Visita virtual ao zoológico

Disciplina: Biologia
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Seres vivos e os ambientes em que vivem
Tipo: Sites
Grandes zoológicos, em todo o mundo, possuem sites que permitem visitas virtuais, nas quais os alunos podem conhecer diversas espécies animais. O do Zoológico de São Paulo   permite aos visitantes conhecer vários de seus animais.

As principais informações nele contidas são:

  • origem dos animais;
  • regiões em que vivem;
  • hábitos alimentares;
  • cuidados com animais ameaçados de extinção;
  • outras curiosidades.

Após uma primeira visita para conhecer o site e observar como ele está organizado, cada aluno escolhe um animal sobre o qual realizará uma pesquisa mais detalhada. Dependendo do nível dos alunos, é importante fornecer um roteiro para esse trabalho. Por exemplo:

  • nome popular;
  • nome científico;
  • local de origem (no Brasil ou no mundo);
  • hábitos alimentares;
  • outras informações de acordo com o plano do professor ou que o aluno considerar interessantes.

Em função dessa pesquisa, cada aluno prepara um cartaz com os dados, desenho e foto do animal. Para finalizar, organiza-se um painel de cartazes na classe. No painel, cada aluno fixa seu cartaz na parede e dá uma olhada geral para conhecer os animais dos cartazes dos colegas.

Essa é a forma mais simples de utilizar a visita virtual ao zoológico, e pode ser feita com alunos de 1ª a 4ª séries. Com alunos de 5ª a 8ª, é possível introduzir outras discussões, como por exemplo:

  • Que cuidados o zoológico precisa ter para manter vivo determinado animal, considerando o tipo de ambiente no qual ele vive na natureza?
  • Como é o recinto em que vivem as cobras, ou os mamíferos de grande porte como o elefante, o hipopótamo ou a girafa?

Com esse tipo de abordagem, o professor pode fazer uma discussão sobre o conceito de adaptação. Uma boa pergunta é:

  • Podemos colocar pingüins em um cercado a céu aberto? Por quê?

Se a atividade for realizada com alunos de Ensino Médio, outras discussões podem ser feitas, como por exemplo:

  • Quais são as características do ecossistema no qual determinado animal vive originalmente?

Neste caso, as pesquisas podem ser aprofundadas por meio da própria Internet. Utilizando um site de busca e digitando o nome científico do animal, muitas informações a respeito podem ser obtidas.

Finalmente, os alunos podem também escrever para os produtores do site (no item “Fale Conosco”) comentando o que acharam da visita e fazendo sugestões.

Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Vendo o mundo com outros olhos

Disciplina: Biologia
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Genética, probabilidade
Tipo: Materiais didáticos

Objetivo:

  • Estimular a percepção dos alunos com relação aos conceitos biológicos envolvidos em situação cotidiana e entender casos especiais de genes recessivos ligados ao sexo, que são situados em região especial apenas do cromossomo X.
  • Relacionar características fenotípicas e genotípicas dos indivíduos.
  • Calcular probabilidades não apenas de indivíduos daltônicos, mas as demais probabilidades reais envolvidas, principalmente as que são ligadas ao sexo como a hemofilia.
  • Comparar com os colegas a diversidade de casos que envolvem esses conceitos de genética e probabilidade.

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Texto Original: Rived

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Sexo ou não

Disciplina: Biologia
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Biologia geral, ética, população, seres vivos
Tipo: Materiais didáticos

Objetivo:  Reconhecer o modo de atuação de alguns métodos anticoncepcionais; emitir julgamentos sobre alguns métodos anticoncepcionais; relacionar a biologia do espermatozóide e do óvulo aos métodos anticoncepcionais; construir quadros-resumo.

Pré-Requisito: Não é necessário.

Autoria: Miguel Thompson, Rodrigo Venturoso, Anna Christina de Azevedo Nascimento, Wellington Moura Maciel, Diogo Pontual, Juliana Rangel, Silvana Nietske, Kleber Sales – SEED/MEC

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Texto Original: Rived

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Semelhanças e Diferenças

Disciplina: Biologia
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Biologia geral, evolução, zoologia
Tipo: Materiais didáticos

Objetivo:  Sistematizar o conhecimento sobre os animais de modo que o aluno possa identificar padrões no mundo natural; propor hipóteses filogenéticas; associar o surgimento de características morfo-funcionais com a história evolutiva do grupo.

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Texto Original: Rived

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Regulação da Liberação dos Hormônios Sexuais Masculinos

Disciplina: Biologia
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Sexualidade
Tipo: Materiais didáticos

Objetivo:

  • Relacionar os conceitos apresentados com a temática em estudo e os conhecimentos anteriores.
  • Identificar o funcionamento dos hormônios sexuais masculinos e sua importância.
  • Construir um conceito a partir do objeto, das leituras complementares e outras aprendizagens.
  • Conhecer e aplicar o conhecimento construído em outras situações.
  • Possibilitar novas pesquisas acerca do conteúdo regulação da liberação dos hormônios sexuais masculinos.

Pré-Requisito: Conceito geral sobre hormônios sexuais.

Observações: Para a construção dos mapas conceituais, sugere-se o uso do software livre cmap-tools. O software foi desenvolvido pelo Institute for Human and Machine Cognition (IHMC) da West Flórida University. Esse software trabalha com a construção de mapas conceituais, formando um organograma de idéias com um conjunto de substantivos interrelacionados. Os grandes conceitos aparecem dentro de caixas? que podem ser linkadas com imagens ou outros mapas? enquanto as relações entre eles são feitas por frases e verbos de ligação.

Autoria: Graziela Fátima Giacomazzo Nicoleit coordenadora; Guilherme Pereira de Souza; Thiago Goulart Rezende – Universidade do Extremo Sul Catarinense/UNESC

Tipo de Atividade: Observação, exploração e análise.

Avaliação da Atividade: A avaliação deve ser processual, portanto o professor deve observar e registrar os avanços e as dúvidas dos alunos durante toda a atividade. Dessa forma, para um feedback da atividade, esses registros serão revistos com os estudantes. É importante, para a realização do estudo, sistematizar as conclusões e as opiniões do grupo. As sínteses poderão ser apresentadas em mapas conceituais construídos em grupo e ou individualmente. Essa representação mostrará a construção lógica conceitual dos estudantes.
Contexto da Atividade: Essa atividade deve acontecer em no mínimo três momentos distintos. O primeiro em sala de aula para a introdução da atividade. O segundo em laboratório de informática para o uso e aplicação do objeto de aprendizagem. O terceiro para a avaliação e a construção do conceito final pelo aluno.

Tempo Previsto para Atividade: Três aulas, de no mínimo 50 minutos cada. Esse tempo pode ser aumentado conforme planejamento do professor que irá trabalhar o objeto.

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Texto Original: Rived

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Quão grande é?

Disciplina: Biologia
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Anatomia, biodiversidade, biologia geral, microbiologia, população, seres vivos, zoologia
Tipo: Materiais didáticos

Objetivo:  A partir do sistema métrico, os alunos devem imaginar e comparar o tamanho relativo de diferentes microorganismos, relacionando-os ao tamanho dos seres humanos e de algumas de suas células. Analisar qualitativamente dados quantitativos representados gráfica ou algebricamente, relacionados a contextos sócio-econômicos, científicos ou cotidianos. Descrever processos e características do ambiente ou de seres vivos, observados em microscópio ou a olho nu.

Pré-Requisito: Conhecimento do sistema métrico até o nível de milímetros.

Observações: O trabalho com proporções e escalas é fundamental para estimular abstrações necessárias para que o aluno possa desenvolver conceitos relacionados aos microorganismos.

Autoria: Miguel Thompson, Rodrigo Venturoso, Anna Christina de Azevedo Nascimento, Wellington Moura Maciel, Diogo Pontual, Juliana Rangel, Silvana Nietske, Danilson de Carvalho – SEED/MEC

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Texto Original: Rived

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Quanto de água as plantas consomem?

Disciplina: Biologia
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Botânica, ecologia
Tipo: Metodologias

A água é um elemento essencial a qualquer ser vivo. Nas plantas, ela é indispensável para o funcionamento de todo metabolismo. A seiva bruta (água e sais minerais), por exemplo, é transportada da raiz às folhas de forma contínua, graças a uma característica particular da água, que é a coesão entre suas moléculas.

Segundo a teoria da Tensão-Coesão, o transporte da seiva bruta das plantas se dá devido à coesão das moléculas de água dentro dos finíssimos vasos xilemáticos (que são constituídos de células sobrepostas, formando colunas ininterruptas entre as raízes e as folhas, favorecendo o transporte de seiva bruta pela planta), e à tensão gerada pela perda de água em função da transpiração. Dessa forma, a perda de água pelas folhas promove a absorção de água pelas raízes.

Quanto de água uma planta consome?

Essa questão pode ser trabalhada com os alunos de uma forma experimental, na qual é possível avaliar esse consumo em diferentes condições.

A classe deve ser organizada em grupos de três alunos, e cada trio monta um experimento próprio. O trio é importante para que as medições possam ser realizadas mais de uma vez por dia, a partir de um cronograma elaborado pelos componentes do grupo.

