Controle de freqüência cardíaca

Disciplina: Educação Física
Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Freqüência cardíaca
Tipo: Metodologias

Nas últimas séries do Ensino Fundamental, o trabalho com a freqüência cardíaca pode ser interdisciplinar, envolvendo, por exemplo, Ciências – aparelho circulatório e funcionamento do coração – e Matemática – estatística.

Para começar, organize com os alunos uma pesquisa de dados sobre a variação da freqüência cardíaca de repouso no decorrer da vida – na fase intra-uterina, no recém-nascido, nos primeiros anos de vida – e/ou no grupo familiar: freqüência cardíaca de repouso dos avós, dos pais, dos irmãos. Outro aspecto a ser pesquisado pode ser a freqüência cardíaca de certas espécies animais, comparadas a determinadas características, como tamanho.

É interessante apontar a relação entre freqüência de repouso e atividade física regular, mostrando que a mesma é baixa em atletas, pois o sistema cardiovascular se torna mais eficiente com essa prática. Pode-se ilustrar isso com alguns dados de atletas em destaque, ou organizar uma pesquisa de campo dos alunos, com atletas de clubes de futebol do bairro ou cidade.

O passo seguinte é fazer um acompanhamento da própria freqüência cardíaca: basal, em repouso, logo após a atividade física, e de recuperação, depois que esses conceitos tenham sido explicados em aula e aplicados em situações de campo. Com ela, é possível aumentar a consciência sobre a importância da prática de atividade aeróbia e dos benefícios que ela pode trazer para seus praticantes. Para tanto, apresente a ficha de controle da freqüência cardíaca e estipule o tempo de corrida, segundo a capacidade aeróbia de seus alunos, mantendo-o durante todo trabalho.

Texto original: Iza Anaclêto e Mônica Arruda Xavier
Edição: Educarede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Caminho maluco

Disciplina: Educação Física
Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Ginástica artística e conhecimento corporal
Tipo: Metodologias

Paralelamente a um trabalho de exploração e vivência de movimentos de Ginástica Artística como rolamentos para frente e para trás, estrela e rodante, pode-se propor aos alunos de 5ª e 6ª séries a confecção de um material bastante estimulante para enriquecer essa vivência.

Os alunos são organizados em grupos de quatro ou cinco componentes. Distribuem-se cartolinas, lápis e tesouras para desenhar e recortar partes do corpo: cabeça, tronco, quadril, mãos e pés. Essa representação pode utilizar formas geométricas, por exemplo, um círculo para a cabeça, um retângulo para o corpo, um quadrado para o quadril, enquanto as mãos e os pés podem se aproximar da forma real.

Para que todas essas peças fiquem em um tamanho ideal, convida-se um aluno do grupo para servir de modelo e deitar em cima da cartolina para os demais fazerem com ele um “molde” da cabeça e demais partes do corpo. Cada modelo pode servir de base para outras cópias, pois cada grupo precisa fazer cerca de dez cabeças, dez troncos, dez pares de mãos e 12 pares de pés.

Uma das possibilidades de uso desse material é a elaboração, por parte de cada grupo, de um percurso envolvendo os diversos movimentos já trabalhados em aula – rolamentos, estrelas, saltos em um pé só. Essa seqüência de movimentos é representada no chão, para que outro grupo tente “decifrá-la” e executá-la.

Por exemplo, uma “estrela” pode ser representada com um par de mãos paralelas, voltadas para um lado, seguidas de um par de pés dispostos lateralmente para o outro lado. Saltos em um pé só, por uma seqüência de pés direitos seguidos.

Em geral, os alunos se envolvem bastante com esse desafio, estudando a melhor forma de representar cada movimento e elaborar um percurso original, trocando idéias entre si e refazendo os movimentos diversas vezes na tentativa de decompô-lo em partes.

Quando todos os grupos estiverem com seus percursos representados no chão, o professor propõe a eles que desvendem o percurso criado pelos colegas e decifrem a seqüência de movimentos que ele representa.

