Olimpíadas de Atletismo em equipes

Disciplina: Educação Física
Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Evento esportivo
Tipo: Metodologias

Muitas vezes, as escolas se prendem demais às regras convencionais dos esportes, perdendo a oportunidade de explorá-los de forma mais criativa e adequada à construção de atitudes interativas e solidárias.

A idéia dessa proposta é a organização de uma “Olimpíada de Atletismo em Equipes” que promova a integração dos alunos de 5ª a 8ª série, de modo que todos se sintam realmente desafiados a dar o melhor de si, sem privilegiar apenas aqueles que possuem as melhores performances em cada prova.

O professor organiza com os alunos:

  • Um “Comitê das Olimpíadas”, composto por dois alunos de cada série, que ajudam o professor na organização geral do evento, nas inscrições e no julgamento das provas.
  • Equipes mistas, procurando desfazer “panelinhas” e manter equilíbrio de representação por série.
  • As provas que irão compor a “Olimpíada” podem incluir velocidade (a distância pode ser negociada), salto em extensão, salto em altura, arremesso de peso (o material a ser utilizado como “peso” também pode ser negociado).

Cada equipe se organiza de forma a inscrever um determinado número de alunos de cada série em cada prova, e todos os alunos devem participar de um número mínimo de provas. Esses números precisam ser pensados pelo Comitê, assessorando o professor.

A equipe campeã de cada prova é aquela que obtiver o maior somatório das marcas individuais de todos os membros da equipe. A equipe campeã da “Olimpíada”, por sua vez, é a que atingir o maior somatório em todas as provas.

Para finalizar o evento, é interessante promover uma avaliação com os alunos, identificando aspectos positivos e negativos dessa forma de organização, com o objetivo de aperfeiçoá-la e adequá-la às expectativas de alunos e professores.

Texto original: Iza Anaclêto e Mônica Arruda Xavier
Edição: Educarede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Prepare-se para o FME-SP


Fórum define eixos temáticos

Por Paloma Varón

A cidade de São Paulo entrou em 2004 com muitas perspectivas. Além da comemoração do seu 450º aniversário no próximo dia 25, a cidade se prepara para sediar o Fórum Mundial de Educação, de 1º a 4 de abril.

No final do ano passado, foram definidos os dez eixos temáticos do FME, que tem como tema geral “Educação Cidadã para uma Cidade Educadora”. Os temas foram definidos em reuniões semanais com o Comitê Gestor que é composto por organizações governamentais e não-governamentais, sindicatos e associações.

A partir da visão de que a educação pública e de qualidade é um direito inalienável do cidadão, o FME procura constituir-se numa plataforma mundial de educação. As discussões propostas valorizam o papel educador das cidades, mas os temas discutidos variam. Mídia, a pedagogia de Paulo Freire e ensino superior são alguns dos eixos.

A abertura do Fórum será no dia 1º de abril de 2004, no Estádio do Pacaembu, com um ato político e cultural. As conferências serão nos dias 2, 3 e 4, assim como os painéis, mesas-redondas, eventos, palestras, oficinas e debates. É esperado um público de cerca de 60 mil pessoas nos quatro dias do evento.

Haverá também encontros dos autores de trabalhos inscritos por temática, coordenados por uma entidade componente do Comitê Organizador do FME-SP. Os GTs poderão construir textos-síntese dos debates ocorridos e divulgar no site do FME-SP.

A data para inscrição de trabalhos ainda não está confirmada. Interessados podem ligar para o Instituto Paulo Freire para obter informações: (11) 3021-0670.

Confira os eixos temáticos do FME. Para conhecer as ementas de cada eixo e os subtemas, veja a parte de programação do site oficial do evento: http://www.forummundialeducacao.org.

Eixo temático 1: Educação cidadã como direito social e humano
Eixo Temático 2: Paulo Freire: Educação cidadã como prática da liberdade
Eixo Temático 3: Cidade Educadora: Identidade Cultural e Cidadania
Eixo Temático 4: Cidade Educadora e as desigualdades sociais
Eixo Temático 5: Ambiente e educação para a sustentabilidade
Eixo Temático 6: A produção e o acesso ao conhecimento
Eixo Temático 7: A Mídia na Cidade Educadora
Eixo Temático 8: Política, financiamento e gestão educacional nas Cidades Educadoras
Eixo Temático 9: Educação e as políticas públicas para a infância
Eixo Temático 10: O papel social do ensino superior na perspectiva de uma educação cidadã

O site indicado neste texto foi visitado em 11/03/2004

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

A água é um dos pontos mais debatidos desde a realização da Cúpula de Johanesburgo (África do Sul), em 2002, quando foram criaradas as Metas do Milênio. Trata-se de uma proposta de reduzir pela metade a falta de acesso à água potável  (hoje, 1,4 bilhão de pessoas) e a um sistema básico de saneamento (2,3 bilhões) até o ano 2015. Em março de 2003, o 3o Fórum Mundial da Água, no Japão, e o Fórum Social das Águas, em Cotia, (SP) discutiram várias ações que podem decidir o futuro da água.

Fundação Telefônica promove debates com fins educativos na Campus Party

Fundação Telefônica promove debates com fins educativos na Campus Party

Com o objetivo de promover reflexões sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação na educação, o Programa EducaRede, da Fundação Telefônica, promoverá e participará de debates sobre o tema durante a Campus Party 2010. O evento acontece entre 25 e 31 de janeiro, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.

No dia 28, quinta-feira, às 20h, promove mesa-redonda sobre Redes Sociais e Educação, na área de blogs , com presença do secretário de Educação do Município de São Paulo, Alexandre Schneider; do diretor de Políticas Públicas do Google Brasil, Ivo Correa; e da coordenadora da rede social educativa Minha Terra, do Programa EducaRede, Sonia Bertocchi.

Na seqüência, será realizado um TwitEncontro de Educadores que utilizam redes sociais em suas práticas educacionais, a exemplo do que acontece no próprio EducaRede. O TwitEncontro  será auto-organizado pelos participantes, sejam eles presenciais ou virtuais e terá a participação do secretário Schneider, ativo usuário do twitter.

Outro tema em debate será Gerações Interativas – Uso Responsável das Telas Digitais, que acontece dia 27, quarta-feira, às 20h, na área de blogs. Um dos debatedores será Rodrigo Nejm, diretor da SaferNet Brasil, associação que opera a Central Nacional de Denúncia de Crimes na Internet contra os Direitos Humanos. Também participarão o professor de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica da PUC-SP, Rogério da Costa; o coordenador do Núcleo de Novas Mídias da Fundação Padre Anchieta, Ricardo Mucci; e a coordenadora executiva do EducaRede, Mila Gonçalves.

Já no dia 26, às 14h, o EducaRede estará na área de blogs, no Painel 2 do evento,  denominado “Grande rede, pequenos produtores”, através do depoimento de um jovem que começou a blogar na escola pública e agora faz parte da blogsfera.

