Comparando temperaturas

Disciplina: Ciências
Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Organização de tabelas
Tipo: Informática

Mais do que informações, é preciso que o ensino de Ciências seja voltado ao desenvolvimento de competências que permitam ao aluno lidar com as informações, compreendê-las, elaborá-las, criticá-las, fazendo uso dos conhecimentos adquiridos durante as aulas. Para tanto, são necessárias algumas atividades que permitam a coleta e organização de dados, comparação e interpretação de resultados obtidos. O exemplo a seguir ilustra uma dessas atividades.

Os alunos devem medir a temperatura em dois locais na escola – um mais arejado e outro mais quente – por exemplo, no pátio da escola e no interior de um depósito ou sala, em diferentes horas do dia e em intervalos regulares. No fim, eles elaboram uma tabela e um gráfico com os dados obtidos, na planilha eletrônica (clique aqui para ver um modelo).

Promova com seus alunos uma discussão das razões dessa diferença de temperatura, interpretando e procurando explicar as variações encontradas.

Faça-os mudar o tipo de gráfico de linhas para colunas para que percebam a variação sobre um outro ângulo. Proponha pesquisas em sites, revistas, jornais ou publicações variadas sobre o efeito estufa na Terra.

Texto original: Mariza Mendes
Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Brincando de Cientista

Disciplina: Ciências
Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto: Desenvolvimento da capacidade de pensar
Tipo: Metodologias

Ao trabalhar a capacidade de pensar e solucionar problemas, o professor deve criar condições em sala de aula para que os alunos exercitem as habilidades de observação, descrição, classificação, análise de dados, elaboração de hipóteses, experimentação etc.

O ensino de Ciências envolve não só aprender os conhecimentos científicos atuais, mas aprender, também, como se constrói um novo conhecimento científico.

É necessário que, desde a primeira série, o professor crie oportunidades e situações nas quais a criança participe ativamente da construção desses conhecimentos.

Brincando de cientista é uma atividade simples, mas que proporciona ao aluno a vivência de situações de descoberta e das habilidades de experimentação, observação, inferência, levantamento de hipóteses e comparação.

Materiais necessários:

  • 5 sacos plásticos de 5 litros;
  • 5 sacos de papel pardo;
  • objetos variados como tampinhas, sementes, bolinhas, clipes etc.;
  • cordão;
  • cadernos dos alunos.

Procedimento 1 – Explicando para as crianças como é a atividade
Neste momento, não divida a turma em grupos. Se as crianças estiverem agrupadas vão começar a conversar e o professor vai ter muita dificuldade de falar com todas elas.

Procedimento 2 – Cada equipe vai descobrir o que tem dentro dos sacos

  • Divida a classe em cinco grupos e elabore um material para cada grupo.
  • Selecione objetos variados: um que faça algum barulho (chaveiro simples, argola com duas chaves, por exemplo); um que role, mas que não seja esférico (carretel de linha, ou pedaço de lápis, um chocolate “batom”); um esférico (bolinha de pingue-pongue); um cúbico (pedaço de madeira), um “plano” (como um clipe grande).
  • Coloque em cada saco plástico apenas um dos objetos selecionados. Encha-o de ar (como balão), amarre-o com o cordão e coloque-o dentro do saco de papel pardo, amarrando-o bem.
  • Escolha um para simular o que será feito com todos os sacos, que devem ser numerados. Não abra o que foi usado para a simulação. Estimule as crianças a exporem suas idéias. Em seguida, entregue os sacos para as equipes.
  • Os alunos devem observar todos os sacos (as equipes ficam 5 minutos com cada saco, registram o que conseguem observar e pegam o próximo, em rodízio). Isso é importante para que elas possam pensar nos dados de observação – roda, não roda; faz barulho metálico; é espesso (cubo) ou fino (clipe). Esse procedimento é importante porque provoca diferentes observações por parte dos alunos e permite ao professor trabalhar com eles a idéia de inferência. A resposta à pergunta “O que você acha que tem dentro do saco nº 3?” pode ser obtida simplesmente ao abrir cada saco.

O mais importante aqui é o professor se preocupar com as problematizações. “Por que a gente acha que no saco 2 tem metais?” Os alunos têm condições de dizer que é “por causa do som”. Em toda a atividade, as observações serão auditivas e tácteis – roda, não roda; é fino (difícil de virar) ou espesso (dá trancos quando vira) etc.

Para finalizar a atividade o professor esclarece aos alunos que as atividades dos cientistas, na maioria das vezes, é de descobertas e de comprovações “do que há dentro”.

Texto Original: Vera Lúcia Moreira

Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Banco de dados de seres vivos

Disciplina: Ciências
Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Diversidade de seres vivos
Tipo: Informática

A aprendizagem de diferentes características dos seres vivos pode ser muito interessante e significativa se desenvolvida por meio de observação, coleta, organização e classificação de pequenos seres vivos encontrados em qualquer jardim. Melhor ainda se esses dados puderem ser organizados em um banco de dados.