Para avaliar se realmente acertaram, um aluno executa os movimentos. O grupo criador verifica se conseguiram descobrir todos os movimentos e os demais grupos avaliam se aquela proposta estava bem representada.

Texto original: Iza Anaclêto e Mônica Arruda Xavier
Edição: Educarede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Cai, não cai

Disciplina: Educação Física
Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto: Equilíbrio
Tipo: Metodologias

Esta atividade tem por objetivo fazer com que as crianças solucionem uma situação-problema de forma criativa e eficiente. A intenção é que elas exercitem a sua capacidade de equilibrar-se dinamicamente com o outro, considerando não apenas seu próprio corpo, mas tendo que se ajustar ao contato com o corpo de um colega.

O material a ser utilizado para uma turma de aproximadamente 30 alunos são dois bancos suecos, ou qualquer outro tipo de banco que não tenha encosto, com largura aproximada de 20 cm.

O professor divide a turma em dois grupos, aleatoriamente. Uma sugestão rápida é pedir aos alunos que tirem par ou ímpar com um colega próximo. Os “perdedores” formam um grupo e os “ganhadores”, outro. É importante que cada grupo se mantenha sentado no chão, próximo a um dos bancos, enquanto o professor explica a tarefa.

A proposta é que as crianças de um mesmo grupo se organizem em duplas, sendo que cada parceiro da dupla vai se colocar, inicialmente, em uma extremidade do banco. O desafio é fazer com que as duas crianças troquem de lugar, andando sobre o banco até chegar ao outro extremo, passando pelo parceiro sem derrubá-lo.

Esquema da organização proposta:

esquema

Essa passagem de um parceiro pelo outro em cima do banco requer uma ajuda mútua, que pressupõe a análise das características do parceiro (alto/baixo, gordo/magro…) para possíveis soluções. O grupo em que o maior número de duplas obtiver êxito na passagem pelo banco, sem quedas, será declarado campeão.

Muitas variações dessa atividade são interessantes e podem ser experimentadas conforme o grupo. Pode-se usar o banco sueco tanto na posição convencional em pé (para 1ª e 2ª séries), quanto invertido (para 3ª e 4ª séries), alterando-se, assim, o nível de dificuldade da proposta.

O desafio a ser lançado para os grupos pode ser modificado: ganha o grupo que primeiro conseguir fazer com que todas as suas duplas troquem de lugar. Tal desafio, por exemplo, aumenta a cumplicidade entre os componentes do grupo.

No fim, o professor pode propor um desafio à classe, alinhando os dois bancos em seqüência e pedindo para que os alunos se organizem em duplas. Cada parceiro de uma mesma dupla fica em uma extremidade livre dos bancos, para que cada dupla, em sua vez, tente percorrer a linha de bancos, andando em cima dos mesmos e passando pelo parceiro sem nenhuma queda.

Busca-se, dessa forma, uma maior interação entre todos os colegas, tanto na constituição de duplas mais sintonizadas, quanto na discussão de estratégias e no incentivo geral.

No fechamento da aula, o professor estimula uma troca de informações, percepções e sensações entre os alunos, sobre as vivências e aprendizagens do dia.

Texto original: Iza Anaclêto e Mônica Arruda Xavier
Edição: Educarede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Cabo de guerra com duas cordas

Disciplina: Educação Física
Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Força
Tipo: Jogos

O trabalho que estimula a força muscular freqüentemente é associado a exercícios repetitivos e pouco atrativos para os alunos. Uma atividade que pode ajudar a desfazer essa idéia tão comum entre eles é o cabo de guerra, porque com ela é possível desenvolver esta qualidade física de maneira lúdica e atrativa. O objetivo a ser alcançado com esta variação do cabo de guerra tradicional é desenvolver nos alunos a noção saudável de competitividade e de cooperação.

Material necessário:
– Duas cordas grandes de sisal (aproximadamente 10 metros).
– Fita crepe ou giz.