EducaRede em parceria com o Programa Nas Ondas do Rádio

Cento e cinquenta alunos provenientes de seis escolas públicas da rede municipal de ensino de São Paulo farão cobertura jornalística para o programa Nas Ondas do Rádio, com o apoio da Fundação Telefônica. Cinco desses estudantes ficarão acampados para garantir a cobertura completa do evento e parte do material produzido por eles será replicada no Portal EducaRede.
Promover inovação nas ferramentas educacionais por meio do estímulo à inclusão digital e ao uso das novas tecnologias como recurso pedagógico, sobretudo nas escolas públicas, é a premissa do Programa EducaRede. O grande desafio do programa, implementado no Brasil há sete anos, é estar sempre à frente das novidades relacionadas à tecnologia, contribuindo para que possam ser aplicadas à educação e chegar aos educadores de maneira acessível e estimulante.

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

Fundação Telefônica credencia REDECA no Portal do Software Público

Fundação Telefônica credencia REDECA no Portal do Software Público durante a Campus Party 2010

O REDECA – sistema de informação desenvolvido pela Fundação Telefônica para fortalecer o Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente – será credenciado no Portal do Software Público Brasileiro. A cerimônia que sela a parceria entre a Fundação e a Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, acontece no dia 26, terça-feira, às 16h, no estande da Telefônica na Campus Party 2010.

O REDECA – uma referência ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) – foi desenvolvido pela instituição, dentro de seu projeto de Redes de Atenção à Criança e ao Adolescente, em conjunto com oito municípios paulistas. A finalidade do software é integrar informações sobre cada criança atendida, num só registro, em que se podem observar dados sobre saúde, educação, assistência social e outros temas relativos a seu desenvolvimento. Com isto, é possível identificar a trajetória e as necessidades dos beneficiados individualmente e analisar as demandas coletivas para a definição de políticas de atendimento.

Segundo o diretor-presidente da Fundação Telefônica, Sérgio Mindlin, a inserção do REDECA no Portal do Software Público Brasileiro propiciará a milhares de municípios brasileiros conhecer a ferramenta e decidir sobre sua utilização. O programa, construído em plataforma de software livre, foi produzido de forma coletiva para contemplar os diversos formatos, necessidades e perfis das organizações governamentais e não-governamentais ligadas ao atendimento das crianças e adolescentes. “Nosso objetivo é facilitar o acesso das cidades a essa ferramenta e acreditamos que o Portal possa ser um grande mediador”, diz Mindlin.

O REDECA já está disponível, gratuitamente, para implantação em qualquer cidade brasileira, por meio do portal Pró-Menino, na seção Redes de Atenção a Crianças e Adolescentes. Nesse espaço, também estão disponíveis materiais de apoio para implantação e utilização do sistema: Manual Técnico de Instalação do Software, Manual do Usuário e Manual de Gestão da Rede.

A Fundação também vai mostrar como o REDECA funciona durante a Campus Party. A apresentação será na área dos Direitos Humanos, no dia 29, sexta-feira, às 14h, seguida de uma oficina técnica às 16h. A Campus Party acontece entre 25 e 31 de janeiro, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

Fundação Telefônica apresenta novidades na Campus Party 2010

Software de acessibilidade, tradutor automático de Twitter e desafio digital: novidades da Fundação Telefônica na Campus Party 2010

 

A Fundação Telefônica apresentará, durante a Campus Party 2010, novos aplicativos para uso pedagógico. Um dos destaques será um software que permite a leitura de sites adaptados para deficientes visuais. Esse dispositivo, desenvolvido em parceria com a área de Pesquisa & Desenvolvimento da Telefônica, poderá ser usado por escolas que queiram promover a inclusão digital desse público.

Outra novidade fica por conta do tradutor automático de línguas para o Twitter, que facilitará a comunicação de internautas dos mais diversos países. Ele poderá ser testado no estande da Telefônica durante o evento e depois estará disponível para download no Portal EducaRede.

Desafio digital

Durante a Campus Party 2010 será promovido um desafio digital, criado especialmente para o evento, com informações sobre os oito países onde o EducaRede está presente e sobre o programa em si. Por meio de uma tela touch-screen, o usuário terá a oportunidade de utilizar ferramentas da web 2.0, como Wikipedia e YouTube, para procurar as respostas às questões propostas. A ferramenta terá capacidade para edição e poderá ser utilizada nas salas de aula, por exemplo, para a criação de outros desafios com fins pedagógicos.

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

Resumo dos painéis

Resumo dos painéis

Segunda (29/05)

“Aprendizagem na era digital” propõe mudanças no ensino a longo prazo

Dando continuidade às atividades do Congresso, o painel “Aprendizagem na era digital”, que aconteceu às 14h da segunda (29), trouxe como convidados o professor José Manuel Morán, coordenador de projetos online da Faculdade Sumaré em São Paulo;  Claudemir Viana, pesquisador do LAPIC (Laboratório de Pesquisas sobre Infância, Imaginário e Comunicação do ECA/USP), e Marina Nunes, pesquisadora da Fundação Carlos Chagas (FCC/SP).

Morán defendeu a teoria de que as escolas sejam mais semi–presenciais, focadas na área de pesquisa, projetos, produções e resultados. Os professores passam de informadores para orientadores, gestores e mediadores. “Algumas escolas estão começando com essas inovações. Com isso, chegaremos a uma tendência na Educação escolar para o universo digital, buscando assim a flexibilidade na aprendizagem e no ensino, no tempo e espaço (fora ou dentro da escola), na forma e na tecnologia”, afirma Morán.

O Ministério da Educação prevê que daqui a cinco anos os alunos de Ensino Superior estarão realizando cursos menos presenciais. “Por que devemos obrigar os alunos a irem sempre à escola, se podemos usar a Internet? Estamos a caminho do modelo semi–presencial e a conseqüência desse fato é acabar com o confinamento”, finaliza o professor.

A pesquisadora da FCC/SP, Marina Nunes, acredita na valorização do uso da tecnologia na formação continuada dos docentes. “É preciso que haja uma postura do corpo docente para a utilização dos recursos digitais, assim caminharemos junto com as crianças sempre em busca de novos aprendizados”, declara Marina.

Já Claudemir Viana falou sobre a aprendizagem no processo lúdico da criança em meios tecnológicos. “Jogar, para as crianças, é um tempo valioso; já para os adultos é considerado tempo perdido”, afirmou Viana. Ele conclui que é preciso se relacionar enquanto seres humanos, utilizando a tecnologia para a formação das crianças. A palestra do professor Claudemir baseou-se nos estudos do que representa a mídia digital e como esse contexto acontece na vida dos pequenos.

A presença do universo digital no cotidiano das pessoas é um fato. Mas, conforme todos os convidados desse painel, a tecnologia só tem importância se o homem caminhar com os avanços tecnológicos.
(Tatiana Izquierdo e Denise Helena)

Publicação e autoria da Internet
A coordenadora de projetos de educomunicação da Gens Serviços Educacionais, Grácia Lopes Lima, abriu o painel com uma mostra de programas audiovisuais produzidos por alunos de 3ª série do Ensino Fundamental de escolas públicas da região de Sorocaba (SP). Segundo Grácia, é gratificante ver o empenho das crianças na autoria dos textos, produção e atuação das mesmas nos próprios programas. “Precisamos de ações que envolvam pessoas em processos criativos”, disse a coordenadora.