A atividade pode ser iniciada com uma incursão por um jardim para coleta de diferentes seres vivos. Em seguida, os alunos vão organizá-los e separá-los segundo uma lista de características previamente elaborada pelo professor:

  • Se o animal tem asas e quantas.
  • Se tem patas e quantas.
  • Se o corpo tem revestimento.
  • Em quantas partes o corpo é dividido.O passo seguinte é montar um banco de dados com os campos da lista, introduzindo as características observadas nos seres vivos coletados.Exemplo:

Animal

Tem asa?

No. de asas

Tem patas?

No. de patas

Corpo com revesti-mento?

Em quantas partes o corpo é dividido?

Formiga

Não

0

Sim

6

Sim

3

Aranha

Não

0

Sim

8

Sim

2

Minhoca

Não

0

Não

0

Não

1

Borboleta

Sim

2

Sim

6

Sim

3

A lista com as características a serem observadas pode ser mais sofisticada e completa, dependendo do objetivo do professor. É importante lembrar que, quanto maior for o número de características, mais dinâmico será o trabalho.

Após a introdução dos dados na planilha, o professor pode propor questões para os alunos responderem em grupo, consultando os dados armazenados, tais como:

  • Que animal tem o corpo com revestimento, possui três pares de patas e o corpo dividido em três partes?
  • Que animal não possui asas nem patas e tem o corpo dividido em apenas uma parte?
  • Que animal possui três pares de patas e duas asas?A partir daí, o professor pode fazer generalizações que permitam classificar os grupos de animais, imprimir a planilha de cada grupo e criar outras questões.Texto original: Mariza Mendes
    Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Origem e evolução da vida em 100 m de linha do tempo

Disciplina: Biologia
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Formação da Terra, origem e evolução da vida
Tipo: Metodologias

Um projeto é uma seqüência de atividades organizadas com o propósito de resolver um problema. Em sala de aula, a criação, o planejamento e a implementação de um projeto pode ser uma forma interessante de promover aprendizagens significativas.

A construção de uma linha do tempo gigante pode ser tema de um projeto e envolver os alunos nos estudos sobre a origem da Terra, da vida e de sua evolução no planeta. A idéia básica é propor a construção de uma linha do tempo de 100 m de comprimento, montada como um varal no pátio da escola.

Ao considerar que a origem da Terra foi há 4,6 bilhões de anos, podemos construir uma linha do tempo que se inicie na data 5 bilhões de anos a.p. (antes do presente). Se vamos representar 5 bilhões de anos em 100 m, são 50 milhões de anos transcorridos a cada metro de linha do tempo.

Os alunos são convidados a pesquisar, em livros de Biologia e na Internet, o que os biólogos dizem a respeito do surgimento e da evolução dos seres vivos na Terra. A tabela abaixo (AMABIS e MARTHO, 2001) apresenta um resumo das principais informações. A partir delas, os alunos podem procurar outros dados e detalhes interessantes, que possam tornar a linha do tempo atrativa para quem a veja.

Evento
Ocorrido há aproximadamente
(em anos)

Primeiras evidências de seres vivos

3,5 bilhões

Origem da fotossíntese

2,5 bilhões
Origem dos seres eucarióticos
2 bilhões
Abundância de fósseis (“explosão cambriana”)
570 milhões
Origem das plantas de terra firme
438 milhões
Origem dos anfíbios
408 milhões
Origem dos répteis
360 milhões
Origem dos dinossauros e dos mamíferos
245 milhões
Extinção dos dinossauros e início da expansão dos mamíferos
66 milhões
Origem dos primatas
55 milhões
Ancestral comum de pongídeos e hominídeos
8 milhões
Primeiros hominídeos
2 milhões
Origem da espécie humana moderna
150 mil

O primeiro desafio que se apresenta aos alunos, a partir da apresentação dessa tabela, é fazer sua leitura. É interessante que o professor vá questionando sobre os termos novos da tabela e observando quais os alunos conhecem e quais não. A partir dessa observação, pode apresentar alguns conceitos aos alunos, ou sugerir uma consulta a dicionários, enciclopédias, livros de Biologia ou outras fontes.

Uma vez compreendida a tabela, pode-se lançar aos alunos o desafio de organizar esses acontecimentos em uma linha do tempo para ser divulgada e compartilhada com as demais classes da escola. Para isso, é importante, então, desenvolver a pesquisa sobre a origem e a evolução dos seres vivos, para acrescentar informações à tabela acima e construir a linha do tempo. Os alunos podem se organizar em duplas ou trios para pesquisar sobre cada um dos intervalos citados na tabela.