Local:
Quadra ou pátio.

Número de participantes:
Vinte alunos ou mais.

A atividade:

  • Desenhe um quadrado de 3 metros de lado no centro da quadra.
  • Amarre uma corda à outra de modo que o nó fique no centro, formando um “sinal de mais (+)”, ou seja, com 4 pontas, cada uma delas com 5 metros, contados a partir do centro.
  • Coloque o nó no centro do quadrado e estique as cordas para os 4 lados.
  • Divida a classe em quatro equipes, buscando um equilíbrio de força entre elas.

Observação:
Esta preparação deve ser feita antes da chegada dos alunos.
Para visualizar o desenho referente ao quadrado, clique em ARQ. RELACIONADO.

a) Competitividade

O jogo funciona como um cabo de guerra normal, porém com quatro equipes. Cada uma delas deve se posicionar em uma das pontas da corda e, ao comando do professor, puxá-la para trás, de modo a arrastar as equipes adversárias para dentro do quadrado. A equipe que entrar na área delimitada pelo quadrado é eliminada do jogo.

Ao sair a primeira equipe, as três restantes devem se reposicionar de modo que o desenho formado pelas cordas esticadas seja um “Y”, com ângulos iguais entre as cordas. Quando sair a segunda equipe, o jogo prosseguirá como um cabo de guerra normal entre as duas equipes finalistas.

b) Cooperação

Esse jogo pode também ser proposto de outro modo. O procedimento inicial é o mesmo. A novidade é que o objetivo aqui é manter o equilíbrio de forças entre as quatro equipes, de modo que nenhuma delas vença. As equipes trabalharão cooperativamente, da seguinte forma:

Nomeie as equipes como A , B, C e D. Suponha que a equipe A esteja em desvantagem. Neste caso, um participante da equipe B deve se deslocar de sua equipe para auxiliar a equipe A, sem que o jogo seja interrompido.

Se, à saída deste participante, a equipe B ficar em desvantagem, então um participante da equipe C deve se deslocar de sua equipe para auxiliar a equipe B. Da mesma forma, a equipe D auxilia a equipe C, e a equipe A auxilia a equipe D. Os alunos devem se deslocar um de cada vez.

As equipes devem manter um diálogo constante, auxiliando-se umas às outras sempre que necessário, e tentando manter o equilíbrio pelo maior tempo possível. O jogo termina quando uma das equipes é arrastada para dentro do quadrado, ou quando os alunos forem vencidos pelo cansaço.

Com o desenvolvimento da percepção do grupo, que trabalha como um todo, é possível realizar este jogo sem que haja um rodízio predeterminado. Os participantes vão mudando de grupo, sempre um a um, na medida em que percebem que um grupo está em desvantagem.

Ao final da atividade, é importante que os alunos comentem sobre as sensações experimentadas durante o jogo a fim de que seja possível ampliar a discussão sobre competitividade e companheirismo.

Texto Original: Iza Anaclêto e Mônica Arruda Xavier

Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Boneco articulado

Disciplina: Educação Física
Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto: Consciência corporal e articulações
Tipo: Metodologias

As atividades que estimulam o conhecimento do próprio corpo pelo aluno, explorando limites e possibilidades de movimentos, desenvolvem a consciência corporal desde as primeiras séries. Desse modo, essa proposta tem como objetivo propiciar que a criança perceba o significado de uma articulação e seja capaz de identificar as grandes articulações em seu próprio corpo.

Depois de conversar em roda com os alunos sobre o trabalho a ser feito, organize a turma em duplas e entregue a elas canetas e duas folhas grandes de papel. Peça, então, que uma das crianças se deite sobre a folha e a outra faça o contorno do corpo do colega. Lembre-se de orientar o grupo de alunos deitados para que fechem os olhos, relaxem e fiquem bem quietinhos, imóveis. Aos que fazem o contorno, que sejam cuidadosos e cuidem do “corpo” do colega.