O professor Jorge Lopes Medrado, do Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos de Itaquera (Cierj), em São Paulo, apresentou o Projeto Fole (Falando, Ouvindo, Lendo e Escrevendo), que tem como meta aproximar dos computadores pessoas que nunca tiveram experiência com o uso deles. O projeto envolveu alunos com idade entre 15 e 60 anos, inclusive os não alfabetizados, e foi desenvolvido na Oficina de Criação do Portal EducaRede. Ao final, os textos produzidos pelos alunos foram publicados em um livro virtual. Medrado fez elogios à coordenação do Cenpec, pelo apoio nos momentos difíceis. Os alunos já produziram mais outros dois livros, disponíveis no Portal: “Heróis da Resistência” e “Foto & Grafia”.

A doutora em Didática pela USP, Professora Zilá A.P. Moura e Silva, ex-professora da Unesp, trouxe ao painel vivência de alunos e professores como autores de blogs utilizados como instrumentos para a aprendizagem, a socialização e o crescimento profissional e pessoal de alunos e professores.
(Márcia Nascimento)


Pesquisa na Internet: que cuidados tomar? Como fazer?

No Painel Pesquisa na Internet, a professora e pesquisadora do Cenpec, Sônia Bertocchi, propôs aos educadores que ensinem seus alunos a avaliar o que está disponível na Internet, já que nem tudo o que está na rede é confiável e pode ser utilizado no processo de aprendizagem. Entre os critérios apontados por Sônia nesta avaliação estão: a procedência da fonte e sua credibilidade; a intencionalidade do site; a navegabilidade; a interatividade com os navegadores; e qual o espaço reservado para publicação de material.

Já a jornalista e mestre em Comunicação Social pela ECA/USP, Januária Cristina Alves, contou como o blog Yahoo! Busca Educação (www.yahoo.com.br/buscaeducacao) orienta professores e alunos nas pesquisas. No blog, eles encontram um manual, disponível para download, que ajuda os educadores a se familiarizarem com os mecanismos de busca. O Yahoo Educação também cobriu o evento. Clique aqui para ler. 
(Ana Carolina Santos)

Convidados apresentam projetos de Educação a Distância
O painel de discussão sobre educação a distância, realizado no Auditório Ulysses Guimarães, contou com a participação dos convidados: Silvia Dotta (mestre em Educação pela Unicamp), Jane Margareth de Castro (assistente da área de Educação da Unesco) e Frederic Litto (coordenador científico da Escola do Futuro – laboratório interdisciplinar da Universidade de São Paulo). O Painel contou com mais de 60 participantes entre professores, supervisores escolares e gestores em Educação.

Silvia Dotta apresentou um projeto realizado pelo Lapeq – Laboratório de Pesquisa do Ensino de Química – Feusp. “Formação de tutores para o diálogo virtual” consiste na ajuda online a estudantes de Ensino Médio, preferencialmente de escolas públicas, e funciona como uma espécie de tira-dúvidas em que o estudante acessa o site, envia sua pergunta e ela é respondida por um universitário que atua como seu tutor. A chave do projeto é a interatividade entre os estudantes de Ensino Médio e os estudantes universitários, que respondem as dúvidas.

Logo após a apresentação, Jane Margareth de Castro explicou o projeto “As tecnologias na sala de aula para potencializar o ensino e a aprendizagem”, realizado em parceria com o Ministério da Educação (MEC). Parte do corpo docente de escolas públicas dos Estados da Bahia e Piauí e técnicos da Secretaria de Educação dos Estados receberam treinamento em Brasília para implantar a utilização dos laboratórios de informática em suas escolas. O projeto também contribuiu para o entrosamento dos outros docentes das escolas, dos alunos e da manutenção dos laboratórios, diminuindo assim a evasão escolar.

O professor Frederic Litto apresentou o projeto “Escola do Futuro”, do Laboratório Interdisciplinar da USP. O projeto desenvolve estudos sobre como implementar as novas tecnologias no dia-a-dia dos estudantes de escola pública. Inicialmente, a Escola do Futuro só atingia estudantes de Ensino Fundamental e Médio, porém, atualmente tem sido procurada por estudantes universitários para a realização de pesquisas e por empresas para a especialização de profissionais. Além da implementação das novas tecnologias nas escolas, o projeto oferece vasto conteúdo online aos estudantes através de uma biblioteca virtual. Maiores informações no site: www.futuro.usp.br.

A professora Sueli Araes (supervisora da Diretoria de Ensino, região Leste 5 – São Paulo) afirma que aproveitará o que foi exposto no Painel em projetos que já participa. “Eu estou trabalhando em quatro meio virtuais como tutora e monitora, então aproveitarei com certeza tudo o que foi dito aqui.”
(Leandro Biggi)

Terça (30/5)

Múltiplas linguagens para atrair professores e alunos
O painel “Múltiplas Linguagens” abordou a utilização de novas tecnologias para atrair a atenção dos estudantes e contou com a participação dos seguintes convidados: Gabriel Pillar Grossi, diretor da revista Nova Escola, Luiz Chinan, professor da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial, e Anna Penido, diretora Executiva da Cipó – Comunicação Interativa.

Gabriel Grossi começou apresentando a revista Nova Escola aos presentes e demonstrando o quanto o acesso ao seu conteúdo aumentou depois da iniciativa de disponibilizá-lo online. A revista, nas duas versões (impressa e online), tem como proposta a capacitação de professores e a exposição dos trabalhos realizados nas escolas, atingindo hoje quase toda a rede dos Ensinos Fundamental e Infantil do país.

Luiz Chinan começou apresentando dados de uma pesquisa realizada pela Câmara Brasileira do Livro que mostra que a média de livros lidos no Brasil é de 1,4 por habitante a cada ano. A partir das informações desta pesquisa, o professor desenvolveu um projeto que visa despertar a atenção do jovem para a importância da leitura: o livroclip, uma animação com o resumo de uma obra literária. Ele apresentou em primeira mão aos participantes do painel o livroclip “O Inferno de Dante”, da obra “Divina Comédia”, de Dante Alighieri. Confira alguns livroclips publicados na Biblioteca do EducaRede.

Anna Penido, a última a falar no painel, demonstrou como um projeto que começa aos poucos pode alterar o cotidiano das escolas. A diretora da Cipó apresentou um trabalho realizado na rede municipal de ensino de Salvador para a inserção dos jovens na sociedade por meio das mídias. O projeto utiliza a comunicação para combater a invisibilidade, trabalhando com a realidade de cada região. No projeto, os jovens, individualmente ou em grupo, trabalham uma mídia desenvolvendo um produto, desde sua criação até a divulgação para a comunidade. O projeto teve efeitos positivos em todas as escolas em que foi implantado, e a Cipó oferece auxílio a outras escolas interessadas em implementá-lo. Maiores informações: www.cipo.org.br

“As discussões deste painel nos ajudam a usar as mídias dentro da sala de aula. Agora precisamos vincular esses projetos e articular para que realmente aconteçam na escola”, disse a coordenadora pedagógica da EMEF Conde Luiz Eduardo Matarazzo (São Paulo), Márcia Cerqueira Souza, que assistiu ao painel.
(Leandro Biggi)

Formação a distância volta ao debate
No segundo dia do Congresso, a “Formação a distância” voltou ao debate no painel que reuniu Anna Christina de Azevedo, designer da secretaria de Educação a Distância do MEC, Maria Isabel Porazza Mendes, coordenadora pedagógica do Núcleo de Educação a Distância do SENAC, e Anna Helena Altenfelder, coordenadora da Comunidade Virtual Escrevendo o Futuro.

Anna Helena apresentou aos participantes do painel a Comunidade Virtual (CV) “Escrevendo o Futuro”, que reúne professores e alunos de todo país em prol da melhoria do ensino e da aprendizagem nas escolas. O projeto conta com um concurso nacional de textos para formação dos professores, abrange todos os Estados do país e mais de 3 mil municípios.  Para Anna Helena, “a grande preocupação é a formação dos professores”. Atualmente, são cerca de 1.180 participantes da comunidade, e os professores interessados podem procurar maiores informações no endereço eletrônico www.escrevendoofuturo.org.br

Anna Christina apresentou o projeto que tem como propósito facilitar a vida do profissional que planeja cursos a distância. E assim nasceu o curso: “Como fazer objetos de aprendizagem”. Foram selecionados 16 alunos de Estados diferentes para participar do curso. Segundo a designer do MEC, todos os alunos, ao final do curso, foram aproveitados pelo projeto. “Queríamos que os profissionais refletissem sobre como planejar o material didático.”

Maria Isabel divulgou seu projeto sobre História da Ciência e Hipertextos, cujo objetivo é propor a reflexão sobre a História da Ciência para entendê-la como uma rede de eventos. Para ela, a História da Ciência auxilia na contextualização e humanização da Ciência. A abordagem pedagógica do projeto é a aprendizagem participativa e dialógica.

Todos os projetos apresentados visam à melhoria do ensino, não só dentro da sala de aula, mas longe dela também. E a platéia do painel, formada por educadores, recebeu com entusiasmo as propostas exibidas. Para a professora Rosangela Maria Cunha, de São Paulo, tais projetos “agregam conhecimento, e os professores só têm a ganhar com isso”. Ela acredita no sucesso da formação a distância, um “processo natural na educação nacional”.
(Felipe Ananias)


Animações dominam painel sobre estrutura da Internet

O painel “Estrutura de uso da Internet” reuniu propostas que estimulam os professores a desenvolverem atividades com o uso da Internet. Um dos projetos apresentados foi o RIVED, – Rede Interativa Virtual de Educação – do MEC, que tem como objetivo a produção, capacitação e distribuição de conteúdos educativos na Internet. A coordenadora do RIVED, Carmem Lúcia Prata, explicou que o site do projeto (http://rived.proinfo.mec.gov.br/) disponibiliza módulos com atividades, organizados de maneira atrativa para crianças e adolescentes, com animações que proporcionam a interatividade. No site está disponível um guia com propostas de aulas, que dão uma idéia de como utilizar esse material.

O especialista em criação de ambientes de aprendizagem e pesquisador da Escola do Futuro da USP, César Nunes, apresentou outro projeto que integra alunos universitários e de escolas do Ensino Médio. Jovens da rede pública criam roteiros para conceitos de Física e Química e depois os universitários desenvolvem essas histórias criando “Objetos de Aprendizagem” – simulações animadas – que são publicadas no site http://www.labvirt.futuro.usp.br/

A palestra do consultor em Tecnologia Educacional do Senac, Jarbas Novelino Barato, começou com uma gincana. A brincadeira demonstrou para os educadores presentes como a construção de uma rede de fontes pode ser divertida e muito instrutiva, pois é através dela que as buscas na Internet se concretizam. A proposta de Barato é a Webgincana, uma disputa entre os alunos que recebem desafios em forma de questões e missões, proporcionando um aprendizado não somente dentro da sala de aula ou de Internet, mas também em atividades extra–classe. Mais informações: http://dev.utopia.com.br/formulario/ e http://aprendente.blogspot.com/
(Ana Carolina Santos)

Comunidades virtuais proporcionam trocas enriquecedoras

As comunidades virtuais podem promover a interação entre os docentes, proporcionando troca de informações e conhecimentos em meio virtual, acredita Lilian Starobinas. A coordenadora de projetos da Cidade do Conhecimento defende a atualização constante do professor e isso pode acontecer por meio de comunidades virtuais. Quanto mais pesquisas e conteúdos ele conhecer, mais recursos terá para ampliar seu discurso e enriquecer suas aulas. “A idéia é que, participando de uma comunidade virtual, o professor crie uma leitura do mundo digital e também passe a ter disposição pra se servir dele e pra contribuir com ele”, disse Lilian.

Marilina Lipsman, pesquisadora da Universidade de Buenos Aires, explicou como funciona o Portal EducaRede na Argentina, do qual faz parte. Ela explicou que, como no caso do Portal brasileiro, o EducaRede propõe a inclusão de novas tecnologias da comunicação nas escolas para complementar as práticas de ensino e o aprendizado do discente. Por meio do Portal, os professores têm um campo para desenvolver o intercâmbio entre eles e também se atualizar e difundir suas experiências educacionais. Já Rosa Martha Cruz Del Valle contou sobre o processo de implementação de comunidades virtuais por meio do EducaRede do México. O painel terminou com um debate entre palestrantes e platéia.
(Cynthia Pontes)

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Resumo das mesas-redondas

Resumo das mesas-redondas

Terça (30/5)

Comunidades virtuais de aprendizagem representam uma revolução educacional

A mesa-redonda do Congresso contou com a participação do pedagogo Fernando Fonseca Júnior, da Fundação Vanzolini, a também pedagoga Lynn Alves, mestre e doutora em Educação e Comunicação pela Universidade Federal da Bahia, e a professora Vani Kenski, professora da Faculdade de Educação da USP e diretora do site Educacional.
Além deles foi ouvida também a coordenadora–executiva da Rede do Saber, Beatriz Scavazza, que relatou a experiência, iniciada em 2001, da Secretaria do Estado da Educação de São Paulo que, por meio de recursos como capacitação a distância de agentes educacionais, pretende democratizar o conhecimento nas 5,9 mil escolas de todo o Estado.

“Comunidades Virtuais de Aprendizagem” foi o tema proposto para a mesa. Fonseca Júnior começou por elucidar o conceito de rede usado para nomear o contato entre seres humanos no mundo virtual, podendo ser chamado também de grupo ou tribo virtual. Ao citar a frase do educador Paulo Freire “a educação começa sempre por um encontro”, demonstrou que a rede pode ser sim um espaço de aprendizagem. Uma rede nem sempre significa comunidade, que pressupõe obrigações, história e cotidianos comuns.

Para Vani, o uso da rede como comunidade de aprendizagem é um ideal que implica mudanças profundas na forma educacional atual e depende, principalmente, de vontade política. Nesse novo modelo, pode-se navegar em múltiplas direções que nos levam à aprendizagem, ao passo que a escola tradicional, representada por uma pirâmide, é um “espaço de exclusão por excelência”, como citou a professora. Ela acredita que a idéia de que “só se aprende vendo e ouvindo é medieval”, e que atualmente é mais importante estar presente em pensamento do que corporalmente, o que não significa indisciplina, ao contrário: aprendizagem virtual exige maior disciplina dos envolvidos.

Pesquisadora do uso de jogos no ambiente pedagógico, Lynn acredita que mesmo os jogos violentos podem ser usados como instrumento. Para isso, é preciso que a escola apreenda a nova linguagem que os nativos digitais – nascidos na década de 80 – trazem. Nesse contexto, ela citou os alunos das escolas públicas que, desde então, de uma forma mais ou menos intensa, estão incluídos em algum programa de informatização do ensino.

Para os participantes da mesa, as habilidades oriundas das experiências com o infomeio ainda não são aceitas no âmbito escolar, gerando conflitos na sala de aula.
(Cecília Bacha)

Discussões sobre a ética norteiam as regras de uso equilibrado da Internet

A mesa-redonda III, com o tema “Internet e interações: novos meios de participação social”, realizada no último dia do Congresso, teve a mediação de Eduardo Chaves, professor titular na Unicamp, com a participação de Maria Irma Marabotto, Roberto Lerner e Sofia Lerche Vieira.

Maria Irma é diretora acadêmica da Fundec (Fundación para el Desarrollo de los Estudios Cognitivos) de Buenos Aires, Argentina. Os principais temas abordados por ela foram os novos modos de relações pessoais e de pensar que a Internet proporciona aos usuários, como a “hiperinformação”, que pode causar a perda de sentido dos assuntos tratados, e a aprendizagem a partir da participação.

Segundo ela, os professores devem ajudar o aluno a determinar qual a diferença entre cada um dos três principais tipos de conteúdos disponíveis na Internet: o conhecimento obsoleto, que pode ser descartado pelo aluno, o fundamental e aquele que o aluno pode aproveitar de alguma outra forma no seu dia-a-dia, construindo novos conhecimentos.

O psicólogo Roberto Lerner, da PUC Peru, trouxe à mesa sua contribuição sobre relações interpessoais em espaço virtual. Disse que na Internet as pessoas perdem a vergonha, uma das emoções mais antigas da humanidade. Nela o ser humano se solta e está pronto a revelar sua verdadeira face, pois não tem o medo da crítica e facilmente encontrará outros que se identificarão com seus pensamentos. A rede é um companheiro em todas as horas, e cabe também à escola, como educadora da sociedade, estar pronta a discutir as questões dos limites éticos e morais que envolvem os acessos à Web. Ele não acredita que a rede possa substituir contatos pessoais, como se teme, ou que torne as pessoas egoístas ou individualistas, argumentando que estes são problemas bem antigos. Diante da tela, assim como em todos os lugares de convívio social, a pessoa pode manifestar o melhor ou o pior de si. A proibição de acessar alguns sites indesejáveis não afasta o problema, mas a observação dos educadores e a abertura para discussões acerca da real necessidade é o melhor caminho.

Relato de experiência – A professora e pesquisadora do CNPq (Centro Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) Sofia Lerche Vieira apresentou o Projeto História do Ceará em Rede, cujo objetivo é o resgate da auto-estima dos cearenses por meio da inclusão digital. A pesquisadora enfatizou que, antes da inclusão digital, é necessário haver a inclusão social, possibilitando, assim, o desenvolvimento e crescimento do Estado do Ceará como um todo. Em 2005, foram realizadas diversas oficinas virtuais de texto no portal EducaRede, com foco em histórias reais e experiências do cotidiano dos alunos. Alunos e professores de 50 municípios produziram 75 livros virtuais que falam sobre o povo cearense, buscando resgatar a identidade local no processo de aprendizagem. Foram selecionados 15 desses livros para serem impressos e distribuídos nas escolas da rede pública em programas de alfabetização de adultos.

Opinião da platéia – “A cada situação aprendemos algo novo. Achei excelente a oportunidade de participar de um evento como esse. Aliás, o evento todo está muito bem organizado. Achei excelente a fala do professor Lerner, que fez um resgate histórico da tecnologia digital”, disse Zilá A. P. Moura e Silva, doutora em Didática pela Faculdade de Educação da USP.

Para Jorge Lopes Medrado, professor do Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos de Itaquera-SP, “o projeto desenvolvido no Ceará é semelhante ao que desenvolvi aqui em São Paulo – Itaquera, com as oficinas de criação. Uma grande preocupação dos professores é o acesso dos alunos a sites não autorizados. Somente com ética e cidadania nas escolas venceremos esse problema”.
(Pâmela, Marcela Elizabeth e Márcia Nascimento)


Segunda (29/5)

Representantes dos EducaRedes traçam panorama ibero-americano
da Internet na Educação

O diretor-presidente da Fundação Telefônica do Brasil, Sérgio E. Mindlin, iniciou a mesa-redonda I, com todos os EducaRedes, respondendo algumas questões dirigidas à Telefônica durante os eventos da manhã de segunda-feira. Depois de tiradas as dúvidas do público, o representante do EducaRede da Argentina, Jorge Leiva, apresentou os pilares que levam a tecnologia aos professores e estudantes por meio do portal do EducaRede e relatou um avanço de 400% na conexão da Internet em banda larga no país.

A representante do EducaRede na Argentina, Angeles Soletic, iniciou sua fala mostrando uma imagem do quadro de Jean Marc Cote, em que um professor girava uma manivela que introduzia, através de canos ligados à cabeça dos alunos, conhecimento. Segundo Angeles, o quadro de 1889 é um retrato de como a tecnologia representada pela Internet evoluiu ao longo dos anos. Daí a importância da inclusão digital.

“Temos um computador para cada chileno”, orgulha-se o representante do EducaRede no Chile,  Francisco Aylwin Oyarzún, que apresentou um panorama do acesso dos chilenos à Internet. Os representantes do EducaRede na Espanha e no Peru, Manoel Rodriguez e Hugo Diaz, também deram ênfase à situação atual da Internet em seus respectivos países.

A última a falar foi Priscila Gonsales, representante do EducaRede no Brasil, sobre o histórico e as ações do projeto brasileiro, apresentando alguns dados estatísticos sobre os avanços alcançados. O encerramento foi feito por Sérgio Mindlin que abriu espaço para perguntas dos professores presentes na platéia.
(Carla Menezes e Pâmela Roberta Issa Cheda)

Mesa-redonda II debate formação de docentes no mundo virtual

A mesa-redonda II, realizada no Parlatino (Plenário), teve como tema central a formação do professor num mundo ligado à era das novas tecnologias. Os convidados principais foram o professor Marco Silva, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e Marcelo Buzato, doutorando da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

De acordo com Marco Silva, a “mensagem” agora é um mundo aberto, em que é possível modificá-la. Hoje, o emissor pode possibilitar que o receptor também seja criador da mensagem. Há uma interatividade, ou seja, os dois trabalham em conjunto. Dessa forma, o professor não deve só transmitir a informação ao aluno, mas também interagir com ele.

Já a participação de Marcelo Buzato ficou centrada na questão dos letramentos digitais, que não estão ligados somente ao conhecimento técnico, mas à habilidade de compreender textos por meio dos dispositivos digitais. Segundo ele, alguns professores ainda não aderiram ao uso do computador por se sentirem analfabetos em novas tecnologias.

O evento ainda contou com a participação de Bernardete Gatti, da Fundação Carlos Chagas, e de Leila Lopes de Medeiros, da Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação (MEC).

Relato do MEC – Leila Lopes relatou a experiência do MEC na formação continuada de professores por meio da Internet. O objetivo do “Projeto Mídias na Educação” é ensinar professores a realizar na sala de aula um trabalho mais interessante e prazeroso para docentes e discentes, utilizando linguagens conhecidas pelas duas partes: a Web, o rádio, a televisão e o vídeo, como fontes de informação e pesquisa.

Outras propostas do Programa são o conhecimento compartilhado, a inclusão no processo digital e a troca de papéis entre professor e aluno. Para Leila Lopes, a tecnologia existente, por mais avançada que seja, não tem a menor possibilidade de substituir a figura do professor.
(Cynthia Pontes e Marcela Elizabeth Santos)

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Resistência à mercantilização

Balanço do 2º Fórum Mundial de
Educação


Segunda edição do evento, que reuniu educadores de cerca de cem países, foi marcada pela resistência à visão do ensino como mercadoria

Por Paloma Varón, de Porto Alegre

O 2º Fórum Mundial de Educação (FME), que se encerrou no dia 22 de janeiro, em Porto Alegre, reuniu educadores e estudantes de cerca de cem países para trocarem estratégias de resistência à globalização neoliberal. Trata-se de uma política que está transformando a educação em uma mercadoria, a ponto de ser reconhecida pela OMC (Organização Mundial de Comércio), com a sua possível inclusão no GATS, acordo geral de comércio e serviços.

De caráter propositivo, o Fórum não se limitou a criticar o modelo de educação vigente na maioria dos países, mas acirrou a necessidade de lutar pela democratização e pela qualidade do ensino público. O conceito de cidade educadora foi muito discutido entre os participantes como uma forma de garantir que haja outros espaços de aprendizagem, além da escola, que continua exercendo papel importante – mas não único – na sociedade atual.

Dentre as estrelas do 2º FME, está o professor e pesquisador francês Bernard Charlot, que além de ter participado de grande parte da programação do Fórum, circulou e conversou com muitas pessoas durante os quatro dias do evento. Charlot, que concedeu uma entrevista exclusiva para o EducaRede (aguarde as próximas semanas para ler), ressaltou a importância de o educador enfrentar as suas tensões e as da sociedade para construir uma escola verdadeiramente democrática.

O EducaRede conversou também com o presidente da federação dos trabalhadores em educação na França, Louis Weber, e com a relatora da Comissão de Direitos Humanos da ONU, Katarina Tomasevski, cujos depoimentos serão disponibilizados em breve no portal. (Leia a entrevista que o Portal Setor 3 fez com Katarina antes do FSM).

Além das três grandes conferências, que reuniram cerca de sete mil pessoas diariamente no estádio Gigantinho, houve mais de 50 mesas-redondas e debates. “A cidade e a educação”, ” A Construção social do conhecimento” e “Projeto político e projeto pedagógico” foram os assuntos abordados nos eixos temáticos do evento, que se desenrolou em outros lugares da capital gaúcha.

Relatos com experiências bem sucedidas foram interessantes por mostrarem como algumas pessoas estão se mobilizando com resultados positivos. Não existe um modelo único, mas alternativas que podem ser seguidas ou criadas para garantir a educação como um direito. O saldo do evento, que pode acontecer em São Paulo em 2004, foi o de que não só alunos e professores, mas a sociedade anseia por uma mudança de paradigmas no cenário educacional.

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Repercussão entre os participantes

Participantes parabenizam o Congresso
O III Congresso Ibero-Americano termina deixando nos participantes a sensação de “quero mais”. Foram conferências, relatos de experiências, mesas-redondas, painéis e oficinas pelas quais passaram mais de 1,5 mil educadores. Higino Vieira foi um deles: ?Participar desse Congresso serve para nosso aprimoramento e nos ajuda a desenvolver um telecentro?.

Para o professor da rede pública e representante da Ong “Centro Espírita O Consolador”, em Maceió, participar do III Congresso teve um gostinho especial. Em 2005, a Ong que ele representa foi contemplada com o Prêmio Itaú Unicef, categoria regional, pelo desenvolvimento do Projeto Criança Integrada. O Prêmio é coordenado pelo Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária), que também coordena o EducaRede no Brasil. Higino faz um balanço do Congresso: ?De tudo que ouvi nesses dois dias, o que chamou muito a minha atenção foi ouvir falar da valorização da cultura, das oportunidades de se comunicar no mundo virtual e, o mais importante, sobre a inclusão digital, tão prometida nesse país?.
(Júnior Alves)

Leia os comentários dos professores da rede pública do Estado de São Paulo que participam do projeto Coisas Boas Para Minha Terra e estiveram no III Congresso Ibero-Americano EducaRede:
“Fiquei perplexa pela imensidão do III Congresso com relação à organização, qualidade das exposições, pelos palestrantes tão eficientes, comprometidos com a Educação, dispostos a nos dar suporte e pelo tratamento dedicado aos professores, pois em poucas ocasiões nos dão tratamento tão especial que valorizam o nosso trabalho e propiciam que nossa auto-estima seja resgatada de forma satisfatória, afinal somos pessoas que também precisam de reconhecimento. Obrigada a todos os envolvidos por colaborarem para a realização desse maravilhoso e inesquecível evento.”
Aparecida de Almeida Silva ? E.E. Profª Maria Elena Colonia (Mauá)

“Foi ótimo! Recebemos uma quantidade enorme de informações, mas valeu a pena. Se eu conseguir aplicar 10% de tudo o que eu ouvi por lá, me sentirei realizada, porque sei que vou deixar multiplicadores para que nossas aulas, no futuro, sejam bem mais dinâmicas. Até eu entrar no projeto Coisas Boas da Minha Terra eu tinha o maior medo de ligar um computador, não navegava pela rede, o que muitas vezes me deixava mal, por me achar desatualizada. Mas o EducaRede apareceu do nada e me fez perder o medo e também correr atrás daquilo que eu queria aprender. Hoje posso lhes garantir que sou a maior entusiasta do uso da Internet em minha escola. Parabéns ao pessoal do EducaRede, mais uma vez valeu. Obrigada pelo trabalho de vocês.”
Regina Braga ? E.E. Canuto do Val (São Paulo)

