Uma pirueta, duas piruetas: uma seqüência para crianças pequenas


Uma pirueta, duas piruetas: uma seqüência para crianças pequenas

O circo é sinônimo de diversão, habilidade, magia, e é parte significativa de nossa cultura. Por isso, foi o tema escolhido para trabalhar a diversidade motora de crianças de três centros de educação infantil da capital paulista

Por Ana Lúcia Antunes Bresciane
Formadora do Instituto Avisa Lá e professora de apoio em três centros de Educação Infantil

Fiz um primeiro encontro para identificar quais seriam as principais necessidades dos grupos, conhecer as crianças e as expectativas das educadoras. Notei características bem semelhantes entre eles, embora houvesse alguma diferença de faixa etária. Sem fugir à regra das crianças nessa idade, encontrei grupos “elétricos”, como disseram suas educadoras, que “gostam de andar e falar”, “adoram se mexer de um lado para outro, subir na mesa e correr pela sala”. Porém, nenhuma das educadoras tinha em mente realizar um trabalho específico com movimento naquele semestre, não havia nada planejado nessa área.

Conversando sobre minha idéia de desenvolver com as crianças uma seqüência de movimentos, as educadoras aprovaram a sugestão. Planejamos então uma seqüência de atividades com as crianças. O principal objetivo era que elas conhecessem suas possibilidades corporais e descobrissem novas formas de se movimentar e de se expressar. Para garantir motivação e interesse ao longo de todo o semestre, a proposta foi criar brincadeiras e atividades que tivessem como contexto o circo.

A criança e o movimento

“No corpo se operam sempre nossas transformações. Ele é o nosso primeiro instrumento – a consciência de seu volume, de sua mobilidade, de sua flexibilidade e dinâmica, ajuda o homem a se adaptar à diversidade de situações com que se depara. O corpo também é o nosso primeiro limite, e nos ensina o senso primário de organização e desorganização.”Inês Bogéa – Crítica de dança, professora universitária e bailarina.

Desde que a criança nasce seus movimentos medeiam sua relação com as pessoas próximas. Expressam disposições orgânicas e estados de bem ou mal-estar afetivo: abrem e fecham os olhos, abrem a boca, sugam os lábios, se contorcem, agitam pernas e braços, etc. Tão logo acontecem, os movimentos do bebê são interpretados pelos adultos de acordo com os significados que atri­buem a eles. Rapidamente é estabelecida uma relação afetiva entre o bebê e o adulto cuidador, por meio de um diálogo baseado em componentes corporais e expressivos. Desta forma, os movimentos deixam de ser pura descarga impulsiva para tornar-se em expressão, linguagem, que o ser humano vai utilizar pelo resto da vida para se comunicar, para se divertir e solucionar problemas.

O movimento é uma linguagem tão importante quanto qualquer outra, pois, além de ser chave para o desenvolvimento físico e motor e para a manutenção da saúde, favorece a interação das crianças com o meio físico e social, promove novas descobertas em relação ao seu próprio corpo, suas necessidades, capacidades e limites, em relação aos outros e à construção de conhecimentos. É, assim, fundamental para a construção da identidade e autonomia nos primeiros anos de vida.

Por que o circo?

Os primeiros sinais da arte circense estão gravados nas pirâmides do Egito, com desenhos de domadores, equilibristas, malabaristas e contorcionistas. Esse tipo de atividade sempre atraiu o ser humano, pelo grau de desafio e por sua beleza plástica. Mas parece que o circo, como conhecemos hoje, só foi surgir na Europa na época do Império Romano. Foi então se diversificando em diferentes atividades e enriquecendo suas apresentações.

Alguns desses artistas vieram para o Brasil e montaram as suas próprias companhias. Hoje há escolas e trupes com espetáculos bem diferentes dos tradicionais. Mesmo sob novas roupagens, o circo continua encantando pessoas, pois é sinônimo de beleza, alegria e brincadeira, diversão, mágica. Envolve inúmeras possibilidades de “ser” humano, enriquecendo a imaginação, alimentando a alma. O circo é um contexto perfeito para se desenvolver um trabalho interessante com crianças pequenas, pois permite trabalhar a diversidade motora, muito importante na Educação Infantil.

