Representações humanas

Disciplina: Arte – Educação Artística
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Retratos e auto-retratos
Tipo: Metodologias

O trabalho com as artes visuais na escola tem sempre como um dos objetivos fortalecer a expressão dos indivíduos por meio da linguagem visual. No Ensino Médio, momento de busca permanente pela própria identidade, isso pode se dar em diálogo com os trabalhos dos artistas.

Para que essa atividade seja bem desenvolvida em sala de aula serão necessárias três ou quatro aulas. Na primeira delas, converse com os alunos a respeito dessa proposta e, em seguida, deixe que eles escolham entre realizar uma pesquisa no site do Museu de Arte de São Paulo ou visitar o museu. No site há diversas imagens de obras de artistas, além de informações sobre o funcionamento do Museu.

Nessa pesquisa, eles devem procurar observar imagens de rostos de figuras humanas, de diferentes períodos da História da Arte, tentando identificar:

As singularidades.
As maneiras com que foram pintados.
Os tamanhos.
As formas.
As linhas.
Os traços do artista.
As marcas das pinceladas.
As cores utilizadas.
A luz e a sombra.
Os sentimentos expressados.

Converse com os alunos olhando algumas das imagens pesquisadas e observe detalhadamente como cada artista faz o rosto humano na sua pintura. O Masp tem, por exemplo, vários retratos do artista Modigliani considerados de excelente qualidade e de singular estilo.

Repare com eles como a maneira de construir um rosto vai mudando no tempo, compare as imagens, suas semelhanças e diferenças. Converse discutindo em quais pinturas aparecem mais detalhes; quais são mais simplificadas; se os rostos aparecem de frente, de perfil ou de cima; quais cores e tons o artista utilizou; como é a pincelada nessas pinturas e que efeito ela provoca; como o artista fez para expressar sentimentos; se usou a cor, a pincelada, o desenho do rosto, enfim, explore ao máximo as maneiras de que os artistas se utilizam para pintar um retrato.

Você pode escolher três ou quatro imagens para realizar uma comparação mais detalhada (se tiver mais tempo, faça esse trabalho em grupos pequenos). Dê preferência para imagens de diferentes períodos da História da Arte. Conclua essas observações pedindo que cada aluno escolha uma imagem de sua preferência justificando a escolha.

Para a aula seguinte peça aos alunos que tragam um pequeno espelho.

No início dessa aula, em uma conversa inicial com seus alunos, retome o que eles descobriram na aula anterior sobre as diferentes maneiras que os artistas utilizam para representar o rosto humano e o que os impressionou mais.

A seguir, proponha a construção de um auto-retrato, mas não se esqueça de fazer os comentários necessários sobre esta forma de expressão. Quando um artista realiza seu auto-retrato, ele pode utilizar tanto um espelho quanto a sua boa memória visual.

Explique aos alunos que a proposta da aula é que eles façam o auto-retrato a fim de aguçar ainda mais a percepção. Para isso eles devem observar atentamente o próprio rosto no espelho por alguns minutos. Estimule uma observação criteriosa do rosto, faça com que descubram as linhas, as formas, as cores, o formato externo, os detalhes, a luz e a sombra. Depois dessa observação, peça para que iniciem o desenho do auto-retrato em tamanho bem grande.

Realizado o desenho (talvez você precise de mais uma aula para que iniciem a pintura), relembre com eles os artistas pesquisados e as características de suas pinturas (pinceladas mais detalhadas ou soltas, cores mais vibrantes ou apagadas etc.); se necessário, volte a olhar as imagens pesquisadas para que possam observar as diferentes maneiras de pintar. Proponha a cada aluno escolher uma maneira de pintar semelhante a um dos artistas pesquisados e a realizar, assim, a pintura do auto-retrato.

Na terceira aula, com os trabalhos finalizados, as duplas analisarão o material produzido, comentando o que chamou mais a atenção e as possíveis relações e interferências nos desenhos realizados por eles das obras de arte pesquisadas.

Se os alunos concordarem, organize uma exposição dos trabalhos e deixe que eles escolham o local onde será feita a exposição. Se isto acontecer, não se esqueça de identificar as obras com o nome do autor e outras informações que julgarem adequadas, assim como prepará-las para serem expostas (por exemplo, apoio ou moldura de cartolina preta, uso de plástico transparente etc.) Também é importante, para finalizar a atividade, conversar com eles sobre todo o processo e o resultado final que, seguramente serão gratificantes.

Para saber mais:
Artistas que realizaram muitos auto-retratos e retratos: Modigliani, Francis Bacon, Rembrandt, Vincent Van Gogh, Mondigliani entre outros.

Texto original: Lelê Ancona
Consultoria pedagógica: Anamélia Bueno Buoro
Edição: Equipe EducaRede

O site indicado neste texto foi visitado em 26/08/2009

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Proposta de leitura de obra de Juan Gris

Disciplina: Arte – Educação Artística
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Cubismo, vanguardas européias
Tipo: Artes Visuais

A obra do artista plástico espanhol está no Brasil por ocasião da exposição O Cubismo e seus entornos nas coleções da Telefônica, em cartaz na Pinacoteca do Estado de São Paulo, até o dia 02 de novembro de 2009.

Discuta com seus alunos a obra cubista de Juan Gris, a partir da leitura do quadro A janela para as colinas (clique aqui para acessar uma reprodução do quadro), seu contexto histórico e uma proposta poética.

Aspectos formais

Estimule os alunos a olhar a obra, primeiro sem legenda.
Questione quais cores foram utilizadas.
Com relação à composição, a obra está dividida em diferentes planos?
Se sim, quais seriam eles?
Introduza a questão das formas geométricas. Destaque o fato de que elas convivem com formas mais orgânicas na obra. Como esta relação está colocada na obra?

Conteúdos/ Narração

Qual é a temática da obra?
É possível reconhecer os objetos retratados. Há uma hierarquia entre eles?
O espaço em que os objetos estão dispostos também pode ser identificado?
Este momento de exercício é uma boa oportunidade para introduzir uma discussão sobre o gênero natureza-morta na história da arte: como ele surge e como foi usado por outros artistas?
Podemos reconhecer qual período do dia foi retratado. Há algum destaque para essa questão?
É importante, nesse momento, revelar a legenda da obra e falar se o que foi dito antes pode ser reinterpretado à luz do título da obra.
Também é relevante tratar o período em que a obra foi produzida e quais as implicações desta informação.

Informações preliminares para contexto

• Cubismo
O Cubismo, fundado por Picasso em 1907 e desenvolvido por ele e Georges Braque a partir de 1908. Talvez tenha sido a mais influente e duradoura das vertentes da Arte Moderna. A partir de 1909, vários artistas cubistas assumiram a proposta com personalidade própria, numa atuação intensa e versátil, que permaneceu até 1914, período em que participaram de várias exposições em salões da Europa. A partir dessa data, e até meados da década de 1920, a obra de Juan Gris assumiu a referência do Cubismo, que ficou conhecida como “segunda vida” cubista.

• Biografia do artista
Juan Gris: Madri, Espanha, 1887 – Paris, França, 1927
Em sua juventude, Juan Gris, cujo nome de batismo é José Victoriano González-Pérez, estuda na Escola de Artes e Indústrias de Madri. A partir de 1902, atua como ilustrador, colaborando para diversos periódicos, como Blanco y Negro e Madrid Cósmico. Em 1906, realiza as ilustrações para o livro Alma América, do poeta peruano José Santos Chocano. Essa atividade, da qual o artista provê seu sustento ao longo de boa parte de sua carreira, prossegue em Paris, para onde ele se muda no mesmo ano de 1906. Gris desenvolve projetos gráficos vanguardistas em colaboração com escritores e poetas, como Max Jacob e Tristan Tzara. Reside à rue Ravignan, no célebre edifício Bateau Lavoir, onde fervilha o movimento cubista. Nos círculos parisienses, convive com o pintor Daniel Vásquez Díaz, de quem era amigo na Espanha, Georges Braque e Appolinaire. Torna-se amigo do crítico Maurice Raynal.

Em 1908, por intermédio do marchand Daniel-Henry Kahnweiler, conhece Picasso, contato que marca decisivamente sua vida artística e pessoal. A partir de 1912, inicia sua produção cubista. Exibe seus trabalhos na exposição da Section d’Or, com Gleizes, Metzinger e Marcoussis, entre outros, na galeria de Clovis Sagot e no Salon des Indépendants. Sua produção do período combina elementos que ele aprendera com Picasso e Braque a suas próprias inovações. Realiza inicialmente pinturas com tons cinzas e terrosos, mas, a partir de meados da década, o colorido passa a dominar em seus trabalhos, o que o particulariza entre os cubistas.

Outro traço marcante em seu trabalho é o uso da colagem. Em pouco tempo, conquista reconhecimento como pintor e se torna um destacado porta-voz do movimento cubista. Suas pinturas exercem impacto sobre outros artistas da Section d’Or e da Escola de Paris. Em 1921 e 1923, realiza trabalhos para os Balés Russos de Diaghilev. É na década de 1920 que elabora seus mais conhecidos textos sobre o Cubismo, como o artigo sobre seu método criativo dedutivo, publicado na revista alemã Der Querschnitt, em 1923, e a conferência proferida na Universidade de Sorbonne, em 1924, em que expressa suas ideias sobre o Cubismo e sobre a pintura. Morre precocemente, aos 40 anos de idade.

• Histórico da obra A janela para as colinas
A obra foi exposta em 1923 na Galerie Simon de Paris. As repercussões desta exposição, aliada à presença de Juan Gris em publicações teóricas decisivas para a difusão dos ideais do Cubismo, vinham confirmar tanto a sua posição pessoal no movimento moderno seguinte – que diferia do modelo fundador proposto por Picasso e Braque, como a sobrevivência do Cubismo como referência na primeira metade dos anos 1920.

