Tropa de Elite

Disciplina: Matemática, Língua Portuguesa/Literatura, Geografia, História, Ciências
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Corrupção, drogas, violência, juventude
Tipo: Filme

A proposta a seguir é um desafio. Não no sentido de competição, evidentemente, mas de incitamento e provocação. O objetivo é estimular o professor a exercitar uma prática, infelizmente, nada comum nas escolas: a pesquisa de opinião. É também uma provocação, na medida em que se tira das mãos do professor o controle sobre o processo e o resultado da pesquisa, que é repassado aos alunos e às alunas. Ou seja, embora sua presença seja absolutamente fundamental em cada um dos momentos da pesquisa, não é o professor, sozinho, quem deve decidir os rumos que ela vai tomar.

Clique aqui e saiba por que trabalhar o filme

O que se espera desse trabalho pedagógico é que você, professor, não seja um “transmissor de conteúdos”, mas sim um mediador das relações que se estabelecerão a partir da atividade a ser realizada. Por quê? Por uma razão muito simples: a dimensão do tema proposto. Embora as ciências biológicas e jurídicas, por exemplo, há muito tempo tenham se posicionado em relação ao uso das drogas e, portanto, tenham muito a dizer a esse respeito, os negócios com produtos ilícitos aumentaram de tal forma –  uma vez que muitos jovens entraram no jogo – que se esperam outras abordagens sobre o assunto.

Quer dizer: se tem oferta crescente é porque há procura crescente. Seja por mera curiosidade, seja por necessidade de se sentir respeitado pelos amigos, seja por dependência química de tais produtos, o fato é que o tema das drogas não pode ser ignorado. Ao contrário, precisa ser encarado pela escola como um todo e, particularmente, por você, que todos os dias tem, bem à sua frente, adolescentes e jovens atentos não somente em saber o que você pensa sobre as coisas em geral, mas, sobretudo, como se comporta perante aquelas que, como as drogas, atingem tantas pessoas.

Sendo assim, ao que parece, restam duas opções. Ou o professor se apresenta com um discurso elaborado à base do pode-não-pode, do certo ou errado, do deve ou não deve, e, decididamente, contribui para que a conversa se encerre aí, mantendo uma perspectiva puramente moralizante; ou é suficientemente corajoso para levar para a sala um tema que, por envolver a todos, se constitui num problema social. Neste caso, certamente, você estará colaborando para que os alunos possam manifestar o que sentem e pensam sobre o assunto e, com base nisso e no que você tem a dizer, decidam o que querem para si mesmos e para os outros.

Propomos, então, que você, convencido pelas razões que justificam a segunda opção, adote os seguintes procedimentos, que duram cerca de um mês ou oito horas-aula:

1. Assista ao filme junto com seus alunos.

2. Em sala de aula, peça que cada um dos grupos discuta um aspecto abordado pelo filme. Exemplos:

  • drama vivido pelo Capitão Nascimento: estressado pela guerra diária do BOPE e profundamente humano com a morte de um garoto do morro e com o nascimento do filho;
  • características pessoais de Neto e Matias, candidatos à substituição de Nascimento no comando da Tropa de Elite;
  • significado do lema da Tropa: “faca na caveira e nada na carteira”.

3. Na aula seguinte, prepare a turma para uma pesquisa de opinião. Esta é, seguramente, uma das formas mais interessantes dos nossos alunos produzirem conhecimentos. Com base no levantamento e na discussão dos aspectos do filme, proponha a escolha de um deles para ser o objeto da pesquisa. Após a definição do tema, é preciso seguir alguns passos:

  • cada aluno ou cada grupo de alunos deve elaborar 5 perguntas e 3 alternativas de respostas sobre o tema;
  • oriente-os para que as questões sejam extremamente objetivas, isto é, tanto perguntas quanto respostas não podem dar margens a interpretações diferentes do que o pesquisador quer saber. Em geral, eles participam ativamente desse momento, buscando as palavras mais adequadas que deverão constar do questionário; exemplo:

Você é a favor da descriminalização da droga?
a) Sim
b) Não
c) Não sei

  • promova um debate para que cada um ou cada grupo possa apresentar as questões elaboradas, justificando-as e submetendo-as à apreciação dos colegas; se for o caso, encaminhe um processo de votação para escolher as 5 questões mais bem formuladas para serem posteriormente aplicadas;
  • decida com a turma o universo da pesquisa, isto é, quantas pessoas serão convidadas a responder as perguntas elaboradas pelos alunos; convém lembrá-los que nem sempre a pessoa abordada está disposta, tem interesse ou aceita ser entrevistada – atitude que deve ser inteiramente respeitada pelo entrevistador;
  • prepare com eles o cabeçalho da folha de pesquisa; a ficha deve conter somente:

Título (Pesquisa sobre….)
Local e data de sua realização
Idade e sexo do entrevistado ou entrevistada
Nome do pesquisador
Cinco perguntas com as respectivas alternativas;

  • solicite que um deles digite a folha de pesquisa e combine com a turma a distribuição das cópias da ficha padrão para cada aluno;
  • oriente-os para que sejam respeitosos e corteses com os entrevistados.

