do que viu. “Até 2005 não tínhamos salas de Informática na escola municipal. Os professores ainda não são capacitados para exercerem a integração da Educação com a informática, mas com esta oficina, pude ver que posso encontrar uma maneira de tornar a Matemática mais divertida para os alunos que se ‘assustam’ com os números”.

A professora de Educação Física Márcia Nunes espera que mais escolas tenham a possibilidade de implantarem um sistema de Educação que leve em conta as novas tecnologias. A oficina EducaRede será realizada novamente no III Congresso Ibero Americano EducaRede nesta terça feira, às 14 horas.
(Leonardo Pollisson)

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Interagindo, a gente se entende

Interagindo, a gente se entende

O especialista Marco Silva esclarece dúvidas dos professores, dando uma amostra da sua participação no III Congresso Ibero-Americano EducaRede

As perguntas sobre o uso da Internet na escola não são poucas. Mas geralmente são comuns entre os professores que, na cibercultura, são estimulados a rever posturas e teorias que ainda dominam suas práticas. Para responder algumas dessas dúvidas, o EducaRede convidou o professor Marco Silva, subdiretor do departamento de Educação a Distância da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, para um bate-papo com internautas do Portal.

O organizador dos livros “Educação online” e “Avaliação da aprendizagem em Educação online” participará do III Congresso Ibero-Americano EducaRede, que será realizado nos dias 29 e 30 de maio, em São Paulo (SP). Mas, antes disso, Marco Silva interagiu com os internautas durante uma longa

conversa.
Confira trechos da interação.

Mudança de paradigmas

Adriana: Quais os desafios que a Internet traz para o professor?
Marco Silva: O desafio da Internet para o professor é a interatividade, algo diferente da transmissão própria da cultura da mídia de massa onde se encontra sua própria docência tradicionalmente cristalizada. Estamos todos acostumados com a tela da TV que transmite. Na Internet, o paradigma comunicacional é a interatividade. Os professores não estão acostumados a isso. Precisam de formação para tal.

Elessandra: Mesmo não tendo o apoio da direção e coordenação escolar, nós professores somos capazes de fazer a nossa sala de aula interativa?
Marco:
Claro que o apoio da direção e dos colegas professores é valiosíssimo. Entretanto, não podemos depender deles. Temos que começar o trabalho em nossa sala de aula, negociando o processo com os aprendizes, já realizando aí a interatividade.

Valéria Cristina Basílio: Às vezes fico inquieta ao discutir com colegas sobre o uso da Internet nas pesquisas dos alunos. Alguns argumentam que é pura cópia, por outro lado acredito que seja uma forma de enriquecimento cultural muito válida. Como você vê essa questão?
Marco: 
Cópia por cópia já se faz tradicionalmente em Educação. A escola é a primeira a legitimar a cópia com sua pedagogia da repetição. O que tem sido grande parte da docência se não o incentivo à repetição daquilo que o professor transmitiu? O problema começa aqui. A escola não incentiva a criação, mas sim a repetição.

Adriana: Os conteúdos na Internet não são lineares como estamos acostumados na escola. Isso pode gerar insegurança no professor?
Marco: Sim, pode. Contudo, temos que encarar esse desafio desenvolvendo práticas sustentadas em lógicas hipertextuais. É preciso sair da segurança das receitas prontas. É preciso ensinar a buscar informações de qualidade nesta grande confusão de dados que é o ciberespaço. Não há como exercitar isso sem se molhar na chuva.

