Caminho maluco

Disciplina: Educação Física
Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Ginástica artística e conhecimento corporal
Tipo: Metodologias

Paralelamente a um trabalho de exploração e vivência de movimentos de Ginástica Artística como rolamentos para frente e para trás, estrela e rodante, pode-se propor aos alunos de 5ª e 6ª séries a confecção de um material bastante estimulante para enriquecer essa vivência.

Os alunos são organizados em grupos de quatro ou cinco componentes. Distribuem-se cartolinas, lápis e tesouras para desenhar e recortar partes do corpo: cabeça, tronco, quadril, mãos e pés. Essa representação pode utilizar formas geométricas, por exemplo, um círculo para a cabeça, um retângulo para o corpo, um quadrado para o quadril, enquanto as mãos e os pés podem se aproximar da forma real.

Para que todas essas peças fiquem em um tamanho ideal, convida-se um aluno do grupo para servir de modelo e deitar em cima da cartolina para os demais fazerem com ele um “molde” da cabeça e demais partes do corpo. Cada modelo pode servir de base para outras cópias, pois cada grupo precisa fazer cerca de dez cabeças, dez troncos, dez pares de mãos e 12 pares de pés.

Uma das possibilidades de uso desse material é a elaboração, por parte de cada grupo, de um percurso envolvendo os diversos movimentos já trabalhados em aula – rolamentos, estrelas, saltos em um pé só. Essa seqüência de movimentos é representada no chão, para que outro grupo tente “decifrá-la” e executá-la.

Por exemplo, uma “estrela” pode ser representada com um par de mãos paralelas, voltadas para um lado, seguidas de um par de pés dispostos lateralmente para o outro lado. Saltos em um pé só, por uma seqüência de pés direitos seguidos.

Em geral, os alunos se envolvem bastante com esse desafio, estudando a melhor forma de representar cada movimento e elaborar um percurso original, trocando idéias entre si e refazendo os movimentos diversas vezes na tentativa de decompô-lo em partes.

Quando todos os grupos estiverem com seus percursos representados no chão, o professor propõe a eles que desvendem o percurso criado pelos colegas e decifrem a seqüência de movimentos que ele representa.

Para avaliar se realmente acertaram, um aluno executa os movimentos. O grupo criador verifica se conseguiram descobrir todos os movimentos e os demais grupos avaliam se aquela proposta estava bem representada.

Texto original: Iza Anaclêto e Mônica Arruda Xavier
Edição: Educarede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

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