Sobra emprego para técnicos

Sobra emprego para técnicos


Governo e iniciativa privada investem em cursos profissionais para atenuar uma lacuna de
décadas e preencher vagas ociosas

Por Leandro Quintanilha

Fotos: Robson Regato
Revista A Rede 

A formação de nível técnico é mais rápida e, no caso do ensino privado, custa menos do que um curso superior em faculdade paga — destino da imensa maioria dos estudantes brasileiros, sem condições de freqüentar boas escolas de segundo grau e, por isso, excluídos das concorridas universidades públicas. Para esses jovens, de família de baixa renda, o curso técnico antecipa a entrada no mercado de trabalho, acelera a ascensão social. No Brasil de hoje, o ensino técnico se tornou ainda mais atrativo. Em algumas áreas, sobram vagas de empregos, empresas se vêem obrigadas a buscar profissionais no exterior e os salários são mais altos do que os de bacharéis. “Há cerca de 200 mil postos de trabalho no país não ocupados por falta de mão-de-obra qualificada”, estima Eliezer Pacheco, secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (MEC) e ex-presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). “As grandes empresas assumem a qualificação do empregado, outras chegam a ‘importar’ funcionários de outros países. As médias e menores ficam, muitas vezes, sem alternativa”, revela Pacheco.

 

A área da Tecnologia da Informação (TI) é uma das mais prejudicadas. De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Social (Senai), os gargalos mais graves são os das sub-áreas de programação de softwares e infra-estrutura de redes. “Apenas entre as empresas conveniadas à entidade, há 33 mil postos não preenchidos”, afirma o diretor-executivo da Brasscom, Sergio Sgobbi. “E estamos falando de vagas para prestação de serviços já contratados”, alerta.

 

Durante as décadas de 70 e 80, o Brasil passou por sucessivos períodos de recessão, sem grandes investimentos em infra-estrutura e, conseqüentemente, sem projetos de vulto que demandassem mão-de-obra qualificada. Assim, o país chegou ao século 21 despreparado. O economista Roger Agnelli, diretor-presidente da Vale, chamou atenção para o tamanho do problema em um artigo recente na Folha de S. Paulo: “O Brasil corre o risco de se ver obrigado a reduzir os grandes investimentos programados para os próximos anos por falta de mão-de-obra qualificada. Entre os maiores gargalos que as empresas brasileiras enfrentam, esse é o déficit que mais me preocupa”.

 

Os acadêmicos reforçam o alerta. “Hoje, até pequenas empresas precisam de ao menos um profissional de TI”, afirma o professor Alexssandro Augusto Reginato, coordenador dos cursos técnicos de informática da Escola Senai Suíço-Brasileira, em São Paulo. “Agora, até o pipoqueiro tem maquininha de cartão de crédito”, diz. “A escassez de técnicos provoca distorções no mercado de trabalho”, esclarece Almério Melquíades de Araújo, coordenador do ensino técnico do Centro Paula Souza, instituição do governo do estado de São Paulo que administra 141 Escolas Técnicas (Etecs) e 47 Faculdades de Tecnologia (Fatecs) em 122 cidades paulistas. “Hoje, muitas empresas acabam contratando um engenheiro para a vaga de um técnico em edificações. O mesmo acontece na área de TI. Em casos assim, sempre alguém vai arcar com o prejuízo: ou a empresa ou o funcionário”, avalia Araújo.

 

Bom começo

Na prática, em geral, um bom estagiário de TI sempre é admitido, após o período de aprendizado. Segundo Reginato, do Senai, um estagiário de TI ganha R$ 1 mil, em média. Um técnico formado pode receber até R$ 4 mil já no começo da carreira. Essa é a expectativa do jovem Jordan Santos Pereira, de 16 anos, aluno do segundo ano do curso técnico em Informática na Escola Técnica do Estado de São Paulo (Etesp), que pertence à rede do Paula Souza. Jordan faz estágio na Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap). Ele foi o primeiro colocado em um concurso realizado pela fundação para selecionar estagiários para todos os órgãos público do estado de São Paulo. “Quero ser programador. Pelo que já conheço do mercado, sei que posso ter uma carreira muito rentável”, acredita.