Alex Sandro C. Sant’Ana: O que seria o “novo espectador”, termo que você cita em seu livro “A sala de aula interativa“, no contexto do cotidiano escolar?
Marco:
Resgato aqui um trecho que publiquei em outro espaço. “Ele é menos passivo perante a mensagem mais aberta à sua intervenção. Ele aprendeu com o controle remoto da TV, com o joystick do videogame e agora aprende com o mouse. Assim ele migra da tela estática da TV para a tela do computador conectado à Internet. Ele é mais consciente das tentativas de programá-lo e é mais capaz de esquivar-se delas. Ele evita acompanhar argumentos lineares que não permitem a sua interferência. E lida facilmente com o hipertexto, com o digital; dele depende o gesto instaurador que cria e alimenta a sua experiência comunicacional: dialogar, interferir, modificar, produzir, partilhar. O jovem da geração digital lembra a criança que vai ao teatro infantil: quer subir no palco e interferir na cena. Essa atitude menos passiva diante da mensagem é sua exigência de uma nova sala de aula.”

Blog, Orkut e aprendizagem

Rita de Cássia S. Barbosa: Como buscar para a vida real alunos que freqüentam casas de jogos virtuais e que já estão alienados?
Marco:
Traga os jogos virtuais para dentro da sala de aula.

Bia: Como controlar o uso indevido de sites (sem conteúdo, explícitos etc.) focalizando o aprendizado?
Marco: 
Discuta com seus alunos a diversidade de informação própria da Internet e juntamente com eles selecione informações pertinentes aos projetos de aprendizagem. Crie contratos negociados e gerenciados pelo próprio grupo. Não desestimule a turma frente à enxurrada de informações. Aproveite essa enxurrada com possibilidade democrática de formação da cidadania na sociedade da informação.

Soltex: Como podemos incentivar os alunos a buscarem informações, pois muitos deles só querem a Internet para sites impróprios e banais? Agora, entre eles, a moda é o Orkut. Como tirar proveito disso?
Marco:Crie projetos com questões que interessem aos alunos articuladamente com a proposta pedagógica. Os alunos terão interesse em buscar informações de interesse coletivo. Faça gincanas, jogos. Aproveite os espaços de que eles gostam, como o Orkut, e crie situações de aprendizagem a partir desses ambientes online, já conhecidos por eles. Estimule a construção de blogs e fotologs sobre temas instigantes e contextualizados com as questões de interesse dos jovens. Proponha projetos em que os jovens são os protagonistas.

Lúcia Lazarini: É necessário estipular um tempo, por dia, para as crianças utilizarem a Internet? Você acha que a Internet pode ser prejudicial ao relacionamento, à criação de relações verdadeiras entre os jovens?
Marco: A Internet deve ser livre para todos. Os pais precisam estar por perto. Há site perigosos. Há conteúdos nocivos. Todavia, há o mesmo na rua, na esquina, enfim na vida presencial.

Martaelen: Gostaria de saber se você acha que os blogs, vlogs, flogs são de fato um espaço pedagógico a ser aproveitado ou apenas modismos.
Marco: São interfaces que emergem na cibercultura. São valiosos espaços de encontro, de sociabilidade. Podem ser utilizados didaticamente pelo professor que esteja formado para tal. O desafio é a formação do professor. Ou ainda sua inclusão digital.

Laboratórios de Informática

Erika Calou: Como trabalhar com inclusão digital se nossas escolas são carentes de computadores?
Marco:
Neste caso, é preciso fazer parcerias e projetos com outros professores dividindo a turma em pequenos grupos. Para isso a escola precisa incluir em seu projeto pedagógico o uso do laboratório articuladamente com a docência. Ao mesmo tempo, é preciso romper com o tempo rígido das aulas de 50′. E também criar parcerias e trabalhos coletivos, projetos, dividindo as turmas e as atividades… Tudo isso sem esquecer de cavar políticas públicas para abastecimento da escola com mais computadores conectados em banda larga.

Robledo: Sou orientador tecnológico e o apoio o professor no laboratório. Como conquistar o professor e fazer funcionar essa parceria?
Marco:
Procure sensibilizar os professores da escola para o computador e para a cibercultura. Sem isso será impossível. Trata-se de grande mudança paradigmática em relação à cultura da TV e da máquina de escrever.

Robledo: Como devem ser as políticas de uso dos laboratórios das escolas?
Marco: 
As escolas devem decidir isso juntamente com professores e alunos, democraticamente, estimulando todos a encontrarem agendas e finalidades para o uso.

