Redes sociais geram discussões e descobertas diárias

No Grupo de Estudos, redes sociais geram discussões e descobertas diárias

Por Giulliana Bianconi

Em um mês e meio de Grupo de Estudos Online, o assunto “redes sociais” já veio à tona em diferentes tópicos dos fóruns de discussão. São professores e educadores em geral abordando o que consideram prós e contras da inserção desses ambientes em sala de aula, mas, principalmente, buscando novas metodologias para fazer uso das redes.

Muitos dos participantes do Grupo de Estudos ainda não tinham os seus perfis em Orkut, Facebook, Twitter etc. Outros, como o André Dutra, de São Paulo, já se faziam presentes, mas, ao participar das discussões do Grupo, passaram a refletir um pouco mais sobre a utilização das mesmas para troca de conhecimento com os colegas e para atividades com os seus alunos. Participante ativo do Grupo, André publicou em seu perfil no Twitter “Entrando no Orkut para estudar. É isso mesmo! Não é piada! No Orkut, também, estudamos”. O professor referia-se a um novo tópico criado na Comunidade Educar na Cultura Digital.

Apesar de a presença nas redes ser crescente entre os professores do Grupo de Estudos, as reflexões que fazem no ambiente virtual do grupo mostram que a maior parte deles não sabe bem por onde começar quando a proposta é realizar atividades visando ensino/aprendizagem no Orkut e nas redes em geral. Embora reconheçam a necessidade de se apropriarem desse uso para buscar práticas que se insiram na cultura digital, a questão sempre remonta às metodologias: como fazer algo realmente interessante e inovador nas redes?

Nos fóruns do tema “Inovação Pedagógica”, no Grupo de Estudos, ideias sobre como utilizar o Orkut já estão surgindo a partir das discussões. A professora Sandra Nogueira, de São Paulo, compartilhou a proposta que desenvolverá com seus alunos de 9 e 10 anos. Um dos pontos que chama a atenção é sua preocupação em abrir espaço para a linguagem utilizada na internet.

“As mensagens trocadas entre os alunos ora serão escritas na linguagem própria da internet (com abreviações, por exemplo), ora serão organizadas com base na norma padrão da Língua Portuguesa”, disse Sandra. É um exemplo de “concessão” que, no ambiente das redes, não significa impedimento para que o aprendizado se concretize.

Youtube

Neste mesmo tema, de “Inovação Pedagógica”, a Regina Saponara criou o tópico “Youtube: Vilão ou aliado no processo de aprendizagem?” e argumentou que, para ela, o Youtube ter alcançado tamanha popularidade está associado ao fato de permitir que os usuários se apropriem da condição de protagonistas. Regina sugeriu que os participantes discutissem possibilidades de fazer com que os alunos fossem produtores de conteúdo de qualidade no Youtube e não apenas consumissem qualquer conteúdo lá publicado. Mas, antes mesmo das ideias, já vieram as dúvidas: como produzir para o Youtube? como baixar vídeos do YouTube?

O Grupo de Estudos tem uma peculiaridade: os participantes discutem e propõem ideias, mas ao compartilhar dúvidas e não apenas conhecimentos, eles aprendem com seus questionamentos e angústias. Dois comentários abaixo e lá estava a participante Soraia Ribeiro, professora de São Paulo, dando dicas sobre programas como Atube Catcher, que baixam vídeos do Youtube. Regina Saponara, na sequência, expôs: “Não é maravilhoso aprender em rede? Fui definitivamente ‘fisgada’ por esta web! Quanta coisa já aprendi participando neste grupo!!!”

Sobre o YouTube ser vilão ou mocinho, as reflexões dos integrantes do Grupo de Estudos apontam sempre para um consenso: todas as redes da web podem ser bem aproveitadas pedagogicamente, desde que se saiba caminhos para isso e se tenha alguns cuidados, como bem destacou a Vera Lucia Valerio, POIE -Professor Orientador de Informática Educativa de uma escola municipal de São Paulo. Vera, que criou um blog e um canal do YouTube para trabalhar com os alunos, falou sobre a preocupação com a exposição excessiva dos mesmos e a preocupação de solicitar autorização de imagem aos responsáveis pelos alunos quando forem fazer vídeos publicados nas redes.

A observação pertinente abriu espaço para outras na mesma linha. E logo se falou também na importância de se trabalhar a “netiqueta” com os estudantes ao pensar em atividades em redes sociais. O termo, que pode soar estranho para alguns, está lá na Wikipédia e é usado para denominar conjunto de práticas e comportamentos que são bem ou mal avaliados nas redes.

Essa troca de informações, conceitos e práticas sobre redes sociais ocorre diariamente no Grupo de Estudos Educar na Cultura. Para contribuir e aprender um pouco mais, participe dos fóruns!

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

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