Brincando de Cientista

Disciplina: Ciências
Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto: Desenvolvimento da capacidade de pensar
Tipo: Metodologias

Ao trabalhar a capacidade de pensar e solucionar problemas, o professor deve criar condições em sala de aula para que os alunos exercitem as habilidades de observação, descrição, classificação, análise de dados, elaboração de hipóteses, experimentação etc.

O ensino de Ciências envolve não só aprender os conhecimentos científicos atuais, mas aprender, também, como se constrói um novo conhecimento científico.

É necessário que, desde a primeira série, o professor crie oportunidades e situações nas quais a criança participe ativamente da construção desses conhecimentos.

Brincando de cientista é uma atividade simples, mas que proporciona ao aluno a vivência de situações de descoberta e das habilidades de experimentação, observação, inferência, levantamento de hipóteses e comparação.

Materiais necessários:

  • 5 sacos plásticos de 5 litros;
  • 5 sacos de papel pardo;
  • objetos variados como tampinhas, sementes, bolinhas, clipes etc.;
  • cordão;
  • cadernos dos alunos.

Procedimento 1 – Explicando para as crianças como é a atividade
Neste momento, não divida a turma em grupos. Se as crianças estiverem agrupadas vão começar a conversar e o professor vai ter muita dificuldade de falar com todas elas.

Procedimento 2 – Cada equipe vai descobrir o que tem dentro dos sacos

  • Divida a classe em cinco grupos e elabore um material para cada grupo.
  • Selecione objetos variados: um que faça algum barulho (chaveiro simples, argola com duas chaves, por exemplo); um que role, mas que não seja esférico (carretel de linha, ou pedaço de lápis, um chocolate “batom”); um esférico (bolinha de pingue-pongue); um cúbico (pedaço de madeira), um “plano” (como um clipe grande).
  • Coloque em cada saco plástico apenas um dos objetos selecionados. Encha-o de ar (como balão), amarre-o com o cordão e coloque-o dentro do saco de papel pardo, amarrando-o bem.
  • Escolha um para simular o que será feito com todos os sacos, que devem ser numerados. Não abra o que foi usado para a simulação. Estimule as crianças a exporem suas idéias. Em seguida, entregue os sacos para as equipes.
  • Os alunos devem observar todos os sacos (as equipes ficam 5 minutos com cada saco, registram o que conseguem observar e pegam o próximo, em rodízio). Isso é importante para que elas possam pensar nos dados de observação – roda, não roda; faz barulho metálico; é espesso (cubo) ou fino (clipe). Esse procedimento é importante porque provoca diferentes observações por parte dos alunos e permite ao professor trabalhar com eles a idéia de inferência. A resposta à pergunta “O que você acha que tem dentro do saco nº 3?” pode ser obtida simplesmente ao abrir cada saco.

O mais importante aqui é o professor se preocupar com as problematizações. “Por que a gente acha que no saco 2 tem metais?” Os alunos têm condições de dizer que é “por causa do som”. Em toda a atividade, as observações serão auditivas e tácteis – roda, não roda; é fino (difícil de virar) ou espesso (dá trancos quando vira) etc.

Para finalizar a atividade o professor esclarece aos alunos que as atividades dos cientistas, na maioria das vezes, é de descobertas e de comprovações “do que há dentro”.

Texto Original: Vera Lúcia Moreira

Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

As propriedades da água no estado líquido

Disciplina: Ciências
Ciclo: EJA
Assunto: Experimentação
Tipo: Metodologias

Objetivo geral
O objetivo desta atividade é iniciar com alunos de Educação de Jovens e Adultos (EJA) o estudo das características do estado líquido, a partir da experimentação, ou seja, relacionando-as com aplicações práticas. Para tanto, serão observadas e discutidas as características da água nesse estado. Veremos também como uma dessas características pode ser utilizada na construção civil, no instrumento chamado nível horizontal.

