Laís Bodanzky fala sobre cinema e comunidade

Com a participação de cerca de 30 pessoas em sala de bate-papo do EducaRede, a diretora dos filmes “Bichos de Sete Cabeças” e “Chega de Saudade” contou sobre suas influências, deu dicas para jovens que se interessam pela carreira cinematográfica, explicou o que acontece no projeto Cine Tela Brasil, entre outros assuntos.

 

A paixão pelo cinema e como ele pode ser um grande fator na formação do cidadão, esses foram os dois principais temas abordados no bate-papo que aconteceu nesta segunda-feira, dia 11, no portal EducaRede com Laís Bodanzky, diretora dos filmes “Bicho de Sete Cabeças” e “Chega de Saudade”.

“O gostoso do cinema é que ele é uma janela para o mundo. Mesmo sendo um filme de ficção, você conhece uma outra cultura”, disse a cineasta. Uma questão muito levantada pelos internautas foi o preconceito que uma mulher na direção de um filme pode sofrer. “Nunca senti preconceito pelo fato de ser mulher. Acho que a geração da Tizuka Yamazaki teve que encarar este problema. Essas mulheres fortes me ofereceram um delicioso campo de trabalho. Mas curiosamente quando finalizei o ‘Bicho de Sete Cabeças’, na Itália, senti na pele o preconceito. Não só de ser mulher mas de ser uma diretora estreante e do terceiro mundo”, contou Laís.

Já sobre os jovens que sonham um dia ser cineasta, Laís dá uma dica importante: “Eu comparo a câmera de vídeo com a caixinha de fósforo usada pelos músicos. O brasileiro é muito criativo, ele já provou isso na música. Aos poucos estamos mostrando que no audiovisual também somos criativos. Quem quer seguir uma carreira cinematográfica, tem que primeiro pensar o que você tem para dizer para o mundo. Será que outras pessoas vão se interessar? Essa história precisa ser vital para você pois o caminho para realizá-lo será muito duro apesar de divertido. Um curso é sempre bacana, mas não tenha medo de por a mão na massa. Faça um vídeo com uma câmera do vizinho, o celular do pai, etc. Mas faça. E depois faça de novo e de novo.”

Cine Tela Brasil

“O Projeto surgiu há 12 anos atrás, em um formato mambembe. Era só o Luiz Bolognesi e eu exibindo filmes de curta-metragem em praças, escolas, associações de bairro, etc. Sempre de graça para um público que estava vendo o cinema provavelmente pela primeira vez. Nós como realizadores, sentíamos dificuldade em exibir os nossos próprios filmes e de amigos também”, explicou Laís, que completou: “Nossos objetivos são vários: “Formação de público, distribuição de bens culturais, espaço de exibição para o cinema brasileiro, ocupação do espaço público, apoio à atividades escolares e principalmente por pura diversão.”

Confira vídeo sobre o lançamento da sala em São Paulo e uma entrevista com a cineasta.

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *