Pareceristas da primeira fase do Concurso EducaRede

Relação de pareceristas da primeira
fase do Concurso EducaRede

Alice Davanço Quadrado

Educadora há mais de quarenta anos, foi diretora de escola, supervisora regional da rede municipal, assistente de pesquisas da Fundação Carlos Chagas e coordenadora de projetos do Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária), onde ainda atua. Também é parecerista dos Prêmios Itaú-Unicef e Prefeito Criança.

 

Zilá Aparecida Peigo de Moura e Silva
Doutora em Educação pela USP, é professora universitária e consultora do Senac. Desenvolve pesquisas a respeito de formação de professores e experiências na área de Educação, com ênfase em Avaliação da Aprendizagem com uso das TICs.

 

Carola Carbajal Arregui

Doutora em Serviço Social pela PUC/SP, é pesquisadora do Instituto de Estudos Especiais daquela instituição, assessora em Tecnologias de Educação no Cenpec e integrante do Comitê Técnico-Acadêmico sobre Tecnologias Educacionais da Educação Básica no MEC em 2007.

 

Marcia Padilha

Foi uma das responsáveis pela concepção do Programa EducaRede no Brasil, atuando como coordenadora do Programa por quatro anos. Mestre em História, trabalha como formadora de jovens e de educadores. É editora e autora de materiais educacionais. Desde 2000, dedica-se a projetos de uso educativo da Internet e de outras mídias, à elaboração de cursos a distância e à colaboração de ONGs como Midiativa e Rede Livre.

 

Rita dos Santos de Carvalho Picinini
Graduação em Matemática pela Universidade Estadual Paulista – Júlio de Mesquita Filho. Especialização em Tecnologia Educacional pela PUC/SP, atuando principalmente nos seguintes temas: softwares educacionais, capacitação de professores, criança, sala de aula e informática.

 

Maria Izabel de Araujo Leão
Jornalista, com especialização em Gestão de Processos Comunicacionais pela ECA/USP, mestranda em Educomunicação na ECA/USP. É repórter do “Jornal da USP”, tutora do curso Mídias na Educação do MEC e coordena, junto ao Núcleo de Comunicação e Educação NCE-ECA/USP, a página Pais & Mestres do “Jornal da Tarde”.

 

Zilda Kessel
Educadora, especialista em Museologia com mestrado em Ciência da Informação e Comunicação pela ECA/USP. Coordenou a área de Educação do Itaú Cultural e atuou como formadora do Museu da Pessoa e do Portal EducaRede. É professora universitária, atuando na área de formação de professores e Educação a Distância, além de consultora de escolas e organizações em projetos de memória, cidadania e inclusão digital.

 

Rosemary Soffner

Douranda na Faculdade de Educação da USP, mestre em Psicologia da Educação pela PUC/SP, diretora pedagógica da Re-criar Assessoria e Desenvolvimento de Tecnologia Educacional, coordenadora do curso de Pedagogia da Faculdade Sumaré.

 

Louiza Matakas
Pedagoga, pós-graduada em Informática Educativa pela Universidad de Chile e em Comunicação e Educação, pela Universidad Diego Portales (Chile). Colaboradora do EducaRede, atua em projetos desenvolvidos em Comunidades Virtuais formadas por alunos e professores da rede pública de ensino e em formações para professores.

 

Cleide Santos Muñoz

Educadora, pedagoga, pós-graduada em EAD (Faculdade Senac/RJ) e Tecnologias Educacionais (PUC/SP), é gestora da CV Território Escola, professora e coordenadora de Informática do Colégio I. L. Peretz.

 

Isabel Mendes

Doutora em Ciências pela UNICAMP, com pesquisa em Ensino de Ciências, História da Ciência e Educação a Distância. Mestre em Geociências Aplicadas à Educação, com pesquisa em Ensino de História da Ciência e elaboração de recursos multimídias para Internet. Colaboradora no Grupo de Ensino de Ciências e Tecnologia da Escola do Futuro da USP e Designer Instrucional da Universidade de Guarulhos. Atua como consultora em projetos educacionais nas áreas de Tecnologia Educacional e EaD.

 

Mary Grace Martins
Pedagoga, especialista em Design Instrucional para Educação on-line, mestranda em Educação na USP, é docente na Uniban (Didática, Metodologia e Prática de Ensino), gestora de Comunidades Virtuais do EducaRede. Consultora e formadora em projetos de educação on-line. Responsável pelo blog da Vivência Pedagógica.

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

Muitos sonhos, quatro projetos e um só destino: Madri

Muitos sonhos, quatro projetos
e um só destino: Madri


EducaRede
– Como foi o encontro com o professor parceiro aí na Espanha? Os alunos enviaram presentinhos uns aos outros?

Alair – Minha parceira é a Maria, uma professora do Chile. Já havíamos nos dado bem por e-mail. Pessoalmente foi ainda melhor. Ela é uma pessoa maravilhosa e muito colaborativa. Trocamos presentes, tanto nós professoras como nossos alunos, que também se falam pelo msn. Conhecemos, inclusive, a família de uma aluna chilena pela webcam.

Antonia Lucélia – O nosso grupo começou com os contatos agora. Houve um problema de comunicação.

Gládis – O encontro foi emocionante! Quando estávamos chegando ao hotel, ainda na calçada, havia um grupo de pessoas e uma mulher veio ao nosso encontro perguntando quem era a Gládis. Eu me apresentei e ela chamou o Luis Angel, meu professor parceiro que estava junto ao grupo. Nos abraçamos como velhos amigos. Antes do encontro presencial, nos comunicávamos por e-mail e msn. Estabelecemos de imediato uma parceria muito grande, concordamos nas idéias e nos ajudamos nas dificuldades.

As professoras Alair Betti Della Coletta (SP), Antonia Lucélia dos Santos Mariano (CE), Gládis Leal dos Santos (SC) e Ingrid Kuchenbecker Broch (RS) estão curtindo um prêmio merecido. Desde o dia 24 de outubro, as vencedoras do I Concurso Internacional EducaRede passeiam pelas ruas de Madri, Toledo e Salamanca e já participaram do IV Congresso EducaRede, realizado na capital espanhola entre os dias 29 e 31 desse mês. O Portal entrevistou as professoras para saber como foi para elas conhecer presencialmente o professor parceiro, de outro país vencedor do Concurso, com quem realizam um projeto colaborativo. Confira a entrevista:

Ingrid – Foi um encontro muito agradável e tranqüilo. Nós já havíamos estabelecido um vínculo virtual. O encontro presencial reforçou a nossa parceria com vistas a desenvolver um projeto colaborativo. Parece que nos conhecíamos fazia muito tempo. Os alunos da Argentina enviaram um cartaz com mensagens positivas e encorajadoras sobre o trabalho colaborativo e a professora parceira me presenteou com um “mimo” feito por ela. Quando voltar ao Brasil, enviarei presentinhos aos nossos parceiros.

EducaRede – Você e seus alunos se comunicam durante a estada em Madri? Se sim, o que eles querem saber e o que você conta para eles?

Alair – A comunicação com meus alunos está sendo feita por e-mail e msn. Eles querem saber o que eu faço, o que estou aprendendo e, principalmente, sobre o projeto. A preocupação maior que eles demonstraram é saber quando o blog estará no ar para começarem a postar suas pesquisas já prontas.

Antonia Lucélia – Sim. Os alunos enviam e-mail e querem logo começar o intercâmbio. Também entro em contato com a coordenação pedagógica da escola e com os colegas professores que apóiam o projeto.

Gládis – Sim, eles se comunicam comigo pelo e-mail e msn. Querem saber sobre tudo: o que está acontecendo por aqui, se já conheci pessoalmente o Prof. Luis e o que estamos combinando. Os alunos estão muito envolvidos com o projeto. Num dia desses, uma aluna me disse que conversou pelo msn com o Prof. Luis Angel. Ela salvou a conversa e me passou depois por não conseguir entender direito o que ele queria, era uma nova atividade do projeto que passei depois a todos por e-mail. Ele sempre se comunica com os meus alunos e eu também converso com os alunos dele.

Ingrid – Sim, eles estão ansiosos. Diariamente enviam e–mails perguntando sobre o blog “Projeto Colaborativo”. Querem saber o que está acontecendo, como é Madri, e compartilham várias idéias. Eles já trocaram fotos e se comunicam com os alunos da Argentina por e–mail e pelo msn. Um dos meus alunos sugeriu a criação de um blog, pois as “chicas” da Argentina gostam muito de ver fotos. Achei a idéia ótima!
EducaRede – O que você mais gostou em Madri até agora? Visitou outras cidades? Quais cidades e o que você mais apreciou?

