Semelhanças e Diferenças

Disciplina: Biologia
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Biologia geral, evolução, zoologia
Tipo: Materiais didáticos

Objetivo:  Sistematizar o conhecimento sobre os animais de modo que o aluno possa identificar padrões no mundo natural; propor hipóteses filogenéticas; associar o surgimento de características morfo-funcionais com a história evolutiva do grupo.

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Texto Original: Rived

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Origem e evolução da vida em 100 m de linha do tempo

Disciplina: Biologia
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Formação da Terra, origem e evolução da vida
Tipo: Metodologias

Um projeto é uma seqüência de atividades organizadas com o propósito de resolver um problema. Em sala de aula, a criação, o planejamento e a implementação de um projeto pode ser uma forma interessante de promover aprendizagens significativas.

A construção de uma linha do tempo gigante pode ser tema de um projeto e envolver os alunos nos estudos sobre a origem da Terra, da vida e de sua evolução no planeta. A idéia básica é propor a construção de uma linha do tempo de 100 m de comprimento, montada como um varal no pátio da escola.

Ao considerar que a origem da Terra foi há 4,6 bilhões de anos, podemos construir uma linha do tempo que se inicie na data 5 bilhões de anos a.p. (antes do presente). Se vamos representar 5 bilhões de anos em 100 m, são 50 milhões de anos transcorridos a cada metro de linha do tempo.

Os alunos são convidados a pesquisar, em livros de Biologia e na Internet, o que os biólogos dizem a respeito do surgimento e da evolução dos seres vivos na Terra. A tabela abaixo (AMABIS e MARTHO, 2001) apresenta um resumo das principais informações. A partir delas, os alunos podem procurar outros dados e detalhes interessantes, que possam tornar a linha do tempo atrativa para quem a veja.

Evento
Ocorrido há aproximadamente
(em anos)

Primeiras evidências de seres vivos

3,5 bilhões

Origem da fotossíntese

2,5 bilhões
Origem dos seres eucarióticos
2 bilhões
Abundância de fósseis (“explosão cambriana”)
570 milhões
Origem das plantas de terra firme
438 milhões
Origem dos anfíbios
408 milhões
Origem dos répteis
360 milhões
Origem dos dinossauros e dos mamíferos
245 milhões
Extinção dos dinossauros e início da expansão dos mamíferos
66 milhões
Origem dos primatas
55 milhões
Ancestral comum de pongídeos e hominídeos
8 milhões
Primeiros hominídeos
2 milhões
Origem da espécie humana moderna
150 mil

O primeiro desafio que se apresenta aos alunos, a partir da apresentação dessa tabela, é fazer sua leitura. É interessante que o professor vá questionando sobre os termos novos da tabela e observando quais os alunos conhecem e quais não. A partir dessa observação, pode apresentar alguns conceitos aos alunos, ou sugerir uma consulta a dicionários, enciclopédias, livros de Biologia ou outras fontes.

Uma vez compreendida a tabela, pode-se lançar aos alunos o desafio de organizar esses acontecimentos em uma linha do tempo para ser divulgada e compartilhada com as demais classes da escola. Para isso, é importante, então, desenvolver a pesquisa sobre a origem e a evolução dos seres vivos, para acrescentar informações à tabela acima e construir a linha do tempo. Os alunos podem se organizar em duplas ou trios para pesquisar sobre cada um dos intervalos citados na tabela.

A primeira equipe pode ficar com o intervalo que vai de 3,5 bilhões de anos (primeiras evidências de seres vivos) até 2,5 bilhões de anos (origem da fotossíntese); a segunda fica com o intervalo de 2,5 bilhões até 2 bilhões (origem dos seres eucarióticos); a terceira equipe responsabiliza-se pelo intervalo que vai de 2 bilhões de anos até 570 milhões de anos, e assim por diante.

A idéia é produzir alguns cartazes que representem os eventos mais importantes de cada intervalo e, depois, colocá-los na linha do tempo de 100 m, construída no pátio ou na quadra da escola. Incentive os alunos a fazer cartazes com informações interessantes, escritas com letras grandes, fáceis de ler e sempre com uma ilustração. No cartaz, deve sempre estar escrita a data a que se refere o evento mencionado. Se for possível, os alunos podem utilizar a informática para auxiliar a produzir esses cartazes.

Para a instalação da linha, o melhor é escolher um local onde se possa esticar um fio com 50 m, que sustentará os cartazes componentes da linha. Neste caso, a linha do tempo seria composta por dois varais, totalizando 100 m. Se a máxima distância possível para esticar o fio for de 25 m, a linha do tempo terá quatro varais. Para marcar a escala temporal, os alunos fazem um conjunto de placas (uma folha sulfite, por exemplo) e colocam as datas, com intervalos de 100 milhões de anos (uma a cada dois metros, portanto), a partir da origem dos seres vivos (3,5 bilhões de anos). Na linha, a primeira placa seria a de 5 bilhões de anos; a segunda, a de 4 bilhões; e a terceira, a de 3,5 bilhões de anos. A partir daí viriam as placas “3,4 bilhões”; “3,3 bilhões” e assim por diante, até a placa “dias atuais”.

Uma vez o fio instalado e datado, as equipes que fizeram os cartazes podem fixá-los no local adequado.

Algumas problematizações podem ser feitas pelo professor enquanto os cartazes que comporão a linha estão sendo construídos:

  • Identificar os intervalos mais vazios.
  • Discutir por que isso ocorre.
  • Comparar tempo transcorrido entre o primeiro ser vivo e os primeiros animais.
  • Comparar o tempo transcorrido entre os primeiros animais e os primeiros seres humanos modernos.

Se for do interesse dos alunos, poderá haver também uma equipe para pesquisar a evolução humana em particular.

Essa idéia de construir uma linha do tempo gigante pode ser utilizada com outros temas como a origem e a evolução do universo, a história da humanidade ou a história do Brasil.

Fonte:
AMABIS & MARTHO. Guia de apoio didático para os três volumes da obra Conceitos de Biologia. São Paulo: Moderna, 2001, p. 206.

Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

O caso do rebanho de Jacó

Disciplina: Biologia
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Biodiversidade, evolução, genética, população, probabilidade, saúde, seres vivos, sexualidade
Tipo: Materiais didáticos

Objetivo:  Reconhecer que indivíduos que apresentam um mesmo fenótipo podem apresentar genótipos diferentes. Elaborar suposições sobre o fenômeno estudado.

Pré-Requisito: Não há.

Observações: Dentre as idéias iniciais, caso o professor encontre um predomínio de palavras como DNA, gene, cromossomo, material genético, ele deve realizar a atividade 4 para organizar tais idéias. Nesse caso, a atividade 2 será realizada em outro momento. Caso o predomínio seja de expressões como gametas, dominante, recessivo, heterozigoto, homozigoto, o professor pode prosseguir com a atividade 2.

Autoria: Miguel Thompson, Rodrigo Venturoso, Anna Christina de Azevedo Nascimento, Wellington Moura Maciel, Diogo Pontual, Juliana Rangel, Silvana Nietske, Danilson de Carvalho – SEED/MEC

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Texto Original: Rived

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Microorganismos

Disciplina: Biologia
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Anatomia, biodiversidade, biologia geral, comunidade, ecologia, evolução, fisiologia, microbiologia
Tipo: Materiais didáticos

Objetivo:  Estudar o mundo dos microorganismos, suas características e a importância desses organismos na manutenção dos ecossistemas e a utilização dos mesmos pelo homem; destacar o processo de adaptação dos organismos ao ambiente; (H.O); Indicar as características que justificam a inclusão desses organismos em seus respectivos grupos; (M.O)/(R.O)associar as principais características morfo-funcionais de alguns representantes desses grupos às condições do meio em que vivem; (M.O) compreender a base microbiana de muitas doenças humanas; (H.O) descrever os métodos utilizados para prevenção e controle de doenças;(R.O) conhecer a importância de vírus e bactéria na biotecnologia e engenharia genética; (R.O) reconhecer a importância de algas fitoplantônicas na produção de oxigênio; (R.O) reconhecer a importância ecológica e econômica dos microorganismos.

Pré-Requisito: Mostrar compreensão sobre o significado dos termos: autótrofos e heterótrofos; Relacionar a atividade trófica dos decompositores- bactérias e fungos à fertilidade do solo; Interpretar situações naturais ou experimentais de apodrecimento e decomposição do alimento, reconhecendo a ação de outros organismos nesse processo; Conhecer os modos de ação das vacinas no corpo humano.

Autoria: Miguel Thompson, Rodrigo Venturoso, Anna Christina de Azevedo Nascimento, Wellington Moura Maciel, Diogo Pontual, Juliana Rangel, Silvana Nietske, Danilson de Carvalho – SEED/MEC

Conheça o objeto de aprendizagem produzido para o Rived

Texto Original: Rived

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Discutindo evolução com desenho do “X-Men”

Disciplina: Biologia
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Evolução
Tipo: Filme
Onde encontrar: Videolocadoras

Uma das dificuldades para o estudo do processo evolutivo é que muitas pessoas apresentam uma compreensão equivocada do que seja mutação. Para trabalhar com esse assunto, é possível complementar as aulas sobre evolução com um episódio da série do desenho animado “X-Men”. Trata-se de um desenho curto, de 18 minutos, que pode ser explorado em uma única aula.

O interessante desse desenho animado é o fato de apresentar uma discussão que envolve mutação e teoria evolutiva. O conceito de mutação abordado nesse episódio aproxima-se muito da noção intuitiva que a maioria das pessoas tem sobre esse fenômeno. Ou seja, coloca a mutação como causa de transformações radicais nas espécies, sem fazer distinção entre mutações somáticas, presentes em células não germinativas, e mutações hereditárias, presentes em células gaméticas.

O desenho faz diversas referências ao livro “A origem das espécies”, principal obra de Charles Darwin, autor da teoria evolutiva pela seleção natural. A edição em português dessa obra, publicada pela Itatiaia Editora, pode ser encontrada nas livrarias.

Como atividade, pode-se solicitar aos alunos que comparem os discursos de Charles Darwin e do Doutor Nathaniel Essex, e apontem as diferenças quanto ao conceito de evolução, seleção natural e mutação. O professor pode questionar:

  • Como a teoria de Darwin é descrita no início do desenho?
  • Uma mutação ocorrida em células somáticas de um organismo pode ser transmitida a seus descendentes?
  • Pesquise as causas das mutações. A seguir, discuta com os colegas se há possibilidade de controlar ou direcionar as mutações.

Vídeo:
Série “X-Men”, da Marvel Comics, Fox Kids Vídeo, volume 3, episódio X75 – “A Decência”.

Texto original: Paulo Roberto da Cunha
Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

A evolução da humanidade no filme “2001: Uma Odisséia no Espaço”

Disciplina: Biologia
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Evolução dos seres vivos
Tipo: Filme

O filme “2001: Uma Odisséia no Espaço” foi lançado em 1968. Dirigido por Stanley Kubrick (1928-1999), o filme provocou grande impacto em sua estréia. O roteiro do filme foi escrito pelo próprio diretor em parceria com Arthur C. Clarke, escritor de ficção científica.

“2001: Uma Odisséia no Espaço” é um filme que procura mostrar a visão dos autores de como seria o mundo em um futuro que chegaria em 33 anos, marcando o início do século XXI.

O filme se inicia com uma cena cujo título é “A Alvorada do Homem”. Nela vemos o confronto entre dois bandos de primatas (chimpanzés). Em dado momento, um dos macacos utiliza um grande osso – um fêmur – como porrete, para afastar outro chimpanzé que pretende se aproximar para dividir alimentos. Logo após utilizar o porrete como arma, atacando seu semelhante, o macaco arremessa o osso para cima. A câmera acompanha a subida do osso que, ao chegar no ponto mais alto, transforma-se, repentinamente, em uma enorme nave para viagens interplanetárias. Nave na qual toda a história do filme irá se desenvolver.

A projeção desse filme pode ser interessante para motivar os alunos a discutir a evolução dos seres vivos, particularmente a evolução dos seres humanos. Ela pode ser utilizada para criar um clima propício ao estudo da evolução dos seres vivos, ou a evolução humana especificamente. Várias perguntas problematizadoras desses conteúdos podem ser desencadeadas a partir da observação da cena descrita anteriormente:

Considerando o processo evolutivo de acordo com o que nos ensinam os biólogos evolucionistas, quanto tempo transcorreu entre o surgimento de macacos como os chimpanzés e o surgimento dos primeiros seres humanos (espécie Homo sapiens sapiens)? Ou, formulando de outra maneira, qual o salto no tempo que corresponde à transformação do fêmur em uma nave interplanetária viajando para Júpiter no ano 2001?

Segundo os biólogos evolucionistas, o mais antigo ser do gênero Homo é o Homo habilis, que viveu há cerca de 2,5 milhões de anos. Quais as semelhanças e as diferenças que podemos apontar entre esses primeiros membros do gênero Homo e os macacos que vemos na primeira cena do filme?

A discussão em torno dessas questões pode desencadear um trabalho de pesquisa e organização de informações sobre a evolução dos seres humanos. Nesse trabalho, os alunos podem construir uma linha do tempo ilustrada, mostrando o aparecimento de cada espécie do gênero Homo (Homo habilis, Homo ergaster, Homo erectus, Homo heidelbergensis, Homo neanderthalensis, Homo sapiens).

Outro filme que pode dar continuidade a essas discussões é “Guerra do Fogo”, filme franco-canadense de 1981, que mostra os conflitos entre dois grupos de hominídeos em tempos pré-históricos, quando tinha início a conquista do fogo.

Para saber mais:

Sobre evolucionismo e evolução humana:
AMABIS, José Mariano & MARTHO, Gilberto Rodrigues. Conceitos de Biologia. São Paulo: Moderna, 2001. Volume 3: Genética, Evolução e Ecologia.

Texto original: Vinicius Ítalo Signorelli
Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)