A primeira equipe pode ficar com o intervalo que vai de 3,5 bilhões de anos (primeiras evidências de seres vivos) até 2,5 bilhões de anos (origem da fotossíntese); a segunda fica com o intervalo de 2,5 bilhões até 2 bilhões (origem dos seres eucarióticos); a terceira equipe responsabiliza-se pelo intervalo que vai de 2 bilhões de anos até 570 milhões de anos, e assim por diante.

A idéia é produzir alguns cartazes que representem os eventos mais importantes de cada intervalo e, depois, colocá-los na linha do tempo de 100 m, construída no pátio ou na quadra da escola. Incentive os alunos a fazer cartazes com informações interessantes, escritas com letras grandes, fáceis de ler e sempre com uma ilustração. No cartaz, deve sempre estar escrita a data a que se refere o evento mencionado. Se for possível, os alunos podem utilizar a informática para auxiliar a produzir esses cartazes.

Para a instalação da linha, o melhor é escolher um local onde se possa esticar um fio com 50 m, que sustentará os cartazes componentes da linha. Neste caso, a linha do tempo seria composta por dois varais, totalizando 100 m. Se a máxima distância possível para esticar o fio for de 25 m, a linha do tempo terá quatro varais. Para marcar a escala temporal, os alunos fazem um conjunto de placas (uma folha sulfite, por exemplo) e colocam as datas, com intervalos de 100 milhões de anos (uma a cada dois metros, portanto), a partir da origem dos seres vivos (3,5 bilhões de anos). Na linha, a primeira placa seria a de 5 bilhões de anos; a segunda, a de 4 bilhões; e a terceira, a de 3,5 bilhões de anos. A partir daí viriam as placas “3,4 bilhões”; “3,3 bilhões” e assim por diante, até a placa “dias atuais”.

Uma vez o fio instalado e datado, as equipes que fizeram os cartazes podem fixá-los no local adequado.

Algumas problematizações podem ser feitas pelo professor enquanto os cartazes que comporão a linha estão sendo construídos:

  • Identificar os intervalos mais vazios.
  • Discutir por que isso ocorre.
  • Comparar tempo transcorrido entre o primeiro ser vivo e os primeiros animais.
  • Comparar o tempo transcorrido entre os primeiros animais e os primeiros seres humanos modernos.

Se for do interesse dos alunos, poderá haver também uma equipe para pesquisar a evolução humana em particular.

Essa idéia de construir uma linha do tempo gigante pode ser utilizada com outros temas como a origem e a evolução do universo, a história da humanidade ou a história do Brasil.

Fonte:
AMABIS & MARTHO. Guia de apoio didático para os três volumes da obra Conceitos de Biologia. São Paulo: Moderna, 2001, p. 206.

Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Níveis de Tolerância

Disciplina: Biologia
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Biologia geral, população, seres vivos, zoologia
Tipo: Materiais didáticos

Objetivo:  Interpretar com base na exploração de dados e representação gráfica a situação ideal de duas variáveis ambientais para a manutenção de uma comunidade aquática.

Pré-Requisito: O aluno deve saber o que é uma comunidade e quais os fatores que agem sobre ela.

Observações: Nessa atividade, é importante que os alunos compreendam o que é limite de tolerância aos fatores ambientais e que ele é diferente para cada espécie. A presença das espécies em um ambiente é determinada, em grande parte, por suas características ambientais.

Autoria: Miguel Thompson, Rodrigo Venturoso, Anna Christina de Azevedo Nascimento, Wellington Moura Maciel, Diogo Pontual, Juliana Rangel, Silvana Nietske, Danilson de Carvalho – SEED/MEC

Clique aqui e conheça o conteúdo

Texto Original: Rived

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

De olho nos preços altos

De olho nos preços altos

Disciplina:

Matemática

Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Médias e porcentagem
Tipo: Informática

Se pudermos oferecer aos alunos oportunidades para que apliquem em situações reais os conhecimentos com os quais estão trabalhando, eles podem compreender como a Matemática faz parte da vida de todos.

É o caso da planilha eletrônica, utilizada como ferramenta para calcular médias e porcentagens, possibilitando assim fazer uma melhor escolha de preço. A atividade é a seguinte:

1. Divida os alunos em grupos e selecione com eles cinco ou seis produtos que costumam comprar em supermercado, vendas e feiras. Cada grupo vai pesquisar num estabelecimento diferente o preço desses produtos.

2. Socialize os dados trazidos pelos alunos para que montem uma tabela, usando a planilha eletrônica. Por meio das funções da planilha, eles calculam, por produto: a) o maior preço (função máxima); b) o menor preço (função mínima); c) a média (função média); e d) a variação de preços.

3. Construa com eles o gráfico de barras empilhadas, por linha, e compare os dados identificando o local que oferece menor preço total na compra dos produtos relacionados (clique aqui para ver um modelo).

4. Para concluir, promova um debate sobre os motivos das variações tão grandes de preços e de que forma podem economizar comprando em um único supermercado.

Texto original: Mariza Mendes
Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)