4. Não é preciso mais do que uma semana para que os alunos dêem conta dessa tarefa que, acreditem, será muito prazerosa para eles e para você também.

Diga a eles que, após terem feito individualmente as pesquisas, devem também tabular os dados. Para tanto é necessário, primeiro, que anotem o número total de entrevistados. Depois, para cada uma das 5 perguntas

  • quantos responderam alternativa A
  • quantos responderam alternativa B
  • quantos responderam alternativa C

Com esses dados, e aplicando a regrinha de três, é possível transformar em gráfico os resultados da pesquisa.

Tanto a coleta quanto a tabulação dos dados são atividades que podem ser (aliás, convém que sejam) realizadas fora do horário das aulas. Para a tabulação dos dados e apresentação em gráfico da pesquisa, oriente-os para que, caso seja necessário, busquem apoio de outros professores, de familiares e de amigos.

5. No seu próximo encontro com a turma, sugira que formem grupos de 5 alunos e, a partir dos gráficos elaborados individualmente, seja feito um outro, agora do grupo, para ser apresentado a todos os colegas. Após as apresentações, é sua vez de, junto com eles, preparar o resultado final da pesquisa.

6. Serão necessários ainda, pelo menos, dois encontros para finalizar essa proposta de produção de conhecimentos. Primeiro, para discutir o processo da pesquisa, é muito importante que você dê espaço para que os alunos contem como tudo aconteceu, o que sentiram e pensaram ao prepararem e realizarem a pesquisa, as abordagens e reações dos entrevistados, as dificuldades encontradas, as situações engraçadas que vivenciaram etc.

Depois, com o resultado final da pesquisa devidamente tabulado, é hora de provocá-los para que, individualmente e em grupos, tentem interpretar as respostas. Peça a eles que produzam pequenos textos opinativos sobre o tema da pesquisa, comparando e citando os percentuais obtidos.

Depois dessa empreitada, que sem dúvida alguma será muito gratificante para você, é  importante que você se esforce em tornar públicos os resultados da pesquisa. Importantíssimo para os seus alunos, que terão o trabalho reconhecido e; claro, para você, que ousou coordenar uma atividade cujos resultados são socialmente tão significativos.

Que o maior número de pessoas tenha acesso a essa verdadeira produção de conhecimentos não somente é desejável, mas fundamental para que a sociedade tenha uma oportunidade real de saber mais sobre si mesma. Veja algumas sugestões.

Referência

Tropa de Elite, de José Padilha. Brasil, 2007, 118 minutos

Conta o dia-a-dia de policiais do BOPE – (Batalhão de Operações Policiais Especiais). Querendo deixar a corporação, o capitão do batalhão tenta encontrar um substituto para seu posto. Ao mesmo tempo, dois amigos de infância se tornam policiais e se destacam pelo modo honesto e honrado de realizar suas funções, não se conformando com a corrupção na qual estão envolvidos tanto os seus iguais quanto os seus superiores. A classificação do filme é 16 anos.

Assista a trechos do filme

Texto Original: Donizete Soares

Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Curta-metragem “Enquanto a tristeza não vem”

Curta-metragem “Enquanto a tristeza não vem”

Disciplina:

História

Ciclo: Ensino Médio
Assunto:
Tipo: Metodologias

http://portacurtas.org.br/filme/?name=enquanto_a_tristeza_nao_vem

O compositor Sérgio Ricardo expõe sua visão acerca da história do Brasil de JK aos nossos dias, salientando, sobretudo, os descaminhos da cultura brasileira a partir do golpe militar de 64. Coragem e ousadia marcam o emocionante depoimento.

Clique aqui e veja como utilizar este curta-metragem em sala de aula.

Texto Original: Projeto Porta-Curtas

 (CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)
24/08/2007

Trabalho infantil em pauta

Trabalho infantil em pauta

Disciplina:

História

Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto: Trabalho infantil
Tipo: Texto

O emprego da força de trabalho de crianças e adolescentes no Brasil é considerado natural por muitas pessoas e vem acontecendo há séculos. Isso porque a idéia de que o trabalho infantil ajuda a mudar a situação de pobreza da família ou “tira os meninos da rua” está arraigada em nossa cultura.

Uma possibilidade para tentar mudar esse pensamento, para além dos direitos conquistados e garantidos pela legislação brasileira, passa pela conscientização da sociedade sobre o tema. Um bom começo é discutir o assunto em sala de aula.

