El ramo azul

El ramo azul

Disciplina:

Língua Espanhola

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Interpretação de texto, acentuação
Tipo: Texto

Em Língua Espanhola, geralmente os alunos apresentam certa dificuldade no estudo das regras de acentuação. O aprendizado dessas regras se torna mais fácil quando eles percebem que a ausência ou presença do acento serve somente para determinar a sílaba tônica da palavra, diferentemente do que ocorre com a Língua Portuguesa.

O contraste entre o uso do acento em espanhol e português pode ser um facilitador, porém o objetivo, nesse caso, é a acentuação na Língua Espanhola.

Pode-se comparar o uso do acento nos dois idiomas a partir de uma explicação rápida sobre as diferenças de utilização e de exemplos básicos: na Língua Portuguesa, além de marcar a sílaba tônica, o acento também serve para indicar se as vogais “e” ou “o” são abertas ou fechadas (avô, avó). Na Língua Espanhola, não existe “e” ou “o” abertos, não sendo necessário, portanto, o acento circunflexo.

Essa diferenciação serve para estimular uma reflexão sobre as regras de acentuação e para auxiliar os alunos em seu uso, permitindo a eles entender o porquê de sua existência, ao invés de somente memorizá-las.

Para revisar as regras de acentuação nas classes de nível intermediário, pode-se realizar uma atividade a partir do texto “El Ramo Azul“, de Octavio Paz.

Etapas:

1. A atividade inicia-se com um exercício de acentuação do texto. O professor entrega aos alunos a versão do conto sem nenhum acento e pede a eles que, em pares ou individualmente, o leiam e acentuem. Em seguida faz a correção da acentuação, aproveitando para revisar as regras.

2. Feita a correção, pede-se aos alunos que releiam o texto e expressem livremente suas impressões, opiniões e interpretação inicial. Em seguida, o professor aprofunda a discussão mediante um roteiro de leitura que contemple os aspectos lingüísticos e interpretativos do texto, que deve ser distribuído aos alunos após a discussão inicial.

Roteiro de leitura:

1. Aspectos lingüísticos

  • ¿Cómo se tratan los personajes del texto — de manera formal o informal? ¿Por qué?
  • ¿En qué tiempo verbal está narrado este cuento? Ejemplifique.
  • Ahora que usted ya ha identificado en que tiempo verbal está narrado el cuento, encuentre, en este mismo tiempo verbal, algún verbo que sea irregular (acuérdese que la irregularidad, si existe, ocurre en la raíz del verbo).2. Compreensão e interpretação do texto
  • ¿Qué tiene que ver el título con el cuento?
  • Lea con atención: “(…) Me sentía libre, seguro entre los labios que en este momento me pronunciaban con tanta felicidad. La noche era un jardín de ojos (…)”. ¿Qué te parece esto de ‘labios que lo pronuncian, sentirse seguro y libre…’? Relea también las líneas anteriores para que le ayude. ¿Qué significa “La noche era un jardín de ojos”? Además, qué significado tienen los ojos (que se relacionan con el acto de ‘mirar las cosas’) y cuál su importancia en el texto, según su interpretación? ¿Por qué el color azul?3. Em seguida, os alunos podem ler o poema “Hermandad“, do mesmo autor, e discutir as possíveis relações entre os dois textos.4. Em casa, os alunos devem fazer uma redação individual, na qual coloquem a sua interpretação do texto, enriquecida pela reflexão e pelo debate realizados em classe: Redacte sus impresiones del texto, cómo lo interpreta, si le gusta o no le gusta, que le parece… ¡pero escríbalo con ganas de escribirlo!Além dos aspectos trabalhados, o professor pode também aproveitar o conto “El ramo azul” para abordar outros três tópicos — a forma de tratamento utilizada no texto, o vocabulário utilizado por Octavio Paz e o pretérito indefinido.

    Se quiser complementar a atividade, o professor pede aos alunos que leiam o trecho inicial de “Los Sueños”, de Sigmund Freud, também completando a acentuação (clique para obter “Los Sueños” acentuado ou “Los Sueños” sem acento ). Feita a correção, pode-se propor ainda uma discussão sobre sonhos, crença, descrença, superstições etc.

    Referências:
    FREUD, Sigmund. Los Sueños. Madrid: Alianza Cien, 1995.
    GONZÁLEZ HERMOSO, A. et alli. Gramática de español lengua extranjera. Madrid: Edelsa, 1997.
    MATTE BON, Francisco. Gramática comunicativa del español: de la lengua a la idea. Madrid: Edelsa, 1999. Tomo I.
    PAZ, Octavio. “El ramo azul”. In: Arenas movedizas: la hija de Rappaccini. Madrid: Alianza Cien, 1994.

    Octavio Paz (1914-1998)
    Escritor mexicano, é um dos grandes poetas de língua espanhola. Além de poemas, escreveu ensaios e realizou traduções. Foi professor, conferencista, diplomata e jornalista. Promoveu a cultura do México por meio de intensa atividade: fundou revistas e grupos artísticos. Recebeu vários prêmios literários, entre os quais destaca-se o Prêmio Nobel de Literatura (1990).

    Texto original: Luiza Martins da Silva e Tatiana Francini Girão Barroso
    Edição: Equipe EducaRede

    Os sites indicados neste texto foram visitados em 23/05/2002

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)