O Cubismo de Gris foi definidor de várias das correntes que surgiram na Europa a partir da década de 1920, como o Futurismo, o Dadaísmo e o Surrealismo.

“Na obra A Janela para as colinas, Gris sintetiza uma série de temas e sugestões que vinha explorando e tratando havia vários anos. Frente à janela aberta, se produz um encontro entre interior e exterior que quer atuar como um amável jogo simbólico: as dicotomias e relações entre o íntimo e o expansivo, entre a arte e a vida, entre a poesia da criação e a poesia da natureza criadora. Mas, enquanto em obras anteriores, interior e exterior se relacionavam até confundirem-se, agora, a presença das cortinas, como em algumas pinturas barrocas, introduz a evidência da pintura como representação. O cenário remete à pintura dos museus. A natureza-morta está realizada em linguagem cubista.”
(Eugenio Carmona, curador da exposição O Cubismo e seus entornos).

Conclusão

As possibilidades para o exercício de leitura de obra não se esgotam aqui. Temos apenas um ponto de partida que pode e deve ser ampliado com as respostas e inquietações trazidas pelos alunos na observação da obra, com futuras pesquisas sobre as vanguardas européias do início do século XX e com outros temas já trabalhados em sala de aula.

O contexto histórico de produção desta obra também pode ser explorado de vários ângulos. Pode-se, por exemplo, pensar a Primeira Guerra Mundial e no impacto que esse fato trouxe para as artes.
Outra abordagem é pensar quais foram as contribuições do Cubismo para a Arte Moderna brasileira, como é o caso da influência na obra de Tarsila do Amaral.

Muito produtivo também é pedir que os alunos busquem nas suas referências de arte quais elementos do Cubismo eles reconhecem e como isso vem sendo reinterpretado ao longo dos anos.

Fontes na internet
http://www.ocubismoeseusentornos.com.br
http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2690
http://www.pinacoteca.org.br
http://www.mac.usp.br/

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Fugindo do estereótipo I – Projeto “Árvore”

Disciplina: Arte – Educação Artística
Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto: Observação e desenho
Tipo: Artes Visuais

Nas produções artísticas de alunos da 4a série são comuns alguns desenhos estereotipados como a casinha, a árvore de maçãs, o “homem palito”, pássaros em forma de um “v”, sol com carinha, entre outros.

O desenho estereotipado se justifica porque as crianças os identificam como aceitos, um tipo de desenho que elas “não erram” ao realizá-lo. Esses desenhos estereotipados, no entanto, acabam por limitar as descobertas visuais e a capacidade de expressão das crianças, reduzindo seu repertório visual e expressivo.

Assim, propor desafios para os alunos desenharem, descobrindo, com o professor, novas maneiras de realizar esses desenhos consagrados amplia o conhecimento e desenvolve a expressão.

Propomos um trabalho, em três aulas, sobre o tema “árvore”, pois é um dos desenhos freqüentemente realizados pelos alunos a partir do estereótipo. Quando solicitados a desenhar uma árvore costumam apresentá-la com copa verde e maçãs vermelhas.

Na primeira aula, converse com os alunos sobre as variedades de árvores que existem, leve-os a perceber que cada tipo de árvore tem formas, linhas, cores, folhas, tamanhos, flores e frutos diferentes. Em seguida, convide-os a dar uma volta no quarteirão da escola ou em algum outro lugar próximo, descobrindo e observando pausadamente as diferentes árvores existentes. Conversem sobre os detalhes, as semelhanças e diferenças entre uma e outra.

Ao observar essas árvores, os alunos podem registrar as observações com rascunhos de desenhos ou anotações descritivas. Se não houver pelo menos duas árvores nas proximidades da escola, passa-se para a etapa seguinte, que é a de observação de árvores em reproduções, fotografias etc.

Se for possível, peça aos alunos que tragam de casa recortes de revistas e jornais, calendários, fotografias ou selos que contenham imagens de árvores para a próxima aula.

Para essa aula, leve reproduções de diferentes épocas com imagens de árvores que mostrem os vários momentos da História da Arte como os antigos egípcios, os artistas japoneses, os africanos, as árvores no Renascimento e na Arte Contemporânea. Pode ser interessante trazer a série de árvores criadas por Mondrian, que pode ser encontrada em livros de arte.

Mostre essas imagens aos alunos e compare-as entre si e com as que os alunos trouxeram; proponha a observação de semelhanças e diferenças entre elas, as diversas cores que existem, quantos tons de verde conseguem identificar, as muitas formas, texturas, tipos de folha, flores, galhos, troncos e as variadas formas que os artistas usam para representar uma árvore.

Cole as imagens que você trouxe no centro de cartolinas grandes e peça que cada aluno escolha uma imagem de árvore que ele trouxe e cole em uma dessas cartolinas, justificando para a classe por que essas imagens devem ficar juntas. Monte, assim, vários painéis que poderão ser colocados nas paredes da sala. Conversem sobre esses painéis e os detalhes que os impressionaram. Procure estimulá-los a perceber que, em Arte, não existem duas árvores iguais, a não ser que usemos um tipo de reprodução para copiar o modelo.