O circo e os palhaços

Iniciei o trabalho propondo atividades que descontraíssem as crianças e criassem um ambiente favorável ao desenvolvimento dos vínculos afetivos nos grupos. Com a intenção de conhecer o que as crianças já sabiam sobre o universo circense e incitá-las a brincar com as diversas possibilidades de expressão facial, em uma das idas na creche, coloquei um nariz de palhaço e convidei a todos para uma roda de conversa.

As crianças acharam engraçado, deram risadas, algumas só olhavam para mim, outras comentaram sobre o nariz e fizeram referências aos palhaços. Mostrei muitas imagens de palhaços com expressões diversas e de circo. Todas as crianças conheciam bem a imagem do palhaço, mas quase nenhuma havia ido a um circo ou sabia o que era. Senti então que seria necessário ampliar seu repertório para darmos continuidade ao trabalho.

Por fim, convidei todos a se maquiarem como palhaços e fizemos uma brincadeira de caretas em frente ao espelho. Nesta etapa, crianças e professoras se divertiram muito, ampliaram seu repertório de expressões faciais e aprenderam a se comunicar por meio de caretas. Cada grupo ainda elaborou um pequeno “livro de caretas”, contendo fotos das crianças em diversas expressões.

Conhecendo mais sobre o circo

Criamos uma caixa “mágica”, dentro da qual morava um palhaço que em cada encontro escolhia uma surpresa para levar para as crianças. Em cada creche escolhemos um nome diferente para o palhaço, que passou a se chamar Ué, Tic-Tac, ou João Palhaço. No primeiro dia de visita do palhaço nas creches, “ele” levou uma fita de vídeo. Era de um filme muito antigo: O Maior Espetáculo da Terra, que tem cenas muito bonitas e divertidas.

Passei alguns trechos, de modo que as crianças pudessem ter um primeiro contato com todos os principais personagens do circo e encantar-se com seus movimentos. A proposta de assistir a trechos do filme com as crianças foi mais interessante do que eu esperava. Por ser um filme muito antigo, com outra estética, imaginei que fossem desinteressar-se rapidamente. Mas não, ficaram encantadas com as imagens, atentas o tempo todo, participando e comentando sobre o que viam.

“Olha o palhaço!”
“A moça tá pulando.”
“Ela vai cair, ela vai cair!”
“Que maluca!”

Impressiona ver como esse universo atrai e encanta as pessoas de todas as idades e de todos os tempos. As professoras também se envolveram. Outro aspecto que me surpreen­deu é que os pequenos já tinham noção do que representavam aqueles movimentos. De fato, não é normal ver alguém dando piruetas no ar. Pensei que, por serem tão pequenos, não tivessem a dimensão dos desafios a que esses artistas se submetem. Mas sim, eles têm noção.

Ficaram maravilhados e aflitos ao mesmo tempo. Perguntaram insistentemente se a trapezista não ia cair. Não queriam parar de assistir. Perguntavam tudo, quem era quem, o que estavam fazendo. Quando alguém gostava de alguma cena, apontava a TV e chamava a atenção das outras crianças para olharem também. Então, fomos ao pátio, onde eu havia organizado um pequeno “picadeiro” com cordas, caixotes, bambolês e colchões para que as crianças brincassem à vontade e imitassem os movimentos vistos no filme. Coloquei uma trilha sonora: o CD Circo, organizado pelos Parlapatões. Outra surpresa do palhaço da caixa.

Observei, tanto no Centro de Educação Infantil (CEI) São Norberto, quanto no CEI Ana de Fátima, que, embora as crianças tenham gostado muito de se movimentar e tenham tido interesse total em participar e aproveitar de tudo o que lhes foi oferecido, estavam tímidas em relação às suas habilidades motoras. Tinham medo de alguns movimentos, principalmente os que envolviam pular e se pendurar. Precisavam ainda conquistar mais autonomia para se divertirem sozinhos ou com seus colegas. Dediquei as primeiras reuniões com as educadoras basicamente à leitura e reflexão da seqüência. Discutimos cada etapa como uma forma de organização didática composta de atividades com propósitos e graus de desafios diversos, tendo como foco principal o trabalho com o movimento.

Brincando de acrobata

Num outro dia levei para as creches um palhaço feito de fuxicos, bem maleável, e imagens de acrobatas e contorcionistas. Depois de observar as imagens, imitei os movimentos vistos com o boneco. As crianças ficaram muito atentas e quiseram brincar com o palhacinho também. Eu havia combinado com as professoras que elas fariam bonecos de pano para que as crianças brincassem movimentando-os, construindo assim mais noções sobre o corpo humano e sobre suas possibilidades de movimento. Era importante que os bonecos tivessem dimensões próximas às do corpo humano real e que ficassem firmes, porém flexíveis, permitindo uma grande variedade de movimentos. Todas construíram os bonecos, e as crianças brincaram e se divertiram bastante com eles.

No pátio, brincamos de fazer acrobacias usando bolas grandes de circo e colchonetes. As crianças puderam experimentar movimentos de equilíbrio sobre a bola e de contorção sobre o próprio corpo, o que lhes dá possibilidades de ampliação da consciência corporal. Na quinzena seguinte as professoras realizaram outras propostas nas quais as crianças puderam enfrentar novos desafios e desenvolver outras habilidades, como utilizar diferentes formas de apoiar–se sobre quatro apoios, de cabeça para baixo – e de equilibrar–se sobre um só pé, andando sobre uma superfície estreita.

Registro de Áurea

Logo que fiz o planejamento, vi os materiais necessários para esta atividade de acrobacias. Na roda, retomamos a conversa sobre os personagens do circo, focalizando as figuras dos acrobatas através do painel de imagens confeccionado com as crianças.

Após a conversa, fizemos alguns combinados a respeito das regras das brincadeiras e apresentei os materiais que iríamos utilizar. Após a apresentação, organizei os materiais deixando as caixas e bambolês enfileirados e fiz uma demonstração prévia para as crianças de como os materiais poderiam ser utilizados.

Durante a atividade, observei que algumas crianças utilizaram os impulsos e pulavam com os dois pés, mas ainda não estavam totalmente seguras, principalmente a Thais, o Leonardo e o Robson. As demais crianças necessitavam de ajuda para passar em cima da caixa e, quando pulavam, observei que ficavam tensas, e saiam correndo levando os bambolês nos pés.

Conforme notamos na atividade anterior, precisamos oferecer percursos menores e com menos desafios devido à faixa etária das crianças e ao pouco contato que elas têm com estes materiais. Com isso, senti a necessidade de replanejar a atividade, podendo assim facilitar e auxiliar as crianças que sentiram dificuldades na atividade de percurso.

Áurea Maria Gonçalves – educadora do CEI Ana de Fátima

Dançando com as bailarinas

Como os filmes de vídeo envolviam muito as crianças e traziam uma dimensão mais real dos movimentos, levei trechos do filme Sapatinhos Vermelhos, com cenas de balé. Depois de assistirem ao filme as crianças foram convidadas para a brincadeira Seu Mestre Mandou, na qual deviam imitar os movimentos das bailarinas.

Porém, mais interessante que a brincadeira de imitação foi a proposta de dançar vários ritmos: clássico, rock, baião, etc, em que todos imitavam os movimentos de todos. No CEI Cantinho da Criança incluí na atividade um pano bem grande, com o qual foi possível realizar vários movimentos bonitos e interessantes em grupo, como uma cobra gigante.

Ficou evidente a preferência das crianças pelas atividades em grupo na hora de dançar. Por isso, sugeri às professoras que, nas outras atividades planejadas para esta etapa, abusassem das brincadeiras de roda, que oferecessem desafios em relação aos movimentos corporais. Deixei com elas o CD-Rom Pandalelê.