Entre tantos outros recursos que podem ser utilizados para criar um ambiente propício à discussão, sugerimos o livro “Serafina e a Criança que Trabalha”, de Jô Azevedo, Iolanda Huzak e Cristina Porto, para enriquecer o debate.

Com visual primoroso, aliando desenho e fotografia, o livro narra a história de um outro livro a respeito do trabalho infantil, que uma professora leva para ler em uma aula.

É dessa forma que as autoras apresentam dados sobre o trabalho infantil no Brasil: sua incidência por diversas regiões, as atividades econômicas em que crianças e adolescentes mais trabalham, os baixíssimos salários. Essas informações são úteis porque permitem aos alunos visualizar o problema do trabalho infantil em sua complexidade.

Como a estrutura do livro reproduz uma situação de aula, sua leitura fornece ao professor dicas de como o assunto pode ser trabalhado com os alunos do Ensino Fundamental.

Referência:
AZEVEDO, Jô; HUZAK, Iolanda & PORTO, Cristina. Serafina e a criança que trabalha. São Paulo: Ática, 2000.

Texto original: Ronilde Rocha Machado
Edição: Equipe EducaRede

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

 

Como Não Ser Enganado nas Eleições

Como Não Ser Enganado nas Eleições

Disciplina:

História

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Cidadania política
Tipo: Texto

Onde encontrar: Em livrarias ou na Editora Ática

Atualmente, constata-se uma diminuição do interesse das pessoas em geral pela política. Trata-se de um fenômeno que extrapola nossas fronteiras, atingindo países de todos os continentes, ricos e pobres igualmente.

Vários autores têm se dedicado ao assunto, dos mais variados pontos de vista. Em que pesem as razões mais “globalizadas”, aqui no Brasil temos motivos de sobra para o desinteresse e o descaso da cidadania: a gravidade dos problemas sociais que se arrastam por séculos é um deles. Muitas pessoas desanimam e justificam sua descrença e seu conformismo na incapacidade dos políticos brasileiros de transformarem essa situação.

É certo que boa parte de nossos políticos contribui para esse descrédito. Mas geralmente esquecemos que vivemos em um regime democrático, isto é, elegemos periodicamente os nossos representantes. Então: nós escolhemos os políticos que estão no governo, muitas vezes nos deixando enganar com discursos vazios e promessas mirabolantes, para não falar de outros mecanismos mais escusos.

Se acreditarmos que as coisas podem ser diferentes e que a escola tem um papel importante na formação da cidadania dos alunos, então devemos considerar que há muito o que fazer para estimular discussões entre eles e sensibilizá-los para a importância de uma participação maior nos rumos da cidade e do país, começando por uma escolha mais consciente e responsável dos nossos governantes.

Um material que pode ajudar nessa tarefa é o livro “Como Não Ser Enganado nas Eleições”, coordenado por Gilberto Dimenstein, com a colaboração de profissionais de diversas áreas, como Herbert de Souza (o Betinho), Bolívar Lamounier, Boris Casoy, Cacá Rosset, Gustavo Venturi, Júnia Nogueira de Sá e outros.

Nos textos, cada um desses autores se propõe a desvendar os mecanismos de “enganação” dos eleitores, a partir do conhecimento de que dispõem nas suas respectivas áreas. Destaques:

  • O ensaio fotográfico-humorístico do ator Cacá Rosset, ao longo do livro, expondo ao ridículo os chavões e as atitudes mais comuns dos políticos tradicionais.
  • O artigo “Você Pode Confiar nos Jornais?”, da jornalista Júnia Nogueira de Sá, na época ombudsman do jornal “Folha de São Paulo”.
  • As preciosas dicas do sociólogo Gustavo Venturi, para que os eleitores não sejam enganados pela forma como são apresentados e/ou interpretados os resultados das pesquisas eleitorais.
  • O texto-base do coordenador do livro, jornalista Gilberto Dimenstein.Esse livro proporciona oportunidade de trabalho bem interessante, começando com uma leitura do texto completo, se possível, em casa. Depois, em várias aulas, planejadas com os professores de Língua Portuguesa, História, Geografia, Filosofia e Educação Artística, pode-se abordar um meio de comunicação por vez, escolhendo os textos adequados no livro e usando as próprias questões ali apontadas como problematização inicial.

    Por exemplo, uma aula sobre “Jornal e Eleições” pode começar com a pergunta feita por Júnia no seu artigo (p. 20): “Mas será que se pode confiar em tudo – tudo – o que sai publicado nas revistas e jornais?”. Depois de ouvir e registrar as respostas dos alunos, a leitura oral e a discussão do texto pode ser enriquecida por contribuições do professor de Língua Portuguesa, sobre o jornal como veículo de comunicação e suas diferentes propostas de trabalho com a notícia – a leitura crítica de jornais.

    Com essa base inicial, a classe organizada em grupos pode fazer um acompanhamento das eleições em diversos jornais, comparando notícias e editoriais sobre as eleições e os candidatos, procurando reforçar seu olhar crítico com as indicações dos demais textos do livro.