 

Jordan não está superestimando o futuro. O técnico em Redes de Comunicação Bruno Sant´Anna é um bom indicador disso. Aos 22 anos, é gerente de vendas de soluções para servidores IBM. Ele atribui a carreira rápida à qualificação técnica recebida no Senai, muito próxima da realidade do mercado. “Não me imagino desempregado”, diz. O técnico Flávio Réscia Dias, também com 22, confirma. Depois de sete meses em um cargo operacional na Telium Networks, ele hoje coordena os encontros operacinais de quatro cidades: São Paulo, Campinas, Campos e Porto Alegre. “Antes da minha entrada na empresa, há dois anos, havia preferência por profissionais com nível superior”, diz. Agora, conta, não há mais essa distinção.

 

Em resposta ao cenário de alta demanda, o ensino técnico iniciou um período de forte expansão no país. Em maio, o ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou alterações nas regras de repartição das verbas do Sistema S — integrado, entre outras entidades, por Sesc, Senai e Sebrae. Com a mudança, o sistema passaria a formar cerca de 1,5 milhão de técnicos por ano. O governo federal pretende criar o Fundo Nacional de Formação Técnica e Profissional (Funtep), que receberia os recursos destinados ao Sistema S antes de serem destinados às instituições. Esse seria um meio de induzir as entidades a aplicar o dinheiro na oferta de cursos profissionalizantes gratuitos para estudantes oriundos de escolas públicas ou com bolsa integral em estabelecimentos particulares. Atualmente, os recursos do sistema somam R$ 8 bilhões por ano e saem de um encargo de 2,5% de toda folha salarial das empresas.

 

Ao mesmo tempo, deve aumentar a oferta do ensino técnico público na rede pública federal. Pelas projeções, até o final de 2009 vão passar de 200 para 354 as instituições que oferecem o técnico. A área da informática é uma das poucas contempladas em quase todas as unidades, nas cinco regiões do país. O governo também informa que todos os Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets) serão transformados, até o final do ano, em Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifets). As mudanças atingirão até as Escolas Técnicas Federais (ETFs), as Escolas Agrotécnicas Federais (EAFs) e escolas técnicas vinculadas às universidades federais. “Todas as unidades funcionarão como uma espécie de campus de um mesmo grande instituto, o que vai garantir um novo status à rede federal”, adianta Eliezer Pacheco, do MEC. “Em cada uma, os diferentes níveis de ensino (médio, técnico, superior e pós) vão compartilhar professores, equipamentos e laboratórios”, acrescenta.

 

Em São Paulo, a oferta também dispara. No Centro Paula Souza, a maior rede estadual de ensino profissional do país, o plano de expansão do atual governo promete cem mil novas vagas até o final 2012. As Etecs hoje atendem cerca de 118 mil estudantes — 30 mil no ensino médio e mais de 87 mil no técnico, que oferece 86 habilitações. Uma pesquisa realizada com egressos revela que 77% dos formados em Etecs estão empregados depois de um ano da formação.

 

Para ampliar ainda mais o acesso à formação, uma alternativa eficaz é a educação a distância. O MEC tem o Programa Escola Técnica Aberta do Brasil (e-Tec), cuja missão é “articular instituições públicas federais, estaduais e municipais para a disseminação de cursos a distância e criação de pólos regionais de formação técnico-profissional”. De acordo com o secretário Pacheco, o ministério acaba de receber uma doação de R$ 10 milhões do Banco do Brasil para investimento em formação profissional, como aquisição de laboratórios móveis para o e-Tec, por exemplo.

Cada escola técnica associada ao programa pode implementar um sistema de ensino virtual a ser complementado com as atividades presenciais nos pólos regionais, equipados com infra-estrutura tecnológica, bibliotecas e salas de estudo. Além dos equipamentos, o MEC arca também com a elaboração de conteúdos e a gestão dos cursos. Atualmente, o e-Tec tem 198 núcleos em todas as regiões do país.

 

Outra iniciativa de ensino técnico à distância é o TelecursoTec, curso técnico pela televisão, nos moldes do telecurso tradicional. Realizado por meio de parceira entre o Paula Souza e a Fundação Roberto Marinho, oferece três cursos na área de gestão: Administração Empresarial, Gestão de Pequenas Empresas, Secretariado e Assessoria. Cada curso é de 800 horas, tem provas presenciais e concede diploma de técnico reconhecido pelo MEC, igual ao diploma dos cursos presenciais.

 

Para participar, o aluno deve ter concluído o ensino Médio ou estar cursando a 2ª série desse ciclo. Precisa adquirir os livros (R$ 192,00 – livros mais taxas das provas), se quiser acompanhar os programas pela TV — na Rede Globo (5h25), na TV Cultura (6h15 e 12h45) e no Canal Futura (18 h). Ou pode estudar pelos DVDs (R$ 300,00 – livros, DVDs e taxas das provas).