“Foi uma experiência de um valor inestimável, que com certeza vai contribuir muito para melhorar minhas práticas pedagógicas em sala de aula. Os avanços das novas tecnologias e o perfil dos alunos nesta fase contemporânea têm despertado minha atenção. É por isso que estou buscando novos caminhos e experiências que possam me ajudar a contribuir com uma Educação de qualidade.”
Orminda Noronha Brito ? E.E. Ver. Valter da Silva Costa (Itaquaquecetuba)

“Parabéns a toda equipe que participou direta e indiretamente da organização do Congresso. O tema foi muito bem abordado, a tarefa de lançar propostas em ações que são capazes de provocar reflexões sobre a prática do uso de redes de comunicação e da multimídia só nos faz refletir que precisamos nos ‘plugar’ e não nos ‘deletar’.”
Maria de L. de M. Pezzuol ? E.E.Ver. Narciso Yague Guimarães (Mogi das Cruzes)

Qualidade da educação em debate

Notícias do Fórum Mundial de Educação

Por Paloma Varón, de Porto Alegre

Quarta, 22/01/03 – A ameaça da mercantilização da educação
O GATS, o acordo geral de comércio e serviços da OMC (Organização Mundial de Comércio) e a necessidade de se unir esforços para lutar contra esse acordo, que representa a mercantilização da educação, foram o mote da mesa “Educação, movimentos sociais e lutas contra a mundialização globalizante”, realizada na Faculdade de Educação da UFRGS. Louis Weber, professor e presidente da Federação dos Trabalhadores em Educação da França, disse que à OMC interessa a escola aberta ao livre-mercado e a lógica das multinacionais. “Não podemos permitir que a escola seja vista como uma empresa. Dentro das reformas educacionais que estão acontecendo na Europa, por exemplo, está a gestão de escolas como empresas, o que é um absurdo”, disse. Felipe Maia, da UNE (União Nacional dos Estudantes), incitou a platéia, cheia de estudantes universitários, a ter um papel de resistência ativa ao neoliberalismo, o que inclui formular e praticar políticas alternativas, organizar a participação política popular. “A mercantilização da educação também acontece quando os programas dos currículos universitários estão mais voltados para o mercado do que para buscar soluções para os problemas do nosso país”, disse. Maia pediu que as pessoas se movam contra a inclusão da educação no GATS. Alessio Surian, educador italiano, diz que, na Itália, a tendência geral é de privatizar o conhecimento. “Não entendo como um país que apresenta crescimento econômico diz não ter dinheiro para investir na educação, mas acaba investindo na educação privada”, provocou, lembrando que o GATS é uma ameaça global. “Na Europa, 12 de março é o dia da mobilização geral contra o acordo”, conta Surian.

Quarta, 22/01/03 – Charlot provoca platéia com questões sobre educação
O professor e pesquisador francês Bernard Charlot foi talvez o palestrante mais aplaudido nas conferências do II FME. Na mesa do dia 22, com o tema “Projeto político e projeto pedagógico”, ele falou sobre as contradições entre os discursos e as práticas – que tambem são políticas – na sala de aula. Os educadores presentes foram provocados durante toda a sua exposição com questões como: “Há professores que pedem aos alunos que memorizem frases com palavras que eles desconhecem. Essa prática corresponde a sua concepção de democracia e de cidadania?” Para ele, tanto na França como no Brasil não existe coerência entre os projetos políticos e a prática. “A escola não é o programa oficial, mas o que os alunos estão aprendendo”. Ele defendeu a educação em ciclos, que já existe na França há dez anos, como sendo uma prática mais justa e democrática. “Não é com um milagre que vamos mudar a escola. É com o trabalho paciente dos professores”, afirmou. Para concluir, Charlot falou da necessidade de se enfrentar as tensões que existem no processo educacional e em cada professor para se transformar a escola. “Nós devemos enfrentar as nossas contradições para construir essa escola democrática que queremos. Não vai ser fácil, mas essa é a luta que vale a pena. Estamos aqui reunidos para transformar a realidade e a escola”, conclui, sob fortes e entusiasmados aplausos.

Terça, 21/01/03 – ONGs têm papel importante na educação
A articulação entre movimentos sociais e educação foi o tema abordado pela coordenadora da comissão de Educação da ATTAC (Associação pelas Tributações Financeiras a Favor do Cidadão), a educadora francesa Regine Tassi. Ela disse que as ONGs são agentes significativos na educação de certos países do sul. “Essas instituições são portadoras de inovações pedagógicas e podem ajudar na mobilização”, afirmou. Para ela, em países que adotam as bases neoliberais do Consenso de Washington, somente com a atuação de ONGs a situação educacional pode ser transformada.

Terça, 21/01/03 – São Paulo quer sediar 3º FME
A prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, entregou hoje de manhã o convite para São Paulo sediar a terceira edição do Fórum Mundial de Educação. Eliezer Pacheco, da organização do Fórum, recebeu o convite das mãos da prefeita. Em 2004, a capital paulista completa 450 anos e o FME entraria como parte das comemorações da data. “Não é todo dia que se faz 450 anos e São Paulo tem apresentado grandes avanços na área”, disse Marta.

Segunda, 20/01/03 – Todos têm direito à educação
O segundo debate realizado pelo Cenpec foi sobre o direito à escolarização básica com qualidade para todos. Foram mostradas as intervenções realizadas pela ONG na Febem, em São Paulo, e o acompanhamento de professores e técnicos das diretorias de ensino da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo nos projetos de aceleração escolar. A educadora Edna Aoki falou do projeto “Aprendendo Sempre”, de classes de aceleração, que envolveu dezenas de escolas da capital paulista. O sociólogo Francisco Dias contou como foi implementada a proposta curricular nas 19 Unidades de Internação Provisória da Febem, onde as crianças e os adolescentes passam de um a 45 dias. A experiência foi tão satisfatória que, para este ano, há a proposta de o projeto se estendem para as unidades de internação, numa demanda que nasceu da própria instituição. ‘Onde há um ser humano, a educação é possível.” Partindo desse pressuposto, Dias ajudou a elaborar uma proposta curricular para garantir aos meninos da Febem o direito à educação, assegurado no Estatuto da Criança e do Adolescente.

