Tropa de Elite

Disciplina: Matemática, Língua Portuguesa/Literatura, Geografia, História, Ciências
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Corrupção, drogas, violência, juventude
Tipo: Filme

A proposta a seguir é um desafio. Não no sentido de competição, evidentemente, mas de incitamento e provocação. O objetivo é estimular o professor a exercitar uma prática, infelizmente, nada comum nas escolas: a pesquisa de opinião. É também uma provocação, na medida em que se tira das mãos do professor o controle sobre o processo e o resultado da pesquisa, que é repassado aos alunos e às alunas. Ou seja, embora sua presença seja absolutamente fundamental em cada um dos momentos da pesquisa, não é o professor, sozinho, quem deve decidir os rumos que ela vai tomar.

Clique aqui e saiba por que trabalhar o filme

O que se espera desse trabalho pedagógico é que você, professor, não seja um “transmissor de conteúdos”, mas sim um mediador das relações que se estabelecerão a partir da atividade a ser realizada. Por quê? Por uma razão muito simples: a dimensão do tema proposto. Embora as ciências biológicas e jurídicas, por exemplo, há muito tempo tenham se posicionado em relação ao uso das drogas e, portanto, tenham muito a dizer a esse respeito, os negócios com produtos ilícitos aumentaram de tal forma –  uma vez que muitos jovens entraram no jogo – que se esperam outras abordagens sobre o assunto.

Quer dizer: se tem oferta crescente é porque há procura crescente. Seja por mera curiosidade, seja por necessidade de se sentir respeitado pelos amigos, seja por dependência química de tais produtos, o fato é que o tema das drogas não pode ser ignorado. Ao contrário, precisa ser encarado pela escola como um todo e, particularmente, por você, que todos os dias tem, bem à sua frente, adolescentes e jovens atentos não somente em saber o que você pensa sobre as coisas em geral, mas, sobretudo, como se comporta perante aquelas que, como as drogas, atingem tantas pessoas.

Sendo assim, ao que parece, restam duas opções. Ou o professor se apresenta com um discurso elaborado à base do pode-não-pode, do certo ou errado, do deve ou não deve, e, decididamente, contribui para que a conversa se encerre aí, mantendo uma perspectiva puramente moralizante; ou é suficientemente corajoso para levar para a sala um tema que, por envolver a todos, se constitui num problema social. Neste caso, certamente, você estará colaborando para que os alunos possam manifestar o que sentem e pensam sobre o assunto e, com base nisso e no que você tem a dizer, decidam o que querem para si mesmos e para os outros.

Propomos, então, que você, convencido pelas razões que justificam a segunda opção, adote os seguintes procedimentos, que duram cerca de um mês ou oito horas-aula:

1. Assista ao filme junto com seus alunos.

2. Em sala de aula, peça que cada um dos grupos discuta um aspecto abordado pelo filme. Exemplos:

  • drama vivido pelo Capitão Nascimento: estressado pela guerra diária do BOPE e profundamente humano com a morte de um garoto do morro e com o nascimento do filho;
  • características pessoais de Neto e Matias, candidatos à substituição de Nascimento no comando da Tropa de Elite;
  • significado do lema da Tropa: “faca na caveira e nada na carteira”.

3. Na aula seguinte, prepare a turma para uma pesquisa de opinião. Esta é, seguramente, uma das formas mais interessantes dos nossos alunos produzirem conhecimentos. Com base no levantamento e na discussão dos aspectos do filme, proponha a escolha de um deles para ser o objeto da pesquisa. Após a definição do tema, é preciso seguir alguns passos:

  • cada aluno ou cada grupo de alunos deve elaborar 5 perguntas e 3 alternativas de respostas sobre o tema;
  • oriente-os para que as questões sejam extremamente objetivas, isto é, tanto perguntas quanto respostas não podem dar margens a interpretações diferentes do que o pesquisador quer saber. Em geral, eles participam ativamente desse momento, buscando as palavras mais adequadas que deverão constar do questionário; exemplo:

Você é a favor da descriminalização da droga?
a) Sim
b) Não
c) Não sei

  • promova um debate para que cada um ou cada grupo possa apresentar as questões elaboradas, justificando-as e submetendo-as à apreciação dos colegas; se for o caso, encaminhe um processo de votação para escolher as 5 questões mais bem formuladas para serem posteriormente aplicadas;
  • decida com a turma o universo da pesquisa, isto é, quantas pessoas serão convidadas a responder as perguntas elaboradas pelos alunos; convém lembrá-los que nem sempre a pessoa abordada está disposta, tem interesse ou aceita ser entrevistada – atitude que deve ser inteiramente respeitada pelo entrevistador;
  • prepare com eles o cabeçalho da folha de pesquisa; a ficha deve conter somente:

Título (Pesquisa sobre….)
Local e data de sua realização
Idade e sexo do entrevistado ou entrevistada
Nome do pesquisador
Cinco perguntas com as respectivas alternativas;

  • solicite que um deles digite a folha de pesquisa e combine com a turma a distribuição das cópias da ficha padrão para cada aluno;
  • oriente-os para que sejam respeitosos e corteses com os entrevistados.

4. Não é preciso mais do que uma semana para que os alunos dêem conta dessa tarefa que, acreditem, será muito prazerosa para eles e para você também.

Diga a eles que, após terem feito individualmente as pesquisas, devem também tabular os dados. Para tanto é necessário, primeiro, que anotem o número total de entrevistados. Depois, para cada uma das 5 perguntas

  • quantos responderam alternativa A
  • quantos responderam alternativa B
  • quantos responderam alternativa C

Com esses dados, e aplicando a regrinha de três, é possível transformar em gráfico os resultados da pesquisa.

Tanto a coleta quanto a tabulação dos dados são atividades que podem ser (aliás, convém que sejam) realizadas fora do horário das aulas. Para a tabulação dos dados e apresentação em gráfico da pesquisa, oriente-os para que, caso seja necessário, busquem apoio de outros professores, de familiares e de amigos.

5. No seu próximo encontro com a turma, sugira que formem grupos de 5 alunos e, a partir dos gráficos elaborados individualmente, seja feito um outro, agora do grupo, para ser apresentado a todos os colegas. Após as apresentações, é sua vez de, junto com eles, preparar o resultado final da pesquisa.

6. Serão necessários ainda, pelo menos, dois encontros para finalizar essa proposta de produção de conhecimentos. Primeiro, para discutir o processo da pesquisa, é muito importante que você dê espaço para que os alunos contem como tudo aconteceu, o que sentiram e pensaram ao prepararem e realizarem a pesquisa, as abordagens e reações dos entrevistados, as dificuldades encontradas, as situações engraçadas que vivenciaram etc.

Depois, com o resultado final da pesquisa devidamente tabulado, é hora de provocá-los para que, individualmente e em grupos, tentem interpretar as respostas. Peça a eles que produzam pequenos textos opinativos sobre o tema da pesquisa, comparando e citando os percentuais obtidos.

Depois dessa empreitada, que sem dúvida alguma será muito gratificante para você, é  importante que você se esforce em tornar públicos os resultados da pesquisa. Importantíssimo para os seus alunos, que terão o trabalho reconhecido e; claro, para você, que ousou coordenar uma atividade cujos resultados são socialmente tão significativos.

Que o maior número de pessoas tenha acesso a essa verdadeira produção de conhecimentos não somente é desejável, mas fundamental para que a sociedade tenha uma oportunidade real de saber mais sobre si mesma. Veja algumas sugestões.

Referência

Tropa de Elite, de José Padilha. Brasil, 2007, 118 minutos

Conta o dia-a-dia de policiais do BOPE – (Batalhão de Operações Policiais Especiais). Querendo deixar a corporação, o capitão do batalhão tenta encontrar um substituto para seu posto. Ao mesmo tempo, dois amigos de infância se tornam policiais e se destacam pelo modo honesto e honrado de realizar suas funções, não se conformando com a corrupção na qual estão envolvidos tanto os seus iguais quanto os seus superiores. A classificação do filme é 16 anos.