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Resumo dos painéis

Resumo dos painéis

Segunda (29/05)

“Aprendizagem na era digital” propõe mudanças no ensino a longo prazo

Dando continuidade às atividades do Congresso, o painel “Aprendizagem na era digital”, que aconteceu às 14h da segunda (29), trouxe como convidados o professor José Manuel Morán, coordenador de projetos online da Faculdade Sumaré em São Paulo;  Claudemir Viana, pesquisador do LAPIC (Laboratório de Pesquisas sobre Infância, Imaginário e Comunicação do ECA/USP), e Marina Nunes, pesquisadora da Fundação Carlos Chagas (FCC/SP).

Morán defendeu a teoria de que as escolas sejam mais semi–presenciais, focadas na área de pesquisa, projetos, produções e resultados. Os professores passam de informadores para orientadores, gestores e mediadores. “Algumas escolas estão começando com essas inovações. Com isso, chegaremos a uma tendência na Educação escolar para o universo digital, buscando assim a flexibilidade na aprendizagem e no ensino, no tempo e espaço (fora ou dentro da escola), na forma e na tecnologia”, afirma Morán.

O Ministério da Educação prevê que daqui a cinco anos os alunos de Ensino Superior estarão realizando cursos menos presenciais. “Por que devemos obrigar os alunos a irem sempre à escola, se podemos usar a Internet? Estamos a caminho do modelo semi–presencial e a conseqüência desse fato é acabar com o confinamento”, finaliza o professor.

A pesquisadora da FCC/SP, Marina Nunes, acredita na valorização do uso da tecnologia na formação continuada dos docentes. “É preciso que haja uma postura do corpo docente para a utilização dos recursos digitais, assim caminharemos junto com as crianças sempre em busca de novos aprendizados”, declara Marina.

Já Claudemir Viana falou sobre a aprendizagem no processo lúdico da criança em meios tecnológicos. “Jogar, para as crianças, é um tempo valioso; já para os adultos é considerado tempo perdido”, afirmou Viana. Ele conclui que é preciso se relacionar enquanto seres humanos, utilizando a tecnologia para a formação das crianças. A palestra do professor Claudemir baseou-se nos estudos do que representa a mídia digital e como esse contexto acontece na vida dos pequenos.

A presença do universo digital no cotidiano das pessoas é um fato. Mas, conforme todos os convidados desse painel, a tecnologia só tem importância se o homem caminhar com os avanços tecnológicos.
(Tatiana Izquierdo e Denise Helena)

Publicação e autoria da Internet
A coordenadora de projetos de educomunicação da Gens Serviços Educacionais, Grácia Lopes Lima, abriu o painel com uma mostra de programas audiovisuais produzidos por alunos de 3ª série do Ensino Fundamental de escolas públicas da região de Sorocaba (SP). Segundo Grácia, é gratificante ver o empenho das crianças na autoria dos textos, produção e atuação das mesmas nos próprios programas. “Precisamos de ações que envolvam pessoas em processos criativos”, disse a coordenadora.

O professor Jorge Lopes Medrado, do Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos de Itaquera (Cierj), em São Paulo, apresentou o Projeto Fole (Falando, Ouvindo, Lendo e Escrevendo), que tem como meta aproximar dos computadores pessoas que nunca tiveram experiência com o uso deles. O projeto envolveu alunos com idade entre 15 e 60 anos, inclusive os não alfabetizados, e foi desenvolvido na Oficina de Criação do Portal EducaRede. Ao final, os textos produzidos pelos alunos foram publicados em um livro virtual. Medrado fez elogios à coordenação do Cenpec, pelo apoio nos momentos difíceis. Os alunos já produziram mais outros dois livros, disponíveis no Portal: “Heróis da Resistência” e “Foto & Grafia”.