Alair – Madri é maravilhosa. Esta é minha primeira viagem internacional. Conhecemos também Toledo e Salamanca, ambas cidades com belezas indescritíveis.

Antonia Lucélia – Aqui na Espanha tudo é muito lindo e diferente da nossa realidade. Já passeamos bastante. Conhecemos Toledo e Salamanca. Em Madri, visitamos parques, museus, cafés, restaurantes e praças. Gostei bastante dos gigantescos prédios que a cidade tem, além dos monumentos. Assisti a palestras, apresentações de painéis e prossegui com o projeto mantendo contato com meus alunos pela internet. Produzi muito por aqui e aproveitei tudo para ampliar o meu conhecimento.

Gládis – Madri é uma cidade belíssima! O que mais me encanta é sua magnífica arquitetura. Aproveitei o final de semana para ir até Portugal e conhecer pessoalmente a Profa. Emília Miranda, com quem já desenvolvo projetos colaborativos desde 2005, além de outro professor que ela me apresentou via msn e que também se tornou um grande parceiro. A cidade do Porto é maravilhosa. Conheci outros lugares que apreciei muito em Portugal, mas o melhor de tudo foi encontrar pessoalmente esses dois queridos amigos virtuais.

Ingrid – Visitamos vários lugares turísticos de Madrid: museus, praças etc. A arquitetura da cidade é muito bonita. Fomos a Salamanca, uma cidade universitária, com todo grupo de professores. Gostei muito deste passeio.

EducaRede – Você acredita que é possível trabalhar em cooperação e/ou colaboração com outros professores em meio virtual? Que recomendações daria a outro professor que tem interesse em participar de uma atividade como essa? Que postura deve ter esse professor em relação ao seu colega?

Alair – Acredito, com certeza. No caso do trabalho colaborativo com outro país, o que dificulta é o idioma, mas nada que não possa ser resolvido. Quanto à minha experiência, está sendo maravilhosa. O que tenho a dizer a outros professores é que o façam sem medo, pois é uma vivência ímpar.

Antonia Lucélia – Esta é uma experiência interessante e certamente o ambiente virtual irá proporcionar uma interação maior para o intercâmbio. Conhecer outro país é um desafio que às vezes requer tolerância, paciência e interesse de ambas as partes. Espero que o nosso grupo desperte o interesse em valorizar a cultura e os valores das nações irmanadas. Temos de estar dispostos a abrir portas e romper barreiras.

Gládis – Além dos professores citados anteriormente, eu já desenvolvi projetos colaborativos com professores de diversos Estados do Brasil e também com professores de outras escolas de Joinville, minha cidade. Um projeto colaborativo pode ser iniciado na própria escola, entre turmas diferentes. O professor que trabalha em duas escolas também pode aproveitar e trabalhar com as turmas. Não é necessário começar com projetos internacionais. O importante é estar aberto para aprender, saber que não temos todas as respostas e que elas também podem vir dos alunos e de outro professor. Temos de ter humildade e saber dividir. Aceitar a opinião do outro é muito importante, é um exercício de cidadania que enriquece a todos.

Ingrid – Sim, é possível trabalhar dessa forma. Acredito que o professor que participa de um projeto colaborativo em um ambiente virtual deve ser flexível e estar disposto a aprender com o outro. Isto significa tentar compreender outros pontos de vista e muitas vezes abrir mão do seu, para a construção coletiva de algo que sirva para todos. Conhecer a cultura do outro como uma outra maneira de enxergar o mundo, e não como algo bom ou ruim, mas apenas diferente, é muito importante. Acredito que é uma oportunidade muito grande de construir conhecimento em todos os sentidos.

EducaRede – Qual a importância de participar de uma atividade como essa, conhecendo outro país e sua cultura, tendo contato com professores de outras nacionalidades, ainda que você não domine o idioma espanhol?

Alair – É ótimo conhecer pessoas de outros países com os mesmos objetivos que os nossos. Como diz minha amiga Maria: “és mui belo, mui rico”.