Material necessário:

  • Ramos de 15 a 20 centímetros de plantas ornamentais, como hibisco, fícus, unha-de-gato, entre outras.
  • Seringas plásticas de 10 ou 20 mililitros, com êmbolo.
  • Água de torneira.
  • Estante ou suporte para manter as seringas em posição vertical.
  • Vaselina sólida, graxa ou goma de mascar.Como fazer:
  • Retirar as folhas da base do ramo, deixando apenas quatro ou seis folhas na extremidade oposta. As folhas devem ser retiradas com cuidado, para não lesar o caule.
  • Introduzir o caule pelo orifício da seringa (o comprimento do caule deve ser um pouco menor que o da seringa).
  • Vedar o orifício da seringa com vaselina, graxa ou goma de mascar, para que não haja perda de água.
  • Colocar água na seringa, deixando um espaço de cerca de dois centímetros para colocar o êmbolo.
  • Escrever em um caderno de registro qual o volume original de água, para posterior acompanhamento.
  • Colocar o êmbolo e manter a planta em local iluminado, porém não exposta diretamente ao sol.

Durante três ou quatro dias, os alunos devem medir o consumo de água da planta. Isso é possível observando-se a diferença entre o volume original de água no interior da seringa, registrado logo após a montagem do experimento, e os volumes medidos em dias sucessivos.

Após essa experiência inicial, os alunos podem testar o efeito da luz sobre o consumo de água pela planta, comparando o consumo de diversos ramos mantidos em locais com diferentes intensidades luminosas.

É possível alterar a intensidade de luz que incide sobre a planta colocando-a em locais que recebam mais ou menos luz. Podem-se experimentar variações no tipo de luz que as plantas recebem, colocando-as em uma caixa de sapato sem tampa e sem fundo, recoberta com papel celofane de diferentes cores, como vermelho, azul, verde e amarelo. Alguns alunos podem cobrir suas plantas com um saco plástico transparente, deixando-a nas mesmas condições originais de iluminação.

Todos os alunos devem medir e registrar o consumo de água e comparar com o consumo original, acompanhando o experimento por, aproximadamente, uma semana. Sempre que necessário, o volume de água da seringa deve ser completado, para que a planta não seque.

Os registros devem ser feitos a partir de um padrão preestabelecido com a classe. Pode-se organizar uma tabela, na qual os resultados sejam facilmente compartilhados entre os diferentes grupos. Além de padronizar o registro, é importante também padronizar a planta a ser utilizada, o número de folhas e a aparência do ramo.

Os alunos podem comparar os resultados e elaborar hipóteses para explicar as diferenças no consumo observadas nas diversas condições.

Por último, o professor pode pedir a elaboração e a realização de experimentos que testem tais hipóteses. Por exemplo, caso surja a hipótese de que a luz estimula a transpiração, os alunos podem montar uma seringa com uma planta que é deixada por um dia em condições de baixa luminosidade e outra sob alta intensidade de luz. Em cada situação, as medidas de consumo devem ser tomadas pelo menos quatro vezes.

Texto original: Paulo Roberto da Cunha
Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Preparando um jogo ecológico

Disciplina: Biologia
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Ecologia
Tipo: Jogos

Uma maneira lúdica de trabalhar e sedimentar os conceitos de ecologia, relacionados à dinâmica de populações, interações ecológicas e teia alimentar, é propor aos alunos a elaboração de um jogo de cartas sobre a dinâmica de populações. É importante que os alunos já tenham trabalhado esses conceitos e a caracterização de teia alimentar.

A partir de um esquema de teia alimentar (ver Cadeia alimentar), os alunos podem deduzir diferentes relações que ocorrem entre os organismos vivos:

  • O que serve de alimento a cada organismo?
  • Quem se alimenta de quem?Depois de dividir a classe em grupos de quatro ou cinco alunos, o professor pode indicar diferentes teias aos diversos grupos. Dessa forma, haverá maior variedade de jogos na classe.Para organizar melhor as informações, cada componente do grupo deve encarregar-se de uma determinada população: de onças, quatis, macacos, gambás, cobras ou aves. A seguir, os alunos podem propor eventos naturais ou situações de interferência humana que influenciam na teia alimentar, por exemplo:
  • Houve uma caçada na região e muitas onças morreram.
  • Um inverno rigoroso prejudicou a formação de frutos.
  • Uma seca prolongada diminuiu o suprimento de água da região.
  • Novas cobras vieram para a região.
  • Surgiu um novo vírus que causa graves debilidades em aves e répteis.
  • Emigração de aves devido à baixa disponibilidade de alimentos.
  • Imigração de onças para a região.
  • Um período prolongado de chuvas e temperatura elevada proporcionou maior desenvolvimento das plantas.
  • Instalação de uma fábrica em local próximo à região, liberando substâncias que contaminam a água.