Materiais utilizados
– Recipientes de plástico e vidro
– Esponja
– Tubos de plástico
– Sacos plásticos

O professor pode iniciar essa atividade fazendo um levantamento do que os alunos sabem sobre o tema. Para isso, ele deve propor ao grupo algumas reflexões:

  • Como conhecemos a água?
  • Em que estado físico bebemos a água?
  • O que é estado físico?
  • Quais são os outros estados físicos da água? (Podem não aparecer gás ou vapor e, se isso acontecer, não comente ainda sobre esse estado).
  • Será que só a água se encontra nesses estados físicos?
  • Quais outros materiais do dia-a-dia vocês citariam e quais seus estados físicos?

Durante esse levantamento, solicite aos alunos que procurem no dicionário o significado da palavra estado. Na seqüência, explique que serão realizadas algumas experimentações para que, ao final, sejam respondidas as seguintes questões:

  1. Quais são as características da água no estado líquido? Será que essas características podem ser estendidas a todos os líquidos? (Ao discutir essa questão, você estará fazendo uma generalização).
  2. Existe alguma aplicação prática a partir dos estudos da aula de hoje? Se sim, qual é e como se usa?


Parte experimental

Sugere-se que o professor divida a classe em grupos de quatro pessoas e distribua vários recipientes, esponja, tubos de plástico e sacos plásticos, para que os estudantes possam investigar as características da água no estado líquido. A proposta é que eles mexam à vontade nesses materiais, experimentando como a água fica em cada um deles.

Discussão final
Depois de distribuir o material e acompanhar os trabalhos dos grupos, sempre instigando à investigação, o professor poderá fazer perguntas que possibilitem a descrição do estado líquido.

Os alunos poderão descrever propriedades da água comuns a todos os estados, como por exemplo, a propriedade de a água ser incolor. Nesse caso, o professor mostra que o foco é definir o estado físico e, portanto, pretende-se mostrar a situação do líquido que o diferencia do sólido e do gás (isso se eles tiverem mencionado gás).

O professor então pode solicitar aos alunos que utilizem adjetivos para definir o estado. Muitas vezes, usa-se o adjetivo mole (“a água é mole, pois não conseguimos pegá-la”). Nesse caso, fale sobre a gelatina, que também é mole, e não é líquida. Portanto, mole não é o melhor adjetivo para caracterizar o estado líquido.

Pergunte o que eles perceberam com relação à forma da água líquida. Que forma ela tem? Para ajudá-los a criar essa frase, lembre o que ocorre com a forma da água líquida no frasco cúbico.

Em tempo: As características da água no estado líquido são: a água toma a forma do recipiente ou do frasco em que está e tem a superfície lisa e horizontal.

A palavra horizontal é importante e raramente aparece na discussão. Aparecem as palavras plana, reta e lisa, mas horizontal, dificilmente. É importante chamar a atenção para a questão da horizontalidade, pois é justamente essa a característica utilizada na construção civil que será trabalhada aqui.

Ser reta ou plana não necessariamente é estar na horizontal; ser reta ou plana pode ser em plano diagonal.

É bom lembrar que horizontal vem de horizonte, isso ajudará na apropriação do conceito de horizontalidade.

A segunda questão não necessariamente será respondida. Só será se eles se lembrarem da existência do nível e se tiverem essa curiosidade. Então, fale da construção civil. Pergunte como fazemos para construir um muro reto. Proponha então outro experimento. Eles podem verificar com um nível (tubo de borracha encontrado em casa de construção) se a lousa está em nível, se a carteira está em nível, e assim observar que se utiliza essa propriedade da água para medir o nível horizontal em construções civis.

Texto Original: Sandra Regina Mutarelli Setúbal

Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

A mágica das misturas

Disciplina: Ciências
Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto: Noções básicas sobre solução e suspensão
Tipo: Metodologias

O experimento é uma prática educativa que tem o objetivo de ilustrar conceitos teóricos que facilitem a compreensão do fazer e do observar.

Quando o aluno consegue perceber a diferença de resultado com misturas de porções de partículas sólidas e líquidas, os conceitos de solução (mistura homogênea) e suspensão (mistura heterogênea) tornam-se significativos.

Peça aos alunos dois frascos de boca larga bem limpos. Podem ser, por exemplo, vidros de maionese ou geléia.

Coloque água filtrada ou fervida até a metade dos recipientes. Em um dos frascos, adicione uma colher de sopa de sal e misture bem. Acrescente uma colher de sopa de areia à água do outro frasco e mexa da mesma forma.

Solicite aos alunos que observem as reações das duas misturas e anotem em ficha própria:

Água + Sal
Água + Areia

Por meio de perguntas, o professor pode orientar a observação dos alunos. Por exemplo:

  • Qual a diferença entre as duas misturas?
  • O que aconteceu com o sal?
  • Onde está a areia na mistura com a água?

Os alunos apresentam as observações registradas e, em seguida, o professor discute com eles as idéias surgidas nos grupos, concluindo que o sal se dissolve na água. Água mais sal formam uma solução, porque o sal está dissolvido na água. O que caracteriza a solução, ou seja, a dissolução do sal, é justamente o fato de que ele não é visto, apesar de estar ali. Sua presença pode ser verificada pelo paladar. O sal parece sumir porque seus componentes se separam entre as moléculas da água, formando uma mistura homogênea – solução. A água formou uma solução com o sal. Nesse caso, é possível pedir aos alunos que provem um pouco da substância para sentirem que, mesmo não podendo ser visto, o sal está na água.

No caso da areia, parte dela acaba por depositar-se no fundo, e parte fica flutuando, o que forma uma mistura heterogênea – suspensão. Essa mistura não deve ser provada pelos alunos e isso precisa ficar claro para eles.

Ao final, os alunos desenham o que observaram e escrevem as conclusões.

Este experimento pode ser apresentado na feira de Ciências da escola.

Texto Original: Vera Lúcia Moreira

Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Extração de DNA de cebola

Disciplina: Biologia
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Genética, Biologia Molecular
Tipo: Metodologias

Para iniciar um trabalho sobre material genético, em Genética ou Citologia, pode-se realizar uma experiência de extração total de DNA de células de cebola. A atividade é relativamente simples e pode ser realizada na própria sala de aula.

No entanto, antes de iniciá-la, o professor deve propor aos alunos uma conversa, levantar as expectativas que eles têm sobre o assunto e registrá-las. É importante, também, solicitar que façam um levantamento, em casa ou na biblioteca, sobre a forma como o DNA encontra-se nas células e estabelecer um significado para a expressão “extração de DNA”.

As substâncias químicas presentes no interior das células interferem em toda a organização e funcionamento do organismo dos seres vivos. A substância central nesse processo é o ácido desoxirribonucléico, ou simplesmente DNA.

O processo de extração de DNA é o começo do estudo molecular dos genes. A partir do isolamento (extração) da substância química DNA, é possível, por meio de diferentes métodos químicos, identificar genes, fazer o seqüenciamento de nucleotídeos que compõem esse DNA e localizar seqüências homólogas (iguais ou similares) a seqüências encontradas em outros seres vivos. Mãos à obra!

Material:

  • 1 cebola grande
  • 1 faca de cozinha
  • 1 colher de sopa ou copinho plástico para café
  • 1 colher de chá
  • equipamentos para realizar um banho-maria (+ou-60º C): cuba, tela de amianto, tripé e termômetro
  • água filtrada
  • sal de cozinha
  • detergente neutro incolor para louça
  • álcool etílico 95% gelado (abaixo de 4º C)
  • gelo
  • gelo seco (para resfriar o álcool)
  • bastão de vidro ou palito de dente
  • filtro de café
  • 2 copos de vidro transparente
  • 1 funil
  • 2 caixas de isopor (uma com gelo seco para estocagem do álcool e outra com gelo para uso dos alunos)Procedimento:O professor, em qualquer experimento, deve tomar todas as precauções necessárias para a manipulação de materiais, de modo a prevenir qualquer tipo de acidente com os alunos.
  • Pique a cebola em pedaços pequenos, com cerca de 0,5 cm;
  • Coloque 4 colheres de sopa (ou 1 copinho para café) de detergente e 1 colher de chá de sal em meio copo de água. Mexa bem até dissolver completamente o sal e o detergente;
  • Acrescente a cebola picada ao copo e deixe a mistura em banho-maria por cerca de 15 minutos. Caso não seja possível colocar em banho-maria, deixe a mistura de cebola, detergente e sal exposta ao sol por aproximadamente 30 minutos (sol forte e sem vento). Durante esse tempo de espera, pode-se aproveitar para comentários e questionamentos.
  • Resfrie a mistura rapidamente, colocando o copo no gelo por 5 minutos;
  • Filtre a mistura recolhendo o líquido filtrado no copo limpo;
  • Adicione 1/2 copo de álcool gelado* ao líquido filtrado, deixando-o escorrer vagarosamente pela borda; não se deve deixar o álcool misturar-se com o líquido filtrado. Formam-se duas fases bem nítidas – a superior alcoólica e a inferior aquosa. Entre as duas fases, forma-se uma faixa esbranquiçada ou viscosa, menos evidente, que concentra a maior parte do DNA extraído;
  • Mergulhe o bastão ou um palito de dente no copo e, com movimentos circulares, procure movimentar a faixa intermediária esbranquiçada. Dependendo da quantidade de DNA, será possível ver que uma substância viscosa se adere ao palito ou bastão.Depois de pescar o DNA de cebola com o palito, é comum que alguns alunos queiram levar o material ao microscópio para visualizá-lo. Deixe que façam isso, se for possível. Logo perceberão que não podem distinguir nada, uma vez que o poder de resolução do microscópio óptico não é suficiente para revelar a estrutura da molécula de DNA.Durante e depois da experiência, o professor pode colocar questões que estimulem os alunos a refletirem sobre o experimento que realizaram. É importante que eles descrevam suas observações e impressões sobre esse experimento.

    Propor aos alunos que eles:

  • Identifiquem que relações têm a substância viscosa do experimento com as imagens de DNA que aparecem nos livros didáticos. Essa é uma boa oportunidade para discutir o significado dos modelos de representação utilizados nos livros didáticos.
  • Expliquem o porquê da utilização do detergente nesse experimento.
  • Pensem por que foi necessário manter a mistura de cebola e detergente em banho-maria ou aquecida ao sol.
  • Descubram de que forma o papel do calor poderia ser testado.
  • Expliquem o fato de o álcool e a água formarem fases distintas.*Álcool gelado: a temperatura do álcool é um fator determinante nesse experimento. No caso, quanto mais gelado melhor. O álcool deve estar a uma temperatura abaixo de –4° C.Texto original: Paulo Roberto da Cunha
    Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Tive uma recaída

Disciplina: Biologia
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Anatomia, biologia geral, microbiologia, população
Tipo: Materiais didáticos

Objetivo:

Formular questões a partir de situações reais e compreender aquelas já enunciadas.
Julgar ações de intervenção, identificando aquelas que visam à preservação e à implementação da saúde individual, coletiva e do ambiente.
Desenvolver modelos explicativos para sistemas tecnológicos e naturais.
Formular hipóteses e prever resultados.
Interpretar e criticar resultados a partir de experimentos e demonstrações.

Pré-Requisito: Noções de seleção natural.

Observações: O aparecimento de linhagens de bactérias resistentes à antibióticos é um problema que vem se agravando a partir da metade do século passado. Infecções hospitalares vitimam milhares de pessoas no mundo todo ano. Mudanças de comportamentos simples são necessárias, como evitar a auto-medicação ou seguir corretamente as orientações médicas quanto ao uso de antibióticos.

Autoria: Miguel Thompson, Rodrigo Venturoso, Anna Christina de Azevedo Nascimento, Wellington Moura Maciel, Diogo Pontual, Juliana Rangel, Silvana Nietske, Danilson de Carvalho – RIVED/SEED/MEC

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Texto Original: Rived

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)