Com os desenhos prontos, as crianças completam sua própria imagem, acrescentando olhos, boca, nariz, unhas, óculos, roupas. Feito isso, questione as duplas sobre as principais articulações que permitem os movimentos corporais e peça-lhes que as identifiquem em si próprios e no desenho.

Proponha, então, que separem, com a tesoura, as duas peças de cada articulação móvel, fixando um colchete entre elas, o que vai permitir, de fato, o movimento do corpo desenhado.

Organize os bonecos em um varal na classe ou guarde-os para outras atividades.

Texto original: Iza Anaclêto e Mônica Arruda Xavier
Edição: Educarede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Animação “A Casa”

Disciplina: Educação Física
Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto: Linguagem oral, escrita e gestual
Tipo: Metodologias

Link para o curta: http://portacurtas.org.br/filme/?name=a_casa

Ao som da famosa canção de Vinícius, um mímico se diverte construindo uma casa que só é visível para quem acredita na história.

Clique aqui e veja a proposta de trabalho

Texto Original: Projeto Porta-Curtas

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

A volta dos mortos-vivos

Disciplina: Educação Física
Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto: Jogo motor
Tipo: Jogos

O jogo “A volta dos mortos-vivos” é uma adaptação do tradicional jogo da queimada que promove uma participação mais ativa das crianças durante toda sua duração. Trabalha com as habilidades de arremesso e recepção da bola e a capacidade de se esquivar de um arremesso.

O espaço ideal para esse jogo é uma quadra de voleibol, ou seja, um retângulo de 9 por 18 metros, com uma linha central atravessando a lateral maior. O jogo é uma espécie de “contrário” da tradicional “queimada”.

As crianças são divididas em duas equipes, sendo que apenas duas de cada equipe começam o jogo dentro de seu próprio campo, representando os “vivos”; enquanto as demais ficam no “cemitério”, que é ao redor do campo adversário (veja esquema ilustrativo).

O objetivo dos jogadores que estão “mortos” é voltarem a ser “vivos”, o que acontece quando “queimam” alguém da outra equipe. “Queimar” significa fazer com que a bola atinja o corpo do colega e caia no chão logo em seguida. Se o colega consegue agarrar a bola arremessada, ou se a bola bate no chão antes de atingi-lo, ele não é considerado queimado.

Os que estão “vivos” precisam ajudar os “mortos” da equipe a voltarem, passando a bola para eles tentarem queimar os colegas da outra equipe. A primeira equipe em que todos os “mortos” conseguirem voltar para seu campo é considerada vencedora.

Ao término do jogo, o professor promove uma discussão com os alunos sobre as diferenças entre o novo jogo vivenciado e a queimada, nos aspectos que considerar mais relevantes, por exemplo, motivação, cooperação nas equipes, dinamicidade, interação entre colegas com níveis de habilidade diferenciados, entre outros.

Texto original: Iza Anaclêto e Mônica Arruda Xavier
Edição: Educarede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

“Atenção! Câmera! Ação!”

Disciplina: Educação Física
Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Atletismo e consciência corporal
Tipo: Metodologias

 

Para o jovem, a possibilidade de ver seu próprio movimento no vídeo é uma experiência muito rica porque possibilita o confronto da visão com a percepção cinestésica. Ou seja, ele pode ver se executou o movimento da forma como imaginou ou sentiu ter realizado.

É necessário registrar em vídeo esta atividade para que os alunos possam avaliá-la posteriormente. Embora o uso de filmadora pareça distante da realidade escolar, ele está cada dia mais integrada ao cotidiano da escola. É possível também alugar o aparelho ou emprestá-lo de colegas ou familiares. Além da filmadora, é necessário um aparelho de videocassete.

Depois de desenvolver o conteúdo do salto em distância com seus alunos, tendo enfatizado os aspectos técnicos relativos às quatro principais fases do salto (corrida, impulsão, fase aérea e queda), e propiciado sua suficiente prática, combine com os alunos em que aulas serão feitas as filmagens.