Para cada evento ou situação, os alunos devem analisar em grupo as conseqüências para as diferentes populações. Essa análise pode ser sistematizada de forma simbólica, utilizando-se o sinal “+” para indicar as situações que beneficiam o crescimento da população analisada e o sinal “—” para simbolizar eventos que conduzem à diminuição dessa população.

O tamanho de uma população depende de quatro fatores determinantes: natalidade, mortalidade, imigração e emigração. A natalidade e a imigração contribuem para o crescimento da população, enquanto que a mortalidade e a emigração contribuem para a sua diminuição.

Após analisarem o efeito de cada um dos diferentes eventos ou situações, os alunos podem construir um conjunto de cartas em cartolina ou papel-cartão previamente cortado. Nas cartas devem constar os eventos naturais ou situações descritas pelo grupo e suas conseqüências para cada uma das populações (ver exemplo).

Para jogar, cada jogador assume o papel de uma das populações, o que pode ser decidido por meio de sorteio. A seguir, sorteia-se uma carta, que deve ser analisada pelo grupo em termos das conseqüências que a situação traz a cada população. Os jogadores que representam populações que tendem a aumentar ganham pontos; os que representam populações que tendem a diminuir, perdem pontos. Em alguns casos, todos ganham ou todos perdem.

É importante que os alunos elaborem cerca de 25 cartas por jogo. Durante o jogo, devem ser sorteadas pelo menos dez cartas, para que os alunos possam avaliar a dinâmica de suas populações. Cada aluno deve registrar em uma tabela as variações que ocorrem na população que representa (ver exemplo).

Ganha o jogo o aluno que representar a população que teve maior tendência ao crescimento. Em caso de empate, ganha o jogador que obtiver a população mais estável ao longo do jogo (uma população estável é aquela que não oscila muito).

Depois de jogarem seus próprios jogos, os alunos podem experimentar os jogos dos colegas, entrando em contato com outras cadeias alimentares e situações diversas. O professor poderá finalizar a atividade colocando na lousa um quadro comparativo entre as populações de uma das teias alimentares, mostrando como todas as populações sofrem interferência direta ou indireta em decorrência de eventos naturais ou da ação humana.

Pode-se comparar, também, a dinâmica das diferentes populações ao longo das gerações, chamando a atenção para as oscilações populacionais e os fatores que limitam o crescimento populacional.

Texto original: Paulo Roberto da Cunha
Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Preciso de oxigênio

Disciplina: Biologia
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Anatomia, biologia geral, microbiologia, seres vivos
Tipo: Materiais didáticos

Objetivo:  Reconhecer que os microorganismos tem importante função ambiental; interpretar e criticar resultados a partir de experimentos e demonstrações.

Pré-Requisito: Não há.

Observações: Essa atividade visa ressaltar que os microorganismos também trazem benefícios ao ambiente e que a vida no planeta não existiria como é hoje sem a ação desses.

Autoria: Miguel Thompson, Rodrigo Venturoso, Anna Christina de Azevedo Nascimento, Wellington Moura Maciel, Diogo Pontual, Juliana Rangel, Silvana Nietske, Danilson de Carvalho – SEED/MEC

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Texto Original: Rived

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Origem e evolução da vida em 100 m de linha do tempo

Disciplina: Biologia
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Formação da Terra, origem e evolução da vida
Tipo: Metodologias

Um projeto é uma seqüência de atividades organizadas com o propósito de resolver um problema. Em sala de aula, a criação, o planejamento e a implementação de um projeto pode ser uma forma interessante de promover aprendizagens significativas.

A construção de uma linha do tempo gigante pode ser tema de um projeto e envolver os alunos nos estudos sobre a origem da Terra, da vida e de sua evolução no planeta. A idéia básica é propor a construção de uma linha do tempo de 100 m de comprimento, montada como um varal no pátio da escola.

Ao considerar que a origem da Terra foi há 4,6 bilhões de anos, podemos construir uma linha do tempo que se inicie na data 5 bilhões de anos a.p. (antes do presente). Se vamos representar 5 bilhões de anos em 100 m, são 50 milhões de anos transcorridos a cada metro de linha do tempo.