    Pode-se, também, propor atividades envolvendo outros aspectos tratados no livro: eleições e TV, o marketing dos candidatos e outros.

    Em tempo: A ONG Transparência Brasil disponibiliza informações recolhidas em bancos de dados públicos a respeito de candidatos à Câmara dos Deputados nas eleições de 2006. “A intenção é propiciar ao eleitor uma decisão mais informada sobre seu voto para deputado federal”, explica o site. Que tal desenvolver um trabalho usando essas informações? Endereço: http://perfil.transparencia.org.br/

    Referências:
    DIMENSTEIN, Gilberto (coord.). Como Não Ser Enganado nas Eleições. São Paulo: Ática, 1994.

    Texto original: Ronilde Rocha Machado
    Edição: Equipe EducaRede

    Os sites desta página foram visitados em 18/08/2006

 (CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)
05/09/2002

Tempos Modernos

Tempos Modernos

Disciplina:

História

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: A disciplina do trabalho no sistema de fábrica, revolução industrial, industrialização brasileira.
Tipo: Filme

Onde encontrar: Videolocadoras

Último filme com a participação do personagem Carlitos, “Tempos Modernos” é uma sátira sobre a alienação dos operários no processo de produção em série. Certamente os estudos sobre as mudanças nesse processo de produção a partir do século XVIII, com a Revolução Industrial inglesa, serão mais fecundos com a utilização desse genial filme de Charles Chaplin, rodado nos EUA, em 1936.

Trata-se de uma tentativa bem-humorada de mostrar que a massificação dos operários é resultado do processo desumano imposto pelas máquinas, dirigidas com o auxílio de métodos e tecnologias voltados para um controle cada vez maior da produção e do tempo do trabalhador.

O genial Carlitos faz o papel de um operário de uma linha de montagem que, de tanto repetir os mesmos gestos a uma velocidade cada vez maior, acaba adquirindo vários tiques nervosos. Depois de inúmeras peripécias ele é internado em um hospital psiquiátrico.

Antes de projetar o filme é interessante falar um pouco sobre Charles Chaplin e a época em que fez seus filmes, a maioria deles na fase do cinema mudo, para que os alunos possam entender melhor a obra. Também é importante pedir-lhes que observem atentamente os objetos do cenário (o relógio que aparece superposto aos créditos, por exemplo), a música, os gestos…

Após a projeção do filme, dividida a classe em grupos para que possam trocar impressões sobre o que consideraram mais interessante, instigante ou o que não conseguiram entender. O ideal é que o professor observe como os alunos captaram o modo de organização da produção e suas conseqüências para a saúde física e psíquica do trabalhador; como Chaplin mostra a exploração do trabalho dos operários no sistema de fábrica, que elementos escolhe para mostrar a resistência de Carlitos à transformação desumana provocada pelo sistema de produção em série, entre outros. Essa observação será muito importante porque indicará ao professor o melhor caminho a ser seguido em relação à discussão desse tema, tornando-o mais instigante para os alunos.

Se possível, para aprofundar a discussão sobre como os capitalistas desenvolveram métodos de racionalizar a produção e possibilitar o aumento da produtividade – o taylorismo, por exemplo –, proponha aos alunos a leitura do livro “O que é o taylorismo”, de Margareth Rago e Eduardo F. P. Moreira. Quanto ao encaminhamento dessa leitura, opte pelo que for mais adequado ao perfil de sua classe.

Para aprofundar:
RAGO, Margareth & MOREIRA, Eduardo F. P. O que é o taylorismo. São Paulo: Brasiliense, 1987 (Coleção Primeiros Passos).

Referência:
“Tempos Modernos”, de Charles Chaplin. Estados Unidos, 1936, 87 minutos.

O filme focaliza a vida urbana nos Estados Unidos dos anos 30, imediatamente após a crise de 1929, quando a depressão leva grande parte da população ao desemprego e à fome. Trata-se de uma crítica à “modernidade” e à sociedade industrial, caracterizada pela produção com base no sistema de linha de montagem e especialização do trabalho. Carlitos, figura central do filme, ao conseguir emprego numa grande indústria, transforma-se em líder grevista.