 

Em geral, os currículos dos cursos técnicos são definidos a partir de necessidades pontuais, dos diversos segmentos do setor produtivo, das regiões, e até dos Arranjos Produtivos Locais (APLs), que são as cadeias formadas pelas diferentes empresas que compõem uma atividade econômica. No âmbito do MEC, realiza-se uma bateria de audiências públicas, com representantes das comunidades, de sindicatos patronais e do poder público local.

 

No Paula Souza, muitos cursos começam com um projeto-piloto, para atender uma demanda de empresa, e depois se tornam abertos à população. Araújo explica: “Podemos, por exemplo, montar um curso de bioenergia para capacitar os trabalhadores de uma usina de açúcar e álcool. Os conteúdos desse curso são definidos em conjunto, entre os técnicos de empresas do setor e especialistas do Paula Souza. O curso pode começar dentro da empresa, com uma única turma. Depois, passa a ser oferecido ao público em geral, como uma das nossas modalidades”.

 

Nessas parcerias, as empresa entram com laboratórios, expertise, treinamento. Mas existem também iniciativas capitaneadas totalmente pelas empresas. A Vale está oferecendo, por contra própria, formação técnica a 3 mil de seus funcionários. “Países como a China e a Índia, com os quais disputamos investimentos, formam milhares de novos engenheiros todos os anos”, relata o presidente da Vale, em seu artigo.

 

A Brasscom também está investindo. A entidade reúne as maiores empresas de TI, nacionais e multinacionais, bem como centros de pesquisa e universidades, representando, segundo informa, 70% do Produto Interno bruto (PIB) brasileiro. A Brasscom espera atingir US$ 5 bilhões em exportações de serviços de TI e capacitar 100 mil novos profissionais na área, até 2011. A entidade tem dois programas importantes para atingir esse objetivo, o ForSoft e o Englisoft. O primeiro, cujo nome é uma sigla para Formação de Recursos Humanos em Software, é um projeto-piloto de um modelo de recrutamento e formação a distância e mão-de-obra em nível técnico em TI — mais especificamente, em programação. O projeto é aplicável em escala nacional, em parceria com empresas interessadas, além dos governos federal, estaduais e municipais.

 

Criado no final de 2006, com 27 turmas em 16 cidades, o projeto acompanha o desempenho dos formandos no início de sua carreira profissional, em estágios supervisionados nas empresas participantes (“madrinhas”). Parte do trabalho é analisar as experiências das empresas e alunos envolvidos, para o aprimoramento do programa. A Brasscom informa que o ForSoft recebeu recursos do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) para contratação de professores, suporte, logística, confecção de materiais e gravação das aulas em DVD. O ForSoft já capacita técnicos em quatro linguagens: Dot Net, Cobol, Java e Progress.

 

O programa EngliSoft, que também tem suporte do governo federal, prepara os profissionais para o nível de proficiência em inglês dentro dos parâmetros do mercado de TI. Para a Brasscom, a carência de profissionais de TI com domínio da língua inglesa é hoje um grande obstáculo para a venda de serviços ao exterior. Com o apoio da Finan
iadora de Estudos e Projetos do governo federal (Finep), a Brasscom criou um certificado de proficiência em três níveis, aberto a qualquer profissional que queira se submeter ao teste. O exame, focado em TI, é realizado por meio de provas online em locais controlados, com correção individual de redações e uma entrevista oral.

 

A entidade espera que o mercado assimile gradativamente o certificado como referência de qualificação profissional. Para tanto, afirma estar disposta a estabelecer parcerias com entidades de ensino de idiomas e governos, a fim de oferecer à rede pública de ensino profissionalizante todo o material de preparo hoje disponível para os testes.

 

Língua inglesa

O inglês é mesmo uma deficiência importante. A IBM Brasil oferece regularmente vagas para técnicos em feiras de recrutamento e em seu portal na internet, para trabalhos de help desk, manutenção e operação. “O déficit maior é o de profissionais que conheçam mainframe, Cobol e SAP e tenham inglês fluente”, informa a gerente de parecerias educacionais da IBM, Sirlene Toledo. No Catálogo Nacional de Cursos Técnicos do MEC, o inglês não consta como disciplina indicada em nenhum dos oito cursos da área de TI. Segundo a diretora de regulação e supervisão de educação profissionalizante do MEC, Andréa de Faria Barros Andrade, o motivo é que o idioma estrangeiro já é uma atribuição do ensino médio, que, por sua vez, é um pré-requisito para o técnico.