A doutora em Didática pela USP, Professora Zilá A.P. Moura e Silva, ex-professora da Unesp, trouxe ao painel vivência de alunos e professores como autores de blogs utilizados como instrumentos para a aprendizagem, a socialização e o crescimento profissional e pessoal de alunos e professores.
(Márcia Nascimento)


Pesquisa na Internet: que cuidados tomar? Como fazer?

No Painel Pesquisa na Internet, a professora e pesquisadora do Cenpec, Sônia Bertocchi, propôs aos educadores que ensinem seus alunos a avaliar o que está disponível na Internet, já que nem tudo o que está na rede é confiável e pode ser utilizado no processo de aprendizagem. Entre os critérios apontados por Sônia nesta avaliação estão: a procedência da fonte e sua credibilidade; a intencionalidade do site; a navegabilidade; a interatividade com os navegadores; e qual o espaço reservado para publicação de material.

Já a jornalista e mestre em Comunicação Social pela ECA/USP, Januária Cristina Alves, contou como o blog Yahoo! Busca Educação (www.yahoo.com.br/buscaeducacao) orienta professores e alunos nas pesquisas. No blog, eles encontram um manual, disponível para download, que ajuda os educadores a se familiarizarem com os mecanismos de busca. O Yahoo Educação também cobriu o evento. Clique aqui para ler. 
(Ana Carolina Santos)

Convidados apresentam projetos de Educação a Distância
O painel de discussão sobre educação a distância, realizado no Auditório Ulysses Guimarães, contou com a participação dos convidados: Silvia Dotta (mestre em Educação pela Unicamp), Jane Margareth de Castro (assistente da área de Educação da Unesco) e Frederic Litto (coordenador científico da Escola do Futuro – laboratório interdisciplinar da Universidade de São Paulo). O Painel contou com mais de 60 participantes entre professores, supervisores escolares e gestores em Educação.

Silvia Dotta apresentou um projeto realizado pelo Lapeq – Laboratório de Pesquisa do Ensino de Química – Feusp. “Formação de tutores para o diálogo virtual” consiste na ajuda online a estudantes de Ensino Médio, preferencialmente de escolas públicas, e funciona como uma espécie de tira-dúvidas em que o estudante acessa o site, envia sua pergunta e ela é respondida por um universitário que atua como seu tutor. A chave do projeto é a interatividade entre os estudantes de Ensino Médio e os estudantes universitários, que respondem as dúvidas.

Logo após a apresentação, Jane Margareth de Castro explicou o projeto “As tecnologias na sala de aula para potencializar o ensino e a aprendizagem”, realizado em parceria com o Ministério da Educação (MEC). Parte do corpo docente de escolas públicas dos Estados da Bahia e Piauí e técnicos da Secretaria de Educação dos Estados receberam treinamento em Brasília para implantar a utilização dos laboratórios de informática em suas escolas. O projeto também contribuiu para o entrosamento dos outros docentes das escolas, dos alunos e da manutenção dos laboratórios, diminuindo assim a evasão escolar.

O professor Frederic Litto apresentou o projeto “Escola do Futuro”, do Laboratório Interdisciplinar da USP. O projeto desenvolve estudos sobre como implementar as novas tecnologias no dia-a-dia dos estudantes de escola pública. Inicialmente, a Escola do Futuro só atingia estudantes de Ensino Fundamental e Médio, porém, atualmente tem sido procurada por estudantes universitários para a realização de pesquisas e por empresas para a especialização de profissionais. Além da implementação das novas tecnologias nas escolas, o projeto oferece vasto conteúdo online aos estudantes através de uma biblioteca virtual. Maiores informações no site: www.futuro.usp.br.