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

World Wide Web faz 20 anos e o mundo inteiro está convidado para a festa

World Wide Web faz 20 anos e o mundo inteiro está convidado para a festa

Por José Alves

“Uma idéia vaga, mas altamente interessante”, essa foi a resposta por escrito que Tim Berners–Lee recebeu de seu chefe no CERN (Organização Europeia para a Investigação Nuclear), Mike Sendall, ao apresentar, numa sexta–feira, 13 de março de 1989, o documento “Information Management: A Proposal” (gerenciamento de informação: uma proposta), em que descrevia o seu projeto elaborado em parceria com Robert Cailliau: um conjunto de documentos de hipertexto interligados e acessíveis pela Internet.
Hoje, a “idéia vaga” mantém conectadas 1,5 bilhão de pessoas e hospeda 215 milhões de sites pelo mundo afora, segundo dados da Netcraft em fevereiro de 2009. Vinte anos depois, o papel com a resposta de Sendall a Berners–Lee encontra-se exposto numa vitrine do CERN como se fosse uma certidão de nascimento da World Wide Web. Os inventores da WWW já imaginavam no que a proposta poderia se tornar? “Sim, senão não a teríamos chamado de World Wide Web (rede mundial) antes mesmo de ter qualquer código em funcionamento”, disse Robert Cailliau em entrevista à Folha de São Paulo.

World Wide Web e Internet

É muito importante esclarecer que World Wide Web e Internet não são a mesma coisa, mas complementares. A Internet é um sistema global de comunicação de dados que nasce no auge da Guerra Fria, no final da década de cinquenta, por meio do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que concebeu a ARPA – Advanced Research Projects Agency, para liderar as pesquisas de ciência e tecnologia aplicáveis às forças armadas. Com o objetivo de desenvolver projetos em conjunto, sem o inconveniente da distância física nem o risco de se perder dados e informações de uma base destruída em caso de combate, foi criada a ARPANET – ARPAnetwork, ampliada nos anos seguintes com novos pontos em todo os Estados Unidos, além de incluir também as universidades.

Já a World Wide Web, responsável direta pela democratização do acesso à Internet, é um dos serviços que o sistema global de comunicação de dados possui, com páginas interligadas, que combinam texto, imagem, áudio e vídeo. Pode-se dizer que a WWW lincou com o mundo uma forma de comunicação que era restrita às universidades e às forças armadas, possível a partir do momento que o CERN abriu a web ao público e renunciou ao pagamento de licenças ou a um patenteamento da invenção de Berners-Lee e Cailliau. Se os pesquisadores tivessem pedido altas taxas de licença de uso, provavelmente a World Wide Web e a Internet não teriam se tornado o sucesso que são hoje.

As ferramentas necessárias para o funcionamento da rede, o protocolo HTTP (HyperText Transfer Protocol), a linguagem HTML (HyperText Markup Language), o primeiro software de servidor HTTP, o primeiro navegador (chamado WorldWideWeb) e as primeiras páginas, ainda rústicas, de textos e links que explicavam o funcionamento da própria WWW foram desenvolvidas por Berners-Lee em 1990.

Em 1993 surgia a versão 1.0 do navegador Mosaic, criado pelo estudante de computação norte-americano Marc Andreessen. O programa inovou por ser totalmente gráfico, tornando a navegação na rede mais amigável e acessível. Em 1994, o Mosaic virou software comercial e foi rebatizado como Netscape Navigator. Anos mais tarde, o Internet Explorer, da Microsoft, tornou-se o principal navegador da rede. Hoje, além dos navegadores desenvolvidos comercialmente, existem aqueles projetados para serem usados gratuitamente, como o Mozilla Firefox.

Na esteira da popularização da web, surgiram os sites que organizavam e tornavam possíveis as consultas às informações disponíveis na rede, como o Yahoo! e o Altavista, mais tarde engolidos pelo Google. Na década de 90, no Brasil, o buscador Cadê? também esteve presente na vida dos internautas.

Web 1.0, 2.0 e as redes sociais dentro da rede

A intenção original dos criadores da web era a interação e a colaboração. A definição dos termos no ambiente virtual ainda não existia, mas a idéia já rondava as cabeças de Berners–Lee e Cailliau. Isso significaria que os usuários passariam a ser produtores e socializadores de conteúdos ao invés de meros receptores de informação. Mais uma vez eles estavam certos. O que se vê hoje é a disseminação de ferramentas que possibilitam a produção, colaboração e troca de experiências no mundo virtual. É o que chamamos de web 2.0,  jargão criado pelo editor norte-americano Tim O’Reilly. Alguns exemplos que fortalecem esse conceito são os blogs, as comunidades virtuais de aprendizagem e a enciclopédia colaborativa wikipédia, entre outros; além das grandes vedetes, principalmente para os jovens, adolescentes e crianças, que são as redes sociais, como o Facebook, Orkut e o Youtube.
Sérgio Amadeu, um dos mais respeitados pesquisadores brasileiros de Comunicação Mediada por Computador e da Teoria da Propriedade dos Bens Imateriais, e diretor de conteúdos da Campus Party Brasil, diz que as redes sociais lideram a web, ou seja, compõem o grupo de sites mais acessados da rede. Amadeu afirma que “esse fenômeno acontece porque uma parte considerável dos internautas não se contentam em somente navegar pelo ciberespaço, querem participar, opinar, criar, recombinar, construir e compartilhar novos conteúdos. Por isso, o Youtube tornou-se o terceiro site mais visitado, ficando atrás apenas dos mecanismos de busca Google e Yahoo!”.

