Grupo de Estudos promove encontro presencial

Grupo de Estudos Online promove primeiro encontro presencial no Fórum da Cultura Digital

Por Giulliana Bianconi

 

 

Promover o encontro de redes. Este é o grande propósito do II Fórum da Cultura Digital, que acontece a partir do dia 15 de novembro, na Cinemateca, em São Paulo. E já seria motivo suficiente para o Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital se fazer presente e reunir aqueles que interagem diariamente na plataforma online. No entanto, o primeiro encontro presencial deste Grupo que já ultrapassou a marca de 2 mil participantes ganha mais identificação com o Fórum porque, ao longo dos três dias do evento, o público vai respirar “cultura digital”.

“Decidimos aproveitar esta segunda edição do Fórum para, além de reunir participantes do Grupo de Estudos que vêm se ‘encontrando’ virtualmente, realizar também, durante o evento, nossa própria formação. Além disso, o tema do Fórum é o mesmo do Grupo de Estudos. Claro que não podíamos ficar de fora”, diz Priscila Gonsales, mediadora pedagógica do Grupo. Ela destaca  que a ideia é promover um encontro informal, um bate-papo. “Como tudo no Grupo de Estudos, nada é obrigatório. Quem puder, vai”.

Junto a outras iniciativas, o Grupo de Estudos Online Educar na Cultura Digital vai participar, na noite de 16 de novembro, às 18h30, do espaço Encontro de Redes, onde o tema será justamente “Educação e Cultura Digital”. Thiago Saldanha, da equipe da organização do evento, explica que “neste mesmo espaço vai acontecer o encontro de várias ações de educação, agrupadas para facilitar a troca entre redes. ”Algumas delas são a Puraqué, Saúde e Alegria e REA.

Priscila Gonsales diz que este espaço dedicado à educação é inédito. Ela conta que em 2009, quando participou da primeira edição do evento com a equipe do EducaRede Brasil, da qual é gestora-executiva, a importância de as discussões também considerarem a pauta da educação foi pontuada na rede social do Fórum. “A cultura digital é transversal a todas as áreas do saber, pois retrata a nossa sociedade contemporânea. A função de educar, em essência, deve contemplar o olhar para o mundo lá fora, para a sociedade contemporânea, marcada por uma diversidade de novos códigos e linguagens”, afirma.

 

Relato de Experiências

 

Aqueles que já estiverem acompanhando o Fórum da Cultura Digital desde a segunda-feira, 15 de novembro, podem conferir a mesa “Experiências de Educação e Cultura Digital”. A partir das 9h, na Sala Petrobras, Mílada Gonçalves, mediadora pedagógica do Grupo de Estudos Online, conversará, ao longo de uma hora, com profissionais do “Laboratório Web de Comunicação – UFRJ”, do “Centro Educacional Pioneiro”, do projeto “SELIGA”, do projeto “Folhas e o Livro Didático” e do “Polo de Cultura Digital”.

A cultura digital, que permeia todos os espaços online de conversa e interação do Grupo de Estudos com o seu público – redes sociais, plataforma Moodle -, será discutida no Fórum por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, de vários países, sob a ótica da política, da educação, da economia, da arte, da própria cultura e, claro, da tecnologia. Será discutida por ativistas, por gestores de projetos, por coletivos e por todos os que se interessam pelo tema.

O evento é dos mais democráticos. Aberto ao público, não requer inscrições prévias – devem ser feitas na Cinemateca, nos dias do Fórum. É só chegar, acompanhar as conversas e interagir. Confira aqui a programação completa do II Fórum da Cultura Digital.

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Serviço:

II Fórum da Cultura Digital


Quando:
15 a 17 de Novembro de 2010

Onde: Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Clementino – 04021-070 – São Paulo.Veja o mapa.

Evento Gratuito

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

Grupo de Estudos Online vislumbra crescimento em 2011

Grupo de Estudos Online comemora início bem-sucedido e vislumbra crescimento em 2011

 

Por Giulliana Bianconi

 

 

Continuidade. Esta é a palavra-chave para o Grupo de Estudos Online Educar na Cultura Digital em 2011, o qual já passou, nos seus primeiros quatro meses de atividade, pelos desafios de ser “aprovado” pelo público com o qual busca conversar e estabelecer uma dinâmica um tanto inovadora.

Desde agosto, educadores e profissionais diretamente relacionados à educação se fazem presentes com entusiasmo na plataforma de discussões online, e muitos demonstram forte comprometimento, participando dos fóruns, realizando as atividades propostas e compartilhando informações e inquietações. Tão relevante quanto a disposição dos participantes foi a adaptação deles ao ambiente da plataforma Moodle em que o Grupo de Estudos Online foi construído.

Este ambiente foi pensado pelas Fundações Telefônica e Santillana para se afastar de um modelo de “curso a distância” e se aproximar de uma proposta na qual a hierarquia é dispensada, assim como a linearidade dos temas propostos para a discussão. É um modelo que busca inovação, pois o que importa, no Grupo de Estudos, é a vontade dos participantes de entender e explorar a cultura digital, independentemente do quanto saibam sobre esta cultura ou do quanto ela já seja contemplada nos processos educativos dos quais esses profissionais, de alguma forma, participam.

Para o diretor-presidente da Fundação Telefônica, Sérgio Mindlin, a estratégia de parceria com Santillana para a criação do Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital se mostrou acertada, dentre outros pontos, porque possibilitou uma mobilização mais ampla de professores e públicos de relacionamento de ambas as fundações, envolvidas com a educação. “O Grupo de Estudos é uma ampliação da nossa atuação, e isso é possível graças a todo o aprendizado acumulado, bem como à consolidação dos conhecimentos do Programa EducaRede“, disse Mindlin.

Esta “expertise” da Fundação Telefônica em educação, aliás, é apontada por Mindlin como um aspecto que se soma ao potencial de crescimento do Grupo de Estudos Online. O diretor-presidente observa ainda que a comunidade educativa que pode participar desse debate é muito ampla, o que também favorece o crescimento do Grupo.

