Cidade e bairro em duas e três dimensões

Cidade e bairro em duas e três dimensões

Disciplina:

Geografia

Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Espaço contínuo, representação tridimensional e bidimensional
Tipo: Metodologias

A cartografia é uma linguagem que permite sintetizar informações, expressar conhecimentos, estudar situações, entre outras coisas, sempre envolvendo a idéia da produção do espaço: sua organização e distribuição.

Para compreender a organização e a distribuição espacial é importante que o professor crie condições para desenvolver os conceitos de continuidade e inclusão do espaço.

Uma forma de ajudar os alunos a se apropriarem desses conceitos é fazer a maquete de um bairro ou de uma pequena cidade, transformando-a posteriormente em planta baixa, de modo que possam comparar as diferenças entre as duas formas de representação – bidimensional e tridimensional.

Essa atividade também auxilia na verificação pelos alunos de que a sala de aula está na escola, que por sua vez está no bairro, que se encontra na cidade e assim por diante, concretizando a relação de inclusão espacial.

Para refletir sobre essas noções, pode-se organizar a sala em quatro grupos e propor as seguintes atividades:

1. Imaginar um bairro ou uma pequena cidade onde os alunos gostariam de viver. Como seriam as ruas, os prédios, o parque, a escola, as casas. Essa idéia de bairro ou cidade deve ser desenhada como esboço de um projeto;

2. Cada membro do grupo deve construir um ou dois prédios da cidade projetada (pode ser casa, edifício, igreja, hospital, escola, mercado etc.), utilizando para isso caixas pequenas encapadas com papel colorido, no qual desenham a fachada do prédio;

3. Discutir qual a melhor posição de cada prédio e sua distribuição na base da maquete (cartolina), favorecendo a visão crítica do espaço urbano;

4. Desenhar os contornos das quadras, levando em conta a distribuição dos prédios que foi discutida pelo grupo;

5. Colocar os prédios dentro dos contornos das quadras, porém sem colar. A maquete pode ganhar ainda outros elementos como árvores, semáforos, carros;

6. Terminada a montagem, pedir aos alunos que contornem com lápis a base dos prédios e os outros elementos distribuídos. Ao retirá-los, os alunos podem constatar que na base ficou desenhada a planta baixa da cidade;

7. Na planta baixa, os alunos criam símbolos para a identificação dos prédios, colocando-os em uma legenda;

8. Cada grupo apresenta o seu bairro ou cidade à classe, explicando as diferenças entre as duas formas de representação – planta baixa e maquete –, apontando, também, as razões da distribuição e organização espacial que fizeram.

Os trabalhos podem ser expostos na sala de aula ou no pátio da escola. Se possível, é interessante fotografá-los para a confecção de um painel.

Texto original: Vera Lúcia Moreira
Edição: Equipe EducaRede

 (CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)
03/05/2002

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