Segunda, 20/01/03 – Educadores defendem a educação integral no 2º FME
O tema da conferência “A cidade e a educação” foi também debatido nas mesas promovidas pelo Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisa em Educação, Cultura e Ação Comunitária). Com o tema “Educação Integral: articulação de espaços e projetos de aprendizagem”, foi aberto o debate da tarde. Em todas as falas ficou claro que a escola sozinha não é capaz de dar conta das demandas da sociedade atual, é necessário haver outros espaços de educação, a partir do conceito de unir cidade e educação. “A educação integral pode ser viabilizada com a articulação de escola e comunidade. O conceito de cidade educadora passa pela necessidade de reconhecê-la como sujeito e espaço de ensino-aprendizagem”, afirmou a coordenadora da mesa, Maria do Carmo Brant de Carvalho, do Cenpec. Eduardo Marino, da Fundação Vitae, lembrou que o conceito de educação integral vem desde o educador baiano Anísio Teixeira e frisou a importância de haver articulação entre escolas e iniciativas da sociedade para proporcionar a educação integral, com espaço para outras atividades, incluindo as de lazer. Nilton Fischer, consultor técnico do programa Crer para Ver (Fundação Abrinq e Natura), acredita que a comunidade deve intervir nas políticas públicas da educação, mas que as demandas devem partir das escolas. Isa Guará, do Cenpec, ressaltou que o direito à educação integral está na legislação e que uma grande reivindicação para a melhoria da qualidade do ensino público é a ampliação da carga horária das aulas. Para ela, a educação deve ser integral, mas não necessariamente na escola. “Há experiências desastrosas, com escolas burocráticas em período integral. É preciso diversificar as atividades para que os alunos sintam prazer”, disse. “Além disso, deve haver ações complementares à escola como estratégia de superação do fracasso e da evasão escolar”, afirmou. Tais ações, geralmente executadas por ONGs e movimentos sociais, geram também tensões entre a escola e o terceiro setor. “Nós sabemos da incompletude das escolas e também das ONGs, mas, se queremos uma educação integral, temos que achar o ponto de convergência entre elas”, defende. Algumas possibilidades, segundo ela, são estabelecer uma parceria efetiva com ação planejada, valorizar a escola e abri-la para a contribuição da comunidade e executar formação conjunta de professores.

Segunda, 20/01/03 – Cidade e Educação é tema da 1ª Conferência
A cidade e a educação foi o tema da 1ª conferência, realizada com a presença dos educadores Marina Subirats, presidente da Comissão de Educação e Cultura da Prefeitura de Barcelona (Espanha), de Ramón Moncada, da Colômbia, e Steve Stoer, de Portugal. A coordenação da mesa foi feita por Pablo Gentili, coordenador do Observatório Latino-americano de Políticas Educacionais (Brasil). Marina destacou a importância de outros agentes socias no provesso educativo. “A escola não pode com tudo”, disse. Para ela, a escola está extremamente burocrática, não é um espaço para se ensinar valores, hábitos, pois só privilegia o saber científico. Ela propõe um tipo de escola que rompa a divisão entre o aprendizado teórico e o prático. Para ela, a cidade e a comunidade devem atuar em conjunto com a escola para garantir que os princípios éticos sejam vivenciados integralmente. Além da conferência da manhã, durante todo dia, acontecem diversas atividades na cidade dentro da programação simultânea. As atividades completas do Fórum Mundial de Educação estão disponíveis na página www.forummundialdeeducacao.com.br

Segunda, 20/01/03 – Brasil e Argentina iniciam intercâmbio na Educação
O ministro da Educação, Cristovam Buarque, e o prefeito de Buenos Aires (Argentina), Anibal Ibarra, acertaram hoje, em Porto Alegre (RS), no FME, o início de um intercâmbio de professores para o ensino das línguas Portuguesa e Espanhola nas escolas públicas de Ensino Médio. A convite de Anibal Ibarra, o ministro Buarque vai em abril a Buenos Aires detalhar o formato do intercâmbio, sua duração e o número de professores argentinos que irão ao Brasil e vice-versa. No mesmo encontro, o prefeito Ibarra e o secretário de Educação da Província de Buenos Aires, Daniel Filmius, informaram ao ministro que há dois anos instituíram o Programa Bolsa-Escola nos moldes desenvolvidos por Cristovam Buarque no Distrito Federal entre 1995 e 1998, no valor de um salário mínimo. A novidade do Bolsa-Escola implementado por Ibarra e Filmius é que ele é destinado aos alunos das escolas públicas do Ensino Médio, no qual a evasão é muito alta. O primeiro filho matriculado, explicou o prefeito, recebe do governo 50 pesos, e o segundo filho, 25 pesos. (Ionice Lorenzoni, do MEC)

Domingo, 19/01/03 – Ministro quer criar proposta de educação para o campo
O ministro da Educação, Cristovam Buarque, afirmou, em entrevista coletiva concedida à imprensa na abertura oficial do Fórum Mundial de Educação, em Porto Alegre, que o governo vai criar uma proposta de educação para o campo. “Não dá para reproduzir lá os mesmos modelos das grandes cidades, a realidade do campo é outra e tem que ser respeitada”, disse o ministro.
Buarque defendeu também que o combate ao analfabetismo seja feito por meio de parcerias entre os governos, as universidades e a rede pública de ensino. “Mas qualquer cidadão que saiba ler e escrever e queira ensinar será aceito”, completou. A idéia é de que todos devem se unir para erradicar o analfabetismo.
Questionado sobre o fim do Enem e do Provão, Buarque afirmou que os sistemas de avaliação continuarão e elogiou o ex-ministro Paulo Renato de Souza por ter implantado os sistemas atuais. “Eu sou tão a favor da avaliação que acho que o sistema de avaliação tem de ser avaliado”, disse.
O Bolsa-escola também continua e deve subir para R$ 65, sendo R$ 45 do governo federal, R$ 10 do Estado e R$ 10 do município. Como Bolsa-Escola e uma escola mais agradável, o ministro acha que dá para erradicar o trabalho infantil (incluindo a prostituição), uma das metas do governo Lula.

Domingo, 19/01/03 – 70 países participam do evento
Cerca de 20 mil educadores de 70 países e representantes de mais de mil entidades ligadas à Educação participam do 2º Fórum Mundial de Educação, de domingo, 19, a quarta-feira, 22, em Porto Alegre (RS). Ministros de quatro países, Brasil, Espanha, São Tomé e Príncipe e Bélgica, também estão no evento, que este ano traz como tema Educação e Transformação: a educação pública na construção de um outro mundo possível.
O Fórum Mundial da Educação nasceu da articulação de educadores, estudantes, entidades sindicais, movimentos sociais, governos, organizações não-governamentais, universidades e escolas. Os mais de 200 conferencistas e debatedores convidados representam todos os continentes, garantindo diversidade de gênero, etnia, raça, culturas e representatividade social, política e científica. De acordo com a Unesco, há no mundo 875 milhões de analfabetos, dos quais 63,7 são mulheres; e há 110 milhões de crianças de seis a 12 anos sem escola. Transformar essa realidade e implementar políticas públicas são objetivos do Fórum.
O Comitê de Organização do Fórum Mundial de Educação é composto por representantes de mais de 90 entidades de representação local, regional, nacional e internacional.
No ano passado, o Primeiro Fórum Mundial de Educação, em Porto Alegre, aprovou a Carta do Fórum, ressaltando o conceito da Educação pública como direito social inalienável.

O site indicado neste texto foi visitado em 20/01/2003

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)