Antonia Lucélia – Tudo o que vivi ficará registrado no meu coração e na minha mente. O idioma é uma barreira para a comunicação. No entanto, despertou-me o interesse em aprender uma segunda língua. Na minha bagagem estou levando livros, encartes e cartões para treinar a leitura e me comunicar melhor com o meu parceiro de projeto e com todos os alunos.

Gládis – É sempre muito bom conhecer pessoalmente as pessoas com quem trabalhamos virtualmente, esta é uma das coisas boas da internet. Esta viagem nos deu esta oportunidade, além de poder conhecer outra cultura. Quanto ao idioma, as dificuldades são as mesmas tanto para nós brasileiros quanto para nossos professores parceiros, mas ganhamos em conhecimento quando os dois lados colaboram.

Ingrid – Penso que a língua pode causar um desequilíbrio, o que considero algo muito positivo, pois desacomoda. E são estas situações que nos ajudam a crescer. Pessoalmente, estou compreendendo e me fazendo compreender. Troco e–mails com professores de outras nacionalidades para futuros trabalhos colaborativos.

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Vencedores do Concurso inovam no uso pedagógico da Internet

Vencedores do Concurso EducaRede
inovam no uso pedagógico da Internet

Depois de apresentarem projetos desenvolvidos na escola, professores participam da fase internacional, elaborando com vencedores de outros países um projeto colaborativo

da Redação

Antonia Lucélia dos Santos Mariano (CE), Alair Betti Della Coletta (SP), Gládis Leal dos Santos (SC) e Ingrid Broch (RS). De norte a sul do país, estas professoras são exemplo de profissionais que inovam no uso pedagógico da Internet. E, por isso, venceram o Concurso Internacional EducaRede: Internet e Inovação Pedagógica, promovido pela Fundação Telefônica.

Na tarde desta terça (25/9), Antonia, Alair, Gládis e Ingrid foram premiadas por mostrar como a Internet pode contribuir com a Educação de crianças e jovens. Seus projetos desenvolveram a colaboração, a produção, a comunicação e a pesquisa via Web, entre outras habilidades, cada vez mais necessárias na atual sociedade. Um trabalho virtual com os pés enraizados na escola, na cidade, na cultura, no prazer de descobertas que deu a alunos e professores, juntos, a chance de experimentarem novas possibilidades pedagógicas.

O caminho percorrido pela “Estrada da Fé”, nome do projeto desenvolvido pela professora Antonia, a leva agora à Madri, para participar da fase internacional do Concurso e do IV Congresso EducaRede na Espanha. Com ela, vão as outras três ganhadoras que deixam o país já com um novo desafio: desenvolver um projeto colaborativo com os ganhadores do Concurso EducaRede da Argentina, Chile, Colômbia e Espanha. O sorteio das duplas de trabalho entre os países foi realizado na cerimônia de premiação, em São Paulo, que “conectou” os participantes dos eventos por meio de videoconferência. Antonia fará parceria com um professor do Chile, assim como Alair. O parceiro de Gládis é da Colômbia, e de Ingrid da Argentina.

 “Às vezes a gente se sente tão desacreditada… Hoje vemos que estamos no caminho certo”, comemora a professora Ingrid, de Porto Alegre. Também do sul do país, Gládis Leal deixou Joinville com o pé engessado para ir ao evento. “Fiquei muito feliz por ter encontrado pessoas com quem me relaciono há muito tempo, mas só pela Internet. Receber essa premiação foi tudo! São tantos trabalhos, de todo o país…”  Da pequena cidade de Torrinha (SP), a professora Alair dedicou o prêmio aos alunos e professores da Escola Estadual Lázaro Franco de Moraes, pelo empenho em enfrentar com ela as dificuldades de se trabalhar no “interior, com pouca infra-estrutura tecnológica”. A professora Antonia também lembrou dos desafios, mas principalmente da falta de apoio e de reconhecimento de seu trabalho. “Eu dedico esse prêmio a Padre Cícero e aos romeiros de todo o país”, já que o projeto desenvolvido por ela faz uma reflexão sobre os romeiros de Juazeiro do Norte (CE).