Brincando de malabarista e equilibrista

Os vídeos do Cirque du Soleil, que mostrei em outra ocasião, deram uma boa referência do que é um circo e ainda alimentaram o repertório de movimentos.

Como escreveu Isabel Filgueiras em um artigo na Revista Avisa Lá (edição nº 11, julho/2002), mais importante que buscar o jeito certo de arremessar uma bola no jogo, de derrubar latas, por exemplo, é estimular a criança a resolver este desafio de diferentes maneiras, de diferentes distâncias, com diferentes tipos de bola.

Essas ações colaboram para o desenvolvimento de um repertório motor que permite à criança escolher as respostas para os diferentes desafios, buscando soluções alternativas e criativas para os mesmos problemas. Baseada nisso, convidei as crianças para explorarem possibilidades de lançamento com bolinhas de tamanhos e pesos diversos. Lançar forte, fraco, longe, perto, alto, dentro da boca do palhaço, através de bambolês, sobre um pano grande esticado, etc. Todos envolveram-se e esforçaram-se para alcançar seus objetivos e, ao final do dia, já eram observáveis os avanços de algumas crianças.

As professoras confeccionaram outros instrumentos para o trapézio, como argolas de conduítes encapados e garrafas pet enfeitadas. Improvisaram materiais para brincar de equilibrista, como copinhos de iogurte coloridos e bandejas de isopor. Tudo muito bonito e mágico. Propuseram diversas atividades com desafios com qualidade e nível diferentes. As crianças desenvolveram muitas competências como mira, força e precisão para lançamento, equilíbrio e capacidade de agarrar objetos no ar.

Registro de Áurea

Como o dia estava chuvoso, fizemos uma alteração no planejamento, transferindo a atividade de segunda-feira para sexta-feira. Como o planejamento do uso do pé-de-lata estava preparado, e eu já havia confeccionado três pares de pés-de-lata, propus desenvolver esta atividade no espaço interno da creche.

Planejei com o objetivo de possibilitar o desenvolvimento do equilíbrio. Então, trouxe para a roda os pés-de-lata e perguntei se conheciam o brinquedo. Fiz uma demonstração de como equilibrar-se em cima do brinquedo. As crianças mostraram interesse, curiosidade, e quiseram brincar também. Ao observar a brincadeira, notei que algumas crianças conseguiam equilibrar-se somente com ajuda do educador.

Leonardo conseguiu dar alguns passos sozinho. Esta atividade durou aproximadamente uma hora e eu não conseguia interromper, pois as crianças não abandonavam o brinquedo.

Áurea Maria Gonçalves – educadora do CEI Ana de Fátima


Brincando de trapezista

Na caixa-surpresa, levei um boneco trapezista para conversar com as crianças sobre seus movimentos. Ninguém conhecia aquele brinquedo. Ficaram muito curiosas para brincar e entender como o boneco balançava e virava cambalhotas sozinho no ar.

Depois de brincar com o trapezista de madeira, conhecer o nome e alguns possíveis movimentos do boneco, foi o momento de assistir a mais um trecho do Cirque du Soleil. Dessa vez, as crianças não ficaram tão assustadas achando que os trapezistas iriam cair como da primeira vez em que viram o vídeo. Como nos demais encontros, organizei no pátio um cenário de verdade, com brinquedos para as crianças se divertirem e se movimentarem.

Para que algumas se aventurassem no trapézio foi preciso coragem e ajuda. Para outras, a mãozinha de um amigo já foi suficiente. Mas sempre há aqueles destemidos, que na primeira chance já se viravam de cabeça para baixo. Para que desenvolvam suas capacidades motoras, é essencial que as crianças experimentem diversos movimentos, mesmo envolvendo um desafio maior. O desafio é necessário para que haja aprendizagem. Por isso, é imprescindível o educador constatar se o ambiente está preparado e se os materiais utilizados nas atividades são seguros o suficiente para garantir que a criança possa arriscar-se sem correr perigo.

As educadoras deram continuidade às atividades, repetiram o mesmo formato várias vezes, pois, assim como a diversidade, a constância é indispensável para que a criança estabilize suas novas aprendizagens e possa superar desafios.

