Desafios grupais com cordas

Disciplina: Educação Física
Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Jogo motor
Tipo: Jogos

Pular cordas é uma atividade que envolve habilidades como coordenação espaço-temporal e domínio de ritmo, e pode ser usada também quando se quer trabalhar a organização coletiva.

Para essa atividade, o professor divide a turma em equipes de dez a doze alunos, dá uma corda para cada grupo e propõe a eles que “pulem corda”, revezando os alunos que a batem. A idéia é propor, em um nível crescente de dificuldade, desafios que envolvam as habilidades individuais e a capacidade de organização do grupo. Pode-se alterar:

  • O número de pessoas que pulam simultaneamente.
  • O número de saltos permitidos a cada pessoa.
  • O número de vezes que a corda pode bater “vazia” (sem ninguém) entre um colega e outro do grupo.Exemplos de desafios:
  • “Cobrinha”: movimenta-se a corda rente ao chão, como se fosse uma cobra, e as crianças têm de pular por cima dessa cobra (esse desafio pode servir de aquecimento para os maiores ou de atividade para os menores).
  • “Reloginho”: as crianças formam um círculo e o professor (ou um aluno) fica em seu centro girando a corda, rente ao chão. As crianças devem pular a corda.
  • “Zerinho”: a atividade consiste em passar por baixo da corda, enquanto ela gira, sem pular. Depois, podem realizar o “zerinho em duplas”, com duas crianças de mãos dadas passando pela corda; o “zerinho em trios”, e assim por diante, até passar o grupo todo de mãos dadas.
  • “Corda maluca”: pular a corda batida ao contrário, para o lado inverso.
  • “Nunca três”: um aluno entra na corda e pula uma batida sozinha; na segunda batida, outra criança entra e pula uma batida junto com a primeira, que deve sair na terceira batida.
  • “Nunca vazia”: um aluno entra na corda, dá de um a três pulos antes de sair e a corda nunca deve bater “vazia” entre uma criança e outra.
  • “Sempre um”: o aluno deve entrar na corda e dar apenas um pulo antes de sair. A corda não pode nunca bater vazia e só pode ter uma criança de cada vez.

Para finalizar a atividade, o professor divide a classe em dois grupos e cada um deles propõe um desafio ao outro. Pode ser um dos desafios anteriores ou um criado por eles mesmos.

Texto original: Iza Anaclêto e Mônica Arruda Xavier
Edição: Educarede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Vida no Jardim: plantas e animais

Disciplina: Ciências
Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto: Seres vivos: plantas e animais, ciclo, equilíbrio, adaptação, vida
Tipo: Metodologias

O livro “Vida no Jardim” envolve animais e plantas que vivem ou freqüentam os jardins dos centros urbanos como praças, parques, casas, condomínios.

O texto enfoca uma visita a um desses espaços da cidade, contando como vivem alguns animais e plantas, o que comem, que relações estabelecem com os outros seres vivos e algumas das adaptações que fazem para sobreviver nesse ambiente. Em cada página há atividades lúdicas, estimulando os alunos a procurarem animais escondidos, verificarem a quantidade de alguns e reconhecê-los no ambiente ilustrado.

O livro é composto por ilustrações que misturam desenhos e fotos de seres vivos, retratando de forma atraente e dinâmica o ambiente real. O texto aborda conceitos e conteúdos de forma não sistematizada. Convida as crianças a observarem os jardins, identificando o que conhecem e o que não é percebido: cadeias e teias alimentares, relação presa–predador, equilíbrio e desequilíbrio ambiental, comportamento animal, ciclo de vida, adaptações dos seres ao ambiente. Além disso, permite abordar a intervenção de agentes externos ao ambiente com atitudes destruidoras, tais como a utilização de inseticidas, a eliminação de plantas, entre outros. Há atividades complementares ao final do texto e encarte de orientação aos professores.

Antes da leitura é recomendável que os alunos manipulem o livro livremente, ressaltando suas características: ilustrações, formato, número de páginas, dados sobre o escritor e o ilustrador. O professor pode pedir às crianças para identificar o que é desenho ou foto, animais ou plantas conhecidas ou desconhecidas.

A leitura propriamente dita deve ser feita pelo professor, por partes, possibilitando comentários, explicações ou fatos pertinentes.

Após a leitura ou conforme o momento da leitura, é possível desenvolver atividades de aprofundamento, tais como:

Visita a um jardim

  • Incentivar os alunos a identificarem, nos locais das observações, plantas e animais que estejam no livro é uma ótima atividade de observação. O professor divide a classe em grupos e seleciona o que eles vão observar. Que características estão na foto, ou desenho, que garantem que aquela planta é a mesma que está no jardim? Qual o nome dado pelos cientistas a esse bicho que aqui a gente chama de ….?
  • Após a visita, o professor organiza coletivamente as informações e cada grupo elabora um texto com desenhos ou fotos. Outros locais podem ser estudados: as proximidades da escola, a própria escola, a rua etc., dependendo da região.

Escrita de texto

  • Com base na leitura, os alunos podem fazer um relato do que observaram. “Vimos que na praça existem tais e tais plantas, um tipo de bicho que parece um grilo e que não vimos no livro…” e assim por diante. Os textos podem ser expostos no mural da classe ou organizados em pequenos livros.

Exposição de desenhos de observação dos animais e plantas

  • Solicite aos alunos que, em grupos, observem e desenhem animais e plantas e, depois, montem uma exposição. Junto à amostra deverá constar um pequeno relato das características e modo de vida do animal ou planta.

Observação:

  • Para trabalhar cadeia e teias alimentares utilize o vídeo Ciências – Ecologia e Meio Ambiente – Volume 6: Os Seres Vivos – SBJ Produções – Rua Campevas, 313 – cj. 12 – Perdizes – São Paulo – SP – CEP 05016-010.

Texto Original: Vera Lúcia Moreira

Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Denise Está Chamando

Denise Está Chamando

Disciplina:

Geografia

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Tecnologia e organização do espaço
Tipo: Filme

Onde encontrar: Locadoras de vídeo de todo o país

O filme “Denise Está Chamando”, dirigido por Hal Salwen, é uma excelente alternativa para desenvolver atividades que reflitam sobre objetivos e usos do desenvolvimento tecnológico e seus impactos na transformação da vida e da organização do espaço geográfico.

Gravado na segunda metade dos anos 90, em Nova York, o filme propicia reflexões sobre as várias transformações que o desenvolvimento tecnológico vem ocasionando: novas formas de organização espacial, relações de trabalho, administração do tempo, estilo de vida, valores, relacionamento humano.

Quanto mais desenvolvimento tecnológico existe em um território, mais as pessoas se distanciam da vida em grupo. A possibilidade de trabalhar em casa, garantida pela ligação em rede dos telefones residenciais e dos computadores, trazem inicialmente a imagem de conforto e liberdade.

Porém, o filme questiona tais “avanços”, pois quanto mais autônomos os personagens ficam em relação às suas vidas profissionais, mais se tornam solitários. Os relacionamentos vão se tornando virtuais. Até a gravidez de uma personagem ocorre sem o contato humano direto: ela engravida por meio de inseminação artificial.

Como sugestão de trabalho, o professor pode apresentar o filme em duas sessões (divididas em duas aulas) ou fora do horário regular. Em uma aula que preceda a exibição do filme, é importante dar uma aula expositiva demonstrando a concentração das densidades demográficas e técnicas no Brasil.

Para isso, pode-se trabalhar com alguns mapas que espacializam o desenvolvimento tecnológico no território brasileiro. Uma sugestão é utilizar e inter-relacionar os dados contidos nos mapas de densidade demográfica, urbanização, transportes, concentração de agências bancárias e comunicações, presentes em diversos atlas ou mesmo no livro “Brasil: Território e Sociedade no Início do Século XXI”, de Maria Laura Silveira e Milton Santos.

Em outra aula, após uma discussão geral com a classe sobre o filme, o professor pede que os alunos façam uma dissertação, relacionando os dados sobre a concentração espacial brasileira vistos na primeira aula com os padrões de relacionamento vistos no filme. Um pergunta pode nortear essa reflexão: como o desenvolvimento tecnológico está alterando os padrões de relacionamento e a organização do espaço geográfico no Brasil?

Referências:
SILVEIRA, Maria Laura & SANTOS, Milton. Brasil: Território e Sociedade no Início do Século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2000.

Denise Está Chamando, de Hal Salwen.
EUA, 1995, 80 minutos.
O filme traz uma sátira social sobre a vida nos grandes centros urbanos e gira em torno de um grupo de pessoas que sempre conversam por telefone, mas nunca se encontram. Cercados de fax, telefones e computadores, eles se relacionam unicamente por meio desses aparatos eletrônicos e a desculpa para não se encontrarem é sempre a mesma: excesso de trabalho. Seria esse o verdadeiro motivo ou eles simplesmente temem um encontro cara-a-cara? As inovações tecnológicas teriam mudado a maneira do homem se comunicar?

Texto original: Laércio Furquim Jr.
Edição: Equipe EducaRede

 (CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)
14/08/2002

Construção de maquetes com sucata

Construção de maquetes com sucata

Disciplina:

Geografia

Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto: Representação tridimensional do espaço
Tipo: Metodologias

Mapas como o do Brasil ou dos Estados são representações abstratas e podem ter um significado muito diferente do usual para as crianças das séries iniciais.

O trabalho com mapas e a linguagem cartográfica podem ser iniciados a partir da construção de maquetes de espaços mais próximos, com os quais a criança tem relação afetiva: a sala de aula, a quadra de esportes, o lugar que mais gosta de sua casa etc.

Antes da realização da atividade, o professor deve conversar com os alunos, mostrando alguns desenhos, fotografias e mapas, levantar com eles o que já sabem a respeito das formas de representar espaços e as hipóteses que têm sobre essas representações. Com esses dados, o professor discute a questão e propõe a construção de uma maquete.

Material para a maquete: papel colorido, caixas de papelão, caixas de fósforo vazia, retalhos e vários tipos de sucata.

Para a confecção de maquete da sala de aula, por exemplo, pode-se dividir a classe em grupos de quatro alunos.

Em primeiro lugar, os alunos devem discutir como vão representar a sala, onde se localizam a porta e as janelas, quais são os objetos ali existentes. Depois escolhem os materiais que desejam utilizar, como uma caixa de papelão que tenha formato parecido com o da sala de aula.

As carteiras, a mesa do professor, o armário, o cesto de lixo e demais móveis podem ser feitos com caixas de fósforos, tampinhas e outros objetos. Mesmo sem escala, todos os móveis e objetos da sala devem ser representados na posição real.

Os alunos podem enfeitar a maquete cobrindo as caixas com papel colorido, representar a lousa com papel verde e acrescentar outros detalhes, se houver.

O professor acompanha os procedimentos de cada grupo, intervindo quando necessário para que a representação seja a mais próxima possível do espaço real. Por exemplo:

  • Vocês contaram a quantidade de carteiras que existem na sala?
  • A quantidade de janelas está correta?
  • Onde a lousa deve ser colocada?
  • Como vocês podem representar o armário?
  • Verifiquem se o cesto de lixo está à esquerda da porta etc.

    Por fim, o professor pode promover uma exposição na sala de aula ou no pátio da escola das maquetes confeccionadas pelos diversos grupos.

    É importante lembrar que a percepção espacial da criança, nessa faixa etária, é tridimensional. A maquete que reproduz o espaço do cotidiano do aluno é condição para a futura compreensão das formas de representação espacial mais abstratas, como a planificação do espaço e a escala.

