Cai, não cai

Disciplina: Educação Física
Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto: Equilíbrio
Tipo: Metodologias

Esta atividade tem por objetivo fazer com que as crianças solucionem uma situação-problema de forma criativa e eficiente. A intenção é que elas exercitem a sua capacidade de equilibrar-se dinamicamente com o outro, considerando não apenas seu próprio corpo, mas tendo que se ajustar ao contato com o corpo de um colega.

O material a ser utilizado para uma turma de aproximadamente 30 alunos são dois bancos suecos, ou qualquer outro tipo de banco que não tenha encosto, com largura aproximada de 20 cm.

O professor divide a turma em dois grupos, aleatoriamente. Uma sugestão rápida é pedir aos alunos que tirem par ou ímpar com um colega próximo. Os “perdedores” formam um grupo e os “ganhadores”, outro. É importante que cada grupo se mantenha sentado no chão, próximo a um dos bancos, enquanto o professor explica a tarefa.

A proposta é que as crianças de um mesmo grupo se organizem em duplas, sendo que cada parceiro da dupla vai se colocar, inicialmente, em uma extremidade do banco. O desafio é fazer com que as duas crianças troquem de lugar, andando sobre o banco até chegar ao outro extremo, passando pelo parceiro sem derrubá-lo.

Esquema da organização proposta:

esquema

Essa passagem de um parceiro pelo outro em cima do banco requer uma ajuda mútua, que pressupõe a análise das características do parceiro (alto/baixo, gordo/magro…) para possíveis soluções. O grupo em que o maior número de duplas obtiver êxito na passagem pelo banco, sem quedas, será declarado campeão.

Muitas variações dessa atividade são interessantes e podem ser experimentadas conforme o grupo. Pode-se usar o banco sueco tanto na posição convencional em pé (para 1ª e 2ª séries), quanto invertido (para 3ª e 4ª séries), alterando-se, assim, o nível de dificuldade da proposta.

O desafio a ser lançado para os grupos pode ser modificado: ganha o grupo que primeiro conseguir fazer com que todas as suas duplas troquem de lugar. Tal desafio, por exemplo, aumenta a cumplicidade entre os componentes do grupo.

No fim, o professor pode propor um desafio à classe, alinhando os dois bancos em seqüência e pedindo para que os alunos se organizem em duplas. Cada parceiro de uma mesma dupla fica em uma extremidade livre dos bancos, para que cada dupla, em sua vez, tente percorrer a linha de bancos, andando em cima dos mesmos e passando pelo parceiro sem nenhuma queda.

Busca-se, dessa forma, uma maior interação entre todos os colegas, tanto na constituição de duplas mais sintonizadas, quanto na discussão de estratégias e no incentivo geral.

No fechamento da aula, o professor estimula uma troca de informações, percepções e sensações entre os alunos, sobre as vivências e aprendizagens do dia.

Texto original: Iza Anaclêto e Mônica Arruda Xavier
Edição: Educarede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

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