Como trabalhar com os clássicos da literatura universal

Como trabalhar com os clássicos da literatura universal

Disciplina:

Língua Portuguesa/Literatura

Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Clássicos universais
Tipo: Materiais didáticos

O objetivo do trabalho com os livros da coleção “Literatura em Minha Casa”, do Programa Nacional Biblioteca da Escola  – PNBE, distribuídos pelo Ministério da Educação aos alunos de 4ª e 5ª séries, é possibilitar que os alunos sejam realmente leitores desses e de outros textos. Para isso, é necessário que o professor seja ele próprio um leitor e faça da sala de aula um lugar de leituras, um espaço para se compartilhar estratégias e mecanismos utilizados, assim como os diferentes sentidos que possam ter os textos.

Para que os alunos saibam ler o contexto em que os livros são produzidos e publicados; quem são os autores, editora, época de publicação, para quem foram escritos, se foram traduzidos, ilustrados e todo tipo de informação que os capacite a estabelecer relações, fazer inferências e formular hipóteses sobre o texto que lêem, peça-lhes que tragam os livros da coleção identificados como “Clássicos” no dia da semana destinado à leitura.

Organize a classe em pequenos grupos e proponha a seus alunos que eles descubram nos livros desse conjunto informações sobre a história sem ler o texto propriamente dito. A idéia é que eles, ao manusearem os livros, identifiquem informações sobre:

  • quem escreveu o texto;
  • quem editou;
  • se foi ilustrado e quem fez isso;
  • data da edição;
  • época em que foi escrito;
  • outras informações sobre capa, revisão, introdução, sumário.

O professor deve estar disponível para ajudar os grupos, discutindo com eles a diferença, por exemplo, de autor e tradutor, explicando o que são histórias de tradição oral.

Depois disso, o professor pode agrupar os alunos que tenham os mesmos livros e propor-lhes que folheiem o livro e conversem sobre as idéias que eles têm da história a partir das informações colhidas nos títulos, nas ilustrações e nos textos anexos (se houver) como “Notas explicativas”, “Sobre o autor”, entre outros.

O professor pode dar pistas que os ajudem a estabelecer relações e formular hipóteses plausíveis como, por exemplo, perguntando se o livro tem fadas, se há indícios de mistérios. Os alunos devem registrar as opiniões no caderno.

Depois de um tempo, os grupos devem compartilhar o resultado dessa discussão e trocar idéias sobre as hipóteses levantadas. A partir daí, o professor deve combinar a leitura do texto, que pode ser feita parte na escola, parte em casa, desde que prazos e horários estejam bem acertados.

Uma alternativa é começar no grupo pequeno com alguém lendo em voz alta e os demais acompanhando no livro. O próprio grupo pode combinar e marcar com o professor quanto vai ler em casa para que essa atividade tenha continuidade na aula seguinte.

O importante aqui é que a leitura seja acompanhada de troca de impressões sobre o texto a cada aula, buscando, com isso, também conferir os acertos e desvios das hipóteses estabelecidas antes da leitura.

Depois de lidos os livros, o professor pode estimular os alunos a trocarem os textos para leitura em casa, ou mesmo refazer o trabalho mudando aquilo que já passou para o domínio da turma.

Para finalizar, o professor pode propor aos alunos que:

  • leiam para alguém da família ou da comunidade: para pais, avós, irmãos, vizinhos, amigos, familiares;
  • conversem com eles sobre o texto;
  • escrevam o relato dessa atividade.

Na classe, no dia marcado para isso, a turma pode ler e comentar em grupo os relatos escritos, corrigi-los, reescrevê-los caso queira publicá-los.

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

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