Na aula seguinte, com os painéis expostos, proponha a cada aluno escolher um detalhe de árvore para ser desenhado, como os galhos, as folhas, a forma externa da árvore, a forma dos galhos etc. É interessante que eles utilizem todo o espaço da folha. Depois, organize os desenhos agrupando-os pelos temas desenhados: folhas, galhos, raízes, formatos etc.

Exponha os trabalhos para que todos observem os resultados dos temas tratados que, em geral, são bons, bens diferentes das eternas árvores com maçãs.

Discuta com os alunos sobre a possibilidade de fazer o desenho de um modo novo, que fuja ao lugar comum. Reveja com eles as condições desse trabalho de arte – procurar conhecer o que se vai representar, observar ou mesmo imaginar esse objeto ou situação de um jeito diferente do habitual, buscar novas formas de representá-lo.

Referência
Ticuna. O livro das árvores. Benjamin Constant: Global, 2000.
Programa “Um pé de que?” – Canal Futura, apresentado por Regina Casé.

Texto original: Maria Terezinha Teles Guerra
Consultoria pedagógica: Anamélia Bueno Buoro
Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Estudo de cores

Disciplina: Arte – Educação Artística
Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto: Cores
Tipo: Artes Visuais

As cores utilizadas pelos artistas na pintura de suas obras são um dos elementos da linguagem plástica que, com a linha, a forma e os materiais, constroem os sentidos das obras de arte. Para que as crianças possam perceber a força da cor na obra dos artistas sugerimos aos professores a realização do seguinte trabalho:

Primeira aula

Entregue para cada criança uma cópia em xerox preto-e-branco da obra Paisagem Brasileira, de Lasar Segall.

Os alunos deverão pintá-la com lápis de cor ou giz de cera, colorindo essa imagem da maneira que melhor lhes convier.

Guarde os trabalhos para a aula seguinte.

Segunda aula

Pendure na parede todos os trabalhos dos alunos e junto deles uma cópia colorida da obra “Paisagem Brasileira”, de Lasar Segall.

Peça aos alunos que observem todos os trabalhos do grupo e a obra de arte do artista assinalando:

as que chamam mais atenção e por quê;
se alguém conseguiu pintar igual ao artista;
as cores que o artista utilizou na sua pintura;
se a obra do artista chama mais atenção do que o trabalho dos alunos;
se alguém conseguiu ser tão caprichoso quanto o artista;
se existem, na pintura do artista, cores que se repetem;
onde elas estão e quais são;
o que acontece na pintura de Lasar Segall;
o que os alunos vêem na pintura do artista;
que cor mais aparece nessa pintura.

Ao observar todos os trabalhos e as cores predominantes da pintura do artista, o professor pode mostrar ao grupo outras obras de Segall do período de Paisagem Brasileira e perceber os temas, as cores usadas e tentar descobrir por que as pinturas dessa fase do artista são tão coloridas. Essas informações podem ser obtidas no site do Museu Lasar Segall.

Terceira aula

Para finalizar esse trabalho, que objetiva o conhecimento e o uso de cores, o professor poderá propor aos alunos a pintura da paisagem brasileira por eles imaginada a partir da motivação criada pela obra apresentada. Será que ela é diferente da pintada por Lasar Segall? Por quê?

A sugestão é que os alunos pintem com cores primárias, que você explicará quais são e por que são chamadas assim. Exponha os resultados juntando a eles o xerox colorido da obra do artista.

Outro ponto importante é sistematizar e registrar os conhecimentos adquiridos a respeito do artista e acerca das cores escrevendo sobre o que os alunos aprenderam com esse trabalho. Por fim, decida com os alunos o local ideal para a exposição dos trabalhos.

Texto original: Lelê Ancona
Consultoria pedagógica: Anamélia Bueno Buoro
Edição: Equipe EducaRede

Os sites indicados neste texto foram visitados em 08/05/2003

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Das paredes da caverna aos muros da cidade

Disciplina: Arte – Educação Artística
Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Artes Visuais
Tipo: Filme
Onde encontrar: Videolocadoras

Um dos grandes representantes da arte contemporânea foi Jean Michel Basquiat, cujos grafites nos muros de Nova Iorque ganharam o respeito da crítica e o lançaram no mundo das artes.

Convivemos hoje, nas grandes cidades, com inúmeras dessas manifestações que, embora ilegais, registram pensamentos e sentimentos, assim como os registravam os homens primitivos nas paredes de suas cavernas.

Essa atividade tem como objetivo refletir sobre expressões humanas e alguns registros deixados pelo homem neste planeta. Pela extensão das tarefas propostas, é necessário reservar cerca de quatro aulas para o seu desenvolvimento.

Uma idéia para entender um pouco e discutir sobre a arte contemporânea é assistir com os alunos ao filme “Basquiat, traços de uma vida”, de Julian Schnabel. Após assistir ao filme, o professor comenta com os alunos alguns aspectos que podem ser destacados, tais como:

A vontade que algumas pessoas têm de desenhar, de deixar sua marca;

A cena em que Basquiat, ainda criança, observa com encantamento a tela “Guernica”, do pintor espanhol Pablo Picasso (se os alunos não conhecem Picasso, é importante falar um pouco sobre ele). Essa cena representa o primeiro contato de Basquiat com uma obra de arte. Nesse momento, o professor pode perguntar aos alunos como foi seu primeiro contato com a arte.

As pinturas de Basquiat nas ruas de Nova Iorque (pode-se trazer cópias dessas imagens para a aula ou voltar ao filme);

A ascensão de Basquiat enquanto artista plástico (o filme traz parte de sua biografia, que pode ser complementada por pesquisa em livros de arte contemporânea);

As obras do artista plástico Andy Warhol também podem ser utilizadas, mostrando a ligação ou influência desse artista na vida de Basquiat;

As diferenças entre grafitagem e pichação (ver abaixo indicação de livro complementar), lembrando que ambas são ilegais;

As cores, formas, materiais e recursos utilizados por Basquiat;

Contar aos alunos que algumas obras de Basquiat estiveram expostas em São Paulo, na 23ª Bienal de Artes Plásticas, em 1996.

Depois dessa conversa, o professor pode falar ao grupo sobre a pré-história e a pintura nas cavernas, mostrando imagens dessa época, que podem ser encontradas em livros de Arte e de História.

A seguir, propõe ao grupo a seguinte atividade: diz que agora eles farão como Basquiat, serão grafiteiros com uma “parede” para deixar seu recado.

Preparação da atividade:

1. Montar painéis colando folhas de papel kraft grosso por toda a sala ou pátio, no maior tamanho possível e tentando cobrir todas as paredes.

2. Fornecer tintas e pincéis ao grupo e pedir que deixem no painel algo que gostariam de mostrar a todos que passassem pelas ruas da cidade, especialmente por meio de desenho e de pintura, podendo eventualmente utilizar também palavras.

Para finalizar a atividade, o professor pode fazer um paralelo entre as pinturas das cavernas, feitas pelo homem primitivo, e aquelas que aparecem nos muros da cidade, em pleno terceiro milênio.

Segundo a maioria dos pesquisadores de arte, os desenhos encontrados nas cavernas tinham uma função mágica, ritual. Os animais ali representados estariam aprisionados e, portanto, sua caça estaria garantida.

O que Basquiat e os grafiteiros de hoje pretendem “aprisionar”, mostrar, registrar ou denunciar nos muros das cidades? Todo artista tem uma intenção…

Para aprofundar:
GITAHY, Celso. O que é Graffiti? São Paulo: Brasiliense, 1999; Coleção Primeiros Passos.

Referência:
Basquiat, traços de uma vida, de Julian Schnabel. EUA, 1996, 106 minutos.

O filme traz a biografia do artista plástico Jean Michel Basquiat. Filho de pai haitiano e mãe porto-riquenha, Basquiat revela seu talento como grafiteiro. É assediado por marchands até ser descoberto, em 1981, por Andy Warhol, pai da Pop-Art. A partir daí tem uma ascensão meteórica, tornando-se uma estrela no mundo das artes, até sua morte prematura.

Texto original: Maria Terezinha Teles Guerra
Edição: Equipe EducaRede

Os sites indicados neste texto foram visitados em 18/04/2002

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Composição e formas a partir de Segall

Disciplina: Arte – Educação Artística
Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Leitura de obra de arte
Tipo: Artes Visuais

Para desenvolver esta atividade com os alunos é interessante que você consiga uma boa reprodução da obra “Paisagem brasileira”, de Lasar Segall, em tamanho grande, para que todos possam ver bem a imagem, e outras menores, para eles observarem de perto e interferirem depois.

Mostre a reprodução para seus alunos sem nenhuma informação inicial. Peça para eles observarem a obra com bastante atenção e calma. Estimule-os a perceberem os elementos presentes nessa pintura:

As cores e os tons usados.
As formas.
As linhas.
Como as formas e cores estão agrupadas: aparecem uma por cima da outra? Na frente, atrás?
Com o que se parece esse quadro?
Que título eles acham que essa obra deve ter?
Parece com algum lugar que eles conhecem?
Dá para reconhecer aí uma paisagem?
Como é essa paisagem? Onde ela está?
Conte para eles que o título desse quadro é “Paisagem brasileira” e que foi realizado por um artista chamado Lasar Segall.
Converse com eles sobre como esse artista fez para mostrar essa paisagem brasileira. Note que o artista não precisa desenhar uma casa com todos os detalhes para contar que ali tem uma casa; ele também não precisa desenhar os morros, basta indicá-los com uma curva na parte de cima do quadro para contar que essa é uma região que tem morros. Volte a observar o quadro vagarosamente com seus alunos, descobrindo todos os detalhes e tudo o que nele existe e como o artista fez para mostrar a paisagem brasileira.

Transformando o quadro

Retome as descobertas feitas pelos seus alunos com relação ao quadro “Paisagem brasileira”, de Lasar Segall. Entregue uma cópia da obra para cada aluno ou grupo (neste caso composto por 4 ou 5 alunos) e proponha o recorte das formas encontradas no quadro.

Depois do quadro recortado, e sobre um papel cartão ou cartolina, convide-os a experimentar possíveis remontagens do quadro. Estimule-os a juntar ou separar as cores iguais, misturar tudo, reunir as formas iguais, espalhar todas pelos quatro cantos do papel etc. Após experimentarem as inúmeras possibilidades de montagens, peça para escolherem uma. Eles deverão fazer uma colagem no papel e dar um título para traduzir essa transformação do quadro de Segall. Note que essa colagem, apesar de usar as cores e formas do quadro de Segall, é um novo trabalho de artes, diferente do original.

Para finalizar a atividade, é bastante estimulante para os alunos a exposição dos trabalhos elaborados por eles, e igualmente importante a avaliação conjunta dos resultados obtidos individualmente ou em grupo.

É possível ampliar os conhecimentos de seus alunos sobre o artista por meio de pesquisas sobre outras obras de Segall e sua vida. Clique aqui para visitar um dos sites que contém essas informações.

Referência
Fundação Finambrás. Lasar Segall. São Paulo, 1999.

Texto original: Lelê Ancona
Consultoria pedagógica: Anamélia Bueno Buoro
Edição: Equipe EducaRede

Os sites indicados neste texto foram visitados em 08/05/2003.

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Como ler uma pintura

Disciplina: Arte – Educação Artística
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Leitura de obra de arte
Tipo: Artes Visuais

No Ensino Médio, as aulas de Artes Visuais devem possibilitar a formação estética dos alunos, dotando-os de critérios para a apreciação de uma obra de arte. O contato com um amplo repertório de obras é importantíssimo para essa formação, que visa à reflexão sobre a beleza sensível e o fenômeno artístico.

Essa atividade traz sugestão de como o professor pode encaminhar a aproximação dos alunos com as artes visuais. Para isso, será utilizada a pintura “Paisagem Brasileira”, de Lasar Segall.

A proposta inicia-se com a observação detalhada da obra. Ao mostrá-la para os alunos, o professor pede que observem:

As cores
As formas
A composição
O tema

Depois dessa primeira observação, os alunos produzem individualmente um texto descrevendo uma cena imaginada para essa paisagem. A redação deve contemplar os diversos espaços que a paisagem apresenta, como ruas e casas, podendo incluir os personagens que cada um desejar.

A idéia aqui é reforçar a importância da observação plástica e o texto é usado apenas como um recurso de reflexão, pois o enfoque será para o trabalho com as Artes Visuais. Porém, um trabalho em parceria com o professor de Língua Portuguesa que explore as características desses textos, por exemplo, pode ampliar e completar esse exercício.

Na aula seguinte, depois de compartilhar a leitura do texto produzido pelos alunos, o professor solicita-lhes uma pintura (feita com tinta a óleo, aquarela, guache etc.) que tenha como referência a obra observada anteriormente. Ela deverá ser composta com as mesmas cores que Lasar Segall usou e buscar expressar o significado que a obra teve para cada um.

Nessa segunda etapa da atividade, não é preciso retomar o texto produzido pelos alunos. A idéia é que seja enfatizada a linguagem plástica, com a bagagem do que foi feito antes, sem priorizar o entendimento pela linguagem verbal. Do mesmo modo, não é importante o tipo de material a ser utilizado, pois o que importa nessa atividade é o trabalho com as cores.

Após o término das pinturas, é interessante organizar uma exposição para o grupo com todos os trabalhos produzidos. Nesse momento, o professor pode comentar as diferentes soluções encontradas por cada aluno.

Texto original: Lelê Ancona
Edição: Equipe EducaRede

Os sites indicados neste texto foram visitados em 10/05/2002

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Verde que te quero ver diversificar

Verde que te quero ver
Diversificar

Veja como é possível substituir os desenhos simplificados
e empobrecidos por uma diversidade de encher os olhos

Renata Cristina de Campos Honora
Revista avisa lá

Comecei a trabalhar na Escola Municipal de Educação Infantil Maria José Dupré (São Paulo) em agosto de 2002. Como professora recém-chegada, precisava conhecer melhor as crianças e o que elas sabiam, por isso planejei momentos para que elas desenhassem utilizando os recursos que conheciam. Ao analisar os resultados, chamou-me a atenção, em especial, a produção do 3º estágio F, um grupo de 35 crianças com 6 anos de idade. Observei que a maioria fazia casinhas e árvores estereotipadas.

Diante de uma produção tão empobrecida, procurei pelos trabalhos anteriores e constatei que elas estavam habituadas a pintar desenhos “prontos”, mimeografados, ou a fazer desenhos livres. Havia, pois, a necessidade de elas explorarem e desenvolverem o universo gráfico. Então planejei ações até o final do ano letivo com vistas a alguma aprendizagem na área. Uni essa necessidade ao interesse das crianças em observar, manusear e colecionar sementes de árvores que crescem ao lado do muro da escola. Daí surgiram momentos para despertar a sensibilidade delas com relação à importância da preservação do meio ambiente, para a vida do planeta e a de todos nós, para ampliar e enriquecer as possibilidades de registros através do desenho.

Um percurso de trabalho

O projeto durou três meses, e seu desenvolvimento previu diferentes etapas destinadas:

:: Rodas de conversa
No decorrer do projeto, as rodas de conversa estiveram presentes para que as crianças pudessem expor suas idéias e refletir sobre as questões abordadas, juntamente com seus colegas de classe, a fim de que trocassem experiências a partir de suas vivências.

:: Apreciação e pesquisa
Realizamos apreciações de figuras de árvores, arbustos e folhagens coletadas em livros, jornais, revistas, folhetos e vídeos pelas crianças e por mim. As crianças puderam conhecer diferentes tipos de árvores, formas, tamanhos, volumes, cores. Ampliamos as pesquisas com os livros disponíveis na escola e outros levados por mim.

:: Observação e registro
As observações foram constantes: ao explorar o espaço interno da escola, as crianças puderam observar as árvores existentes próximas ao muro, as que viam através da janela da sala de aula e as copas das árvores das casas vizinhas. Surgiu daí a necessidade de conhecê-las de perto, fora do espaço escolar. Então, visitamos os arredores da escola e as crianças fizeram registros gráficos de tudo o que puderam perceber. Em seguida, na aula, fizemos apreciações dos registros, reflexões e observações referentes aos mesmos.

Nas aulas seguintes, propus uma série de produções de desenhos de observação de folhas, sementes, galhos, árvores, desenhos rupestres da Serra da Capivara, estudada no vídeo que exibi. Aproveitei a oportunidade para apresentar a diversidade de materiais de desenho e, assim, as crianças experimentaram carvão, barro, canetas fina/grossa, lápis de cor, giz, caneta para transparência e até os recursos do software Paint Brush.

:: Ampliação do repertório de formas
Para ampliar ainda mais o repertório de formas orgânicas, sugeri que as crianças recolhessem e trouxessem de suas casas e das proximidades folhas, sementes, galhos apanhados do chão, para que posteriormente, em sala de aula, fizessem observações e registrassem graficamente texturas, tamanhos, volumes, cores, luminosidade, linhas de contorno e internas das folhas e cascas de sementes. As crianças estavam tão envolvidas no projeto que trouxeram tudo em grande quantidade. As observações, descobertas e registros gráficos foram ricos e serviram como referencial em suas observações e avanços na percepção de diversas possibilidades de desenhar árvores.

:: Ampliação de conhecimentos
A observação das árvores do bairro e próximas da escola despertou um novo “olhar” para aquelas que sempre estiveram ali e nunca haviam sido percebidas pelas crianças. Esse trabalho de observação fez com que elas começassem a valorizar e compreender a importância e necessidade de preservação. As crianças construíram conceitos, foram em busca de mais informações, espontaneamente, e demonstraram grande interesse em aprender sobre o meio ambiente. Em suas falas percebi a conscientização da necessidade de proteger a natureza e a possibilidade de plantarmos nossos próprios alimentos, já que todas moram em casas e muitas têm espaço para plantar.

:: Troca de conhecimentos sobre desenho
As produções melhoraram sensivelmente. Em sala de aula, eu criava oportunidades para que todos pudessem apreciar os desenhos dos amigos e trocassem informações sobre seus processos. Os desenhos traziam uma enorme riqueza e variedade de formas:

As árvores têm formas diferentes, algumas faço mais finas e outras mais grossas – disse Natasha.
No meu desenho eu usei esta forma de linha que, quando, chega na folha fica curva – observou Gislaine.
Agora estou desenhando com mais vontade, eu desenho o tronco e os galhos vêm logo e depois já faço as folhas – disse Erick, consciente de seu processo de produção.
Quando eu desenho esta folha, tenho que fazer bastante linha dentro dela – acrescentou Fernanda, dando sua dica.
O cacto do vídeo da Serra da Capivara é bem fácil de desenhar, porque é um pouco redondo em cima e reto embaixo, e também tem uns risquinhos – lembrou Carlos.
– Estes desenhos parecem até com uma fotografia – observou Regivan.

Percebi que as crianças estavam vivenciando de forma consciente o processo do fazer gráfico. A linguagem gráfica vinha se enriquecendo a cada dia e a cada oportunidade oferecida.

Pouco tempo, muitos resultados

Apesar do pouco tempo que restava para terminar o ano, conseguimos, ainda assim, produzir muitas coisas como forma de sistematização de nossas pesquisas: montamos um livro com o resultado das pesquisas em casa e na escola, sobre a diversidade da flora e a relação com o meio ambiente. Os textos informativos foram produzidos coletivamente e as receitas de tintas naturais foram escritas pelas próprias crianças, segundo suas hipóteses de escrita no momento. Organizamos uma oficina de criação de pincéis e tintas com elementos da natureza, com a participação de todas as crianças, pais e outras pessoas da comunidade.

Cultivamos algumas sementes escolhidas pelas crianças e acompanhamos seu crescimento. Produzimos jogos de memória, confeccionados com os desenhos de observação das crianças a partir dos desenhos rupestres da Serra da Capivara e impressos em gravura. Fizemos o jogo-da-velha, com o tabuleiro em tecido e as peças com sementes, e um jogo de percurso com informações sobre as plantas. Essas etapas foram valiosas para o sucesso do projeto, pois despertaram grande empenho e envolvimento das crianças e famílias. Percebi nesses três meses a ampliação do universo gráfico das crianças e a transformação de seus desenhos, mais ricos em detalhes.

Clique aqui para ver as produções ricas em detalhes das crianças.

MaisBibliografia
A vida das plantas, as flores e as árvores
Enciclopédia Visual
Editora Ática

O livro das tintas
Ruth Rocha
Editora Melhoramentos

A Criação da Pintura
Editora Melhoramentos

Trilhas da Capivara
Fundação do Homem Americano, localizada no Piauí
dentro do Parque Nacional da Serra da Capivara
Tel.: (86) 3582-2085

Árvores Brasileiras – Vol. 1
Instituto Plantarum

Vídeos
Pantanal – Programa Expedições
Edições Del Prado
Tel.: (21) 2244-2492

Serra da Capivara
Vídeo produzido pela Fundação do Homem Americano
Tel.: (86) 3582-2085

Participe do Fórum Educação Infantil

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

O grafite como possibilidade educativa

O grafite como possibilidade educativa

 

Educar a partir de manifestações artísticas transformou-se em nova opção para tornar as aulas mais agradáveis. É por isso que a adoção do grafite como ferramenta educativa é ideal para desenvolver conteúdos criativos e didáticos.

 

Fonte: EducaRede Colômbia

Tradução: Airton Dantas

Com a aplicação de atividades como o grafite, os alunos ampliam as competências de escrita e argumentação e adquirem cada vez mais respeito pela opinião dos demais.

Além disso, elas incentivam o uso educativo da arte e promovem o pensamento crítico dos estudantes. A sala de aula é o lugar ideal para dar início a uma produção que reflita, por exemplo, as problemáticas do País.

Comece por discutir um tema abrangente da atualidade e peça aos alunos que expressem o que pensam a respeito desenhando ou grafitando em folhas de papel. O exercício será útil para você conhecer suas diferentes posições e opiniões sobre o assunto. Aproveite e promova um debate com eles para socializá-las.

Definido o tema, solicite permissão da escola para decorar uma parede ou muro com os alunos. Essa atividade favorece a aprendizagem colaborativa e o trabalho em equipe. Aprender passa, assim, a ser uma diversão.

 

Ingredientes para a criação de grafites

  • Criatividade: arrisque-se a pintar o que quiser. Quanto mais idéias, melhor o grafite.
  • Mãos à obra: dê forma à sua criação em uma folha de papel, definindo as cores e o estilo que mais lhe convier. Assim, você terá um esboço inicial e poderá alterá-lo quanto quiser.
  • Pesquisa: se tiver problemas para encontrar o que representar, procure inspiração em jornais, revistas, internet… Desse modo, você terá mais idéias para sua criação.

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

Diferentes formas de organizar o espaço

Diferentes formas de organizar o espaço

Disciplina:

Geografia

Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Paisagem
Tipo: Artes Visuais

A imagem geográfica é aquela que mostra uma paisagem ou um conjunto de paisagens dentro de um espaço mais ou menos vasto. Assim, as fotografias são ótimas para estudar os elementos da paisagem.

A sugestão a seguir é analisar fotos para estabelecer comparação entre espaço rural e espaço urbano. Para tanto, são necessários uma foto do campo e uma da cidade (reproduzidas para os alunos, podendo ser xerox colorido), canetas hidrográficas, papel vegetal e durex.

Em duplas, os alunos trabalham com as duas fotos, em etapas:

1. Descrição: observam e descrevem as fotos livremente. Colam um pedaço de papel vegetal sobre cada uma e traçam com caneta hidrográfica os quadrantes na foto. Contornam os principais elementos da foto (no 1º, 2º e 3º planos). O professor ajuda a identificar os elementos das imagens, escrevendo na lousa nomes e símbolos que devem ser copiados no papel vegetal.

2. Análise: professor e alunos vão juntos analisar as unidades da paisagem, apontando as características de cada uma e relacionando-as. É importante observar os conhecimentos geográficos dos alunos e fornecer novas informações.

3. Interpretação: interpreta-se a imagem, inserindo a paisagem estudada num contexto mais amplo. Nessa etapa, o professor conclui a tarefa, levantando questões e oferecendo explicações.

O fechamento da atividade pode ser feito por meio de uma apresentação coletiva do que os alunos constataram: divida a lousa em duas partes e peça que eles preencham o quadro de características: cidade (espaço urbano) / campo (espaço rural).

Texto original: Regina Inês Villas-Boas Estima
Edição: Equipe EducaRede

 (CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)
04/03/2002