Em 2011, novas ações serão comunicadas aos participantes. O ambiente de discussão online passará, nos meses de janeiro e fevereiro, por uma reestruturação: ganhará novos conteúdos e atividades.

Números e dinâmicas

No início deste mês de dezembro, quando as inscrições para o Grupo de Estudos Online foram fechadas devido à reestruturação desse espaço virtual, 2.325 participantes já estavam registrados e todos os estados brasileiros já tinham os seus “representantes no ambiente”. Embora São Paulo seja dominante na composição do Grupo, Estados como Bahia, Ceará, Minas Gerais e Rio de Janeiro se fazem presentes com um número expressivo de inscritos.

Ao longo desses quatro meses de atividades, iniciados com um debate na Bienal do Livro que contou com a presença dos convidados Léa Fagundes, Rodrigo Nejm e André Lemos, os participantes do Grupo de Estudos discutiram cinco temas: “O Mundo Digital”, “Gerações Interativas”, “Aprendizagem na Cultura Digital”, “Inovação Pedagógica” e “Avaliação em TICs”. Apenas no primeiro destes,  “O Mundo Digital”, foram mais de 14 mil visualizações e comentários, ao longo de 4 meses.

Os temas foram desdobrados e, por vezes, tratados nas redes sociais, nos perfis e comunidades do Grupo de Estudos, o qual se faz presente no Twitter, Facebook, Orkut e YouTube. Também puderam ser discutidos, de forma dinâmica e interativa, nos programas da TV Web Educar na Cultura Digital – foram cinco edições ao longo do ano – que prezaram pela participação dos internautas. Em todos os programas, foram abertos chats durante a transmissão ao vivo, e os perfis do Grupo de Estudos e do EducaRede Brasil no Twitter mediaram perguntas e comentários recebidos nesta rede.

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

Grupo de Estudos Online entra “em férias”

Grupo de Estudos Online entra “em férias” para voltar reestruturado em 2011

Participantes não precisarão refazer cadastro quando Grupo for reativado. Até lá, podem seguir interagindo com os perfis do Grupo nas redes sociais

Por Giulliana Bianconi

 

Com seus 2.325 inscritos em pouco mais de três meses e meio de atividades, o Grupo de Estudos Online Educar na Cultura Digital chega ao fim do ano com um vasto e rico material acumulado nos ambientes abertos na web para interação com os participantes. A movimentação diária nos fóruns e nas redes sociais do Grupo de Estudos indica que os profissionais envolvidos diretamente com educação estão dispostos e mesmo um tanto ávidos para aprender e refletir sobre a cultura digital.

Para que essas discussões e reflexões sejam ainda mais estruturadas e interessantes em 2011, o principal espaço de interação do Grupo, a plataforma Moodle – onde está o perfil de todos os inscritos e os fóruns dos cinco temas abordados – passará por uma reestruturação. Por essa razão, as inscrições no Grupo foram suspensas no dia 01 de dezembro e a plataforma segue ativa até o próximo dia 30, quando será temporariamente fechada.

As mudanças acontecem em janeiro e fevereiro. Neste período, ao tentar acessar o Grupo de Estudos Online, os inscritos chegarão apenas à home, onde haverá informações sobre o recesso. A área interna, portanto, não estará acessível.

Com o retorno das atividades, previstas para o início de março, todas as discussões já realizadas nos fóruns do Grupo de Estudos Online estarão novamente disponíveis e os participantes não precisarão refazer o cadastro para acessar o novo ambiente.

Mediadora do Grupo de Estudos, Sônia Bertocchi explica por que a equipe decidiu pela reestruturação. “A avaliação contínua, realizada durante o processo iniciado em agosto, demonstrou a necessidade de atualização dos conteúdos, de inserção de novos temas, de aprimoramento de algumas ferramentas, de integração das contribuições feitas pelos participantes e até de otimização do layout”, diz.

Sim, os participantes do Grupo de Estudos podem esperar um ambiente com muitas melhorias em relação ao que existe hoje e com mais interação. “A inserção de novas dinâmicas de interação e de novas ações de mediação também está no planejamento”, afirma Sônia. No entanto, a proposta do Grupo – muito bem aceita pelos participantes – continuará a mesma: promover, de forma dinâmica e consistente, a troca de informações entre profissionais em diferentes níveis de aprofundamento no tema “educar na cultura digital”.

Pausa: oportunidade para ampla reflexão e novos planejamentos

A ausência temporária da plataforma “oficial” do Grupo de Estudos Online Educar na Cultura Digital não é, na opinião de Sônia Bertocchi, razão para os integrantes do Grupo se distanciarem dos temas discutidos ao longo deste segundo semestre.

Ela destaca que, após tamanha troca de informação entre os participantes, o momento de pausa na plataforma é uma oportunidade para que todos pensem sobre o que foi debatido: “Sugiro que se dediquem à reflexão do que foi discutido no Grupo e ao planejamento das ações de 2011 das escolas/instituições em que atuam, com foco no que foi abordado no Grupo de Estudos”.

Os perfis do Grupo de Estudos nas redes sociais (Twitter, Facebook, Orkut e YouTube) seguem ativos e, por meio deles, os participantes podem manter a troca de conteúdos e informações.

As novidades em relação ao novo ambiente, assim como a data de “reabertura” da plataforma, serão comunicadas pelas redes sociais e por mensagem enviada ao e-mail cadastrado pelos participantes no momento da inscrição no Grupo.

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

Grupo de estudos auxilia professora a discutir navegação segura

Mediação no Grupo de Estudos Online auxilia professora a discutir navegação segura em escola

Experiência é nova para a docente, que está entusiasmada com os resultados práticos da discussão virtual

Por Giulliana Bianconi

Foram cerca de 20 dias “estudando” o ambiente até ter a iniciativa de criar o “seu” próprio tópico no Grupo de Estudos Online Educar na Cultura Digital. Com 16 anos de batente na sala de aula e quatro como Professora Orientadora de Informática Educativa (POIE) da Escola Municipal Geraldo Sesso Júnior (SP), Ângela Rezende inscreveu-se no final de setembro no Grupo de Estudos.

Hoje, entre outras diversas participações registradas no ambiente, modera o fórum “Navegar com segurança e responsabilidade”, onde vem acontecendo uma interessante discussão entre os participantes e do qual ela vem retirando entusiasmo e novos conhecimentos para aplicar, junto a um grupo maior de professores, novas atividades em sala de aula.

Ao chegar à plataforma online do Grupo de Estudos, que atualmente já reúne mais de 2 mil participantes, Ângela gostou do que viu. “Logo entendi o funcionamento básico, vi que os integrantes participavam ativamente e percebi que os temas abordados  poderiam me ajudar bastante na pós-graduação que estou fazendo, em “Mídias na Educação”, diz.

Ela passou a acessar diariamente o ambiente e conta que nas primeiras semanas navegava até duas horas seguidas pelo Grupo, lendo as indicações e interagindo nos fóruns existentes em cada um dos cinco temas disponíveis. “Comecei a pensar, então, que assunto eu poderia levantar em um dos tópicos, pois queria muito ter a experiência da mediação”, ressalta a professora.


Orientações fazem a diferença

O Grupo de Estudos Online Educar na Cultura Digital é um espaço bastante democrático, onde os participantes podem se expressar com textos, vídeos ou áudios. Também podem criar seus próprios tópicos e levantar todos os questionamentos relacionados aos temas e assuntos abordados. No entanto, foram estabelecidas diretrizes gerais de funcionamento para que todos possam usufruir de um espaço sempre organizado.

A POIE Ângela diz ter prestado atenção em todas elas. “Eu sabia que se criasse um tópico não poderia depois simplesmente ‘deixar para lá’, pois esta era uma das orientações do fórum”. Por isso mesmo, revela, escolheu um tema no qual já acumulava alguma pesquisa, que a ajudaria nas argumentações. “Eu havia começado a pesquisa sobre navegação segura para um trabalho da pós-graduação. Além disso, estava iniciando uma atividade na escola com os alunos e outros professores, então levei algumas referências para o grupo e levantei questões”, diz.

A mediadora pedagógica Mílada reforça isso, comentando que a professora faz pontuações interessantes, ajuda colegas quando há dúvidas e sempre leva novas sugestões de materiais. “O grupo também colabora bastante e a conversa flui, com novos assuntos colocados. E o mais bonito do processo é que Ângela continua mediando com a mesma postura do início.”

 

Mesmo já tendo familiaridade

com plataformas online, por já ter sido aluna de cursos a distância, Ângela estava apreensiva ao criar o tópico no Tema 2 – Gerações Interativas. Ela confessa ter se sentido até um pouco envergonhada, já que na escola onde leciona há outros 16 professores participantes do Grupo de Estudos Online. “Imagina se eu não soubesse conduzir direito?”, indaga, com risadas que indicam que  a insegurança inicial já não se faz mais presente.

Ângela tem respondido ao “desafio” que ela mesma buscou para si com desenvoltura e comprometimento. Seguindo as orientações para a criação de novos fóruns no Grupo de Estudos Online, ela fez tudo conforme “manda o figurino”, atribuindo a isso uma das principais razões do envolvimento dos participantes. Hoje, ela está curtindo e aprendendo bastante. Já são mais de 60 comentários repletos de argumentações no tópico.

“Chama a atenção a forma com que a Ângela propôs e vem mediando o tópico criado por ela”, comenta Mílada Gonçalves, mediadora pedagógica do Tema 2. “Ela foi objetiva em sua proposição e levantou um tema para o debate, indicando um material de referência. Além disso, aliou o tema principal a um conteúdo a ser consultado, e durante os dias subsequentes acompanhou os comentários dos colegas, incentivando a comunicação entre o grupo”.

O tópico foi parar na escola


O trabalho sobre navegação segura iniciado com três turmas da Escola Municipal Geraldo Sesso Júnior ganhou fôlego com o tópico criado por Ângela no Grupo de Estudos Online. Isso porque, além da própria POIE, em cada turma havia ainda duas outras professoras envolvidas, que também estão no Grupo de Estudos. Em função disso, elas passaram a participar mais dos trabalhos propostos e a conversar com os alunos com mais desenvoltura sobre o tema.

Após conversas em sala de aula sobre navegação segura, estas turmas criaram histórias em quadrinhos usando a ferramenta “Máquina de Quadrinhos da Turma da Mônica”. O objetivo de Ângela agora é trabalhar este tema com outras 20 turmas da mesma escola.

Ela diz que os alunos demonstram entender a importância do assunto e até há aqueles que fazem questão de contar aos professores que “já estão com as fotos disponíveis só para amigos no Orkut”. O assunto “perigos da exposição excessiva” foi um dos trabalhados em sala. “Aos poucos, o tema vai se tornando muito presente na escola, e ter um grupo de estudos para trocar experiências e conhecimentos é bem importante para alimentar os trabalhos”, analisa a professora.

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Veja também

Algumas indicações de conteúdo sobre navegação segura feitas pelos participantes do tópico:

•  Cartilhas disponíveis no site Netica

Vídeos sobre segurança na internet:


Phineas & Ferb – segurança na internet

Segurança na internet

Como se manter seguro quando navega na internet 

Antispam.br

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Games e jogos eletrônicos na TV Web Educar na Cultura Digital

Games e jogos eletrônicos são os assuntos da vez na TV Web Educar na Cultura Digital

Roger Tavares, professor e pesquisador de mídias interativas e doutor em Comunicação e Semiótica, e Paula Carolei, doutora em Educação e especialista em Educação à Distância, são os convidados desta edição

Elementos dos mais representativos da cultura digital, os games e jogos eletrônicos estão presentes tanto nos computadores, quanto nos smartphones e iPads, além dos consoles, cada vez mais evoluídos e independentes de cabos. Esta mobilidade atrelada à popularização dos games em rede oferece novas possibilidades de uso nos processos de ensino e aprendizagem.

Para falar sobre os diversos usos dos games com finalidades pedagógicas, o terceiro programa TV Web na Cultura Digital, que acontece na próxima quarta-feira, 27/10, às 16h, terá como tema “Games e Jogos Eletrônicos: o que podemos aprender com eles?

