Travessia

Disciplina: Educação Física
Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Desafio em grupo
Tipo: Metodologias
As dinâmicas do trabalho em grupo devem ser objeto de interesse de todas as áreas do conhecimento porque elas criam as condições favoráveis para se aprimorar a capacidade dos alunos de trabalhar coletivamente, sem desrespeitar suas individualidades. Não raras vezes, estas experiências são muito mais significativas e enriquecedoras para uma dada reflexão do que uma simples conversa. E os desafios em grupo geralmente conquistam todos os alunos quando instigados a resolver um determinado problema.

Para essa atividade são necessários três bambolês para cada grupo de 12 a 15 alunos, e um espaço de 15 a 20 metros, demarcado por duas linhas paralelas: uma inicial e outra final. Em uma quadra poliesportiva, pode-se usar a extensão da quadra de voleibol.

Para iniciar a atividade, divida a turma em grupos de aproximadamente 15 alunos. Cada grupo deve formar um pequeno círculo próximo à linha inicial; para isso, todos devem se sentar. Em seguida, o professor entrega três bambolês para cada uma das equipes e apresenta o desafio: fazer a travessia de todos os componentes do grupo até a linha final no menor tempo possível. Para isso, todo o deslocamento necessário só será permitido se feito dentro da área delimitada pelos bambolês.

Uma regra importante: não é permitido arrastar os bambolês pelo chão. Se algum integrante do grupo, por qualquer motivo, pisar fora dos bambolês, toda a equipe deve voltar à linha inicial e fazer nova tentativa. O grupo vencedor será aquele que primeiro completar essa travessia. E a partir dessas regras, os grupos terão 10 a 15 minutos para elaborar uma estratégia para atingir esse objetivo.

É muito comum entre os alunos surgirem várias dúvidas após essa breve explanação, mas o interessante para a realização da atividade é não explicá-la demais. Destaque apenas que as pessoas só podem atravessar a quadra, ou o local predeterminado, pisando dentro dos bambolês e que há diversas formas de o grupo se organizar para chegar à outra extremidade do espaço.

Durante todas as etapas da atividade é interessante que o professor observe atentamente como os alunos se comportam no momento de traçar as estratégias necessárias para atingir o objetivo proposto, por exemplo:

  • Todos têm a voz respeitada no grupo?
  • Todos se mobilizam com a questão?
  • Há lideranças? Como se relacionam com elas?
  • Como reagem aos equívocos de um companheiro?

Ao final da atividade, e após a empolgação natural por ela provocada, o resultado dessa observação deve ser apresentado cuidadosamente aos alunos. Em seguida, convide-os a comentar suas observações, ampliá-las, rebatê-las… Este momento será bastante enriquecedor para a formação de todos.

Texto Original: Iza Anaclêto e Mônica Arruda Xavier

Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Trabalhando com os pés

Disciplina: Educação Física
Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto: Fortalecimento dos músculos dos pés
Tipo: Metodologias

Os pés são os apoios que temos quando estamos na posição vertical e são eles que suportam o peso do nosso corpo. Conseqüentemente, uma boa postura é obtida a partir deles, quando alinhamos as pernas, a bacia, o tronco e a cabeça.

Quando um indivíduo possui pés debilitados, toda a sua postura fica comprometida. A Educação Física deve voltar-se para a promoção da saúde e não se restringir às habilidades necessárias para a prática desportiva. Assim, é recomendável que ela contemple habilidades relacionadas à funcionalidade do corpo, como ficar de pé, andar, sentar ou transportar peso, pois são essas habilidades que os alunos usam no seu cotidiano.