Em relação à proibição ao acesso a essas redes nas escolas e telecentros, o pesquisador diz: “uma das piores coisas que vejo ocorrer em uma escola ou telecentro é a proibição do uso livre pelos jovens. Absurdo! A proibição do uso de redes sociais, por exemplo, não garante o interesse do jovem para algo que seja considerado mais culto ou apropriado. Será disputando a atenção do jovem a partir de inúmeras aplicações inovadoras e sites interessantes é que vamos ampliar a bagagem cultural dos jovens”.

Amadeu termina com um resumo sobre a evolução na relação do internauta com a rede mundial: “A chamada web 1.0 foi a primeira fase do modo gráfico da Internet, onde os sites exploravam timidamente a interatividade e toda a lógica de navegação ainda era baseada na competição e no bloqueio do acesso. Com a web 2.0, a colaboração e a livre distribuição de conteúdos mostrou-se mais eficiente do que simplesmente competir”.

Web 3.0 e o futuro da rede mundial de computadores

Ao prever o que será da WWW, Berners–Lee afirmou que “a web é uma tela em branco, as pessoas estão sempre inventando coisas novas e maravilhosas que não poderíamos imaginar”. É verdade, ter exatidão em relação ao que surgirá é praticamente impossível, mas a tendência, segundo Sérgio Amadeu, é a evolução na forma do internauta interagir com o mundo virtual, a chamada web 3.0, que tende a ser a continuidade dos avanços colaborativos que por sua vez desembocará na Web Semântica. Com ela, os mecanismos de busca e a estruturação dos servicos na rede serão mais rápidos e mais eficientes.

Além disso, possivelmente haverá um crescimento de aplicações para celulares e tecnologias móveis. Outras projeções de Amadeu são a crise no ensino formal, se levarmos em consideração a estrutura em que está baseada a Educação oficial, e a expansão da banda larga, com a conseqüente melhoria das tecnologias de conexão, que apontaria para a web 3D, abrindo assim caminho para o avanço da estética dos games e sua transposição para diversas outras áreas. Quem viver, verá!

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Cemitério da Memória – Fragmentos da Vida Cotidiana

Cemitério da Memória – Fragmentos da Vida Cotidiana

Disciplina:

História

Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto:
Tipo: Metodologias

http://portacurtas.org.br/filme/?name=cemiterio_da_memoriafragmentos_da_vida_cotidiana

Cemitério da memória é um documentário sobre a pequena história do século XX. Um registro sobre a vida cotidiana de personagens comuns, anônimos que não emprestaram seus nomes a ruas, praças ou viadutos. Homens e mulheres que não pisaram na lua, não iniciaram guerras, não foram astros de cinema ou TV, não foram manchetes de jornal, não descobriram cura para doença alguma.

Clique aqui e veja a proposta de trabalho

Texto Original: Projeto Porta-Curtas

 (CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)
04/09/2007

RPG para estudar História

RPG para estudar História

Disciplina:

História

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Viagens portuguesas dos séculos XV e XVI
Tipo: Jogos

Adolescentes, de modo geral, são curiosos e têm um espírito de aventura aguçado. Que tal desenvolver com seus alunos uma atividade que, além de explorar ao máximo essas características, possibilita que eles aprendam de modo prazeroso?

Pois é… Tudo isso pode acontecer com um jogo de inventar e contar histórias chamado RPG (Role Playing Game), no qual cada participante faz o papel de um personagem. O narrador da história, o mestre, organiza as situações, mas são os participantes que decidem o que cada personagem vai fazer. O mestre conduz a partida, atuando como árbitro e fazendo o papel de todos os outros personagens com quem os jogadores se defrontarão durante a aventura.

O material necessário para se jogar uma aventura pronta é simples: uma história básica, contendo um desafio a ser alcançado pelos personagens, o cenário e os dados de jogar que decidem as batalhas.

Uma aventura pronta ajuda a aprender a dinâmica do jogo e suas regras básicas. O mais interessante, contudo, é o grupo criar suas próprias aventuras, que demandam pesquisa para a criação de cenários, personagens e enredo, que podem ser ambientados em diferentes contextos históricos.

O melhor é que se trata de um jogo de cooperação e não de competição. Para começar, há um material interessante: o livro “O descobrimento do Brasil – RPG para iniciantes”, de Luiz Eduardo Ricon. Além de conter uma aventura pronta inspirada na viagem de Cabral, traz explicações para a criação de outras aventuras, a partir dos dados históricos das viagens portuguesas dos séculos XV e XVI.

Referência bibliográfica:
RICON, Luiz Eduardo. O Descobrimento do Brasil – RPG para Iniciantes. São Paulo: Devir, 1999.