Assista a trechos do filme

Texto Original: Donizete Soares

Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

A Incrível Máquina Humana

Disciplina: Ciências
Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Corpo humano
Tipo: Filme
Onde encontrar: Videolocadoras

O vídeo “A Incrível Máquina Humana”, produzido pela National Geographic Vídeo, é um excelente material para ser utilizado nas aulas de Ciências Naturais. Pode-se projetar o vídeo todo, ou mesmo utilizar pequenos trechos para ilustrar assuntos relativos aos conhecimentos sobre o funcionamento de sistemas e órgãos do corpo humano.

O filme contém várias informações sobre o corpo humano. O mais interessante do vídeo, no entanto, é que ele mostra aspectos do funcionamento do organismo difíceis de serem imaginados pelos alunos, tais como:

  • visão ampliada das papilas gustativas e dos poros;
  • filme em infravermelho mostrando o calor emitido pelo corpo;
  • visão interna do ouvido (orelha) médio;
  • cordas vocais em funcionamento, emitindo sons;
  • visão interna de artérias e veias e do funcionamento do sistema circulatório;
  • atuação de um glóbulo branco durante a fagocitose de um elemento invasor do corpo;
  • filmagem em raios-X da mastigação e deglutição;
  • movimentos do corpo filmados em raios-X, mostrando músculos e articulações.Um dos trechos mais interessantes desse vídeo, e que pode ser utilizado em sala de aula com ótimos resultados, é uma seqüência de quase 10 minutos na qual observamos a formação de um novo ser humano. Essa seqüência é feita com técnicas cinematográficas que permitem uma filmagem microscópica, o que possibilita a visão de óvulos e espermatozóides ao longo do processo de formação de um novo ser humano. Na seqüência podemos ver:
  • óvulos e o processo de ovulação, no interior do ovário;
  • formação e migração de espermatozóides;
  • corrida de espermatozóides e fertilização de um óvulo;
  • início do desenvolvimento de um novo ser a partir da fecundação;
  • deslocamento do ovo em direção ao útero;
  • fixação do ovo na parede do útero;
  • primeiros instantes do desenvolvimento do embrião.

Essa seqüência pode ser utilizada para iniciar o trabalho com a reprodução humana. As cenas podem ser vistas e revistas várias vezes, para que os alunos consigam fazer uma descrição detalhada da seqüência e, a partir dela, apresentar as questões que eles gostariam de esclarecer.

Essas perguntas, por sua vez, poderiam se tornar um roteiro de estudos para que os alunos, por meio de pesquisas bibliográficas ou mesmo na Internet, respondam-nas, tornando-se autores de um texto-síntese sobre o tema.

Caso não seja possível para os alunos realizar a pesquisa, o professor pode preparar uma seqüência de atividades, nas quais as questões serão respondidas a cada aula.

Essa forma de utilizar o vídeo, montando um roteiro de estudos e, posteriormente, desenvolvendo com os alunos atividades nas quais as questões presentes vão sendo respondidas, tem uma vantagem didática importante, pois ela ensina, além dos conteúdos próprios de Ciências Naturais, formas possíveis de se organizar para realizar estudos. Ou seja, é um trabalho que trata de um aspecto muito comentado, embora pouco discutido no cotidiano escolar: o aprender a aprender.

Para saber mais
Sobre reprodução humana:
AMABIS, José Mariano & MARTHO, Gilberto Rodrigues. Conceitos de Biologia. São Paulo: Moderna, 2001.

Texto original: Vinicius Ítalo Signorelli
Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

O Óleo de Lorenzo

Disciplina: Biologia
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Metabolismo e biologia das células
Tipo: Filme
Onde encontrar: Locadoras de vídeo de todo o país

Em muitas situações no estudo da Biologia, a compreensão de um determinado fenômeno requer o estabelecimento de relações entre acontecimentos visíveis e facilmente observáveis com outros microscópicos e de difícil compreensão. Esse é o caso de muitas doenças.

Transitar conceitualmente entre fenômenos aparentes, como a manifestação de doenças e suas causas metabólicas, possibilita ao aluno compreender as relações entre os fenômenos que ocorrem no microuniverso das células e o funcionamento do corpo de forma geral.

