Game On

Game On

O tema Jogos Eletrônicos está presente em série de encontros internacionais transmitidos online, programa na TV WEB Educar na Cultura Digital e feira no Rio de Janeiro

 

Games eletrônicos estão definitivamente na moda. Do telejogo, console de conexões frágeis e pouca definição gráfica em seus jogos, comercializado timidamente a partir de 1977, aos dias de hoje, muito foi aperfeiçoado. Trinta e três anos depois, a realidade é outra. O mercado apresenta uma imensidade de jogos, muitas vezes com cenários dignos de um filme hollywoodiano, com riqueza de detalhes e definição gráfica impressionantes. Celulares, computadores, internet e consoles de última geração conquistaram a população mundial de todas as idades e, como consequência, os games passaram a adquirir importância em diversos outros segmentos.

No âmbito educacional, por exemplo, professores já estão descobrindo o potencial que esta ferramenta tecnológica apresenta, já que atrai a atenção dos estudantes e, portanto, pode ser muito útil para os educadores associarem aprendizagem e ludicidade. O mercado de trabalho também adotou os profissionais da área de games, e presente e futuro reserva aos trabalhadores deste segmento uma ampla possibilidade de ótimos salários e carreira promissora.

Nesta semana, dois eventos sobre o tema estão programados. O primeiro, uma série de mesas-redondas, oficinas e palestras com especialistas, acontecerá na Espanha, em Madri, e terá transmissão online diariamente. Trata-se da Semana del Videojuego, com agenda que prevê discussões sobre games, educação e mercado de trabalho. Já o Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital apresenta o terceiro programa TV Web na Cultura Digital, que discute o tema “Games e Jogos Eletrônicos: o que podemos aprender com eles?”.

Em novembro, acontecerá a 3ª edição da Brasil Game Show, no Rio de Janeiro, evento com aproximadamente 60 expositores que apresentam as mais recentes novidades do mercado de games. Confira as ações:

Semana del Videojuego

A série de encontros Internet e novas tecnologias criam novas profissões, organizada pela Fundação Telefônica da Espanha, conta com especialistas na área de games e faz parte da Semana del Videojuego. O evento, que acontece entre os dias 25 e 29 de outubro, anuncia transmissão online das atividades. Veja programação completa.

Games e jogos eletrônicos são os assuntos da vez na TV Web Educar na Cultura Digital

Para falar sobre os diversos usos dos games com finalidades pedagógicas, o terceiro programa TV Web na Cultura Digital, que acontece na próxima quarta-feira, 27/10, às 16h, terá como tema “Games e Jogos Eletrônicos: o que podemos aprender com eles?”

Neste terceiro programa, a TV Web conta com a participação de Roger Tavares, professor e pesquisador de mídias interativas e doutor em Comunicação e Semiótica, e Paula Carolei, doutora em educação e especialista em educação à distância. A mediadora pedagógica do Grupo de Estudos Online Educar na Cultura Digital, Mílada Gonçalves, vai conversar com eles ao longo de uma hora.

3ª edição da Brasil Game Show

A 3ª edição da BGS será realizada nos dias 20 e 21 de novembro no Centro de Convenções SulAmérica – RJ. A expectativa é receber um público de 20.000 pessoas, que pode transitar entre ambientes como a Exposição do túnel do tempo dos videogames, palestras com profissionais da área e um palco com atrações musicais. A organização anuncia transmissão online de algumas ações.

Informações sobre o evento

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

TV Web encerra temporada destacando as gerações interativas

TV Web Educar na Cultura Digital destaca as gerações interativas

Quinto e último programa deste ano traz os convidados Sidnei Oliveira e Ivelise Fortim para um bate-papo sobre os desafios de
educar crianças e jovens da era digital


Iniciada em setembro deste ano, a série de programas “Educar na Cultura Digital” na TV Web Moderna

 chega ao fim da temporada 2010 na próxima quarta-feira, 01 de dezembro, destacando o tema “Gerações Interativas: onde está o desafio ao educá-las?”.

O quinto programa mantém a linha dos quatro anteriores e aborda temas discutidos no Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital. A transmissão online ao vivo acontece a partir das 16h, e canais para interação (veja no box abaixo como interagir) estarão abertos para que os participantes do Grupo e os interessados pelo tema possam enviar comentários e perguntas. A mediadora pedagógica do Grupo de Estudos Mílada Gonçalves conduzirá o bate-papo com os convidados Ivelise Fortim e Sidnei Oliveira.

Psicóloga e mestre em Ciências Sociais pela PUC-SP, Ivelise pesquisa há mais de 10 anos a tecnologia nas relações humanas. Agora, para a tese de doutorado que pretende desenvolver, foca o tema “Uso Patológico da Internet”. Junto ao consultor Sidnei Oliveira, especialista em “Conflitos de Gerações” e “Geração Y”, discutirá alguns pontos-chave para a educação das gerações interativas, como “o que os jovens destas gerações, sempre conectados e acompanhados de seus apetrechos digitais, buscam aprender?” e “que contexto social produz essas gerações?”.

A mediadora Mílada Gonçalves destaca que, embora novos arranjos sociais tragam novas realidades e isso implique outro contexto de estrutura familiar, de consumo infantil e mesmo outro contexto tecnológico, “as crianças continuam sendo crianças”. Como conduzir a formação delas, portanto, continua a ser questão primordial.

A importância de refletir sobre a formação envolve também discussões sobre como potencializar as capacidades e competências que estão relacionadas de forma intrínseca aos hábitos – grande parte deles digitais – dos representantes das gerações interativas. E envolve ainda pensar sobre como administrar conflitos de características das denominadas gerações Y,  X,  Z, que já convivem em ambientes corporativos. Com este assunto, o convidado do programa Sidnei Oliveira está bastante familiarizado. Não raramente é chamado em empresas para indicar formas de se superar o “gap” entre as diferentes gerações. Sim, o que se percebe é que lidar com as gerações interativas não é desafio somente para educadores.

 

 


Vamos interagir?

Desde o seu lançamento, o programa TV Web Educar na Cultura Digital preza pela interação real com o público, o qual tem respondido com bastante participação aos canais abertos para conversa “direta” com os convidados durante a transmissão.