Descrição da Atividade

1ª etapa – Sensibilização e preparação

O professor inicia o trabalho em uma aula anterior à atividade propriamente dita, com uma conversa sobre a importância dos pés e sua funcionalidade. Pode levantar questões como:

  • Para que servem os pés?
  • Eles são uma parte do corpo de que você gosta?
  • O que causa o mau cheiro dos pés (chulé)?
  • Você sabia que se pode fortalecer os pés por meio de ginástica?
  • Você sabia que, segundo a medicina oriental, pode-se atingir a maioria dos órgãos do corpo ao massagear os pés?Em seguida, o professor fala sobre apoio, postura, asseio e a importância do uso de calçados adequados. Depois, combina com os alunos sobre a aula seguinte, em que será realizada uma ginástica para os pés, sendo necessário que estes estejam bem limpos (higienizados), pois os sapatos serão retirados.

    2ª etapa – Atividade propriamente dita

    Essa atividade é constituída por um circuito de dez estações numeradas, que pode ser montado na quadra, pátio ou mesmo na sala de aula. Os alunos dividem-se em grupos eqüitativos (por exemplo, no caso de trinta alunos, ficam três por estação). Cada grupo permanece por um minuto em cada estação, realizando o movimento estipulado, deixando-se um tempo de aproximadamente trinta segundos para a troca de estações.

    Cada grupo escolhe uma estação para iniciar a atividade e depois segue para a seguinte, conforme a seqüência numérica. O professor faz um aquecimento inicial e um relaxamento no fim da aula.

    Material necessário:

  • Cabos de vassoura
  • Bambolês
  • Bolinhas de gude
  • Caixas de papelão
  • Escada ou tábua
  • Plinto
  • Latas (tamanho leite em pó)
  • Papel e caneta
  • Bolas
  • Pedrinhas
  • Papel de jornal ou revista
  • Cones ou fita crepe
  • Tambor plástico ou de metalAntes da chegada dos alunos, o professor prepara as dez estações, que devem ser sinalizadas por cones ou fita crepe.

    Aquecimento Inicial

    Os alunos tiram os sapatos e sentam-se em um grande círculo, com as pernas estendidas. Devem observar seus pés quanto a tamanho, largura, cor, temperatura e sensações. Essas impressões devem ser guardadas para comparação no fim da aula.

    Levantam e andam livremente pelo espaço, tentando apoiar todo o pé no chão, “desenrolando-o” do calcanhar à ponta. Em seguida, ao comando do professor, os alunos caminham apoiando as seguintes partes:

  • Calcanhar
  • Ponta dos pés
  • Borda externa
  • Borda internaPara finalizar o aquecimento, os alunos andam alternando livremente esses quatro apoios. Em seguida, realizam o circuito.

    Relaxamento Final

    Ao comando do professor, os alunos retomam a disposição do início da aula (em círculo, com as pernas estendidas). Devem observar atentamente se houve mudanças nos seus pés em relação às impressões obtidas no aquecimento (tamanho, largura, cor, temperatura, sensações). Em seguida, cada um comenta suas impressões com o grupo. O professor deve concluir ressaltando a importância dos pés, retomando a conversa da aula anterior.

 

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

 

Painel de jogos

Disciplina: Educação Física
Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Cultura corporal
Tipo: Metodologias

No contexto escolar, é importante valorizar o repertório de movimentos, brincadeiras, jogos e lutas que cada aluno traz consigo, garantindo um espaço de trocas e de elaboração conjunta de novas atividades.

Para trabalhar esse aspecto, uma sugestão é organizar um painel de jogos e brincadeiras que deve ser feito no início do ano, para que o professor possa aproveitá-lo no seu planejamento.