Os alunos são convidados a pesquisar, em livros de Biologia e na Internet, o que os biólogos dizem a respeito do surgimento e da evolução dos seres vivos na Terra. A tabela abaixo (AMABIS e MARTHO, 2001) apresenta um resumo das principais informações. A partir delas, os alunos podem procurar outros dados e detalhes interessantes, que possam tornar a linha do tempo atrativa para quem a veja.

Evento
Ocorrido há aproximadamente
(em anos)

Primeiras evidências de seres vivos

3,5 bilhões

Origem da fotossíntese

2,5 bilhões
Origem dos seres eucarióticos
2 bilhões
Abundância de fósseis (“explosão cambriana”)
570 milhões
Origem das plantas de terra firme
438 milhões
Origem dos anfíbios
408 milhões
Origem dos répteis
360 milhões
Origem dos dinossauros e dos mamíferos
245 milhões
Extinção dos dinossauros e início da expansão dos mamíferos
66 milhões
Origem dos primatas
55 milhões
Ancestral comum de pongídeos e hominídeos
8 milhões
Primeiros hominídeos
2 milhões
Origem da espécie humana moderna
150 mil

O primeiro desafio que se apresenta aos alunos, a partir da apresentação dessa tabela, é fazer sua leitura. É interessante que o professor vá questionando sobre os termos novos da tabela e observando quais os alunos conhecem e quais não. A partir dessa observação, pode apresentar alguns conceitos aos alunos, ou sugerir uma consulta a dicionários, enciclopédias, livros de Biologia ou outras fontes.

Uma vez compreendida a tabela, pode-se lançar aos alunos o desafio de organizar esses acontecimentos em uma linha do tempo para ser divulgada e compartilhada com as demais classes da escola. Para isso, é importante, então, desenvolver a pesquisa sobre a origem e a evolução dos seres vivos, para acrescentar informações à tabela acima e construir a linha do tempo. Os alunos podem se organizar em duplas ou trios para pesquisar sobre cada um dos intervalos citados na tabela.

A primeira equipe pode ficar com o intervalo que vai de 3,5 bilhões de anos (primeiras evidências de seres vivos) até 2,5 bilhões de anos (origem da fotossíntese); a segunda fica com o intervalo de 2,5 bilhões até 2 bilhões (origem dos seres eucarióticos); a terceira equipe responsabiliza-se pelo intervalo que vai de 2 bilhões de anos até 570 milhões de anos, e assim por diante.

A idéia é produzir alguns cartazes que representem os eventos mais importantes de cada intervalo e, depois, colocá-los na linha do tempo de 100 m, construída no pátio ou na quadra da escola. Incentive os alunos a fazer cartazes com informações interessantes, escritas com letras grandes, fáceis de ler e sempre com uma ilustração. No cartaz, deve sempre estar escrita a data a que se refere o evento mencionado. Se for possível, os alunos podem utilizar a informática para auxiliar a produzir esses cartazes.

Para a instalação da linha, o melhor é escolher um local onde se possa esticar um fio com 50 m, que sustentará os cartazes componentes da linha. Neste caso, a linha do tempo seria composta por dois varais, totalizando 100 m. Se a máxima distância possível para esticar o fio for de 25 m, a linha do tempo terá quatro varais. Para marcar a escala temporal, os alunos fazem um conjunto de placas (uma folha sulfite, por exemplo) e colocam as datas, com intervalos de 100 milhões de anos (uma a cada dois metros, portanto), a partir da origem dos seres vivos (3,5 bilhões de anos). Na linha, a primeira placa seria a de 5 bilhões de anos; a segunda, a de 4 bilhões; e a terceira, a de 3,5 bilhões de anos. A partir daí viriam as placas “3,4 bilhões”; “3,3 bilhões” e assim por diante, até a placa “dias atuais”.

Uma vez o fio instalado e datado, as equipes que fizeram os cartazes podem fixá-los no local adequado.

Algumas problematizações podem ser feitas pelo professor enquanto os cartazes que comporão a linha estão sendo construídos:

  • Identificar os intervalos mais vazios.
  • Discutir por que isso ocorre.
  • Comparar tempo transcorrido entre o primeiro ser vivo e os primeiros animais.
  • Comparar o tempo transcorrido entre os primeiros animais e os primeiros seres humanos modernos.

Se for do interesse dos alunos, poderá haver também uma equipe para pesquisar a evolução humana em particular.

Essa idéia de construir uma linha do tempo gigante pode ser utilizada com outros temas como a origem e a evolução do universo, a história da humanidade ou a história do Brasil.

Fonte:
AMABIS & MARTHO. Guia de apoio didático para os três volumes da obra Conceitos de Biologia. São Paulo: Moderna, 2001, p. 206.

Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)