O EducaRede em conexão com a arte

O EducaRede em conexão com a arte

Para comemorar o II Dia Internacional do EducaRede, o programa promoveu uma atividade lúdica e interativa entre estudantes dos países onde o projeto está presente tendo como tema a vida e obra de Pablo Picasso

Durante o mês de outubro, o pintor espanhol Pablo Picasso (1881-1973) foi fonte de inspiração para cerca de quarenta alunos da EMEF Carlos Pasquale, no Itaim Paulista, São Paulo, que participaram da gincana virtual Conexão Picasso em comemoração ao II Dia do EducaRede, que aconteceu no dia 06 de novembro. O pátio, os corredores e a sala de informática da escola ganharam painéis, colagens, pinturas e outras referências da vida e obra do artista, considerado um dos grandes nomes da pintura contemporânea do século XX. Na ponta da língua de cada um dos jovens, as fases que marcaram o trabalho de Picasso, o nome de muitas de suas obras, além de detalhes de sua vida pessoal. “O Picasso torcia para o Real Madrid, você sabia?”, revela Caio Rodrigues, aluno da 8ª série. O resultado do projeto pôde ser conferido na vídeo-conferência que reuniu jovens de outros seis países onde o EducaRede está presente (Argentina, Chile, Colômbia, Espanha, México e Peru) que, juntos, solucionaram um enigma virtual.

Para Ulisses Sanches, professor de inglês e POIE (Professor Orientador de Informática Educativa) da escola, a internet e as ferramentas web 2.0 foram essenciais para a pesquisa e troca de informações entre os alunos, que superaram as expectativas propostas pelo projeto. “Eles conseguiram ser despertados para a vida e obra de Picasso. Muitos nunca tinham ouvido falar do artista e isso foi fácil por que eles trabalharam muito com o blog que foi montado para a troca de informações”, acredita.

Todas as cores de Picasso

Uma gincana virtual, uma caça ao tesouro, uma releitura dos quadros de Picasso e apresentações teatrais sobre a vida do pintor espanhol foram as atividades propostas para os jovens que participaram do projeto. Divididos em quatro equipes, com 10 alunos cada, batizadas com o nome das principais cidades onde o pintor viveu – La Coruña, Paris, Barcelona e Málaga –, os alunos se organizaram em duplas para cumprir as tarefas.

A gincana virtual foi um jogo on-line de perguntas e respostas a partir de informações disponibilizadas aos participantes no blog oficial. A cada resposta certa as equipes pontuavam. Embora fosse escrito totalmente em espanhol, a língua não foi uma barreira para os estudantes brasileiros. “Os alunos se envolveram demais no projeto. Antes que eu providenciasse uma versão traduzida para o Português para facilitar a troca, eles já estavam interagindo com crianças da Espanha e de outros países e entendendo tudo”, lembra a coordenadora do projeto, Renata Mandelbaum.

A caça ao tesouro também privilegiou a busca de informações sobre o artista. Os alunos recebiam dicas para encontrar questões sobre Picasso escondidas pela escola. Junto com a dica, uma peça de quebra-cabeça. Assim que a pergunta fosse localizada e respondida de forma correta, muitas vezes a partir de uma rápida pesquisa na Internet, os integrantes das equipes recebiam uma nova dica e com com ela outra peça do quebra-cabeça que, completo, mostrava uma obra de Picasso.

Jovens artistas

Dois alunos por equipe ficaram responsáveis por reproduzir uma obra de Picasso numa tela de pintura. Os desenhos, feitos à mão livre, retrataram quatro diferentes obras do artista. “O contato mais significativo e contextualizado com a história da arte proposto pela atividade fez com eles absorvessem as informações”, acredita Margareth Jardim, professora de Educação Artística. “A troca cultural e de informações com estudantes de outros países também será inesquecível para essas crianças”, concluiu Margareth.

O nascimento do pintor, a fase rosa, a fase azul e os amores de Picasso foram os temas propostos para o grupo responsável pelo teatro. A partir desses temas, os jovens escreveram, dirigiram e encenaram pequenos esquetes.

A festa terminou no auditório da escola com uma vídeo-conferência entre as crianças dos países participantes. A transmissão pôde ser vista via telão e o objetivo final era a solução conjunta de um enigma num diagrama virtual. Como uma espécie de caça-palavras, fotos de obras do artista foram encaixadas pelas equipes dos países participantes até que a frase “A arte é uma mentira que nos aproxima da verdade”, dita pelo pintor, foi desvendada.

Para Sérgio Mindlin, presidente da Fundação Telefônica, interação, cooperação, cultura e diversão pautaram todo o projeto. “É muito legal ver que todos estão entusiasmados em torno da Conexão Picasso. Vocês foram atrás de informações, usaram os blogs e a internet, se viraram com o espanhol, superando a barreira da língua. O mundo com a tecnologia e a Internet deixou de ter fronteiras. E queremos que as escolas tenham ferramentas para acompanhar essas mudanças”, afirmou. “A Conexão Picasso também serviu para mostrar como a escola pública pode ser boa e como as parcerias são importantes”, concluiu Ana Inês Fernandes, diretora da Carlos Pasquale. Pela participação, os alunos receberam certificado e medalhas e a escola ganhou um câmera filmadora de presente.

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

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