Nesta quarta-feira, mais uma vez teremos o chat, que pode ser acessado na mesma página do vídeo (que fica à direita e ao alto da caixa de vídeo), e a hashtag #ECDigital_TV, a qual deve ser utilizada no Twitter pelos que quiserem participar do programa. As perguntas podem também ser direcionadas para os perfis

@educultdigital e @educaredebrasil.

Todos os programas têm a gravação disponibilizada posteriormente, mas é imensa a troca de informação que ocorre nesses espaços virtuais enquanto o bate-papo entre a mediadora e os convidados acontece, como pôde ser visto nas edições anteriores da TV Web.

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

TV Web Educar na Cultura Digital: uso das Redes Sociais na escola

TV Web Educar na Cultura Digital discute redes sociais na escola

O conceito de redes sociais surgiu bem antes da web 2.0, mas foi nesta segunda geração da World Wide Web que a internet se tornou terreno fértil e propício para o surgimento das redes sociais virtuais, que apresentam, entre as suas principais características, a colaboração e a interação. Para discutir o impacto e as possibilidades dessas redes na educação, o 4º programa da TV Web Educar na Cultura Digital recebe, nesta quarta-feira, 10/11, às 16h, os convidados Tiago Dória e Claudemir Viana.

Como interagir durante o programa

Ao longo da transmissão do programa da TV Web Educar na Cultura Digital, os convidados responderão a perguntas feitas no chat da TV Web e também no Twitter por meio da hashtag #ECDigital_TV ou pela interação com os perfis @educultdigital e @educaredebrasil.

Para participar, basta acessar, na quarta-feira (10/11), o site do Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital, a partir das 15h50, e clicar na imagem da TV que estará na home. Para assistir aos três programas anteriores da TV Web, clique aqui.

Jornalista e pesquisador de mídias sociais, Dória edita um blog pessoal sobre cultura, web, tecnologia e mídia. Já Viana é gestor da Rede Social Minha Terra – que integra o portal Educarede -, educomunicador e pesquisador, há 15 anos, da relação criança, mídias e educação.

Ao longo de uma hora, eles vão conversar com uma das mediadoras pedagógicas do Grupo de Estudos Online, Sônia Bertocchi. Os internautas poderão acompanhar tudo ao vivo, assim como participar enviando perguntas e comentários sobre o tema “Redes sociais na escola: sim ou não?” via chat ou Twitter (confira ao lado como interagir durante o programa).

O programa vai destacar o proeminente papel das redes sociais na discussão sobre “como educar na cultura digital” e também abordar as questões que estão diretamente relacionadas ao uso das redes como espaços para atividades pedagógicas na escola. O preparo dos educadores para lidar com a dinâmica das redes está entre essas questões.

A proposta desta edição da TV Web é debater como essas redes, já intensamente presentes no cotidiano dos jovens, podem ser trabalhadas e o porquê de esse uso ainda ser polêmico em algumas instituições. Em pauta, assuntos como o coworking/atividades pedagógicas colaborativas, a coexistência de redes sociais e dos blogs na escola, o dilema de até que ponto filtrar as redes, as experiências dos convidados em planejamento de atividades realizadas nas redes sociais, entre outros.

Os internautas podem sugerir, desde já, outros assuntos que queiram ver em discussão no programa. Basta usar a hashtag #ECDigital_TV no Twitter e fazer a sugestão. Os assuntos mais citados entram para a pauta.

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

Segundo programa da TV web foca a essência da cultura digital

Segundo programa da TV Web foca a essência da cultura digital

Após a estreia com ativa participação dos internautas que acompanhavam a transmissão streaming ao vivo, o programa Educar na Cultura Digital volta à TV Web na próxima quarta-feira, dia 06/10, às 16h. Desta vez, o tema a ser discutido é “Cultura Digital: O que é? Como surgiu?”

Nesta segunda edição do programa, uma realização do Grupo de Estudos Online Educar na Cultura Digital, a proposta é explorar os conceitos e a abrangência da cultura digital. Os convidados a falar sobre o assunto são o jornalista Rodrigo Savazoni, membro da coordenação-executiva do Fórum da Cultura Digital Brasileira, e a historiadora Camila Duprat, superintendente do Instituto Sergio Motta.

Ao longo de uma hora, Savazoni e Duprat conversarão com Priscila Gonsales, mediadora pedagógica do Grupo de Estudos Online, e responderão a perguntas enviadas durante o programa pelos internautas que estiverem no chat e no Twitter, acompanhando os perfis @educaredebrasil e @educultdigital.

Na cultura digital, o cidadão é, ao mesmo tempo, produtor e receptor de conteúdos, o que altera a concepção de comunicação unilateral. Além disso, o compartilhamento é considerado ponto-chave para a ampliação do conhecimento e da democratização cultural. Porém, esse compartilhamento esbarra ainda em questões de direitos autorais e levanta amplas discussões.

No território da arte digital, pelo qual Camila Duprat caminha há alguns anos – após exercer os cargos de diretora do Museu de Arte Moderna SP (90/92) e diretora da Divisão de Artes Plásticas do Centro Cultural São Paulo (1993/2000), foi coordenadora de produção do Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia (2001/2004) – os debates também são muitos. O Instituto Sérgio Motta, por exemplo, é um centro de pesquisas e debates que busca efetivar ações que unem tecnologias de telecomunicação aos setores cultural e social de forma inovadora.

Todos esses assuntos, de extrema relevância para a educação inserida na cultura digital, estarão em debate neste programa, o segundo de uma série que segue até dezembro. O primeiro programa Educar na Cultura Digital está disponível na web e pode ser acessado gratuitamente na home do hotsite do Grupo de Estudos. No vídeo, as mediadoras do Grupo de Estudos Online – Priscila Gonsales, Mílada Gonçalves e Sônia Bertocchi – explicam a metodologia, os espaços temáticos e os espaços de interação, as atividades e demais recursos do ambiente.

O Grupo de Estudos

Atualmente o Grupo já conta com mais de 1500 participantes de todas as regiões do Brasil. Em um ambiente subdividido em cinco temas (O Mundo Digital, Geração Interativa, Aprendizagem na Cultura Digital, Inovação Pedagógica e Avaliação em TIC), os participantes podem colaborar em discussões nos fóruns e criar seus próprios tópicos.

Não é exigido dos participantes nenhuma experiência pedagógica prévia em ambientes virtuais. A ideia é que profissionais em diversos níveis de apropriação da cultura digital interajam, troquem informações, experiências e consigam levar à prática do dia a dia o que aprendem no Grupo. As inscrições são gratuitas.

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

Resumo dos painéis

Resumo dos painéis

Segunda (29/05)

“Aprendizagem na era digital” propõe mudanças no ensino a longo prazo

Dando continuidade às atividades do Congresso, o painel “Aprendizagem na era digital”, que aconteceu às 14h da segunda (29), trouxe como convidados o professor José Manuel Morán, coordenador de projetos online da Faculdade Sumaré em São Paulo;  Claudemir Viana, pesquisador do LAPIC (Laboratório de Pesquisas sobre Infância, Imaginário e Comunicação do ECA/USP), e Marina Nunes, pesquisadora da Fundação Carlos Chagas (FCC/SP).

Morán defendeu a teoria de que as escolas sejam mais semi–presenciais, focadas na área de pesquisa, projetos, produções e resultados. Os professores passam de informadores para orientadores, gestores e mediadores. “Algumas escolas estão começando com essas inovações. Com isso, chegaremos a uma tendência na Educação escolar para o universo digital, buscando assim a flexibilidade na aprendizagem e no ensino, no tempo e espaço (fora ou dentro da escola), na forma e na tecnologia”, afirma Morán.

O Ministério da Educação prevê que daqui a cinco anos os alunos de Ensino Superior estarão realizando cursos menos presenciais. “Por que devemos obrigar os alunos a irem sempre à escola, se podemos usar a Internet? Estamos a caminho do modelo semi–presencial e a conseqüência desse fato é acabar com o confinamento”, finaliza o professor.

A pesquisadora da FCC/SP, Marina Nunes, acredita na valorização do uso da tecnologia na formação continuada dos docentes. “É preciso que haja uma postura do corpo docente para a utilização dos recursos digitais, assim caminharemos junto com as crianças sempre em busca de novos aprendizados”, declara Marina.

Já Claudemir Viana falou sobre a aprendizagem no processo lúdico da criança em meios tecnológicos. “Jogar, para as crianças, é um tempo valioso; já para os adultos é considerado tempo perdido”, afirmou Viana. Ele conclui que é preciso se relacionar enquanto seres humanos, utilizando a tecnologia para a formação das crianças. A palestra do professor Claudemir baseou-se nos estudos do que representa a mídia digital e como esse contexto acontece na vida dos pequenos.

A presença do universo digital no cotidiano das pessoas é um fato. Mas, conforme todos os convidados desse painel, a tecnologia só tem importância se o homem caminhar com os avanços tecnológicos.
(Tatiana Izquierdo e Denise Helena)

Publicação e autoria da Internet
A coordenadora de projetos de educomunicação da Gens Serviços Educacionais, Grácia Lopes Lima, abriu o painel com uma mostra de programas audiovisuais produzidos por alunos de 3ª série do Ensino Fundamental de escolas públicas da região de Sorocaba (SP). Segundo Grácia, é gratificante ver o empenho das crianças na autoria dos textos, produção e atuação das mesmas nos próprios programas. “Precisamos de ações que envolvam pessoas em processos criativos”, disse a coordenadora.

O professor Jorge Lopes Medrado, do Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos de Itaquera (Cierj), em São Paulo, apresentou o Projeto Fole (Falando, Ouvindo, Lendo e Escrevendo), que tem como meta aproximar dos computadores pessoas que nunca tiveram experiência com o uso deles. O projeto envolveu alunos com idade entre 15 e 60 anos, inclusive os não alfabetizados, e foi desenvolvido na Oficina de Criação do Portal EducaRede. Ao final, os textos produzidos pelos alunos foram publicados em um livro virtual. Medrado fez elogios à coordenação do Cenpec, pelo apoio nos momentos difíceis. Os alunos já produziram mais outros dois livros, disponíveis no Portal: “Heróis da Resistência” e “Foto & Grafia”.

A doutora em Didática pela USP, Professora Zilá A.P. Moura e Silva, ex-professora da Unesp, trouxe ao painel vivência de alunos e professores como autores de blogs utilizados como instrumentos para a aprendizagem, a socialização e o crescimento profissional e pessoal de alunos e professores.
(Márcia Nascimento)


Pesquisa na Internet: que cuidados tomar? Como fazer?

No Painel Pesquisa na Internet, a professora e pesquisadora do Cenpec, Sônia Bertocchi, propôs aos educadores que ensinem seus alunos a avaliar o que está disponível na Internet, já que nem tudo o que está na rede é confiável e pode ser utilizado no processo de aprendizagem. Entre os critérios apontados por Sônia nesta avaliação estão: a procedência da fonte e sua credibilidade; a intencionalidade do site; a navegabilidade; a interatividade com os navegadores; e qual o espaço reservado para publicação de material.

Já a jornalista e mestre em Comunicação Social pela ECA/USP, Januária Cristina Alves, contou como o blog Yahoo! Busca Educação (www.yahoo.com.br/buscaeducacao) orienta professores e alunos nas pesquisas. No blog, eles encontram um manual, disponível para download, que ajuda os educadores a se familiarizarem com os mecanismos de busca. O Yahoo Educação também cobriu o evento. Clique aqui para ler. 
(Ana Carolina Santos)

Convidados apresentam projetos de Educação a Distância
O painel de discussão sobre educação a distância, realizado no Auditório Ulysses Guimarães, contou com a participação dos convidados: Silvia Dotta (mestre em Educação pela Unicamp), Jane Margareth de Castro (assistente da área de Educação da Unesco) e Frederic Litto (coordenador científico da Escola do Futuro – laboratório interdisciplinar da Universidade de São Paulo). O Painel contou com mais de 60 participantes entre professores, supervisores escolares e gestores em Educação.

Silvia Dotta apresentou um projeto realizado pelo Lapeq – Laboratório de Pesquisa do Ensino de Química – Feusp. “Formação de tutores para o diálogo virtual” consiste na ajuda online a estudantes de Ensino Médio, preferencialmente de escolas públicas, e funciona como uma espécie de tira-dúvidas em que o estudante acessa o site, envia sua pergunta e ela é respondida por um universitário que atua como seu tutor. A chave do projeto é a interatividade entre os estudantes de Ensino Médio e os estudantes universitários, que respondem as dúvidas.