    Texto original: Vera Lúcia Moreira
    Edição: Equipe EducaRede

   
 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

10/05/2002  

Cidade e bairro em duas e três dimensões

Cidade e bairro em duas e três dimensões

Disciplina:

Geografia

Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Espaço contínuo, representação tridimensional e bidimensional
Tipo: Metodologias

A cartografia é uma linguagem que permite sintetizar informações, expressar conhecimentos, estudar situações, entre outras coisas, sempre envolvendo a idéia da produção do espaço: sua organização e distribuição.

Para compreender a organização e a distribuição espacial é importante que o professor crie condições para desenvolver os conceitos de continuidade e inclusão do espaço.

Uma forma de ajudar os alunos a se apropriarem desses conceitos é fazer a maquete de um bairro ou de uma pequena cidade, transformando-a posteriormente em planta baixa, de modo que possam comparar as diferenças entre as duas formas de representação – bidimensional e tridimensional.

Essa atividade também auxilia na verificação pelos alunos de que a sala de aula está na escola, que por sua vez está no bairro, que se encontra na cidade e assim por diante, concretizando a relação de inclusão espacial.

Para refletir sobre essas noções, pode-se organizar a sala em quatro grupos e propor as seguintes atividades:

1. Imaginar um bairro ou uma pequena cidade onde os alunos gostariam de viver. Como seriam as ruas, os prédios, o parque, a escola, as casas. Essa idéia de bairro ou cidade deve ser desenhada como esboço de um projeto;

2. Cada membro do grupo deve construir um ou dois prédios da cidade projetada (pode ser casa, edifício, igreja, hospital, escola, mercado etc.), utilizando para isso caixas pequenas encapadas com papel colorido, no qual desenham a fachada do prédio;

3. Discutir qual a melhor posição de cada prédio e sua distribuição na base da maquete (cartolina), favorecendo a visão crítica do espaço urbano;

4. Desenhar os contornos das quadras, levando em conta a distribuição dos prédios que foi discutida pelo grupo;

5. Colocar os prédios dentro dos contornos das quadras, porém sem colar. A maquete pode ganhar ainda outros elementos como árvores, semáforos, carros;

6. Terminada a montagem, pedir aos alunos que contornem com lápis a base dos prédios e os outros elementos distribuídos. Ao retirá-los, os alunos podem constatar que na base ficou desenhada a planta baixa da cidade;

7. Na planta baixa, os alunos criam símbolos para a identificação dos prédios, colocando-os em uma legenda;

8. Cada grupo apresenta o seu bairro ou cidade à classe, explicando as diferenças entre as duas formas de representação – planta baixa e maquete –, apontando, também, as razões da distribuição e organização espacial que fizeram.

Os trabalhos podem ser expostos na sala de aula ou no pátio da escola. Se possível, é interessante fotografá-los para a confecção de um painel.

Texto original: Vera Lúcia Moreira
Edição: Equipe EducaRede

 (CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)
03/05/2002

O mapa do corpo

O mapa do corpo

Disciplina:

Geografia

Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto: Cartografia, conceitos espaciais
Tipo: Metodologias

 

No estudo da cartografia (leitura e interpretação de mapas), as relações projetivas — esquerda/direita, cima/baixo, frente/trás — precisam ser bem compreendidas e internalizadas pelos alunos.

A confecção do “mapa do corpo” é um recurso que pode ajudar o aluno a compreender essas relações. Trata-se de um boneco desenhado a partir do contorno do corpo da criança. Ter o próprio corpo como referencial torna mais concreto para a criança o estabelecimento dessas relações.

Para o desenvolvimento da atividade, cada aluno precisará de duas folhas de cartolina coladas com fita adesiva, materiais para colorir e tesoura. Trabalhando em duplas, um aluno se deita sobre o papel e o outro desenha o contorno de seu corpo. Depois a dupla se reveza.

Usando material para colorir, cada aluno desenha a si próprio no boneco e, em seguida, recorta o mapa de seu corpo.