Nessas aulas, reserve os quinze minutos iniciais para o aquecimento e para dois saltos livres de cada aluno. Organize-os, então, em uma fila em ordem alfabética – porque isso facilitará a identificação deles na hora de assistir ao vídeo – e posicione-se de forma a garantir a filmagem de todas as etapas dos saltos. O aluno a ser filmado deve aguardar seu sinal para iniciar o salto. A sugestão é que você filme dois saltos de cada aluno. No entanto, o tempo de uma aula é razoável para a filmagem de apenas um salto, o que justifica a indicação de duas aulas para as filmagens.

A aula seguinte é destinada à entrega das fichas de análise do movimento do salto em distância, para que dela se faça uma leitura com os alunos e as dúvidas sejam esclarecidas. É importante explicar todo o processo da aula com o vídeo, quando todos os alunos assistirão aos seus saltos e escolherão apenas um para servir de base para o trabalho de análise do salto.

Na aula com o vídeo, controle as imagens, de modo que todos possam assistir ao seu salto em câmera lenta, facilitando a percepção dos detalhes. Oriente-os para que observem todo o salto e, em seguida, façam as anotações em uma folha de rascunho, para que não percam informações importantes. No momento em que estão sendo exibidas as imagens dos colegas, eles podem elaborar suas respostas, preenchendo a ficha de análise com base em suas anotações. Ao se deparar com lacunas, eles devem esperar pela repetição das imagens para dirigir o olhar para detalhes específicos.

Marque a entrega das fichas para a aula seguinte, para que todos possam redigir suas análises com tranqüilidade, e promova uma troca de impressões em torno da experiência de se ver no vídeo e das diferenças e aproximações entre as percepções visuais (por meio das imagens) e cinestésicas (pela propriocepção dos movimentos).

É muito importante avaliar todas as análises e comentá-las com os alunos.

Obs.: Clique em ARQ. RELACIONADO para ver a ficha de análise.

Texto Original: Iza Anaclêto e Mônica Arruda XavierEdição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Vida no Jardim: plantas e animais

Disciplina: Ciências
Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto: Seres vivos: plantas e animais, ciclo, equilíbrio, adaptação, vida
Tipo: Metodologias

O livro “Vida no Jardim” envolve animais e plantas que vivem ou freqüentam os jardins dos centros urbanos como praças, parques, casas, condomínios.

O texto enfoca uma visita a um desses espaços da cidade, contando como vivem alguns animais e plantas, o que comem, que relações estabelecem com os outros seres vivos e algumas das adaptações que fazem para sobreviver nesse ambiente. Em cada página há atividades lúdicas, estimulando os alunos a procurarem animais escondidos, verificarem a quantidade de alguns e reconhecê-los no ambiente ilustrado.

O livro é composto por ilustrações que misturam desenhos e fotos de seres vivos, retratando de forma atraente e dinâmica o ambiente real. O texto aborda conceitos e conteúdos de forma não sistematizada. Convida as crianças a observarem os jardins, identificando o que conhecem e o que não é percebido: cadeias e teias alimentares, relação presa–predador, equilíbrio e desequilíbrio ambiental, comportamento animal, ciclo de vida, adaptações dos seres ao ambiente. Além disso, permite abordar a intervenção de agentes externos ao ambiente com atitudes destruidoras, tais como a utilização de inseticidas, a eliminação de plantas, entre outros. Há atividades complementares ao final do texto e encarte de orientação aos professores.

Antes da leitura é recomendável que os alunos manipulem o livro livremente, ressaltando suas características: ilustrações, formato, número de páginas, dados sobre o escritor e o ilustrador. O professor pode pedir às crianças para identificar o que é desenho ou foto, animais ou plantas conhecidas ou desconhecidas.

A leitura propriamente dita deve ser feita pelo professor, por partes, possibilitando comentários, explicações ou fatos pertinentes.