Mas não foram só as quatro professoras que comemoraram nesta terça-feira. No total, 12 educadores foram premiados, dos vinte projetos finalistas. Um deles foi Paloma Fernandez, de São Paulo, levou mais de quarenta alunos para a torcida. As propostas concorreram em quatro categorias: Uso do EducaRede (Ensinos Fundamental 2 e Médio) e Uso da Internet (Ensinos Fundamental 2 e Médio). Os educadores que ficaram em segundo lugar receberam um computador e os que ficaram em terceiro, um iPod. A classificação geral foi a seguinte:

Uso do EducaRede – Ensino Fundamental 2

1  
Antonia L. dos Santos Mariano
Oficina de Criação do Livro Eletrônico – “A Estrada da Fé”  Juazeiro do Norte (CE)
2
Marli L. D. Fiorentin
Vidas Secas: da Ficção à Realidade Nova Bassano (RS)
3
Paloma M.Fernandez
Monitoria Voluntária em Informática Educativa São Paulo (SP)

Uso do EducaRede – Ensino Médio

1
Alair Betti Della Coletta         
Torrinha – Pérola da Serra                  Torrinha (SP)
2
Marcia Adriana da Silva
Lixo, o que podemos fazer? Guaíra (SP)
3
Rubenita Sales da Silva
Escola Egídia: 70 anos e muita estória pra contar                  Morada Nova (CE)

Uso da Internet – Ensino Fundamental 2

1
Gládis Leal dos
Santos           
Blog Palavra Aberta – intercâmbio de idéias no ciberespaço Joinville (SC)
2
Maria Lucia Carneiro Pinto
Almanaque Indígena do Brasil – Hoje! Porto Alegre (RS)
3
Fernando José de Lima
Uso da Internet como aliada nas aulas de Português e Inglês Cananéia (SP)

Uso da Internet – Ensino Médio

1
Ingrid Kuchenbecker         Broch
Drama Club Webwriters            Porto Alegre (RS)
2
Cleber Silva de Menezes
Estudo Exploratório sobre o Uso de Ambientes Virtuais Colaborativos de Aprendizagem no Ensino Básico de Física Nova Iguaçu (RJ)
3
Maria Ap. Marconcine
Projeto Criação de Blogs Imperatriz (MA)

“O Concurso Internacional EducaRede é um levantamento de boas práticas do uso pedagógico da Internet, que valoriza a iniciativa dos professores e mostra a importância da Internet como um recurso de inclusão social”, reforça Sérgio Mindlin, diretor-presidente da Fundação Telefônica. “E ser inovador tem seu preço. Significa incomodar aqueles que não querem ser incomodados”, completa o professor aposentado  José Manuel Moran, da Escola de Comunicações e Artes (USP). Ele cumprimentou os finalistas por serem exemplos de profissionais que têm coragem de inovar. “Só vale a pena ser professor se você gosta de aprender. Para ensinar não precisa de grandes tecnologias, mas ter essa atitude aberta. Quem me ensinou a lidar com a tecnologia foram meus alunos e meus filhos”, disse Moran, finalizando: “O que me mantém vivo é aprender”.

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Professores vencedores participam da Fase Internacional

Concurso EducaRede: vencedores desenvolvem projeto colaborativo internacional


da redação

 

O Concurso EducaRede: Internet e Inovação Pedagógica anunciou seus vencedores no último dia 25 de setembro. A festa foi bonita, os finalistas tiveram fortes emoções e saíram da cerimônia ainda mais estimulados para continuar inovando. Mas ainda não terminou. A fase brasileira premiou 12 professores de vários Estados e quatro deles começaram a trabalhar já no dia seguinte à premiação, rumo à fase internacional do Concurso, também realizado na Espanha, Chile, Colômbia e Argentina. Enquanto preparam as malas para curtirem o prêmio, uma viagem a Madri, Antonia Lucélia dos Santos Mariano (CE), Alair Betti Della Coletta (SP), Gládis Leal dos Santos (SC) e Ingrid Broch (RS) continuam trabalhando. Elas

desenvolvem, de forma cooperativa, um projeto de investigação, com temática curricular, com ganhadores de outros países participantes. A fase internacional também contempla o envolvimento de seis alunos, por professor, na elaboração da proposta que deve ser concluída até 15 de novembro.

