Quem canta, os males espanta

Quem canta, os males espanta

Disciplina:

Língua Inglesa

Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Vocabulário, estruturas lingüísticas, cultura
Tipo: Músicas

Um dos modos mais prazerosos de aprender uma língua é ouvindo e cantando música. Lembremos que, quando bebês, parte do que aprendemos da língua materna contou com a colaboração das cantigas de ninar; quando crianças, das cantigas populares que entoávamos em roda.

Exercícios com música no ensino de língua estrangeira estimulam e aperfeiçoam a audição e a produção oral do aluno. Propõem a prática espontânea (cantar uma música) de algo que nos é estranho (língua estrangeira).

E por falar nisso, que tal ouvir e repetir a letra Save the Childrende Marvin Gaye? A música integra o disco What’s going on, gravado em 1971 e chama a atenção para o temeroso futuro das crianças num mundo em que a percepção do artista está “destinada a morrer”. O contexto é a guerra do Vietnam em 1969.

O trabalho com a música pode ser feito em três etapas.

  • Apresente uma breve biografia do músico Marvin Gaye, explore o contexto histórico do disco e da faixa selecionada e discuta com o grupo.
  • Sugira perguntas: Como entendem a visão do intérprete? Ela é otimista ou pessimista? Por quê? Acham que a situação relatada na música ainda tem eco atualmente? Concordam com o ponto de vista adotado? Como vêem o futuro das crianças hoje?
  • Feita esta contextualização, passe à audição propriamente dita, primeiramente para que os alunos apreciem a música sem o acompanhamento da letra.
    Em seguida, distribua a letra da música com lacunas para que os alunos tentem preenchê-las na segunda audição. A terceira escuta permitirá aos alunos conferir as lacunas preenchidas e completar aquelas que eles não conseguiram preencher. Apresente a resposta correta dos espaços em branco para que os alunos possam observar possíveis enganos. Por fim, convide a todos para cantar e se deleitar com a música aprendida.

Esta proposta é uma possibilidade de trabalho em sala de aula; portanto, o professor pode realçar outros aspectos da letra de Marvin Gaye (palavras, expressões etc.).

Neste caso, optamos por omitir as contrações (“wanna, won’t, can’t, who’s etc.) e as estruturas verbais contidas na música: imperativo (“Save the children”; “Let live everybody” etc.), futuro (“There’ll come a time”; “Flowers won’t grow” etc.), presente (“Who really cares?” etc.).

Na letra, o que vai sublinhado é o que deve aparecer em lacuna para os alunos.

Para que os alunos percebam a dinâmica da atividade e o objetivo pretendido, é importante, ao final das audições, dedicar um tempo para comentar a letra e os aspectos lingüísticos sublinhados (gramática, expressões, vocabulário).

Se o professor adotar o modelo proposto, vale comentar as diferenças entre os tempos verbais destacados e o uso das contrações, pertinente à linguagem oral e musical, embora inadequado ao registro escrito e formal. Neste caso, as contrações devem ser eliminadas (“want to” no lugar de “wanna”, “will not” no lugar de “won’t”, “can not” no lugar de “can’t”, “who is” no lugar de “who’s” etc.). Também é importante chamar a atenção para a construção “Who really cares?”,  porque o pronome interrogativo “who” é conjugado na terceira pessoa do singular e não pede auxiliar.

Com o percurso proposto, o professor perceberá que o trabalho com música em sala de aula educa o ouvido do aprendiz de línguas. Incentiva-o a transcrever as letras das músicas que escuta, a repeti-las e cantá-las. De uma audição passiva, o aluno passa a uma audição ativa, assimilando estruturas, aprendendo um pouco de história e cultura e tornando a vida mais leve, porque “quem canta, os males espanta”. Seja em que língua for.

Referência:
GAYE, Marvin. What’s going on. Tamla, 1971.

Texto Original: Lilian Escorel

Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

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