O filme “O Óleo de Lorenzo”, de George Miller, retrata a saga de uma família que se depara com uma doença rara em seu filho Lorenzo, a Leucodistrofia (ALD). Contrariando as expectativas médicas e o comportamento de outros pais com filhos que têm a mesma doença, os pais de Lorenzo entregam-se a uma busca incessante para obter uma explicação e um tratamento para a enfermidade.

Dedicando horas ao estudo sobre o funcionamento de células, lipídios, enzimas e do metabolismo, eles descobrem a causa enzimática da doença e posteriormente, aplicando um genuíno método dedutivo, descobrem um tratamento que alivia os efeitos da doença.

Por basear-se em uma história real, o filme relata esses acontecimentos de forma bastante verossímil. O professor pode explorar diferentes aspectos para trabalhar conceitos da Biologia, por exemplo:

  • Por tratar-se de uma doença hereditária, transmitida exclusivamente pelas mães aos filhos homens, pode-se explorar o conceito de herança ligada ao sexo.
  • Durante o filme, os médicos e os pais de Lorenzo utilizam continuamente o método científico para tentar elucidar os mecanismos geradores da doença. Nesse caso, é possível explorar o significado do método científico, o teste de hipótese, o que é uma teoria e por que um medicamento ou tratamento deve ser intensamente estudado antes de se tornar público.
  • Ao explorar hipóteses para a manifestação da doença, o pai de Lorenzo elabora dois modelos de atuação das enzimas encarregadas de metabolizar os ácidos graxos de cadeias longas – o modelo da “pia” e o modelo da única enzima. O professor pode solicitar aos alunos que repitam os esquemas propostos por ele em sala de aula e discutam suas implicações.
  • Outra possibilidade de exploração do vídeo em sala de aula diz respeito aos lipídios e suas características químicas.

A atividade consiste em dividir os alunos em três grupos temáticos, da seguinte forma: o Grupo 1 descreve a doença e seu desenvolvimento; o Grupo 2, as hipóteses e teorias propostas no filme; e o Grupo 3, os diferentes tratamentos que existem, suas finalidades e resultados.

Como o filme é longo, o professor precisa organizar a apresentação em duas sessões (divididas em duas aulas) ou fora do horário regular. Após assistir ao filme, cada grupo deve pesquisar em outras fontes (livros e Internet) e preparar painéis que sintetizem seus aprendizados.

O Grupo 1 descreve o desenvolvimento da doença, relacionando o excesso de lipídios de cadeia longa à degeneração da bainha de mielina, que recobre os neurônios do sistema nervoso.

O Grupo 2 organiza painéis explicativos com as duas hipóteses apresentadas no vídeo — a hipótese da pia e a da enzima comum. Além disso, deve fazer um resumo sobre o método científico.

Por fim, o Grupo 3 organiza um painel, mostrando por que os diferentes tratamentos se baseiam em mudança da dieta alimentar e a relação entre dieta e metabolismo.

Referência:
O Óleo de Lorenzo, de George Miller.
EUA, 1992, 135 minutos.
Até completar cinco anos de idade, Lorenzo era uma criança normal. Subitamente, ele começa a agir de forma agressiva e passa a preocupar os pais. É diagnosticada uma doença muito rara chamada ALD, que provoca uma incurável degeneração no cérebro, levando o paciente à morte em no máximo dois anos.
Frustrados com o fracasso dos médicos e a falta de medicamento para a doença, os pais do menino começam a estudar e pesquisar sozinhos, na esperança de descobrir algo que possa deter o avanço da doença.

Texto original: Paulo Roberto da Cunha
Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Discutindo evolução com desenho do “X-Men”

Disciplina: Biologia
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Evolução
Tipo: Filme
Onde encontrar: Videolocadoras

Uma das dificuldades para o estudo do processo evolutivo é que muitas pessoas apresentam uma compreensão equivocada do que seja mutação. Para trabalhar com esse assunto, é possível complementar as aulas sobre evolução com um episódio da série do desenho animado “X-Men”. Trata-se de um desenho curto, de 18 minutos, que pode ser explorado em uma única aula.