 

 

Profissionalização livre

Distribuídos por todo o país, os Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs) são unidades de ensino profissionalizante livre. Ou seja, ministram uma formação que não tem nível técnico, mas também prepara para o exercício de uma profissão. Vinculados ao Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), os CVTs oferecem capacitações tecnológicas de curta duração e funcionam nas estruturas das escolas públicas. Os cursos são definidos de acordo com a vocação econômica das regiões. “Hoje existem 300 centros. Até o final do ano, serão inaugurados outros 150 e até 2010, serão 1 mil”, diz o secretário de inclusão social do MCT, Joe Valle.

Para ser um técnico

O curso técnico capacita o aluno com conhecimentos teóricos e práticos em uma das diversas atividades do setor produtivo. Um dos principais objetivos é possibilitar o acesso mais rápido ao trabalho. Ou seja, o aluno recebe uma qualificação profissional e está apto a atuar no mercado antes de ingressar em um curso superior. O curso técnico também serve para requalificar ou reinserir no mercado de trabalho profissionais que precisam de atualização.

Para obter o diploma de técnico, é necessário ter o certificado de conclusão do ensino Médio. O técnico pode ser cursado de forma integrada, concomitante ou subseqüente ao Médio. Na forma integrada, com uma única matrícula, o aluno freqüenta um curso que reúne conteúdos do ensino Médio e competências da educação profissional. Na forma concomitante, o aluno faz os dois cursos em paralelo — não precisa necessariamente ser na mesma instituição. Na forma subseqüente, faz o curso técnico depois de ter concluído o Médio.

Fonte: Ministério da Educação (MEC)

O que estudar?

Antes de fazer sua opção, conheça os oito cursos técnicos de TI do Catálogo Nacional de Cursos Técnicos e as recomendações do MEC, que servem como parâmetros para um bom curso.

Técnico em Informática

> Atribuições do profissional: Desenvolve programas de computador, seguindo as especificações e paradigmas da lógica de programação e das linguagens de programação. Utiliza ambientes de desenvolvimentos de sistemas, sistemas operacionais e banco de dados. Realiza testes de software, mantendo registro que possibilitem análises e refinamento dos resultados. Executa manutenção de programas de computadores implantados.

> Currículo mínimo sugerido: Lógica e linguagens de programação; sistemas operacionais; hardware; interpretação de especificações de sistemas computa­cionais; banco de dados.

> Possíveis empregadores: Instituições públicas, privadas e do terceiro setor que demandem sistemas compu­tacionais, especialmente envolvendo programação de computadores.

> Infra-estrutura recomendada: Biblioteca com acervo específico e atualizado; laboratório de informática com programas específicos.

 
Técnico em Informática para internet

> Atribuições: Desenvolve programas de computador para internet, seguindo as especificações e paradigmas da lógica de programação e das linguagens de programação. Utiliza ferramentas de desenvolvimento de sistemas, para construir soluções que auxiliam o processo de criação de interfaces e aplicativos empregados no comércio e marketing eletrônicos. Desenvolve e realiza a manutenção de sítios e portais na internet e na intranet.

> Currículo: Lógica e linguagens de programação; interface homem-máquina; protocolos de comunicação; sistemas operacionais; hardware; banco de dados; interpretação de especificação de sistemas computa­cionais e redes de computadores.

> Empregadores: Instituições públicas, privadas e do terceiro setor que demandem programação de computadores para internet.

> Infra-estrutura: Biblioteca com acervo específico e atualizado; laboratório de informática com programas específicos.

 
Técnico em Manutenção e Suporte em Informática

> Atribuições: Realiza manutenção preventiva e corretiva de equipamentos de informática, identificando os principais componentes de um computador e suas funcionalidades. Identifica as arquiteturas de rede e analisa meios físicos, dispositivos e padrões de comunicação. Avalia a necessidade de substituição ou mesmo atualização tecnológica dos componentes de redes. Instala, configura e desinstala programas e softwares básicos, utilitários e aplicativos. Realiza procedimentos de backup e recuperação de dados.

> Currículo: Arquitetura de computadores; sistemas operacionais; infra-estrutura de infor­mática; redes de computadores; aplicativos comerciais.

> Empregadores: Instituições públicas, privadas e do terceiro setor que demandem suporte e manutenção de informática ou na prestação autônoma de serviços.

> Infra-estrutura: Biblioteca com acervo específico e atualizado; laboratórios de arquitetura de computadores, informática com programas específicos.