Fazendo e aproveitando o painel

  • Leve as crianças para uma sala de aula, para evitar que elas se dispersem, e organize-as em semicírculo. Cole na lousa uma folha de papel pardo e escreva no alto da folha o título: Painel de Jogos e Brincadeiras.
  • Pergunte sobre as brincadeiras das crianças na rua, no recreio, na visita a amigos de outros bairros, na visita a parentes. Anote as informações no painel, organizando-as em uma coluna. Conte as brincadeiras repetidas e escreva as variações de uma mesma brincadeira (zerinho e foguinho para pular corda) em uma chave ao lado da brincadeira original.
  • Faça uma segunda coluna hierarquizando as brincadeiras (com as variações), das mais citadas para as menos citadas. É importante que nenhuma fique de fora.
  • Peça às crianças que expliquem a primeira brincadeira do painel aos colegas que não a conhecem. Faça o jogo com a classe.
  • À medida que as outras brincadeiras vão sendo exploradas em outras aulas, você pode contextualizar a brincadeira, explicando, por exemplo, sua origem (www.uol.com.br/brasil500), aprimorando as habilidades envolvidas e construindo novas regras.

O site indicado neste texto foi visitado em 04/03/2002

Texto original: Iza Anaclêto e Mônica Arruda Xavier
Edição: Educarede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Olimpíadas de Atletismo em equipes

Disciplina: Educação Física
Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Evento esportivo
Tipo: Metodologias

Muitas vezes, as escolas se prendem demais às regras convencionais dos esportes, perdendo a oportunidade de explorá-los de forma mais criativa e adequada à construção de atitudes interativas e solidárias.

A idéia dessa proposta é a organização de uma “Olimpíada de Atletismo em Equipes” que promova a integração dos alunos de 5ª a 8ª série, de modo que todos se sintam realmente desafiados a dar o melhor de si, sem privilegiar apenas aqueles que possuem as melhores performances em cada prova.

O professor organiza com os alunos:

  • Um “Comitê das Olimpíadas”, composto por dois alunos de cada série, que ajudam o professor na organização geral do evento, nas inscrições e no julgamento das provas.
  • Equipes mistas, procurando desfazer “panelinhas” e manter equilíbrio de representação por série.
  • As provas que irão compor a “Olimpíada” podem incluir velocidade (a distância pode ser negociada), salto em extensão, salto em altura, arremesso de peso (o material a ser utilizado como “peso” também pode ser negociado).

Cada equipe se organiza de forma a inscrever um determinado número de alunos de cada série em cada prova, e todos os alunos devem participar de um número mínimo de provas. Esses números precisam ser pensados pelo Comitê, assessorando o professor.

A equipe campeã de cada prova é aquela que obtiver o maior somatório das marcas individuais de todos os membros da equipe. A equipe campeã da “Olimpíada”, por sua vez, é a que atingir o maior somatório em todas as provas.

Para finalizar o evento, é interessante promover uma avaliação com os alunos, identificando aspectos positivos e negativos dessa forma de organização, com o objetivo de aperfeiçoá-la e adequá-la às expectativas de alunos e professores.

Texto original: Iza Anaclêto e Mônica Arruda Xavier
Edição: Educarede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Olhos Vendados

Disciplina: Educação Física
Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Consciência Corporal, percepção sinestésica
Tipo: Metodologias

Nossas impressões visuais são, na maioria das vezes, mais desenvolvidas que as impressões provenientes dos outros órgãos dos sentidos. Esta proposta visa a mudar esse padrão e possibilitar aos alunos captarem informações do ambiente por meio de outros sentidos, salientando a importância da percepção sinestésica na execução de movimentos.

Depois de conversar sobre o objetivo da atividade, o professor organiza a turma em duplas e oferece um pano que sirva de venda para os olhos. Um aluno fica com os olhos vendados e o outro vai guiá-lo por um determinado percurso. Quando terminar o tempo combinado, as duplas voltam e invertem-se os papéis. Quem foi guia passa a ser guiado e vai fazer um percurso diferente do anterior.

O percurso deve permitir experiências motoras de andar explorando rampas, escadas e pisos diferenciados; passar por lugares estreitos e amplos, mais ou menos ensolarados, entre outras possibilidades; andar de frente, de costas, correndo ou saltando.