Logo após a apresentação, Jane Margareth de Castro explicou o projeto “As tecnologias na sala de aula para potencializar o ensino e a aprendizagem”, realizado em parceria com o Ministério da Educação (MEC). Parte do corpo docente de escolas públicas dos Estados da Bahia e Piauí e técnicos da Secretaria de Educação dos Estados receberam treinamento em Brasília para implantar a utilização dos laboratórios de informática em suas escolas. O projeto também contribuiu para o entrosamento dos outros docentes das escolas, dos alunos e da manutenção dos laboratórios, diminuindo assim a evasão escolar.

O professor Frederic Litto apresentou o projeto “Escola do Futuro”, do Laboratório Interdisciplinar da USP. O projeto desenvolve estudos sobre como implementar as novas tecnologias no dia-a-dia dos estudantes de escola pública. Inicialmente, a Escola do Futuro só atingia estudantes de Ensino Fundamental e Médio, porém, atualmente tem sido procurada por estudantes universitários para a realização de pesquisas e por empresas para a especialização de profissionais. Além da implementação das novas tecnologias nas escolas, o projeto oferece vasto conteúdo online aos estudantes através de uma biblioteca virtual. Maiores informações no site: www.futuro.usp.br.

A professora Sueli Araes (supervisora da Diretoria de Ensino, região Leste 5 – São Paulo) afirma que aproveitará o que foi exposto no Painel em projetos que já participa. “Eu estou trabalhando em quatro meio virtuais como tutora e monitora, então aproveitarei com certeza tudo o que foi dito aqui.”
(Leandro Biggi)

Terça (30/5)

Múltiplas linguagens para atrair professores e alunos
O painel “Múltiplas Linguagens” abordou a utilização de novas tecnologias para atrair a atenção dos estudantes e contou com a participação dos seguintes convidados: Gabriel Pillar Grossi, diretor da revista Nova Escola, Luiz Chinan, professor da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial, e Anna Penido, diretora Executiva da Cipó – Comunicação Interativa.

Gabriel Grossi começou apresentando a revista Nova Escola aos presentes e demonstrando o quanto o acesso ao seu conteúdo aumentou depois da iniciativa de disponibilizá-lo online. A revista, nas duas versões (impressa e online), tem como proposta a capacitação de professores e a exposição dos trabalhos realizados nas escolas, atingindo hoje quase toda a rede dos Ensinos Fundamental e Infantil do país.

Luiz Chinan começou apresentando dados de uma pesquisa realizada pela Câmara Brasileira do Livro que mostra que a média de livros lidos no Brasil é de 1,4 por habitante a cada ano. A partir das informações desta pesquisa, o professor desenvolveu um projeto que visa despertar a atenção do jovem para a importância da leitura: o livroclip, uma animação com o resumo de uma obra literária. Ele apresentou em primeira mão aos participantes do painel o livroclip “O Inferno de Dante”, da obra “Divina Comédia”, de Dante Alighieri. Confira alguns livroclips publicados na Biblioteca do EducaRede.

Anna Penido, a última a falar no painel, demonstrou como um projeto que começa aos poucos pode alterar o cotidiano das escolas. A diretora da Cipó apresentou um trabalho realizado na rede municipal de ensino de Salvador para a inserção dos jovens na sociedade por meio das mídias. O projeto utiliza a comunicação para combater a invisibilidade, trabalhando com a realidade de cada região. No projeto, os jovens, individualmente ou em grupo, trabalham uma mídia desenvolvendo um produto, desde sua criação até a divulgação para a comunidade. O projeto teve efeitos positivos em todas as escolas em que foi implantado, e a Cipó oferece auxílio a outras escolas interessadas em implementá-lo. Maiores informações: www.cipo.org.br

“As discussões deste painel nos ajudam a usar as mídias dentro da sala de aula. Agora precisamos vincular esses projetos e articular para que realmente aconteçam na escola”, disse a coordenadora pedagógica da EMEF Conde Luiz Eduardo Matarazzo (São Paulo), Márcia Cerqueira Souza, que assistiu ao painel.
(Leandro Biggi)

Formação a distância volta ao debate
No segundo dia do Congresso, a “Formação a distância” voltou ao debate no painel que reuniu Anna Christina de Azevedo, designer da secretaria de Educação a Distância do MEC, Maria Isabel Porazza Mendes, coordenadora pedagógica do Núcleo de Educação a Distância do SENAC, e Anna Helena Altenfelder, coordenadora da Comunidade Virtual Escrevendo o Futuro.

Anna Helena apresentou aos participantes do painel a Comunidade Virtual (CV) “Escrevendo o Futuro”, que reúne professores e alunos de todo país em prol da melhoria do ensino e da aprendizagem nas escolas. O projeto conta com um concurso nacional de textos para formação dos professores, abrange todos os Estados do país e mais de 3 mil municípios.  Para Anna Helena, “a grande preocupação é a formação dos professores”. Atualmente, são cerca de 1.180 participantes da comunidade, e os professores interessados podem procurar maiores informações no endereço eletrônico www.escrevendoofuturo.org.br

Anna Christina apresentou o projeto que tem como propósito facilitar a vida do profissional que planeja cursos a distância. E assim nasceu o curso: “Como fazer objetos de aprendizagem”. Foram selecionados 16 alunos de Estados diferentes para participar do curso. Segundo a designer do MEC, todos os alunos, ao final do curso, foram aproveitados pelo projeto. “Queríamos que os profissionais refletissem sobre como planejar o material didático.”

Maria Isabel divulgou seu projeto sobre História da Ciência e Hipertextos, cujo objetivo é propor a reflexão sobre a História da Ciência para entendê-la como uma rede de eventos. Para ela, a História da Ciência auxilia na contextualização e humanização da Ciência. A abordagem pedagógica do projeto é a aprendizagem participativa e dialógica.