O interessante desse desenho animado é o fato de apresentar uma discussão que envolve mutação e teoria evolutiva. O conceito de mutação abordado nesse episódio aproxima-se muito da noção intuitiva que a maioria das pessoas tem sobre esse fenômeno. Ou seja, coloca a mutação como causa de transformações radicais nas espécies, sem fazer distinção entre mutações somáticas, presentes em células não germinativas, e mutações hereditárias, presentes em células gaméticas.

O desenho faz diversas referências ao livro “A origem das espécies”, principal obra de Charles Darwin, autor da teoria evolutiva pela seleção natural. A edição em português dessa obra, publicada pela Itatiaia Editora, pode ser encontrada nas livrarias.

Como atividade, pode-se solicitar aos alunos que comparem os discursos de Charles Darwin e do Doutor Nathaniel Essex, e apontem as diferenças quanto ao conceito de evolução, seleção natural e mutação. O professor pode questionar:

  • Como a teoria de Darwin é descrita no início do desenho?
  • Uma mutação ocorrida em células somáticas de um organismo pode ser transmitida a seus descendentes?
  • Pesquise as causas das mutações. A seguir, discuta com os colegas se há possibilidade de controlar ou direcionar as mutações.

Vídeo:
Série “X-Men”, da Marvel Comics, Fox Kids Vídeo, volume 3, episódio X75 – “A Decência”.

Texto original: Paulo Roberto da Cunha
Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

A evolução da humanidade no filme “2001: Uma Odisséia no Espaço”

Disciplina: Biologia
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Evolução dos seres vivos
Tipo: Filme

O filme “2001: Uma Odisséia no Espaço” foi lançado em 1968. Dirigido por Stanley Kubrick (1928-1999), o filme provocou grande impacto em sua estréia. O roteiro do filme foi escrito pelo próprio diretor em parceria com Arthur C. Clarke, escritor de ficção científica.

“2001: Uma Odisséia no Espaço” é um filme que procura mostrar a visão dos autores de como seria o mundo em um futuro que chegaria em 33 anos, marcando o início do século XXI.

O filme se inicia com uma cena cujo título é “A Alvorada do Homem”. Nela vemos o confronto entre dois bandos de primatas (chimpanzés). Em dado momento, um dos macacos utiliza um grande osso – um fêmur – como porrete, para afastar outro chimpanzé que pretende se aproximar para dividir alimentos. Logo após utilizar o porrete como arma, atacando seu semelhante, o macaco arremessa o osso para cima. A câmera acompanha a subida do osso que, ao chegar no ponto mais alto, transforma-se, repentinamente, em uma enorme nave para viagens interplanetárias. Nave na qual toda a história do filme irá se desenvolver.

A projeção desse filme pode ser interessante para motivar os alunos a discutir a evolução dos seres vivos, particularmente a evolução dos seres humanos. Ela pode ser utilizada para criar um clima propício ao estudo da evolução dos seres vivos, ou a evolução humana especificamente. Várias perguntas problematizadoras desses conteúdos podem ser desencadeadas a partir da observação da cena descrita anteriormente:

Considerando o processo evolutivo de acordo com o que nos ensinam os biólogos evolucionistas, quanto tempo transcorreu entre o surgimento de macacos como os chimpanzés e o surgimento dos primeiros seres humanos (espécie Homo sapiens sapiens)? Ou, formulando de outra maneira, qual o salto no tempo que corresponde à transformação do fêmur em uma nave interplanetária viajando para Júpiter no ano 2001?

Segundo os biólogos evolucionistas, o mais antigo ser do gênero Homo é o Homo habilis, que viveu há cerca de 2,5 milhões de anos. Quais as semelhanças e as diferenças que podemos apontar entre esses primeiros membros do gênero Homo e os macacos que vemos na primeira cena do filme?

A discussão em torno dessas questões pode desencadear um trabalho de pesquisa e organização de informações sobre a evolução dos seres humanos. Nesse trabalho, os alunos podem construir uma linha do tempo ilustrada, mostrando o aparecimento de cada espécie do gênero Homo (Homo habilis, Homo ergaster, Homo erectus, Homo heidelbergensis, Homo neanderthalensis, Homo sapiens).