Texto original: Ronilde Rocha Machado
Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

Votei. E agora?

Votei. E agora?


Por mais de vinte anos (1964-1985), a ditadura militar seqüestrou do cidadão brasileiro o direito ao voto. Os representantes não eram escolhidos pela imensa maioria de representados – a população –, mas por uma cúpula militar que comandava o destino do País. Restabelecido o direito, o cidadão brasileiro, ainda hoje, imagina que sua participação no processo democrático está somente no ato de votar. Mas é muito mais do que isso. Participar da vida pública significa fiscalização, cobrança e memória. Avaliar o que o administrador público realizou para votar ou não na mesma pessoa é uma ação cidadã.

Por José Alves

Todo e qualquer ser humano, desde a mais tenra idade, guia a própria vida pelas decisões que toma, conscientemente ou não. Um bebê, por exemplo, “escolhe” chorar para demonstrar a fome que sente. A vida segue, as pessoas crescem e as necessidades continuam, ultrapassam os muros da casa (vida privada) e chegam à esfera pública. A primeira experiência eleitoral, nesse contexto, se dá na escola, nas eleições de representantes de classe, por exemplo. Nesse momento, já é possível perceber que nossas escolhas influenciarão outras pessoas, de forma positiva ou negativa. Se um candidato sem comprometimento for votado como representante simplesmente por ser amigo do aluno eleitor e seu trabalho não contemplar as necessidades da turma, toda a sala estará prejudicada. Vale a pena votar novamente na mesma pessoa?

Dezesseis anos após o nascimento, os muros da escola tornam-se pequenos e o cidadão brasileiro agora tem condições legais de influenciar nos rumos da sua cidade, Estado e País. De que forma? Novamente pelo voto.

Mas como saber se o candidato em que votamos merece nosso crédito? Lembrar que nesse momento da vida não é possível chorar depois é importante, afinal serão quatro anos de mandato. Por isso, antes de votar, é essencial avaliar o passado do pretendente ao cargo, a qualidade de suas propostas e seu compromisso com a comunidade. Lembrar que honestidade não é proposta de governo, é o mínimo que se espera e que devemos cobrar de qualquer um, seja político ou não, é importante. Pensar na melhor decisão para a coletividade na hora de votar é cidadania.

As responsabilidades do prefeito, de vereadores e cidadãos

Por meio das eleições municipais, no próximo dia 5 de outubro, prefeitos e vereadores de todas as cidades do País serão eleitos pelo povo para assumirem os respectivos cargos a partir de 1º de janeiro de 2009. Nos municípios com mais de 200 mil habitantes haverá segundo turno para prefeito caso algum candidato não obtenha mais da metade dos votos válidos.

O prefeito é eleito pelo sistema majoritário (vence quem tiver mais votos). Os vereadores são eleitos pelo sistema proporcional; as vagas da Câmara são preenchidas proporcionalmente ao número de votos obtidos pelos partidos ou coligações (composição entre diferentes partidos).

Mas qual é o papel do prefeito na administração da vida pública da cidade? O poder executivo municipal é exercido pelo prefeito, responsável pela administração do município. Isso inclui a realização de obras e a prestação de serviços públicos, tais como saúde, educação, abastecimento de água, limpeza das ruas, entre outros. O prefeito deve prestar contas de seu trabalho à Câmara de Vereadores e aos cidadãos. É necessário ressaltar que nenhuma obra é presente do administrador. Toda e qualquer ação é feita com o dinheiro público, do povo, que chega à prefeitura por meio de impostos, da mesma forma que transparência na prestação de contas desse dinheiro não é bondade, é obrigação. Afinal, todos devemos cuidar do nosso dinheiro, não é mesmo?

Os vereadores, por sua vez, representam os cidadãos e formulam as leis do município, que devem ser cumpridas por todos, inclusive pelas empresas e pela própria prefeitura. É papel do vereador fiscalizar a atuação do prefeito, do vice-prefeito e dos secretários municipais, e os atos de toda a administração municipal. Também é dever do vereador exigir melhorias para o município nas áreas de saúde, educação, transportes etc.

Chorar depois do voto, como foi dito antes, não é possível. Que tal uma postura mais ativa? É primordial trocar as lágrimas e a lamentação pelo exercício da cidadania. Isso significa fiscalizar os administradores públicos. Mas o que podemos cobrar?

Da prefeitura, a realização de obras, consertos em bens públicos e serviços de saneamento, limpeza, educação, transporte, saúde, abastecimento, assistência social e incentivo à geração de emprego e renda, além de condições de lazer (praças, parques…) e de cultura (realização de eventos culturais, por exemplo). Qualquer cidadão que tenha votado ou não no candidato eleito deve exigir esses direitos diretamente dos órgãos da prefeitura, como secretarias, ouvidorias, entidades de fiscalização, postos de saúde e escolas, ou do próprio prefeito, conforme o caso.