Durante o “passeio”, o guia é responsável pela segurança do companheiro que não está enxergando, tendo de avisá-lo e protegê-lo dos perigos, fazendo uso de uma linguagem não verbal, pois uma das regras é que os parceiros não podem se comunicar verbalmente. O estímulo à corrida ou o convite a um salto também devem ser feitos via comunicação não verbal.

Deve-se estipular um tempo (aproximadamente 15 minutos) para que os parceiros troquem de papéis e, depois, promover a troca de impressões pessoais sobre a experiência vivida. O professor deve explorar a riqueza de informações que a experiência permite e discutir com os alunos sobre a importância dessas observações, mesmo quando estamos de olhos bem abertos.

Texto original: Iza Anaclêto e Mônica Arruda Xavier
Edição: Educarede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

O aprendizado da convivência

Disciplina: Educação Física
Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto: Controle das emoções
Tipo: Metodologias

Como é freqüente nas situações de jogo, questões afetivas e sociais das crianças aparecem no cotidiano das aulas, expressas em atitudes como recusa de participar da atividade quando não se está na mesma equipe dos melhores amigos; sair no meio do jogo, reclamando que ninguém passa a bola; chorar depois de uma derrota; direcionar gozações aos perdedores.

Essas manifestações precisam ser acolhidas e trabalhadas pelo professor, que deve ter em mente que elas representam uma dificuldade infantil genuína de lidar com as frustrações inerentes ao processo de socialização.

É interessante que o professor antecipe para os alunos situações como essas, de modo que, se surgirem, possam ser enfrentadas com mais tranqüilidade. O jeito é falar sobre os sentimentos que essas experiências podem suscitar, deixando claro que os compreende e reconhece a dificuldade de lidar com eles. Mas que, o viver em sociedade, implica muitas vezes ceder, esperar a vez, resolver conflitos. A convivência solidária deve ser exaustivamente buscada e, portanto, trabalhada.

Uma dica é variar a divisão de equipes:

  • Deixar que os alunos se escolham, garantindo que todos, sem exceção, tenham possibilidade de fazê-lo no decorrer do curso.
  • Utilizar critérios aleatórios, como vencedores do “par ou ímpar” e perdedores; aniversariantes do 1º e 2º semestre.
  • Utilizar critérios determinados como sexo, peso, habilidade, afinidade.
  • Fazer a distribuição de papéis coloridos ou apenas indicação de uma cor para cada aluno.

É importante comentar, antes da divisão das equipes, que provavelmente muitos alunos ficarão em grupos diferentes dos de seus amigos. Mesmo sendo difícil aceitar esse fato, essas mudanças são ótimas oportunidades para conhecerem melhor colegas com os quais não estão acostumados a se relacionar. Às vezes, até mudamos a opinião que temos sobre determinadas pessoas ao nos relacionarmos mais de perto com elas.

É fundamental, também, aproveitar cada conflito que aparecer na classe como possibilidade de aprendizagem para todos, com o cuidado de tentar perceber os sentimentos subjacentes às mensagens explicitadas e aos comportamentos manifestos.

Se compreendermos o que se passa com a outra pessoa, podemos responder a partir da perspectiva dela, manifestando uma sintonia importante, mesmo quando não concordamos com os fatos.

Outro ponto importante é retomar as situações difíceis que provocaram sentimentos e ficaram mal elaborados. Por meio de conversas constantes e cuidadosas, podem-se estabelecer e alcançar objetivos coletivos.

Texto original: Iza Anaclêto e Mônica Arruda Xavier
Edição: Educarede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Medindo o Atletismo

Disciplina: Educação Física
Ciclo: Ensino Fundamental – 5ª a 9ª
Assunto: Conhecimento corporal
Tipo: Metodologias

Na 5ª ou 6ª série, os professores de Matemática e Educação Física podem desenvolver um trabalho interdisciplinar, envolvendo os conteúdos específicos de sistemas de medida e Atletismo, aliando a teoria e a prática de forma bastante significativa para o aluno.