 
Técnico em Programação de Jogos Digitais

> Atribuições: Compõe equipes multidis­ciplinares na construção dos jogos digitais. Utiliza técnicas e softwares especializados de tratamento de imagens e sons. Desenvolvem recursos, ambientes, objetos e modelos a serem utilizados nos jogos digitais. Imple­mentam recursos que possibilitem a intera­tividade dos jogadores com o software. Integra os diversos recursos na construção do jogo.

> Currículo: Computação gráfica; linguagem de programação; softwares para tratamento de som, imagem e efeitos especiais; técnicas de encapsu­lamento e distribuição.

> Empregadores: Instituições públicas, privadas e do terceiro setor que demandem programação de jogos digitais.

> Infra-estrutura: Biblioteca com acervo específico e atualizado; laboratórios de computação gráfica, informática com programas específicos.

 
Técnico em Redes de Computadores

> Atribuições: Instala e configura dispositivos de comunicação digital e softwares em equipamentos de rede. Executa diagnóstico e corrige falhas em redes de computadores. Prepara, instala e mantém cabeamentos de redes. Configura acessos de usuários em redes de computadores. Configura serviços de rede, tais como firewall, servidores web, correio eletrônico, servidores de notícias. Implementa recursos de segurança em redes de computadores.

> Currículo: Sistemas operacionais; protocolos de comunicação; equipamentos e arquitetura de redes; dispositivos de comunicação de dados; segurança de redes

> Empregadores: Instituições públicas, privadas e do terceiro setor que demandem redes de computadores ou na prestação autônoma de serviços.

> Infra-estrutura: Biblioteca com acervo específico e atualizado; laboratórios de redes, informática com programas específicos.

 
Técnico em Sistemas de Computação

> Atribuições: Participa da elaboração de projetos, realiza instalação, operação e manutenção de sistemas de telefonia fixa e móvel, atuando na prestação de serviços, assistência técnica, elaboração e treinamento de documentação técnica de sistemas de comutação.

> Currículo: Eletricidade e eletrônica; sistemas modulados; comunicações digitais; sistemas telefônicos fixos e móveis.

> Empregadores: Empresas de telefonia fixa e móvel, empresas de radiodifusão, indústrias de telecomunicações, agências reguladoras e provedores de internet, laboratórios de desenvolvimento e pesquisa.

> Infra-estrutura: Biblioteca com acervo específico e atualizado; laboratórios de antenas, eletricidade e eletrônica, informática com programas específicos, sistemas ópticos, telecomunicações, telefonia.

 
Técnico em Sistemas de Transmissão

> Atribuições: Atua no dimensionamento, instalação, operação e manutenção de equipamentos de telecomunicações e telemática, sobretudo nos meios de transmissão, sejam eles por fibras ópticas, cabos metálicos ou via rádio. Pode ainda atuar na prestação de serviços, assistência técnica, treinamento e elaboração de documentação técnica de sistemas de transmissão.

> Currículo: Eletricidade e eletrônica; sistemas modulados; protocolos de comunicação; redes de comunicação; comunicações digitais e meios de transmissão.

> Empregadores: Empresas de telefonia fixa e móvel, empresas de radiodifusão, indústrias de telecomunicações, agências reguladoras e provedores de internet, laboratórios de desenvolvimento e pesquisa.

> Infra-estrutura: Biblioteca com acervo específico e atualizado; laboratórios de antenas, eletricidade e eletrônica, informática com programas específicos, redes de comunicação, sistemas ópticos, telecomunicações.

 
Técnico em Telecomunicações

> Atribuições: Participa da elaboração de projetos de telecomunicação. Atua na instalação, operação e manutenção de sistemas de telecomunicações e de telemática. Supervisiona os procedimentos adotados nos serviços de comunicações atendendo a regulamentação específica.

> Currículo: Eletricidade: eletrônica; protocolos de comunicação; redes de comunicação; comunicações analógicas; comunicações digitais.; meios de transmissão; sistemas telefônicos fixos e móveis.

> Empregadores: Empresas de telefonia fixa e móvel, empresas de radiodifusão, indústrias de telecomunicações, agências reguladoras e provedores de internet, empresas de prestação de serviços e assistência técnica.

> Infra-estrutura: Biblioteca com acervo específico e atualizado; laboratórios de antenas, eletricidade e eletrônica, informática com programas específicos, redes de comunicação, sistemas ópticos, telecomunicações, telefonia.

Links:

Ministério da Educação
Cadastro Nacional de Cursos Técnicos – MEC
Ministério da Ciência e Tecnologia
Centros Vocacionais Tecnológicos – MCT
BRQ
Vale
Brasscom
Senai
Centro Paula Souza

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

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