Após a leitura ou conforme o momento da leitura, é possível desenvolver atividades de aprofundamento, tais como:

Visita a um jardim

  • Incentivar os alunos a identificarem, nos locais das observações, plantas e animais que estejam no livro é uma ótima atividade de observação. O professor divide a classe em grupos e seleciona o que eles vão observar. Que características estão na foto, ou desenho, que garantem que aquela planta é a mesma que está no jardim? Qual o nome dado pelos cientistas a esse bicho que aqui a gente chama de ….?
  • Após a visita, o professor organiza coletivamente as informações e cada grupo elabora um texto com desenhos ou fotos. Outros locais podem ser estudados: as proximidades da escola, a própria escola, a rua etc., dependendo da região.

Escrita de texto

  • Com base na leitura, os alunos podem fazer um relato do que observaram. “Vimos que na praça existem tais e tais plantas, um tipo de bicho que parece um grilo e que não vimos no livro…” e assim por diante. Os textos podem ser expostos no mural da classe ou organizados em pequenos livros.

Exposição de desenhos de observação dos animais e plantas

  • Solicite aos alunos que, em grupos, observem e desenhem animais e plantas e, depois, montem uma exposição. Junto à amostra deverá constar um pequeno relato das características e modo de vida do animal ou planta.

Observação:

  • Para trabalhar cadeia e teias alimentares utilize o vídeo Ciências – Ecologia e Meio Ambiente – Volume 6: Os Seres Vivos – SBJ Produções – Rua Campevas, 313 – cj. 12 – Perdizes – São Paulo – SP – CEP 05016-010.

Texto Original: Vera Lúcia Moreira

Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Vida na cidade

Disciplina: Ciências
Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Urbanização, equilíbrio ambiental, qualidade de vida, saúde, cadeias alimentares
Tipo: Texto

O livro “Vida na Cidade”, de Mônica Jakievicius, narra um passeio pela cidade de São Paulo. O personagem central é um sabiá-laranjeira, que conta tudo o que vê na cidade, fazendo piadas, tecendo comentários e ressaltando informações.

Apesar de apresentar algumas características de um personagem literário, o texto é informativo e introduz conceitos que podem ser explorados e aprofundados pelo professor de forma didática e sistematizada.

O livro aborda conceitos referentes aos animais e vegetais que compõem a fauna e a flora dos centros urbanos, possibilitando ao aluno estabelecer relações de equilíbrio, adaptação, ciclo, vida, interação e transformação nesses ambientes.

A leitura do livro pode ser feita pelo professor em sala de aula ou pelos próprios alunos, individualmente ou em grupos. É importante, na medida do possível, levantar hipóteses com os alunos, confirmá-las ou não, comentar ou explicar questões importantes do texto. As atividades complementares podem aprofundar cada assunto apresentado.

Sugestões:

  • Analisar as ilustrações (o livro traz desenhos e fotos que se misturam).
  • Confeccionar painéis com desenho e colagem sobre cadeias alimentares. (Clique aqui e veja um exemplo)
  • Dramatizar o texto, dividindo a classe em grupos que abordarão cada qual um assunto, criando um diálogo com o sabiá-laranjeira.
  • Realizar passeios onde os alunos possam observar animais e vegetais do ambiente.
  • Pesquisar e selecionar em jornais, revistas, textos e notícias informações sobre o ambiente da cidade, organizando uma hemeroteca.
  • Desenvolver campanhas, tais como “Combate ao Desperdício”, difundindo a necessidade de economizar água e papel, ou “Reciclagem do Lixo”, recolhendo papel, vidro e latas de alumínio para vender em postos de reciclagem. As campanhas podem ser iniciadas em classe, tornando-se, posteriormente, parte do projeto geral da escola.

Os fechamentos ou sistematizações podem ser feitos à medida que determinado assunto for trabalhado: qualidade de vida, equilíbrio e desequilíbrio ambiental, cadeia alimentar etc.

Referência bibliográfica:
JAKIEVICIUS, Mônica. Vida na Cidade. São Paulo: DCL Difusão Cultural do Livro, 1999.

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)