Outro filme que pode dar continuidade a essas discussões é “Guerra do Fogo”, filme franco-canadense de 1981, que mostra os conflitos entre dois grupos de hominídeos em tempos pré-históricos, quando tinha início a conquista do fogo.

Para saber mais:

Sobre evolucionismo e evolução humana:
AMABIS, José Mariano & MARTHO, Gilberto Rodrigues. Conceitos de Biologia. São Paulo: Moderna, 2001. Volume 3: Genética, Evolução e Ecologia.

Texto original: Vinicius Ítalo Signorelli
Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Sonorização de filme

Disciplina: Arte – Educação Artística
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Sonorização de imagens
Tipo: Filme

Na escola, o ensino de música deve possibilitar ao aluno o desenvolvimento de sua expressividade pelo som. Essa proposta de atividade tem como objetivo associar sons a imagens.

Trabalhe em uma primeira aula com o levantamento de sons possíveis para a sonorização de um filme. Esses sons podem ser criados com a voz, o corpo, o uso de objetos cotidianos e com instrumentos musicais.

Na aula seguinte, assista a um trecho de 20 minutos do filme “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin, sem nenhum volume. Volte ao início da transmissão e peça que os alunos criem sons para cada momento do filme. É provável que ocorra uma grande poluição sonora no início do trabalho. Aproveite esse fato para conversar com o grupo sobre a importância e a necessidade de silêncio em alguns trechos.

Divida os alunos em grupos (de quatro ou cinco membros) e peça que cada um sonorize uma parte do filme, criando uma trilha sonora para todo o filme.

Essa atividade poderá necessitar de algumas aulas, mesmo que os grupos trabalhem concomitantemente. Quando todos terminarem, assistam ao filme sem nenhuma interrupção, com cada grupo sonorizando sua parte.

Finalize o trabalho comparando a versão criada pelos alunos com a versão do filme.

Texto original: Lelê Ancona
Edição: Equipe EducaRede

Os sites indicados neste texto foram visitados em 04/03/2002

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Enquanto a Tristeza não Vem

Disciplina: Arte – Educação Artística
Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto:
Tipo: Metodologias

Link para o curta: http://portacurtas.org.br/filme/?name=enquanto_a_tristeza_nao_vem

O compositor Sérgio Ricardo expõe sua visão acerca da história do Brasil de JK aos nossos dias, salientando, sobretudo, os descaminhos da cultura brasileira a partir do golpe militar de 64. Coragem e ousadia marcam o emocionante depoimento.

Clique aqui e veja a proposta de trabalho

Texto Original: Projeto Porta-Curtas

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Das paredes da caverna aos muros da cidade

Disciplina: Arte – Educação Artística
Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Artes Visuais
Tipo: Filme
Onde encontrar: Videolocadoras

Um dos grandes representantes da arte contemporânea foi Jean Michel Basquiat, cujos grafites nos muros de Nova Iorque ganharam o respeito da crítica e o lançaram no mundo das artes.

Convivemos hoje, nas grandes cidades, com inúmeras dessas manifestações que, embora ilegais, registram pensamentos e sentimentos, assim como os registravam os homens primitivos nas paredes de suas cavernas.

Essa atividade tem como objetivo refletir sobre expressões humanas e alguns registros deixados pelo homem neste planeta. Pela extensão das tarefas propostas, é necessário reservar cerca de quatro aulas para o seu desenvolvimento.

Uma idéia para entender um pouco e discutir sobre a arte contemporânea é assistir com os alunos ao filme “Basquiat, traços de uma vida”, de Julian Schnabel. Após assistir ao filme, o professor comenta com os alunos alguns aspectos que podem ser destacados, tais como:

A vontade que algumas pessoas têm de desenhar, de deixar sua marca;

A cena em que Basquiat, ainda criança, observa com encantamento a tela “Guernica”, do pintor espanhol Pablo Picasso (se os alunos não conhecem Picasso, é importante falar um pouco sobre ele). Essa cena representa o primeiro contato de Basquiat com uma obra de arte. Nesse momento, o professor pode perguntar aos alunos como foi seu primeiro contato com a arte.

As pinturas de Basquiat nas ruas de Nova Iorque (pode-se trazer cópias dessas imagens para a aula ou voltar ao filme);

A ascensão de Basquiat enquanto artista plástico (o filme traz parte de sua biografia, que pode ser complementada por pesquisa em livros de arte contemporânea);

As obras do artista plástico Andy Warhol também podem ser utilizadas, mostrando a ligação ou influência desse artista na vida de Basquiat;

As diferenças entre grafitagem e pichação (ver abaixo indicação de livro complementar), lembrando que ambas são ilegais;

As cores, formas, materiais e recursos utilizados por Basquiat;

Contar aos alunos que algumas obras de Basquiat estiveram expostas em São Paulo, na 23ª Bienal de Artes Plásticas, em 1996.

Depois dessa conversa, o professor pode falar ao grupo sobre a pré-história e a pintura nas cavernas, mostrando imagens dessa época, que podem ser encontradas em livros de Arte e de História.

A seguir, propõe ao grupo a seguinte atividade: diz que agora eles farão como Basquiat, serão grafiteiros com uma “parede” para deixar seu recado.

Preparação da atividade:

1. Montar painéis colando folhas de papel kraft grosso por toda a sala ou pátio, no maior tamanho possível e tentando cobrir todas as paredes.

2. Fornecer tintas e pincéis ao grupo e pedir que deixem no painel algo que gostariam de mostrar a todos que passassem pelas ruas da cidade, especialmente por meio de desenho e de pintura, podendo eventualmente utilizar também palavras.

Para finalizar a atividade, o professor pode fazer um paralelo entre as pinturas das cavernas, feitas pelo homem primitivo, e aquelas que aparecem nos muros da cidade, em pleno terceiro milênio.

Segundo a maioria dos pesquisadores de arte, os desenhos encontrados nas cavernas tinham uma função mágica, ritual. Os animais ali representados estariam aprisionados e, portanto, sua caça estaria garantida.

O que Basquiat e os grafiteiros de hoje pretendem “aprisionar”, mostrar, registrar ou denunciar nos muros das cidades? Todo artista tem uma intenção…

Para aprofundar:
GITAHY, Celso. O que é Graffiti? São Paulo: Brasiliense, 1999; Coleção Primeiros Passos.

Referência:
Basquiat, traços de uma vida, de Julian Schnabel. EUA, 1996, 106 minutos.

O filme traz a biografia do artista plástico Jean Michel Basquiat. Filho de pai haitiano e mãe porto-riquenha, Basquiat revela seu talento como grafiteiro. É assediado por marchands até ser descoberto, em 1981, por Andy Warhol, pai da Pop-Art. A partir daí tem uma ascensão meteórica, tornando-se uma estrela no mundo das artes, até sua morte prematura.

Texto original: Maria Terezinha Teles Guerra
Edição: Equipe EducaRede

Os sites indicados neste texto foram visitados em 18/04/2002

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Curta-metragem “Adão ou Somos Todos Filhos da Terra”

Disciplina: Arte – Educação Artística
Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto:
Tipo: Materiais didáticos

Link para o curta: http://portacurtas.org.br/filme/?name=adao_ou_somos_todos_filhos_da_terra

Morador da favela de Cantagalo no Rio de janeiro, Adão Xalebaradã é compositor de mais de 500 músicas e nunca foi gravado no Brasil.

Conheça as sugestões de aplicabilidade pedagógica

Texto Original: Porta-Curtas

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Animação “O lobisomem e o coronel”

Disciplina: Arte – Educação Artística
Ciclo: EJA
Assunto: Literatura de cordel
Tipo: Metodologias

Link para o Curta: http://portacurtas.org.br/filme/?name=o_lobisomem_e_o_coronel

Um violeiro cego dedilha um repente e conta uma história passada na fazenda de um rico coronel da região.
Veja a proposta de trabalho

Texto Original: Projeto Porta-Curtas

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)