Será premiado um projeto por categoria, isto é, uma dupla de trabalho por categoria. As duplas são formadas pelos dois professores (um de cada país) e doze estudantes (seis de cada nação). Os trabalhos compartilhados serão desenvolvidos em blogs avaliados ao final do ano letivo de 2007 para definir os vencedores dessa etapa. O prêmio consiste em uma viagem de estudos com todos os custos pagos, obedecendo a um duplo objetivo: cultural e lúdico. A viagem permitirá o encontro presencial dos dois grupos que desenvolveram o projeto premiado. O restante das duplas participantes da fase internacional receberão um diploma comprovando sua participação.

Critérios de Avaliação

Professores e alunos de cada dupla desenvolvem seus projetos em um blog explicitando um trabalho de investigação que deve consistir em:

  • explicação do processo no blog conjuntamente com os links à informação encontrada;
  • sua ilustração com elementos multimídia que melhorem visualmente o conjunto;
  • a integração de opiniões e pontos de vista que a informação suscitou entre os alunos.

Por isso, os elementos considerados na avaliação serão:

  • Imediatismo
  • Linguagem jornalística

O blog deve ser muito sintético, preferindo o link para a fonte de informação à incorporação desta maneira textual. Um resumo do conteúdo ao que conduz um link inserido é suficiente. A inserção de imagens ajudará a transmitir a mensagem e a assimilar o conteúdo, sem necessidade de muito texto.

  • Envolvimento

Diferentemente de um texto acadêmico, o blog exige a criação de opinião e, no caso de grupo, o contraste de pontos de vista. A expressão de tais pontos de vista diante de um conteúdo linkado a partir do blog será valorizado.

  • Participação

A interação entre os alunos será um elemento de avaliação. Por isso se propõe aos professores que animem seus grupos a visitar os projetos dos demais participantes e a opinar sobre as informações expostas. Trata-se de aproveitar as enormes possibilidades de aprendizagem e de inter-relação que podem oferecer os blogs. Além disso, a quantidade de visitas que recebe um blog é sintoma de sua popularidade.

A criação de oportunidades e freqüência na renovação de informação, bem como a reação diante de acontecimentos do meio ou achados de informação que os autores compartilham com os leitores.

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Professoras premiadas


Chuva de idéias

Conheça os professores e seus projetos vencedores em três importantes prêmios de reconhecimento na área educacional

Por Rosane Storto

Uma idéia na cabeça e uma sala de informática à mão. A professora Luciana Regina Zaniratto, da Escola Municipal Professor Joaquim Candelário, de Jundiaí, na Grande São Paulo, decidiu usar os 12 computadores disponíveis para desenvolver uma atividade que integrasse alfabetização ao desenvolvimento da auto-estima. Batizado de “Alfabetização na Era da Multimídia”, o projeto foi um dos vencedores do Prêmio de Incentivo à Educação Fundamental 2003, da Fundação Bunge e Ministério da Educação.

O prêmio é um dos três mais importantes do país para o reconhecimento de profissionais do ensino público que se destacam no desempenho de suas funções. Há também o Qualidade em Educação Infantil, da Fundação Orsa, e Professor Nota 10, da Fundação Vitor Civita. Todos tiveram seus resultados deste ano divulgados em outubro, mês do professor.

Para despertar em seus alunos da 1a série o interesse pela leitura e escrita, a estratégia da professora Luciana foi aproveitar o fascínio evidente das crianças pelas novas tecnologias, aliado a um personagem muito presente no imaginário dessa faixa etária: os monstros. Segundo a professora, qualquer atividade na sala de Informática vai além do simples manuseio de softwares. “Queria interligar o trabalho na sala de informática com o desenvolvido em sala de aula”, conta.

A partir da leitura dos livros infantis “Pequeno Manual de Monstros Caseiros” e “Mais Um Pequeno Manual de Monstros Caseiros”, de Stanislav Marijanovic, Luciana pediu à turma para inventar novos monstrinhos. Estava dada a largada para os pequenos abusarem da criatividade para produzir textos e ilustrações. Todo o trabalho foi realizado na sala de informática e resultou no livro digital “Os Monstros”, criado com o auxílio do software Pix Kids, que permite a confecção de desenhos, bordas, trilha sonora e gravação. “Nosso livro pode ser visto, lido e ouvido”, observa.