Todos os projetos apresentados visam à melhoria do ensino, não só dentro da sala de aula, mas longe dela também. E a platéia do painel, formada por educadores, recebeu com entusiasmo as propostas exibidas. Para a professora Rosangela Maria Cunha, de São Paulo, tais projetos “agregam conhecimento, e os professores só têm a ganhar com isso”. Ela acredita no sucesso da formação a distância, um “processo natural na educação nacional”.
(Felipe Ananias)


Animações dominam painel sobre estrutura da Internet

O painel “Estrutura de uso da Internet” reuniu propostas que estimulam os professores a desenvolverem atividades com o uso da Internet. Um dos projetos apresentados foi o RIVED, – Rede Interativa Virtual de Educação – do MEC, que tem como objetivo a produção, capacitação e distribuição de conteúdos educativos na Internet. A coordenadora do RIVED, Carmem Lúcia Prata, explicou que o site do projeto (http://rived.proinfo.mec.gov.br/) disponibiliza módulos com atividades, organizados de maneira atrativa para crianças e adolescentes, com animações que proporcionam a interatividade. No site está disponível um guia com propostas de aulas, que dão uma idéia de como utilizar esse material.

O especialista em criação de ambientes de aprendizagem e pesquisador da Escola do Futuro da USP, César Nunes, apresentou outro projeto que integra alunos universitários e de escolas do Ensino Médio. Jovens da rede pública criam roteiros para conceitos de Física e Química e depois os universitários desenvolvem essas histórias criando “Objetos de Aprendizagem” – simulações animadas – que são publicadas no site http://www.labvirt.futuro.usp.br/

A palestra do consultor em Tecnologia Educacional do Senac, Jarbas Novelino Barato, começou com uma gincana. A brincadeira demonstrou para os educadores presentes como a construção de uma rede de fontes pode ser divertida e muito instrutiva, pois é através dela que as buscas na Internet se concretizam. A proposta de Barato é a Webgincana, uma disputa entre os alunos que recebem desafios em forma de questões e missões, proporcionando um aprendizado não somente dentro da sala de aula ou de Internet, mas também em atividades extra–classe. Mais informações: http://dev.utopia.com.br/formulario/ e http://aprendente.blogspot.com/
(Ana Carolina Santos)

Comunidades virtuais proporcionam trocas enriquecedoras

As comunidades virtuais podem promover a interação entre os docentes, proporcionando troca de informações e conhecimentos em meio virtual, acredita Lilian Starobinas. A coordenadora de projetos da Cidade do Conhecimento defende a atualização constante do professor e isso pode acontecer por meio de comunidades virtuais. Quanto mais pesquisas e conteúdos ele conhecer, mais recursos terá para ampliar seu discurso e enriquecer suas aulas. “A idéia é que, participando de uma comunidade virtual, o professor crie uma leitura do mundo digital e também passe a ter disposição pra se servir dele e pra contribuir com ele”, disse Lilian.

Marilina Lipsman, pesquisadora da Universidade de Buenos Aires, explicou como funciona o Portal EducaRede na Argentina, do qual faz parte. Ela explicou que, como no caso do Portal brasileiro, o EducaRede propõe a inclusão de novas tecnologias da comunicação nas escolas para complementar as práticas de ensino e o aprendizado do discente. Por meio do Portal, os professores têm um campo para desenvolver o intercâmbio entre eles e também se atualizar e difundir suas experiências educacionais. Já Rosa Martha Cruz Del Valle contou sobre o processo de implementação de comunidades virtuais por meio do EducaRede do México. O painel terminou com um debate entre palestrantes e platéia.
(Cynthia Pontes)

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Redes sociais geram discussões e descobertas diárias

No Grupo de Estudos, redes sociais geram discussões e descobertas diárias

Por Giulliana Bianconi

Em um mês e meio de Grupo de Estudos Online, o assunto “redes sociais” já veio à tona em diferentes tópicos dos fóruns de discussão. São professores e educadores em geral abordando o que consideram prós e contras da inserção desses ambientes em sala de aula, mas, principalmente, buscando novas metodologias para fazer uso das redes.

Muitos dos participantes do Grupo de Estudos ainda não tinham os seus perfis em Orkut, Facebook, Twitter etc. Outros, como o André Dutra, de São Paulo, já se faziam presentes, mas, ao participar das discussões do Grupo, passaram a refletir um pouco mais sobre a utilização das mesmas para troca de conhecimento com os colegas e para atividades com os seus alunos. Participante ativo do Grupo, André publicou em seu perfil no Twitter “Entrando no Orkut para estudar. É isso mesmo! Não é piada! No Orkut, também, estudamos”. O professor referia-se a um novo tópico criado na Comunidade Educar na Cultura Digital.

Apesar de a presença nas redes ser crescente entre os professores do Grupo de Estudos, as reflexões que fazem no ambiente virtual do grupo mostram que a maior parte deles não sabe bem por onde começar quando a proposta é realizar atividades visando ensino/aprendizagem no Orkut e nas redes em geral. Embora reconheçam a necessidade de se apropriarem desse uso para buscar práticas que se insiram na cultura digital, a questão sempre remonta às metodologias: como fazer algo realmente interessante e inovador nas redes?

Nos fóruns do tema “Inovação Pedagógica”, no Grupo de Estudos, ideias sobre como utilizar o Orkut já estão surgindo a partir das discussões. A professora Sandra Nogueira, de São Paulo, compartilhou a proposta que desenvolverá com seus alunos de 9 e 10 anos. Um dos pontos que chama a atenção é sua preocupação em abrir espaço para a linguagem utilizada na internet.

“As mensagens trocadas entre os alunos ora serão escritas na linguagem própria da internet (com abreviações, por exemplo), ora serão organizadas com base na norma padrão da Língua Portuguesa”, disse Sandra. É um exemplo de “concessão” que, no ambiente das redes, não significa impedimento para que o aprendizado se concretize.

Youtube

Neste mesmo tema, de “Inovação Pedagógica”, a Regina Saponara criou o tópico “Youtube: Vilão ou aliado no processo de aprendizagem?” e argumentou que, para ela, o Youtube ter alcançado tamanha popularidade está associado ao fato de permitir que os usuários se apropriem da condição de protagonistas. Regina sugeriu que os participantes discutissem possibilidades de fazer com que os alunos fossem produtores de conteúdo de qualidade no Youtube e não apenas consumissem qualquer conteúdo lá publicado. Mas, antes mesmo das ideias, já vieram as dúvidas: como produzir para o Youtube? como baixar vídeos do YouTube?