Terminado o trabalho, o professor desenvolve exercícios e brincadeiras que favoreçam a compreensão das localizações. Por exemplo:

  • Solicita que coloquem o boneco à sua esquerda, à frente, atrás, à direita de seu colega.
  • Um grupo pode fazer perguntas para os colegas com as referências – esquerda/direita, cima/baixo, frente/trás – indicando no corpo do boneco uma parte. Por exemplo: O umbigo fica na frente ou atrás no corpo? As mãos ficam abaixo ao acima da cabeça?
  • O boneco funciona também como um espelho em exercícios de inversão direita/esquerda: a esquerda do boneco corresponde à direita do aluno e vice-versa.

Obs.: Veja também as dicas Sentir o corpo e Boneco articulado.

Texto Original: Vera Lúcia Moreira

Edição: Equipe EducaRede

 (CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)
22/01/2004

Geografia e Música

Geografia e Música

Disciplina:

Geografia

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: O espaço geográfico na música brasileira
Tipo: Metodologias

 

Uma boa atividade a ser proposta aos alunos que estão chegando ao Ensino Médio é identificar nas letras de músicas brasileiras que eles já conhecem alguns aspectos da composição do espaço geográfico freqüentemente encontrados nesses textos. Deverá ser uma seqüência didática curta que crie um ambiente propício à discussão teórica relacionada à composição do espaço geográfico.

A proposta pode ser desenvolvida em três ou quatro aulas, dependendo do número de alunos em classe, e é necessário que o educador encontre uma música para que os alunos ouçam e discutam o conteúdo da letra. Na primeira aula, o professor deve propor uma atividade que visa a identificar os conhecimentos prévios dos alunos a partir da seguinte questão: Do que é composto o espaço geográfico?

Na seqüência, o professor organiza com os alunos pequenos grupos com um relator que anotará as conclusões do grupo para depois compartilhá-las com a classe.

O professor propõe então a reflexão sobre o espaço geográfico a partir da música escolhida por ele. Após ouvirem a música, é importante relacionar a letra, analisando-a e, se possível, a melodia, em relação ao espaço geográfico. Ao final, propõe-se aos alunos que os grupos escolham uma música, para eles representativa, que os ajude a entender o espaço geográfico.

Na aula seguinte, os alunos apresentam as músicas selecionadas e comentam ou justificam a escolha. Vale observar que, dependendo do número de alunos em classe, é possível que esta atividade continue na terceira aula. À medida que os alunos vão apresentando seu trabalho, é interessante que o professor organize na lousa ou em papel pardo um quadro com nomes, autores, temas e comentários das músicas que os grupos trouxeram.

Para finalizar a atividade, o professor retoma o quadro com os temas e comentários e, a partir desse momento, possivelmente o professor terá um ambiente mais propício para iniciar uma discussão teórica sobre a composição do espaço geográfico.

Texto Original: Laércio Furquim Jr.

Edição: Equipe EducaRede

 (CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)
22/01/2004

Estudo do espaço de vivência

Estudo do espaço de vivência

Disciplina:

Geografia

Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: A relação entre estudo do Espaço de Vivência e sua preservação
Tipo: Metodologias

A proposta de estudar em sala de aula o espaço de vivência e sua preservação tem por objetivo primordial desenvolver nos alunos a noção de espaço geográfico, fazer com que eles percebam as relações que estabelecemos com nossos espaços de vivência, compreendam a importância desses espaços em nossa vida cotidiana de trabalho, moradia e lazer, além de desenvolver e estimular posturas de preservação ambiental entre os alunos.