Nas aulas de Matemática, os alunos podem se apropriar do conceito de medição e conhecer os padrões e instrumentos de medidas. Pode-se, inclusive, fazer uso de um livro paradidático bem interessante sobre o assunto: “Medindo Comprimentos”, de Nilson Machado.

Em Educação Física, o objetivo dessa atividade é oferecer aos alunos oportunidades para ampliar seu conhecimento corporal, por meio de suas próprias medidas e das medidas de suas performances em algumas provas básicas do Atletismo: as corridas, os saltos e os arremessos. A idéia é brincar com as medidas que, apesar de precisas, refletem um resultado relativo a um determinado momento e a uma determinada condição física.

Essa proposta não tem a intenção de estabelecer uma competitividade entre os alunos, em torno das medidas pessoais, e sim permitir a cada um deles um conhecimento maior de suas próprias capacidades, limitações e evolução.

Os professores das duas disciplinas envolvidas devem agendar previamente um encontro para trocar idéias a respeito do trabalho. Em Matemática, os alunos exercitam seus conhecimentos sobre o sistema decimal; já em Educação Física, desenvolvem suas habilidades em saltos e arremessos.

A idéia é que, no início do curso de Atletismo, o professor de Educação Física explique aos alunos a proposta de desenvolver os conteúdos específicos da modalidade, porém com um objetivo mais amplo: não só promover o desenvolvimento das habilidades motoras, mas também propiciar um maior autoconhecimento em relação às capacidades e habilidades individuais.

Cada aluno recebe uma ficha para registrar suas marcas pessoais no decorrer do curso. Essa ficha é preenchida pelo próprio aluno durante a atividade e deve ser deixada com o professor ao fim de cada aula. Para essas marcações, é necessário que o professor reserve algumas canetas para emprestar aos alunos na ocasião.

Cada aula inicia-se com um exame biométrico, para que todos os alunos tenham as medidas atualizadas de seu peso e altura. Essas medidas devem ser anotadas nas fichas pessoais de cada um. Nas aulas de Atletismo, anota-se, no local apropriado da ficha, a melhor marca do dia.

Essa ficha pode servir, posteriormente, para outros objetivos. Ela pode, por exemplo, ser guardada pelo professor de um ano para o outro, permitindo ao aluno acompanhar o seu crescimento e a sua evolução nas provas de Atletismo ao longo de todo o Ensino Fundamental. Para isso, terá de exercitar cálculos matemáticos para estabelecer as diferenças entre as várias marcas.

Depois que os alunos vivenciarem suficientemente o salto em extensão e incorporarem em seu salto as informações técnicas recebidas, o professor trabalha com outra ficha a ser distribuída a todos os alunos.

A Ficha Modelo II é apenas um exemplo de aproximação entre a Educação Física e a Matemática. Mas há outras possibilidades envolvendo mais diretamente as distâncias, ou mesmo os tempos das provas de corridas, o que pode ser explorado em outra atividade.

Para incrementar os cálculos a serem efetuados, o professor pode trazer uma tabela com os recordes brasileiros e mundiais de salto em extensão, nas categorias masculina e feminina, cujas informações podem ser obtidas no site da Confederação Brasileira de Atletismo.

Referência:
MACHADO, Nilson J. Medindo Comprimentos. São Paulo: Scipione, 1997 (Coleção Vivendo a Matemática).

Texto original: Iza Anaclêto e Mônica Arruda Xavier
Edição: Educarede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Jogue tênis com raquete adaptada

Disciplina: Educação Física
Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto: Jogo motor
Tipo: Metodologias

Esta atividade tem como objetivo fazer com que os alunos desenvolvam a criatividade e participem da experiência de “jogar tênis”, desenvolvendo habilidades e capacidades como rebater, desenvolver a orientação espaço-temporal e a coordenação motora grossa.