O Grupo de Estudos tem uma peculiaridade: os participantes discutem e propõem ideias, mas ao compartilhar dúvidas e não apenas conhecimentos, eles aprendem com seus questionamentos e angústias. Dois comentários abaixo e lá estava a participante Soraia Ribeiro, professora de São Paulo, dando dicas sobre programas como Atube Catcher, que baixam vídeos do Youtube. Regina Saponara, na sequência, expôs: “Não é maravilhoso aprender em rede? Fui definitivamente ‘fisgada’ por esta web! Quanta coisa já aprendi participando neste grupo!!!”

Sobre o YouTube ser vilão ou mocinho, as reflexões dos integrantes do Grupo de Estudos apontam sempre para um consenso: todas as redes da web podem ser bem aproveitadas pedagogicamente, desde que se saiba caminhos para isso e se tenha alguns cuidados, como bem destacou a Vera Lucia Valerio, POIE -Professor Orientador de Informática Educativa de uma escola municipal de São Paulo. Vera, que criou um blog e um canal do YouTube para trabalhar com os alunos, falou sobre a preocupação com a exposição excessiva dos mesmos e a preocupação de solicitar autorização de imagem aos responsáveis pelos alunos quando forem fazer vídeos publicados nas redes.

A observação pertinente abriu espaço para outras na mesma linha. E logo se falou também na importância de se trabalhar a “netiqueta” com os estudantes ao pensar em atividades em redes sociais. O termo, que pode soar estranho para alguns, está lá na Wikipédia e é usado para denominar conjunto de práticas e comportamentos que são bem ou mal avaliados nas redes.

Essa troca de informações, conceitos e práticas sobre redes sociais ocorre diariamente no Grupo de Estudos Educar na Cultura. Para contribuir e aprender um pouco mais, participe dos fóruns!

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

Projeto Garagem Digital mostra resultados

Jovens elaboram novo portal da Associação Meninos do Morumbi

Projeto Garagem Digital, da HP Brasil, tem por objetivo promover a inclusão digital de estudantes de baixa renda

Por Priscila Gonsales
A alegria e, por que não, o orgulho da missão cumprida ficaram evidentes nos rostos de cada um dos meninos e meninas que subiram ao palco do auditório da Associação Meninos do Morumbi para apresentar o portal na Internet criado por eles no projeto Garagem Digital, da HP Brasil. Na platéia, o grupo representado -120 jovens, entre 14 e 24 anos, da periferia de São Paulo – também fazia questão de escancarar sua satisfação, não economizando nas palmas e deixando a emoção transparecer.

De lenço na mão, a estudante Lesly Pacheco Gomes, de 18 anos, não pôde conter as lágrimas ao ver a imagem de sua filha Yasmin, de seis meses, nas fotos mostradas no telão. Lesly estava grávida quando começaram as atividades e continuou participando delas até a véspera do nascimento da menina. Quando completou 15 dias de vida, Yasmim já fazia parte do cenário da Garagem onde a jovem mãe retomava suas funções na elaboração do conteúdo da seção “Quem Somos”, a parte institucional do site.

“Foi uma experiência maravilhosa. Diferente da escola, que determina o que a gente deve fazer, nós é que éramos os responsáveis, nós que decidíamos”, declarou Lesly. O processo de tomada de decisão e as etapas para chegar a um acordo foram o grande aprendizado na opinião dela. “É muito difícil a convivência com variados jeitos de ser e opiniões diferentes. As brigas iam e vinham constantemente. Passado tudo isso, é muito bom ver que a amizade prevaleceu.”

O Garagem Digital tem por objetivo trabalhar os conceitos de cidadania, protagonismo juvenil e a capacitação profissional por meio da tecnologia da informação. A iniciativa é da HP Brasil, em parceria com a Fundação Abrinq e a Cidade Escola Aprendiz. A Associação Meninos do Morumbi foi escolhida para o plano-piloto por sua experiência bem sucedida no trabalho de integração social com jovens de baixa renda. O nome do projeto é uma menção à origem da HP, criada em uma garagem em Palo Alto, na Califórnia (EUA).

Com um investimento de R$ 600 mil, a HP montou um laboratório com computadores, impressoras, softwares e acesso à Internet. O ensino dos alunos ficou a cargo de educadores especialistas que realizaram oficinas, debates em grupo e também envolveram voluntários que apoiaram os jovens no desenvolvimento da percepção do que é padrão de qualidade no mercado de trabalho.

“O objetivo não é somente ensinar como funciona um software. O que buscamos é capacitar os jovens com competências e habilidades que extrapolam as linguagens digitais”, lembra João Ribeiro, coordenador pedagógico da Associação Meninos do Morumbi. “Ao trabalharem com os computadores, eles estão escrevendo, pesquisando, associando, interpretando, comparando. Estão também convivendo em grupo, negociando, resolvendo conflitos. A informática, nesse contexto, passa a ser uma ferramenta no processo de aprendizagem.”

O Garagem Digital também previu a distribuição de uma bolsa mensal no valor de R$50 para cada um dos jovens participantes. O portal na Internet tem todas as informações sobre a Associação Meninos do Morumbi. Desde dicas para quem quer se juntar ao grupo até as atividades desenvolvidas pelos alunos e a agenda de shows.

:: Papel dos parceiros

A HP, empresa que desenvolve tecnologia de ponta na área da informática, aporta ao projeto esta tecnologia e os recursos financeiros necessários a sua operação. O Cidade Escola Aprendiz entra com uma metodologia inovadora que utiliza arte, comunicação e tecnologia para contribuir com a educação brasileira. O Meninos do Morumbi participa com seu contexto focado nas artes, no esporte e um trabalho junto à família, às comunidades e à escola pública. Seu grupo artístico é reconhecido no Brasil e no exterior. O êxito de sua ação está no uso da música como ferramenta para a inserção social de crianças e adolescentes em situação de risco.

E a Fundação Abrinq entra, nesta parceria, com a atribuição de coordenar o projeto e registrar todo o processo, com vistas à sua disseminação em larga escala junto a outras organizações do terceiro setor e poder público.

Conheça o portal elaborado pelos jovens do Garagem Digital
http://www.meninosdomorumbi.org.br

Os sites indicados neste texto foram visitados em 19/07/2002

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)


Na “festa” da Cultura Digital, educação ganha voz

Na “festa” da Cultura Digital, educação ganha voz


Grupo de Estudos promoveu encontro presencial, que extrapolou a sua própria rede

Giulliana Bianconi

 

Há mais coisas em comum entre o Fórum da Cultura Digital e o Grupo de Estudos Online Educar na Cultura Digital além do nome que apresentam. O que pôde ser visto – e sentido – durante os três dias da segunda edição do Fórum, na Cinemateca, em São Paulo, foi um ambiente de intenso compartilhamento e até de euforia entre os participantes.

Entusiasmo que talvez se justifique por estar mais evidente, a cada edição do Fórum, que a máxima defendida pelos mais engajados na cultura digital parece irrefutável: esta é a cultura “real”, e não somente à qual se tem acesso “de vez em quando”.

E esta cultura é horizontalizada, ampla, agregadora. No Fórum, assim como acontece no Grupo, o que menos importava era “quem sabia mais”, quem era “doutor” ou “mestre”. A disposição dos participantes em discutir experiências e a pré-disposição para aprender, ouvir e interagir fez do evento um daqueles encontros em que é difícil alguém não “sair ganhando”. E não por acaso, no meio dessa atmosfera, aconteceu o primeiro encontro presencial do Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital.

Participante do Grupo, a professora e mestre em Engenharia de Mídias para a Educação Débora Sebriam esteve na conversa. Explicou por que gostou da proposta do Educar na Cultura Digital “de cara”. “O Grupo nasceu e me inscrevi logo após o lançamento. Gostei muito do formato, que não privilegia ‘receita de bolo’, mas abre a chance para o diálogo e a experimentação entre pessoas com preocupações, anseios e curiosidades comuns”.

“Receitas” também foram dispensadas do encontro presencial. Como bem foi destacado em texto do blog Recursos Educacionais Abertos , “em vez de algumas pessoas, definidas previamente, apresentarem suas experiências e responderem a perguntas, como estava previsto, o encontro floresceu como uma roda de conversa horizontal em que as cerca de 40 pessoas presentes puderam se apresentar e discutir os temas que surgiam”.

Com o tema “educação na cultura digital” , problemas foram apontados, dificuldades discutidas, mas uma visão otimista predominou. Tanto os integrantes do Grupo de Estudos quanto os das outras redes educativas presentes – REA, Mocambos, Puraqué – tinham boas experiências para compartilhar. Mais que isso: tinham expectativas de avanço e transformação graças ao que já vivenciaram nas redes em que atuam. O professor José Carlos Antônio, mediador do Grupo de Estudos, destacou: “Antes, os educadores não tinham acesso à cultura digital, não a vivenciavam em suas práticas. Hoje começam a vislumbrar possibilidades”.

Buscando o melhor caminho

Como em todo novo processo, os erros fazem parte. Foi o que mostrou Jader Gama, do Puraqué, ao falar sobre um dos projetos desenvolvidos por esta rede no Pará. Ele contou que os professores, inicialmente, foram excluídos de um projeto que tinha como objetivo a metarecicalgem, mas logo em seguida essa decisão foi repensada, os professores inseridos e os resultados ampliados. Houve, de fato, uma inclusão da comunidade escolar.

Esta resistência inicial dos professores pode ser compreendida em análise feita posteriormente por Débora Sebriam: “Nós sabemos que o ambiente escolar é regido por um sistema ‘truncado’, onde a grande maravilha é o professor estar presente e dar a sua ‘aulinha’”. Em seguida, ela mesma questionou: “Mas e onde fica o diálogo e a troca neste sistema? Como é possível reciclar ideias, compartilhar experiências em um ambiente onde não existe espaço pra isso?”. Débora diz que “o Grupo [Educar na Cultura Digital] tem suprido este anseio dos educadores que o procuraram”. A experiência do Puraqué é também um exemplo para reforçar que, quando o diálogo e a “cultura das trocas” são estabelecidos, os ganhos tendem a aparecer.

Evento cresceu, essência permaneceu

O tema educação não foi contemplado na programação oficial do I Fórum da Cultura Digital mas esteve presente nesta segunda edição. E ocupou diferentes horários da programação oficial.

Antes mesmo do encontro presencial do Grupo de Estudos, a mediadora pedagógica do ambiente Mílada Gonçalves apresentou a proposta deste Grupo à plateia. Além disso, diversos outros profissionais renomados – intelectuais, ativistas, artistas, pesquisadores, gestores também estiveram circulando pelos corredores e salões da Cinemateca nos três dias de evento. Mesmo com mais “corpo”, o Fórum manteve a sua essência.

“Trocar uma ideia” com Gilberto Gil, por exemplo, era uma possibilidade para qualquer um dos outros participantes. Além do senso de liberdade, que resultou em diversas entrevistas do próprio Gil e de outros artistas e intelectuais para blogs, sites e coletivos virtuais, esse formato é propício à inclusão. Se não a digital, a cultural. E a proposta do Fórum é essa: que uma coisa leve a outra. E vice-versa.
(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

Grupo de Estudos promove encontro presencial

Grupo de Estudos Online promove primeiro encontro presencial no Fórum da Cultura Digital

Por Giulliana Bianconi

 

 

Promover o encontro de redes. Este é o grande propósito do II Fórum da Cultura Digital, que acontece a partir do dia 15 de novembro, na Cinemateca, em São Paulo. E já seria motivo suficiente para o Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital se fazer presente e reunir aqueles que interagem diariamente na plataforma online. No entanto, o primeiro encontro presencial deste Grupo que já ultrapassou a marca de 2 mil participantes ganha mais identificação com o Fórum porque, ao longo dos três dias do evento, o público vai respirar “cultura digital”.

“Decidimos aproveitar esta segunda edição do Fórum para, além de reunir participantes do Grupo de Estudos que vêm se ‘encontrando’ virtualmente, realizar também, durante o evento, nossa própria formação. Além disso, o tema do Fórum é o mesmo do Grupo de Estudos. Claro que não podíamos ficar de fora”, diz Priscila Gonsales, mediadora pedagógica do Grupo. Ela destaca  que a ideia é promover um encontro informal, um bate-papo. “Como tudo no Grupo de Estudos, nada é obrigatório. Quem puder, vai”.

Junto a outras iniciativas, o Grupo de Estudos Online Educar na Cultura Digital vai participar, na noite de 16 de novembro, às 18h30, do espaço Encontro de Redes, onde o tema será justamente “Educação e Cultura Digital”. Thiago Saldanha, da equipe da organização do evento, explica que “neste mesmo espaço vai acontecer o encontro de várias ações de educação, agrupadas para facilitar a troca entre redes. ”Algumas delas são a Puraqué, Saúde e Alegria e REA.

