O hipnotizador dançarino

Disciplina: Arte – Educação Artística
Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Jogos de expressão
Tipo: Metodologias

O objetivo dessa atividade é aumentar, no aluno, a percepção e a consciência do corpo como instrumento de comunicação e expressão; buscar transmitir sentimentos por meio da dança espontânea, além de desenvolver a sensibilidade para perceber e interpretar sentimentos.

Durante os trabalhos, evite utilizar as danças marcadas por conjuntos da moda; os comportamentos “definidos” como típicos – do macho, da menininha, do idoso, da loura etc. –, e os gestos repetitivos e pouco criativos dos astros cômicos.

Procedimento

As pessoas devem formar trios. Com um gravador ou CD player, você vai garantir que músicas de ritmos diferentes estejam disponíveis.
Em cada trio haverá um participante que será o “hipnotizador”.
Ao ritmo da música, o “hipnotizador” de cada trio irá movimentar-se, “desprendendo” os braços do corpo para acompanhar a música.
Os dois outros membros do trio olham para uma das palmas da mão do “hipnotizador” e vão seguindo/acompanhando os seus movimentos, sem perderem o foco.
Embalado por trechos de músicas diferentes que você irá tocando, o “hipnotizador” conduz seus dois companheiros pelo espaço de trabalho, dançando e levando seus “hipnotizados” à dança.
Depois de um tempo, peça que o “hipnotizador” troque de lugar com um dos hipnotizados, até que todos tenham passado pelas duas experiências, de condutor e conduzido.
Para finalizar o jogo, e ao som de uma música mais agitada como, por exemplo, Brasileirinho, de Valdir Azevedo, peça a cada participante que pense em dois hipnotizados imaginários, levando-os a dançar.

Ao final da atividade, peça aos alunos que se sentem no chão formando uma roda e converse com eles sobre as duas experiências: de condutor e conduzido, por exemplo.

Nota: Esse jogo foi criado pelo teórico e dramaturgo Augusto Boal.

Fonte:
A Arte é de Todos: Artes da Representação, publicação elaborada pelo CENPEC.

Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Estudo de cores

Disciplina: Arte – Educação Artística
Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto: Cores
Tipo: Artes Visuais

As cores utilizadas pelos artistas na pintura de suas obras são um dos elementos da linguagem plástica que, com a linha, a forma e os materiais, constroem os sentidos das obras de arte. Para que as crianças possam perceber a força da cor na obra dos artistas sugerimos aos professores a realização do seguinte trabalho:

Primeira aula

Entregue para cada criança uma cópia em xerox preto-e-branco da obra Paisagem Brasileira, de Lasar Segall.

Os alunos deverão pintá-la com lápis de cor ou giz de cera, colorindo essa imagem da maneira que melhor lhes convier.

Guarde os trabalhos para a aula seguinte.

Segunda aula

Pendure na parede todos os trabalhos dos alunos e junto deles uma cópia colorida da obra “Paisagem Brasileira”, de Lasar Segall.

Peça aos alunos que observem todos os trabalhos do grupo e a obra de arte do artista assinalando:

as que chamam mais atenção e por quê;
se alguém conseguiu pintar igual ao artista;
as cores que o artista utilizou na sua pintura;
se a obra do artista chama mais atenção do que o trabalho dos alunos;
se alguém conseguiu ser tão caprichoso quanto o artista;
se existem, na pintura do artista, cores que se repetem;
onde elas estão e quais são;
o que acontece na pintura de Lasar Segall;
o que os alunos vêem na pintura do artista;
que cor mais aparece nessa pintura.

Ao observar todos os trabalhos e as cores predominantes da pintura do artista, o professor pode mostrar ao grupo outras obras de Segall do período de Paisagem Brasileira e perceber os temas, as cores usadas e tentar descobrir por que as pinturas dessa fase do artista são tão coloridas. Essas informações podem ser obtidas no site do Museu Lasar Segall.

Terceira aula

Para finalizar esse trabalho, que objetiva o conhecimento e o uso de cores, o professor poderá propor aos alunos a pintura da paisagem brasileira por eles imaginada a partir da motivação criada pela obra apresentada. Será que ela é diferente da pintada por Lasar Segall? Por quê?

A sugestão é que os alunos pintem com cores primárias, que você explicará quais são e por que são chamadas assim. Exponha os resultados juntando a eles o xerox colorido da obra do artista.

Outro ponto importante é sistematizar e registrar os conhecimentos adquiridos a respeito do artista e acerca das cores escrevendo sobre o que os alunos aprenderam com esse trabalho. Por fim, decida com os alunos o local ideal para a exposição dos trabalhos.

Texto original: Lelê Ancona
Consultoria pedagógica: Anamélia Bueno Buoro
Edição: Equipe EducaRede

Os sites indicados neste texto foram visitados em 08/05/2003

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

A cor da luz e a cor dos objetos

Disciplina: Física, Arte – Educação Artística
Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: relação entre cor de objeto e cor de luz; mistura de luzes e tintas coloridas; cor de objetos opacos
Tipo: Metodologias

Para desenvolver esta atividade será necessário um ambiente que possa ficar bem escuro e que tenha uma parede branca, ou uma tela branca, caso as paredes sejam de outra cor. Se não houver uma sala de aula assim, a atividade pode ser realizada em um espaço menor, que tenha poucas janelas para “tampar”, e assim o trabalho pode ser desenvolvido com a turma dividida em dois ou três grupos.

Material necessário
– Duas lanternas de boa qualidade ou dois projetores de slides;
– papel celofane dourado e azul escuro;
– papel cartão ou cartolina (é melhor utilizar cartões com superfície fosca, ou seja, que não tenham brilho) nas cores vermelha e azul.

Com antecedência, o professor deve colocar cada papel celofane cobrindo a lente da fonte de luz que irá utilizar (projetor ou lanterna). Dessa forma, ele terá uma fonte de luz amarela e uma azul. No caso do celofane amarelo, geralmente é melhor utilizar a folha dobrada para que a luz atravesse duas camadas de celofane; no caso do azul, uma camada basta. Mas é bom o professor testar antes a melhor combinação para obter os resultados esperados (veja a descrição da atividade a seguir).

Em geral, a cor projetada pela fonte coberta com o celofane dourado é um alaranjado, mais do que amarelo propriamente. Porém, para efeito de simplificação, no texto diremos sempre luz amarela.

Atenção: é importante que os alunos não vejam os cartões ou cartolinas antes da atividade, pois eles não devem saber as cores com antecedência.

Material opcional
– Tinta guache nas cores amarelo e azul. Esse material deve ser utilizado caso o professor constate, antes da atividade, que os alunos ainda não conhecem o resultado da mistura de guache amarelo com azul, que é a cor verde.

– Um prisma de vidro, ou acrílico transparente, para mostrar a decomposição da luz branca nas cores do arco-íris: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta. Caso o professor não tenha esse recurso, pode utilizar fotos de arco-íris conseguidas em livros didáticos, enciclopédias ou mesmo na Internet.

Parte I
Ainda na sala iluminada, a atividade tem início com o professor perguntando aos alunos se eles sabem qual é o resultado da mistura de azul com amarelo. Em geral, as crianças da 5ª série sabem que a mistura de tinta amarela com azul resulta uma verde. Caso contrário, providencie guache azul e amarela para que elas possam fazer a mistura e ver o resultado.

Em seguida, o professor escurece a sala e projeta na parede dois focos de luz separados: um amarelo e outro azul. Nesse momento ele recoloca a questão: o que acontecerá se eu sobrepuser o foco de luz azul com o de luz amarela? Geralmente a resposta é: “a luz ficará verde”.

Então o professor desloca um dos focos de luz de forma que ele vá se sobrepondo ao outro aos poucos. O ideal é parar a sobreposição antes que os dois focos fiquem completamente um sobre o outro, de modo a mostrar um pedaço azul de um lado, um pedaço amarelo do outro e, no meio, a sobreposição dos dois.

É comum a expressão de surpresa quando os alunos percebem que a cor da luz resultante da sobreposição dos dois focos é o branco!

A questão que o professor pode colocar a seguir é: como explicar esse fato?

Antes que os alunos comecem a tentar construir essa explicação, incentive a exploração da projeção que se encontra na parede. Peça a um aluno que coloque a mão no trajeto da luz amarela enquanto todos observam o que ocorre com a cor da sombra da mão na parede (ela ficará azul). Em seguida, apresente a questão: e se colocarmos a mão na trajetória da luz azul, qual será a cor da sombra formada? (Amarela).

Confirme com eles que a experiência demostra que a sobreposição de uma luz amarela com uma luz azul está resultando na cor branca, diferentemente do que ocorre com a mistura de tintas.

Com a sala clara novamente, deixe que os alunos tentem construir explicações para o que estão observando. Se você dividiu a classe em grupos, pode pedir ao grupo que já viu essa projeção para pensar na explicação, enquanto você apresenta o problema aos outros alunos.

Peça aos alunos que comentem suas explicações sobre o surgimento da cor branca quando as cores azul e amarela foram misturadas na projeção.

Em seguida, se o professor tiver um prisma para decompor a luz branca e mostrar suas cores formadoras, pode utilizá-la neste momento. Talvez alguns alunos já tenham feito uso dessa idéia para explicar a mistura de cores. De qualquer forma, a partir da decomposição da luz branca, o professor pode explicar que o que está ocorrendo na parede é o inverso do que ocorre no prisma: as cores separadas de cada projetor estão sendo adicionadas novamente e formando o branco.

Parte II
O professor pode agora apresentar um novo problema, desta vez trabalhando com a cor de objetos e não com a cor da luz.

Escureça a sala e pegue o cartão vermelho e o azul, ilumine os dois com a luz azul. O cartão azul permanecerá com sua cor e o vermelho ficará preto (teste essa experiência antes de realizá-la; caso seja necessário, aumente as camadas de celofane azul de modo a evitar que alguma luz branca ilumine o cartão vermelho e permita que se possa ter uma idéia de sua cor).

Deixe que os alunos constatem a cor de cada objeto iluminado com a cor azul. Em seguida, mude a luz para amarela. Neste caso, os cartões devem ficar pretos (faça testes e ajustes no celofane amarelo, caso seja necessário).

Feitas essas observações, acenda as luzes da sala e mostre as cores dos cartões. Em seguida, peça aos alunos que novamente apresentem suas explicações para o que estão observando.

Muitas formas de prosseguir
Esta atividade pode ser finalizada da forma como está proposta. Mas pode ser também o início de um trabalho sobre luz, espectro luminoso (arco-íris), espectro eletromagnético, relação entre freqüência (ou comprimento de onda) da luz e sua cor etc.

Disco de Newton é outro tema que pode ser trabalhado logo após a atividade.

Veja, a seguir, sugestões de fontes na Internet para essas atividades:

http://geocities.yahoo.com.br/saladefisica/index.html
Este site, bem como algumas de suas seções, é uma boa fonte de explicações e demonstrações utilizando quadros animados (java applets).

http://geocities.yahoo.com.br/saladefisica3/
laboratorio/arcoiris/arcoiris.htm
Neste site, é possível ver como se formam as cores do arco-íris em uma gota de água.
http://geocities.yahoo.com.br/saladefisica3/
laboratorio/espectro/espectro.htm
Para ver o espectro eletromagnético e obter comprimentos de onda e freqüências relacionadas às diversas faixas do espectro, consulte este link.

Os sites indicados neste texto foram visitados em 13/04/2005

Texto Original: Vinicius Ítalo Signorelli

Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)