De acordo com a professora, o projeto tornou a aprendizagem mais eficaz. “Além de todo o resultado positivo com a alfabetização, trabalhamos também a questão da auto-estima, pois as crianças passaram a ser produtoras do seu conhecimento”, explica. A premiação ao projeto fez com que colegas da escola se sentissem mais estimulados a aproveitar mais a sala de informática. Além de Luciana, outros 22 professores de diversas estados receberam o prêmio.

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Professor digital

 

 

Professor na Era Digital

 

Internautas do EducaRede expressam suas opiniões na Semana do Professor

 

O que pensam os professores sobre a sua profissão? E sobre a relação entre Educação e Tecnologia em uma sociedade cada vez mais marcada pelos avanços tecnológicos?

 

Como não dá pra saber o que pensam todos os educadores brasileiros, o EducaRede realizou um levantamento dos internautas que mais utilizam o Portal com seus alunos. E enviou a eles um questionário para que pudessem expressar suas idéias na semana do Dia do Professor.

 

Em comum, Luzenário, Helena e Denilson acreditam no uso pedagógico da Internet, e por essa razão valorizam a rede mundial de computadores em suas aulas. O EducaRede tem o prazer de fazer parte da vida deles diariamente (Denilson e Luzenário) ou semanalmente (Helena). “O EducaRede nos permite trocar experiências com outros colegas e discutir temas atuais; e isso contribui para a nossa formação”, afirma Luzenário. A formação continuada é uma das principais preocupações deste professor.

 

Confira um pouco do que pensam esses professores/internautas:

 

Luzenário Cruz é professor de Matemática do Ciclo II, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Dona Chiquinha Rodrigues, em São Paulo. E-mail: luzcruz@terra.com.br

 

Que dificuldades você enfrenta como professor?
Além das salariais (sem discussão) e das péssimas condições de trabalho (dentre elas, um número muito grande de alunos por sala de aula) há a falta de uma política de formação continuada, particularmente, aquela que tem como lócus privilegiado a própria escola.

 

Quais os benefícios de ser um professor?
São poucos e a cada administração eleita, tira-se um pouco mais. Entretanto, o maior benefício é a convivência com as novas gerações. É por isso que nós professores não envelhecemos.

 

Você recomendaria a sua profissão aos jovens que ainda não se decidiram? Por quê?
Após três décadas em sala de aula, confesso que cada dia fica mais difícil recomendar aos nossos jovens a nossa profissão. Tive por vários anos a honra de ministrar aulas para futuros professores, na antiga Habilitação Específica para o Magistério, e é com pesar que observo que poucas dessas ex-alunas abraçaram o Magistério como carreira. As novas gerações cresceram ouvindo as dificuldades e as mazelas dos ossos do nosso ofício e cada vez menos se interessam pela nossa profissão.

 

Você usa a Internet com seus alunos, em suas aulas? De que forma?
Sim, através de pesquisas ou da troca de mensagens. A última atividade realizada com os alunos foi uma pesquisa sobre Tales de Mitelo ( 1ª parte). Além da pesquisa, os alunos deveriam responder algumas questões e enviaram-me, através de e-mail, para correção.

 

Na sua opinião, o que a Internet pode representar para o ensino formal quando o seu uso pedagógico estiver mais difundido?
Uma verdadeira revolução. Entretanto, isso só será possível se os professores forem capacitados para trabalharem essas novas tecnologias de informação. Ademais, a relação aluno x professor será revista porque as novas gerações parecem ter pleno dominio dessas novas tecnologias. Confesso que, durante a minha experiência trabalhando com os alunos no Laboratório de Informática Educativa, tenho aprendido muito sobre informática com eles.

 

Que mensagem você gostaria de dar aos colegas no Dia dos Professores?
Professor, Professora: Ouse!!!!!!!!! Sua ousadia, faz toda diferença!!!!! Acredite nisso e esteja sempre atento às seguintes competências: gostar do que faz e cumprir seu dever; ter comprometimento, competência, responsabilidade, dedicação e empenho; aplicar novos métodos de ensino; ter criatividade; incentivar o aluno; mostrar a importância de sua matéria em relação às outras; saber o conteúdo; ter formação atualizada e boa didática; ajudar o aluno a desenvolver habilidades e preparar-se para o mercado; fazer orientação profissional.

 


 

Helena Damelio dá aulas de Informática na Educação para professores dos Ensinos Fundamental e Médio da rede estadual de São Paulo, dentro do programa Teia do Saber. E-mail: heldamelio@aol.com

Quais os benefícios de ser um professor?
Contribuir com o desenvolvimento do ser humano através do ensino é um privilégio.

 

Você recomendaria a sua profissão aos jovens que ainda não se decidiram? Por quê?
Sim. Atuo também em outras áreas, voltadas à tecnologia, mas ensinar me permite estar em situação constante de aprendizado e crescimento. Ensinar a aprender é gratificante e a área de ensino permite este investimento contínuo em aprendizado.

 

Você usa a Internet com seus alunos, em suas aulas? De que forma?
Estas aulas de informática acontecem em laboratório com acesso à Internet, com o uso de ferramentas de e-mail, chat, blog, e com navegação em sites e bibliotecas com conteúdo educacional.

 

Na sua opinião, o que a Internet pode representar para o ensino formal quando o seu uso pedagógico estiver mais difundido?
Trata-se de uma ferramenta de pesquisa, de comunicação sem fronteiras geográficas e de produção de conteúdo por professores e alunos. A seleção do bom conteúdo tem que ser levada a sério, pois, num mundo cada vez mais povoado de informações, a qualidade é cada vez mais importante. E é exatamente por isso que também acho necessário começar a educar os alunos para que produzam bom conteúdo que possa ser compartilhado em rede, com o uso de blogs, por exemplo. Mas a situação ainda é meio utópica. No projeto Teia do Saber, muitos dos professores relatam que não conseguem usar os computadores de suas escolas, que ficam trancados numa sala, ou quebram e seu reparo não é feito. Ou, mesmo quando são usados, nem todos os alunos podem participar, os computadores ficam restritos a alguns programas educacionais. Enfim, mesmo quando as escolas estão equipadas, sinto que falta melhor administração deste recurso para que professores e alunos se beneficiem dele.

 

Que mensagem você gostaria de dar aos colegas no Dia dos Professores?
Professores são figuras marcantes em nossas vidas. Muito do que sou hoje se deve a meus professores. Meu interesse pela pesquisa deve-se ao incentivo que tive deles ao longo da vida. Os professores a quem dou aula me ensinam muito também. A todos estes profissionais que passaram e passam pela minha vida, muito obrigada! E a todos nós, professores, muita luz nesta teia do saber.

 


 

Denilson Rodrigues de Oliveira é professor de Matemática em Camapuã, Mato Grosso do Sul. Atualmente, trabalha na sala de informática da Escola Estadual Miguel Sutil e da Escola Municipal Eurico Gaspar Dutra com alunos do Ensino Fundamental de 1ª a 8ª séries. E-mail: profdoti@uol.com.br

 

Quais os benefícios de ser um professor?
Ser reconhecido em todos os lugares como professor e ser ídolo de crianças que se espelham na gente para um futuro melhor.

Que dificuldades você enfrenta como professor?
A dificuldade de aprendizagem, a indisciplina e a falta de responsabilidade da família para com a criança.

 

Você recomendaria a sua profissão aos jovens que ainda não se decidiram? Por quê?
Sim, a profissão professor/educador é maravilhosa e há uma carência muito grande principalmente na área de Exatas. Espero que num futuro bem próximo sejamos mais valorizados.

 

Você usa a Internet com seus alunos, em suas aulas? De que forma?
Uso com jogos educativos para as séries iniciais do Ensino Fundamental (www.estadinho.com.br, www.monica.com.br, www.duende.com.br, www.meninomaluquinho.com.br), pesquisas (www.google.com.br) e bate-papos do EducaRede, jornais locais (www.correiodoestado.com.br) para uma leitura diária e revistas Veja, Isto É entre outras.

 

Na sua opinião, o que a Internet pode representar para o ensino formal quando o seu uso pedagógico estiver mais difundido?
Muita coisa. A Internet possui inúmeros recursos que podem ser explorados a qualquer momento, em qualquer série.

 

Que mensagem você gostaria de dar aos colegas no Dia dos Professores?
Caros colegas educadores, a nossa luta é contínua e árdua, mas fazemos parte da profissão mais importante do mundo. Um dia, seremos reconhecidos e valorizados como merecemos.

 
(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)