Priscila Gonsales diz que este espaço dedicado à educação é inédito. Ela conta que em 2009, quando participou da primeira edição do evento com a equipe do EducaRede Brasil, da qual é gestora-executiva, a importância de as discussões também considerarem a pauta da educação foi pontuada na rede social do Fórum. “A cultura digital é transversal a todas as áreas do saber, pois retrata a nossa sociedade contemporânea. A função de educar, em essência, deve contemplar o olhar para o mundo lá fora, para a sociedade contemporânea, marcada por uma diversidade de novos códigos e linguagens”, afirma.

 

Relato de Experiências

 

Aqueles que já estiverem acompanhando o Fórum da Cultura Digital desde a segunda-feira, 15 de novembro, podem conferir a mesa “Experiências de Educação e Cultura Digital”. A partir das 9h, na Sala Petrobras, Mílada Gonçalves, mediadora pedagógica do Grupo de Estudos Online, conversará, ao longo de uma hora, com profissionais do “Laboratório Web de Comunicação – UFRJ”, do “Centro Educacional Pioneiro”, do projeto “SELIGA”, do projeto “Folhas e o Livro Didático” e do “Polo de Cultura Digital”.

A cultura digital, que permeia todos os espaços online de conversa e interação do Grupo de Estudos com o seu público – redes sociais, plataforma Moodle -, será discutida no Fórum por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, de vários países, sob a ótica da política, da educação, da economia, da arte, da própria cultura e, claro, da tecnologia. Será discutida por ativistas, por gestores de projetos, por coletivos e por todos os que se interessam pelo tema.

O evento é dos mais democráticos. Aberto ao público, não requer inscrições prévias – devem ser feitas na Cinemateca, nos dias do Fórum. É só chegar, acompanhar as conversas e interagir. Confira aqui a programação completa do II Fórum da Cultura Digital.

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Serviço:

II Fórum da Cultura Digital


Quando:
15 a 17 de Novembro de 2010

Onde: Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Clementino – 04021-070 – São Paulo.Veja o mapa.

Evento Gratuito

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

Grupo de Estudos Online vislumbra crescimento em 2011

Grupo de Estudos Online comemora início bem-sucedido e vislumbra crescimento em 2011

 

Por Giulliana Bianconi

 

 

Continuidade. Esta é a palavra-chave para o Grupo de Estudos Online Educar na Cultura Digital em 2011, o qual já passou, nos seus primeiros quatro meses de atividade, pelos desafios de ser “aprovado” pelo público com o qual busca conversar e estabelecer uma dinâmica um tanto inovadora.

Desde agosto, educadores e profissionais diretamente relacionados à educação se fazem presentes com entusiasmo na plataforma de discussões online, e muitos demonstram forte comprometimento, participando dos fóruns, realizando as atividades propostas e compartilhando informações e inquietações. Tão relevante quanto a disposição dos participantes foi a adaptação deles ao ambiente da plataforma Moodle em que o Grupo de Estudos Online foi construído.

Este ambiente foi pensado pelas Fundações Telefônica e Santillana para se afastar de um modelo de “curso a distância” e se aproximar de uma proposta na qual a hierarquia é dispensada, assim como a linearidade dos temas propostos para a discussão. É um modelo que busca inovação, pois o que importa, no Grupo de Estudos, é a vontade dos participantes de entender e explorar a cultura digital, independentemente do quanto saibam sobre esta cultura ou do quanto ela já seja contemplada nos processos educativos dos quais esses profissionais, de alguma forma, participam.

Para o diretor-presidente da Fundação Telefônica, Sérgio Mindlin, a estratégia de parceria com Santillana para a criação do Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital se mostrou acertada, dentre outros pontos, porque possibilitou uma mobilização mais ampla de professores e públicos de relacionamento de ambas as fundações, envolvidas com a educação. “O Grupo de Estudos é uma ampliação da nossa atuação, e isso é possível graças a todo o aprendizado acumulado, bem como à consolidação dos conhecimentos do Programa EducaRede“, disse Mindlin.

Esta “expertise” da Fundação Telefônica em educação, aliás, é apontada por Mindlin como um aspecto que se soma ao potencial de crescimento do Grupo de Estudos Online. O diretor-presidente observa ainda que a comunidade educativa que pode participar desse debate é muito ampla, o que também favorece o crescimento do Grupo.

Em 2011, novas ações serão comunicadas aos participantes. O ambiente de discussão online passará, nos meses de janeiro e fevereiro, por uma reestruturação: ganhará novos conteúdos e atividades.

Números e dinâmicas

No início deste mês de dezembro, quando as inscrições para o Grupo de Estudos Online foram fechadas devido à reestruturação desse espaço virtual, 2.325 participantes já estavam registrados e todos os estados brasileiros já tinham os seus “representantes no ambiente”. Embora São Paulo seja dominante na composição do Grupo, Estados como Bahia, Ceará, Minas Gerais e Rio de Janeiro se fazem presentes com um número expressivo de inscritos.

Ao longo desses quatro meses de atividades, iniciados com um debate na Bienal do Livro que contou com a presença dos convidados Léa Fagundes, Rodrigo Nejm e André Lemos, os participantes do Grupo de Estudos discutiram cinco temas: “O Mundo Digital”, “Gerações Interativas”, “Aprendizagem na Cultura Digital”, “Inovação Pedagógica” e “Avaliação em TICs”. Apenas no primeiro destes,  “O Mundo Digital”, foram mais de 14 mil visualizações e comentários, ao longo de 4 meses.

Os temas foram desdobrados e, por vezes, tratados nas redes sociais, nos perfis e comunidades do Grupo de Estudos, o qual se faz presente no Twitter, Facebook, Orkut e YouTube. Também puderam ser discutidos, de forma dinâmica e interativa, nos programas da TV Web Educar na Cultura Digital – foram cinco edições ao longo do ano – que prezaram pela participação dos internautas. Em todos os programas, foram abertos chats durante a transmissão ao vivo, e os perfis do Grupo de Estudos e do EducaRede Brasil no Twitter mediaram perguntas e comentários recebidos nesta rede.

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)