Essa atividade foi pensada para ser desenvolvida em cinco aulas. Para tanto, sugerimos os seguintes procedimentos metodológicos:

Em sala de aula

  • Proponha aos alunos a realização de um levantamento dos seus espaços de vivências (moradia, escola, trabalho, lazer).
  • Registre os nomes desses espaços (por exemplo, na lousa).
  • Defina com os alunos o espaço onde farão a pesquisa de campo (em geral, o entorno da escola é o espaço mais propício porque ele é conhecido por todos os alunos).
  • Reproduza a planta do espaço escolhido (uma cópia para cada aluno) a partir do guia da cidade.
  • Localize os pontos importantes a serem estudados (rio/córrego, tipos arquitetônicos diferentes de moradia, monumentos históricos, áreas comerciais e industriais, tipos de serviços, relevo, vegetação etc.).
  • Elabore um roteiro viável para seus alunos.

Se possível, desenvolva esse trabalho com os professores de Português, História, Artes, Matemática e Ciências visto que qualquer espaço geográfico pode ser explicado de maneira interdisciplinar, além de o trabalho em equipe favorecer e enriquecer a construção do conhecimento.

Saída a campo

  • Definido o roteiro com as principais referências espaciais, o professor conversa a respeito dos objetivos e combina com os alunos as atitudes esperadas e as tarefas a serem feitas.
  • Organize a classe em grupos e defina as tarefas de cada um deles: entrevistas, desenhos, fotos, gravações, coleta de materiais encontrados no local, e outras produções.
  • Todos os alunos deverão ter o mapa da área com o roteiro estabelecido, caneta, papel em branco e pautado.

De volta à sala de aula

Nesse momento, o professor poderá propor aos grupos várias atividades, como por exemplo:

Atividade I (uma aula)

  • Montagem de painel com os desenhos elaborados pelos alunos referentes ao espaço percorrido. Antes, pergunte para o grupo:
    • Quantos desenhos foram feitos e de que locais?
    • Eles representam alguma atividade ou pessoas?
    • Quem são as pessoas?
    • Que tipo de atividade elas exercem?
    • Essas atividades são importantes para o bairro? Por quê?
    • Que título será dado a esse painel?
    • Serão colocados títulos nos desenhos? Quais?
    • Esse painel será exposto para outras pessoas?

Com essa atividade é possível criar um ambiente propício à discussão, argumentação, seleção de critérios para a montagem do painel e também para a experiência do respeito mútuo, entre outras questões bastante significativas para o convívio social.

Atividade II (uma ou duas aulas)

  • Representação do espaço geográfico estudado em uma maquete feita com sucata, respeitando escala e proporções. É importante que a maquete contenha todas as referências espaciais que fizeram parte do roteiro inicialmente definido.

O professor deve orientar e discutir com os alunos a proporção na hora de representar cada fato geográfico. É importante os alunos perceberem que, se essas regras não forem seguidas, fica inviável a representação do espaço e seu estudo. Nesse momento, é interessante o professor mostrar outras maquetes ou plantas que existem nos jornais, nas propagandas imobiliárias etc.

  • Ensaio fotográfico organizado em painel

Escolher as fotos tiradas durante o estudo e colocá-las em seqüência lógica e com títulos, de forma que as pessoas que não fizeram o estudo possam conhecer parcialmente aquele espaço geográfico.

Atividade III (uma aula)

  • Criação de uma revista, jornal ou boletim com as notícias do bairro estudado e principais entrevistas ou depoimentos coletados.

Ao encerrar a atividade proposta, o professor deve retomar e sistematizar com os alunos a metodologia para a realização de um estudo em um bairro, os procedimentos, o material de apoio utilizado. Em seguida, escreva na lousa, à esquerda, “O que aprendemos com esse estudo” e, à direita, “ O que e como podemos saber mais sobre esse bairro”.

Se houve a participação dos demais professores da classe, outras atividades e pesquisas poderão acontecer decorrentes desse estudo, tais como: entrevista do primeiro morador do bairro, coleta de objetos antigos com moradores antigos, pesquisa na prefeitura para saber sobre futuros projetos para o bairro etc.

Referência
ALMEIDA, Rosângela Doin de. Ensinar e Aprender: Impulso Inicial (Geografia). São Paulo: CENPEC, 1997.