Material necessário para a raquete: um cabide de arame, pedaços de arame, uma meia-calça de seda e fita crepe. O professor pode ter por perto um alicate para resolver pequenos problemas.

A proposta é que as crianças deformem o cabide com as próprias mãos, transformando-o em uma forma arredondada ou oval com um cabo reforçado por um arame duplo, como nas raquetes. Veste-se, então, a cabeça da raquete com uma perna de uma meia-calça de seda e enrola-se bastante fita crepe no cabo da mesma, fixando-se assim a meia-calça no arame.

Uma bola de meia é ideal para ser usada com esse tipo de raquete, permitindo uma exploração do material, tanto em propostas individuais, quanto em duplas, ou mesmo em pequenos grupos.

Os alunos podem controlar a bola com a própria raquete:

  • bater com a raquete na bola consecutivamente;
  • bater na bola, andando para frente ou para trás; em cima de uma linha;
  • acertar um determinado alvo com uma bola jogada pela raquete.

As propostas em duplas podem envolver jogos sem rede; com rede baixa ou alta; com ou sem limitação de campo; com ou sem limitação de número de “raquetadas” por jogador.Em grupos, os jogos podem ser em rodinhas, e seu objetivo é não deixar a bola cair no chão. A distância entre os jogadores vai se alterando segundo o domínio das habilidades envolvidas. Cabe também a sugestão de jogos com rede, envolvendo três contra três, quatro contra quatro.

As próprias crianças podem ir elaborando seu jogo, conversando sobre as regras, que devem ser, sempre, mediadoras do desafio e do prazer. O professor deve estar atento para sempre colocar novos desafios, capazes de provocar uma desestabilização momentânea e a busca de um sucesso.

Texto original: Iza Anaclêto e Mônica Arruda Xavier
Edição: Educarede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Jogos de luta

Disciplina: Educação Física
Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto: Consciência corporal
Tipo: Metodologias

As brincadeiras de luta representam uma necessidade infantil manifestada principalmente entre os meninos, sendo na maioria das vezes reprimidas e punidas.

A proposta é fazer uso de jogos de lutas, nos quais essa necessidade de contato corporal seja suprida de forma organizada e a criança possa expressar seu ímpeto em condições seguras, possibilitando a liberação da agressividade sem deixar de lado o reconhecimento do outro. Afinal, lutar com o outro é, antes de tudo, encontrá-lo fisicamente.

Ao longo da atividade, propicia-se que a criança:

  • Faça uso de uma variedade de deslocamentos, apoios e condutas motoras que contribuem para aperfeiçoar a sua imagem de corpo em construção.
  • Reconheça ser mais leve ou mais pesada; mais alta ou mais baixa; mais ágil ou mais lenta do que seu colega.
  • Desenvolva estratégias de ataque e defesa que se refinam com a análise das atitudes do adversário, pois qualquer desequilíbrio ou falta de atenção devem ser rapidamente aproveitados.

É importante lembrar que o contato físico com o outro provoca uma grande carga emocional. Os jogos de combate implicam agarrar, dominar, imobilizar, arrastar, empurrar. É preciso aceitar ser jogado no chão, ser imobilizado sob o corpo do outro e ser capaz de controlar todas as emoções que decorrem de tais experiências. Para tanto, os alunos devem contar com a ajuda do professor na conquista do autocontrole sobre impulsos e emoções e no trabalho da solidariedade e da tolerância à frustração.

Todos devem passar pelos papéis de defensor e atacante e observar os colegas. O professor socializa as conquistas individuais dos alunos, enfatizando as melhores estratégias para cada situação, estimulando a reflexão sobre as experiências vividas e ressaltando as diferenças entre os alunos como fonte de riqueza.

Exemplos de jogos:

1. Jogo de posse da bola:

Em duplas, uma das crianças, em posse da bola, tenta de todas as formas impedir que a outra a tome de suas mãos, em um minuto de disputa. À espera do sinal de início, a ser dado pelo professor, o defensor deve usar o seu corpo para proteger a bola, enquanto o atacante permanece ajoelhado cerca de 50 cm do guardião.

O professor deve banir as brutalidades, combinar e garantir as regras junto com os alunos e enunciar as estratégias possíveis para cada um dos papéis, fazendo com que as crianças verbalizem as tentativas de movimento executadas e suas respectivas intenções.

O defensor procura garantir o maior contato corporal possível com a bola, fazendo uso de todo o seu corpo para protegê-la. Pode resistir aos ataques, girando sobre seu próprio corpo e puxando a bola presa pelo adversário. O atacante, por sua vez, age diretamente sobre a bola, tentando agarrá-la e desprendê-la das mãos do colega, puxando-a e empurrando-a. Também pode agarrar o colega e tentar afastar seus braços ou suas mãos.

2. Jogo de deslocamento forçado:

Em duplas, dentro de um espaço quadrado delimitado, medindo 2m X 2m, uma das crianças tenta, de todas as formas, retirar a outra desse espaço, em um minuto de disputa. À espera do sinal de início, a ser dado pelo professor, as crianças devem permanecer ajoelhadas, no centro do quadrado.

O professor deve lembrar que as ações sobre o adversário não podem ser violentas e combinar, junto com os alunos, as possíveis estratégias de defesa e ataque.

Fonte de pesquisa adicional:
OLIVIER, Jean-Claude. Das Brigas aos Jogos com Regras: Enfrentando a Indisciplina na Escola. Porto Alegre: ARTMED, 2000.

Texto original: Iza Anaclêto e Mônica Arruda Xavier
Edição: Educarede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)

Jogo de Construção e Criação

Disciplina: Educação Física
Ciclo: Ensino Fundamental – 1ª a 4ª
Assunto: Trabalho com sucata
Tipo: Jogos

Dentro da pedagogia infantil, os jogos de construção são uma etapa de transição entre os jogos simbólicos (faz-de-conta) e os jogos sociais (jogos de regra). Eles são de grande importância porque permitem à criança explicitar sua visão de mundo concretamente, revelando seu universo interior (medos, fantasias) por meio dessas construções.

Esta atividade tem por objetivo fazer com que os alunos desenvolvam a criatividade e a capacidade de elaboração e expressão, além de conscientizá-los sobre a importância da reciclagem de materiais.

Para sua realização serão necessárias sucatas higienizadas, que podem ser trazidas pelas crianças:

  • latas de alumínio;
  • embalagens de caixa de leite (tetrapak);
  • embalagens plásticas de garrafa (pet);
  • tampinhas de garrafa;
  • tubos e caixas de papelão;
  • jornais e revistas;
  • potes plásticos (manteiga, margarina) etc.

Preparação do ambiente:

Antes da chegada dos alunos, misture a sucata ao material da aula de Educação Física (bolas, plinto, bambolê, cones, colchonetes) e deixe-os no centro da quadra. Crie “cantos” na quadra com giz ou fita crepe.

Feito isso, leve os alunos para a quadra e peça para que eles construam livremente algo com o material disponível. Essa construção pode ser feita em trios, duplas ou individualmente.

Ao final da aula, cada grupo ou realizador individual deverá dar um título à obra construída, apresentá-la e explicar seu trabalho aos demais colegas. Se for possível, fotografe o material para uma futura exposição ou para uma apresentação durante o intervalo.

O acompanhamento de todo o processo de construção de cada grupo é muito importante para que o professor possa verificar o grau de elaboração e de expressão dos alunos, e até mesmo observar questões relativas à socialização. Seguramente esta observação indicará caminhos muito importantes para a formação das crianças.

Para aprofundar:
Leia a matéria RPG torna a aula uma aventura

Texto Original: Iza Anaclêto e Mônica Arruda Xavier

Edição: Equipe EducaRede

(CC BY-NC Acervo Educarede Brasil)