A professora Sueli Araes (supervisora da Diretoria de Ensino, região Leste 5 – São Paulo) afirma que aproveitará o que foi exposto no Painel em projetos que já participa. “Eu estou trabalhando em quatro meio virtuais como tutora e monitora, então aproveitarei com certeza tudo o que foi dito aqui.”
(Leandro Biggi)

Terça (30/5)

Múltiplas linguagens para atrair professores e alunos
O painel “Múltiplas Linguagens” abordou a utilização de novas tecnologias para atrair a atenção dos estudantes e contou com a participação dos seguintes convidados: Gabriel Pillar Grossi, diretor da revista Nova Escola, Luiz Chinan, professor da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial, e Anna Penido, diretora Executiva da Cipó – Comunicação Interativa.

Gabriel Grossi começou apresentando a revista Nova Escola aos presentes e demonstrando o quanto o acesso ao seu conteúdo aumentou depois da iniciativa de disponibilizá-lo online. A revista, nas duas versões (impressa e online), tem como proposta a capacitação de professores e a exposição dos trabalhos realizados nas escolas, atingindo hoje quase toda a rede dos Ensinos Fundamental e Infantil do país.

Luiz Chinan começou apresentando dados de uma pesquisa realizada pela Câmara Brasileira do Livro que mostra que a média de livros lidos no Brasil é de 1,4 por habitante a cada ano. A partir das informações desta pesquisa, o professor desenvolveu um projeto que visa despertar a atenção do jovem para a importância da leitura: o livroclip, uma animação com o resumo de uma obra literária. Ele apresentou em primeira mão aos participantes do painel o livroclip “O Inferno de Dante”, da obra “Divina Comédia”, de Dante Alighieri. Confira alguns livroclips publicados na Biblioteca do EducaRede.

Anna Penido, a última a falar no painel, demonstrou como um projeto que começa aos poucos pode alterar o cotidiano das escolas. A diretora da Cipó apresentou um trabalho realizado na rede municipal de ensino de Salvador para a inserção dos jovens na sociedade por meio das mídias. O projeto utiliza a comunicação para combater a invisibilidade, trabalhando com a realidade de cada região. No projeto, os jovens, individualmente ou em grupo, trabalham uma mídia desenvolvendo um produto, desde sua criação até a divulgação para a comunidade. O projeto teve efeitos positivos em todas as escolas em que foi implantado, e a Cipó oferece auxílio a outras escolas interessadas em implementá-lo. Maiores informações: www.cipo.org.br

“As discussões deste painel nos ajudam a usar as mídias dentro da sala de aula. Agora precisamos vincular esses projetos e articular para que realmente aconteçam na escola”, disse a coordenadora pedagógica da EMEF Conde Luiz Eduardo Matarazzo (São Paulo), Márcia Cerqueira Souza, que assistiu ao painel.
(Leandro Biggi)

Formação a distância volta ao debate
No segundo dia do Congresso, a “Formação a distância” voltou ao debate no painel que reuniu Anna Christina de Azevedo, designer da secretaria de Educação a Distância do MEC, Maria Isabel Porazza Mendes, coordenadora pedagógica do Núcleo de Educação a Distância do SENAC, e Anna Helena Altenfelder, coordenadora da Comunidade Virtual Escrevendo o Futuro.

Anna Helena apresentou aos participantes do painel a Comunidade Virtual (CV) “Escrevendo o Futuro”, que reúne professores e alunos de todo país em prol da melhoria do ensino e da aprendizagem nas escolas. O projeto conta com um concurso nacional de textos para formação dos professores, abrange todos os Estados do país e mais de 3 mil municípios.  Para Anna Helena, “a grande preocupação é a formação dos professores”. Atualmente, são cerca de 1.180 participantes da comunidade, e os professores interessados podem procurar maiores informações no endereço eletrônico www.escrevendoofuturo.org.br

Anna Christina apresentou o projeto que tem como propósito facilitar a vida do profissional que planeja cursos a distância. E assim nasceu o curso: “Como fazer objetos de aprendizagem”. Foram selecionados 16 alunos de Estados diferentes para participar do curso. Segundo a designer do MEC, todos os alunos, ao final do curso, foram aproveitados pelo projeto. “Queríamos que os profissionais refletissem sobre como planejar o material didático.”