Neste terceiro programa, a TV Web conta com a participação de Roger Tavares, professor e pesquisador de mídias interativas e doutor em Comunicação e Semiótica, e Paula Carolei, doutora em Educação e especialista em Educação à Distância. A mediadora pedagógica do Grupo de Estudos Online Educar na Cultura Digital, Sonia Bertocchi, vai conversar com eles ao longo de uma hora.

Roger é um dos mantenedores do Gamecultura, a maior comunidade independente de games no Brasil, e participa da rede brasileira de jogos e educação. O professor não só defende que os jogos podem potencializar o aprendizado como acredita que podem explicar bastante a cultura digital.

Paula é referência no uso do formato RPG (Role Play Games), no qual os jogadores (alunos e professores) assumem papéis de personagens e criam narrativas para resolverem questões sugeridas por um “mestre”. A interação entre eles pode ocorrer em diversos ambientes, como fórum, chat, Twitter, e ainda por SMS, e-mail ou videoconferência.

Diversos caminhos

A inserção do tema “games” na escola pode acontecer com diferentes objetivos. O programa da TV Web também buscará discutir essa questão. Há escolas que não apenas aderiram aos games e jogos eletrônicos como “ferramentas” de apoio às aulas, mas também passaram a incentivar projetos de desenvolvimento de games, como é o caso do Colégio Estadual Embaixador José Bonifácio, no Rio de Janeiro. O projeto Fractal Multimidia, desenvolvido pelo professor Guilherme Hartung, nessa escola, já foi reconhecido por diversas instituições, a exemplo do EducaRede, que o premiou no seu Concurso Internacional. Confira reportagem.

Dinâmica do programa

Ao longo do programa, os convidados responderão a perguntas feitas no chat da TV Web e no Twitter, por meio da hashtag #ECDigital_TV ou pela interação com o @educultdigital e @educaredebrasil. Para participar, basta acessar, na quarta-feira, o site do Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital, a partir das 15h50, e clicar na imagem da TV que estará na home.

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(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

Game On

Game On

O tema Jogos Eletrônicos está presente em série de encontros internacionais transmitidos online, programa na TV WEB Educar na Cultura Digital e feira no Rio de Janeiro

 

Games eletrônicos estão definitivamente na moda. Do telejogo, console de conexões frágeis e pouca definição gráfica em seus jogos, comercializado timidamente a partir de 1977, aos dias de hoje, muito foi aperfeiçoado. Trinta e três anos depois, a realidade é outra. O mercado apresenta uma imensidade de jogos, muitas vezes com cenários dignos de um filme hollywoodiano, com riqueza de detalhes e definição gráfica impressionantes. Celulares, computadores, internet e consoles de última geração conquistaram a população mundial de todas as idades e, como consequência, os games passaram a adquirir importância em diversos outros segmentos.

No âmbito educacional, por exemplo, professores já estão descobrindo o potencial que esta ferramenta tecnológica apresenta, já que atrai a atenção dos estudantes e, portanto, pode ser muito útil para os educadores associarem aprendizagem e ludicidade. O mercado de trabalho também adotou os profissionais da área de games, e presente e futuro reserva aos trabalhadores deste segmento uma ampla possibilidade de ótimos salários e carreira promissora.

Nesta semana, dois eventos sobre o tema estão programados. O primeiro, uma série de mesas-redondas, oficinas e palestras com especialistas, acontecerá na Espanha, em Madri, e terá transmissão online diariamente. Trata-se da Semana del Videojuego, com agenda que prevê discussões sobre games, educação e mercado de trabalho. Já o Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital apresenta o terceiro programa TV Web na Cultura Digital, que discute o tema “Games e Jogos Eletrônicos: o que podemos aprender com eles?”.

Em novembro, acontecerá a 3ª edição da Brasil Game Show, no Rio de Janeiro, evento com aproximadamente 60 expositores que apresentam as mais recentes novidades do mercado de games. Confira as ações:

Semana del Videojuego

A série de encontros Internet e novas tecnologias criam novas profissões, organizada pela Fundação Telefônica da Espanha, conta com especialistas na área de games e faz parte da Semana del Videojuego. O evento, que acontece entre os dias 25 e 29 de outubro, anuncia transmissão online das atividades. Veja programação completa.

Games e jogos eletrônicos são os assuntos da vez na TV Web Educar na Cultura Digital

Para falar sobre os diversos usos dos games com finalidades pedagógicas, o terceiro programa TV Web na Cultura Digital, que acontece na próxima quarta-feira, 27/10, às 16h, terá como tema “Games e Jogos Eletrônicos: o que podemos aprender com eles?”

Neste terceiro programa, a TV Web conta com a participação de Roger Tavares, professor e pesquisador de mídias interativas e doutor em Comunicação e Semiótica, e Paula Carolei, doutora em educação e especialista em educação à distância. A mediadora pedagógica do Grupo de Estudos Online Educar na Cultura Digital, Mílada Gonçalves, vai conversar com eles ao longo de uma hora.

3ª edição da Brasil Game Show

A 3ª edição da BGS será realizada nos dias 20 e 21 de novembro no Centro de Convenções SulAmérica – RJ. A expectativa é receber um público de 20.000 pessoas, que pode transitar entre ambientes como a Exposição do túnel do tempo dos videogames, palestras com profissionais da área e um palco com atrações musicais. A organização anuncia transmissão online de algumas ações.

Informações sobre o evento

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

TV Web encerra temporada destacando as gerações interativas

TV Web Educar na Cultura Digital destaca as gerações interativas

Quinto e último programa deste ano traz os convidados Sidnei Oliveira e Ivelise Fortim para um bate-papo sobre os desafios de
educar crianças e jovens da era digital


Iniciada em setembro deste ano, a série de programas “Educar na Cultura Digital” na TV Web Moderna

 chega ao fim da temporada 2010 na próxima quarta-feira, 01 de dezembro, destacando o tema “Gerações Interativas: onde está o desafio ao educá-las?”.

O quinto programa mantém a linha dos quatro anteriores e aborda temas discutidos no Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital. A transmissão online ao vivo acontece a partir das 16h, e canais para interação (veja no box abaixo como interagir) estarão abertos para que os participantes do Grupo e os interessados pelo tema possam enviar comentários e perguntas. A mediadora pedagógica do Grupo de Estudos Mílada Gonçalves conduzirá o bate-papo com os convidados Ivelise Fortim e Sidnei Oliveira.

Psicóloga e mestre em Ciências Sociais pela PUC-SP, Ivelise pesquisa há mais de 10 anos a tecnologia nas relações humanas. Agora, para a tese de doutorado que pretende desenvolver, foca o tema “Uso Patológico da Internet”. Junto ao consultor Sidnei Oliveira, especialista em “Conflitos de Gerações” e “Geração Y”, discutirá alguns pontos-chave para a educação das gerações interativas, como “o que os jovens destas gerações, sempre conectados e acompanhados de seus apetrechos digitais, buscam aprender?” e “que contexto social produz essas gerações?”.

A mediadora Mílada Gonçalves destaca que, embora novos arranjos sociais tragam novas realidades e isso implique outro contexto de estrutura familiar, de consumo infantil e mesmo outro contexto tecnológico, “as crianças continuam sendo crianças”. Como conduzir a formação delas, portanto, continua a ser questão primordial.

A importância de refletir sobre a formação envolve também discussões sobre como potencializar as capacidades e competências que estão relacionadas de forma intrínseca aos hábitos – grande parte deles digitais – dos representantes das gerações interativas. E envolve ainda pensar sobre como administrar conflitos de características das denominadas gerações Y,  X,  Z, que já convivem em ambientes corporativos. Com este assunto, o convidado do programa Sidnei Oliveira está bastante familiarizado. Não raramente é chamado em empresas para indicar formas de se superar o “gap” entre as diferentes gerações. Sim, o que se percebe é que lidar com as gerações interativas não é desafio somente para educadores.

 

 


Vamos interagir?

Desde o seu lançamento, o programa TV Web Educar na Cultura Digital preza pela interação real com o público, o qual tem respondido com bastante participação aos canais abertos para conversa “direta” com os convidados durante a transmissão.

Nesta quarta-feira, mais uma vez teremos o chat, que pode ser acessado na mesma página do vídeo (que fica à direita e ao alto da caixa de vídeo), e a hashtag #ECDigital_TV, a qual deve ser utilizada no Twitter pelos que quiserem participar do programa. As perguntas podem também ser direcionadas para os perfis

@educultdigital e @educaredebrasil.

Todos os programas têm a gravação disponibilizada posteriormente, mas é imensa a troca de informação que ocorre nesses espaços virtuais enquanto o bate-papo entre a mediadora e os convidados acontece, como pôde ser visto nas edições anteriores da TV Web.

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

TV Web Educar na Cultura Digital: uso das Redes Sociais na escola

TV Web Educar na Cultura Digital discute redes sociais na escola

O conceito de redes sociais surgiu bem antes da web 2.0, mas foi nesta segunda geração da World Wide Web que a internet se tornou terreno fértil e propício para o surgimento das redes sociais virtuais, que apresentam, entre as suas principais características, a colaboração e a interação. Para discutir o impacto e as possibilidades dessas redes na educação, o 4º programa da TV Web Educar na Cultura Digital recebe, nesta quarta-feira, 10/11, às 16h, os convidados Tiago Dória e Claudemir Viana.

Como interagir durante o programa

Ao longo da transmissão do programa da TV Web Educar na Cultura Digital, os convidados responderão a perguntas feitas no chat da TV Web e também no Twitter por meio da hashtag #ECDigital_TV ou pela interação com os perfis @educultdigital e @educaredebrasil.

Para participar, basta acessar, na quarta-feira (10/11), o site do Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital, a partir das 15h50, e clicar na imagem da TV que estará na home. Para assistir aos três programas anteriores da TV Web, clique aqui.

Jornalista e pesquisador de mídias sociais, Dória edita um blog pessoal sobre cultura, web, tecnologia e mídia. Já Viana é gestor da Rede Social Minha Terra – que integra o portal Educarede -, educomunicador e pesquisador, há 15 anos, da relação criança, mídias e educação.

Ao longo de uma hora, eles vão conversar com uma das mediadoras pedagógicas do Grupo de Estudos Online, Sônia Bertocchi. Os internautas poderão acompanhar tudo ao vivo, assim como participar enviando perguntas e comentários sobre o tema “Redes sociais na escola: sim ou não?” via chat ou Twitter (confira ao lado como interagir durante o programa).

O programa vai destacar o proeminente papel das redes sociais na discussão sobre “como educar na cultura digital” e também abordar as questões que estão diretamente relacionadas ao uso das redes como espaços para atividades pedagógicas na escola. O preparo dos educadores para lidar com a dinâmica das redes está entre essas questões.

A proposta desta edição da TV Web é debater como essas redes, já intensamente presentes no cotidiano dos jovens, podem ser trabalhadas e o porquê de esse uso ainda ser polêmico em algumas instituições. Em pauta, assuntos como o coworking/atividades pedagógicas colaborativas, a coexistência de redes sociais e dos blogs na escola, o dilema de até que ponto filtrar as redes, as experiências dos convidados em planejamento de atividades realizadas nas redes sociais, entre outros.

Os internautas podem sugerir, desde já, outros assuntos que queiram ver em discussão no programa. Basta usar a hashtag #ECDigital_TV no Twitter e fazer a sugestão. Os assuntos mais citados entram para a pauta.

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

Segundo programa da TV web foca a essência da cultura digital

Segundo programa da TV Web foca a essência da cultura digital

Após a estreia com ativa participação dos internautas que acompanhavam a transmissão streaming ao vivo, o programa Educar na Cultura Digital volta à TV Web na próxima quarta-feira, dia 06/10, às 16h. Desta vez, o tema a ser discutido é “Cultura Digital: O que é? Como surgiu?”

Nesta segunda edição do programa, uma realização do Grupo de Estudos Online Educar na Cultura Digital, a proposta é explorar os conceitos e a abrangência da cultura digital. Os convidados a falar sobre o assunto são o jornalista Rodrigo Savazoni, membro da coordenação-executiva do Fórum da Cultura Digital Brasileira, e a historiadora Camila Duprat, superintendente do Instituto Sergio Motta.

Ao longo de uma hora, Savazoni e Duprat conversarão com Priscila Gonsales, mediadora pedagógica do Grupo de Estudos Online, e responderão a perguntas enviadas durante o programa pelos internautas que estiverem no chat e no Twitter, acompanhando os perfis @educaredebrasil e @educultdigital.

Na cultura digital, o cidadão é, ao mesmo tempo, produtor e receptor de conteúdos, o que altera a concepção de comunicação unilateral. Além disso, o compartilhamento é considerado ponto-chave para a ampliação do conhecimento e da democratização cultural. Porém, esse compartilhamento esbarra ainda em questões de direitos autorais e levanta amplas discussões.

No território da arte digital, pelo qual Camila Duprat caminha há alguns anos – após exercer os cargos de diretora do Museu de Arte Moderna SP (90/92) e diretora da Divisão de Artes Plásticas do Centro Cultural São Paulo (1993/2000), foi coordenadora de produção do Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia (2001/2004) – os debates também são muitos. O Instituto Sérgio Motta, por exemplo, é um centro de pesquisas e debates que busca efetivar ações que unem tecnologias de telecomunicação aos setores cultural e social de forma inovadora.

Todos esses assuntos, de extrema relevância para a educação inserida na cultura digital, estarão em debate neste programa, o segundo de uma série que segue até dezembro. O primeiro programa Educar na Cultura Digital está disponível na web e pode ser acessado gratuitamente na home do hotsite do Grupo de Estudos. No vídeo, as mediadoras do Grupo de Estudos Online – Priscila Gonsales, Mílada Gonçalves e Sônia Bertocchi – explicam a metodologia, os espaços temáticos e os espaços de interação, as atividades e demais recursos do ambiente.

O Grupo de Estudos

Atualmente o Grupo já conta com mais de 1500 participantes de todas as regiões do Brasil. Em um ambiente subdividido em cinco temas (O Mundo Digital, Geração Interativa, Aprendizagem na Cultura Digital, Inovação Pedagógica e Avaliação em TIC), os participantes podem colaborar em discussões nos fóruns e criar seus próprios tópicos.

Não é exigido dos participantes nenhuma experiência pedagógica prévia em ambientes virtuais. A ideia é que profissionais em diversos níveis de apropriação da cultura digital interajam, troquem informações, experiências e consigam levar à prática do dia a dia o que aprendem no Grupo. As inscrições são gratuitas.

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

Resumo dos painéis

Resumo dos painéis

Segunda (29/05)

“Aprendizagem na era digital” propõe mudanças no ensino a longo prazo

Dando continuidade às atividades do Congresso, o painel “Aprendizagem na era digital”, que aconteceu às 14h da segunda (29), trouxe como convidados o professor José Manuel Morán, coordenador de projetos online da Faculdade Sumaré em São Paulo;  Claudemir Viana, pesquisador do LAPIC (Laboratório de Pesquisas sobre Infância, Imaginário e Comunicação do ECA/USP), e Marina Nunes, pesquisadora da Fundação Carlos Chagas (FCC/SP).

Morán defendeu a teoria de que as escolas sejam mais semi–presenciais, focadas na área de pesquisa, projetos, produções e resultados. Os professores passam de informadores para orientadores, gestores e mediadores. “Algumas escolas estão começando com essas inovações. Com isso, chegaremos a uma tendência na Educação escolar para o universo digital, buscando assim a flexibilidade na aprendizagem e no ensino, no tempo e espaço (fora ou dentro da escola), na forma e na tecnologia”, afirma Morán.

O Ministério da Educação prevê que daqui a cinco anos os alunos de Ensino Superior estarão realizando cursos menos presenciais. “Por que devemos obrigar os alunos a irem sempre à escola, se podemos usar a Internet? Estamos a caminho do modelo semi–presencial e a conseqüência desse fato é acabar com o confinamento”, finaliza o professor.

A pesquisadora da FCC/SP, Marina Nunes, acredita na valorização do uso da tecnologia na formação continuada dos docentes. “É preciso que haja uma postura do corpo docente para a utilização dos recursos digitais, assim caminharemos junto com as crianças sempre em busca de novos aprendizados”, declara Marina.

Já Claudemir Viana falou sobre a aprendizagem no processo lúdico da criança em meios tecnológicos. “Jogar, para as crianças, é um tempo valioso; já para os adultos é considerado tempo perdido”, afirmou Viana. Ele conclui que é preciso se relacionar enquanto seres humanos, utilizando a tecnologia para a formação das crianças. A palestra do professor Claudemir baseou-se nos estudos do que representa a mídia digital e como esse contexto acontece na vida dos pequenos.

A presença do universo digital no cotidiano das pessoas é um fato. Mas, conforme todos os convidados desse painel, a tecnologia só tem importância se o homem caminhar com os avanços tecnológicos.
(Tatiana Izquierdo e Denise Helena)

Publicação e autoria da Internet
A coordenadora de projetos de educomunicação da Gens Serviços Educacionais, Grácia Lopes Lima, abriu o painel com uma mostra de programas audiovisuais produzidos por alunos de 3ª série do Ensino Fundamental de escolas públicas da região de Sorocaba (SP). Segundo Grácia, é gratificante ver o empenho das crianças na autoria dos textos, produção e atuação das mesmas nos próprios programas. “Precisamos de ações que envolvam pessoas em processos criativos”, disse a coordenadora.

O professor Jorge Lopes Medrado, do Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos de Itaquera (Cierj), em São Paulo, apresentou o Projeto Fole (Falando, Ouvindo, Lendo e Escrevendo), que tem como meta aproximar dos computadores pessoas que nunca tiveram experiência com o uso deles. O projeto envolveu alunos com idade entre 15 e 60 anos, inclusive os não alfabetizados, e foi desenvolvido na Oficina de Criação do Portal EducaRede. Ao final, os textos produzidos pelos alunos foram publicados em um livro virtual. Medrado fez elogios à coordenação do Cenpec, pelo apoio nos momentos difíceis. Os alunos já produziram mais outros dois livros, disponíveis no Portal: “Heróis da Resistência” e “Foto & Grafia”.

A doutora em Didática pela USP, Professora Zilá A.P. Moura e Silva, ex-professora da Unesp, trouxe ao painel vivência de alunos e professores como autores de blogs utilizados como instrumentos para a aprendizagem, a socialização e o crescimento profissional e pessoal de alunos e professores.
(Márcia Nascimento)


Pesquisa na Internet: que cuidados tomar? Como fazer?

No Painel Pesquisa na Internet, a professora e pesquisadora do Cenpec, Sônia Bertocchi, propôs aos educadores que ensinem seus alunos a avaliar o que está disponível na Internet, já que nem tudo o que está na rede é confiável e pode ser utilizado no processo de aprendizagem. Entre os critérios apontados por Sônia nesta avaliação estão: a procedência da fonte e sua credibilidade; a intencionalidade do site; a navegabilidade; a interatividade com os navegadores; e qual o espaço reservado para publicação de material.

Já a jornalista e mestre em Comunicação Social pela ECA/USP, Januária Cristina Alves, contou como o blog Yahoo! Busca Educação (www.yahoo.com.br/buscaeducacao) orienta professores e alunos nas pesquisas. No blog, eles encontram um manual, disponível para download, que ajuda os educadores a se familiarizarem com os mecanismos de busca. O Yahoo Educação também cobriu o evento. Clique aqui para ler. 
(Ana Carolina Santos)

Convidados apresentam projetos de Educação a Distância
O painel de discussão sobre educação a distância, realizado no Auditório Ulysses Guimarães, contou com a participação dos convidados: Silvia Dotta (mestre em Educação pela Unicamp), Jane Margareth de Castro (assistente da área de Educação da Unesco) e Frederic Litto (coordenador científico da Escola do Futuro – laboratório interdisciplinar da Universidade de São Paulo). O Painel contou com mais de 60 participantes entre professores, supervisores escolares e gestores em Educação.

Silvia Dotta apresentou um projeto realizado pelo Lapeq – Laboratório de Pesquisa do Ensino de Química – Feusp. “Formação de tutores para o diálogo virtual” consiste na ajuda online a estudantes de Ensino Médio, preferencialmente de escolas públicas, e funciona como uma espécie de tira-dúvidas em que o estudante acessa o site, envia sua pergunta e ela é respondida por um universitário que atua como seu tutor. A chave do projeto é a interatividade entre os estudantes de Ensino Médio e os estudantes universitários, que respondem as dúvidas.

Logo após a apresentação, Jane Margareth de Castro explicou o projeto “As tecnologias na sala de aula para potencializar o ensino e a aprendizagem”, realizado em parceria com o Ministério da Educação (MEC). Parte do corpo docente de escolas públicas dos Estados da Bahia e Piauí e técnicos da Secretaria de Educação dos Estados receberam treinamento em Brasília para implantar a utilização dos laboratórios de informática em suas escolas. O projeto também contribuiu para o entrosamento dos outros docentes das escolas, dos alunos e da manutenção dos laboratórios, diminuindo assim a evasão escolar.

O professor Frederic Litto apresentou o projeto “Escola do Futuro”, do Laboratório Interdisciplinar da USP. O projeto desenvolve estudos sobre como implementar as novas tecnologias no dia-a-dia dos estudantes de escola pública. Inicialmente, a Escola do Futuro só atingia estudantes de Ensino Fundamental e Médio, porém, atualmente tem sido procurada por estudantes universitários para a realização de pesquisas e por empresas para a especialização de profissionais. Além da implementação das novas tecnologias nas escolas, o projeto oferece vasto conteúdo online aos estudantes através de uma biblioteca virtual. Maiores informações no site: www.futuro.usp.br.

A professora Sueli Araes (supervisora da Diretoria de Ensino, região Leste 5 – São Paulo) afirma que aproveitará o que foi exposto no Painel em projetos que já participa. “Eu estou trabalhando em quatro meio virtuais como tutora e monitora, então aproveitarei com certeza tudo o que foi dito aqui.”
(Leandro Biggi)

Terça (30/5)

Múltiplas linguagens para atrair professores e alunos
O painel “Múltiplas Linguagens” abordou a utilização de novas tecnologias para atrair a atenção dos estudantes e contou com a participação dos seguintes convidados: Gabriel Pillar Grossi, diretor da revista Nova Escola, Luiz Chinan, professor da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial, e Anna Penido, diretora Executiva da Cipó – Comunicação Interativa.

Gabriel Grossi começou apresentando a revista Nova Escola aos presentes e demonstrando o quanto o acesso ao seu conteúdo aumentou depois da iniciativa de disponibilizá-lo online. A revista, nas duas versões (impressa e online), tem como proposta a capacitação de professores e a exposição dos trabalhos realizados nas escolas, atingindo hoje quase toda a rede dos Ensinos Fundamental e Infantil do país.

Luiz Chinan começou apresentando dados de uma pesquisa realizada pela Câmara Brasileira do Livro que mostra que a média de livros lidos no Brasil é de 1,4 por habitante a cada ano. A partir das informações desta pesquisa, o professor desenvolveu um projeto que visa despertar a atenção do jovem para a importância da leitura: o livroclip, uma animação com o resumo de uma obra literária. Ele apresentou em primeira mão aos participantes do painel o livroclip “O Inferno de Dante”, da obra “Divina Comédia”, de Dante Alighieri. Confira alguns livroclips publicados na Biblioteca do EducaRede.

Anna Penido, a última a falar no painel, demonstrou como um projeto que começa aos poucos pode alterar o cotidiano das escolas. A diretora da Cipó apresentou um trabalho realizado na rede municipal de ensino de Salvador para a inserção dos jovens na sociedade por meio das mídias. O projeto utiliza a comunicação para combater a invisibilidade, trabalhando com a realidade de cada região. No projeto, os jovens, individualmente ou em grupo, trabalham uma mídia desenvolvendo um produto, desde sua criação até a divulgação para a comunidade. O projeto teve efeitos positivos em todas as escolas em que foi implantado, e a Cipó oferece auxílio a outras escolas interessadas em implementá-lo. Maiores informações: www.cipo.org.br

“As discussões deste painel nos ajudam a usar as mídias dentro da sala de aula. Agora precisamos vincular esses projetos e articular para que realmente aconteçam na escola”, disse a coordenadora pedagógica da EMEF Conde Luiz Eduardo Matarazzo (São Paulo), Márcia Cerqueira Souza, que assistiu ao painel.
(Leandro Biggi)

Formação a distância volta ao debate
No segundo dia do Congresso, a “Formação a distância” voltou ao debate no painel que reuniu Anna Christina de Azevedo, designer da secretaria de Educação a Distância do MEC, Maria Isabel Porazza Mendes, coordenadora pedagógica do Núcleo de Educação a Distância do SENAC, e Anna Helena Altenfelder, coordenadora da Comunidade Virtual Escrevendo o Futuro.

Anna Helena apresentou aos participantes do painel a Comunidade Virtual (CV) “Escrevendo o Futuro”, que reúne professores e alunos de todo país em prol da melhoria do ensino e da aprendizagem nas escolas. O projeto conta com um concurso nacional de textos para formação dos professores, abrange todos os Estados do país e mais de 3 mil municípios.  Para Anna Helena, “a grande preocupação é a formação dos professores”. Atualmente, são cerca de 1.180 participantes da comunidade, e os professores interessados podem procurar maiores informações no endereço eletrônico www.escrevendoofuturo.org.br

Anna Christina apresentou o projeto que tem como propósito facilitar a vida do profissional que planeja cursos a distância. E assim nasceu o curso: “Como fazer objetos de aprendizagem”. Foram selecionados 16 alunos de Estados diferentes para participar do curso. Segundo a designer do MEC, todos os alunos, ao final do curso, foram aproveitados pelo projeto. “Queríamos que os profissionais refletissem sobre como planejar o material didático.”

Maria Isabel divulgou seu projeto sobre História da Ciência e Hipertextos, cujo objetivo é propor a reflexão sobre a História da Ciência para entendê-la como uma rede de eventos. Para ela, a História da Ciência auxilia na contextualização e humanização da Ciência. A abordagem pedagógica do projeto é a aprendizagem participativa e dialógica.

Todos os projetos apresentados visam à melhoria do ensino, não só dentro da sala de aula, mas longe dela também. E a platéia do painel, formada por educadores, recebeu com entusiasmo as propostas exibidas. Para a professora Rosangela Maria Cunha, de São Paulo, tais projetos “agregam conhecimento, e os professores só têm a ganhar com isso”. Ela acredita no sucesso da formação a distância, um “processo natural na educação nacional”.
(Felipe Ananias)


Animações dominam painel sobre estrutura da Internet

O painel “Estrutura de uso da Internet” reuniu propostas que estimulam os professores a desenvolverem atividades com o uso da Internet. Um dos projetos apresentados foi o RIVED, – Rede Interativa Virtual de Educação – do MEC, que tem como objetivo a produção, capacitação e distribuição de conteúdos educativos na Internet. A coordenadora do RIVED, Carmem Lúcia Prata, explicou que o site do projeto (http://rived.proinfo.mec.gov.br/) disponibiliza módulos com atividades, organizados de maneira atrativa para crianças e adolescentes, com animações que proporcionam a interatividade. No site está disponível um guia com propostas de aulas, que dão uma idéia de como utilizar esse material.

O especialista em criação de ambientes de aprendizagem e pesquisador da Escola do Futuro da USP, César Nunes, apresentou outro projeto que integra alunos universitários e de escolas do Ensino Médio. Jovens da rede pública criam roteiros para conceitos de Física e Química e depois os universitários desenvolvem essas histórias criando “Objetos de Aprendizagem” – simulações animadas – que são publicadas no site http://www.labvirt.futuro.usp.br/

A palestra do consultor em Tecnologia Educacional do Senac, Jarbas Novelino Barato, começou com uma gincana. A brincadeira demonstrou para os educadores presentes como a construção de uma rede de fontes pode ser divertida e muito instrutiva, pois é através dela que as buscas na Internet se concretizam. A proposta de Barato é a Webgincana, uma disputa entre os alunos que recebem desafios em forma de questões e missões, proporcionando um aprendizado não somente dentro da sala de aula ou de Internet, mas também em atividades extra–classe. Mais informações: http://dev.utopia.com.br/formulario/ e http://aprendente.blogspot.com/
(Ana Carolina Santos)

Comunidades virtuais proporcionam trocas enriquecedoras

As comunidades virtuais podem promover a interação entre os docentes, proporcionando troca de informações e conhecimentos em meio virtual, acredita Lilian Starobinas. A coordenadora de projetos da Cidade do Conhecimento defende a atualização constante do professor e isso pode acontecer por meio de comunidades virtuais. Quanto mais pesquisas e conteúdos ele conhecer, mais recursos terá para ampliar seu discurso e enriquecer suas aulas. “A idéia é que, participando de uma comunidade virtual, o professor crie uma leitura do mundo digital e também passe a ter disposição pra se servir dele e pra contribuir com ele”, disse Lilian.

Marilina Lipsman, pesquisadora da Universidade de Buenos Aires, explicou como funciona o Portal EducaRede na Argentina, do qual faz parte. Ela explicou que, como no caso do Portal brasileiro, o EducaRede propõe a inclusão de novas tecnologias da comunicação nas escolas para complementar as práticas de ensino e o aprendizado do discente. Por meio do Portal, os professores têm um campo para desenvolver o intercâmbio entre eles e também se atualizar e difundir suas experiências educacionais. Já Rosa Martha Cruz Del Valle contou sobre o processo de implementação de comunidades virtuais por meio do EducaRede do México. O painel terminou com um debate entre palestrantes e platéia.
(Cynthia Pontes)

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)