Para acompanhar o trabalho dos vereadores, os cidadãos podem assistir às sessões da Câmara Municipal. Devem exigir que os vereadores fiscalizem todas as ações da prefeitura – e que denunciem o que precisar ser denunciado. Se necessário, a Câmara Municipal pode criar comissões parlamentares de inquérito para apurar irregularidades, fazer vistorias e inspecionar os órgãos municipais, e ainda convocar as autoridades do município para depor e prestar esclarecimentos sobre determinado fato.

Tanto para o prefeito como para os vereadores, outra forma de exercer a fiscalização popular é entrar pessoalmente em contato, enviar carta, telefonar ou encaminhar e-mail. Informe-se na prefeitura sobre as reuniões de conselhos que tratam de educação, saúde, orçamento, juventude e outros temas, e participe, nem que seja só como ouvinte. Compareça às reuniões da Câmara de Vereadores e acompanhe os projetos em debate e votação. Apresente sugestões aos vereadores. Você sabia que qualquer cidadão pode apresentar projetos de lei se reunir assinaturas de 5% dos eleitores do município? Exercer cidadania é se apropriar de direitos e deveres; o nosso compromisso não termina ao apertar a tecla verde na urna eletrônica.

Pesquisas eleitorais: como são feitas?

Em entrevista ao site Infonet, Kerma Toscano, gerente regional do Ibope, explicou que a pesquisa é feita por amostragem, composta pelas variáveis sexo, grau de instrução e setor de dependência econômica “de acordo com critérios estatísticos e baseada em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o universo a ser analisado dentro da realidade”. As entrevistas são feitas de modo geral nos domicílios, escolhendo grupos específicos, que tenham um determinado perfil. Também existe a pesquisa de boca de urna, feita no dia da votação e nas seções com quem já votou.

O tamanho da amostra, ou seja, a quantidade de pessoas entrevistadas, não é o mais importante para a pesquisa, mas sim a representatividade dela. Por exemplo, se o município pesquisado tiver 60% de homens e 40% de mulheres, a amostra deverá obedecer a essa proporção. Quanto mais homogêneo for o grupo a ser consultado, menor a margem de erro da pesquisa, que varia bastante em função da distribuição geográfica do eleitorado. Em resumo, a margem de erro depende da mostra e da quantidade de variáveis utilizadas.

Todos estamos acostumados com as pesquisas eleitorais em época de pleito. Elas são um recorte momentâneo, temporal, dos índices de votação dos candidatos aos cargos públicos. Há, inclusive, uma polêmica, nem tão nova assim, quanto à influência das pesquisas no voto das pessoas. Mas você sabe como elas são feitas? De que forma os institutos chegam aos números que a população toma conhecimento?  

Fontes: O Guia do Eleitor Cidadão, publicação conjunta do Senado Federal e do Tribunal Superior Eleitoral
Ibope
Site Infonet

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)


Canções do Descobrimento

Canções do Descobrimento

Disciplina:

História

Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Conquistas portuguesas, colonização do Brasil
Tipo: Músicas

Começar projetos de trabalho ou novos assuntos com música é sempre um jeito interessante de envolver os alunos.

Para introduzir os estudos sobre as conquistas portuguesas, o CD “Madeira que cupim não rói” (“Na pancada do ganzá II”), de Antônio Nóbrega, traz três músicas bem adequadas, de autoria do próprio Antônio Nóbrega e de Wilson Freire:

  • Chegança – conta a chegada dos portugueses do ponto de vista de um índio, além de afirmar as identidades dos povos indígenas;
  • Quinto Império – fala dos desafios enfrentados pelos portugueses nas suas viagens pelo mar e de seus compromissos com a Fé e com el-Rei de Portugal;
  • Olodumare – um canto de dor e morte pelos africanos que vieram escravizados, mas aqui fizeram brotar na terra o seu cheiro, sua cor, seu tambor, sua vida.Depois de ouvirem, distribua cópias das letras para os alunos. Divida a classe em três grupos e proponha a cada um a discussão sobre uma das letras. Peça para repararem bem: quem é o narrador (aquele que “fala”); do que ele fala; de que tempos e lugares; se a fala expressa algum tipo de conflito e como é resolvido.

    Ajude os alunos também a analisarem a música propriamente dita: o ritmo, os instrumentos usados, os sons produzidos, entre outros.

    Terminando, proponha a cada grupo a apresentação do que foi discutido e a elaboração de uma síntese coletiva, com registro escrito.

    Referência:
    CD Madeira que cupim não rói (Na pancada do ganzá II), de Antônio Nóbrega, Estúdio Eldorado e Brincante Empreendimentos Artísticos, 1997.

    Texto original: Ronilde Rocha Machado
    Edição: Equipe EducaRede

 (CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)
04/03/2002