Maria Isabel divulgou seu projeto sobre História da Ciência e Hipertextos, cujo objetivo é propor a reflexão sobre a História da Ciência para entendê-la como uma rede de eventos. Para ela, a História da Ciência auxilia na contextualização e humanização da Ciência. A abordagem pedagógica do projeto é a aprendizagem participativa e dialógica.

Todos os projetos apresentados visam à melhoria do ensino, não só dentro da sala de aula, mas longe dela também. E a platéia do painel, formada por educadores, recebeu com entusiasmo as propostas exibidas. Para a professora Rosangela Maria Cunha, de São Paulo, tais projetos “agregam conhecimento, e os professores só têm a ganhar com isso”. Ela acredita no sucesso da formação a distância, um “processo natural na educação nacional”.
(Felipe Ananias)


Animações dominam painel sobre estrutura da Internet

O painel “Estrutura de uso da Internet” reuniu propostas que estimulam os professores a desenvolverem atividades com o uso da Internet. Um dos projetos apresentados foi o RIVED, – Rede Interativa Virtual de Educação – do MEC, que tem como objetivo a produção, capacitação e distribuição de conteúdos educativos na Internet. A coordenadora do RIVED, Carmem Lúcia Prata, explicou que o site do projeto (http://rived.proinfo.mec.gov.br/) disponibiliza módulos com atividades, organizados de maneira atrativa para crianças e adolescentes, com animações que proporcionam a interatividade. No site está disponível um guia com propostas de aulas, que dão uma idéia de como utilizar esse material.

O especialista em criação de ambientes de aprendizagem e pesquisador da Escola do Futuro da USP, César Nunes, apresentou outro projeto que integra alunos universitários e de escolas do Ensino Médio. Jovens da rede pública criam roteiros para conceitos de Física e Química e depois os universitários desenvolvem essas histórias criando “Objetos de Aprendizagem” – simulações animadas – que são publicadas no site http://www.labvirt.futuro.usp.br/

A palestra do consultor em Tecnologia Educacional do Senac, Jarbas Novelino Barato, começou com uma gincana. A brincadeira demonstrou para os educadores presentes como a construção de uma rede de fontes pode ser divertida e muito instrutiva, pois é através dela que as buscas na Internet se concretizam. A proposta de Barato é a Webgincana, uma disputa entre os alunos que recebem desafios em forma de questões e missões, proporcionando um aprendizado não somente dentro da sala de aula ou de Internet, mas também em atividades extra–classe. Mais informações: http://dev.utopia.com.br/formulario/ e http://aprendente.blogspot.com/
(Ana Carolina Santos)

Comunidades virtuais proporcionam trocas enriquecedoras

As comunidades virtuais podem promover a interação entre os docentes, proporcionando troca de informações e conhecimentos em meio virtual, acredita Lilian Starobinas. A coordenadora de projetos da Cidade do Conhecimento defende a atualização constante do professor e isso pode acontecer por meio de comunidades virtuais. Quanto mais pesquisas e conteúdos ele conhecer, mais recursos terá para ampliar seu discurso e enriquecer suas aulas. “A idéia é que, participando de uma comunidade virtual, o professor crie uma leitura do mundo digital e também passe a ter disposição pra se servir dele e pra contribuir com ele”, disse Lilian.

Marilina Lipsman, pesquisadora da Universidade de Buenos Aires, explicou como funciona o Portal EducaRede na Argentina, do qual faz parte. Ela explicou que, como no caso do Portal brasileiro, o EducaRede propõe a inclusão de novas tecnologias da comunicação nas escolas para complementar as práticas de ensino e o aprendizado do discente. Por meio do Portal, os professores têm um campo para desenvolver o intercâmbio entre eles e também se atualizar e difundir suas experiências educacionais. Já Rosa Martha Cruz Del Valle contou sobre o processo de implementação de comunidades virtuais por meio do EducaRede do México. O painel terminou com um debate entre palestrantes e platéia.
(Cynthia Pontes)

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)