Edição: Equipe EducaRede

 (CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)
25/03/2004

Diferentes povos, diferentes paisagens

Diferentes povos, diferentes paisagens

Disciplina:

Geografia

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Paisagem e espaço geográfico
Tipo: Filme

Com direção de Godfrey Reggio e trilha sonora de Philip Glass, o documentário “Powaqaatsi” foi produzido em 1987. Sem diálogos, é uma edição de imagens de vários países do mundo, numa viagem que retrata as mais diferentes paisagens, formas de organização e constituição territorial.

A maioria dos países abordados é considerada subdesenvolvida, pobre ou ainda do sul econômico, dos mais distintos continentes, sobretudo da África, Ásia e América Latina. Valendo como destaque, a primeira cena do documentário é composta por imagens aéreas de Serra Pelada, região de intenso garimpo no norte do Brasil.

No Ensino Médio, esse documentário é um ótimo instrumento para se discutir conceitos de paisagem e de espaço geográfico. A paisagem entendida como sendo algo mutante, os primeiros indícios das constantes transformações que o homem impetra à natureza.

Após uma sessão do documentário, o professor pode iniciar uma discussão com a classe, enfatizando a relação entre as formas de trabalho e de organização socioespacial (cidades, casas, atividades econômicas) em cada lugar apresentado no filme. Nesse momento, é interessante levantar o significado da música minimalista, que dá o tom reflexivo e demonstra os diferentes ritmos de vida de cada região.

Durante a discussão, é importante incentivar os alunos a registrarem no caderno o que está sendo abordado.

Para finalizar, os alunos podem produzir um texto reflexivo sobre a relação entre o modo de produção e a degradação do homem e do meio ambiente.

Referência:
“Powaqaatsi”, de Godfrey Reggio. EUA, 1988, 90 minutos.

Produzido por Francis Ford Coppola e com trilha sonora de Philip Glass, o filme mostra a diversidade humana, social e cultural de nosso planeta de forma colorida, dinâmica e tocante. A partir do tema “vida em transformação”, aborda os efeitos sofridos pelas nações em seu processo de desenvolvimento e modernização.

 (CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)
04/03/2002

Planta baixa

Planta baixa

Disciplina:

Geografia

Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto: Planificação de espaço tridimensional
Tipo: Metodologias

Os alunos de 3ª e 4ª séries, em geral, têm dificuldade de compreender a planta baixa, por esta ser uma representação abstrata. Após a confecção de maquetes, o professor pode iniciar um trabalho para ajudar os alunos a descobrirem como se faz para representar um espaço ou objeto tridimensional no papel, ou seja, passar para uma representação bidimensional.

No dia da atividade, o professor traz algumas embalagens de papel, papelão ou plástico que possam ser desmontadas (caixas de pasta de dente, remédios, alimentos etc.), ou pede para que os alunos as tragam de casa.

Os alunos devem fazer duas representações de cada embalagem: primeiramente, um desenho da embalagem inteira. Depois, o professor a desmonta e eles fazem o contorno dela no papel.

Após o desenho dos contornos, o professor pede para os alunos compararem os traçados e as duas dimensões. Eles devem perceber que a caixa montada fica incompleta no papel e a desmanchada fica com todas as suas partes.

Em seguida, promove-se a observação da maquete confeccionada em outra atividade, olhando-a de cima. Os alunos devem cobri-la com papel celofane ou similar (desde que seja transparente) e copiar com caneta hidrocolor o contorno dos objetos que estão dispostos nela. No papel celofane, fica representada a planta baixa da maquete.

Depois o professor comenta as duas representações e pede aos alunos que comparem semelhanças e diferenças entre as ações de desmanchar as embalagens e copiar o contorno da maquete no celofane.

Após essa vivência, o professor lança um novo desafio: que os alunos elaborem uma planta baixa de outro local — do pátio, corredor, quadra de esportes. Esse exercício estimula a projeção mental da criança em imaginar o espaço visto do alto.

 (CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)
22/10/2002