Como os bichos do circo

Iniciei o dia lendo a história Cliford no Circo, que teve a função de disparar a conversa sobre os animais no circo. Além da história, levei várias imagens para observar com as crianças, que conversavam entre si sobre o que viam.

“Olha o cavalo!”
“Não é cavalo! É elefante!”
“Esse gato é feio, né?”
“Não acho ele feio. Ele tem cara de bravo.”
“O nome desse bicho é tigre.”
“É o tigre. O tigre é bravo, né?!”

Propus que cada uma se maquiasse como um animal de sua escolha e criamos no pátio uma brincadeira de faz–de–con­ta, na qual as crianças eram os animais e eu, a domadora. Os “bichos” ainda brincaram de corrida e de pega-pega, usando os apoios como os animais.

Avaliação

O aspecto mais importante da seqüência é o da continuidade, de como o professor vai propondo os novos desafios para as crianças. Foi muito marcante neste trabalho a constatação, por parte de todas nós, educadoras, de como os elementos lúdicos são fundamentais para que as crianças participem ativamente das propostas.

Desta maneira, a cada início de uma nova etapa, verificávamos o nível de desenvolvimento das crianças naquele determinado aspecto que gostaríamos de trabalhar mais profundamente e nos esforçávamos em planejar brincadeiras para desafiar as crianças, dando sentido para as atividades motoras sugeridas.

Nesta seqüência as crianças puderam aprender muitas coisas sobre seu próprio corpo, ampliaram sua consciência sobre ele e sobre os movimentos que podem realizar. Tornaram-se assim mais autônomas e independentes para se divertirem. Descortinaram um novo e mágico universo, o circo, com o qual poderão continuar se encantando, se divertindo por toda a vida.

 

Registro de Áurea

A partir do segundo semestre, comecei a desenvolver no mini­grupo um trabalho de seqüência de movimentos. No início de agosto, tendo como tema o circo, foram planejadas várias atividades de acordo com os personagens e suas profissões: palhaço, acrobatas, equilibristas, etc. Este tema, além de ter promovido desafios, trouxe atividades de movimentos que contribuíram para que as crianças desenvolvessem sua autonomia de forma lúdica e prazerosa e se apropriassem da cultura circense.

Nas primeiras atividades fiquei um pouco insegura e com medo. Um certo receio de enfrentar o novo. Percebi, com o decorrer das atividades, que minhas inseguranças foram diminuindo, e as crianças também se envolviam melhor nas atividades propostas, adquirindo mais confiança nos movimentos sugeridos a elas. Essa segurança só foi possível quando sentiram em mim um apoio.

Nas rodas de conversa, as crianças tornaram-se mais participativas, pois tinham assuntos diversos para falar, em especial sobre o circo e seus personagens. A cada dia me surpreendiam com seus interesses, iniciativas e comentários a respeito do mundo circense.

No final do semestre, percebi, por meio das devolutivas que Ana Lúcia fazia em meu diário, que precisava rever alguns aspectos. Um deles foi que cada criança tem seu movimento próprio e cabe a nós, educadores, respeitá-las em suas individualidades, e não achar que devem imitar os movimentos que o educador faz.

Uma dificuldade encontrada foi a falta de alguns materiais necessários e a organização do espaço para desenvolver as atividades, pois nestes momentos é sempre importante a ajuda do educador de apoio ou uma educadora volante. Infelizmente, nem sempre isto é possível, o que dificultava o desenrolar das atividades, uma vez que eu tinha que cuidar das crianças e organizar o espaço. Sendo esta organização feita na presença das crianças, isso tirava um pouco a surpresa e o entusiasmo das mesmas.

Mas apesar das dificuldades e inseguranças, posso dizer que este trabalho de seqüência sobre o circo trouxe para minha prática como educadora e para meu processo de formação um enriquecimento muito grande.

Áurea Maria Gonçalves – educadora do CEI Ana de Fátima

_____________________________________

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *